Momento papo-cabeça -> reflexão/desabafo: shows = moda = público não conhece nem os clássicos

Galera, este post vai ter um “tom” um pouco diferente dos demais do blog do Minuto HM, mas acho necessário e cabível após tantos e tantos anos de estrada, shows e viagens que não só eu, mas tenho certeza que vocês também estão acostumados.

Como vocês sabem, quero fazer o review dos 3 shows do MetallicA no país aqui, no blog. Por motivo de incompatibilidade de agenda com Marcus Batera, infelizmente, fica difícil nos juntarmos, de cabeça fria, para escrevermos, então combinei com ele que vou mandar bala por aqui e ele me corrige, completa ou comenta logo após.

Senti necessidade de fazer este post quando iniciei minha reflexão sobre os shows do MetallicA, sobre o que vi e senti da galera, tanto em Porto Alegre quanto em São Paulo. Mas, de longe, isso que vou falar é uma novidade ou não acontece em TODOS os shows que pude ir.

Sim, em todos os shows. O breakthrough mais intenso que vimos foi quando a banda U2 anunciou seu show no país (o último dos caras, em 2006). O que houve? O Brasil, que já era considerado um novo e formidável nicho para os promotores de show, se tornou uma das melhores, se não for a melhor, opção para shows no planeta. Mas, por quê? Porque o país cresceu muito, economicamente falando. Muitas pessoas pelo Brasil melhoraram de vida, subiram uma classe inclusive. Na real, aquele “papinho” de “não tenho dinheiro para nada” começou a virar uma tendência ainda maior, visto que, como se diz no popular, quanto mais se tem $$$, mais pão-duro você vira.

Pois é. Voltando ao assunto principal, basta fazer uma rápida análise de preços de shows. Claro que houve mudança na questão da nossa moeda (URV, Real e inflação e tudo mais, eu entendo e considero isso, mas vamos lá):

– 1993: Paul McCartney (sim, um BEATLE), um monstro, um cara sem igual, um ícone, um SIR, toca para um Pacaembu abarrotado. O preço da pista OU arquibancada naquela oportunidade? USD 5,00. Isso mesmo, caro amigo, CINCO DÓLARES. Repetindo: cinco doletas para ver um Paul McCartney e cantar Drive My Car, Hey Jude e tantos outros clássicos absolutos que até seu cachorro fica feliz.

BIG JUMP…

– 1999: Kiss (isso, o KISS, aquela “bandinha” que traz um showzinho meia-boca, sem explosões, sem tecnologia alguma). O Kiss em Interlagos foi o show mais caro da época que se via por aqui. Eu paguei, chorando e me estrupiando todo, R$ 25,00 a meia. Ainda tivemos neste intervalo o MetallicA e o Bruce Dickinson. Lembro que, na época, fui tachado de maluco por ir aos 3 shows e “gastar” em torno de R$ 55,00 para ver os 3 shows… na época, duro de verdade como era, tive de pedir adiantamento de salário e dinheiro emprestado para poder ver os 3 shows do ano. E o do Bruce, que gerou o Scream For Me Brazil, eu só vi o que ficou conhecido como “o show do domingo”, pois o show “original”, de quarta, teve problemas para a gravação no Via Funchal, e este eu nem tinha como ter comprado os ingressos. O show de domingo foi comprado no dia anterior, quando sai pedindo dinheiro por aí…

Pearl Jam. Independente do gosto ou não da galera, uma mega banda, que eu particularmente gosto. Já estamos em dez/2005. O preço da pista, inteira? R$ 120,00, para o show no Pacaembu.

Tive que contextualizar o lance do dinheiro para poder justificar meu raciocínio que virá a seguir.

O que citei acima são apenas exemplos mesmo, claro que tivemos diversos outros shows e festivais nos anos 90 e 00. Mas 2006 realmente foi o ano da mudança.

Os show começaram a ficar mais caros mesmo. Até aí, eram caros, mas sempre achei justo. Aí veio o U2. Muita propaganda, muita badalação, claro, é uma das bandas mais conhecidas e ricas da história da música. E, lógico, um enorme arsenal tecnológico. Tudo isso acompanhado de um preço, na época, inimaginável de R$ 300 para assistir na pista os caras. Até então, R$ 300 era realmente algo impossível para se pagar por um show na pista, no “povão”.

Aí veio aquela loucura para a compra dos ingressos. Logo, pensei duas coisas:

– bom, é o U2, banda cheia de “simpatizantes” (porque o U2 tem fás sim, mas não tantos como simpatizantes – diferente da maioria das outras bandas), um grande show, etc.

– o povo está com dinheiro fácil, hein?

O que estamos vendo e “pagando”, literalmente, ao longo destes anos, é o efeito U2. A insanidade que foi comprar aqueles ingressos raramente foi vista em outras oportunidades no país, ainda mais se considerarmos o preço. E olha que estamos falando de 2 datas. Para comprar meu ingresso, mais até pela minha “namorada” (hoje, esposa), tive que sair no meio da tarde do trabalho, ir ao Pacaembu com um amigo, o Clóvis, e comprar. Telefone, internet, nada dava certo. Tudo “esgotado”.

Criou-se, aí, um cenário que hoje é normal para shows: uma loucura para comprar ingressos, até mesmo de shows de bandas nada pop. Os ingressos, já no efeito U2, começaram a se popularizar na casa dos R$ 200, R$ 300 e sempre se esgotavam. De repente, era lote extra (???) daqui, dali, e novo sold out. Não dava para entender.

O efeito U2 ainda é sentido. A máquina do marketing está a todo vapor até hoje. Fizeram o povo ter a NECESSIDADE de ir a shows por uma questão de moda, para “não ficar de fora”. Hoje, ter um ingresso para show, FALAR que foi à determinado show virou moda. O efeito U2 fez com que passássemos a ver mais mulheres em shows até mesmo de metal puro, embebedado da fonte ou colhido no pé, como Judas Priest, ou até de estilos bem, digamos, exclusivos, como Dream Theater.  Mulheres sim, não as tradicionais “metaleiras horrendas”. Mulheres de salto alto (!!!), maquiagem e bolsinha pendurada.

Pronto! Aí está o cenário de shows atuais. Um bando de gente mais favorecida ($$$), principalmente na pista VIP (lugar que eu adoro para ver shows por uma questão de ter mais tranquilidade e, claro, da proximidade com os artistas).

E o que houve com tudo isso? Claro, este novo mercado de shows trouxe um público totalmente LEIGO para os eventos. Não estou aqui dizendo que sou o maior conhecedor de música do mundo, até porque acho que já ficou bem claro aqui mesmo no blog que temos monstros como o Rolf, Caio, Marcus Batera, BSide e Remote, apenas para citar alguns, que sim, são enciclopédias musicais.

Estou falando de pessoas que estão lá realmente por estar, apenas para poder falar “sim, eu fui no show do MetallicA, do Maiden, de quem quer que seja”.

E essa é a nossa nova molecada. A molecada de hoje tem internet, tem muito, mas infinitamente MUITO mais acesso que a molecada dos anos 90. Exponencialmente, dos anos 80, 70, 60. E isso é bom? Não vem se mostrando.

A molecada de hoje quer ir ao show e, se puder ficar na grade, ou perto, é melhor ainda para falar. Peraí, isso sempre existiu no rock e metal, principalmente. Sim, sempre, mas qual era o motivo disso tudo? Pô, realmente, eram porque somos LOUCOS por determinado artista. REALMENTE somos apaixonados, aficcionados, fanáticos, você escolhe o adjetivo.

Hoje, não mais, pelo menos pelo que estou vendo, e posso falar também, por exemplo, pelo Marcus Batera. O que vimos no show do Twisted Sister foi uma das mais agradáveis exceções em relação a um show atual: um Via Funchal lotado de gente cantando as músicas do Stay Hungry e mesmo músicas não tão pop. E foi só.

Chegamos ao MetallicA 2010. Marcus e eu fomos nos 3 shows do país na pista VIP. Afinal, trata-se da banda que mais amamos na música – nunca consigo e não gosto de comparar a banda com minha paixão do Maiden – são como 2 filhos gémeos para mim – as duas têm a devida importância e meu amor – e sempre destaquei isso.

Há shows e shows – cada show é um show. Assistir a diversas bandas é sempre ótimo, é o “chamado”, é a “convocação”, como nosso amigo Rolf ensina com toda a razão. Mas shows de bandas do porte e qualidade do Kiss, MetallicA, Iron Maiden, Heaven & Hell, etc, é algo ainda maior. Afinal, para poder realmente entender de metal, certas bandas são pré-requisitos. Não é necessário gostar, mas é necessário conhecer. E todas as bandas deste porte merecem o devido respeito pelo que fizeram e fazer pela música.

Portanto, assistir a um show do MetallicA é ter a certeza de que a galera, a “família do metal”, vai realmente saber o que está acontecendo. Não estou aqui cobrando ficar cantando (ou cantando “certo” – ainda mais se tratando do inglês dificílimo das letras destas bandas), pulando ou ficando maluco. Estou falando de ir a um show com um mínimo de apreciação pelo TRABALHO COMO UM TODO da banda. E, de novo, não estou falando somente de um disco ou de uma música, mas do todo.

E o todo sempre foi algo questionável para o MetallicA. O que canso de ouvir na minha vida quando falo MetallicA é: “até o disco preto” ou “até o …And Justice For All”. Muitos realmente dizem isso por saberem o que estão falando, outros, porque “virou moda, todo mundo fala isso”.

Não vou entrar aqui na discussão do Load, Reload, St. Anger ou mesmo do novo e aclamado Death Magnetic. Vou falar o que houve, já dando início aos reviews dos shows do MetallicA.

Vimos um MetallicA tocando MUITAS músicas dos 5 primeiros discos. Sim, da “única fase que presta da banda”, como diriam alguns. Quando digo “MUITAS” músicas, leia-se A MAIORIA.

E o que Marcus Batera e eu constatamos? Que, infelizmente, aquela molecada que empurra, que xinga, que quer ficar na grade, que fica 3 dias na fila do show, hoje é outra. É uma galerinha fraquinha em termos de conhecimento da banda. E de novo: por mais que isso não seja muita novidade, é inegável como se intensificou – e os motivos são os expostos acima: a vontade de ir a um show para dizer para todos “eu fui” – e dá-lhe camiseta “eu fui” por aí, desde sua “criação”, pelo que lembro, no Rock In Rio 3, em 2001.

“Eu fui” fazer o quê no show do MetallicA? Ficar cantando ENTER SANDMAN, apenas? Não me entendam mal: Enter Sandman é um clássico absoluto, grande música, eu adoro desde sempre e acho fundamental em um show. Mas muito do que vimos foi isso. A galera se matando para que? Somente Enter Sandman?

O MetallicA tocou, no Brasil, muitas músicas diferentes, inclusive do Kill ‘Em All, disco tão falado por aí que estava meio abandonado por eles. Em POA, foi Phantom Lord. Em São Paulo, vimos Motorbreath e Hit The Lights, cada uma em um dos shows antes do fechamento com Seek And Destroy (ia), outra do mesmo disco.

E estas músicas mais antigas foram POUCO CANTADAS pelo público. O que mais vimos, Marcus e eu, foi a galera literalmente sem entender o que estava acontecendo enquanto o MetallicA despejava sonhos como Blackened, Harvester Of Sorrow, Welcome Home (Sanitarium), entre outras. E as músicas do disco novo, já não tão novo assim, como Cyanide, That Was Just Your Life e The End Of The Line, também pouco cantadas. My Apocalypse então, no último dia, nem sem fala…

Ficam aqui, então, alguns recados para esta galera:

– NUNCA MAIS reclamem do que não conhecem. Falar é fácil, vestir camiseta preta é fácil, ir a shows basta ter dinheiro, hoje em dia. NUNCA MAIS falem do MetallicA estar vendido, não tocar coisas do Ride The Lightning fora Creeping Death e For Whom The Bell Tools, sem saber o que são as outras músicas de verdade. Conhecer MetallicA é uma arte – no Master Of Puppets, por exemplo, não existe só a faixa título. Sério mesmo. Ah, só para ficar bem claro: nem de longe quero dizer que não se pode curtir os clássicos mais do que outras músicas, hein? Cada um curte o que quer. Mas como tem gente que vai pensar isso, então já me adiantei…

– Não sejam trouxas: vocês não ganham o respeito e admiração dos fás de verdade só por terem ficado na grade de um show, ou mesmo terem ido ao espetáculo. Se vocês buscam um mínimo de respeito, façam a lição de casa de verdade, e conheçam o que estão falando. Não estou aqui falando “sejam nerdes ou sejam profissionais da música”. Aqui no blog, ninguém é profissional, e mesmo assim, tenho certeza que é muito melhor que a mídia dita “especializada por aí”. Vide exemplo de ontem: Rolling Stone fazendo RT no twitter de um review do show do MetallicA de um cara “entendido” que nem o nome da música “The Frayed Ends Of Sanity” saiu certo: virou “Insanity”. Créditos que recebi por corrigir o artigo? NADA, nem uma simples menção.

– Não escutem um disco e falem que é um lixo na primeira ouvida. Cansei de “evangelizar” pessoas que ouviram 30 segundos do Death Magnetic e o acharam ruim. Cansei de falar para todos: “este, diferente do St. Anger, é um grande disco mesmo, dê tempo ao tempo”. Acredito que diversos amigos podem confirmar isso.

– Se vão a um show ficar malucos, que fiquem malucos de verdade. Deixem as emoções verdadeiras fluírem. Não adianta empurrar, ser alto e forte, sem saber o que estão fazendo de verdade. Aprendam a curtir um show de verdade. Shows de rock e metal nos fazem ficar mais jovens, mais felizes, balançar o corpo e a cabeça, mas isso é “automático” e verdadeiro – não é forçado. Se você não se sente assim, não atrapalhe os fás de verdade, e não “faça por fazer”.

– Garotada: não se matem “à toa” na grade da pista normal. Isso não significa, muito menos, “valorizar” o dinheiro do show. A grade do show agora é na pista VIP. Para ficar lá, entenda e sinta o motivo. Se não for apaixonado por isso, se não for apaixonado pela banda, não se machuque e prejudique os verdadeiros fás. Você não é fã de todas as bandas que assiste ao vivo, entenda isso – é normal! Assistam ao show um pouco mais de longe – tenho certeza que, no fundo, vocês gostarão mais. Se for para ficar na grade, não reclamem, não machuquem aos outros. E meninas: grade é ainda mais difícil para vocês. Vocês, ainda mais, devem refletir se tudo aquilo vale MESMO a pena. Se valer, façam. Se não valer, não façam isso pela moda, pelos outros ou por qualquer outro motivo.

Não acho que todos devem concordar 100% com o que escrevi aqui. Isso é uma reflexão do que pude ver ao longo dos últimos anos, principalmente os últimos quatro anos. Mas contra certos fatos, não há argumentos. Também não posso deixar de destacar e prestigiar certas pessoas, como idosos (mesmo) e pessoas com deficiência – em cadeiras de roda, engessados, enfim, que prestigiam shows de metal. Dou crédito pois, mesmo com mais dificuldades do que o normal, as pessoas dão seu melhor para estarem lá. E não se enganem: só mesmo no metal isso acontece de forma verdadeiramente apaixonada.

Obrigado, MetallicA, pelas 3 noites inesquecíveis. Obrigado por, de forma brilhante, terem executado alguns dos maiores clássicos da história da música, variando noite a noite. Welcome Home para vocês… meu perdão por 2003 está oficialmente dado aqui. O amor está ainda mais forte do que sempre foi.

E produtores de show: o Brasil está melhor sim, mas isso não significa que nossos problemas financeiros estão resolvidos. Em São Paulo, vocês tiveram o sábado com um Morumbi incrível, super lotado, lindo. Mas e o domingo? Vocês acham mesmo que não há fás do MetallicA para 2 dias lotados? Que não houve demanda? Não era melhor ter 2 dias lotados por, por exemplo, R$ 200 cada dia, ao invés de R$ 500? Revejam isso – de grão em grão, a galinha enche o papo…

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categorias:Artistas, Cada show é um show..., Curiosidades, Discografias, Dream Theater, Iron Maiden, Judas Priest, Kiss, Músicas, MetallicA, Off-topic / Misc, Pearl Jam, Resenhas, Setlists, Tá de Sacanagem!, The Beatles, Twisted Sister

62 respostas

  1. Eduardo concordo com vc plenamente, hoje virou status não”quo” aliás banda que adoro, mas voltando ao post, hj virou status não só ir a shows, mas também se dizer fã de certas bandas que estão na moda, os caras compram o cd não ouvem, e se dizem fãs porque tem o cd ou os cds. Infelizmente isto já vem acontecendo há bastante tempo. concordo com com vc em tudo, to meio sem tempo agora, aliás essa semana ta brabo, mas este post merece minha atenção com mais tempo.
    volto a comentar mais, mas assino embaixo.

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  2. Olá amantes VERDADEIROS do Metal!

    Aqui estou eu novamente ainda recuperando a minha voz depois dos 3 ESPETÁCULOS que o MetallicA fez em terras tupiniquins. Como nunca escondi isso de ninguém, a minha banda favorita me deixou plenamente satisfeito! Me esbaldei mesmo, como diria nosso Rofístico Personagem.

    Alguns sonhos foram realizados: Harvester of Sorrow, Phantom Lord, Fight Fire With Fire, Blackened, Fade to Black, Ride the Lightning, Motorbreath, THE FOUR HORSEMEN… o MetallicA veio aqui e KICKED ASSES literalmente… outro detalhe é que eu queimei a língua sobre o Lars (ainda bem). O cara veio e de um modo geral, o cara arrebentou!

    Bom, voltando ao assunto do post…

    Decidimos, Eduardo e eu, por fazer este post na sexta-feira após o primeiro show em Porto Alegre, enquanto apreciávamos um delicioso churrasco gaúcho. Comentamos que é algo que beira o “revoltante”, você ouvir um bando de pela-sacos gritando “toca Kill’em All”!!! (eu acho que eles gritam isso, porque não conhecem nenhuma outra música fora Seek & Destroy). E aí os caras tocam the Phantom Lord, Hit the Lights, Motorbreath, The Four Horsemen… Em POA eu só contei 3 pessoas cantando, sendo que uma era eu, a outra era Eduardo Yoda e a outra um outro paulista que conhecemos lá na hora… de resto, nem braços pra cima pra enganar. Pra quem pediu o Kill’em All, taí, muito bem tocado por sinal! E o bando de babacas fez o que? Olhou e ficou sem entender nada!

    Mas na hora do Enter Sandman…

    Enter Sandman é um capítulo à parte para o contexto deste post. É uma baita música. Forte, imponente e pricipalmente “grudenta” (característica principal de uma música que se torna pop). Gostaria de deixar claro que obviamente adoro a música, mas que por ja ter tocado até em festa de batizado de igreja evangélica, quermesse, etc, já não me empolga mais tanto assim… só no Black Album eu acho que tem 11 músicas melhores! Mas essa é só minha opinião. O meu relato vem a seguir.

    No dia do terceiro e último show dos 4 cavaleiros do metal no país, Eduardo e eu decidimos que tentaríamos ir mais pra frente. Depois de assistir 2 shows incríveis era hora de tentarmos, num show teoricamente mais vazio, ficar mais perto de nossos ídolos. Fomos então nos encaminhando para as proximidades do palco. E aí a gente acabou vendo de tudo, como o Eduardo já comentou. Pouco atrás de nós estava um grupo de pessoas, acho que uns 4 ou 5, sendo um deles chato demais!!! De repente eles começam a cantar uma música. Ganha um doce quem acertar qual era. Sim, Enter Sandman. Quando começou o show, sequer notei a presença daquele bando. À minha esquerda mais um grupinho repetia constantemente “hoje vamos ver o MetallicA!!!”, “o pau vai quebrar!!!”. Por um momento até pensei que poderia sair algo de lá… nada novamente! Literalmente só papo! Conversando conosco antes do show também estava um auto-proclamado “rato de show”. Acho que não preciso falar nada sobre isso, certo? Mais uma vez, nada!

    Mas isso não é nada comparado ao babaca mor! Veio se espremendo até chegar atrás de mim. (Não deixei passar! Nunca deixo! Esses caras folgados assim só passam se realmente forem bem maiores que eu.) Quando acabou Enter Sandman, o cara literalmente virou as costas e andou… Olhei para Eduardo e lamentamos juntos. O cara deu as costas pro palco antes da execução de Helpless (cover do Diamond Head), Hit the Lights (música 1 do disco 1 do MetallicA) e já famosa (dá-lhe Kiss FM) Seek & Destroy.

    Exceção feita a duas pessoas no meu campo de visão, um gordinho à direita e um “alemão” à esquerda que cantaram todas, assim como Eduardo e eu.

    Em resumo, concordo com tudo que foi dito pelo meu eterno companheiro Eduardo. Este post é mesmo um pouco diferente. Até peço desculpas a todos pelo tom de desabafo. Acho que tanto pra mim, quanto para o Eduardo, este assunto já estava engasgado à algum tempo, mas esses 3 grandes shows foram a gota d’água, ou o balde d’água. Nós, verdadeiros amantes do Rock e do Metal já estamos fartos disso, e por natureza não apreciamos nada que seja fruto da moda, seja ela qual for. O Rock é velho, o Metal é velho! E vai ser cada vez mais velho porque não vai morrer nunca, porque é verdadeiro…

    Long live Rock & Roll!!!

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  3. Texto irretocável, Eduardo. Parabéns!

    É isso mesmo! De renegados no passado passamos a “ditar” moda. Com isso, consequentemente, caiu a “qualidade” do pessoal.
    Concordo que é irritante, mas acho que isso passa…
    Se pelo menos alguns destes que “caem de paraquedas” realmente se “apaixonassem” pelo estilo, seria ótimo!

    Além do que, isto ajuda a quebrar um pouco o preconceito que ainda existe…

    Enfim, algo a se discutir.

    Abraços.

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    • Obrigado, Marco.

      O problema, cara, não são caras, digamos, “novos” em show. São os que estão lá por estar apenas, para poder dizer que foram ao show. Pego por exemplo a minha irmã, que foi a um show de 100.000 pessoas com 14 anos de idade e arrebentou todos os marmanjos que lá estavam. Tenho duas pessoas (Marcus e Rolf) que podem ressaltar o fato.

      Agora, ir até um show mesmo sem conhecer, ficar na sua, não encher o saco dos outros, não achar que são a última Coca-Cola do deserto, enfim, literalmente “ficarem na sua”, não há problema algum. Eu mesmo passei a apreciar com mais afinco algumas bandas após vê-las ao-vivo, por exemplo, Pearl Jam, o seu amado Aerosmith (que show fantástico aquele do Morumbi, com abertura do Velvet Revolver), até mesmo Twisted Sister, que fui ao show cru demais, mas sai dela e STAY”ed” HUNGRY pelos caras!

      Enfim, não há qualquer problema em se apaixonar depois. O problema é o cara virar como o fã número zero da banda e mal saber o que está falando, de nada. Quando não se conhece, a dica é ficar quieto e aprender com quem sabe. Eu mesmo faço isso demais aqui no blog, como disse, temos muitos caras escrevendo e comentando por aqui que são INFINITAMENTE melhores do que eu em termos de rock e metal. Mas quando o assunto é MetallicA e Maiden, Marcus Batera e eu, sem dúvida, nos posicionamos.

      Sobre quebrar o preconceito, concordo parcialmente. Claro que é bom o metaleiro não ser tratado como lixo, como um marginal (e desde que ele faça isso valer também). Agora, cara, o metal não tem regras, não é do sistema. O metal é justamente o contrário – é o questionamento, a dúvida, o outro lado da moeda. Então, de uma maneira geral, se for visto como algum comum, podemos declarar a morte do heavy metal.

      [ ] ‘s,

      Eduardo.

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  4. Eduardo,

    Mas esses babacas que se acham sem entender p**** nenhuma existem não é de hoje! E não vão acabar…Quantas vezes eu, ainda adolescente, ouvindo meu sonzinho (que na época tinha umas porcarias também, confesso…) me deparava com uns imbecis que se diziam “expert” no assunto e mal sabiam o nome da banda corretamente?? Só nos restam lamentar e desabafar (com vcs fizeram agora) quando estamos no limite!

    Em relação ao metal (rock, em geral) ser “o outro lado da moeda”, concordo, afinal tudo no nosso amado som é “contra as regras”: as letras, excesso de “barulho”, rebeldia, etc… digo que o rock é “o fora da lei” que não pode ser preso… mas ainda assim é uma manifestação cultural e que tem de ser respeitada. Creio que todos nós aqui no fundo (ou declaradamente mesmo) somos radicais… não suportamos ouvir alguns tipinhos de músicas (meu caso: axé, pagode, funk, samba, uns sertanejos e outros que não me lembro agora…) e até quando uma música que gostamos cai nas graças do “povão”, passamos a olhar pra ela de maneira “duvidosa”… como quem diz “puxa mas até aquele mané curte essa música, sei não, deve ser ruim…” isso ocorre comigo e deve acontecer com mais gente… nós gostamos de ter conhecimento de nossas bandas preferidas, de artigos, não nos contetamos com pouco e muito menos com “meio-fãs”, gostamos de “exclusividade” e “exclusividade” hoje em dia, está na moda!
    Esse exemplo que vcs deram do carinha que só ouviu “Enter Sandman” e foi embora, vale pra mim num show do U2, por exemplo, não sou fã assíduo, apenas conheço as músicas que todos conhecem, com a diferença de que não iria dar uma de “expert” no assunto, mas se o fizesse ninguém iria notar, pois o U2 é banda de “simpatizantes” com vc bem disse e simpatizantes não ligam pra isso, ao contrário de nós fãs incondicionais!

    Abraços.

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    • Marco, sem dúvida alguma não é de hoje, mas infelizmente, devido as fatos que mencionei no post, a coisa está chegando em um nível nunca antes visto… infelizmente. Espero que este post sirva não somente como um desabafo, mas também como um sinal de alerta para reflexão – não por caras como nós, mas pela galera que por ventura venha a ler este artigo.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  5. Eduardo e Marcus Batera :

    O conceito do post é bastante apropriado, e realmente temos visto cada vez mais um público não muito esperado para os shows de hard rock e metal ( inclusive um inusitado publico feminino, conforme voces citaram ). E aí,concordo também, o que se vê é um balaio de gatos, onde muitos “turistas” estão nos shows ,pois parece que virou moda , sei lá na verdade por que..( afinal, não é esse o motivo que me faz ir aos shows). Recentemente , nos shows do KISS e do Iron Maiden , foi isso que vi. Tirando Fear of the dark e Rock and Roll all Nite, o restante do repertório era muito desconhecido da maioria. Até aí, tudo bem, ninguém nasceu conhecendo as bandas, que cada vez mais se aventuram pelas nossas terras ( infelizmente, aqui no Rio cada vez menos…), e de repente isso torna-se uma chance de um público não conhecedor do estilo avaliá-lo e acabar incorporando-o ao seu cotidiano ou não. O complicado, na verdade, é a postura desse novo público , que presta atenção em tudo que cerca o espetáculo, exceto o que está sendo apresentado no palco. E indo de pista VIP, ou pista normal, ou arquibancada, o que me incomoda é o “vai e vem” constante durante o show , será que estas pessoas não conseguem escolher um local para assistir os shows e apreciá-los neste lugar determinado, da forma que melhor lhes dispuserem? Digo isso por que é lógico que a maioria do público procura ” se acabar ” nos shows , mas eu prefiro uma postura mais atenta e quieta , daí talvez também a minha preferência por um lugar mais distante . Mas mesmos nestes lugares, é profundamente lamentável o constante ” vai e vem ” acima citado. Em pouquíssimos shows pude ver um publico que realmente sabia ” onde estava”, um exemplo mais latente foi o recente show do Qüeensryche no Rio, mas este talvez não conte, afinal não havia sequer três fileiras completas de platéia no Rio de Janeiro. Coincidentemente ou não, foi um dos melhores shows que vi . Daí novamente venho a concordar com vocês , com que público teremos de conviver daqui pra frente , e até quando?
    Pra finalizar meu comentário, não posso deixar de tentar visualizar o que seria a execução de Enter Sandaman num batizado de uma igreja evangélica … Na verdade, não consigo imaginar… Com a palavra, o sr Marcus Batera… v

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  6. Ah….já que o assunto é Metallica, aproveito a deixa pra lembrar ao Eduardo que em breve trago uma análise mais criteriosa do Ride the Lightning,conforme prometido. Preciso deixar claro que já possuo o álbum há algum tempo, e já tenho alguma familiaridade com as 8 músicas ( em especial, 4 : Fade to Black, For Whoom the Bell tolls , Creeping Death e The Call of Ktulu) , mas em breve pago a dívida…

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  7. Aí galera! abraços aqui do maranhão à todos!
    o blog ta blz! vou voltar a acompanhar. tb pela lista!

    até mais

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  8. Muito bom o blog. Ainda não conhecia. E me deparei com esse post que achei perfeito. Sabem esse tipo de pessoa aqui na minha cidade, chamamos de “posers”. Eu fiquei na cadeira para poder “ver” o show e não gastar muito, pois para mim que pagava por dois, os 250 da VIP de POA, virava 500. E não estava com tanta grana assim.
    Bom, eu e minha noiva, fãs do Metallica (ela a menos tempo que eu. Influênciei, sabe como é né.), sentados na arquibancada VIP depois de horas de pé, esperando o inicío do show, começamos a observar a pessoas ali na pista. O lamaçal do Parque Condor estava horrível, e começamos a agradecer por ter comprado cadeira. E ali que avistamos, 3 mulheres, bem daquelas que você falou no post. Um tinha um salto que eu acho que tinha uns 15 cm. Lamentável. Fora outros que tu olhava e achava que eles estavam no show errado.
    Outro fato, lamentável, é a infantilidade das pessoas. Acham que só porque estão no show do Metallica, precisam fazer pose de metaleiro mal, e ser mal educado. Isso vi na falta de respeito do pessoal com a repórter da Globo que estava entrevistando o pessoal na pista. Enquanto ela entrevistava alguém, o pessoal ficava atrás para aparecer na filmagem (até ai, normal.), mas tinha alguns que ficavam mostrando o dedo médio em sinal de nem eu sei o que, confronto talvez. Isso também, lamentável.
    E agora enfatizando mais ainda o que você disse do pessoal que tá lá, só pra tá. Na Master por exemplo, que mostrou o povo da grade no telão, tinha um loco perdido lá no refrão. A única coisa que ele falava era o “Master” mesmo. Sabe, não quero dizer que conheço todas as letras, até porque não sei elas de cor. Vou mais no embromation do ouvido mesmo, mas eu consigo acompanhar mesmo estando cantando algo intraduzível. Só não cantei todas porque eu estava tão emocionado, que alguma músicas cheguei a perder. Por exemplo, não lembro da For Whom The Bell Tolls, apesar de lembrar que cantei o refrão dela. Phantom Lord não consegui cantar(literalmente) grande parte dela, apenas fiquei vidrado olhando eles executarem aquela canção que me pegou de surpresa. Mas de resto, cantei todas. E inclusive vi (e ouvi) a execução e erros do Lars na One (eu toco ela, por isso não podia deixar de lado :P). Mas é o Metallica né. E dá pra dar um desconto pra idade deles ehhehe.
    Show Memorável.

    E falando mais um pouco dos posers, acho que o Metallica está começando a cair na linha Maiden. O que quero dizer com isso? Que você vê uma porrada de muleke com camiseta do Iron Maiden mas não conhecem as músicas que não são do Best of The Beast e do Fear of The Dark. Acho que com o Metallica vai acontecer o mesmo. Eu não sou fã do Iron (apesar de gostar da música dos caras), e não pagaria muito para ver eles (por isso não fui pro show), mas posso dizer que conheço muito mais de Iron Maiden do essa gurizadinha que desfila por ai achando-se o tal e nunca ouviu os últimos cds que eles lançaram com arranjos de 3 guitarras.

    Desculpem o texto longo, mas to cansado disso tudo. Quem paga o pato depois somos nós, que apreciamos de verdade a música da nossa banda predileta.

    Abraços

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    • Olá, Eddie,

      primeiramente, seja bem-vindo ao blog do Minuto HM.

      Pois é, você conseguiu captar o espírito real deste post que fiz. E da sua posição privilegiada do público, deve ter visto realmente cenas impressionantes desta tarde/noite. Eu estava na lama da pista VIP, com 4 banheiros para homens (isso mesmo, QUATRO banheiros), mas nem quero falar da organização ou do evento pois ainda pretendo fazer um post de cada um dos 3 shows no país.

      Novamente, seja bem-vindo ao blog. Aqui você encontrará os verdadeiros fãs do rock e metal.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  9. Senhores, achei esse assunto totalmente relacionado ao post… a “moda” …

    http://whiplash.net/materias/news_866/102456-vanhalen.html

    [ ]’ s,

    Eduardo.

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  10. Bruce, do Maiden, se manifestou acerca dos abusivos preços de ingressos que andam sendo praticados…

    http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/775757-vocalista-do-iron-maiden-critica-precos-de-ingressos-para-shows.shtml

    Boa, Bruce. Mas que o Maiden (Harris e Rod) faça com que isso ocorra para os shows próprios também…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  11. Eduardo, só agora li seu texto, através do link na matéria do Van Halen, e concordo plenamente com vc.
    Fui no 1° show do Metallica, de SP, de pista comum, e vi pessoas me olhando como se eu fosse uma retardada enquanto eu pulava enlouquecidamente com Blackned e Motorbreath.

    E esse público que vc descreveu é o mesmo que vai comprar ingresso, agora mesmo em novembro, pra ir ao Rock In Rio 4, sem nem saber quais serão as atraçoes, só pra dizer “Eu Fui”.

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    • Suellen, legal que você tenha lido o texto… os links recursivos realmente são úteis, pois podemos “linkar” assuntos co-relacionados que já falamos por aqui de forma a “amarrar” tudo…

      Sobre este show do MetallicA, que tive o prazer de conseguir ver as 3 apresentações brasileiras (https://minutohm.com/2010/02/04/cobertura-mhm-world-magnetic-tour-setlists-porto-alegre-e-sao-paulo-analises/), também me espantei ao ver um público totalmente MUDO nestas duas músicas que você citou, além de outras como Phantom Lord (tocada em Porto Alegre) e até mesmo Hit The Lights, do segundo show paulistano… o povo pede “as antigas” por pedir, sem nem saber o que está falando…

      Isso não quer dizer que sejamos os “donos da razão” ou então enciclopédias, ou que a galera não possa ir a um show para curtir… o problema é esse negócio do “Eu fui”, por puro modismo…

      Continue participando do blog…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  12. Isso que vocês verão a seguir, meus caros, é o NOJO que vi na console de administração do WordPress… o “ser” interessado no show do … do… bom, vejam vocês…

    http://home.speedbit.com/Search.aspx?q=cantor%20poull%20mcar%20ter&start=40&aff=206

    Para vocês verem como os buscadores da internet são fantásticos…

    É esse tipo de gente que encontramos de monte nos shows, hoje em dia…

    Não dá nem para comentar…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  13. ae, detonou, falou tudo!!
    a pior coisa que tem num show, é vc ir nesse show e ver que um bando de gente que não conhece a banda e tá lá “por estar”.

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  14. Putz cara, pior que o que voce falou é verdade. E eu estava caindo nessa onda, de querer ir em show de bandas que eu apenas “gosto”. Acho que está virando moda mesmo. Show são feitos para verdadeiros fãs. E achei muito interessante voce ter falado sobre o U2 ter mais simpatizantes do que fãs de verdade. Acho que isso deva ser verdade mesmo. Me faz até lembrar do metallica por ter uma fase hard-rock, com músicas mais “acessíveis” ao público pop. Existem 2 tipos de fãs do Metallica, os que gostam de Nothing else matter e os que gostam de Motorbreath se é que voce me entende. Só que o Metallica tem mais fãs do que simpatizantes. Na minha vida eu fui em 2 shows de grandes artistas que foi o Paul Di’anno e o Dream Theater. Sou fã do som do DT, conheço a banda mas sei que existem fãs que conhecem MUITO mas que eu. No Paul Dianno confesso que fui pra ver o próprio e pra ver ele cantar as músicas do maiden, banda que – essa sim – sou fanzasso, minha banda do coração desde 2005(tenho 21 anos). Tentei 2 vezes ir no show deles e não consegui. Mas este ano amigo, não tem família, não tem dinheiro, não tem namorada, não tem nada que me faça perder o show em sp. Espero ver uma grande celebração do HM. E se deus quiser, vou ao rock in rio ver Metallica pela primeira vez tbm. E sei que até lah tenho que conhecer a banda muito mais que conheço (me cobraria isto mesmo não lendo seu post). Gosto de muitas músicas, mas não me considero um fã como do maiden. Mas sei da GRANDE importância que essa banda representa pra música. Está de parabéns pelo Post. Não é qualquer um que me faz ler um texto gigante e escrever tanto. Abraços.

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  15. Eduardo e toda a galera do HM,

    Vou tentar ser o mais breve possível. Em primeiro lugar, desculpem pelo sumiço, mas sempre acompanho tudo do HM pelo twitter, facebook e gmail, whiplash, mas o tempo curto é osso.
    Parabéns pelo post, tema, tudo! Eu assino embaixo! Já presenciei tudo isso que o Eduardo falou!
    Como o Eduardo deve se lembrar, eu mencionei num post que fui ao 1º Rock in Rio em 1985! Sem comentários!!! Ver numa só noite Whitesnake, Iron Maiden (a minha favorita!) e Queen, foi demais!!! Hoje, eu morreria do coração! hehehe! Não me lembro mais do preço do ingresso (acho que era em cruzeiros ainda!) ou se tinha a tal cmaisa “EU FUI”, mas tinha a “EU VOU”.
    Bom, o próximo grande show foi o Maiden em SP em 1992, na tour do Fear of the Dark, segunda visita deles ao Brasil desde o Rock in Rio. Hoje não entendo por que eles ficaram tanto tempo sem vir ao Brasil, pois desde o disco X Factor, eles vêm direto, disco após disco (com exceção do AMOLAD em 2006/07. Também não sei por que.). As camisas do tipo “EU FUI” são legais, são troféus, para exibir mesmo e guardar com orgulho, além de matar de inveja os amigos! Tenho algumas, pois nem sempre dá para comprar, mas a do RUSH em 2002 e 2010 ficou linda!
    Hoje em dia, tá virando moda mesmo, mas conheço muita gente que é simpatizante de uma determinada banda e ainda assim não vai aos shows, por serem caros demais, longe demais, não gostarem de multidão, etc. A essas pessoas eu digo: “Olha, tudo bem! Moramos em BH, aqui é uma roça grande mesmo. Mas se tiver algum show de alguma banda boa mesmo de verdade, e que você goste, aprecie, simpatize, ame, vá a esse show, curta, aprecie, olhe ao redor, pule, grite, chore, e depois me conte!” Depois disso, consegui arrematar muitos conhecidos e desconhecidos para shows internacionais, inclusive do Blaze Bayley e outros! É bom demais, não é?
    Comigo, “a moda” eu presenciei nos 3 shows do Maiden que fui em 2008/09 na Somewhere Back in Time Tour (tinha mais de 100.000 pessoas em Interlagos, sim, viu? Teve até invasão!) quando eles anunciaram e tocaram “Rime of the Ancient Mariner”, os fãs foram à loucura e cantaram toda a letra, mas os “posers da moda” ficaram boiando: “Que música é essa? Ela é muito grande! É uma música só?
    Já acabou? Começou outra? Cadê a Fear?” e etc., era o que eu mais ouvia e dava risada, mas também não adiantava nada explicar. só dizia: “Escute os álbuns ao vivo ou pelo menos o Powerslave inteiro!”.
    É só um exemplo. Espero que isso acabe, aí sim ,talvez, o ingressos voltem a ficar mais em conta.
    Um abraço a todos…e UP THE IRONS IN SP 2011!!!!!!

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    • Franco, legal ter você de volta por aqui comentando… sei que acompanha o blog sim, valeu!!!

      Sim, me lembro do seu comentário sobre o RiR 1985, demais…

      Sobre seus comentários do Iron Maiden, talvez eu possa ajudar com alguma coisa: eles passaram a gostar mais do Brasil a partir do retorno do Bruce, principalmente. Explico: Bruce se apaixonou pelo nosso país durante sua carreira solo, fazendo vários shows por aqui e gravando inclusive um disco, o ótimo Scream For Me Brazil, datado de 1999, no Via Funchal, em São Paulo – que contou com a presença deste que vos escreve.

      Bruce retornou com muita “voz” na banda. E depois do sucesso do show no Rock in Rio 3, com mais um show oficialmente lançado em CD/DVD, aí a coisa se consolidou mesmo. Além destes fatos, soma-se a melhora das condições sócio-econômicas do país ao longo deste período, sendo que o Brasil (São Paulo, principalmente) virou uma rota obrigatória. E agora, com o Maiden com seu voo 666, está ainda mais propício…

      Sobre a tour do AMOLAD, ela não foi uma “grande world tour”. A banda não promoveu o disco como fez com outros lançamentos. Por quê? Boa pergunta… podem ser vários aspectos, talvez nunca saibamos ao certo…

      Sim, Interlagos recebeu esse público, tenho certeza também. Sobre coisas como “Rime…”, eu digo que quem pode ir a esta tour, viu algo que nunca mais veremos, provavelmente… coisas que os fãs sempre pediram para a banda voltar a tocar, como Moonchild, Wasted Years, Powerslave, Aces High… e creio que nunca mais teremos. Muitos desses supostos “fãs” que pediam para tocar “as músicas dos anos 80” foram os mesmos que você descreveu, exatamente com este perfil… é aquela mania que muita gente tem de seguir com a maré, com a onda… se o fã fala “toquem coisas dos anos 80”, o “poser”, que você comentou, apenas “repete”.

      Bom, o que posso dizer é que eu dei meu máximo durante 2008 e 2009 e conseguir ver 5 shows (2 em SP, Buenos Aires, RJ e Brasília). Foi a melhor coisa que fiz na vida – queria ter visto AINDA MAIS.

      Bom, agora é vermos Eddie e CIA novamente… está chegando a hora… verei na terra da garoa, na cidade maravilhosa e na capital do Paraná!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  16. Matéria muito interessante do que sempre falamos por aqui, no Minuto HM, sobre o rock no RJ:

    “Por que o Rio de Janeiro continua como o túmulo do rock?”

    http://blogs.estadao.com.br/combate_rock/por-que-o-rio-de-janeiro-continua-como-o-tumulo-do-rock/

    Dica do Leandro.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  17. Gostei do artigo, que traz diversas hipóteses para ser tão complicado ter o Rio na rota internacional dos shows de metal e hard rock. Entre todas as razões citadas, continuo achando que simplesmente a cultura da cidade não favorece o rock em comparações com gêneros até de qualidade entre muitos outros de nenhuma.
    E assim, fico sendo a minoria representativa aqui na cidade maravilhosa…Uma pena…

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  18. Texto muito bom mesmo. E para não ter que escrever tudo de novo, vou colar aqui o comentário que fiz lá:

    “Excelente texto! Parabens ao autor!

    Acrescento ainda que, a meu ver, a predileção por atrações regionais não se deve somente por causa do baixo custo das atrações regionais mas tambem porque carioca gosta de seguir moda, de lugares badalados, gosta de pegação. Claro que existem exceções – aqueles que frequentam pagode e samba, por exemplo, porque curtem o som – mas aqui to querendo descrever o comportamento da maioria.
    Se a moda agora é curtir sertanejo, os bares que tocam sertanejo passarão a lotar e os que não tocam, tentarão incluir uma noite sertaneja em sua programação!!
    Se um cara pode pagar 15,00 pra ir numa roda de samba, onde vai estar cheio de mulheres bonitas e bronzeadas, por que ele vai pra um bar de rock onde a grande maioria do público é formada por homens?

    Não to querendo ser bairrista, até porque moro no Rio e curto rock e heavy metal há mais de 15 anos! Estou só descrevendo uma situação que eu identifico até entre meus próprios amigos.
    Tenho vários amigos que ouvem rock no seu dia a dia mas na hora de ir pra night, preferem ir numa boate da moda, ouvir funk e pagode, a um showzinho num bar de rock porque na boate “tem mais mulher”.
    E justamente porque carioca gosta de moda e badalação que só eventos grandes como o Rock In Rio lotam (“Eu Fui”).

    Acho que a solução para fortalecer a cena no Rio seria aqueles que realmente gostam de rock e heavy metal passassem a prestigiar mais os bares e shows que rolam por aqui. Só que em se tratando dos shows a gente entra num novo conflito que é o preço abusivo dos ingressos.
    Só como um exemplo, num periodo de 15 dias teremos por aqui Iron Maiden, Slash e Ozzy. Todos com ingressos entre 100 e 300. Assim fica difícil prestigiar…”

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    • Suellen, concordo em gênero, número e grau com seu comentário, perfeito. E reforço a questão dos preços dos ingressos, abusivos, e apesar do artigo ser focado na questão da cidade do Rio de Janeiro, não dá para não falar que os preços em São Paulo são AINDA mais abusivos – como se isso pudesse ser possível, mas é…

      Eu torço, de verdade, para que esta situação se reverta e que o RJ passe a receber novamente grandes artistas e bandas internacionais. Mas é uma via de duas mãos: preços e público devem estar em equilíbrio…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Curtir

      • E tem mais! Depois que as grandes bandas pararam de vir pra cá e passei a frequentar os shows em São Paulo que pude perceber a gigantesca diferença que existe entre os públicos!!! A platéia aqui é mais “morna”. E é exatamente por isso que vou ver o Iron Maiden tambem em SP porque pra mim participação da platéia tambem faz parte do espetáculo.

        Lembro que aqui, no ultimo show do Guns, tinham algumas pessoas que se comportavam como se a banda no palco fosse só um detalhezinho a mais pra animar a night enquanto circulavam pela platéia prestando atenção em outras coisas.

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        • Suellen, tem mesmo essa diferença sim de público. Na verdade, e não é só porque sou de SP (não teria qualquer problema em tecer uma crítica, caso fosse necessária), não existe no Brasil nada como São Paulo (nem de perto).

          Já vi shows em Brasília, Rio, Porto Alegre e outros lugares no interior de SP e realmente nada é como São Paulo. No exterior, fui para Buenos Aires e pensei que ia ver uma loucura maior, pois eles pulavam como no estádio de futebol. Mas na hora do “vamos ver” (e olha que era a Somewhere Back in Time Tour, hein), só se empolgaram em Fear of the Dark – a versão que foi registrada no Flight 666 – exatamente este show que eu estava presente.

          Sobre o que você falou do Guns, aí o tema original e principal do próprio post passa a ter relação… um show que posso afirmar que é assim é o do U2, onde muitos “simpatizantes” ali estão para o tal “Eu Fui”, para a tal moda. Outro que vi acontecer isso foi o show do Elton John – parecia uma “reuniãozinha” da 35.000 amigos com “som de fundo”. Achei vergonhoso pelo que vi da pista VIP. Mas aí também entra a diferença entre este tipo de show versus um show de rock e metal de bandas que estamos mais acostumados, o que nada tem a ver com estes exemplos que dei… foi apenas para citar mesmo.

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

          Curtir

    • Concordo com vcs em tudo, Suellen e Eduardo! Espero que a gente se encontre na grade do Maiden em SP!

      Eduardo, como faço pra ter a minha foto no blog tb?

      Como podemos nos encontrar na grade da pista premium? Às 14:00hs o ônibus deve chegar no estádio. Espero conseguir ficar mais perto desta vez, pois nos últimos shows que fui era impossível chegar perto. Estas excursões às vezes demoram demais pra ir pro estádio e eu fico louco!!!
      Até breve!
      UP THE IRONS!

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  19. Caras, estou conhecendo o minuto hm agora e já me identifquei muito com os pensamentos da galera que cria os comentários.
    Com relação ao post, concordo em todos os graus.
    O meu primeiro show internacional (antes só tinha visto shows no Expo Music, que era ótimo diga-se de passagem) foi no Monsters de 95, por causa do OZZY, e sim agi da maneira como relatam, assisti meio de longe, Clawfinger e Therapy? sem conhecer as bandas e curti muito a performance, estilo e qualidade! Faith No More, Megadeth e Alice Cooper, já conhecia alguma coisa, mas não era a pegada da noite, o show que EU fui ver, portanto, pensei, “se não curto tanto essas bandas pq vou me expremer e/ou empurrar ficar na frente e atrapalhar pessoas que realmente vieram ver as tais”, acho q era esse “simancol” que as pessoas precisam. Aí sim, era a vez do príncipe das trevas e eu saí me expremendo até ficar na grade e ver e acreditem se quiser, sentir o cheiro do OZZY e nem se diga a energia que ele passa (até hoje), sou baixo 1,67 e dei a sorte de ficar perto de uns caras que eram da imprensa e altos e eles acabaram me dando uma força pra respirar e ver, curtir o show, e naquela época e meu primeiro show já percebi que havia menos pessoas cantando e curtindo, como achei que seria! Em 2008, fui ver OZZY noavamente, e não consegui a grana pra comprar pista VIP, fui de pista normal e juro que não achei sequer uma pessoa, uma única pessoa cantando ou pulando ou balançando a cabeça! Era apenas empurra-empurra e só ! A única música que algumas pessoas cantaram e digo um grupo de 5 amigos, que fora dali jamais diria que são fãs de rock, cantaram a “Bark At The Moon” e entendi na hora o pq, era o efeito Guitar Hero (q eu adoro jogar).
    Nem preciso comentar o último show do MANOWAR (que me endividei mas comprei VIP), que vi sim um monte de gente, ingressos esgotados e sai com a sensação de que fui o único a ADORAR o show, conhecendo todas as músicas e cantando todas (sai rouco) e quase apanho, por ter curtido, acreditem, pois a galera FÃ, não gostou, ou não entendeu, sei lá (os caras tocaram apenas músicas dos últimos 3 discos).
    Não digo que precisem provar que são conhecedores e/ou fãs, mas ao menos gostem de rock, não precisa ser Heavy, Trash, só rock e saibam o que é música. Obrigado pelo espaço para o desabafo. E por favor me enviem forças positivas e se quiserem, podemos marcar de nos encontrarmos no show do OZZY que já comprei, e que Deus me dê muita paciência no show do Helloween/Stratovarius, pq tenho a certeza que vai ser fo** a molecada!!
    4br4ços

    Curtir

    • Olá Ricardo, primeiramente, seja bem-vindo ao Minuto HM. Legal que você curtiu o blog, dê uma navegada pois tenho certeza que encontrará diversos materiais interessantes.

      Sua postura mencionada é louvável e rara, pois brasileiro (e isso é algo enraizado na nossa cultura) costumar querer levar vantagem em tudo também – ou seja, “eu paguei também”, então se puder ficar na sua frente, ficarei… ” – este tipo de postura.

      Também sou um cara de baixa estatura – 1,72 – e também compartilho do seu sofrimento para ver alguma coisa no palco, principalmente na hoje chamada “pista comum”.

      O fenômeno do Guitar Hero é evidente também, você trouxe muito bem este assunto para cá – e pode crer que ele será novamente visto nos shows que Ozzy fará em breve por aqui – trazendo também o público “da moda”, até porque Ozzy virou uma personalidade “pop” com o tal The Osbournes…

      Estaremos de pista comum no show do Ozzy, quem sabe você não nos acha por lá… eu deverei estar com uma camiseta do blog… hehehehe. Veremos… mas, de qualquer forma, boa sorte…

      [ ] ‘ s e continue por aqui.

      Eduardo.

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  20. Como o assunto deste post é um desabafo, trago aqui um brilhante texto do amigo Daniel, do ótimo Aliterasom, do sofrimento que ele tem como administrador do blog (e que eu passo também em algumas oportunidades aqui no Minuto HM) com “meia dúzia”.

    Recomendo a leitura e divulgação!

    http://aliterasom.com/?p=3004

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  21. Li e o texto é espetacular !Recomendo à todos ,aliás o blog todo é muito bem conduzido e com textos muito inteligentes.

    Bside

    Curtir

  22. Olhem aí, pessoal: o que a gente já sabia, já discutia por aqui, agora virando público sem qualquer esforço para esconder – “o que vale é ir – lineup não interessa”.

    Ingressos

    “Ganen confirmou ao iG que a pré-venda de ingressos para a edição brasileira começará em outubro.

    O objetivo, segundo o executivo, é iniciar a venda antes do anúncio oficial do line-up. “As pessoas vão em busca do festival, mais do que do line-up. Será uma grande festa, com gente bonita, lugar favorável… Estamos mirando o conceito do festival nos Estados Unidos”.”

    Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/musica/lollapalooza+sera+realizado+em+abril+de+2012+em+sao+paulo/n1597119097830.html

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Curtir

  23. A desculpa para que não haja o evento na minha cidade é estapafúrdia. “Nosso” problema estrutural. Não tem haver com quantidade e sim, com qualidade. Mas tá valendo. Espero que os paulistas curtam e o line-up seja à altura dos preços, que não devem ser baixos, como nunca são…

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    • É verdade, Daniel. Havia visto um papo que seria no Rio tal festival, depois veio a confirmação de SP.

      Nem começou e já estou com nojo deste festival, mesmo sendo paulistano. A não ser que venha alguma realmente fantástica, vai ser difícil eu sair do sofá…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  24. Apesar de no fundo já sabermos disso, este artigo abaixo é interessante: “ESSES TEUS CABELOS BRANCOS: 94% DOS QUE MAIS LUCRAM COM TURNÊS TÊM MAIS DE 40 ANOS”

    http://lokaos.net/esses-teus-cabelos-brancos-94-dos-que-mais-lucram-com-turnes-tem-mais-de-40-anos/

    Isso vai totalmente de encontro com o que a gente sempre fala por aqui: não estamos tendo renovações – e, a cada dia que passa, estamos, INFELIZMENTE, ficando sem opções.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Curtir

  25. Aqui mais uma evidência do que já falava há mais de 6 anos, e que já achava isso antes mesmo de escrever o post, e que agora leva um nome de um “festival” (mania de tudo hoje em dia ter que um “nome”, como a porcaria do termo “selfie” e agora este “Coachellização”):

    http://vida-estilo.estadao.com.br/noticias/moda,a-coachellizacao-do-mundo,10000026803

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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