Cobertura Minuto HM – Overkill e Symphony X – Calgary (Canadá) – resenha

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Bem amigos do Minuto HM, estamos aqui, direto de Calgary, seguindo as agendas de show da cidade, estes que foram em 29/set/2015. Desta vez vamos falar sobre o show de Overkill e Symphony X, bandas de sons bem diferentes, mas que compartilham do peso do rock para passarem sua mensagem.  Os caras resolveram fazer uma mini-turnê conjunta que cobre algumas cidades americanas e obviamente, canadenses. O legal é que ambas são de New Jersey, portanto a amizade deve ser de longa data. O Overkill lançou em 2014 “White Devil Armory“, o décimo-sétimo álbum da banda que iniciou sua história em 1980 (!), ainda contando em sua formação original com o vocalista Bobby “Blitz” Ellsworth e o baixista Carlos D.D. Verni. A banda – que já teve mais respeito na cena – deu uma sumida do mainstrean mas nunca parou de produzir material, admirável para quem esteve longe dos grandes festivais e pouco cogitado para ajuntamentos com seus pares.

Já o Symphony X (a banda que me chamou atenção para o show) vem do lançamento de “Underworld“, o nono álbum da banda, que teve sua carreira iniciada em 1994 com o disco de estreia homônimo “Symphony X“, o excelente guitarrista Michael Romeo, o tecladista Michael Pinnela e o baterista Jason Rullo, que ficou um tempo fora da banda (de 98 à 2000), mas que retornou para assumir as baquetas. Mesmo com uma produção bem legal, “Underworld” está longe de ser comparado aos primeiros discos da banda ou mesmo ao ótimo “Iconoclast” (2011). Havia muita expectativa para o sucessor deste álbum. O resultado é bastante médio mediante a espera.

Calgary não é propriamente a “cidade do Rock”. Muito pelo contrário. Quando o gigante Foo Fighters invadiu a cidade (veja aqui e aqui o relatório do show), pensava que não encontraria ingresso (adquiri o meu no dia) e que o Scotiabank Saddledome estaria entupido. O ginásio dos Flames (tradicional time de hockey da cidade) estava lotado. As cadeiras estavam quase todas ocupadas, mas na parte inferior havia clarões. Incrível.

Então o que esperar de duas bandas que não fazem parte – nem no passado e muito menos no presente – do primeiro escalão do rock? O thrash talvez passe por uma crise de identidade de uma maneira generalizada e o Overkill, embora conhecido pelos admiradores do estilo e com quase 40 anos de carreira, passou do ponto de se tornar relevante para o mundo. Acredito, pelo que vi, que os caras ainda tem tesão de estar no palco, gravar discos e etc, mas hoje, talvez mais do que nunca, tocam por uns trocados e algumas cervejas.

Overkill com som melhor e mais punch.

A banda oitentista queimou a lenha e colocou seu público para pogar. Disparou clássicos e deixou o ambiente ensurdecedor. Minha perspectiva do palco era a melhor (somente a grade de segurança me separava), mas não foi fácil aguentar trancos nas costas dos empolgados fãs da banda. Pelo que eu pude entender, fazia 10 anos que a banda americana não pisava em solo calgariano, logo a saudade de quem curte a banda era imensa. Não sei se tal saudade se justifica através de tantos empurrões que eu levei. O casaco grosso protegeu minhas vértebras de contusões mais sérias e infelizes. O som estava bacana. A parede de amplificadores (eu contei 9 de um lado e 10 do outro) fez seu papel. Enquanto o guitarrista base Derek Tailer deixava de lado a seriedade comportamental de quem parece estar apresentando uma ópera, ele brincava com o segurança à sua frente. Foi em uma destas que eu ganhei minha palheta (personalizada com o nome da banda), que foi colocada estrategicamente no cabelo do security-man. O mesmo simpatizou comigo (aliás, todos eles, tirando o momento do trabalho, conversavam com o público durante os intervalos, bem interessante) e deu-me o souvenir.

De longe, não é um som que eu curta, mas bati cabeça. O ambiente era ótimo. Fica dentro do campus universitário mais importante da cidade. É uma pequena sala de espetáculos, com ar-condicionado – sem wi-fi – preocupada em trazer atrações para os internos e acredito ser um grande privilégio, independente de quem subiu para mostrar seu som. Já pensou se boa parte das faculdades e universidades imitassem tal projeto? No Rio de Janeiro, a UNISUAM, apresentou alguns espetáculos na década de 80/90. Especialmente de rock nacional. A UERJ, tinha uma espécie de “Almoço com o Artista”, às quarta-feiras. Uma programação cultural que atingia todos os públicos.

De volta à sala. Ao mesmo tempo que achei uma ótima oportunidade estar ali e relatar aos leitores do blog, fiquei pensando em meio a sonzeira, como o estilo não se renova. O som continua sujo, mas não pode se aperfeiçoar, buscar novas referências? Os papas do estilo ou mesmo, o Big Four, mudou em alguns discos. Pegue os mais recentes trabalhos de Slayer, Anthrax, Megadeth e MetallicA (pode ser até dos últimos 10 anos) e você verá, que aqui e ali, há uma mudança de paradigma musical. A velocidade, a brutalidade musical e a sujeira – conforme eu já falei – estão lá, mas a técnica se apurou, os assuntos foram mudando (mesmo que sensivelmente) e os caras passaram a adotar um som mais vigoroso e porque não dizer, profissional. Eu, sinceramente, pensei que estava sentado em casa assistindo um programa de clipe de 1985. Nada mudou. Nem atitude, nem o som, nem a postura… um pouco de cansaço, talvez, mas objetivamente me pareceu um som velho, obsoleto. Talvez isto explique o que falamos no início da resenha: a ausência de relevância.

No entanto, que seja feita uma outra reflexão. Os caras não estão se importando muito com isso. O espírito do rock and roll talvez seja mais genuíno em um ambiente musical pouco preocupado com uma evolução estética e sonora. Uso “talvez” como recurso textual, não por estar em cima do muro (quem mal há nisso, né presidente gente?), mas porque nunca iremos saber quais são as pretensões de uma banda que sumiu do cenário mundial (talvez aqui na América do Norte ainda tenha) e não está lá muito interessada em colocar a cabeça para fora do buraco.

Show correto, empolgante, pesado. A equalização está excelente e me faria sentir saudade no momento em que o Symphony X subiu ao palco. Fazia tempo que eu não escutava solos de guitarra daqueles cujo maior objetivo é “quantas notas eu posso meter neste compasso”. O Dave Linsk é um daqueles coroas que preservam o jeito badass de se apresentar. Cara feia, muitas caretas, mas ótimas escolhas para timbres e muito entrosamento com a harmonia proposta. Quem faz um solo de guitarra, quase sempre batendo na trave, pode uma vez ou outra estar sendo referencial até mesmo à letra da canção, mas sempre, aí não. Linsk abusou da competência e me fez admirá-lo. Fico devendo o setlist (nossa referência principal para este tipo de postagem não tem as músicas deste dia), mas garanto: foi um bom show.

Symphony X toca “Underworld”, mas show curto decepciona.

Quando a turma do vocalista Russell Allen subiu no pequeno espaço da universidade de Calgary de certa forma eu estava realizando um pequeno sonho. A banda eu havia conhecido por volta de 2008 ainda sob a repercussão do bom “Paradise Lost” (2007). Longe de ocupar um espaço mainstream do som cada dia menos popular que faz (a técnica e a melancolia do progressivo + a velocidade e rancor do thrash), o SX vem dando a pinta – ou resignação – de que não quer conquistar o mundo. Se satisfaz em arrebatar os que querem curtir seu som durante algum tempo.

Impressão semelhante eu tive quando assisti o mesmo Russell Allen, desta vez com o Adrenaline Mob. Em um espaço modesto em Manhattan, o projeto que ele ainda dividia com Mike Portnoy, se acomodava em um espaço para um público de menos de 300 pessoas, bastante diminuto para um olhar megalomaníaco e plural que a gente tem quando usa expressões como ESPETÁCULO, SHOW e APRESENTAÇÃO. Para saber como foi neste dia, clique aqui.

Na noite fria de Calgary, assim, no olhômetro, eu diria que quando a banda tocou a primeira música, havia uma média de 150 pessoas (!) no local. Não mais que isso. Embora concentrado em Michael Romeo (alguns passos a minha frente), guitarrista talentoso e pouco referendado, líder do SX, sabia que “over my shoulders”, a empolgação era concernente a um show no meio da semana em um local contra-mão. Mesmo assim bateu uma decepção daquelas. O som estava pior do que o Overkill. De positivo a voz bonita e fluente de Allen, de negativo o volume estourado do espaço que não contribuía com o som da banda. Note-se que a postura deles no palco pareceu-me impecável, sem qualquer tipo de ‘instabilidade’ por ver pouquíssima gente no floor do espaço cultural da universidade. Eles foram arrebatadores como se tocassem para 10 mil pessoas. A decepção era minha.

Porém, missão dada é missão cumprida e a ideia é sempre “carpem diem”. Não deixar pra trás a oportunidade de viver o que você não sabe se irá se repetir e se tivermos bis, ótimo, a gente conta de novo as novas percepções sob um mesmo olhar e assim foi.

Eu sabia “de cór” o disco novo. Fiz um treinamento durante o fim de verão de Calgary nas idas para o curso de inglês. As letras, algumas eu sabia. Eu sabia a música no coração mesmo. As nuances, os arranjos, as mudanças e convenções. Só sabia – bem mais ou menos – a música com o desempenho mais elegante de Russell Allen. O gigante loiro continua com uma ótima postura no palco e um domínio sob os seus talentos. “Underworld” tem a ousadia de introduzir boas melodias na guitarrada que Michael faz para dar base às suas canções. Pode parecer uma incoerência o que vou dizer, sobretudo porque logo acima fiz elogios a ele, mas Romeo faz escolhas harmônicas, que se são desafiantes, por vezes também são cansativas. Cansativas para ouvidos que não são metaleiros 100% do ano. Para ouvidos que gostam de misturar no playlist rock, tudo o que o rock pode dar. Em “Underworld” ele se escondeu debaixo do seu próprio mundo de competitividade por bpm (batidas por minutos) e isso nem sempre é tão emocionante para quem recebe quanto para quem faz. Mesmo assim, “Whitout You” é uma ótima canção pop composta pelo SX e pode virar um hit imediato para outros momentos da banda.

Não sei se advertido por algum tipo de problema com relação a data/horário, o show teve 11 (!) músicas – incluídos o bis – e pouco mais de 1 hora de duração. Meu olhar ficou estatelado quando eu vi que ao som da Marcha Imperial (é 2015 é o ano de Star Wars, não tem jeito) a banda se despediu timidamente do publico e ao olhar para trás vi um salão vazio, semi-escuro e triste. Na parte de trás, à direita, uma pequena banquinha com os souvenirs da mini-tour com o Overkill + material da banda, dentre eles um LP, cheiroso e iluminado de “Underworld“. Como raramente ando com dinheiro (papel) e estava com o de plástico, o desejo de presentear um amigo com o vinil foi adiado.

Parti em direção à estação de trem e lá chegando puxei assunto com quem também o esperava. Perguntei se era comum que as exibições dentro do MacEwan Hall fossem curtas, ele pareceu mais conformado do que decepcionado e disse que a duração “era aquela”. Tive ainda tempo de perguntar se ele conhecia Sepultura, disse que “algumas canções” e em seguida perguntei se conhecia outras bandas brasileiras e daí veio a negativa. Calgary não está no mapa das cidades mais roqueiras, mas foi nela que encontrei algumas decepções culturais (para mim) ao perguntar nativos e imigrantes sobre bandas famosas como Guns N’ Roses e ouvir respostas como: “não conheço”. Antes de aqui chegar já sabia pela minha mulher que era uma espécie de Texas do Canadá, por isso sabia que os cowboys poderia não curtir um som tão distante do ambiente deles, mas desconhecer Axl e sua trupe, soa como um pecado sem fronteiras. Original Sin.

Foram dois shows em espaço curto de tempo o suficiente para admirar a educação da população, a estrutura dos espaços dedicados aos espetáculos, ao sistema de trânsito impecável em várias horas do dia (dispensando o uso de carro particular), entre tantos outros adjetivos que a cidade merece. Em 2016, poderemos ter a oportunidade de fazer maiores críticas à eventos que prometem “chacoalhar” a vida da população como a turnê do “The Book Of Souls World Tour”, dia 3 de abril (Iron Maiden) e o “The End Tour”, dia 29 de agosto (Black Sabbath), ambas em Toronto, cidade com 7 milhões de habitantes (6 vezes a mais que Calgary) e acostumada a grandes eventos.

That’s All, Folks.

Daniel



Categories: Artistas, Cada show é um show..., Curiosidades, Resenhas, Setlists

12 replies

  1. Olha Daniel, achei tudo que li, vi e ouvi aqui muito bom mesmo.
    O texto é genial, com sacadas que você traz como poucos.
    Gostei bastante do vídeo da faixa do Symphony X, que é uma das minhas eternas dívidas em relação ao conhecimento musical. Me deu ainda mais vontade de ir atrás, depois de assistir o seu vídeo exclusivo.
    Como canta este Russell, como é virtuoso este Michael!!!
    Te agradeço por abrir mais esta linha de conhecimento acerca da banda.
    Em relação ao Overkill, também nada sei, além de que a banda é sempre referenciada e reverenciada pelos outros monstros do Thrash, Quem sabe um dia também….
    Por fim, uma pena e ao mesmo tempo muito bom ver um show de tão perto, Pena por que as bandas mereciam maior público, mas ao mesmo tempo é uma sensação de exclusividade que poucas vezes tive, e ressalto, é uma experiência impar .

    Parabéns, ótimo texto, como sempre.

    Alexandre

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    • Poxa Bside, obrigado pelas palavras!

      Sim, o RA é um dos melhores da “categoria”. Gostaria de vê-lo em um projeto mais rock and roll, como o Adrenaline Mob.

      Quanto ao Overkill realmente pouco tenho a dizer, a não ser que os caras continuam se divertindo “como nos velhos tempos”.

      Muito obrigado mais uma vez,

      Daniel

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    • Bside, muito obrigado pelas palavras.

      Sim, o Symphony X é bem legal… Não sei se é a sua praia. Eu começaria (como é tradição no blog) pelo cd “Paradise Lost” (2007). É um cd com grandes faixas. Vou quebrar o seu galho e de todos aqueles que gostariam de conhecer mais a fundo.

      Quanto ao Overkill, conheço-o pouco, embora o respeite bastante pela história e referências.

      Mais uma vez obrigado pela força!

      Daniel

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  2. Ah, Bside. Obrigado, amigo.

    Foi um parto escrever por conta das outras atividades nas quais estou envolvido, mas saiu.

    O Symphony X é uma banda que serve como “tampão” quando a gente não quer ouvir “mais do mesmo”, sabe?

    Em alguns momentos ela soa bastante metal, em alguns momentos, mais progressivo, mas no final o resultado é sempre satisfatório.

    Quanto ao Overkill fico com você. Conheço pouco sobre a banda. De novidade, parece que os caras irão aparecer aqui (Brasil) ano que vem. De repente vale uma conferida.

    Abraço,

    Daniel

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  3. Muito bom o texto Daniel. Me fez ter vontade de conferir.
    Já tive a experiência de assistir show de metal internacional com público pequeno. Acho que foi bom pra todo mundo menos para o empresário que contratou o show e pagou o cachê. O show foi do Queensryche em Curitiba que tive a felicidade de assistir com o Abilio. O profissionalismo foi o mesmo do show que você conferiu. Afinal de contas normalmente o cachê é pago com antecedência e uma ou outra banda recebe percentual na vendagem de ingressos. Isso é o mínimo que um artista DEVE fazer. Tocar para 100 ou 100.000 não deveria fazer diferença. Ainda nessa linha de raciocínio soube de um show do WASP por estas bandas do Sul em que a banda abandonou o palco pelo pouco público que compareceu. Isso é imperdoável.
    Do OverKill cheguei a ouvir o album Takin Over (segundo da banda) em 1987, mas não me empolgou muito na época. O estilo das duas bandas é bem diferente.
    Vou seguir sua linha analítica para conhecer o som do Symphony X e passarei minhas impressões na sequência. Valeu pela dica!!!

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    • Oi Claudio, tudo bem?

      Que bom que você se interessou pelo Symphony X. Eu conheci a banda tardiamente e confesso que eu demorei a curtir. Talvez por ser uma banda – que tal qual o Dream Theater – tem um jeito peculiar de gravar suas faixas. Sabe, nem sempre a gente tá com o humor certo para escutar.

      Diferente do que eu fiz com o Bside, eu vou te indicar o disco deles que eu mais gosto e é de 2011, chamado “Iconoclast”. Eu gosto MUITO deste cd:

      Com relação ao profissionalismo, sim, os caras dão um banho quando se trata de pontualidade e compromisso com o público presente e isso eu vi bem de pertinho.

      Mais uma vez muito obrigado pela força,

      Daniel

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  4. Daniel, excelente post e mais que isso, excelente cobertura, trazendo detalhes do antes e depois também.

    Não conheço nada de Symphony X, nada mesmo, se escutei alguma coisa na vida, passou despercebido e não sei citar sequer uma música da banda…

    Já o Overkill (com próxima passagem por São Paulo já remarcada para fev/2016), esta apesar de eu ter ouvido muito pouco, é parte da época do nascimento do thrash metal (https://minutohm.com/2014/08/31/discografia-metallica-parte-9-nascimento-do-thrash-metal/), ainda que a banda tenha começado coverizando punks.

    Obrigado por trazer isso por aqui e aguardamos mais ótimas coberturas como estas!

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Olá, Eduardo.

      Obrigado pelas palavras.

      O SX não é uma banda de todo dia, eu reconheço, mas vale uma audição. Essa, diferente daquela “outra” banda, pode te conquistar justamente pelo vocal do Russell Allen, rasgado e muitas vezes, bem suave. O disco que eu te indico, pra ‘começar na banda’, é o Paradise Lost (2007). Depois você vai voltando e vendo a fase que você curte mais.

      Depois me conta o que você achou.

      Quanto ao Overkill, a importância dele não é figurativa, verdade. Mas como eu disse, me pareceu se conformar com a posição que alcançou. Para algumas bandas – e isso não é incomum – a diversão ainda está em primeiro lugar. Que bom, né?

      Obrigado por comentar.

      Daniel

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  5. Antes tarde do que nunca, faço meu comentário.
    Me chamou a atenção a curiosa combinação de estilos do show duplo. Será que isto não influiu no pouco público?
    Fiquei com uma dúvida, Daniel. A turma que estava te atingindo durante o show do Overkill não ficou para o show do SX? Eles eram numerosos?
    Bem interessante tua análise mais geral da cidade de Calgary e de seus habitantes.
    Já estou ansioso pelos próximos reviews.

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    • Olá Schmitt,

      sua questão é muito pertinente. Sequer havia pensando que os dois públicos pudessem ser responsáveis pela questão do quórum. Muito bem observado.

      Respondendo: me pareceu que eles permaneceram na sala, mas nem posso ser assertivo quanto a isso, porque no intervalo, para não perder o lugar privilegiado, preferi nem olhar para trás (rs).

      Obrigadão por ter acrescentado com sua observação.

      Daniel

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  6. Daniel, se o Schimmit é antes tarde do que nunca, eu serei o que? Mais tarde do que sempre?
    O texto impecável, nos levando para o show,e seus percalços já que foi curto e o desconto pela falta de calor humano, mas a oportunidade de realmente ver de perto, compensa, e afinal foi rodada dupla, que legal.
    Se pelo Overkill, a sua resenha não me faz arriscar o conhecimento, sobre o Symphony X….
    Bom, eu também não conheço o Symphony X, mas gostei bem da without you, e bom saber que é uma musica atual – o que remete ao outro post seu genial, se os idolos não se renovariam… Se a banda é de 1994, não é tão nova assim, mas o hit me agradou de cara, então posso considerar uma possibilidade de surgimento de uma banda para minha coleção. E claro, vou curtir as dicas aí acima.
    Abraços
    Remote

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  7. Opa, Flávio. Tá tranquilo… Antes tarde do que nunca!

    É o SX é uma banda que eu tenho um carinho pelos motivos que eu expus. Vale uma conferida. Não, não é a salvação do rock, mas será que precisa ser? Por vezes é só mais uma banda legal que pode entrar na nossa playlist.

    Em relação ao Overkill, fica o respeito, mas o som soa demodé pra mim. Um disco ou outro pra conhecer a banda, mas nada que apetece.

    Do disco novo, “Underworld”, Whitout You foi a que me conquistou de cara. E eu sou grato pela oportunidade de ter conferido ela tão de pertinho.

    Aqui o disco novo:

    Valeu pelos comentários.

    Daniel

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