The Lemon Song ou The Bass Song?

Caros,

Hoje estava ouvindo o Led Zeppelin II. São tantos motivos que temos para escrever sobre o Led, tantos e infinitos adjetivos para qualificar a banda, suas músicas, sua importância, sua história, seus discos, seus integrantes. Jimmy Page, Robert Plant, John Bonhan – gênios nos seus “instrumentos”. Peraí, falta o 4º cavaleiro do apocalipse – aquele que ficava ali no fundo tocando baixo ou quietinho atrás de um piano, teclado. Me perdoem – falta o musicista mais genial de todos, será?

Quais instrumentos John Paul Jones tocava na banda? Está no Wikipedia – baixista e tecladista John Paul Jones. Deêm uma olhada no perfil, conhecidamente, além de baixista e tecladista do Led Zeppelin, John Paul Jones tocou na banda alguns instrumentos como Mandolin, Stell Guitar, Koto (qual nome em Português?), violino, ukulele, sítara, violoncelo, bandolin e por aí vai…

Além de baixista e tecladista é compositor, arranjador, produtor na banda e fora dela.

Voltando ao Led Zeppelin II. O disco é excelente, as músicas,  Whole Lotta Love, Heartbreaker, Moby Dick, Thank You e ali não tão conhecida, nem tão cultuada está The Lemon Song e sua letra sexualmente provocativa e um detalhe – a linha de baixo… assim como John Paul Jones, aquela linha de baixo é pouco comentada como genial que é. Sei que teremos pessoas que vão falar: “ok , eu já tinha reparado, já havia dito sobre ela”, mas peço permissão e vou usar o MHM para deixar bem claro o quão genial é!

Poderia abrir um YouTube da música e pediria para vocês prestarem atenção no baixo, aquele instrumento que fica “por baixo” de tudo. Mas quando fui procurar o link no Youtube, me deparei com este que da mesma forma presta uma homenagem ao gênio criador e sua criação. Devo enaltecer o esforço para execução, se não está perfeita, está bem próxima e nos dá perfeita dimensão. Então, ganhem 7:30 minutos em suas vidas e vejam abaixo, ressaltada a linha de baixo de The Lemon Song, ou se me permitem, The Bass Song.

E sei que temos outros geniais baixistas, mas este aqui merecia…



Categories: Curiosidades, Instrumentos, Led Zeppelin, Músicas

22 replies

  1. Olá,

    JPJ é o “beatle quieto”, como se referia George Martin à George Harisson, mas certamente é aquele por quem tenho mais apreço por fazer um dos solos de teclado mais bacanas da história da música (“All My Love”), ele fez a cama mais difícil das cozinhas do metal: segurar o Bonham não é coisa fácil… Há várias músicas do Zeppelin que acho que a questão “tempo” foi jogada para escanteio… !

    Meu triunvirato inclui Paul McCartney (e a sua linha de baixo em “Hey Bulldog” e “Something”) e Geddy Lee (qualquer música do trio canadense)!

    Vamos aproveitar! Os três ainda estão vivos: três monstros!

    Graça e Paz!

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  2. Daniel, obrigado pelo excelente e em tempo recorde comentário. Concordo com a trinca – são geniais com G Maiúsculo.

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  3. Perfeito o post Remote, e justiça seja feita a um dos maiores músicos do Rock!

    Muito legal ver o cover, não é brincadeira as linhas todas que JPJ fez nessa gravação!

    Da minha parte, adiciono o Chris Squire do Yes, e, porque não, o Sting do The Police na lista dos grandes baixistas.

    keep bassin’

    Abilio Abreu

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  4. Abílio, obrigado pelo elogio e concordo também que os dois que cita, com estilos bem diferentes hein, são grandes do baixo também.

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  5. Remote,

    A exemplo daquilo que você tão bem relevou, aqui em Earls Courts em 1975, na clássica “Going to California”, o grande John Paul Jones toca mandolin, e vê-se que Page apenas segura a base e é ele quem faz todas as frases mais legais:

    keep watching’

    Abilio Abreu

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  6. Abílio – Excelente

    É isso aí mesmo – é fantástico, o menos valorizado da banda, sem dúvidas…

    E olhe esses dois do mesmo show:

    Aqui acho que é um baixo fretless:

    E aqui – eu sei lá:

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    • Remote,

      Tudo excelente, realmente todo o equipamento que o JPJ tinha no palco do Led era notável… Em “In my time of dying” é realmente um fretless, e o de “Bron-Yr-Aur Stomp” é um baixão elétrico. Quer dizer, tudo que você colocar na mão do homem vai ser tocado com total maestria…

      Ainda em Earls Courts 1975, o show de swing e harmonias que JPJ faz no teclado em “Trampled Underfoot”:

      Como já percebeu, teu post me fez assistir novamente ao DVD duplo inteiro, e não deixei de perceber que aqui em 1979, em Knebworth, JPJ toca um baixo de 8 cordas, e de palheta:

      Inigualável!

      keep leddin’

      Abilio Abreu

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  7. Ahhhh, sim… “Lemon tree, very pretty, and the lemon flower is sweet…but the fruit of the lemon is impossible to eat”. Opa, esse é outro limão, lá do Peter, Paul & Mary… o limão daqui é bem mais maduro e interessante para falarmos…

    Remote ataca novamente com seus inesperados mas mais que desejados posts. Eu sempre comento com todos a “necessidade” que temos aqui de Led Zeppelin – falamos pouco, menos do que o desejado, mas muito menos ainda do que o merecido – mesmo assim, a banda aparece ali na nuvem de categorias do blog, o que mostra que pelo menos falamos bastante indiretamente – mais do que merecido.

    O legal foi ter adicionado inclusive este playlist-homenagem – se foi de propósito, não sei, mas os outros vídeos da playlist também são bem interessantes e trazem tributos aos outros também. “Outros” – que absurdo falar assim…

    O Daniel foi perfeito no primeiro comentário, e o Abilio trouxe outros grandes exemplos. Mas é bem verdade que John Paul Jones é o menos “festejado publicamente” do Led, o que nem de longe significa que assim devesse. Quem aguentava quem, hein? Ele a Bonham, ou Bonham a ele? Não existe e nem precisa ter resposta para isso… são todos gênios e esta é a melhor mensagem deste post, em uma justa homenagem ao “menos festejado”.

    Obrigado, Remote, por fazer este investimento por aqui. E viva os baixistas, viva JPJ, Macca e suas linhas muito fora da curva, o saudoso Cliff Burton, Geddy Lee e também Flavio Remote e Rolfístico Personagem!

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  8. Eu vou ser muito claro no meu comentário ao deixar registrado aqui que considero JPJ o melhor na banda, mesmo pensando que não haveria outro vocal para o Led que não Plant, no legado que Boham deixou para todo o baterista que pensou em sentar a mão em seu instrumento, e na genialidade de Page, tanto como guitarrista, como compositor ou como produtor.
    Mas John Paul é pra mim a definição de um músico completo. Nos teclados de SInce I’ve been loving you, Trampled Under Foot ou No Quarter, nos bandolins de Going to California ou Thats the Way ou num instrumento ” três em um ” que ele usa em Ten years Gone,acrescido de um foot pedal!!!.

    E como baixista, também genial. Meus parabéns pela idéia do post, parabéns também para o executor da cover, uma tarefa árdua cumprida de forma exemplar e principalmente, hats off para John Paul Jones.

    E como o assunto principal aqui é baixo, vai outro momento genial de John, do mesmo Led 2, em uma versão ” isolate track”. Como todos diriam aqui, AÍ SIM!!!

    What is and what should never be.

    Alexandre

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  9. muito bom, Remote. Vc como um excelente baixista e vocalista tem toda a propriedade de mencionar algo aqui sobre baixo
    porr* eu fui citado num post de baixistas?….que maneiro, muito obrigado ao presidente…imagina
    JPJ é outra ctaegoria musical……..

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  10. Rolf você será mencionado em posts de baixistas, guitarristas, bateristas, vocalistas – você estará em todos…

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  11. Remote, lembrei, há uns oito anos, de você me mostrando essa linha de baixo coma mesma empolgaçao que voce mostra no texto. Led II tem as mais viscerais linhas de baixo da discografia. De ranger os dentes… JPJ era o mais afiado musicista, sem dúvida. já experiente em estudios, a linha que costurava três monstros. Um salve pra toda a galera do Min HM.

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  12. Vocês conhecem esta versão de “The Lemon Song” ocorrida no Lollapalooza Argentina:

    http://keepingthebluesalive.org/robert-plant-and-jack-steal-lollapalooza/

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    • Schmitt, não conhecia e fui conferir.

      Do baixista não consegui ouvir praticamente nada. Cortaram o pedaço mais acelerado da música. e pelo lado positivo:
      Gostei do baterista…

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      • A versão não compromete , mas deixa a desejar pela falta da parte mais acelerada, sem dúvida.
        E a grande graça da música realmente é a parte do baixista. Eu consigo ouvir bem o músico e ele toca bem, mas tá longe da categoria e de aplicar as linhas do Sr Paul Jones; È sempre bom ver Plant cantando sons como esse, no entanto, embora saibamos que a voz não é mais a mesma . O batera realmente vai bem.
        Faltou a parte mais acelerada da música, no mais acho que Jack White ( de quem eu nunca vi nada demais , apesar de toda catarse em volta do músico) não comprometeu.
        Gostaria também de ouvir a parte acelerada. Para o músico em questão seria mais desafiador, sem dúvida.
        De qualquer forma, como é bom ouvir um clássico deste quilate .

        Alexandre

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