Rock in Rio 1 (1985): o ingresso e um pouco do evento

Olá, galera,

apesar do cancelamento do show do Iron Maiden no Rio este ano, a viagem que fiz para la foi muito proveitosa – afinal, estive reunido durante a manhã com a dupla dinâmica B-Side e Remote – e, a tarde, com o outro terceiro mestre do Minuto HM, Rolfístico Personagem, no primeiro grande encontro que tive com os 3 caras que me inspiraram a fundar este blog!

A caminho do show que foi cancelado, passamos para pegar outra pessoa: Marcos Mustaine.

Uma grande sacola entrou primeiro que ele no carro e, dentro desta sacola, uma verdadeira coleção de artefatos do heavy metal, basicamente dos anos 80 até os dias atuais. Recortes de revistas, jornais, enfim, um arsenal totalmente sem preço de memórias da história do metal nacional e internacional. Sem contar a coleção de discos que também apareceu…

Fiquei até com medo de mexer em tudo aquilo, afinal, trata-se de uma invejável coleção de vários raros itens.

Enquanto estava vendo todos os wares, me deparei com o item-assunto deste post: ingresso original o mini-folder com as atrações, que era entregue a todos que compravam o ingresso do primeiro e antológico Rock in Rio, de 1985:

A frente do ingresso

A frente do mini-folder

No verso do ingresso, as atrações de cada dia

No verso do mini-folder que era distribuído, as atrações de cada dia

ATUALIZAÇÃO EM 27 e 28 DE ABRIL/2011: gostaria de agradecer Flávio Rios e Luckhp por nos alertarem que as imagens acima NÃO correspondem ao ingresso, e sim a um mini-folder com as atrações que era entregue a todos que compravam o ingresso. Registro abaixo as imagens dos ingressos, porém agora sem ser do Marcos Mustaine, mas do Julião Petrucchio que, gentilmente, nos enviou pelo Twitter as fotos (muito obrigado, cara):

http://twitter.com/_Petrucchio_/status/63672637079044096

Fica difícil eu, Eduardo, falar alguma coisa destes mágicos 10 dias, até porque eu tinha logo 3 anos de idade… mas mesmo não tendo “experimentado” o festival, eu me arrisco com algumas coisas por aqui e, claro, abro espaço a todos os amigos que vivenciaram este momento e que queiram comentar, com certeza com mais propriedade.

A Wikipedia tem um texto bastante interessante e sumarizado, que trago parcialmente por aqui:

Rock in Rio foi realizado (…) em área especialmente construída para receber o evento. O local, um terreno de 250 mil metros quadrados que fica próximo ao Rio Centro, em Jacarepaguá, ficou conhecido como “Cidade do Rock” e contava com o maior palco do mundo já construído até então: com 5 mil metros quadrados de área, além de dois imensos fast foods, dois shopping centers com 50 lojas, dois centros de atendimento médico e uma grande infra-estrutura para atender a quase 1,5 milhão de pessoas – o equivalente a cinco Woodstocks – que frequentaram o evento.

A grande fama do evento deveu-se ao fato de que, até sua realização, as grandes estrelas da música internacional não costumavam visitar a América do Sul, pelo que o público local tinha ali a primeira oportunidade de ver de perto os ídolos do rock e do pop internacionais (…). Logo depois do fim do Rock In Rio, a “Cidade do Rock” foi demolida por ordem do então governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola. A organização do festival pediu ocupação provisória do terreno, com o intuito de manter a sua posse, após o fim do evento, caracterizando invasão de propriedade pública. No entanto, Brizola decretou sua demolição para efetuar a reintegração de posse do terreno patrimônio do município do Rio de Janeiro.

Ainda na ótima página do Wikipedia, há um resumo interessantíssimo dos shows. Trago também alguns vídeos pontuais e algumas notas pessoais:

  • AC/DC: O grupo australiano exigiu como condição para poder tocar no festival usar um sino de meia tonelada, tocado pelo vocalista Brian Johnson na canção “Hells Bells”. O aparato veio de navio, porém, era muito pesado para a estrutura do palco, obrigando um dos cenógrafos do festival a fazer, secreta e apressadamente, um sino de gesso para a ocasião. A banda interrompeu as gravações do disco Fly on the Wall, que seria lançado meses depois, para tocar no festival, como parte da turnê do disco Flick of the Switch(1983). O encerramento do show foi marcado pelo disparo de dois canhões, um de cada lado do alto do palco, em “For those about to rock”.
  • Os Paralamas do Sucesso: O trio carioca de rock brasileiro foi considerado a grande revelação do festival promovendo o seu segundo disco, O Passo do Lui. Convidados de última hora, não puderam convidar banda de apoio ou construir cenário – a decoração era apenas um vaso com uma palmeira. Durante o show, criticaram a plateia que vaiou as outras bandas brasileiras e homenagearam a ausência de bandas paulistas no evento executando “Inútil”, do Ultraje a Rigor. O show do dia 16 foi lançado em DVD em 2007 com o título Rock in Rio 1985.
  • Iron Maiden: Os integrantes da banda consideram sua aparição no evento uma das experiências mais marcantes de suas carreiras. Parte da turnê World Slavery Tour 84/85, do disco Powerslave (1984) (…). A banda foi a única estrangeira a fazer um único show, ao invés de dois. O show foi incluído na versão em DVD do vídeo Live After Death. Já a Wikipedia gringa informa que o show começou exatamente “2 Minutes To Midnight”, ou como me refiro sempre carinhosamente, a música “23:58 PM”.

[NOTA DO EDUARDO]: este “desastroso” show do Iron Maiden no Rock in Rio, apesar de histórico, merece um post a parte aqui no Minuto HM. A quantidade de coisas que deram erradas para a banda neste dia, principalmente envolvendo o Bruce, é incrível.  Aos que não conhecem alguns dos acontecimentos, tirem as próprias conclusões com uma das músicas da noite:

Ah! Nem a Globo soube falar do Iron Maiden, né?

  • Barão Vermelho: No show do dia 15, o quinteto carioca foi o único grupo brasileiro que não foi vaiado e conseguiu arrancar aplausos dos fãs de heavy metal interessados nos shows de AC/DC e Scorpions. No mesmo dia, ocorria em Brasília, no Colégio Eleitoral, a eleição presidencial indireta que escolheu Tancredo Neves como novo presidente, dando um grande passo na redemocratização do país. O palco e a plateia contavam com várias bandeiras do Brasil. O então guitarrista e atual vocalista Frejat subiu ao palco usando uma calça verde e uma camisa amarela, e a banda fechou o show tocando “Pro Dia Nascer Feliz”, com o coro uníssono da platéia no refrão. No show do dia 20, o Barão tocou uma canção inédita feita por Cazuza em parceria com Lobão, intitulada “Mal Nenhum”, que seria gravada pelo próprio Cazuza em carreira solo, e também a música “Um Dia na Vida” (Cazuza/Maurício Barros) que ainda era inédita e foi gravada no 4º LP do Barão (em 1986, porém, sem Cazuza, e é por isso que a versão dela no “Rock in Rio” já é mais rara, ao contrário de sua versão no LP Declare Guerra, com o vocal de Roberto Frejat). O show do dia 15 lançado no LP e CD ‘Barão Vermelho ao Vivo em 1992, sendo posteriormente relançado como CD e DVD em 2007, com o título Rock in Rio 1985. O grupo promovia o seu terceiro disco, Maior Abandonado.
  • James Taylor: O cantor enfrentava dependência de drogas e o divórcio da também cantora Carly Simon. Taylor declarou que pensava em abandonar a carreira logo após o Rock in Rio I, do qual participaria apenas por compromisso contratual. O cantor declarou-se, porém, comovido com a inesperada recepção do público, e ali decidiu que retomaria as rédeas de sua carreira. Em homenagem ao ocorrido, Taylor compôs a balada “Only a Dream in Rio” (Apenas um sonho no Rio), na qual declama versos como “I was there that very day and my heart came back alive” (“Eu estava lá naquele dia e meu coração voltou à vida”). Anos mais tarde, ao ser convidado para participar da terceira edição do evento, em 2001, Taylor declarou que para ele era “questão de honra” participar do Rock in Rio.
  • Ivan Lins: Para o cantor, o festival representou o ápice da sua carreira. Ele quase perdeu a voz durante sua apresentação no evento e pediu o apoio da plateia na performance de suas canções. Na época do festival, Ivan Lins era fumante e numa entrevista recente, ele disse que suspeitou que a quase perda da sua voz no evento teria sido causado pelo cigarro e, por isso, ele parou de fumar.
  • Ozzy Osbourne: Ozzy veio promover seu disco de 1983, Bark at the Moon. No que foi qualificado como “falha de organização”, sua apresentação foi marcada logo antes da de Rod Stewart [NOTA DO EDUARDO: meu Deus, que absurdo]. Ao assistir dos bastidores a passagem de som do cantor escocês, Osbourne disse haver pensado que seria vaiado e expulso do palco, pois seu estilo era diametralmente oposto ao do ex-vocalista do The Faces, e não acreditava que fãs do primeiro pudessem apreciar sua música. O contrato de Ozzy incluía uma cláusula proibindo-o de comer qualquer tipo de animal vivo no palco, em referência ao famoso episódio em que Osbourne decapitou um morcego a dentadas em um show de 1982; um fã atirou uma galinha no palco, e Ozzy a deu para seus roadies. Ozzy também se apresentou usando uma camisa do Flamengo (presente dado por um fã) – o momento chegou a virar capa de revista no Brasil. Outro momento marcante do show foi o solo de bateria sem baquetas de Tommy Aldridge.
  • Pepeu Gomes: Mesmo encontrando uma plateia hostil com a maior parte dos artistas brasileiros, Pepeu foi ovacionado e reconsagrado. Pepeu considera o Rock in Rio como um dos maiores momentos de sua carreira, pois abriu novas portas para uma carreira no exterior. Após o show Pepeu foi cumprimentado por John Sykes, guitarrista do Whitesnake.
  • Queen: Estrelas máximas do evento, todos os integrantes do Queen concordam em qualificar aquela apresentação como uma das cinco mais emocionantes do grupo, e Freddie Mercury qualificava a execução da canção “Love of My Life” como a melhor jamais feita pela banda. Na época, o grupo inglês estava na turnê do disco The Works.

[NOTA DO EDUARDO]: ai ai ai, e agora teremos esta “homenagem” no Rock in Rio 4

  • Rod Stewart: Com sua característica voz rouca, Rod fez a plateia cantar com ele.
  • Scorpions: Os alemães vieram promover a turnê do disco Love at First Sting [NOTA DO EDUARDO – como vimos aqui na Discografia Scorpions do Minuto HM). No show do dia 15, o vocalista Klaus Meine pegou uma grande bandeira do Brasil e a tremulou. No show do dia 19, o guitarrista Matthias Jabs usou uma guitarra parecida com a que está no logotipo do festival e com pequenas bandeiras do Brasil estampadas nela. A banda filmou a visita ao Rio e algumas imagens foram editadas no videoclipe da versão ao vivo de “Still Loving You” (que na época era parte da trilha sonora da novela Corpo a Corpo), lançada no disco World Wide Live, seis meses depois do show.
  • Yes: O Yes realizou o sonho de muitos roqueiros brasileiros, mostrando ao vivo seu eletro sinfônico de rock progressivo, realçado por incrível iluminação e algumas aparições de laser durante as músicas. A banda inglesa promovia o disco 90125, lançado em 1983 e que tinha o megahit “Owner of a Lonely Heart”.
  • Whitesnake: A banda liderada por David Coverdale foi chamada às pressas para o festival, no lugar do Def Leppard, que cancelou a participação devido aos atrasos na gravação do álbum Hysteria (que seria lançado em 1987), agravados pelo grave acidente sofrido pelo baterista Rick Allen na noite do Ano Novo de 1985, que teve o braço esquerdo amputado (…). O álbum mencionado é conhecido pelas canções “Guilty Of Love”, “Slow An’ Easy” e “Love Ain’t No Stranger”, a última conhecida no Brasil devido à sua execução em uma campanha publicitária dos cigarros Hollywood.

O evento, mesmo para os padrões atuais, foi GIGANTESCO em todos os sentidos – quantitativos e “qualitativos”. Ele é, sem dúvida alguma, um marco na história do país, ocorrendo em uma fase que o Brasil deixava a ditadura para trás e conhecia o regime democrático.

Números interessantes desta edição, segundo o site oficial do festival:

Público total: 1.380.000 pessoas

– 1.600.000 Litros de bebidas em 4 milhões de copos;
– 900.000 Sanduíches;
– 7.500 Quilos de massa;
– 500.000 Fatias de pizza;
– 800 Quilos de gel para cabelo;
– O Mc Donald’s vendeu num só dia 58 mil hambúrgueres e entrou para o Guiness Book of Records. Este ainda é o seu recorde de vendas até hoje;
– Foram vendidas 1.900.000 T-shirts do evento em todo o país.

Então é isso por enquanto. Conto com os sempre incríveis comentários de todos e deixo um agradecimento especial ao Marcos Mustaine pela oportunidade de registrar o ingresso o mini-folder do evento aqui no Minuto HM.

[ ] ‘ s,

Eduardo.



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112 replies

  1. Eduardo,
    As lembranças são muitas – preciso elaborar aqui – mas de cara já deixo o recado: Apesar de erros aqui e ali – inclusive na escolha de alguns dos artistas, O primeiro Rock in Rio e até agora insuperável, incluindo todas as edições brasileiras e estrangeiras.
    As lembranças serão postadas num próximo comentário.
    FR

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  2. Olha só: eu estive na primeira edição do Rock in Rio, em 1985, e durante alguns anos tive comigo guardado como lembrança, um ingresso do evento (estive na noite Heavy, dia 18 de Janeiro). E digo com certeza: o ingresso não tem nada a ver com esse que está sendo mostrado aí não!!! Infelizmente eu não o tenho mais para provar o que digo. Mas como marcou muito minha adolescencia, justamente o detalhe do ingresso eu guardei na lembrança! Esse que está sendo mostrado aí não é o oficial!!! Está feito aqui o meu registro quanto a isso. Abç a todos!

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    • Flávio, seu registro é muito válido para nós e você está correto. Agradeço imensamente pelo aviso e informo que já fizemos a devida atualização do post, creditando a você tal comentário. Muito obrigado mesmo e seja bem-vindo ao blog Minuto HM. Aproveite o espaço.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  3. Um ato-falho, me desculpem: a noite Heavy aconteceu no dia 19 de janeiro e não no dia 18 como mencionei erradamente acima. Desculpe.

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  4. Realmente estive neste Rock In Rio no dia 19 de Janeiro de 1985, foi um dos momentos que tenho muitas recordações principalmetne de amigos que não vejo mais. Sai de São Paulo com a mochila nas costas e segui de onibus para o Rio De Janeiro. Tenho o ingresso até hoje, como outros ingressos guardados que são Historicos como o Show do Quiet Riot, Kiss de 1983 no Morunbi e outros mais. Legal esta materia me fez relenbrar muita coisa boa de minha vida.

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  5. Eu Fui! E tava lá no mítico dia 19!!!

    Muito legal os textos e os vídeos, Eduardo! Parabéns! Faço apenas uma ressalva. O seguinte texto é incorreto: “Coverdale reformulou a banda às pressas, pois só restou o baterista Cozy Powell, que fez parte da formação do disco Slide It In (1984).” Na verdade a formação (Coverdale, Sykes, Murray e Powell) que se apresentou no Rock in Rio vinha fazendo shows desde meados do ano anterior (1984).

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    • Olá Marcelo, valeu pelo comentário, farei o ajuste para tentar melhorar aquela parte sobre o Whitesnake. Seja bem-vindo ao Minuto HM, aproveite o espaço.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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    • Olha sobre o Whitesnake, podemos dizer que o periodo 1983/1984/1985 foi confuso, podemos dizer que Coverdale formulou e reformulou a banda varias vezes:
      Vamos voltar um pouco no tempo para entender as diversas composições do Whitesnake na fase Slide it in tour.
      Depois do album Saints & Sinners em 1982, Muitas mudanças ocorrem no Whitesnake e até o término da banda chegou a ser cogitado.Ian Paice deixa a banda e pouco depois, Bernie Marsden e Neil Murray também saem. Cozy Powell entra para substituir Paice e Mel Galley (ex-Trapeze) assume a guitarra e Colin Hodgkinson o baixo. Esta formação, ainda com John Lord (teclados) toca no festival de Castle Donnington de 1983 (existe um video oficial lançado). Ainda com esta formação, gravam e lançam o album Slide It In em janeiro de 1984. Após o lançamento, mais uma mudança: Micky Moody sai, sendo substituído por John Sykes e mais: Há o retorno de Neil Murray – saindo Colin Hodgkinson.
      A turne se inicia na Europa e logo Mel Galley apresenta problemas no braço e o Whitesnake segue com um só guitarrista (John Sykes)
      A pedido da nova gravadora – O álbum seria regravado com partes de guitarra adicionadas, teclados e o baixo refeito por Murray, há mudança na ordem das musicas, além de uma nova mixagem para o lançamento nos EUA em abril de 1984 (a versão brasileira na bolacha original é cópia da Européia).
      Existem então duas versões do Slide it in que é a base da turnê que chega no Rock in Rio, não antes sem uma outra mudança:
      Jon Lord volta para o Deep Purple, saindo também antes do fim da turnê em abril de 1984.
      A banda entra no Rock in Rio, no lugar do Def Leppard (que desistiu na última hora devido ao acidente de carro de seu baterista, Rick Allen, que teve um braço amputado), com uma formação que contou com um tecladista convidado: Richard Bailey,substituto na turnê de Lord.
      Após o Rock in Rio, no fim da turnê há também a saída de Cozy Powell.
      Ainda nesse ano (depois do Rock in Rio) David Coverdale sofre uma infecção nas vias aéreas que o faria se submeter a uma cirurgia, com longo tempo de recuperação, o separa das gravações e palcos até o retorno com o album (whitesnake) 1987 que traz uma grande mudança no som – claramente voltado para o mercado americano – mas isso é outra história.
      FR

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  6. Sensacional…
    Rock In Rio I é épico, único e jamais haverá outro igual

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  7. Na época eu tinha 8 anos, mas lembro muito bem dessa época, foi um evento que parou o Brasil mesmo, era tudo novo, sem contar que depois disso ocorreu uma grande massificação do rock/ metal com revistas, figurinhas, sem dúvida nehuma o Rock in Rio 1 teve uma influência muito grande em mim e muitos outros jovens fazendo do Heavy Metal o estilo número 1 de todos.

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  8. Valeu, Eduardo! Obrigado pela gentil resposta e parabéns!!! Acabo de salvar esta maravilhosa página em meus Favoritos 🙂

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  9. Amigos, na boa mas esta imagem acima NÃO É o ingresso…. é um folder que foi entregue a cada pessoa que comprou o ingresso informando as atrações, mas não tinha validade. Se quiserem eu tenho o meu ingresso aqui (a parte que não ficava na catraca); tenho também este folder acima e a “Luva Florescente” da petrobrás… alguém sabe o que foi isso ?? kkkk… mas é verdade! A gente recebia na porta de entrada…. e Eu fui aos 10 Shows!!! P**a Loucura !!! Posso enviar a imagem deste material.

    Abração

    Luckhp

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    • Luckhp, primeiramente, obrigado pelos avisos já via Twitter e obrigado também por ter comentado por aqui. A correção já foi realizada e também creditada em seu nome, assim como ao Flávio.

      Se você possuir estas imagens, entre em contato conosco pelo Twitter mesmo, gostaríamos muito de receber este material, colocaremos por aqui caso deseje, também com os devidos créditos!

      Muito obrigado novamente e bem-vindo ao Minuto HM “formalmente”.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  10. Cara, legal a matéria. Tinha 09 anos na época e o primeiro disco( o velho bolachão) que comprei foi do Rock in Rio nas lojas Jumbo Eletro.Tinha Ozzy, Queen, Yes, Scorpions. Foi minha introdução ao mundo do Rock. Ah, e também tinha uma camiseta do evento.

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  11. Muito boa a matéria. Obrigado

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  12. realmente aquele é só o folder, mas achei o original guardado junto com o do RR2 tb , vou mandar pelo bside ,desculpe a confusão são muitos anos e a cabeça as vzs falha. valeu galera pelos comentarios é sempre bom lembrar desses momentos .

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  13. Adorei o que li aqui, fiquei muito saudosa e lembrei das horas maravilhosas em estive neste festival Rock in Rio – 1985. Eu fui apenas no dia 11 pra ver o Iron Maiden, mas fiquei maravilhada porque também vi o Whitesnake e o Queen. Na época estava namorando um “babaca” que não gostava de rock e não me deixou ir mais dias, eu me arrependo até hoje. Nem pude ver o Ozzy e o AC/DC…lastimável. Obrigada pela oportunidade de rever essas raridades.
    Cris.

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    • Olá Maria, primeiramente, seja bem-vinda ao Minuto HM. Aproveite o espaço!

      Muito legal o seu comentário, é sempre muito bom realmente nos recordarmos com alegria destes momentos extremos de felicidade que temos em eventos que marcam a vida.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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    • Maria, não lamente! Você teve a chance de ver aquele show que pra mim foi o melhor que o Iron já fez em todos os tempos! Bruce com sangue escorrendo no rosto, “engole fumaça”, apaga fogo com os pés e ainda continua com vigor e energia até o fim do show! Penso que outro na situação dele estaria louco pelo fim do show!

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  14. Eduardo, eu ainda vou comentar sobre aquele que acredito, nunca será superado. Mas para um post especial como esse, preciso de tempo, peço considerações.

    Alexandre Bside

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  15. Muita gente vem reclamando das atrações muito pop mas eu acho que o RiR sempre teve seu lado pop, o povo hoje em dia é muito cricri, já comprei os meus ingressos!

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    • Aline, seja bem-vinda ao Minuto HM. Aproveite o espaço.

      Aqui nós discutimos / conversamos no intuito de querermos mais atrações (principalmente internacionais) de qualidade, e de preferência que nos dias específicos ao que o blog se propõe – dias rock e metal do festival – tenhamos grandes nomes. Os outros dias do festival não importam, ou são menos relevantes, para a galera em geral daqui.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  16. Primeiro preciso me desculpar por demorar bastante para comentar este maravilhoso post, que me traz tantas recordações. Uma delas é que eu NÂO FUI no Rock in Rio 1. Se arrependimento matasse, não estaria eu aqui escrevendo…Este, junto do show do KISS no Maracanã foram as grandes lacunas que ficaram nos meus anos dedicados ao rock em geral, sobretudo metal e hard rock. Mas se serve de consolo, acompanhei tudo ao vivo pela TV, e lembro de imediato do meu espanto ao ver e ouvir pela primeira vez o Whitesnake, logo na primeira noite . Esta foi para mim a formação perfeita que acompanhou David Coverdale, pois tanto Neil Murray quanto Cozy Powell e principalmente John Sykes fizeram junto com o dono da banda dois shows memoráveis no Rio, praticamente todas as músicas tiveram a participação da platéia ( que teoricamente mal conhecia a banda) em seus refrôes. Ainda na primeira noite, o Iron em seu melhor momento,com sua maior turnê e sua mais famosa formação deixou claro que o Rock in Rio seria dominado pro grandes apresentações, sobretudo das bandas de hard rock e metal. Confesso que depois dos dois primeiros shows internacionais da noite de estréia, o Queen, embora perfeito, não me causou tanta emoção.
    Seguiram-se boas apresentações dentro de outros gêneros , como o já citado Paralamas do Sucesso e também o Barão Vermelho, bandas brasileiras de pouco tempo de estrada, mas que não sucumbiram a impressionante distância técnica que havia entre a tecnologia que vinha de fora e a que era usada pelos músicos brasileiros . Outro que conseguiu manter a atenção de platéia brasileira foi Pepeu Gomes , que abusou da parte instrumental em seu show.
    O primeiro Rock in Rio já trouxe algo que até hoje foi marca em todas as suas edições : escalações equivocadas na mesma noite , que trouxeram desagradáveis experiências as determinadas atrações. Lembro claramente que o Kid Abelha, escalado junto a Scorpions e Ac/dc, foi um dos que mais sofreu.
    Vendo acima o vídeo do Yes reconheço a qualidade da banda, mas na época isso me passou meio desapercebido, visto a qualidade dos conjuntos de nosso gênero mais apreciado. É impressionante a reação da platéia , algo sem precedentes, pelo menos em nossas terras, reação esta que ressucitou James Taylor do ostracismo e da “lama” em que se encontrava, após uma dolorosa separação e problemas com drogas. Foi outro momento memorável no espetáculo, que me chamou muito à atenção , ainda que distante dos decibéis que as outras bandas nos trouxeram.
    A banda de Ozzy era fabulosa, de competência comparável á formação do Iron Maiden ou do Whitesnake, pois trazia o espetacular baterista Tommy Aldridge, sem dúvida o que mais chamou a atenção entre todos, com seu ótimo solo usando as mãos, como John Boham fez antes no Led Zeppelin. Ozzy ainda contava com o magistral Jake E Lee, o grande baixista Bob Daysley, que raramente acompanhou Ozzy em suas turnês e ainda tendo Don Ayrey nos teclados.
    Tanto Scorpions quanto Ac/Dc estavam no auge de suas carreiras, e junto com WHitesnake e Ozzy fizeram do dia 19/01/85 uma data histórica que sem sombra de dúvida nunca foi igualada a nível de qualidade em qualquer edição de qualquer festival de Rock que tenhamos acompanhado desde então, digo isso sem pestanejar .
    Junte isso a “sede” do publico brasileiro , que praticamente assistia até então um show internacional por ano, com sorte, e os inevitáveis gafes da imprensa completamente despreparada e nos deparamos na época com algo que eu acredito nunca mais será repetido, mesmo tendo “coisas” como Go go’s e Nina Hagen entre as atrações do festival.
    Hoje vejo o cast escalado para este Rock in Rio 2011 e, comparando, desculpem, dá vontade de rir… Por melhor que seja o show do Metallica e quem sabe de alguma outra boa surpresa (ainda que possamos de repente assistir alguma coisa no palco secundário que não devesse estar por lá), não acredito que verei algo semelhante nem neste nem em nenhum outro festival,
    ainda que eu tenha assistido apenas pela tv… Peço desculpas à aqueles que possam me considerar saudosista ou velho demais para estar por aqui escrevendo.. Mas são palavras que vêm com extrema sinceridade, ao lembrar de momentos inesquecíveis, comos os que podem ser vistos acima .

    Saudações

    Alexandre Bside

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    • B-Side, a espera por suas palavras foi totalmente esquecida com seu excepcional e detalhado (post?) comentário. Sobre a vindoura versão do festival neste ano, apenas o MetallicA (considerando que esta encarnação do Guns traz apenas Axl do original) retrata a grandeza do festival – claro, Sir Elton John também merece nosso respeito absoluto.

      Mas é realmente muito pouco e o que é absurdo de se pensar é que muitas bandas estão ainda por aí, mesmo que talvez não em seus melhores momentos, mas todas estão por aí e poderiam fazer parte do cast deste ano do festival.

      Se pararmos para analisarmos, TODAS as grandes bandas de TODAS as edições do festival ainda estão por aí e vieram para o Brasil recentemente (vamos falar de 2005 para cá, quantos shows tivemos?) – Whitesnake, Judas, Maiden, AC/DC, Ozzy, Scorpions, enfim, todas… até uma versão do Queen com o competente Paul Rodgers deu sua graça por aqui, em 2 shows somente em São Paulo. Isso sim seria uma bela homenagem a F. Mercury, conseguir trazer Brian May e CIA de volta, mesmo sem o baixista original da banda também.

      Eu ainda estava “titubiando” sobre ir ou não ir na noite do Guns. Mas com o anúncio que o cast está fechado, desta noite e do festival, não consegui me motivar, ainda mais considerando o show em um domingo.

      Enfim, grande comentário, para variar…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  17. Boa tarde a todos.
    Na época do Rock in Rio 1, eu tinha 20 anos e fazia faculdade de engenharia, era um barato irmos aos shows com a galera da faculdade, matando aula, e encontrarmos alguns professores lá se divertindo “pra caramba” também. Eu digo a todos que sou um PRIVILEGIADO porque eu era jovem naqueles INSUPERÁVEIS anos 80, de fato em nenhuma outra ocasião houve um festival assim, Queen, Iron Maiden, Yes, Paralamas, Cazuza. A nossa sorte é naquela época (final dos anos 70 e toda a década de 80) também aconteceram shows maravilhosos no Brasil: Kiss, Van Halen, Peter Framptom outros tantos.

    Um abraço a todos!!!

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    • Olá Vicente, primeiramente, seja bem-vindo ao Minuto HM. Aproveite o espaço!

      Muito obrigado pelo seu comentário e por compartilhar uma parte da sua história por aqui. Realmente, o Rock in Rio 1 é insuperável em todos os sentidos, ainda mais se considerarmos o Brasil da época. Sem contar o lineup…

      Valeu mesmo e continue conosco.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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      • Sem dúvidas quem ja tinha idade pra frequentar shows nos anos 80 é um privilegiado. Ainda mais o Rock in Rio 1 com seu line up incrível!

        Mas se pararmos pra pensar um pouquinho, também temos bastante sorte. Imagina daqui a 20 anos a gente podendo falar para nossos filhos e sobrinhos que em um espaço de tempo de uma ano vimos Iron Maiden, Paul McCartney, Ozzy, Judas Priest (em sua tour de despedida), Aerosmith, Pearl Jam, Metallica e tantos outros? É de encher os olhos! Ainda mais que nem sabemos o que o futuro reserva para o estilo musical que tanto gostamos….

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        • É verdade, Suellen. Somos, sim, privilegiados de, mesmo não vendo as bandas em seus respectivos “auges”, estamos sim vendo os talvez últimos gigantes que ainda pisam em terra. A quantidade de shows que estamos tendo no país nos últimos anos é realmente impressionante e sim, teremos muitas e muitas histórias a contar…

          Espero que nossos filhos, sobrinhos, netos e afins tenham interesse em ouvi-las… hehehehe. Afinal, provavelmente, eles não terão este nosso privilégio…

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

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  18. Muito bem observado, Suellen…

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  19. Olá pessoal
    Estava procurando histórias de pessoas que foram ao rock in rio ao longo de suas três edições no RIO e acabei achando esse post, e achei muuuuito bom!
    Eu infelizmente não fui, na primeira edição eu ainda não era nascida (infelizmente), na segunda era criança e na terceira, aos 13, não tinha ninguém para ir comigo – minto, até tinha, minha irmã e umas amigas foram no dia TEEN, óbvio que não era esse que eu queria assistir – eu queria ter ido em vários dias, principalmente o dia do Iron e Guns.
    Enfim, hoje estou produzindo vídeos para a tv rock in rio, e procurando histórias de pessoas que foram e queiram deixar um depoimento pra gente dessa experiência, se tiver história engraçada ou inusitada, é bem vinda também.
    Vale também indicação 😉
    Então, pra quem tiver interessado em nos contar isso num vídeo, entra em contato pelo meu email ou pelo facebook (http://www.facebook.com/profile.php?id=1697832320)

    Valeu galera, a quem for essa ano, nos vemos lá!!

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    • Olá, Priscila. Primeiramente, seja muito bem-vinda ao Minuto HM. Aproveite o espaço.

      Eu tive a oportunidade de estar em duas noites da edição de 2001 do festival, justamente nas noites que batem com seu interesse. Tenho, efetivamente, duas histórias muito legais em ambas oportunidades – histórias estas que estou pendente de publicar por aqui mas que, com o seu contato, me interessei bastante em lhe adiantá-las.

      Entrarei em contato com você pelos meios enviados e conversaremos.

      Novamente, seja bem-vinda por aqui.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  20. Adorei, pois estava ai , que saudades …ja fazem 26 ANOS … HUAAAIII !!! coisa de louco … bjs

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  21. E hoje, além de ter conversado e publicado um post nosso (https://minutohm.com/2011/08/28/iron-maiden-no-rock-in-rio-1-1985-o-historico-e-atrapalhado-show/#comment-9718), a página do Rock in Rio no Facebook publicou o mini-folder do nosso post como parte das comemorações do mês de aniversário do festival: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=322310624467220&set=a.143723405659277.19008.142258389139112&type=1&ref=nf

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  22. Olá amigos. Tinha ingresso para os dez dias do Rock in Rio 85 e fui em oito dias pois estudava em Mogi das Cruzes, S.P., e em janeiro a faculdade estava em provas mas vi tudo o que queria na época, grandes e memoráveis shows como o Queen, Iron, Scorpions, AC/DC, Paralamas, Barão, James Taylor, etc. Lembro que já no segundo semestre de 84 o frisson era grande em torno do festival e o início da venda de ingressos, queria ir em todos os dias mas não tinha dinheiro e por incrível que pareça dois meses antes do início das vendas, creio que em setembro de 84, acertei o terno da quina(ainda não tinha mega-sena) e ganhei o equivalente à 70% do preço do pacote de dez dias, ficando o restante a cargo do ‘paitrocínio’. O festival realmente marcou uma geração e pela grade de shows apresentados dificilmente será superado por qualquer outro que venha a ser realizado. Foi um evento único e grandioso e guardo vivamente na memória, além dos shows, a lama colossal presente em quase a totalidade dos dias, o gosto da famigerada cerveja ‘Malt 90′(que ‘carinhosamente’ chamáva-mos de ‘Malt Nojenta’) patrocinadora do festival, o cheiro ainda vivíssimo em minhas narinas do gel com ‘glitter colorido’ para cabelos que era moda na época e a emoção da chegada á entrada do festival quando deparáva-mos com o portal com o símbolo oficial em frente e dezenas de roletas montadas em minúsculas e apertadas entradas. Um abração à todos, fiquem com Deus.

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    • Sergio, primeiramente, seja bem-vindo ao Minuto HM.

      Que história fantástica! Incrível mesmo! Me diverti demais lendo seu comentário! Obrigado por ter registrado-o por aqui para todos nós… realmente uma experiência ímpar, inigualável e inesquecível, e fico feliz por você ter presenciado, além dos fantásticos shows, toda a experiência que envolveu esse primeiro Rock in Rio e a importância dele para nosso país.

      Se você tiver algum material da época e quiser compartilhar por aqui, nos avise. Será um prazer, ok?

      Obrigado novamente pelo comentário e continue conosco.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  23. Eduardo mais uma vez parabéns pelo post e comentários. Fico feliz em encontrar aqui pessoas que não conhecia mas que compartilhamos toda energia do Rock’n’Rio.
    Todos aqui quarentões ou cinquentões e tenho certeza que tem no coração LONG LIVE ROCK’N’ROLL, críticas a parte ou dúvidas quanto a vera- cidade dos ingressos aqui mostrados eu digo pode ser que cada noite foi de uma côr não me lembro, sai de SP e Fui Fui, pois é na abertura e na noite que Nostradamus estava lá.
    Cara a abertura sensacional do Whitesnake, a bateria do Cozzy fazia a camiseta se mexer no corpo, o Iron então foi decisivo aquele já era o maior e melhor festival do mundo.
    Na Noite do rock, eu juro que vi Nostradamus batendo cabeça ao som do Ac-Dc, cara que noite, que chuva, que barro, na volta inundamos a rodoviária do RJ de barro.
    O incrível é que dependendo dos shows que vocè assistiu foi um rock’n’rio diferente, outra coisa a mesa de som dos grupos nacionais era outra das atrações internacionais, foi uma verdadeira aula para os técnicos nacionais, por isso digo nada mais ficou como antes após esse evento.
    Eduardo. It’s Only Rock’n’roll, parabéns cara, Dj Old Wilson – Tietê -SP

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    • Wilson, agradeço pelos elogios – este post está mesmo bem legal, resgatando muita história, mas principalmente a lembrança de muitas pessoas que puderam vivenciar esta época e que puderam prestigiar o nascimento deste que é o mais importante festival do nosso país desde então.

      E ter um pouco da história de cada um por aqui, como a sua, só faz este post ficar ainda melhor. Por isso, lhe agradeço por compartilhar um pouco conosco por aqui!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  24. Eduardo procurei por canais de informação e não consegui encontrar nada que fale da substituição de Erasmo Carlos por outra banda, no dia 19/01/1985.. alguem tem alguma informação sobre isto???

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  25. Edson, vou ajudar o Eduardo com algumas informações que você pediu por aqui.
    O Erasmo já tinha recebido reações pouco favoráveis da platéia no primeiro dia do festival e percebendo o cast do dia 19 ( que teoricamente ia lhe proporcionar uma vaia ainda maior – e nisso eu também acredito) , pediu para tocar no dia 20, o ultimo dia do festival, antes de Barão Vermelho, GIlberto Gil e Blitz. As atrações internacionais desse último dia eram mais variadas , como a então pouco conhecida Nina Hagen, o B 52’s e o Yes , na fase mais eletrônica e fazendo um grande sucesso com a faixa Owner of a Lonely Heart.
    No dia 19 não houve outra atração em substituição ao tremendão, pois o show teve apenas Pepeu Gomes e Baby Consuelo entre os grupos nacionais . Dai, a galera fez a festa com a ótima fase em que se encontravam os grupos Whitesnake, Ozzy, Scorpions e AC/DC. Pepeu não teve reação contrária da platéia e dominou boa parte do tempo conjunto com Baby. O guitarrista se apoiou em trechos instrumentais , que tiveram do público um justo reconhecimento .
    Mas o maior problema do festival de 85 foram as vaias destinadas ao Kid Abelha e os Abóboras Selvagens , que fez o show do dia 15, antes de Scorpions e AC/DC.

    Ha na internet várias páginas que comprovam os set lists que se apresentaram nos dia 19 e 20, e isso também é algo que lembro claramente de ter acontecido, visto a polêmica que as reações pouco favoráveis causaram no público que acompanhava e tambem pela imprensa. Seguem algumas, inclusive a página em inglês do wikipedia

    http://bauanos80.blogspot.com.br/2009/01/rock-in-rio-1985.html

    http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&langpair=en%7Cpt&u=http://gogonotes.blogspot.com/2009/08/1985-january-rock-in-rio.html&ei=QEgaUYGdOe2D0QHthIDYDA

    http://en.wikipedia.org/wiki/Rock_in_Rio#Rock_in_Rio

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  26. Eduardo, Tudo bem ? O post continua muito legal, reunindo as diversas impressões sobre o R’n’Rio 85, sabe que há pouco tempo atrás fui procurado por alunos da Universidade de Piracicaba, interior de SP, para falar sobre o Marketing e impressões políticas que aconteciam na época do evento. Veja a importância desse evento, tornando-se assunto de Faculdade até hoje.Passei algumas informações e impressões pessoais, inclusive algumas informações que após a leitura de um livro sobre o Rock in rio, pude me localizar melhor no tempo em que aconteceram as coisas, até então era só na memória. Quando editarem essse material e liberarem para ser postado eu te aviso. No You Tube, procure ART+ Especial Rock, tem uma matéria, que eu gravei para um grupo de jovens aqui da cidade ficou legal também.
    O Rock é isso é liberdade, vida, respeito, rebeldia contra tudo que possa oprimir a manifestação e a vida com liberdade e responsabilidade.
    Abraços a todos amigos que se identificam com esse etilo de vida.
    LONG LIVE ROCK’n’ROLL..

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    • Olá Wilson, bom ter você comentando novamente por aqui. Sua história é sensacional e fico feliz em ver que você foi procurado para falar de um evento de tanta importância no país nesta Universidade. Sim, será uma honra ter este material por aqui disponível para leitura!

      Quanto ao vídeo, infelizmente não encontrei no YouTube. Mas fique a vontade para colocá-lo por aqui, ok?

      Obrigado novamente pelo comentário e pelo elogio ao post.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

    • Legal Wilson! Não sabia que existia um livro sobre o Rock’ n rio! vou procurar!

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  27. Desculpe “desenterrar” o artigo, mas achei relevante. Vou contar uma coisa que nunca li em nenhum lugar.

    Em 1984 eu estudava no Colégio São Vicente de Paulo – CSVP, 1o ano do segundo grau, turma 1C. E bem no início do ano, rolou um formulário sem identificação, com a seguinte pergunta (em linhas gerais, pois não lembro exatamente o texto): “Se houvesse um festival de música no Rio, que bandas você gostaria de assistir? ” E era dividido por gêneros. Rock, Heavy, Pop, Nacional,…

    Assim que o RiR I foi confirmado, soubemos que nossa escola, e mais uma (se não me engano o Bennett), serviram de base para que a Artplan iniciasse os contatos com as bandas. Ah sim… um parente do Medina estudava na minha escola. Talvez por isso a escolha.

    EU ajudei a selecionar as bandas!!! E preenchi apenas a parte do Rock/Heavy. Com Iron, AC/DC, Ozzy, Def Leppard, Scorpions,… Acho que todas as minhas escolhas vieram! Fui nos dias 11 e 19. CLARO!!!

    Vou ver se ainda tenho os ingressos, a luva fluorescente e o programa para mandar emoldurar.

    Que legal escrever isso aqui. Me fez voltar no tempo e ter ótimas recordações.

    ROCK IN RIO I: INESQUECÍVEL e INIGUALÁVEL.

    Em tempo… Fui ao Maraca no show do KISS, encarando os crentes dizendo que era show satânico. Fiz o sinal \oo/ e disse que minha alma já estava perdida…rs

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  28. Estar aqui já está virando vício! rsrsrsrs

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  29. Olá sou Renato P. Barbosa e fui ao primeiro Rock in Rio todos os dias menos um que eu fiquei doente! E por isso eu tenho o ingresso intacto até hoje e estou querendo vender. Façam suas apostas!!!

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  30. Vídeo oficial do canal do Queen no YouTube – quase 1 hora de show da banda no festival:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  31. Matéria da Rede Globo sobre os “metaleiros”, que têm idade variada, mas nunca passam dos 30 anos :-). Nem dá para comentar…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  32. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

    • Excelente foto de um momento memorável na carreira de Ozzy. A formação no Rio na época tinha os também fantásticos Tommy Aldridge ( Hoje no Whitesnake), Don Airey ( no Deep Purple) e o subestimado gênio Bob Daisley. Daisley poucas vezes foi visto ao vivo com Ozzy, diga-se de passagem, mas era o session musician que gravava e dava idéias ao Madman, idéias essas que são a base do início de sua carreira , onde o ex- Sabbath formou sua base de fãs. Muito se deve a Randy, outro tanto a Daisley.

      Alexandre

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      • Fantástico comentário, B-Side. Uma pena que é raro de se ver registros destes outros, ainda mais em uma era tão “estrelada”, onde algumas “estrelas” tinham um brilho tão grande que acabavam ofuscando outros importantes nomes…

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

        Like

  33. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  34. quem apresenta a reportagem é a minha prima Leilane Neubarth
    irado!
    “a gente toma conta dos tóxicos tudinho” foi o melhor

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  35. ESTIVE LA TAMBEM FOI MASSA ..HOJE SÓ TEMOS DECEPÇÕES NAS MUSICAS QUE HORROR.

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  36. E o post foi parar do outro lado do mundo, na terra do sol nascente…

    http://metallica-death.blog.jp/archives/7818057.html

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  37. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  38. Mais um exemplo da total falta de informação à época, mesmo dos grandes meios:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  39. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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