MetallicA: ganhe se puder @ Rock’n’Roll Burger (SP)

Já que o blog está com excelentes e inacreditáveis posts sobre o MetallicA, eu, como um conhecedor rasteiro da banda, gostaria de dar a minha singela contribuição nesse turbilhão de informações de altíssimo nível aqui no Minuto HM. Vamos lá!

Neste último sábado, eu e a minha esposa estivemos no Rock’n’Roll Burger aqui em São Paulo. A casa é uma mistura bem sucedida de bar, hamburgueria e lounge com uma proposta de temática rock and roll, que inclui entre outras coisas posters de ícones como Ramones, The Cramps, Ozzy Osbourne, Iggy Pop, “lâminas” e cardápios com ícones do rock and roll e um set de guitarras. No som ambiente rolou Sepultura, Motörhead, Led Zeppelin, Elvis, Police e muita outras coisas legais. O cardápio é bem variado com um mix de opções de hambúrgueres, comida mexicana e cervejas importadas, não deixando nada a desejar comparando com outras casas do ramo de SP – e olha que a concorrência aqui é bem acirrada. O diferencial do lugar, além é claro de uma proposta de temática de rock, é a disponibilização de máquinas de fliperama para os clientes que possuem acesso ao segundo andar da casa. Eu, que lá no final da década de 80 adorava matar uma aula, “sumir” com o uniforme do colégio – devidamente trocado por uma camisa do Iron Maiden – e ir pro fliperama que ficava perto da rua do colégio, revivi essa época com bastante saudosismo. Lá naquela época, no Rio, fliperama era um lugar, digamos assim, “barra-pesada”. O “setlist” de um adolescente que queria sair um pouquinho das regras era: descer do ônibus dando um “calote” pela porta de trás do 433 (Prç Br de Drummond – Leblon), tocar o terror aqui e acolá, descer o Alto da Boa Vista de bicicleta e ir ao fliperama com algumas fichas chumbadas. Bons tempos! Essas eram as coisas pelas quais podiam ser chamadas de “batismos” de transgressões de adolescentes de subúrbios como eu lá na década de 80.

Rock'n'Roll Burger_0

Fui na hamburgueria querendo “reencontrar” as grandes máquinas que me faziam perder horas em um “fliper”. Eram as máquinas do Cavaleiro Negro e Gemini mas, infelizmente, ainda não foi dessa vez. Estas máquinas se tornaram itens de colecionadores e raridades e, obviamente, não dá pra esperar muito de lugares que ofereçam esse tipo de atração. O que mas fiquei bastante surpreso foi ver uma máquina do MetallicA lá bem nova. A máquina estava completamente operacional com todos os recursos ligados e funcionando. Já tinha visto máquinas temáticas de bandas como Rolling Stones, Beatles, Kiss, Johnny Cash, Nashvile, Mötley Crüe, Elvis e Guns (estas duas últimas, por sinal, estavam lá) mas nunca tinha visto uma do Metallica. A máquina pode ser considerada “nova” já que retrata a banda em sua formação com o Trujillo na temática, e, considerando ainda que a fabricação em escala desse tipo de máquina acabou há anos, ela era disparada a mais nova do local. Foi uma agradável surpresa ver a banda retratada dessa forma. Ao jogar, aparecerem várias citações dos clássicos da banda. Seria legal qualquer dia desses termos uma parte dois aqui desse post feita pelos grandes mestres em Metallica aqui do blog. Cito: Marcus Batera, Eduardo Rolim, B-side e Remote (estes dois últimos são os nossos grandes mestres em tudo aqui). Seria legal eles darem um pulo lá para “decifrar” aquelas referências que não são tão triviais assim para um idiota como eu perceber. Acho que no geral consegui entender uns 90% do que a temática retratava mas, com eles, a história seria outra.

[NOTA DO EDUARDO: Rolf, como sempre, muito humilde em suas palavras. A máquina é exatamente o modelo que realmente é um lançamento da banda – a MetallicA Pinball].

A máquina do Guns & Roses estava”out of order” e a do Elvis Presley estava funcionando para jogar, mas com o painel apagado e com isso perdeu muito a graça. Jogamos em todas as 10 máquinas do lugar, mas com certeza a do MetallicA foi a mais irada. Apesar da máquina ter um considerável espaço onde estão instalados dois alto-falantes laterais, o som da máquina foi desligado. Certamente não dá pra ter pessoas conversando, som ambiente, staff atendendo e 10 máquinas de fliperama com som ligado. Seria o caos no lugar e isso com certeza seria ruim. Aliás, por falar em caos, antes de adentrarmos no Rock’n’Roll Burger, fomos ao Caos. Para quem não se familiarizou, eu explico: existe um reality show no The History Channel que mostra o dia-dia deste lugar (Caos), que de dia é uma loja de antiguidades e coisas retrô e de noite rola uma Night. Estou quase me “especializando” em conhecer lugares assim. Em 2010, estive no lugar onde é rodado o “Trato Feito” – outro reality show do The History Channel – em Las Vegas. Na época em que estive lá ainda não haviam as séries “Loucos por Carros” e “Mestres da Restauração”. Se existissem, teria esticado uma perna lá com certeza. Ambos também rodados em Las Vegas e que são excelentes!!!!

O Rock’n’Roll Burger fica localizado na Rua Augusta em SP perto da loja Caos e da Inferno. Esta última talvez seja a maior referência alternativa da Rua Augusta, que é um “corredor” de lugares alternativos e que mesclam pontos da era em que foi uma rua considerada decadente e pontos que revitalizaram a frequência por lá. Aos cariocas, a Augusta é a Lapa de SP. Vale a pena dar um pulo lá. A casa citada aqui é bem “regulada” por uma hostess que controla a quantidade de clientes que podem ser acomodados no segundo andar da hamburgueria onde encontram-se as máquinas de fliperama, e mantém assim a possibilidade de você poder comer, beber e jogar nas máquina. O serviço em São Paulo é sempre excelente. Houve um pequeno atraso nos pedidos e fomos recompesnados com fichas extras. É claro que existem problemas de atendimento como em qualquer lugar, mas SP é, de longe, infinitamente superior no atendimento e na prestação de serviços do que no Rio de Janeiro e isso é algo que eu nunca vou me acostumar e sempre vou me surpreender positivamente.

Rolf.

Contribuiu: Eduardo.



Categories: Artistas, Black Sabbath, Guns N' Roses, Instrumentos, MetallicA, Off-topic / Misc

5 replies

  1. Bom, Rolf, o post é literalmente “delicioso”, até porque já sei por você que os lanches lá são de boa qualidade também, hehehe. Esse é um dos meus mais de 100 TO-DOs que tenho anotado de lugares em SP para ir… São Paulo é capital da gastronomia… digo isso porque aqui, além de ter de tudo, diferente de outros lugares do mundo que também tem muita opção, temos a questão da flexibilidade dos horários – as coisas não fecham as 20h00, 21h00…

    Sobre o diferencial, que são as máquinas, abaixo foto do Hetfield com ela e o vídeo de apresentação da bichinha:

    É um dos lançamentos “a la Kiss” que a banda fez recentemente. A vontade de ir ao local só aumentou. E é impressionante ver como a famosa “Rua A” mudou nos últimos anos… eu, que fiz Mackenzie, acabava passando bastante pela rua na época, lado Centro, onde só tínhamos, para ser “polite” por aqui, “casas de entretenimento adulto”. Hoje, a rua é toda “cool”…

    Mas talvez o mais legal do post são suas lembranças de uma boa época para você no Rio, e é muito legal reviver estes momentos, mesmo brevemente…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  2. Post nota 10, Rolf!

    A sua transcrição do ritual de matar aula foi excelente, pois coincidentemente era bem parecido com o que fazíamos aqui em Curitiba na nossa adolescência nos 80!

    Me lembrou também uma frase ótima do Rodrigo Panzone, baixista da minha banda Via Appia: “Nosso sonho de infância era ter uma máquina de flipper em casa e um saco de ficha…”

    Abilio

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  3. Muito legal o post, Rolf! Certamente é uma casa que mereceria uma visita, quando passar novamente por São Paulo. A revitalização da Rua Augusta me lembra algo parecido com o ocorrido na Broadway , em Nova York. E assim, ganhamos todos, habitantes ou não da cidade.

    Em relação à infância, são ótimas as referências, as quais convivi também,e embora tenha sido um adolescente mais tranquilo, volta e meia me via nas lojas de flipper. Do restante das aventuras do Rolf, eu confesso não ter feito. Mas eram a prática da galera da época, sem dúvida.Eu é que era um pouco mais calmo, essa é a verdade. Essa parte do texto é a marca Rolf que vale tanto à pena sempre ler.

    Quanto ao produto em si , pra mim isso é uma surpresa, pois não esperava ver o Metallica tão próximo do jeitão KISS de fazer business.
    A escola produziu e continua produzindo crias.

    Eu certamente seria um desastre na máquina em questão, pela pouco prática e grande distância de quando já não era nem perto de ser expert no assunto, mas quem de nós não queria ter um fliperama em casa ? E por que não uma como essa ? Seria sensacional…

    Sensacional o post, Rolf, ou melhor , Excelente!

    Alexandre Bside

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    • B-Side, o MetallicA hoje possui uma vasta gama de produtos também, claro que não é nada comparável à escola do linguarudo do Kiss, mas se você olhar no site oficial da banda, poderá ver que tem de tudo…

      E sim, quem nunca quis uma máquina em casa? Eu queria de Daytona USA, hehehe.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

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