Cobertura Minuto HM – Paul McCartney em BH – parte 3

Após um atraso de 40 minutos do serviço de van contratado pelo pessoal do hotel, a chegada se deu de maneira rápida ao afastado Mineirão.

Por fora, o estádio, reformado para os vindouros eventos de futebol no país, está bonito, claro, não é um Allianz Arena ou o lindo estádio que perdemos a Copa de 98 na / para França. Mas está bonito.

Agora algo de muito errado está acontecendo. Não sei exatamente se o portão foi aberto no horário, mas é facilmente a maior fila que já estive na vida, talvez pior que o Rock in Rio 3 e mesmo a enorme fila do mesmo show do Paul em Recife, ano passado.

Ninguém por aqui está entendendo nada, apesar das pessoas em geral estarem felizes, cantando. Mas eu confesso que estou preocupado e inconformado, dado que estou acostumado a eventos e shows e de novo: algo está muito errado por aqui. Não sei se é a revista, o que pode ser. Sei que prestes a sediarmos Copa das Confederações e Copa do Mundo, é uma VERGONHA, é um ABSURDO ver o que estou vendo.

Faltam menos de 2 horas para o show e existe um claro risco de não dar tempo, caso o show comece pontualmente. E isso porque cogitaram antecipar o show em meia hora, sabendo-se que normalmente o Sir toca por cerca de 3 horas e a região tem restrição de horários.

É isso. Tem gente perto que já está há 40 minutos e praticamente não saiu do local. Encontrei UMA pessoa da organização que me disse que o portão da VIP atrasou cerca de 30 minutos para abrir, ou seja, 17h30 para 18h00.

E como desgraça é pouco, está descendo uma enxurrada torrencial de esgoto pela rua que sobe para a entrada do setor vip. Ou seja, estamos tendo que praticamente “surfar parados” ou fugir do jeito que dá. Não dá para entender ainda como um lugar reformado, chamado de “primeiro mundo”, não pode ter galerias subterrâneas…

Detalhe: estamos falando de uma pista VIP (prime), o setor mais caro e onde supostamente o tratamento deveria ser minimamente aceitável pelo preço.

Me desculpem os nacionalistas de plantão, mas não dá mesmo para aceitar.

Tudo que espero é que dê tempo. É um dia muito especial e eu deveria estar falando lá de dentro, não de uma fila de proporção de oitavo mundo.

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Agenda do Patrãozinho, Cada show é um show..., The Beatles

7 replies

  1. Pois é Dudu, a frase “imagina na copa” se tornou o maior referencial de algumas pessoas que são críticas ao evento futebolístico, mesmo que de certa forma ele não tenha relação com o evento que você foi assistir. Organização e planejamento parece que não é “nossa” praia. Apenas indignação e chateações são palavras recorrentes do nosso vocabulário quando o assunto é relatar o que aconteceu de bom e de ruim nas nossas saídas. De qualquer forma eu espero que tenha sido um SHOWZAÇO (pois é o velho Macca) e que a outra parte a ser relatada tenha mais adjetivos do que diminutivos e defeitos da saída.

    Grande abraço,

    Daniel Junior

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    • Daniel, a coisa foi muito, mas muito feia neste que é o setor mais caro e, apesar de todos os setores merecerem tratamento igual, é um absurdo que se pague muito para se ter tão pouco de retorno – neste caso, além de não ter nada, ainda teve esse monte de absurdos…

      Foi uma tremenda vergonha tudo. Além disso, o serviço de van deixou a turma na mão na volta e tivemos que recorrer a um taxi, em um trânsito absurdo na estreita saída do Mineirão. Cara, simplesmente não funciona mesmo! A coisa está feia e não há mais tempo para nada…

      Sobre o show, aí sim, teremos OUTRA conversa por aqui. O show foi inversamente proporcional ao texto deste post. E acho que foi o melhor set que já vi dele. Por enquanto, é isso que adianto :-).

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  2. É uma pena que ainda vejamos isso no país, e estamos falando de uma autêntica lenda de todos os tempos. Vimos acontecer com o Iron Maiden, mas Paul tem um reconhecimento certamente maior.
    Os anos se passam e os acontecimentos lamentáveis continuam a acontecer . Quando será que o nosso país vai aprender a apresentar serviços de qualidade?
    Eu esperava estar aqui acompanhando notícias boas sobre o show, mas pelo jeito isso ficou para o próximo capítulo.
    Que ele venha , então !!!

    Alexandre

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    • B-Side, a gente se engana muito, sabe? A resposta da sua pergunta: NUNCA! Não adianta, está enraizado na cultura deste país. Basta você sair, e nem precisa ser para o primeiríssimo mundo não, e não ser um nacionalista cego que qualquer um pode notar. O brasileiro é folgado, interesseiro, não se importa com o próximo e oportunista ao extremo. Assim, o que esperar desta combinação?

      Eu nem ia fazer esta parte 3, mas a indignação era imensa e deu tempo DE SOBRA de eu escrever o texto pelo celular…

      Agora, sobre o show, como disse ao Daniel, fica para daqui a pouco e garanto: foi de outro mundo (no bom sentido). E adianto algo mais especialmente a você: lembrei de você em pelo menos 2 momentos do show. Ficarei por aqui por enquanto…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

  3. E até agora não há uma explicação para aquela fila quilométrica. Nunca vi nada igual. É maior que qualquer fila que eu já enfrentei na vida!!! E pelo que conversei com outras pessoas, o problema foi somente na pista PRIME mesmo.
    Agora se dá para tirar algo positivo sobre esta experiência, podemos ressaltar a paciência e a educação de todos que estavam na fila passando perrengue pois ainda que as circunstâncias alí fossem as piores possíveis, não havia tumulto e nem espertinhos tentando furar a fila. Não sei como ficou a situação depois que entrei porque certamente muita gente ainda estava fora quando o show começou. Muita gente mesmo!! Espero que tenha permanecido tudo na paz….

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    • Tem mais um ponto importante: quem teve problemas, deve procurar justiça! Ou seja, quem chegou com antecedência e devido à incompetência da organização no setor mais caro do evento perdeu músicas do show – porque com certeza deve ter muita gente nesta situação – deve acionar quem for de direito!

      Esse pessoal que só copia ideias do exterior, como seguro-ingresso, etc., poderia copiá-los também para as coisas boas, ou seja, organização, respeito e qualidade.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  1. Cobertura Minuto HM – Paul McCartney em BH – parte 5 – resenha | Minuto HM

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