Compressorhead – a banda (com) mais metal do mundo

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Adjetivos de todos os tipos podem descrever o Compressorhead, projeto alemão da General Electric que é parte do programa “Brilliant Machines Rock”: surpreendente, chocante, legal, estranho, doido, bizarro, “animal”, assustador, enfim, jogue o seu no comentário…

Trata-se da união entre robótica e música, criando “personagens” em um cenário que nos imita (nós, humanos, bangers) – o avanço é grande ao ponto disso ser agora “reconhecido” como uma “banda”, que possui um baterista, um guitarrista e um baixista com um crescente setlist, merchandise, fã-clube, tours com todo seu hardware e software “voando” para palcos de lá para cá no mundo e, claro, managers.

Com os dizeres “óleo é mais grosso que sangue”, a banda cujo metal literalmente está no corpo e na alma traz os seguintes membros de 5 metros de altura, que se mexem graças ao controle MIDI da música e muita pneumática:

  • Stickboy: batera nascido em 2007 com a seguinte especificação: 4 braços, 2 pernas, 1 cabeça e zero cérebro e sua bateria Pearl com kit de 14 peças (inclusive pedal duplo). Stickboy tem a companhia de Stickboy Junior, que é chamado de “filho bastardo sem mãe” que cuida do contra-tempo. Influências: Danny Carey, Martin Lopez e Mike Portnoy;
  • Fingers: guitarrista de 2009 com 78 dedos hidráulicos que toca tão rápido que (realmente) mal dá para ver a manipulação nas cordas. É o mais “agitado” banger da banda. Influências: Angus Young, Yngwie Malmsteen e Dave Murray;
  • Bones: descrito como “o baixista mais preciso do mundo”, o caçula de 2012. Influências: Robert Trujillo, Tim Commerford, Justin Chancellor e Charles Mingus.

Não dá para apenas colocar os robôs para tocarem antes do papo nerd: “uma banda de robôs que mostra como metal e dados podem se unir para criar novas possibilidades em coisas como música de forma inovadora”, diz Andy Goldberg, diretor criativo da empresa, cujos avanços de um projeto ainda maior chamado “Industrial Internet“, que traz uma rede digital onde principalmente a tecnologia que gera dados a partir de sensores já traz benefícios no sentido de observar e antecipar itens de produtividade e reduzir “downtimes” em delicadas e complexas indústrias, como a de aviação, saúde e plantas de energia. Em NY, mais especificamente no Queens, tal projeto já está em prática, com uma turbina de gás conectada à maior planta elétrica com capacidade de abastecer 20% da cidade!

Vamos então ao que estes humanóides já estão fazendo…

Motörhead:

The Ramones:

The Ramones e Joan Jett & The Blackhearts (atrás do palco):

Led Zeppelin:

Black Sabbath (“ensaio” e ao-vivo):

The Clash:

Tocando um blues:

AC/DC:

Pantera:

Heart:

Quem está dentro para um show deles?

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: AC/DC, Artistas, Backstage, Black Sabbath, Curiosidades, Iron Maiden, Led Zeppelin, Músicas, MetallicA, Motörhead, Off-topic / Misc, Pantera, Yngwie Malmsteen

1 reply

  1. Eduardo, vou ser honesto:

    Do ponto de vista tecnológico, imagino como foi dificil desenvolver os ” monstrinhos” acima de forma a serem capazes de reproduzir os sons clássicos que estão no post exemplificados.Aliás, na verdade eu nem imagino ou melhor não faço a mais mínima idéia de como isso se deu.

    Do ponto de vista de apreciação musical, eu achei as perfomances bastante enfadonhas . Do baixista e principalmente do guitarrista ficou dificil um entendimento da forma como eles conseguem fazer seus instrumentos emularem os sons de cada canção. A parte que envolve o baterista é mais interessante pelo fato de eu ( pelo menos ) ter conseguido entender a ” mecânica ” dos tentáculos do ” monstrinho ” na reprodução de cada peça de bateria . Mas foi pouco, quando a câmera se mexia pros instrumentos de corda , a coisa ficava ” boring” demais . Além disso, o som que ouvia era muito artificial ( o que é lógico, aliás).

    E do ponto de vista filosófico, eu, como filósofo de ocasião, trago duas reflexões:

    A primeira, como se mostrou ser um exercício de extrema habilidade tecnológica fazer desses monstrinhos serem capazes de reproduzir sons que nós, os humanos, já fazemos ( e alguns, em especial os autores das canções, fazem de forma tão brilhante) em certas músicas acima há tanto tempo.

    A segunda, é algo realmente pra se pensar o fato de nós , os humanos, conseguirmos ser tão perfeitos. E como a própria humanidade busca tentar se reproduzir mecanicamente , é algo até ilógico..

    Fica aí a reflexão pra quem quiser viajar nesta onda que eu entrei, sem usar nenhum psicotrópico..

    E por fim, a resposta a sua pergunta: Eu não iria nesse show não, prefiro assistir os humanos !

    Alexandre

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