Discografia Rush – Parte 1 – álbum: Rush – 1974

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“Milagres termodinâmicos… eventos tão improváveis que são impossíveis na prática, como oxigênio virar ouro espontaneamente… no entanto, em cada par humano, milhões de espermatozóides avançam rumo a um só óvulo. Multiplique as possibilidades por incontáveis gerações, junte a chance de seus ancestrais estarem vivos, de se conhecerem, de conceberem esse preciso filho… foi você, apenas você que emergiu.. ..extraindo uma forma específica desse caos de improbabilidades, como o ar se transformando em ouro… isso é o pináculo do improvável. O milagre termodinâmico.”

O texto acima, de Alan Moore (através do perspicaz personagem Dr. Manhattan da série em HQ – “Watchmen”), serve de ótimo exemplo para dar início à série de posts sobre a discografia da banda canadense Rush. Até mesmo porque combina bem com o todo do universo científico / filosófico / sociológico / espacial / musical majestosamente criado pela banda ao longo de sua carreira.

Assim como o grande mistério que envolve a própria vida humana, a existência do Rush parece ter sido originada destes “milagres termodinâmicos”, dada a alta improbabilidade de seus componentes haverem se juntado para formar a banda, que, por sinal, acabou tendo um dos lineups mais imutáveis da história do Rock mundial.

Para entendermos a assertiva acima, devemos embarcar na Time Machine, rumo ao Canadá dos anos 50.

Gary Lee Weinrib, nascido em 29 de Julho de 1953, o baixista / vocalista / tecladista mundialmente conhecido como Geddy (devido ao forte sotaque que sua mãe usava ao chamá-lo) Lee, era filho de imigrantes Poloneses de origem judaica, sobreviventes do holocausto, enquanto que, Aleksandar Živojinović, nome de registro do guitarrista Alex Lifeson (uma tradução quase literal de seu nome e sobrenome para o inglês), nascido em 27 de Agosto de 1953, era filho de imigrantes Sérvios da antiga Iugoslávia. Quem imaginaria que, em Toronto, Canadá, duas famílias de origens tão diferentes estariam, impensada e inocentemente, tão profundamente interligadas?

E quem imaginaria que ambos frequentariam desde a infância a mesma escola que o baterista John Rutsey, nascido em 23 de Julho de 1952 e falecido em 11 de Maio de 2008 (RIP), e, devido a uma enorme afinidade musical, acabariam numa mesma banda de Rock em Toronto, Canadá, na virada dos anos 60 para os 70, quando o mainstream do Rock concentrava-se principalmente dos EUA e Inglaterra?

Realisticamente, não havia muitas possibilidades desta banda vingar… tanto que a própria família de Lifeson, nesse vídeo incrível de 1972, filmado para o documentário chamado “Come on Children”, de Allan King, faz uma verdadeira “intervenção”: podemos entender que Alex, aos 19 anos, já era pai (seu primeiro filho, Justin, nasceu em Outubro de 1970), e estava abandonando a escola no último ano do high school, e até rola um papo que ele já havia incorrido em “problemas” relacionados ao uso de drogas (percebam que ele e a moça ao seu lado não conseguem ficar parados na cadeira, por que será?)… imaginem quantas noites acordados passaram estes pobres pais:

Porém veremos nesta série de posts que aqui se inicia, que o RUSH, mantendo-se fiel ao som e ideais que sempre acreditou, tornou-se uma das mais importantes e influentes bandas de Rock da história.

A banda foi formada em 1968 por Alex Lifeson, John Rutsey e Jeff Jones, baixista que seria substituído por Geddy Lee um pouco antes da segunda apresentação da banda. Após algumas mudanças na formação, a banda por fim consolidou-se em 1971 no trio formado por Geddy Lee, Alex Lifeson e John Rutsey, e tendo inicialmente tocado apenas no circuito local de bares e festas das high schools, a banda finalmente lançou seu primeiro single em 1973, um cover da música de Buddy Holly “Not Fade Away”, tendo como lado B uma música original – “You Can’t Fight It”, composta por Lee e Rutsey:

Como as gravadoras locais mostraram-se indiferentes ao trabalho que estavam desenvolvendo, a banda criou seu próprio selo independente para gravar o single, o Moon Records. Com o auxílio do amigo e já empresário Ray Daniels, e do engenheiro de som Terry Brown, a banda gravou seu primeiro LP em 1974.

Antes de iniciar a análise do álbum, cabe ao autor que este post subscreve posicioná-los na sua experiência própria com o Rush: quando comecei a realmente ouvir e tentar decifrar a banda, já estávamos no ano de 1984, e “Signals” era o último LP lançado no Brasil. Portanto, tendo em vista a qualidade dos trabalhos então mais recentes, e o fato das versões ao vivo das músicas antigas serem bem melhores (com Peart), praticamente desprezei o primeiro disco. Assim sendo, ao me propor a escrever esta série de posts, estou passando pela ótima experiência de finalmente ouvir atentamente este primeiro LP, em busca de detalhes, e encontrando algumas respostas nas raízes dessa banda que nunca parou de evoluir. Portanto, farei uma análise nova e, espero, bem original, de toda a discografia.

Vamos então ao que interessa, à análise do álbum de estreia, o homônimo “RUSH”, lançado em 1974:

(Uma curiosidade: as fontes da capa deveriam ser vermelhas, mas por um problema na impressão, acabaram ficando cor-de-rosa.)

Tracklist:

Finding My Way – 5:05
Need Some Love – 2:18
Take a Friend – 4:24 *
Here Again – 7:37

What You’re Doing – 4:22
In the Mood – 3:33 *
Before and After – 5:34
Working Man – 7:11

Alex Lifeson, John Rutsey e Geddy Lee: RUSH - 1974

Alex Lifeson, John Rutsey e Geddy Lee: RUSH – 1974

Ficha Técnica (CD):

Geddy Lee – Vocais e Baixo
Alex Lifeson – Guitarra e vocais
John Rutsey – Bateria e vocais

Road Crew: Ian Grandy & Liam Birt
Todas as músicas compostas por Lee e Lifeson, exceto ‘In The Mood’ composta por Lee
Gravado no Toronto Sound Studios e no Eastern Sound – Toronto (*)
Remixado no Toronto Sound Remix – Engenheiro: Terry Brown
Produzido por RUSH – Produção executiva: SRO
Fotografias: BIC Photography
Todos os arranjos por RUSH
Design da capa: Paul Weldon
Consultor de Masterização: Jim Shelton
Masterização: Gilbert Kong
Produtor Executivo: Robin McBride

O disco começa com a música “Finding My Way”: um riff de guitarra poderoso que atravessa da caixa esquerda para a direita, mostrando que Lifeson já tinha uma pegada muito firme e confiante, sendo pontuado pelo baixo e bateria aos 0:21, no mesmo instante em que Geddy Lee poderosamente canta “Yeah, Oh, Yeaaah!”, fazendo uma perfeita alusão sonora ao trabalho gráfico da capa: uma explosão musical, destruindo as paredes que um dia separaram o Rock Canadense do resto do mundo… Aos 0:34, entram os primeiros versos, num timbre de voz que imediatamente nos remete a Robert Plant, do Led Zeppelin.

Porém, fazendo uma analogia ao famoso filme dirigido por Joe Dante e produzido por Steven Spielberg, se Robert Plant fosse o Gizmo, parece que alguém (propositadamente) jogou água e deu comida para ele depois da meia-noite, e dele saiu um Gremlin chamado Geddy Lee… e Geddy já mostra nos primeiros compassos que veio para ficar no mundo do Rock, com seus vocais altos e precisos.

Aos 0:46, quando entra a levada de bateria propriamente dita, aí que, na minha opinião,  John Rutsey deixa muito a desejar. Não é um caso de falta de precisão, mas sim de falhas na interpretação. Parece que, como John Rutsey estava inclinado a fazer um trabalho mais ao estilo da banda “Bad Company”, ele tem uma pegada fraca. Ao meu ver, Alex e Geddy estão propriamente descendo a mão, e a bateria permanece numa dinâmica aquém da ideal, quase que servindo apenas de metrônomo, sem apresentar arranjos mais arrojados e trabalhados. E este é um padrão que noto repetir-se no álbum todo… aos 3:10 há um solo de guitarra bem legal e Geddy mantém os ótimos vocais até o final. Esta música acabou tornando-se um dos hits da banda em seu início de carreira, sendo mantida no setlist dos shows da banda por várias décadas.

Na sequência, temos a faixa “Need Some Love”, um rock mais rápido, uptempo, que aos 1:23 tem uma seção de solo que lembra bastante a levada da “Ramble On” do Led Zeppelin II. Os vocais de Geddy estão excelentes, e notamos o costume da produção da época em usar a famosa dobra de vocais, ou seja, gravavam os vocais principais duas vezes, normalmente pra conseguir mais peso e dimensão na voz, ou até mesmo pela limitação de canais, para poder lançar a voz em stereo. Geddy já mostra que toca muito seu contrabaixo, num arranjo cheio de frases interessantes, já mostrando ser esta uma de suas principais características.

A terceira música “Take a Friend” se inicia com um riff em 6/8, que logo (0:27) se transforma em mais uma levada “Zeppeliniana” – uma “Whole Lotta Love invertida – com refrões costurados com pequenos solos de guitarra (0:52). Notamos que John Rutsey realmente carece de dinâmica, pois suas viradas, apesar de estarem no tempo, são quadradas e repetitivas; porém, nada que atrapalhe a música como um todo, nem as performances de Geddy e Alex, que se mantêm no padrão. O riff inicial em 6/8 volta no finalzinho, em fade out, com adições de guitarras em quintas, já mostrando o interesse deles de se arriscarem além do usual 4/4, numa pequena e inusitada mudança.

Já a faixa seguinte, a última do lado A do LP, “Here Again”, é ao meu ver o ponto fraco do disco, pois nota-se desde o início que a bateria está completamente desconexa da levada do baixo: Rutsey enche de bumbos em espaços que deveriam ficar vazios, truncando a música. Falta swing, fluência e dinâmica, o que acaba atrapalhando a audição das guitarras e baixos e também dos vocais muito bons que Geddy entrega nesta música, que tem a letra mais trabalhada do álbum. Nota-se aos 0:35 e 2:36, que em ambas as oportunidades, Geddy faz uma frase, a qual não é acompanhada por John Rutsey. Infelizmente, a bateria neste caso faz com que esta faixa não atinja o clima necessário para tornar-se um clássico.

A próxima música, a quinta do CD, “What You’re Doing”, lembra bastante a levada da “Heartbreaker” do Led Zeppelin II, e tem momentos, como notamos aos 1:07, que já denunciam o que Geddy e Alex nos reservavam para o futuro (mesmo que de forma ainda precária): frases rápidas, em uníssono, de guitarra e baixo, pontuadas pela bateria. Ela tem um final “estendido”, com cerca de 23 segundos de duração, outra característica que a banda manteria ao longo dos anos, geralmente nos encores de suas apresentações ao vivo. É uma das melhores faixas do álbum.

A sexta música, “In the Mood”, é um rock mais lento, que parece ser mais confortável para John Rutsey. Mesmo assim, notamos sua pegada fraca e tediosa… A música tem um refrão bem comercial, com clima de final-de-bar, tanto que foi fixa no setlist dos shows do Rush por anos e anos afora.

A faixa nº 7, “Before and After”, nos mostra que Geddy e Alex já flertavam com o Rock Progressivo, pois a música se inicia lenta, com os instrumentos entrando gradativamente, aproveitando ao máximo a limitada gravação em 16 canais que lhes era disponível, e vai crescendo, até aos 2:15 virar mais um rock a la Zeppelin, no estilo das maioria das composições deste LP. Sua seção de solo aos 3:15, tem a levada de bateria lembrando a “Immigrant Song” do Led Zeppelin III. Nesta música Geddy faz arranjos interessantes no baixo durante os vocais, já mostrando que suas mãos estavam a caminho de serem totalmente independentes de sua voz. Outra faixa que me agrada bastante.

O disco encerra com “Working Man”, outro blues riff-based rock, que, aos 2:04, tem uma seção de solo de guitarra longa, na linha do que o Led Zeppelin fazia ao vivo em músicas como “Whole Lotta Love” e “Dazed and Confused”. É uma das músicas mais importantes na carreira da banda, pois, após o lançamento de apenas 3.500 cópias no Canadá, o álbum foi, quase que por acaso, selecionado pela locutora de rádio Donna Halper, da WMMS de Cleveland, Ohio/EUA.  Ela conta pessoalmente no imperdível documentário “Beyond the Lighted Stage”, de 2010, que escolheu a “Working Man” devido à sua duração, uma vez que as faixas longas davam ao locutor tempo suficiente para ir ao banheiro. Como a letra fala das agruras da classe trabalhadora, e Cleveland é uma cidade tradicionalmente industrial, a música estourou, culminando com o lançamento do LP pela Mercury Records nos EUA. Nas paradas, o LP de estreia alcançou a posição 86 no Canadá e 105 nos EUA.

Assim sendo, concluo que, apesar de Geddy e Alex mostrarem composições com grande influência dos primeiros discos do Led Zeppelin (o que não é crime algum, pois até hoje, passados mais de 40 anos, muita gente ainda recicla o Led; portanto, fazer isso em 74 era realmente ser moderno), notamos também outras boas influências, como Cream, Yardbirds, Buffalo Springfield, The Who (que 30 anos depois seriam confirmadas através do álbum de covers “Feedback“, de 2004). Músicas como “In the Mood”, “Finding My Way” e “Working Man”, como já mencionado, continuariam sendo tocadas por muitos anos em seus shows, mostrando a importância das mesmas, até mesmo por seu caráter histórico.

Posso também afirmar que infelizmente o álbum carece, e muito, de boas letras, pois os temas abordados são, em geral, juvenis e sem muita profundidade ou poesia. Uma provável explicação seria o fato de terem sido escritas às pressas, uma vez que Rutsey havia assumido o papel de escrevê-las e, insatisfeito com o que havia feito, declinou da função, e então Geddy teve que se virar sozinho, sendo que o mesmo afirma nunca ter se interessado muito em escrever letras. Assim sendo, notamos que, para esta banda emplacar, seria realmente necessário trocar o baterista (alguém mais profissional e com uma pegada mais para John Bonham do Led Zeppelin ou Keith Moon, do The Who) e, fora isso, também arranjar um bom letrista.

John Rutsey, discordando do rumo que Alex e Geddy queriam tomar musicalmente, e também alegando não gostar de turnês, evidentemente não tinha o “pique” necessário para manter-se na banda, alegando sofrer com sua diabetes, e acabou saindo logo após o lançamento do LP nos EUA. Sua última apresentação com a banda  ocorreu em 25 de Julho de 1974, no Centennial Hall em London, Ontario, Canadá. Apesar das reservas que particularmente tenho sobre seu trabalho, não posso negar sua importância, pois foi de fato o baterista que segurou a banda nos primeiros anos, impondo o visual glitter do início da banda, e ele efetivamente trilhou com Geddy e Alex o caminho que culminou na gravação do primeiro LP. Ademais, de acordo com a lenda, foi o seu irmão, Bill Rutsey, quem sugeriu o nome Rush.

Aqui temos um vídeo do Rush se apresentando com John Rutsey em 1974. Engraçado é que Rutsey parece ser o “band-leader”, pois é ele quem apresenta a música “Working Man”:

Após a saída de Rutsey, o Rush realizou algumas audições, e Neil Peart, nascido em 12 de Setembro de 1952 em Hamilton, Ontario, Canadá, foi selecionado para ser o novo baterista, oficialmente entrando na banda em 29 de Julho de 1974, duas semanas antes da primeira turnê americana. Seu primeiro show foi na abertura de, nada mais nada menos, Uriah Heep e Manfred Mann, para mais de 11.000 pessoas na Civic Arena de Pittsburgh, Pennsylvania, no dia 14 de Agosto do mesmo ano, aonde tocaram 4 músicas: “Finding My Way”, “In the Mood”, um cover de Larry Williams, a música “Bad Boy”, e fechando com “Working Man”, música que já, para o certo deleite de todos que estavam presentes no local, contava com um solo de bateria. Imagino a surpresa para os desavisados quando o “Professor” mandou ver…

Este é o típico setlist da banda em 1974 com Peart na bateria, do qual já notamos que as músicas do próximo LP, “Fly by Night”, já estavam sendo tocadas ao vivo:

Rush Setlist Convocation Hall, Toronto, ON, Canada 1974, Rush Tour

Neste próximo “vídeo”, temos uma entrevista do Rush para uma rádio de Dallas, Texas, logo após o lançamento do álbum nos EUA e a entrada de Peart, concedida no backstage do nightclub chamado Travis Street Electric Co.:

E neste vídeo, do ano de 1975, vemos a música “Finding My Way” já com Peart na bateria, mostrando porque veio pra ficar:

E aqui, pra quem lá esteve relembrar, a música “Working Man” no show no Maracanã, Rio de Janeiro, em 23 de Novembro de 2002, o último show da Vapor Trails Tour, em uma versão altamente evoluída em comparação à gravação original, que foi oficialmente lançada no CD/DVD “Rush In Rio”:

No próximo post, veremos que Neil Peart, além de exímio baterista, sempre se interessou por leitura, tanto de ficção como de ciência, filosofia, etc., e já no segundo LP – “Fly by Night”, assumiu a função de principal letrista (vindo no futuro até a escrever diversos livros), o que levaria a banda para o rumo certo.

Abilio Abreu



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26 replies

  1. Primeiramente, é uma honra sem igual ver que o blog está ganhando mais uma discografia em sua “discografia de posts”. E logo de uma banda como o Rush que, como tão bem trazido por aqui, junto com outras raríssimas exceções, como o Aerosmith, ainda estão nos encantando e com sua formação original – ou, neste caso, praticamente oficial.

    A escolha das palavras do início da discografia para contar como estes “nerds alienígenas musicais” (parafraseando a perfeita definição do mestre B-Side e adicionando o termo de outro mundo) se encontraram no mundo não poderia ter sido melhor. Se eu fosse falar algo do Rush “de cara”, seria exatamente isso: como isso pode acontecer? Como, no Canadá, estes caras se encontraram na vida? Quem aqui apostaria nisso?

    Eu confesso que demorei a escutar Rush em minha vida. Exceção às clássicas músicas do Moving Pictures (especialmente / obviamente Tom Sawyer) e do Permanent Waves, é tranquilo afirmar que eu só ouvia “uma coisa ali, outra aqui” da extensa discografia da banda, preenchendo os dedos das minhas mãos – ou um pouquinho mais.

    Eu atribuo isso à minha “formação” mais tradicional de música. O vocal do Geddy Lee, que hoje aprecio bastante, antes era uma barreira para mim. Engraçado, mas é verdade: quando criança / início da adolescência, me lembro claramente de achar que o vocal era feminino. Quando fiquei sabendo que era um homem, demorei a acreditar, até ver.

    Rush é daquelas bandas que um ouvido mais “despreparado” tem muito mais dificuldade em assimilar / entender e, consequentemente, apreciar. Isso pode não ser verdade em todos os casos, afinal, ninguém é obrigado a gostar de nada, mas acho que se aplica mesmo muito bem neste caso. Falo por mim: hoje, após tanto aprender com a galera aqui, ouço e aprecio muito mais este fantástico trio! Consigo entender que a cozinha não é deste mundo – Geddy Lee fazendo 3 coisas ao mesmo tempo – e Neil Peart… o que dá para falar dele? É outro alienígena, nem é necessário falar nada aqui. E Alex Lifeson, criativo, preciso e sempre entregando um “corpo” como se houvessem outros guitarristas ali… e eu, que pude ver a banda ao-vivo em 2010, no show paulista (https://minutohm.com/?s=rush+sp&x=-1165&y=-73), saí do Morumbi lá ainda mais admirado por todos os aspectos do show!

    O post traz uma série de curiosidades e materiais interessantíssimos e trouxe uma ótima base para conhecermos mais do trio. Eu preciso conhecer melhor o disco, pois a única música que posso falar que escutei bastante é, sem surpresas, Working Man. A temática da música era a realidade de um mundo que, por exemplo, vieram outros monstros um pouco antes – o Sabbath.

    Temos que agradecer por Neil Peart ter conseguido seu merecido lugar, já que sua contribuição para a banda passou a ser imensurável. E, mesmo assim, como é possível ver no realmente excelente Beyond The Lighted Stage, ele “ainda” é o “estranho” na banda, dada a irmandade da dupla Geddy-Alex.

    Por fim, fico particularmente feliz em ter você de volta ao Minuto HM, cara – desde nossos primeiros contatos, passando pelos posts anteriores, pela ideia da discografia e o desenvolvimento deste post feito durante esta semana, que pude também de camarote ver e dar alguns pequenos pitacos. Assim como o Rush, o Minuto HM é um “milagre termodinâmico”. É incrível e surreal pensar em quantas pessoas legais, mas de tantas histórias, lugares, idades, carreiras acadêmicas / profissionais distintas, etc se encontraram no mundo e continuam se conectando por aqui. Eu só posso agradecer à ciência – ou ao que for – a tudo isso.

    O capítulo está demais, seguindo o “padrão Minuto HM” de qualidade…

    Valeu, Abilio!

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  2. Abílio, gostei muito do post. Muito coeso e com a sua opinião sendo expressa de forma muito coerente em cima dos fatos.
    Cara, você foi um gênio em comentar “Nesta música Geddy faz arranjos interessantes no baixo durante os vocais, já mostrando que suas mãos estavam a caminho de serem totalmente independentes de sua voz.” bicho, isso foi perfeito.
    Criar textos sobre o Rush é um desafio pra qualquer ser humano. Achei sensacional você ter escolhido essa banda com uma história tão vasta e tão pouco “visitada” pela grande mídia pra você iniciar sua sequência aqui
    Só pelo fato de você já ter iniciado isso, eu me lhe parabenizo pela desafio aceito. Além de tudo, o post esta de primeira. Muito bom.

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  3. Eduardo e Rolf, muito obrigado pelos comentários!

    Só posso dizer que nada é por acaso nessa vida…

    Como disse no post, minha história pessoal com o Rush começa com o álbum “Signals”, no mesmo ano em que achei o violão velho no meu avô, e comprei (primeiro disco que fui pessoalmente na loja comprar) o “1984” do Van Halen, (por causa da “Jump”, pra encontrar lá dentro “Panama” e “Hot for Teacher”…) O impacto destes discos em minha vida é incomensurável… Lembro que, mesmo com um inglês ainda precário, entendi perfeitamente a frase: “Subdivisions: in the high school halls… be cool or be cast out!”…

    Eu fui um menino completamente inapto aos esportes, cresci sendo, de certa forma, o cara “uncool”, o “cast out”… Parece que a música entrou na minha vida para que ela realmente começasse de verdade…

    Então, de lá pra cá, os discos do Rush são minha “trilha sonora” principal. Lembro de fatos da minha vida baseado na discografia deles… Pra mim, “Rush’s last is always Rush’s best”, pois esta minha ligação tão grande me faz compreende-los, acompanhando a evolução presente em cada álbum novo… Mas não me considero “fã”, até mesmo porque o fanatismo depõe completamente contra a “filosofia Rush”, ou seja: “não leve a vida tão a sério”… Até mesmo a “parada” que eles deram no final dos 90, foi o período que começei a pesquisar a MPB, coincidentemente… E quando eles voltaram, lá estava eu em Sampa no show do Vapor Trails em 2002, e novamente, em 2010, na Time Machine Tour. E lembro que Geddy olhou no meu olho e falou, direto pra mim: “I can’t stop thinking big!” (brincadeira, eu tava longe, não rolou nada… é só pra ficar mais cinematográfico…) Brincadeiras a parte, ter visto este último show, com o “Moving Pictures” na íntegra foi realmente um dos melhores momentos da minha vida relacionado à música…

    Então, ao assumir esta tarefa de trazer pra vocês a discografia/biografia da banda, tenho grandes responsabilidades: primeiro com o blog e seus leitores, pois aqui rola um altíssimo padrão, tanto que incomodei muito o Eduardo (mais uma vez obrigado pela paciência) pra ter certeza que estava tudo no “standard MHM”. Além disso, tenho uma grande responsabilidade com o Rush, que merece ser analisado de forma honesta e digamos, comedida, e, por fim e mais importante que tudo, tenho também uma grande responsabilidade comigo mesmo, em “zerar” o que penso da banda, re-ouvir tudo, e trazer pra vocês uma análise nova.

    Posso afirmar que está sendo realmente uma tarefa extremamente prazerosa e esspero aprender muito ainda neste processo todo.

    Post nº 2 vem aí – já vão botando o “Fly by Night ” na vitrola…

    Keep rocking and bloggin (hard!)

    Abilio

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  4. Olá Abílio.

    Espero não ser repetitivo. De fato sua contribuição é inestimável. Muito feliz por escolher uma das bandas que mais tenho carinho e admiração. Junto contigo revisitarei a discografia que orgulhosamente guardo (exceção Feedback) e sentirei suas palavras através das canções.

    Abs,

    Daniel

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  5. Bem, eu peço imensas desculpas por demorar tanto a comentar sobre essa brilhante estréia no mundo das discografias. Abílio, seja super bem-vindo , e super parabéns por esse debut tão maravilhoso. Literalmente devorei o texto várias e várias vezes durante o passar dos dias desde que foi publicado, mas queria ter um tempo para ouvir o álbum e poder trazer alguns pensamentos por aqui.

    A parte inicial do texto é padrão Minuto HM por trazer a vida pré-Rush desses gênios e vai de encontro a não encontrar entendimento de como o mundo conseguiu junto esses dois brilhantes canadenses das cordas ( que ainda iriam encontrar o terceiro gênio num futuro tão próximo) em tão curto espaço físico.

    O documentário Beyond the Lighted Stage dá uma idéia da questão envolvendo a adolescência longe de ser tranquila de Lifeson, mas o post trouxe isso de uma forma muito melhor, ao trazer o trecho na íntegra do documentário envolvendo Alex. Ainda bem que ele conseguiu ser o brilhante músico que queria, pois o trabalho que deve ter dados aos pais não foi brincadeira mesmo. Sendo pai, eu não queria isso de jeito nenhum pra mim…

    Muito legal todos os trechos e conteúdos envolvendo o pré-Rush, desde o compacto até a gravação do primeiro álbum e a forma que Working Man conseguiu fazê-lo ter algum tipo de repercussão. O vídeo ainda com Rutsey já me era conhecido , mas foi ótimo revê-lo por aqui.Ótimo também foi o saudoso John optar por não ficar na banda, mas isso é história pra frente.. E o melhor de todos, essa discografia vai me forçar ( no bom sentido) a ouvir todos os álbuns do Rush novamente, a começar por esse primeirão, que há tempos não ouvia. Por anos eu tive apenas três álbuns do Rush, e um deles era esse, por um motivo que abaixo vou comentar quando passar a analisar ” por dentro ” o álbum. É certamente bem inusitado pensar na discografia Rush e ter apenas três sendo um deles esse. Os outros eram o Exit…Stage Left e o 2112, bem mais lógicos de ter, diga-se de passagem.

    Assim, o álbum ainda é , pra mim, um esboço do que a banda seria, acho na verdade que essa opinião é meio geral para os fãs. Concordo inteiramente com a questão envolvendo a clara influência do Zepp no primeiro álbum do Rush, e acho que essa primeira faixa é um exemplo bem claro disso . Gosto muito do riff que está por volta dos 2:30 min, onde Geddy canta “I’m coming/ I’m running”. O solo é bem legal, conforme você já citou. Essa segunda faixa( Need Some Love) não é das que me agradam mais no álbum, e traz um estilo que o Rush deixou definitivamente de lado, acredito, já no segundo álbum. A lembrança de Ramble On é bem adequada. Interessante é realmente ver a sequência invertida de Whole Lotta Love em Take a friend, outra faixa que agrada e lembra demais o Led também. A nossa discordância principal vai para Here Again, que é a minha preferida do álbum. Um blues lento e pesado, com solos magníficos de Alex. Essa música é uma das que ouvi na rádio Fluminense , quando essa prestava bons serviços ao mundo musical carioca dos anos 80. Foi a faixa que me fez comprar o álbum, ainda que concorde que o trabalho de Rutsey não encontre parâmetros aos elevadíssimos da dupla genial das cordas. Adoro o efeito que Lifeson usa no dedilhado da música, não sei, parece um Phase 90 , seria isso ? E o vocal de Geddy é precioso, digno dos melhores cantores de blues, sempre na minha opinião.
    O lado B ( ?) também começa com as citadas influências do Led ( Heartbreaker, perfeito). In the Mood me lembrou Nothing to Lose, do KISS, em especial pelo cowbell. Essa eles levavam ao vivo, mas não é das minhas preferidas, pois é ,para um padrão Rush, meio óbvia. A bateria realmente é simples, mesmo nessa faixa tida como confortável para John. A banda cresceria muito a partir do próximo capítulo, pois eles vão encontrar alguém para dividir a busca por explorar limites que ninguém havia explorado . O disco encerra com a clássica Working Man, que também tive a oportunidade de ver aqui no Rio em 2002, depois da faixa mais lenta, Before and After. Gosto de ouvir o som do Rickembacker de Geddy nessa faixa, aquele som característico que o Chris Squire também usava. Ambas me agradam, em especial a última , que foi a única que passou no teste do tempo e ainda faz parte do repertório da banda.

    Por fim queria endossar todas as palavras do Eduardo e do Daniel ao ressaltar a importância de ter uma discografia do Rush por aqui . Era algo que faltava, e confesso, chegou a passar pela minha cabeça a proposição de fazê-la. Que bom que o pensamento não teve sequência, pois agora ela se encontra em ótimas e muito melhores mãos !

    Que venha o próximo capítulo!

    Alexandre Bside

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    • Obrigado BSide!

      Muito bom o feedback, com sua relevante “contra-análise”.

      A única coisa que corrijo/adiciono aqui, até mesmo porque você tocou no assunto, é que o Geddy gravou o primeiro disco apenas com um Fender Precision (sunburst) – que mais tarde foi modificado para um formato de “lágrima” (o que estragou o som do baixo aparentemente). Veremos no próximo post que o primeiro Rickenbaker 4001 (preto) foi comprado para a primeira tour nos USA.

      Está sendo realmente muito legal ouvir de volta e pesquisar tudo isso, ando descobrindo milhares de detalhes novos, tanto musicais como biográficos. O “Fly by Night” é bem mais legal que que eu lembrava, e seu post já está quase saindo…

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      • Abílio, dava o meu fígado por achar que era o Rickembacker, em especial pelas linhas da Before and After, embora não seja realmente um especialista nas 4 cordas ( a prova está bem aqui, ahahaha…). `
        Peço , esclareça esse lance de ” lágrima”, eu não entendi direito.

        E que venha o Fly by Night!!

        Alexandre

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        • Então BSide, pelo que pesquisei, o Geddy cometeu o crime de mandar transformar o baixo Fender Precision que usou durante todo o período inicial da banda, incluindo a gravação do primeiro álbum. Ele mandou remodelar o corpo em formato de “lágrima”, modificar a mão, e instalou um captador de Fender Jazz Bass.

          Leia neste fórum sobre contrabaixos o que a galera fala sobre tal transformação, que aparentemente estragou o som do baixo… O instrumento aparece no lado esquerdo de Geddy na primeira foto do post.

          http://www.talkbass.com/forum/f8/geddy-lees-teardrop-664607/

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          • Abílio, obrigado pelo retorno, agora ficou claro como água ( claro com uma lágrima, hehehe). E o Precision ficou horroroso mesmo, além de provavelmente ter sido estragado musicalmente também. A foto é muito legal por ter outros dois instrumentos icônicos , ambos da RIckembacker . O Doubleneck então, nem se fala…

            Alexandre Bside

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  6. Bem, já poderia esperar após escutar algo do trabalho de “Open Windows To Nothingness” que Abílio Abreu saberia redigir um texto e que teria conhecimento adequado para encarar a dura tarefa de apresentar-nos a discografia desta banda mágica, Rush. No entanto, nunca canso de me surpreender com a qualidade dos textos apresentados no Minuto HM, gêmeos, Daniel, Eduardo, JP, etc,. Se é coincidência cósmica essa reunião, não sei, mas agradeço a sorte por ter conhecido este lugar. Agora, passarei a escutar o álbum Fly By Night repetidas vezes aguardando o próximo post e assim por diante ao longo desta já saborosa discografia.
    Um detalhe curioso e interessantíssimo é o tal vídeo da discussão familiar do AF. Porque será que o realizador do filme acompanhou esta discussão em especial? Será que já nesta época o Rush tinha uma notoriedade local?
    É fato conhecido e notório que a “futura” troca na posição das baquetas significou um salto gigantesco na qualidade musical e ainda mais letrística da banda, e fiquei sabendo o problema que foi a composição das letras para o álbum de abertura. Isso não se discute.
    Mas, ainda assim, me posiciono semelhantemente ao Alexandre, ao dizer que gosto muito deste álbum. Ele pode ser, e é, diferente do restante da discografia Rushiana e não poderia deixar de ser, uma vez que a entrada de Neil Peart modificaria demais qualquer banda. De qualquer modo, sou um forte admirador de “blues riff-based rocks” e este disco de estréia é muito, mais muito bom. Também tenho uma opinião diferente quanto a Here Again, que sempre me passou uma carga emocional muito grande. É uma musica muito poderosa.
    Foram inúmeros amigos para os quais lembrei-os de adquirir e escutar com atenção este álbum e muitos acabaram convencidos de sua qualidade. Penso até que este álbum sofre de um preconceito entre os fãs da banda talvez pelo fato de Neil Peart não estar presente. Até é compreensível, conhecendo-se a banda num momento posterior, porque ouvir um disco do Rush sem a presença de Peart? Todavia, à sua época, o disco teve uma função inestimável, iniciou o lançamento da banda ao estrelado e talvez, sem o disco, do jeito que ele é, Neil Peart poderia não ter se interessado em entrar na banda.
    Ainda, rompendo a proposta das discografias apresentadas no MHM, ouvindo-se o álbum isoladamente, ele funciona muito bem e eu, até acho trabalho de John Rutsey correto. Apenas ele é imensamente inferior ao que Neil Peart teria feito, hehehhe.
    Para finalizar, uma polêmica: se a saída de Rutsey tivesse se dado apenas pelas diferenças musicais e se tivesse havido um compromisso entre os membros originais da banda para ele permanecer, que tipo de discografia o Rush teria criado? Não consigo fugir do pensamento de que teriam sido álbuns ótimos de “blues riff-based rocks” e daí para mais. Mesmo com Rutsey.
    E que venham os próximos posts e discos.

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    • Obrigado Eduardo Schmitt pelas considerações sobre o OWtN e o primeiro post da série da discografia do Rush.

      Realmente, o documentário é fantástico, e acredito que Alex tenha sido selecionado entre diversos outros jovens canadenses para participar, talvez até mesmo porque o Rush já estava tendo um certo destaque no cenário nacional naquela época. Vou tentar achar mais informações sobre este filme.

      Quanto a agora polêmica “Here Again”, espero não ter me expressado mal, pois realmente gosto da música, mas ao meu ver ela foi realmente “assassinada” pelo Rutsey. Sugiro que você ouça a versão do CD “Rush ABC 1974” aonde há versões das músicas do primeiro disco já tocadas ao vivo pelo “Professor” Peart.

      Por fim, gostaria de aproveitar a deixa para dar parabéns ao Neil Peart, que hoje, 12 de Setembro de 2013, completa seus 61 anos. Long live to “O Baterista”!!!! Como presente de aniversário, agora mesmo estou postando a review do “Fly by Night”!

      Abilio Abreu

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    • Schmitt, excelente comentário.

      Vou mais longe com sua pergunta / polêmica: apesar de achar que um dos caminhos da banda poderia ter sido este, de ser uma banda neste estilo, será que eles teriam durado muito tempo? Será que teriam atingido o status que atingiram ou seriam “apenas” uma banda de porte pequeno? Será que estariam juntos até hoje?

      Dúvidas que, ainda bem, não viraram realidade para serem abordadas…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  7. E ae Abilio, na paz? Desde que vi seu post redirecionei minha atenção a uma apreciação mais apurada da banda. Joguei a discografia no iPod e já escutei o primeiro umas 4 vezes e realmente é um grande álbum. Hoje assisti ao documentário de de2010 que ainda não havia conferido. Muito legal! Os caras são nerds mesmo! Kkkk É uma banda ímpar a ser apreciada como um bom vinho. Minha primeira audição foi em 86 na casa do Flávio e Alex. Minha primeira impressão foi de um excelente som mas o vocal me incomodou. Não peguei gosto pela banda. Apenas 3 anos depois voltei a ter contato com a banda e com o mesmo álbum Exit stage left. Dessa vez deu liga. Bateu o coração! Investi minhas mesadas seguintes na aquisição de vários álbuns. Inclusive troquei meu troféu (álbum picture do metallica – Jump in the Fire ) por 4 álbuns novos do Rush numa loja.
    Isso ae. Bela iniciativa!
    Valeu
    Claudio

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  8. Grande Claudio!

    Que bom que esta discografia está despertando em você esta “fome” de Rush! Tenho certeza que vale a pena empenhar seu tempo nessa banda, e espero que acompanhe os posts da discografia até o final.

    Com relação ao primeiro álbum, hoje coincidentemente (as sincronicidades de sempre…) recebi um e-mail do fã-clube oficial do Rush, pedindo a todos os admiradores da banda que, a fim de celebrar os 40 anos do primeiro álbum em 1º de Março de 2014, mandem um e-mail para proposals@google.com, pedindo para que na data do aniverário do LP este seja o “Google Doodle” do dia (http://www.google.com/doodles/about). Eu achei a ideia bem legal e já mandei um e-mail pra eles.

    Aqui vai o texto original do e-mail recebido, na íntegra:

    “March 1st 2014 will mark the 40th Anniversary of the release of the eponymous debut album by Rush on Moon Records. Forty years later and Rush is still as relevant as ever. A working band releasing a new live DVD, Blu-Ray and CD of their “Clockwork Angels” tour which began on September 7, 2012 in Manchester, New Hampshire and ended on August 4, 2013 in Kansas City, Missouri. Adding even further to 40 years of achievement. Rush was also inducted into the Rock ‘n’ Roll Hall of Fame in April of this year.

    The band’s induction into the Rock ‘n’ Roll Hall of Fame was due in no small part to the determination of their fans who rallied endlessly for their admission since and before 1998 when Rush first became eligible for the nomination.

    As the 40th Anniversary of Rush’s debut album quickly approaches maybe there’s something any fan with internet accesss can do to celebrate 40 years of Rush.

    By now most of us are familiar with the thousands of Google Doodles commemorating a wide array of events and anniversaries throughout the years appearing on Google.com. What if there were a Google Doodle on March 1, 2014 to celebrate the 40th Anniversary of Rush’s debut album?

    Yes, we know the terminology can sound silly, but intellectually we also know – cool is cool. And this would be cool!

    There’s no guarantee there will be one and no one can really answer this other than Google, but we Rush fans can do our part to contribute to the possibility of this by writing and encouraging the Google Doodle Team to commemorate a Google Doodle to Rush on March 1, 2014.

    For more information about the Google Doodle “Click Here”

    Please spread the word fellow Rush fan and join us in emailing ideas for a 40th Anniversary Rush doodle to the Google Doodle Team.

    Send your ideas and suggestions to proposals@google.com

    keep rockin’!

    Abilio

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  9. Acabei de ouvir o disco e assim vou andando devargazinho para comentar esta excelente discografia. Bom, não sabia de um monte de coisas e também não tinha tido um olhar tão crítico para esse Rush. Sempre gostei das músicas e na epoca que comprei não tocava nada, não prestava tampouco atenção a parte tecnica, mas é ótimo reviver este primeiro Rush de outra forma.
    Entendo e concordo que falta baterista aqui. Além de não acrescentar muito, Rutsey também não tem destaque no som do disco, uma bateria xoxa, sem que o bumbo se ressalte, ou mesmos os tons – enfim os outros instrumentos estão sobrando. E o baixo de Lee sente falta de uma bateria que o complemente – tem seus momentos mas ficaria muito melhor para frente com Peart.
    É surpresa para mim ser um Fender precision, aliás eu nem sabia que o Geddy tinha usado este baixo, e vi a gota, que ficou feio pacas – e como ele trocou os captadores, fica claro que estava procurando outro som.
    O som do disco também não lembra um precision, provavelmente devido a equalização.
    A analise está ótima e também so não concordo com Here Again, que foi o motivo para nós (eu e B-side) comprarmos o disco. Eu adoro a musica e gosto do disco todo, embora não pareça muito o Rush consagrado, por tudo dito, fica claro que a banda estava procurando seu caminho e faz um bom trabalho. Se quisermos comparar com um Zep, diria que é um bom Zep – tem ótimos vocais, boas linhas de baixo, riffs bem marcados, solos interessantes de guitarra – falta a bateria mesmo e o principal para todo o qq disco – boas composições. Não adianta ser excelente músico e as canções serem ruins.
    Abilio, enquanto você prepara o 2112, vou tentar ouvir o Fly By Night, junto com sua resenha.
    Abraços
    Remote

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    • Remote, obrigado pelo comentário!

      Incrivel como a música é algo que leva uma carga sentimental para toda a vida, vide sua experiência com “Here Again” e o Rush, quando você e Bside ainda nem sequer tocavam um instrumento.

      Quero ressaltar que gosto bastante da música, mas a imaturidade de Rutsey é muito flagrante para eu deixar barato… Como frisei, ele a impediu de ser um grande clássico da banda.

      Concordo também que, overall, Lee e Lifeson ainda não estavam no auge como compositores, e é interessante notar que ao soltar o “freio-de-mão” Rutsey e engatar na “locomotiva” Peart, a dupla deslanchou a compor como ninguém…

      keep readin’

      Abilio Abreu

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  10. Novidades, galera do Minuto HM!

    Como o LP está fazendo 40 anos em 2014, o Rush está “muito envolvido” na versão comemorativa deste aniversário, conforme se noticiou no site da Prog Rock Magazine:

    http://www.progrockmag.com/news/rush-plan-anniversary-edition-of-debut-album/

    Vamos agora aguardar para ver se teremos alguma raridade inclusa nesta re-edição!

    keep rushin’

    Abilio Abreu

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  11. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Excelente update Eduardo!

      Tudo indica que esta reedição do “self-titled debut LP” será realmente luxuosa (coisa pra colecionador mesmo).

      Mas até agora não achei nenhuma informação consistente indicando se haverá também uma reedição em CD (ou um DVD com imagens) trazendo alguma raridade.

      keep findin’ my way

      Abilio Abreu

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