Iron Maiden: meu encontro com Steve Harris… uma lenda viva

Toda criança brinca de heróis e sonha em ser também um herói. Existe algo no herói que nos fascina e desperta a vontade de imitá-los, de realizar feitos que só parecem possíveis nas páginas de uma história em quadrinhos ou nas cenas de um filme.

Hoje é bem mais fácil para uma criança acompanhar seus heróis. Na década de 1980, era preciso correr atrás de recortes de jornais, tentar trocar revistas com amigos e pedir para os nossos pais que comprassem material sobre eles.

No meu caso, quando tinha uns 8 ou 9 anos, meus três maiores heróis estavam principalmente nos LPs. Eram Rudy Sarzo, Gene Simmons e Steve Harris. Heróis de peso e que me faziam brincar de baixista. Nessa época, eu dava os primeiros passos no violão e o baixo era uma admiração.

Ver o Rudy Sarzo tocar Metal Health ou o Gene com toda a parafernália e pirotecnia do Kiss era incrível. Ver e ouvir a performance do baixo estalado do Steve Harris era das poucas coisas que fazia eu me distanciar das aulas e das quadras de futebol que tanto amava.

Os anos passaram, a criança ficou no passado, mas a admiração por esses três monstros sagrados permaneceu. Em 2018, tive o prazer de assistir a um show da British Lion, banda de Harris após os anos de Iron Maiden, em São Paulo junto com meu grande amigo Eduardo “Presidente” Rolim.

Um tempo depois, durante viagem com a família para o Chile, tive o prazer de encontrá-lo no aeroporto de Santiago. A emoção de estar frente a frente com um herói da infância foi indescritível.

Naqueles poucos segundos em que pude trocar algumas palavras com ele, voltei a ser aquele garoto de 8 anos vidrado em baixo que sonhava em ser Steve Harris.

A admiração segue viva, o talento do mestre também. Os sonhos da infância, assim como o heavy metal, não envelhecem.

O nosso amigo do blog Kelsei postou que hoje é aniversário dessa lenda, então resolvi escrever essa rápido post.

Long Live Rock and Roll

Rolf “Dio” Henrique

Seguem mais algumas fotos do show do British Lion em São Paulo.



Categorias:Artistas, Cada show é um show..., Curiosidades, Iron Maiden

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8 respostas

  1. Que maneiro poder encontrar alguém que admiramos desde pequeno, é um momento mágico estes encontros !!

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  2. Muito legal isso. Que bom ver você passar por mais um momento mágico como este. Não sabia da admiração específica pelos baixistas, já são dois com quem você teve esse contato mais pessoal. O Simmons é mais dificil, sabemos todos. A chance tá num meet and greet e olhe lá.
    O mais legal é a receptividade , aparente na foto. Isso não tem preço.
    Viva Steve e fica aqui também um parabéns por mais esse ano completado com tanto a nos dar no metal.
    Você merece, amigo, merece isso e muito mais !

    PS : Faltou perguntar se ele lembra da pergunta do baixo de 5 cordas….hahahaha

    Alexandre

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    • B side muito bom o seu comentário
      Na verdade o Rudy Sarzo invertendo aquele baixo foi algo que ficou marcado
      Fora isso acho que falo por todos: desenhava o Kiss nos cadernos de colégio o dia todo. Powerslave não saia da vitrola e o baixo era algo que chamava atenção e eu brincava com isso

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  3. Realmente é uma experiência ímpar! Muito maneiro mesmo! Fico imaginando que se estivesse frente a frente com ídolo talvez eu congelasse. É como se o ídolo fosse um semi Deus, alguém acima do bem e do mal. Mas isso fica no imaginário pois a possibilidade de encontrá-los é um tanto remota então se fantasia. Mas que bom que teve essa experiência Rolf. Chegou a apertar a mão do Harris?
    Isso aí! Muito bom mesmo!

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  4. Não há quem, que visite este site, que não tenha se identificado com teu post. Nunca fui de muita “tietagem”, pois tenho uma característica de personalidade em que sempre fico pensando se não estou incomodando a pessoa com quem me relaciono. Mas me lembro uma vez, na tour do Purpendicular em que pude cumprimentar os mestres Ian Gillan, Ian Paice, Roger Glover, Steve Morse e John Lord. Inesquecível.

    Curtido por 1 pessoa

    • Schmitt
      Você descreveu aqui de forma objetiva exatamente o meu mindset
      Eu tenho pavor de achar que estou incomodando alguém
      Ainda mais artistas que passam por isso
      Ainda mais estrangeiros que em geral ligam mal com o “calor” dos latinos
      Então eu fui muito low profile
      Ele estava visivelmente cansado e a banda tinha se desentendido ali na logística
      O clima era tenso
      Dei sorte dele ter parado e feito a foto

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