Discografia HM – Arquivos Esquecidos: Tokyo Blade

Recentemente, estive lendo alguns posts antigos aqui do Minuto HM e me deparei com o “Discografia HM – Black Sabbath – The Eternal Idol – Um Álbum – Dois vocalistas…”, brilhantemente escrito pelo Flavio Remote (como sempre escreve o Kelsei: você pode ler aqui). Então me lembrei imediatamente de um caso semelhante de outro grupo britânico, o Tokyo Blade.

Logo atual oficial

Na época do The Eternal Idol, a banda de Tony Iommi vivia mais uma crise, de tantas outras, era um período de incertezas e desconfiança e por mais que isso ameaçasse o futuro, o Sabbath já era uma banda conceituada no cenário da música. Por outro lado e alguns anos antes, o Tokyo Blade apenas começava a traçar os rumos de sua carreira e talvez a troca de vocalista em pleno processo de gravação tenha sido um dos grandes erros cometidos pela banda, que selaria definitivamente um futuro que poderia ter sido promissor.

O intuito deste post não é fazer uma análise dos trabalhos lançados pela banda em questão, mas sim escrever um pequeno resumo sobre o início da carreira do Tokyo Blade até o seu segundo álbum, que assim como o The Eternal Idol do Black Sabbath, mesmo que por motivos totalmente diferentes, também contou com dois vocalistas.

O grupo inglês Tokyo Blade foi mais uma banda que surgiu em meio ao movimento da chamada N.W.O.B.H.M., no finalzinho dos anos 1970. Na verdade, tudo se iniciou com a fusão de duas bandas, o Ghenghis Khan, que tinha em suas fileiras o vocalista Alan Marsh e o guitarrista Ray Dismore e de outro grupo batizado de White Diamond, do qual vieram o outro guitarrista Andy Boulton, o baixista Andy Robbins e o baterista, Steve Pierce. Com a formação estabilizada, surge o Killer e em 1981 entram em estúdio e gravam a sua primeira e única demo tape, com 6 músicas. Como era de costume, partem tocando no circuito de pubs, pequenos clubes e colégios da região de Salisbury, sul da Inglaterra, terra natal da banda.

Em 1982, resolvem mudar o nome da banda, pois a Europa já tinha um número considerado de grupos intitulados Killer ou Killers. Então, voltam a usar Genghis Khan (porém dessa vez com a grafia diferente, sem o primeiro “H”) e em abril gravam mais uma demo, dessa vez com 11 músicas. Com a boa receptividade dos fãs de Metal, no ano seguinte os músicos acham que já é hora de se arriscarem um pouco mais e resolvem investir de forma independente em uma gravação profissional, então finalmente lançam o primeiro registro em vinil, o EP Double Dealin, que conta com 4 composições. O disco teve uma boa repercussão no cenário underground, porém os antigos membros do primeiro Ghenghis Kahn começaram a se opor ao uso do nome, para evitar qualquer tipo de problema, o grupo decide mudar novamente e desta vez definitivamente, nascia finalmente o Tokyo Blade. Como ainda havia uma certa procura pelo EP, eles resolveram relançá-lo em outro formato, dividindo-o em dois singles de 7”, mas dessa vez usando o nome atual e mudando a arte das capas.

Foto da formação que gravou o primeiro disco

Ainda em 1983, a recém fundada Powerstation Records resolve financiar um LP, porém antes, sob a produção de Kevin Nixon, o Tokyo Blade entrariam no Wickham Studio para a gravação de mais um single de 7”, intitulado Powergame. Em novembro, finalmente sai o autointitulado disco de estreia, gravado no Stable Studios com o mesmo produtor, porém com uma mudança na formação: o guitarrista Ray Dismore é substituído pelo ex-Deep Machine, John Wiggins.

Por causa da boa repercussão do álbum de estreia e com boas críticas da imprensa especializada, o Tokyo Blade chama a atenção da gravadora Roadrunner Records, que adquire os direitos de distribuição do primeiro LP e além disso, ao lado da Powerstation Records resolve investir na banda. Já em 1984, o Tokyo Blade volta ao estúdio, dessa vez no Fairview, para a gravação do segundo LP, batizado como Night of the Blade. Para a produção viria Roy Neave, que já tinha trabalhado com o Witchfynde, Gaskin e no primeiro EP do Def Leppard, além disso há mais uma mudança na formação: Andy Wrighton assume o baixo, também vindo do Deep Machine foi uma indicação de Wiggins.

Capa original do Night Of The Blade

Porém é nesse ponto onde começa o problema todo, o segundo disco já estava praticamente gravado, enquanto isso o Def Leppard estourava nos Estados Unidos com o Pyromania. Então a Powerstation Records viu uma oportunidade única de aproveitar e tentar pegar carona no sucesso do Def Leppard, mas para atender o mercado americano o Tokyo Blade, deveria soar mais acessível e concluiu que talvez o maior empecilho fosse Alan Marsh, que tem um estilo de cantar bem ao modo clássico dos vocalistas da N.W.O.B.M..

A gravadora acaba falando mais alto e exige uma troca, então Marsh é dispensado, mesmo depois de já ter registrado a grande maioria das vozes e melodias no álbum. Para o seu lugar é recrutado Vicki James Wright, como as partes vocais já estavam praticamente prontas, coube ao novo vocalista a tarefa de regravá-las, porém o tempo era escasso e a pressão das gravadoras continuava aumentando – queriam lançar o disco o quanto antes – então fica decidido que os backing vocals feitos por Alan Marsh continuariam como foram gravados originalmente, ironicamente Night of the Blade acaba tendo dois vocalista oficiais, algo único na carreira da banda. Com o pouco tempo que ainda sobrava, eles aproveitam para trabalhar em mais duas composições que ainda não tinham sido finalizadas, então Vic Wright terminaria Rock Me to the Limit e Lightning Strikes (Straight Through the Heart), músicas que não iriam entrar originalmente no disco e que tem um apelo bastante comercial, visando descaradamente o mercado norte americano e lembrando até certo ponto o Def Leppard.

A Powerstation Records fica responsável pelo lançamento na Grã-Bretanha e a Roadrunner Records no restante da Europa, com exceção de alguns poucos Países, já nos E.U.A. quem assume a distribuição é a Combat.

Com o apoio das gravadoras, o Tokyo Blade sai em turnê com o Mama’s Boys e Blue Öyster Cult, também participa de grandes festivais, abrindo para o Dio, Ozzy, MetallicA e Scorpions. No entanto, mesmo com todo o esforço da banda, a estratégia da gravadora vai por água e o Tokyo Blade naufraga como tantos outros grupos compatriotas que resolveram seguir pelo mesmo caminho do Def Leppard… Tygers of Pan Tang, Savage e Samson são apenas alguns dos exemplos.

Bom, chegamos em 1997 e é aí que a história de Night of the Blade se assemelha com o The Eternal Idol. A gravadora alemã High Vaultage Records, que nessa época estava se especializando em relançamentos de grupos da década de 1980, como o Tank, The Rods, Praying Mantis, Angel Witch, entre tantas outras, trazendo para os fãs, CDs repletos de bônus e ótimo trabalho gráfico, tem a grande ideia de relançar o Night of the Blade, só que diferentemente de outros relançamentos, eles apostam em dois CDs separados. O primeiro é o disco original acrescido de 8 bônus tracks, nele foram incluídas todas as músicas dos 3 EPs que o Tokyo Blade lançou entre 1984 e 1985, são elas: Lightning Strikes (Straight Through the Heart), The Caves Sessions (official bootleg) e Madame Guillotine.

O segundo lançamento e consequentemente o mais legal, foi intitulado de The Night Before, que são justamente aquelas gravações com o vocalista original Alan Marsh, são 16 músicas que provavelmente estariam no Night of the Blade e EPs subsequentes, aí finalmente podemos ouvir o que foi gravado originalmente e possivelmente seriam lançadas em 1984/85 caso não houvesse a interferência da Powerstation Records.

Capa do The Night Before

Hoje, olhando pra trás, o Tokyo Blade foi aquela típica banda que foi apenas uma promessa que não prosperou, mas por incrível que possa parecer, muitos anos depois, uma trajetória até certo ponto confusa, vários discos, diversas formações, seus músicos espalhados por várias outras bandas do cenário Hard/Heavy, o velho Tokyo Blade continua na ativa até hoje, gravando discos, fazendo shows e atualmente comemora não só a volta do vocalista Alan Marsh, culminando na formação completa que gravou o primeiro clássico disco de 1983. Além disso, lançam em 2018 um álbum intitulado Unbroken, uma analogia a própria banda, que apesar de todas as dificuldades, insiste em se manter viva.

J.P..

Revisou / editou: Eduardo.



Categorias:Artistas, Black Sabbath, Bootlegs, Curiosidades, Def Leppard, DIO, Discografias, MetallicA, Resenhas, Scorpions

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17 respostas

  1. Post fantástico – qualidade J.P. – e só poderia ter vindo da nossa Enciclopédia!

    Fica aí, inclusive, o que sempre peço nos podcasts – uma lição de casa ideal!

    J.P., parabéns pelo resgate – gostei muito do nome, “Arquivos Esquecidos”, que com certeza poderia ser uma série até por aqui!

    Deixo alguns shows dos anos 1980 para apreciação, o segundo com qualidade ótima:

    E um vídeo de 2017:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Comecei a ouvir hoje. Acho até desnecessário falar, mas falo: gostei!! Heavy Metal anos 1980 não tem jeito, cai mesmo na predileção.

      Mas, pelo menos do que ouvi, dá para ver alguns sinais do início de toda banda da época: álbum com qualidade de gravação ruim para mediana ; mixagem também não ajuda. E o que eu não gostei foi do sol da bateria, ainda que as linhas sejam criativas e interessantes, de qualidade. Mas os sons da caixa, tons, surdo, talvez pela qualidade da própria gravação, tiraram um pouco da pegada mais metal.

      Já o vocal – passou fácil. Mas sei lá quem eu estou ouvindo – acho que só ouvi um deles, preciso entender mais.

      Excelente dica que ouvirei mais, com certeza.

      Obs.: espero que o Kelsei não me mate por ouvir anos 1980 no meio da iniciativa de Novidades HM.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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      • Eduardo, antes de qualquer coisa, gostaria de agradecer a força e a sua grande ajuda neste post, se não fosse por você nada estaria aqui.
        Quanto a banda em si, não tinha visto ainda os vídeos que você postou, para falar bem a verdade, ainda não tinha visto nada do Tokyo Blade. E realmente, acho que tudo que escrevi está resumido neles, o primeiro bem tosco, acredito que seja um show do segundo disco ainda, com o Vic Wright nos vocais, porem a banda ainda mantinha a alma vontade do início da carreira. Já o segundo vídeo, hum… acho que já é do Blackhearts & Jaded Spades. Nessa época o grupo estava apelando, ate a performance, na minha opinião, é ridícula! O vocalista está tentando imitar descaradamente o David Lee Roth. Quanto a diferença entre os vocalistas, o Alan Marsh tem um estilo mais clássico, tipo Brian Ross do Satan e Blitzkrieg, enquanto o Vic tem uma voz mais aguda.
        Concordo quando você fala do som dos discos, também achei a produção/gravação bem abaixo da média, porem infelizmente era uma característica das bandas underground da época da N.W.O.B.H.M., início dos anos 80 deveria ser difícil pacas conseguir um bom som com pouco recurso. E o som da bateria, está agudo demais, não sou especialista, mas acho que as caixas principalmente.
        Bom, mais uma vez agradeço o seu comentario e a colaboração postando os videos e fotos, mas principalmente seu apoio.
        Um grande abraço!

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  2. Uma estréia com qualidade JP sem dúvidas. Riqueza de detalhes e um conhecimento absurdo, únicos. E que doideira foi manter o original backing vocal, era muita pressa mesmo, ou melhor muita vontade de não gastar mais em gravações, o dinheiro deve ter falado alto aqui.
    Minha dúvida é o que ficou melhor, com o original ou com o que apontou para o mercado?
    P.S. A primeira foto em preto e branco o tal Andy Boulton é a cara do Luciano (aquele do DVD do DIO), ou melhor, o Luciano é a cara do Andy Boulton, ah, sei lá….
    Fantastico JP, mande mais ….
    Abraços
    Remote

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    • Flavio, muito obrigado pelo comentário, como falei no início do post, foi mesmo sua influencia que me fez arriscar a escrevê-lo.
      Quando a deixar os dois vocais, acho que foi mesmo um pouco de tudo, economia, falta de dinheiro, pressão da gravadora para lançar o disco o quanto antes pra embarcar na carona do Pyromania, etc.
      Qual ficou melhor? Difícil dizer, pois como no The Eternal Idol e o Tony Martin, o Vic Wright apenas se limitou a copiar as melodias vocais que já tinham sido compostas pelo vocalista anterior, então não houve uma grande mudança, salvo as duas musicas que ele ajudou a terminar e que coincidentemente são as que mais se aproximam do estilo Def Leppard, mas por outro lado, tem um som um pouquinho melhor, pois o trabalho foi terminado, enquanto que no Night Before, ainda tem algumas falhas de gravação, acho qualquer um dá para ouvir bem! O problema maior começa no disco seguinte: Blackhearts & Jaded Spades. Esse sim é difícil de escutar…
      Quanto ao “Andy Boulton é a cara do Luciano”, não entendi, ainda não sei dessa história. A única coisa que sei, é que ele é o “Tony Iommi” do Tokyo Blade, ou seja, o único que se manteve no grupo, mesmo quando todos os outros músicos caíram fora.
      Para terminar, realmente fiquei feliz que tenha gostado do post. Mais uma vez gostaria de agradecer o comentário. Um grande abraço!

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      • JP eu, alexandre e Rolf conhecemos uma figura total no HM do RJ que se chama Luciano. Hoje (pelo que soube) é DJ de HM no bar do zeca num lugar muito underground.
        Ele já se encontrou com vários musicos de HM, pegando autografos, tirando fotos e etc.. e aparece na sessão de fotos do Holy Diver Live (DVD) – acho que em duas fotos do DVD.
        tem uma pagina no facebook. https://www.facebook.com/HeavyPurista
        A foto parece muito ele, talvez ache parecido, de uma olhada lá.

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  3. O Primeiro álbum de 83 p mim é clássico , lembra muito as passagens instrumentais do Iron Maiden fase Paul !

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    • Caro Paulo, concordo com você nesse ponto!!! Me lembro de quando adquiri aquele LP de estreia que foi lançado aqui no Brasil em 87, a primeira banda que associei ao ouvi-lo foi justamente o Iron Maiden com o Di’Anno. Na época não tínhamos internet e havia pouca informação, só depois de algum tempo que descobri que o Tokyo Blade era uma banda da N.W.O.B.H.M.
      Coincidência ou não, em 85 o guitarrista John Wiggins saiu do Tokyo Blade para se juntar ao Paul Di’Anno e montar o Battlezone, o que você acha desse grupo?
      Gostaria muito de agradecê-lo pela participação e comentário!
      Um abraço.

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  4. Muito bom ver o JP por aqui
    Outra enciclopédia

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  5. Muito obrigado pela aula
    Nunca tinha ouvido
    Um som vigoroso

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  6. Uma aula, sem dúvida. Não poderia ser diferente, visto de quem partiu o post. E o Eduardo, sempre assim, sempre ajudando , certamente deu aquela força…
    Em relação ao conteúdo, o JP sobra na turma, e olha que a turma aqui é só de craques.
    E eu nessa história ? Eu nunca tinha ouvido nada e não vou comentar sem dar aquela pesquisada mais apurada. Ficou a curiosidade de entender a banda no seu periodo resenhado e também no vídeo de anos mais à frente.
    O post é espetacular e espero que seja o primeiro de muitos.
    Repito, uma aula.
    Eu volto com os comentários mais justos, mas não podia deixar de registrar a satisfação de ler essas linhas acima .

    Alexandre

    Ah…o cara da espada é igualzinho o Luciano mesmo….

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    • Alexandre, ler o seu comentário é uma grande honra pra mim!!!
      Realmente você tem razão, se não fosse a força do Eduardo eu não teria conseguido escrever este post, ainda bem que ele esta sempre disposto a nos ajudar. Também gostaria de agradecer seus elogios, depois de tanto ganhar lendo os textos aqui do Minuto HM, achei que era hora de tentar contribuir com algo. O Tokyo Blade é aquela típica banda de “muitas caras”, mas acredito que os dois primeiros discos sejam mesmo os clássicos, porém não posso afirmar com toda certeza, pois ainda me faltam o Thousand Men Strong, o Camp 334 e o Mr Ice.
      Quanto ao cara da espada… isso não posso opinar. Mais uma vez muito obrigado e espero que goste da banda. Um abraço.

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  7. Daqueles posts que precisam ser digeridos com um bom café, porque você NUNCA nem sabia que essa banda existia.

    E como é bom ver os caras juntos tantos anos depois, independente do sucesso e das idas e vindas. Você cria uma banda com amigos e vem a gravadora querer moldar o que ela acha certo e errado. Nunca gostei desse tipo de interferência, principalmente no campo que não é o tal do POP.

    JP, fora a aula, por favor, traga mais uns 30 posts com 30 bandas que nunca ouvi falar! Obrigado!

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    • Kelsei, concordo quando você diz que não gosta de interferências de gravadoras no som das bandas, também não gosto! Talvez tivéssemos trabalhos de muito melhor qualidade, acho que ate da pra ouvir a grande maioria dos discos do Tokyo Blade, porem o tal de Blackhearts & Jaded Spades foi uma apelação descarada. Recentemente a banda lançou um CD duplo bastante interessante, intitulado Genghis Khan Killers e nele constam todos os singles, EPs, demo-tapes do início da carreira, inclusive aqueles em que a banda ainda não se chamava Tokyo Blade.
      É muito bom saber que contribui com algo, já que nesse caso o post vai bem na linha da tarefa que você nos deu, que por sinal é uma excelente ideia. Muito obrigado pelo comentário, espero poder colaborar com mais bandas. Um abraço.

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