Vozes masculina e feminina em uma mesma música (em estúdio)

Há um certo privilégio em escrever um post assim aqui no Minuto HM pois eventualmente um tema assim, jogado  e as vezes meio “sem pé nem cabeça”, pode render bons exemplos, discussões e aprendizados.

Já listamos algumas grandes vozes femininas, mas o “desafio” proposto aqui é o seguinte: listemos exemplos gravados em estúdio – ou seja, deixemos pelo menos em uma primeira instância exemplos ao vivo que são mais facilmente encontrados – de vozes de um homem e uma mulher cantando em pelo menos uma música, mesmo que seja algum single ou participação especial. E vale materiais desenvolvidos para o cinema, também.

E, para tentar ser mais específico um pouco, tentemos pelo menos identificar um dos membros – o homem ou a mulher – tendo carreira ou pelo menos evidentes referências no rock, hard ou metal. Assim, deixemos exemplos como John Travolta e Olivia Newton-John – que me inspirou a fazer o post – e outros do Grease para outro momento. Assim, vamos, pelo menos de partida, deixarmos os diversos exemplos do mundo mais pop – muitos excelentes, diga-se de passagem – de lado.

Trarei aqui alguns exemplos iniciais:

Candy – Iggy Pop e Kate Pierson (The B-52’s) – single do Brick By Brick (1990) que creio ter sido responsável por definitivamente colocar Iggy Pop em outros patamares da fama:

E falando em Kate Pierson, ela tem uma lista razoável de participações do tipo – vamos a outro exemplo, desta vez com o R.E.M, apenas 1 ano depois do exemplo acima, do álbum Out Of Time e que, por sinal, ajudou a consolidar de vez o R.E.M. em charts mundiais. Este causa polêmica se é pop, se é rock, não está errado colocar para um dos lados, então vamos a ele:

Agora é hora do Phil Collins em carreira solo gravando Separate Lives com Marilyn Martin, para o filme White Nights, de 1985. Aliás, esse filme conta com Say You, Say Me, do Lionel Richie também, para se ter ideia da qualidade da trilha sonora, hehehe. Mas não falemos dele, pois senão teria que entrar Endless Love, com a Diana Ross…

Por fim e talvez o exemplo mais claro com a proposta do post: do álbum Barcelona (1988), o segundo e último solo de Freddie Mercury, com Montserrat Caballé. Dada a escolha da cidade para as Olimpíadas de Verão de 1992, Mercury foi buscar Montserrat por ser nativa de Barcelona. Freddie e Mike Moran lideraram a parte criativa de desenvolvimento das músicas e, dada a agenda conflitante da dupla principal, as partes de Montserrat foram gravadas em outros locais, com Freddie fazendo falsetes como guias vocais para a voz operística da espanhola.

Teria sido maravilhoso ver a dupla ao vivo na abertura da Olimpíadas, mas Freddie deixou o mundo 8 meses antes da data, sendo a música executada em playback (travelogue) durante o evento. Eles puderam, entretanto, se cantar juntos ao vivo em outras oportunidades (1987 e 1988).

Fecho então com Barcelona e com a minha preferida absoluta do álbum – How Can I Go On – com imagens do vídeo na Font Mágica de Montjuïc, na maravilhosa Plaça d’Espanya:

 

E aí, vamos listar outros?

[ ] ‘ s,

Eduardo.



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51 replies

  1. Sem wikipedia (Não é Rolf?) tenho já na manga um petardo do Operation Mindcrime (Queensryche)
    E ela aparece mais ou menos em 03:20 min

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  2. E aqui uma polêmica, que obviamente o presidente vai vetar:

    Em 0:40 há vozes masculinas e depois é um esculacho feminino…

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  3. Bom, eu vou ainda comentar sobre os exemplos, mas já trago um de lembrança aqui: a regravação de A Tout le Mond, contando com Cristina Scabbia, do Lacuna Coil :

    Tem ao vivo também, fica a gosto do freguês, mas já vou avisando, tá dificil aguentar os ” timbres ” do Sr Mustaine:

    E aqui uma versão acústica ( o vocal de Dave, é claro, não melhora muito) :

    E aqui vai uma nova restrição aos exemplos: a maioria das bandas de metal ( muitas em estilo sinfônico ou gótico), normalmente tem duas vozes, masculina e feminina. E também normalmente a feminina é bem agradável enquanto a masculina é um gutural que não é pra todos ( inclusive não é para mim). Assim, os diversos exemplos como na própria banda de Scabbia ( Lacuna Coil), no meu entendimento, devem ser deixados à parte.. É isso, presidente ?

    Alexandre

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  4. Mais um aqui, um bom exemplo de balada onde a soma das vozes no meu entender deixou a canção melhor.É provavelmente a melhor canção que conheço com Lita Ford.

    Alexandre

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  5. Esse abaixo é pra mim o exemplo hour-concours dessa lista. A música é simplesmente do melhor disco de todos os tempos ( pra mim), Led IV, e divide o lado A com Rock and Roll, Black Dog e Stairway To Heaven.
    Não faz feio pra nenhuma dessas , eu diria:

    O nome da moça é Sandy Denny, que participava do grupo Fairport Convention e infelizmente faleceu em 1978, aos 31 anos .
    Ah, e o bandolin é tocado simplesmente por John Paul Jones…aí fica fácil…

    Alexandre

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  6. Como o Rolf não apareceu por aqui ainda, vou fazer as vezes dele e dar uma de Advogado do Diabo. Vou apelar para o fator das frutas … banana com banana ou banana com maça? Qual é o CRITÉRIO para essa união homem x mulher?

    Passando o olho nos replies acima e no post, temos sempre música de um determinado artista onde há a PARTICIPAÇÃO de algum outro do gênero oposto, mas o título diz “vozes masculina e feminina em uma mesma música em estúdio”.

    Sendo assim, posso aqui mencionar praticamente TODA a DISCOGRAFIA do Lacuna Coil, por exemplo, pois sempre Cristina e Andrea intercalam vozes masculina e feminina em todas as canções. Muitos outros exemplos semelhantes estão em bandas como Épica, After Forever, Nightwish (as farinhas do mesmo saco) …

    Tendo o critério eu posto minhas considerações musicais aqui …. esse tipo de post é para passar o “Desvendendo Empire of the Clouds” no número de replies, tamanha a extensão que ele pode chegar …

    Beijokas!

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    • Kelsei, concordo, precisa por ordem nessa bagaça, e apesar de estar frouxinha, eu sei que já infringi a unwritten law anyway

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    • Eu deixaria essa mistura urro x vocal feminino lindamente cantado que é a tônica dessas bandas de metal feminino mais atuais de fora, como sugeri na indicação da a Tout Le Monde. Acredito que o presidente tenha deve ter se lixado para esse sub-gênero, senão realmente o post vai acabar batendo todos os recordes de participação. Meu voto é deixar essa categoria de lado…
      E em relação a o tal sub-gênero, acho que ficou meio que claro que considero um certo desperdício vocais tão bonitos ao lado de um sem sentido vocal (?) “vomitado” que várias vezes põe tudo a perder.

      Alexandre

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      • Vocês não entenderam: é pra ser participação ou não?! Mesmo tirando os guturais da vida tem um mar de Metal Operas que seguem a linha de vocais masculinos e femininos juntos.

        Aguardo instruções…

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  7. Eduardo vou te encher o saco e dizer que não gosto de nenhuma das versões que você levantou. Phil Collins já meloso demais, Iggy Pop que eu nunca entendi, o REM que dispenso e o duelo do saudoso Freddie Mercury, que apesar de interessante, nunca me ganhou.
    E o nosso amigo RC, que fez cover do Black Sabbath, pode?

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  8. Olha esse que legal…

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  9. Aqui não tem urro

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  10. Nada do meu agrado…

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    • Primeiro, a versão , embora gravada para ser lançada comercialmente, é ao vivo. No meu entendimento, foge à regra. Pode isso, Arnaldo?
      Independente da questão, não gostei, ainda mais comparando com a original.
      Um André Matos de 1993 vale mais que uma Tarja e um Fabio Lionel de hoje em dia juntos.
      Principamente pelo Fabio Lionel, ficou super estranho esse vocal super grave.
      Mas a questão principal que embaça é que a versão parece ser live, e aí não pode….

      Alexandre

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  11. Esse canta muito

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    • Aqui é uma gravação, no meu entender, correta, a música é aquele metal meio sinfônico que é meio genérico. O Kiske canta muito mas aqui tá um pouco ecônomico. A tal Amanda tem caras e bocas, perfomance altamente gestual e teatral, canta bem, mas também fica no conceito de vocal correto.
      Uma música de razoável pra bom, com dois bons vocalistas.
      Não me acrescentou muito

      Alexandre

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  12. Dream Theater

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  13. Bem, comentando acerca dos exemplos iniciais do post, faltaram elementos mais ” metal” na pequena lista, certo, Eduardo ?
    E daqueles que ali estão, acho que uma das moças das perucas do B52s faz bonito nas duas versões, e , honestamente, bota os vocalistas que tocam os projetos originais no bolso. Principalmente o Iggy Pop, que nunca me convenceu, diga-se de passagem. A versão do Phil Collins é meio insossa, tanto ele quanto a convidada. Phil buscou um apelo pop em sua carreira solo, tem inúmeros exemplos de boas faixas na vertente, não acho honestamente que essa música é o melhor que o talentoso baterista/vocalista pôde contribuir como artista solo.
    Assim, sobra a versão de Freddie e Montserrat. Sobra e muito. As competições com a canção podem ser vistas nos comentários. Ali, começa a ficar complicado pra dupla.
    O post é bem legal, provavelmente feito através de alguma reflexão, pelo que entendi, ouvindo essa How Can I Go On. Isso é algo muito legal da música, realmente nos transporta.
    Conforme os exemplos forem aparecendo, vou tentar propor alguma análise.
    Por enquanto, a versão de Batlle of Evermore é hour-concours. Vai ser difícil batê-la, eu assim penso.

    Alexandre

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  14. Será que há algo no meio do metal?

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  15. Muito legal esse vídeo do Dream Theater, ficou bonito demais!!! Eu ainda não tinha visto e e’ de extremo bom gosto, que saudade dessa época, a banda estava “voando”.
    Bom, influenciado pelo vídeo postado pelo Flavio, resolvi que a minha contribuição seria de vídeos de álbuns conceituais que gosto muito. Os dois primeiros são do Kamelot The Black Halo, penso que esse seja o trabalho definitivo do grupo, acho o vocalista Roy Khan um dos melhores de todos os tempos, e’ mesmo uma pena a sua precoce aposentadoria.

    O outro e’ da obra conceitual Finisterra da banda espanhola Mago e Oz, acho esse vídeo bastante interessante, principalmente as participações femininas, porem não reflete o melhor que o grupo já fez.

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    • Eu ja vou ver isso aqui e comento e vou soltar mais treco abaixo

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    • Bem, acho que o JP já respondeu às indagações do Kelsei, pois aqui temos mais exemplos do metal sinfônico onde os dois vocalistas ( feminino e masculino) tem vozes que não vão para o estilo gutural. No caso do Kamelot, as duas canções são um atestado de afinação , mas a versão com a Simone SImmons além de tudo é uma melhor canção e o single do álbum em questão. As versões aqui ao vivo existem em estúdio, ou seja, estão na regra do Arnaldo/ Eduardo.
      A banda espanhola colocou uma dançarina com conhecimento de dança do ventre que tem uma perfomance muito mais presente do que ambos os bons vocalistas da canção. Me desanima um pouco é a versão em espanhol, não curto. Mas a música, os músicos e os vocais estão muito competentes.
      Assim, Kelsei, manda bala, só não vale vocal vomitado e procure canções de estudio, mesmo que as traga em versão ao vivo

      Alexandre

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    • Orra JP, onde eu assino?

      The Black Halo é de chorar! Sou muito fã do Khan … The Hauting era uma das que eu ia colocar aqui … essa turnê inclusive o Kamelot e o Epica fizeram juntos e passou pelo Brasil … eu conferi essa ao vivo no Via Funchal (RIP).

      Liked by 1 person

  16. Scorpions: todas polêmicas

    Lá em 04:30

    em estúdio no finalzinho

    E outra ao vivo em participação especial, sei lá…. a regra cada vez mais aberta…

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  17. Bem, a versão ao vivo de Born to touch your feelings não tem a mesma vocalista do gravado em estudio. Pra mim, tá fora. A versão de In Trance em estúdio nem tem vocal feminino. Outro descumprimento.
    Tá dificil assim, Arnaldo…

    Essa vale, a versão é de estúdio. Mas não me convenceu, achei a participação da Tarja boa , mas meio discreta. Mas tá na regra:

    Alexandre

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  18. Então pelo menos Born To Touch em estudio vale…

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  19. Aqui os dois cantam (???!!!????) e é estudio.

    Aguentem mais que 5 minutos, isso é avant-garde….

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  20. Tenho duas contribuições:

    Am I Inside? – Bela música do Alice in Chains, com participação de Ann Wilson, do Heart.

    The Memory Remains – Metallica com Marianne Faithfull

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  21. Então vamos lá!

    Angra com Tarja é de vomitar … ouçam No Pain for the Dead que aí sim a coisa fica bonita:

    Deixo vocês agora com Metal Opera Brazuca da melhor qualidade: Soulspell.Como a balada “Adrift” tem video, não percamos tempo:

    Outro ponto bem legal da Soulspell é o cover de “My heart will go on”:

    E pra fechar, coloco aqui os brasileiros do Illustria, banda que infelizmente acabou. A música que escolhi é “Demons of war”:

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  22. Avantasia com Farewell

    Sessão Nightwish (que começou a fazer alternância de vocais quando o Hietala entrou na banda):

    Dead to the World

    I wish I had an angel (na voz da Floor – mil vezes melhor)

    The phantom of the opera

    Bye Bye Beaultiful (pra não deixar a Anette na mão)

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  23. Pessoal, estou em viagem e não conseguirei neste momento responder individualmente, mas ao que parece muitos de vocês estão também VIAJANDO, não? Que bagunça, que zona isso aqui, hahaha… praticamente um “podcast” de comentários e um monte deles usando de artifatos e técnicas para acharem exemplos…

    Kelsei, não vale essas bandas tipo Lacuna Coil, né? Qual é a graça?
    Glaysson, quando vi o notification do seu comentário, já logo imaginei que viria The Memory Remains… aí não, né…
    Remote – nem vou gastar teclado, hahaha…

    Brincadeiras à parte, valeu galera pelas colaborações, o J.P. já veio e quando ele chega, a coisa dá uma outra dimensão, a aula é magna. E depois revisarei os outros exemplo que sim, fazem sentido aparentemente…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  24. Como raios pudemos esquecer o Tears for Fears!!!

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    • E como?! Como não deixar de dar ao menos um riso (por mais sério que tenha sido o trabalho) com o Noturnall, no cover da música acima?!

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      • Ficou brega além do tolerável. Pop demais também, pelo menos pra mim. Choroso demais…..Aquele atabaque que ninguém ouve nada do lado de uma bateria monstruosa é algo que também no faz o mínimo sentido…..
        Não deu pra mim…

        Alexandre

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    • Sei que a canção é um clássico e que o disco em questão também foi um sucesso , mas curto mais a fase dos ” tias fofinhas” quando tinha menos gente na parada . Incluo aqui o vocal feminino. Não dá pra discutir a qualidade, é claro. È uma questão pessoal,na verdade. A lembrança é acertada, claro.

      Alexandre

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