Discografia Rush: Objetivos, Estrutura, Escopo e Índice

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Tendo em vista a extensa discografia que vem há décadas sendo desenvolvida pelo Rush, decidi criar, assim como já fez o Eduardo na série sobre o MetallicA, um índice dos posts que estão programados para compor esta série aqui no Minuto HM, contendo considerações sobre o formato a ser adotado. Vocês notarão que estou copiando literalmente alguns dos parâmetros estabelecidos pelo Eduardo na discografia do MetallicA, até mesmo para mantermos um certo padrão nas discografias que aqui se encontram em andamento.

OBJETIVOS

Apesar do Rush ser uma das bandas mais estáveis da história em termos de formação, sendo que em toda sua vida sofreu apenas uma mudança de componente ainda em 1974, a biografia da banda é repleta de detalhes, tanto no aspecto musical, como na vida de seus componentes, e até mesmo relativos à própria história da humanidade.

O Rush acompanhou, diga-se de passagem, sempre a frente de seu tempo, as diversas tendências musicais que foram surgindo desde os anos 70, assim como as tecnologias que hoje em dia já são usadas por bandas até de menor porte, sendo mestres em tudo o que fizeram. Não é a toa que Bside já os classificou de “nerds musicais”, um termo que considero mais do que perfeito para descrevê-los.

Portanto, a tarefa, apesar de extremamente prazerosa para este que subscreve, não será nada fácil, e a pesquisa para que sejam obtidos dados os mais verdadeiros possíveis tomará um bom tempo, que já é escasso por conta das dificuldades da vida real.

Assim sendo, o prazo de publicação de posts e finalização desta discografia não existe e não existirá. Os posts sairão quando for a hora deles saírem.

Ajuda é bem-vinda! Quem quiser colaborar de maneira esporádica ou fixa, ou até mesmo virar um parceiro nesta jornada, a hora é agora.

Outro ponto que será fundamental por aqui: tudo, exatamente tudo, será “vivo”, ou seja, a qualquer momento, pode sofrer alterações. Talvez possam ocorrer equívocos e/ou imperfeições, e peço a compreensão de todos – e aí voltamos no ponto de colaboração. Como de costume neste blog, muitas vezes mais importante que os posts, são os comentários de todos – inclusive meus – acrescentando, corrigindo e sugerindo materiais: isso vale para todas as etapas, inclusive agora, onde proporei mais abaixo um índice para esta discografia.

Além disso, como a banda ainda está na ativa e muito provavelmente ainda lançará mais álbuns e/ou turnês, poderemos usar este post como um local para concentramos informações atuais da banda, ou qualquer outra curiosidade que não seja relativa à discografia, e peço que colaboram o quanto e quando puderem.

ESTRUTURA

O Rush é uma das únicas bandas que se tem notícia que quase não possui faixas inéditas ou versões alternativas de seus trabalhos, já que de acordo com o baterista Neil Peart, tudo o que o Rush fez foi lançado oficialmente. O foco será, como deve ser, a discografia oficial de estúdio e ao vivo, tentando sempre que possível adicionar videos, fotografias e entrevistas da banda nas respectivas fases cobertas por cada post, assim como videos exclusivos que produzirei a fim de demonstrar peculiaridades do estilo da banda.

Assim, esperem e me ajudem a ter, dentro do possível, algumas coisas legais além da discografia básica, como fotos e vídeos (clipes, vídeos de tours, etc); os principais awards; a explicação de algumas letras; os principais singles e EPs, colaborações e compilações, covers, box sets; tours, tour-books; algumas participações externas da banda e ou membros; VHS, DVD e blu-rays; livros, etc.

Não é escopo desta discografia trazer materiais piratas da banda ou links para downloads não oficiais. Este blog não possui esta finalidade, nem nunca possuirá. Assim, não esperem por links para MP3s e afins que não sejam os oficiais e, mesmo assim, não esperem também para os oficiais. Para tudo que quiserem saber oficialmente da banda, sugiro procurarem aqui.

Também não é escopo apenas falar bem da banda. Neste ponto, apesar do Rush ser praticamente impecável em tudo que gravou até hoje, tentarei ser o mais imparcial possível, e, através de meu conhecimento musical, sempre tentar explicar o porquê dos caminhos escolhidos pela banda em suas diversas fases.

Como objeto principal da minha pesquisa, estou utilizando o livro “Rush Visions: The Official Biography” de Bill Banasiewicz, que traz detalhes fidedignos da trajetória da banda até 1988 (“Hold Your Fire”), o qual adquiri em 1988, e também o livro de partituras “Rush Complete”, lançado em 1983 e traz todas as músicas da banda até o LP “Signals”.

Tenho também muitos materiais de revistas como a “Guitar Player” e “Guitar World” dos anos 80/90/00, e procurarei adquirir outras biografias oficiais ao longo do desenrolar da série, para que tudo que for publicado aqui seja o mais acurado e verdadeiro possível.

ESCOPO

Até 1997, com o álbum “Different Stages”, o Rush manteve uma linha fixa relativa aos lançamentos de seus álbuns, ou seja, a cada 4 álbuns de estúdio, 1 álbum ao vivo era lançado para encerrar a respectiva “fase” da banda.

Não obstante, já adiantando um pouco o que será aprofundado futuramente no post do respectivo álbum, antes do lançamento deste álbum ao vivo, Neil Peart perdeu a filha em um acidente de carro e, meses após, sua esposa faleceu vítima de câncer. Isso desestruturou a banda durante anos, sendo incerto até mesmo se um dia voltariam a se encontrar para tocar; porém, Neil superou a fase negra e em 2002 a banda voltou com tudo, ao lançar o álbum “Vapor Trails”, e como a banda teve um grande crescimento em popularidade a partir deste lançamento, todas as turnês desde então possuem registros ao vivo em CD/DVD/Blu-ray, portanto, quebrando o padrão “4 de estúdio / 1 ao vivo”.

Como o Rush é uma banda tão (ou mais ainda) fantástica ao vivo quanto no estúdio, tracei o plano de fazer a linha do tempo perfeita, conforme notarão no índice abaixo, trazendo registros ao vivo que foram lançados posteriormente para o ano em que efetivamente foram tocados (por exemplo: o disco 3 do “Different Stages” de 1998 traz a gravação de um show da banda em 1978 no Hammersmith Odeon durante a turnê do “Farewell to Kings” e será objeto do post que seguirá este álbum de estúdio). Desta forma, poderemos acompanhar a real evolução da banda durante toda sua trajetória.

ÍNDICE

Abaixo, a proposta deste trabalho. Os outros inúmeros itens serão trazidos (ou pelo menos muitos deles) oportunamente dentro dos posts relacionados à época da banda. E, conforme os posts forem publicados, voltarei aqui para “linkar” cada capítulo, transformando este artigo em um índice mesmo.

01 - Rush

Parte 01 – álbum: Rush – 1974

02 - FBN

Parte 02 – álbum : Fly by Night – 1975

03 - CoS

Parte 03 – álbum: Caress of Steel – 1975

04 - 2112

Parte 04 – álbum: 2112 – 1976

05 - AtWiaS

Parte 05 – álbum: All the World’s a Stage – 1976 (em andamento)

06 - FtK

Parte 06 – álbum: A Farewell to Kings- 1977

images

Parte 07 – álbum: Different Stages – Disc 3 – Live at Hammersmith Odeon London (1978) – 1998

07 - Hs

Parte 08 – álbum: Hemispheres – 1978

08 - PeWa

Parte 09 – álbum: Permanent Waves – 1980

09 - MP

Parte 10 – álbum: Moving Pictures – 1981

10 - E...SL

Parte 11 – álbum: Stage… Exit Left – 1981 – (Rush Replay x3 – 2006)

11 - Sg

Parte 12 – álbum: Signals – 1982

12 - GUP

Parte 13 – álbum: Grace Under Pressure – 1984

25 - Rx3

Parte 14 – álbum: Grace Under Pressure Tour – 1985 – (Rush Replay x3 -2006)

13 - PoWi

Parte 15 – álbum: Power Windows – 1985

14 - HyF

Parte 16 – álbum: Hold Your Fire – 1987

15 - ASoH

Parte 17 – álbum: A Show of Hands – (Rush Replay x3) – 1989

16 - Pt

Parte 18 – álbum: Presto – 1989

17 - RtB

Parte 19 – álbum: Roll the Bones – 1991

18 - Cp

Parte 20 – álbum: Counterparts – 1993

19 - TfE

Parte 21 – álbum: Test for Echo – 1996

20 - DS

Parte 22 – álbum: Different Stages – Discs 1 & 2  – 1998

21 - VT21a - VTR

Parte 23 – álbum: Vapor Trails – (original: 2002 e remixed: 2013)

22 - RiR

Parte 24 – álbum: Rush in Rio – 2003

23 - Fb

Parte 25 – álbum: Feedback – 2004

24 - R30

Parte 26 – álbum: R30 (30th Anniversary Tour) – 2005

28 - S&A

Parte 27 – álbum: Snakes & Arrows – 2006

29 - S&AL

Parte 28 – álbum: Snakes & Arrows Live – 2008

30 - C-BU2B31 - TM

Parte 29 – álbuns :Single Caravan/BU2B & Time Machine Tour – 2011

32 - CA

Parte 30 – álbum: Clockwork Angels – 2012

33 - CAT

Parte 31 – álbum: Clockwork Angels Tour – 2013

———————————————————-

Espero que todos curtam bastante a discografia!

keep rushin’

Abilio Abreu



Categories: Curiosidades, Discografias, Resenhas, Rush

12 replies

  1. Abílio,

    Já li as partes 1, 2 e 3 e simplesmente não tenho adjetivos para descrever o material, então somente achei “de mais”.

    Estou aguardando ansioso pelas próximas partes e espero que você conclua o trabalho este ano, pois sou muito fã do Rush e nunca li um material tão detalhado como descrito nos primeiros posts.

    Dos discos citados acima não tenho o Grace Under Pressure Tour – 1985 – (Rush Replay x3 -2006), você poderia me dizer onde encontro este disco no Brasil. Talvez na Galeria do Rock?

    Sucesso!

    Like

    • Prezado Samuel,

      Em primeiro lugar, obrigado pelas considerações! É muito legal ver um fã de Rush aparecendo por aqui para prestigiar esta discografia!

      Infelizmente, como disse no post, o tempo é um problema, e para se fazer esta discografia com o nível de detalhe necessário, ficará realmente impossível acabar até o fim do ano…

      Mas não desanime, fique sempre ligado aqui no Minuto HM para poder curtir os próximos posts assim que forem lançados, e também leia todo o blog, que tem um conteúdo sobre Rock sem igual na internet.

      Então, estava eu neste momento relendo os 3 primeiros posts da discografia, definindo os rumos do próximo post (2112), quando me deparo com seu comentário, o qual foi realmente muito relevante, para que eu já esclareça sobre o “Rush Replay x3”.

      O “Grace Under Pressure Tour” foi originalmente lançado em VHS apenas em 1985, permanecendo quase desconhecido até 2006, quando o Rush relançou-o de forma mais oficial em um set contendo 3 DVDs chamado “Rush Replay x3”.

      No pacote, há a versão video do “Exit… Stage Left” de 1982, o “Grace Under Pressure Tour” de 1985, e também “A Show of Hands” de 1988, totalmente remixados e remasterizados em stereo e 5.1. Veja este link da loja oficial do Rush: http://www.rushbackstage.com/rushbackstage/rush-replay-x3-dvd.html

      Vale a pena mencionar que são as melhores versões destes lançamentos, o que comentarei mais a fundo quando chegar a hora nos posts da discografia.

      keep reading’

      Abilio

      Like

    • Samuel, endosso as palavras do Abilio e lhe dou as boas vindas ao blog Minuto HM.

      Boa navegação e continue participando!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

  2. Fico lisonjeado em ver a estrutura da Discografia MetallicA sendo usada nesta nova do blog, que vem ganhando a cada capítulos ares cada vez mais fenomenais.

    Abilio, o caminho é longo, porém recompensador, como você já vem notando a cada passo dado. Digo isso pois estamos “juntos” nas empreitadas de resenhas por aqui, e do meu lado, também sinto tal recompensa.

    A responsabilidade tendo como “sombra” as magníficas discografias Dio, Kiss, além da dupla Scorpions e VH (volta, Julio!) é grande, mas você vem tirando de letra.

    Take your time, pesquise, escute, escute de novo, aprenda, reaprenda, mude de ideia, de opinião, fique confuso… só assim o caminho será traçado da melhor forma.

    Bora para o 2112?

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  3. Como o aprendizado das músicas faz parte da minha pesquisa para a elaboração das análises “faixa-a-faixa”, resolvi usar este índice para postar um “teaser” instrumental do capítulo 4 da discografia aqui no blog.

    Com vocês, “2112 – I – Overture” que executei “ao vivo” com exclusividade para o Minuto HM:

    keep rushin’

    Abilio Abreu

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    • A(lex)bilio Lifeson, eu que acompanhei o desenvolvimento até esta versão final, tiro meu chapéu imaginário do momento pela dedicação, atenção extrema aos detalhes (tanto no vídeo, “privilegiando” não só o mais importante – mãos e guitarra – quanto à marca do blog com a camiseta, com as colagens e também o software mostrando as linhas de baixo e bateria – quanto na música).

      Sensacional mesmo… a descrição do vídeo ficou excelente também. Ah… e teve realmente a música, que mostra um pouco do seu talento como guitarrista exímio.

      O teaser está excelente, a dica da hora que o post vai sair é mais que clara… que venha o capítulo 4 desta discografia que já vai virando um dos pilares do blog pela abrangência que você está trazendo, em elementos audiovisuais e, claro, com fantásticos textos.

      Congrats…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

  4. Abílio, o teaser está fantástico. Assim como o Eduardo, tive o privilégio de acompanhar o desenvolvimento desse vídeo. Parabéns pela dedicação, produção e por nos brindar com essas jóias musicais e análises profundas do trabalho desta grande banda que é o Rush. Parabéns!!!

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  5. Essa série de posts entrou na minha lista de acompanhamentos! RUSH forever! valeu Abílio!

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  6. Imagino o precinho…

    Alexandre

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