Cobertura Minuto HM – MetallicA em SP e Porto Alegre – World Magnetic Tour – análises dos setlists

Galera,

hoje em dia, com a internet, é muito mais fácil e, dependendo da fonte, muito mais confiável achar fotos, vídeos, áudio e setlists de cada show por aí. Mas o que vemos por aí é apenas um flood de informação, normalmente feitas por pessoas generalistas (jornalistas), que não possuem, claro, skill técnico para determinadas análises.

Bom, é exatamente nesse gap que entra o Minuto HM, com seu propósito diferente dos portais de notícias, para dar uma força… afinal, o que pretendo fazer abaixo, apesar de não ser tão difícil do ponto de vista “operacional”, não se acha na rede…

Antes de mais nada, vamos colocar os 3 setlists dos shows do MetallicA no país e analisarmos:

  1. Setlists das noites (dãã);
  2. Músicas que se repetiram em 2 noites;
  3. Músicas que se repetiram nas 3 noites;
  4. Músicas que foram “exclusivas” para cada noite.

Então vamos lá:

Setlist MetallicA - Porto Alegre - 28/janeiro/2010

Setlist MetallicA – Porto Alegre – 28/janeiro/2010 – e informações gerais para a banda: playbacks, intervalos, ações que devem ser tomadas, onde vai ter pirotecnia…

1. Setlists das noites:

Lado a lado, os setlists das 3 noites no Brasil

Lado a lado, os setlists das 3 noites no Brasil

Cada noite contou com 18 músicas (sem contar o playback da abertura com a já clássica “The Ecstasy Of Gold”). No total, então, o Brasil ouviu 54 execuções de músicas dos “King Of The Road”, sendo que, deste número, o total de músicas sem repetição é 31, número este que será usado na análise abaixo.

2. Músicas que se repetiram em 2 noites:

Das 31 músicas, 5 delas se repetiram em duas noites no país (sendo 16% deste total):

  • For Whom The Bell Tools
  • Ride The Lightning
  • Fade To Black
  • The Day That Never Comes
  • Cyanide
Músicas que o MetallicA tocou em 2 das 3 noites no Brasil

Músicas que o MetallicA tocou em 2 das 3 noites no Brasil

Tal análise ajuda a confirmar o que chamo de “redescobrimento” da banda com o disco Ride The Lightning (além de, obviamente, a execução das músicas do mais recente trabalho, Death Magnetic).

3. Músicas que se repetiram nas 3 noites:

Esta análise mostra as músicas que a banda está usando praticamente de forma fixa desde o início da World Magnetic Tour e, basicamente, são aquelas músicas “ganha-pão”, como qualquer banda faz ao-vivo, além das faixas baseadas exclusivamente no Death Magnetic.

Clássicos antigos + músicas do Death Magnetic executadas nas 3 noites no país

Clássicos antigos + músicas do Death Magnetic executadas nas 3 noites no país

Assim, das 31 músicas das 3 noites, 9 delas (em torno de 29%) foram executadas nos 3 shows:

  • Creeping Death
  • That Was Just Your Life
  • The End Of The Line
  • Sad But True
  • One
  • Master Of Puppets
  • Nothing Else Matters
  • Enter Sandman
  • Seek And Destroy

O que se vê, então, é que a banda está usando os aclamamos 5 primeiros discos todas as noites, tocando pelo menos 1 música de cada. O Black Album se destaca com 3 músicas (Enter Sandman, Sad But True e Nothing Else Matters), como sempre desde o lançamento deste sucesso absoluto da indústria musical.

Outra coisa que pode ser vista através desta tabela é que a banda, apesar da variação dos sets, tem sim uma determinada “ordem” para executar as músicas, digamos, “fixas” do set – a inclusão de Creeping Death como fixa no set para abertura dos shows é algo que passou a ser usado pela banda na perna 2010 da turnê, visto que nos shows do ano passado, a banda estava abrindo os espetáculos com as duas primeiras músicas do Death Magnetic (dobradinha That Was Just Your Life e The End Of The Line). A dobradinha foi mantida, porém reposicionada para o meio da noite.

A exceção fica por conta da antecipação de Sad But True mais para o início da noite no terceiro e último show da banda no país, algo que rapidamente percebi durante o show e que ficou na minha cabeça para comentar por aqui.

4. Músicas que foram “exclusivas” para cada noite:

Ahhhh… a exclusividade… aqui a análise e motivo principal para o Minuto HM ter uma categoria chamada “cada show é um show“, e não apenas “shows”… aqui o motivo pelo qual viajar para ver os shows, claro, sempre que possível, justifica os caros Reais investidos… com vocês, as músicas da World Magnetic Tour que foram executadas no país apenas uma vez:

Cada show é um show: as músicas que não se repetiram no Brasil

Cada show é um show: as músicas que não se repetiram no Brasil

Do maravilhoso quadro acima, podemos tirar diversas conclusões… basicamente então: das 31 músicas, 17 delas só foram vistas em sua totalidade por quem acompanhou os 3 shows da banda no país. O número, amigos, é expressivo, em minha opinião: 55% do total de músicas foi exclusivo (Marcus, taí, é nóis).

  • The Memory Remains (com este post, esta é exatamente a ideia 🙂 )
  • Battery
  • Die, Die My Darling
  • Phantom Lord
  • The Four Horsemen
  • Harvester Of Sorrow
  • Broken, Beat & Scarred
  • Blackened
  • Stone Cold Crazy
  • Motorbreath
  • Fuel
  • The Unforgiven
  • Welcome Home (Sanitarium)
  • My Apocalypse
  • Fight Fire With Fire
  • Helpless
  • Hit The Lights

Como era de se esperar, as noites paulistas foram as mais, digamos, privilegiadas na questão da exclusividade – afinal e claro, foram duas noites em São Paulo. Outra coisa mais óbvia era a variação dos 3 covers, sendo que Die, Die My Darling já havia sido tocado em São Paulo em 1999 (outras músicas da banda também foram, mas… So What?). Agora, Helpless foi uma agradável surpresa e com teor ainda mais exclusivo (ainda que não tocada por inteira), visto que a banda costuma tocar mais frequentemente outras músicas nesta parte do set, como, por exemplo, Am I Evil? (Yes, I am).

Agora vamos às exclusividades brasileiras que arrasam, no bom sentido, o coração metálico… ver músicas como:

  • a “sai-de-baixo” Battery
  • Phantom Lord (não tenho palavras para este poderoso e inesperado som)
  • a “nunca-deveria-sair-do-set” The Four Horsemen
  • a contagiante Harvester Of Sorrow
  • a “realizei-meu-sonho” Blackened
  • Motorbreath (simplesmente “how I live my life”)
  • a “realizei-meu-sonho: parte 2” The Unforgiven
  • a “mata-a-pau” Welcome Home (Sanitarium)
  • a grande surpresa do Death Magnetic, claramente algo inesquecível e raro, a My Apocalypse (apesar de não termos visto as excelentes All Nightmare Long e The Judas Kiss em nenhuma noite em terra tupiniquins)
  • a “arranca-toco” Fight Fire With Fire e, finalmente,
  • a primeira das primeiras, a música 1 do disco 1, a que saiu primeiro via Metal Massacre (música 9 daquele disco de 1982, e do seu relançamento em 1984, já com o “Mettallica” devidamente corrigido), a que representa muito bem o thrash metal, Hit The Lights.

Outras duas músicas que não vem sendo executadas na turnê, do disco Reload, foram executadas: Fuel e The Memory Remains, as duas primeiras do disco, foram cantadas de forma contagiante em suas respectivas noites.

Ainda, o único disco * que a banda não usou (e nem vem usando) músicas é o Load.

* OK, do St. Anger também. Alguém quer alguma? Pois é, eu já sabia.

Galera, é bom demais ver o que o MetallicA apresentou para nós, brasileiros. Foram 3 noites mágicas e inesquecíveis que, infelizmente, deverão demorar a se repetir, se é que acontecerão (ainda mais com determinadas músicas que vimos acima).

Obrigado, MetallicA.

[ ] ‘ s,

Eduardo.

Obs.: obrigado ao Marcus Batera pela revisão final dos números.

_____________________________________________

Ingressos dos shows de 2010 do MetallicA no Brasil:



Categories: Cada show é um show..., Curiosidades, MetallicA, Resenhas, Setlists

39 replies

  1. Legal o levantamento, Eduardo. Muito interessante!

    Ainda bem que o Metallica teve esta atitude de variar o set list (ao contrário da maioria das bandas que tocam o mesmo set a turnê inteira).
    Ah… e a propósito, pretendo ouvir “calmamente” o “Death Magnetic” este fim de semana… vamos ver se consigo arrumar tempo!

    Abraços.

    Like

    • Obrigado, Marco. Dá trabalho, mas é extremamente legal ver um post assim depois de pronto.

      Sobre o Death Magnetic, sim, com calma. As primeiras ouvidas podem soar estranhas, já adianto. Vai com calma que você acostuma com a mixagem e tenho certeza que vai gostar, pois é um ótimo trabalho.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

  2. Eduardo:

    Está provado pela completa análise estatística acima que , pra um fã ardoroso do Metallica ,ter visto os três shows não foi dinheiro jogado fora mesmo!!! É lógico que assistir um mesmo repertório em várias noites se justifica também por que cada show é um show ,e muitas vezes em cidades diferentes, o que acrescenta também no aspecto turístico ( como complemento, é claro). Mas o que o Metallica fez é sem dúvida melhor pro fã da banda.
    Em relação à completa descrição e análise da excursão do Metallica por aqui, não se poderia esperar algo mais detalhado , aliás , isso já está ficando rotina aqui no MHM, os posts estão cada vez melhores e acrescentadores.
    E falando das músicas, tenho lá minhas preferências e gostei de ver a inclusão de algumas, como Welcome Home (Sanitarium) ou Battery do Master of Puppets. Mas o destaque absoluto vai para Blackened , uma senhora faixa de abertura de um senhor álbum. Lembro de ter visto os caras aqui no Rio em 1989, e esta foi uma das minhas preferidas no show.
    Parabéns pela riqueza dos detalhes e comentários

    Alexandre Bside

    Like

    • Obrigado, BSide, pelos elogios – que originados de você, são ainda mais prazerosos. Quanto a “ter valido a pena”, sem dúvida alguma. E para um fã como eu, ter tido variação no set “quebrou” a rotina mesmo, pois sempre ficava aquele gostinho ao final de uma música do tipo: “e agora, que vem? Subiu pro violão, Fade To Black? Hum, não é Fade To Black de novo pois ele está falando outras coisas – Unforgiven? Não pode ser! AAAAAAA!!! Unforgiven”…. hehehehehe.

      Sobre Blackened, sempre foi meu MAIOR sonho, vamos dizer assim. Tenho essa música gritando na minha cabeça para tocar em um set do MetallicA desde sempre. E agora, me sinto muito realizado… muito mesmo… as outras que você citou também foram demais… aliás, os 3 sets foram excepcionais.

      Sobre o show de 1989, o que posso fazer? Nasci na errada. Você viu um show da época mágica da banda, imagina, eles já tinham algum material do Black Album prontos, mas basicamente o que você ouviu foi a turnê do …And Justice For All e para trás. Pegou um Lars com aquele kit branco gigantesco de bateria e um Hetfield com voz “para doação”. Enfim, grande momento.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

  3. VI 02 SHOWS NA PISTA EM SP E VALEU CADA CENTAVO E NA PROXIMA PRETENDO VER NA PISTA VIP … VALERA MAIS AINDA FANTÁSTICO ESPETACULAR … METALLICA !!!

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  4. Pessoal, lá no “Metallica Remains”, uma das principais e mais confiáveis fontes de notícias da banda no Brasil, este post ganhou um link (o primeiro da lista) em um artigo que compila diversas notícias dos shows do MetallicA no Brasil de “outros” sites.

    Confiram aqui: http://www.metalremains.com/#ni2140

    Aproveito para agradecer à cordialidade do Metallica Remains e em especial ao Douglas.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  5. BTW, em breve, provavelmente ainda no final de semana, o Whiplash! publicará este mesmo post por lá.

    Aproveito e agradeço ao João Paulo pela atenção especial com os e-mails trocados durante as últimas horas.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  6. Eduardo :

    Realmente o show de 89 do Metallica foi um dos melhores que vi na vida ,felizmente posso dizer que já vi muitos shows, e espero ainda ver tantos outros…. Nada do Black álbum, sem dúvida, mas lembrava de 4 músicas do …And Justice no show: Além de Blackened , a faixa título, One e Harvester of Sorrows. Como a minha mémória já tem claro sinais de blecaute, fui atrás so set list na internet, e achei 2 dos de São Paulo ( que foram 3), e nestes também só rolaram do And Justice as músicas que acima lembrei , assim imagino que não foram tocadas outras deste álbum no Brasil: Segue os set lists de São Paulo ( não deve ser novidade pra você , mas acrescenta aos demais do list)

    7/10/89

    1. Blackened
    2. For Whom The Bell Tolls
    3. Welcome Home (Sanitarium)
    4. Harvester Of Sorrow
    5. The Four Horsemen
    6. Bass Solo
    7. Master Of Puppets
    8. Fade To Black
    9. Seek & Destroy
    10. …And Justice for All
    11. One
    12. Creeping Death
    13. Guitar Solo
    14. Battery
    15. Last Caress
    16. Am I Evil?
    17. Whiplash

    8/10/89

    1. Blackened
    2. For Whom The Bell Tolls
    3. Welcome Home (Sanitarium)
    4. Harvester Of Sorrow
    5. The Four Horsemen
    6. Bass Solo
    7. Master Of Puppets
    8. Fade To Black
    9. Seek & Destroy
    10. …And Justice for All
    11. One
    12. Creeping Death
    13. Guitar Solo
    14. Battery
    15. Last Caress
    16. Am I Evil?
    17. Damage Inc.
    18. Blitzkrieg
    19. Breadfan

    Ah…Mais um detalhe: quando você escreveu da bateria branca, lembrei que no Rio o Lars tocou com uma bateria diferente, preta com desenhos de fogo ( provavelmente nem trouxe a sua bateria, me parece ter sido usada uma de nossas terras) . Catei um video no youtube e outra vez a memória não me falhou :

    Quem quiser , pode ver abaixo a Blackned de São Paulo em 89:

    Valeu!

    Alexandre Bside

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    • B-Side, assim você me mata do coração… é impressionante voltar ao passado e ver o vigor da banda que, no cenário mundial do período, literalmente SOBRAVA… a força e a potência dos caras deste show comprova isso, com certeza… que pena que meus pais demoraram para me colocar no mundo, eu DEVERIA estar lá!!! Um Lars que literalmente era o dono do pedaço de trás … e um James Hetfield (ainda mais) monstruoso, com a guitarra no joelho, como sempre, mas se encurvando para cantar e dando aquela sensação dele ser um leão se preparando para atacar uma inocente presa… é exatamente assim que eu o vejo quando ele se encurva para tocar e cantar… é sensacional… ainda mais com os cabelos compridos da época… (lembrei até daquele episódio de Beavis & Butt-Head, que o Butt brincou que ele parecia o “Rei Leão”, enquanto For Whom The Bell Tools era executada, gravação esta do insubstituível Live Shit … hehehe).

      Agora, com relação aos setists que 1989, realmente, um sonho de consumo. Uma água no deserto, uma Ferrari em Interlagos. Demais, demais. Quanto à bateria, pelo vídeo, infelizmente não dá para afirmar se era do Lars ou não, mas acho pouco provável que tenha sido uma batera “emprestada”. Essa realmente não sei.

      Quanto ao vídeo de Blackened, é algo impressionante ver a banda abrindo um show com esta música. Não sei se você deixou de propósito para que eu pudesse comentar, mas há um problema neste música, certo? Logo no começo, o Hetfield pára de tocar, vai trocar a guitarra e o som “empobrece”, claro. Na volta, ele se perde feio na letra da música, entra atrasado e, quando entra, foi cantando a segunda parte da música (“see our mother, put to death, see our mother die”). A banda se perde, mas rapidamente consegue repetir o mesmo trecho e aí sim a música prossegue sem mais soluços.

      Aproveitando essa ótima onda nostálgica, aqui estão os setlists da turnê seguinte no nosso país, em São Paulo, no Parque Antárctica (naquele show famoso conhecido como “aquele que morreram 7”):

      1º de maio de 1993

      Ecstasy of Gold
      Enter Sandman
      Creeping Death
      Harvester of Sorrow
      Welcome Home (Sanitarium)
      Sad But True
      Of Wolf And Man
      The Unforgiven
      Justice Medley
      Solo de baixo
      Solo de guitarra
      Through the Never
      For Whom the Bell Tolls
      Fade to Black
      Master of Puppets
      Seek And Destroy
      Whiplash
      Nothing Else Matters
      Wherever I May Roam
      Last Caress
      One
      Stone Cold Crazy

      2 de maio de 1993

      Ecstasy of Gold
      Enter Sandman
      Creeping Death
      Harvester of Sorrow
      Welcome Home (Sanitarium)
      Sad But True
      Of Wolf And Man
      The Unforgiven
      Justice Medley
      Solo de baixo
      Solo de guitarra
      The Four Horsemen
      For Whom The Bell Tolls
      Fade to Black
      Master of Puppets
      Seek And Destroy
      Battery
      Nothing Else Matters
      Wherever I May Roam
      Last Caress
      One
      Stone Cold Crazy

      Fonte dos sets de 1993: http://blog.primeiramao.com.br/index.php/2009/12/01/veja-o-que-o-metallica-tocou-nos-outros-shows-no-brasil/

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

  7. Eduardo, errar nós erramos ….eles “improvisam”…. No Rio eles “improvisaram” na música titulo … And Justice for All.Aliás, “improvisaram ” tanto que tiveram de parar ( e um sacanear o outro) para retomar novamente a música.Repito: Não é erro:
    É improviso…

    Like

  8. Pessoal, aproveitando o assunto do Metallica, achei esta entrevista com David Campbell (regente da Orquestra Sinfônica de Melbourne, Austrália), sobre a sua participação em “The Unforgiven III”. Ele fala do álbum que gravou com o Kiss também… muitos já devem ter visto, mas pra quem não viu acho que vale a pena…

    http://solada.wordpress.com/entre-vistas/david-campbell-fala-de-the-unforgiven-iii-e-kiss-symphony/

    Abraços.

    Like

    • Valeu, Marco. Essa eu já tinha lido, mas recomendo também aos nossos amigos.

      The Unforgiven III traz uma forte letra se considerarmos a vida do Hetfield. Eu acho a música emocionante, comovente neste sentido.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

      • Pois é, Eduardo, estou ouvindo ela neste exato momento, assim como o disco todo. Já posso adiantar que gostei muito do disco. Bom mesmo!
        E, realmente a letra desta 3ª versão é muito boa, como a música toda em si, mesmo “sendo bem diferente” das duas primeiras. Enfim, ótima trilogia do Metallica, eu recomendo as 3, e de preferência em sequência ainda. Que eu me lembre somente “Another Brick in The Wall” tem 3 versões como esta, alguém sabe de outra?

        Falando do “Death Magnetic”, gostei de primeira, nem precisei do “tempo de adaptação”, gostei de todas as músicas. Não vi ninguém comentando, mas a faixa mais longa do disco, a instrumental “Suicide & Redemption” é muito boa também…

        Abraços.

        Like

        • Marco, fico feliz e satisfeito por você estar curtindo este disco do MetallicA, fundamental para a história da banda e um reflexo, positivo, que eles estão superando os péssimos momentos vividos pela banda no início dos anos 2000.

          A música instrumental é realmente muito boa, concordo com você. E é legal ver uma instrumental deles, fazia tempo que não víamos… eu, particularmente, gosto bastante.

          Você vai ver que, quanto mais ouvir, mais vai curtir – claro, porque você vai acostumar também, mas não é só por acustumar, e sim por ter o disco como uma referência boa da banda, ver os detalhes que possivelmente ainda estão passando, etc.

          Sobre as “trilogias”, no momento, não me recordo de nenhuma outra também, vamos ver se a cabeça dá um “estalo”…

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

          Like

  9. Eles só esqueceram de tocar Disposable Heroes! 😦
    Esqueçam na próxima vez pra ver! XD

    Like

    • Olá, Robson, realmente, Disposable Heroes, clássico absoluto do metal, foi uma das que faltou, e que talvez tenham feito mais falta, nestas 3 oportunidades brasileiras. Mas isso que dá quando uma banda tem um catálogo grande e ótimo como o MetallicA.

      Você pode conferir essa música no DVD do “rgullo, Pasión y Gloria: Tres Noches en la Ciudad de México”, disco 1, música 5, se não me engano.

      Seja bem-vindo ao blog do Minuto HM.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

  10. impressionante a resenah so Marcus Batera e o conhecimento dele e do Du Rolim sobre a banda. Excelente mesmo. Precisamos conversar pessoalmente sobre como foram os shows…..muito bom

    Like

  11. Também gostei bastante do último do Metallica, e nem precisei de tantas audições assim . Em referência a continuações ( e não especificamente trilogias) de um conteúdo musical, é mais fácil verificar tais sequências no rock progressivo,ou com influencias progressivas. Posso citar o Rush , com Cygnus X-1 ( do álbum A Farewel to Kings)que continua na Cygnus X-1 Book II: Hemispheres (a faixa título do álbum Hemispheres) e também na sequência Fear,com quatro partes :”The Enemy Within” (do [album Grace Under Pressure de 84), Part II: “The Weapon” ( do álbum Signals de 82) ), Part III: “Witch Hunt” (do álbum Moving Pictures de 1981 ), e Part IV: “Freeze” (do Vapor Trails de 2002).Esta seria a princípio uma trilogia invertida ( pois a parte 1 vem cronologicamente depois da 2 e esta depois da 3 ), porém 18 anos depois da parte 1 eles lançaram a parte 4 , no Vapor Trails.
    No Dream Theater, lembro de 3 exemplos : As partes 1 e 2 de Metropolis , a primeira lançada no álbum Images and Words de 1992 e a segunda que é simplesmente o álbum inteiro de 2000, Met ropolis part2: Scenes from a Memory. Outro exemplo é a sequencia do álbum Awake , de 1994 intitulada A Mind Beside Itself partes I, II and III, trazendo as músicas Erotomania , Voices e The Silent Man ( respectivamente faixas 4,5 e 6 do álbum). O terceiro exemplo é mais complexo e trata dos 12 passos para reabilitação do alcolismo, baseado numa experiência pessoal do baterista Mike Portnoy; Apesar de serem 12 os passos, eles estão divididos em 5 músicas ,conforme se segue :
    -The Glass Prison ( álbum Six Degrees of Inner Tourbulence de 2002), que contém as três primeiras partes : 1) Reflection , 2) Restoration e 3)Revelation
    -This Dying Soul ( álbum Train of Thought de 2003),com mais duas partes:4)Reflections of Reality(Revisited)e 5)Release
    -The Root of all Evil ( álbum Octavarium de 2005), com outras duas sequências: 6) Ready e 7) Release
    -Repeteance ( álbum Systematic Chaos de 2007), com outras duas partes : 8) Regret e 9) Restitution
    e The Shattered Fortress ( álbum Black Coluds & Silver Linings de 2009) , com as três últimas partes : 10) Restraint, 11)Receive e 12)Responsible.
    Ah…em referência lírica também lembrei de Charlotte the Harlot (do Iron Maiden) e 22 Acacia Avenue ( do Number of The Beast) – acho que também vale…

    Saudações

    Alexandre Bside

    Like

  12. E ae Eduardo.Sua análise foi boa,realmente a variação das músicas nos três shows foram bem pensadas.Fui no show do dia 30/01 e fiquei empolgado com o setlist,pra mim só faltou Turn the Page,que poderia ter entrado no lugar de Stone Cold Crazy,e uma segunda apresentação de battery,já que havia ocorrido uma em Porto Alegre.Mas realmente foi um show inesquecível.

    Like

  13. Artigo na Billboard mostra o MetallicA como primeiro na arrecadação do “pouco” dinheiro da T4F. Ingressos caros? Imagina, impressão minha.

    http://www.billboard.com/events/hot-tours-metallica-guns-n-roses-coldplay-1004081618.story#/events/hot-tours-metallica-guns-n-roses-coldplay-1004081618.story

    Vocês acham mesmo que algum dia teremos ingressos mais baratos de novo? Com a quantidade de ingressos vendidos em mega shows x arrecadação, sinto informar, não…

    MetallicA, Lars, valeu a pena agora ter vindo ao Brasil, né?

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  14. Pessoal, a “turnê magnética” do MetallicA está chegando ao fim… 212 shows em 153 cidades, 2,3 milhões de pessoas e 300 milhões de milhas viajadas são alguns dos números apresentados no site oficial…

    “The End Of The LIne”: http://metallica.com/index.asp?item=603304

    Alguém aí imagina a graninha que a banda levou nesta? 🙂 Eu contribui BEM com isso, posso garantir…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  15. Ótimo texto do site oficial do MetallicA que sumariza, em números, a World Magnetic Tour, que acabou de acabar após 215 shows em 45 diferentes países, e planos futuros da banda, incluindo aí a confirmação deles no Rock in Rio 2011. Vale a pena:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  16. Playlists com o áudio dos shows paulistas da World Magnetic Tour:

    30/jan/2010:

    31/jan/2010:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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