Cobertura Minuto HM – MetallicA (e Raven) em SP – parte 4 – resenha

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Recordo-me como se fosse hoje do show do MetallicA em 1999 em São Paulo, e sei que ainda devo completar um certo post por aqui. Uma das coisas que mais me chamou a atenção naquele show foi o pouquíssimo uso de pirotecnia, exceção para as explosões iniciais em One. Hoje, quase 15 anos e literalmente centenas de shows depois, consigo entender que aquilo fez o mais importante ficar destacado: a relação do tripé banda x som x público. Não havia distrações – o palco era mais do que simples e a tal relação era imediata. Era a banda e o volume do som que davam as cartas, e nada mais. E o grande contraste disso para mim, naquele mesma época, era ter o Kiss tocando em Interlagos para cerca de 70.000 pessoas e trazendo um show 3D cheio de efeitos, toneladas e toneladas de fogos e tudo que sabemos como é um show da turma do linguarudo.

Os shows de hoje em dia, principalmente os grandes como este, não são exatamente assim mais – e isso não é exatamente um problema, apenas uma característica. Mas o show do dia 22/mar/2014 teria, pelo menos para mim, novamente a característica direta com a banda, e isso foi absolutamente especial. Mas antes de falar disso mais profundamente, vamos falar do que rolou um pouco antes dos “Kings of the Road” subirem ao palco.

Enquanto rolava a espera pelo Raven, vídeos com os 4 do MetallicA incentivando o “Vote of the Day” passavam frequentemente nos telões. Conforme o estádio ia enchendo, o status da votação também ia mudando, culminando com a eliminação de Ride The Lightning para The Day That Never Comes, conforme acompanhamos em detalhes aqui. Outro detalhe era a chuva, que ameaçava cair com leves pingos, mas não incomodava. Ainda.

Com exatos 54 minutos de atraso, as luzes do Morumbi se apagariam para o Raven. O trio subiu ao palco aos gritos de “MetallicA”, mas era aplaudido especialmente pelos fãs mais perto do palco. Foi a banda entrar e a decepção ser imediata – não com eles, mas com a qualidade som – ou melhor, com a ausência dela.

O show foi iniciado sem absolutamente NENHUM som. Uma vergonha, algo inaceitável, um desrespeito. Logo depois, só se ouvia a guitarra. Não se ouvia baixo, nenhum dos vocais (salvo o backing – e baixo) e apenas a caixa da bateria. Nada de tom, surdo ou mesmo os pratos. Ao que parecia, a banda não tinha noção do que estava acontecendo, pois seguiu normalmente durante seus 42 minutos no palco. Vestidos com os tradicionais trajes realmente metaleiros do início dos anos 80, antes da fase glam, a banda insistia com a galera mais “dispersa” e conseguiu, mesmo com os problemas no som, ter a atenção de muitos (pois não teve da maioria no estádio).

No meio do set, a banda prestou um rápido tributo ao Black Sabbath, com os riffs de War Pigs e Symptom Of The Universe, tocada (eu acho) inteira. Eu digo “eu acho” pois realmente não dava para entender direito. Lamentável.

Os irmãos agradeceram a oportunidade de estarem ali, tantos anos depois, e comentou que conheciam o MetallicA dos primórdios, e que eram os caras mais legais do mundo, sendo uma honra estarem ali naquele momento.

A performance da banda, visualmente falando, foi de muita entrega, tanto que o baterista dava sinais claros de cansaço já no meio da apresentação, o que entrega também um pouco da idade e forma atual dos músicos. O som melhorou sim durante o show, até começarmos a ouvir um pouco do baixo, do vocal principal e a parte grave da bateria (pratos não foram ouvidos em nenhum momento), em uma situação que lembrou o show do Iron Maiden no Rock in Rio 5.

Uma pena sem tamanho – fica difícil e não dá para avaliar mais que isso. Ficou mais a imagem do que o som neste caso, e aí é injusto falar qualquer coisa. De qualquer forma, foi feita a história e o MetallicA, devagarzinho, vai homenageando seus ídolos e agradecendo àqueles que foram importante no início de tudo.

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Antes de começar a falar, vale aqui um comentário elogioso à organização interna do evento. A quantidade de banheiros era maior que o “normal” e tinha até 4 salvadoras torneiras. A limpeza também estava excelente, tanto nos banheiros, quanto na pista. O serviço de comida e bebida, apesar de caro, claro, estava legal também, tinha até batata frita. O revés fica por conta das indicações de sanitário do lado direito do público que, quando cheguei, fui informado que estava em limpeza (faltando 15 minutos para o show começar do MetallicA) e esta informação chegou com uma educação que nem vale a pena comentar. Mas é a exceção.

Palco sendo preparado para o headliner

Palco sendo preparado para o headliner

Ao término do show do Raven, muita gente ainda estava chegando e se posicionando. As condições do trânsito desta cidade são de mal a pior, e a região do Estádio, afastada na Zona Sul e com sérios problemas de logística contribuem. Para piorar, aqueles pinguinhos que teimavam em cair e provocar pessoas colocarem e tirarem capas resolveram se unir e a chuva caiu, e caiu bonita. Sem trovões, sem raios (nem aqui tivemos Ride The Lightning, hehe), mas uma boa chuva com vento. E o vento mandava a chuva na cara do público, incomodando bastante. Entretanto, olhar para o estádio era emocionante, pois ficou bem cheio em todos os setores, salvo o final da pista Premium e alguns (poucos)  buracos nas numeradas para um público anunciado pela grande mídia de 65.000.

Panorâmica do estádio

Panorâmica do estádio

Mas é claro que isso é secundário no momento que o show está para começar. As 21h50, os telões começaram a passar cenas da banda lendo e comentando mensagens de um fórum em tom mais do que bem humorado. Entre as mensagens que eles liam, me recordo de coisas como “ensinem o Lars a tocar bumbo duplo de novo”, “queremos mais thrash”, “coloca uns solos no disco, “quando sai a droga do novo álbum?” e um comentário sobre tocar o Lulu no intervalo, para reprovação e risadas de todos. Sinal absoluto do nível de maturidade da banda, que dá sinais de ter chegado ao céu quando o assunto é este. Tirar sarro deles mesmos com os pontos “falhos” é sensacional, e meu respeito pela banda aumenta demais com atitudes como estas.

O encerramento dos vídeos é emendado com a esperada e sempre emocionante The Ecstasy of Gold, não só em áudio, mas também em vídeo. Uma sorveteira na frente gritando e pulando de alegria, e isso é sensacional. Mas qual música abriria? Pergunto ao Marcus Batera e ele chuta “Creeping Death”. Meu chute vai para “Battery” e, incrível, mais um acerto para mim, que venho “adivinhando” músicas desde 2011 :-).

A qualidade observada no telão principal do palco e nos 2 laterais, com imagens cristalinas, mostravam detalhes interessantíssimos com a chuva, como os músicos das cordas marcando caminhando em verdadeiras poças que se faziam na frente do palco. As imagens eram muito bonitas. Os instrumentos também ficaram bem molhados, mas isso não impediu a banda em nenhum momento. Quando o vento aumentava, até mais para trás do palco (Lars), se notava o efeito da água que insista em cair mais fortemente durante o show principal da noite.

Outro ponto interessante em ser colocado eram os fãs que têm ficado não só neste show, mas em todos desta tour especial, nas duas laterais do palco. Eles foram sorteados pelo MetClub (com fãs do “Brazilian Chapter”), ou seja, são “verdadeiros” fãs que estão ali, não qualquer pessoa “influente”. Eles não podem, claro, nem encostar nos músicos, mas nem precisam… Rob, Kirk e James vão ali a todo instante e brincam inclusive de fazer pose para delírio dos fotógrafos laterais e maior insanidade emocional ainda dos felizes presentes, ganhando fotos em altíssima resolução que parecem mais montagens que a linda realidade que presenciaram.

Voltando ao show, já em Battery deu para sentir que Lars e Kirk, meus atuais “pontos de preocupação” com a banda, estavam ambos em noite inspiradíssima. Arrisquei então adivinhar a próxima com o Marcus, falando que seria a sequência do clássico atemporal de 1986. Dito e feito e a dobradinha de abertura do disco de estúdio estava eternizada. A música foi executada com a maestria de sempre, terminando sem James usar o reverb após sua risada, que dava aquele efeito “tzáááááaá”. Essa é uma observação que ando notando na banda: não é de hoje que James praticamente aboliu todos os palavrões ao vivo, sejam eles durante as músicas ou em conversas com o público. Em One, que viria mais para frente, ele ainda trocou “cut this life off from me” para “cut this sh*t off from me”, mas foi realmente a única coisa que vi de “diferente” – principalmente com James vem focando em trazer para o público um show mais próximo ao que se ouve da parte dele em estúdio.

Um momento-chave do show vem agora. Se não me engano, James se dirigiu a público pela primeira vez e algo inusitado aconteceu: uma dos spots frontais do palco onde ficam as labaredas que são usadas em músicas como Blackened (fire!) e principalmente Fuel, música que estava no set, foi acionada. James estava perto mas, diferente do que aconteceu mais de 20 anos atrás, não estava MUITO perto. Notei que aquilo saiu fora de hora, e ele comentou isso também imediatamente, se assustando. Ele disse algo como “já me queimei outra vez e agora está bom” e mandou um “turn it off” no microfone. O que não imaginei é que a ordem para desligamento seria algo que refletiria em todo a pirotecnia do show – ou seja, a partir daí, NADA de pyro durante todo o show: os tiros, bombardeios e a “landmine” em One ; os foguetes em Enter Sandman ; as labaredas em Fuel e seja mais o que viesse, o show não teve nada. Se por um lado isso foi ruim, especialmente para quem nunca viu a banda ao vivo, por outro trouxe novamente destaque para o aspecto da interatividade público e banda tão bem articulada para esta tour. Mas claro que foi uma pena.

Com a tal labareda saindo, esperava que Fuel já viria, até faria sentido após duas músicas de um mesmo álbum. Mas o que veio foi uma agradável trinca, bem melhor de tal expectativa pessoal. Welcome Home (Sanitarium) fecharia de vez as músicas da obra-prima de 1986 em mais uma performance excepcional, com destaque absolutos para James, que usou a passarela superior, e para o acerto de Kirk em suas partes melódicas, com o baixo de Rob marcando presença e preenchendo bem com Lars.

Então Fuel viria na sequência pela tercceira vez ao vivo em São Paulo, indicando realmente que nos bastidores as coisas estavam sendo preparadas em termos das esperadas labaredas. A única música da noite da sequência Load/Reload é sempre não só bem recebida, mas bem executada e com uma vibração ao vivo que funciona muito bem. Dando sequência, a primeira das cinco músicas do mais votado álbum do set, Black Album, com The Unforgiven, com direto a Hetfield usar o violão preso no suporte para as partes lentas e a guitarra como nos melhores tempos, um pouco mais abaixo, quase abaixo da linha dos joelhos. A escolha de músicas como esta já foram comentadas, mas esta em especial é realmente um marco para quem foi criança / adolescente quando do seu lançamento (meu caso). Mesmo com Lars batendo na trave algumas vezes e deixando diversos detalhes sem execução – ou simplificando-os – a coisa vai muito bem, obrigado, emocionando ali não só esta galera da idade mencionada, mas por ser uma das mais acessíveis músicas, até os vendedores que ali passavam por perto. E com a tradicional característica brazuca de cantar todo o instrumental, o clima foi excepcional. James, para variar, vai muito bem – uma desafinada aqui e acolá, mas nada que não registrasse mais um grande momento da música, que também tinha marcado presença no segundo show da banda em São Paulo de 2010.

A chuva continuava com pequenas poças d’água se formando no palco e sendo vistas em HD nos telões. Kirk e Rob pareciam os mais molhados. James voltaria a falar com a “família” de São Paulo pedindo para todos darem boas vindas a “The Lords Of Summer”, a única música escolhida pela banda para a noite. Como esperado, a versão executada está ganhando maturidade ao vivo em relação aos primeiro shows (esta foi sua quarta execução), coisa que é natural e deve continuar na sequência da tour. A introdução destaca a bateria, mas logo James toma à frente com um riff interessante, thrash oitentista, inclusive dá para arriscar dizer que lembra coisas que o Sr. Dave Mustaine constrói com muita facilidade há mais de 30 anos. Mas talvez mais pela exceção de tal riff, a música segue bem a linha do último álbum de estúdio lançado, Death Magnetic: cadenciada, longa, linhas de bateria sem muitas viradas e marcações mais simples do que víamos até o Black Album. A música tem uma “deixa” para um “hey” que já é uma forma de se conectar para público, e Hetfield explorou bem tal característica para a chegada do primeiro solo de Kirk, que ganha destaque quando James rapidamente faz uma dobra com ele. Uma curiosidade é o Rob usando palheta em algumas partes mais pesadas da “New Song”. A verdade é que a música tem muito potencial para fazer parte do novo álbum de estúdio, sem previsão oficial de lançamento – mas, como sabemos, as vezes uma música como esta é quebrada em várias outras ou ganham outras partes, letras, etc., até o lançamento. Quem viver, verá.

Next, James troca de guitarra e anuncia que lá viria mais uma que votamos, questionando ele mesmo qual delas seria. Engraçado que neste momento há um “errinho” de planejamento, pois ele olhada para sua direita e pergunta quem viria introduzir a música. Alguém sinaliza a ele que não era a hora ainda (logo veremos que 3 músicas foram apresentadas por fãs, “but not yet”) e ele diz que está mesmo uma bagunça e que o setlist ficou molhado (novamente James se saindo bem e distraindo o público). Com a intro que me fez esmurrar o chão de alegria durante a intro, a esperadíssima por mim Wherever I May Roam, uma de minhas músicas prediletas de toda a discografia e a segunda do homônimo disco da noite. Esta foi uma das que fiquei muito feliz e uma das poucas que votei e que entrou (além dela, Master Of Puppets e …And Justice For All, apenas). Novamente, a galera canta alto cada nota da música. Lars vai bem e usa seu bumbo duplo nos esperados momentos e a quinta faixa do álbum mais vendido da história da “SoundScan Era” funciona maravilhosamente, me remetendo a 1999, quando a vi em meu primeiro show. Kirk vai muito bem também, sendo nas pequenas dobras com seu parceiro de instrumento, seja nos lindíssimos solos. Para mim, esta é uma das músicas que mostra a força do MetallicA ao vivo, sendo para mim um dos grandes momentos da noite.

O primeiro fã seria então seria chamado ao palco para introduzir uma música. Contando com um meticuloso trabalha de assessoria de imprensa nesta tour para tudo que “inventou”, o fã teve a oportunidade de um rápido papo com Papa Het, que lhe perguntou se ele tinha vindo ao São Paulo de carro, e Mario respondeu que de avião, para finalmente perguntar “do you want heavy?”, que é a deixa de anos para Sad But True, dando sequência com uma terceira música do álbum mais vendido da banda. O nervosismo é mais que natural, com o som de “heavy” saindo “ready”. Eu entendo perfeitamente me pondo na situação… haja emoção…

E o que dizer da próxima? Minha terceira e última “escolhida” da noite, do meu álbum predito homônimo, …And Justice For All. Um prazer surreal em poder assistir a isso novamente (pelo segunda vez, sendo que a banda só tinha executado o som no país na respectiva tour, no final dos anos 80) e como Hetfield, com largo sorriso e um Explorer preta perguntou e respondeu, confesso que senti como se fosse “uma justiça para mim” mesmo. A música foi muito bem executada, claro, há algumas simplificações e novamente “bolas na trave” de Lars (deixando de usar o bumbo duplo em mais de um momento e passagens agora feitas mais para preenchimento, como abuso da caixa em detrimento aos bumbos), mas no geral, uma ótima versão do petardo. Confesso que busquei ouvir o baixo ao vivo e pouco dava para conferir, sendo as guitarras privilegiadas mesmo, como até esperado, e Rob tocando de frente para a galera do palco por um bom tempo, para delírio destes felizardos. O andamento também ficou bastante parecido com o original, o que achei muito legal. O solo de Kirk, excelente, assim como o trabalho das guitarras para fechamento da música, onde o baixo finalmente aparece também com mais destaque. É o ápice do show para mim, é o que faz valer estar ali, e tiro meu chapéu à banda por tamanha qualidade entregue.

O setlist novamente usa a tática de tocar a próxima de um mesmo álbum e traz One, desta vez, como já comentei acima, com o playback no início, mas sem fogos no início e a explosão da mina durante (uma luz vermelha é usada no lugar). A música não foge ao recente padrão de qualidade dos shows da banda de nos últimos anos, sendo que, sem querer ser chato ou repetitivo, Lars é o principal vilão mesmo, infelizmente. As simplificações aqui não são suficientes para um nível de exigência aos ouvidos que tanto ouviram a música sendo executada com maestria até principalmente  a época do St. Anger. As tais simplificações, especialmente o uso da combinação caixa e contratempo ou prato depois do “help me”, ainda que o bumbo duplo continue agradando na parte mais agressiva da música. As guitarras vão vem também, especialmente Hetfield, com Kirk também simplificando e levemente “fritando”, mas em um nível aceitável no caso.

É hora da banda escolher o álbum de 1984 para trazer mais uma dupla, com dois clássicos e “jogo ganho”: For Whom The Bell Tolls e Creeping Death, sendo que finalmente Rob tem seu momento de destaque, especialmente na faixa três do lado A do disco. A verdade é que poderíamos ter pelo menos mais uma do disco na noite, aliás, teríamos, mas como vimos passo a passo, mas no Vote Of The Day, a faixa título do álbum em questão foi preterida. Já para Creeping Death, temos um segundo fã chamado ao palco, Thiago, que Hetfield, com sua lindíssima Flying V branca, começa a brincar dizendo que o fã parece ser familiar e pergunta-lhe se ele estava dormindo no jardim. O fã paulista aproveita para falar do “Brazilian Chapter”, o canal oficial de fãs no país. Eu acho legal e merecido que um verdadeiro fã possa ter essa experiência única, e novamente parabenizo o staff envolvido para isso acontecer. Hetfield agradece à dedicação do fã que traz no script um “do you want some more MetallicA? Are you ready for this?”. Com um sorridente James, a música é trazida com destaque para o trabalho da linha de frente e mais algumas simplificações de Lars, que não chegam a comprometer, mas que tenho que repetir por aqui por mais chato que seja e por mais que doa em minha alma – afinal, tudo que não é falado vira conformismo, e eu não sou um cara dos mais conformados que vocês podem conhecer na vida com quedas em padrões.

As faixas do segundo álbum da banda de estúdio são executadas novamente dentro de um ótimo padrão para novamente eu dizer que uma nova dupla viria, desta vez para fechar as 5 do Black Album da noite, com o jogo já abrindo goleada para os presentes: Nothing Else Matters e Enter Sandman.

Aproveito para recuperar meu fôlego na primeira um pouco, em mais uma bonita interpretação da faixa, e observar a galera especialmente na seguinte. É incrível o poder de Enter Sandman ao vivo, realmente comove as pessoas e fez o estádio ficar até mais claro com tantos e tantos flashes de celulares e máquinas tirando fotos e obviamente gravando. Se por um lado poderíamos ter tido finalmente a execução de músicas alternativas dando lugar a esta, por outro dá para novamente confirmar porque está é a única música que jamais sairá de um setlist. A versão também é marcada pela ausência dos já tradicionais fogos de artifício com foguetes atrás do palco, mesmo a chuva neste momento sendo menor e por Hetfield mostrando a palheta personalizada da tour, outra marca ao vivo dos últimos anos, e que nosso amigo Glaysson foi felizardo em conseguir uma ao final do show e ceder a foto dela e algumas do show para uma galeria mais para o final deste post. E falando em final de show, um “brigadu São Paulo” é gritado por Hetfield para o encore da noite.

A banda rapidamente retorna para concluir o show com mais 3 esperadas músicas. Imaginava que o retorno seria com o “Vote Of The Day”, a esta altura já sabendo que Ride The Lightning já estava eliminada, deixando o cover escolhido pela galera para a penúltima. Hetfield aproveitou o momento para brincar com o público sobre os resultados, o que me fazia crer que teria chegado a hora mesmo, dizendo que queria ver The Memory Remains na frente, já sabendo da esmagadora diferença. O interessante neste momento foi ouvir com mais ênfase as vaias da galera que queria Ride The Lighting e ficou claro: os fãs mais “antigos” e principalmente os que estavam mais à frente na pista VIP queriam a música de 1984, enquanto a galera mais nova (muito do que se tinha na grade da pista normal e nas arquibancadas / numeradas do estádio gritavam pela música do Death Magnetic. Foi clara esta separação “física” no estádio. Hetfield volta a provocar a galera pedindo para votar por Ride The Lightning, até anunciar que depois da música que viria, eles tocaram a vencedora e incentivando pela última vez todos pegarem o celular para votar.

Assim, com direito a mais um fã, ou melhor, uma fã, a paranaense Carla, de Cascavel, após Hetfield perguntar quem viria (e Lars levantar os braços), estava nervosa mas também foi bem no script com “so São Paulo, are you ready to sing with us again”? Não executada pela banda desde 01/ago/2009 e única música de todo o setlist que nunca tinha sido executada em nenhum show já feito em nosso país, o cover da tradicional música irlandesa, tocada há centenas de anos e de origem desconhecida até os dias de hoje, mas que começou a ficar famosa com os The Dubliners, para ganhar mais notoriedade com o Thin Lizzy nos anos 70 até estourar de vez no final dos anos 90, inclusive no Brasil, com a banda da noite. Um rock / hard rock diferente do estilo em geral das outras músicas do MetallicA, mas que realmente ganhou uma grande versão, inclusive funcionando muito bem ao vivo, até por ser mais simples em sua estrutura instrumental. Rob se encarregou dos backing vocals, James e Kirk dobraram de maneira muito legal suas guitarras quando necessário com James chamando por São Paulo durante a música, que respondia aplaudindo – e viva o poder da rádio na vida das pessoas. Hetfield então faz um elogio ao público, “excellent singing”.

James então pede para os resultados serem trazidos e as vaias são misturadas com o gritos por The Day That Never Comes – que talvez represente a “One” da nova geração, claro, guardadas TODAS as proporções do mundo. Hetfield diz “we have to be true to our word” e a banda vai bem pela segunda vez na cidade com a música do disco produzido por Rick Rubin, sendo que os resultados ficaram sendo exibidos de maneira fixa no telão principal. De negativo, os ouvidos detectaram pequenos errinhos de execução por parte de Kirk, mas nada comprometedor.

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Sem mistérios, a já aguardada Seek & Destroy para o fechamento, desta vez sem qualquer dúvida até pelo setlist, é a única representante do primeirão, Kill ‘Em All. Aqui vale comentar, não vou aguentar: sempre escutei fã de MetallicA gritando por “toca Kill ‘Em All aí” e coisas do tipo e hoje vemos que a coisa não é bem assim. Na hora do “vamos ver”, o trio Whiplash, Hit The Lights e The Four Horsemen teve 24%, 23% e 21% dos votos, e Ride The Lightning, a última desclassificada, fechou com 35%. Sinais dos tempos? Sim. Mas sinal que as coisas também não são como todos falam? Também.

Com um fã no palco com Lars para dar a primeira “batida” na bateria e com as bolas pretas voando na pista Premium, e com Lars nas simplificações, Seek & Destroy já traz um clima de festa mas também o amargo gosto de final de show, de despedida, espero eu de verdade de “até logo”, como Lars sempre fala ao final. Com Rob fazendo seu tradicional movimento de girar com o baixo e Hetfield subindo pela última vez na passarela superior para perguntar “did you have fun tonight?”, a banda encerrou a música com um chorinho especial, um trechinho mínimo de The Frayed Ends Of Sanity no final que, apesar de toda a campanha, não fez nem cócegas no resultado final, infelizmente.

Todos, como de costume, se despediram do público ao microfone, com um chuva de palhetas (a chuva que não acabava e voltaria a aumentar de intensidade ao final do show), e Hetfield ainda bateria palmas com o público uma última vez que, como disse, espero que seja apenas para marcar um breve retorno destes senhores que continuam no auge quando o assunto é heavy metal.

Obrigado, MetallicA. Até breve.

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Fotos cedidas pelo Glaysson, que conseguiu também uma palheta “MetallicA By Request – South America 2014”:

Fotos Internet:


Metallica Setlist Estádio do Morumbi, São Paulo, Brazil 2014, Metallica by Request

[ ] ‘ s,

Eduardo.



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28 replies

  1. Eduardo, vou lendo as atualizações do post, esperando que tudo de bom venha (tenha vindo) para frente.
    Eu devo ser uns do que reclamam mais desse tipo de falha no show (Raven). A banda não devia estar nem sabendo ou pouco sabia do som que ia para a galera. O som de palco deveria estar no mínimo razoavel e eles só tem a esperar que para a galera também. Então realmente não notam o que acontece, a não ser que alguém os conte. São esquemas de som totalmente distintos – assim como seria também o sinal para uma gravação ou televisivo.
    Saber desta falha novamente (vide o post – no Iron Rock in Rio 5 foi completamente inaceitável) me faz lembrar duas coisas:
    1) Estamos em 2014 – a humanidade já evoluiu muito (inclusive no aparato técnico eletronico para shows) – é inacreditável, nconcebível e sempre fica por isso mesmo. Este tipo de falha deveria estar no contrato da produção do show com a banda – é uma queimação daquelas.
    2) Quando é que nessa terra (Brasil – SP, RJ, wherever…) iremos aprender?

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    • Eduardo,

      Muito legal este post em tempo real, parabéns!

      E mais uma vez, lamentável estarmos lendo “the same old jokes” dos shows na Terra Brasilis… Concordo plenamente com o que Remote colocou aqui acima… Quem se dana são os fãs e a banda… Ninguém sai ganhando com essas palhaçadas recorrentes…

      keep postin’

      Abilio Abreu

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      • Valeu, Abilio. A ideia aqui é também indiretamente que todos possam ir lendo com calma tudo que for aparecendo. Como o tempo infelizmente anda mais curto do que eu queria, foi uma forma que pensei em pelo menos já ir entregando “alguma coisa” – vocês sabem que vou acabar falando demais, como sempre, e isso demora, hehehe.

        Sobre o que aconteceu com o Raven, é uma vergonha sem tamanho. Não dá para comentar mais que isso sem recorrer a palavrões que deveriam ser gritados nas cabeças dos responsáveis – afinal, paga-se caro demais para aceitar isso.

        E ainda tenho um post muito importante que nem comecei e que precisa ser publicado até o final de terça-feira, imagino que os “velhos de casa” sabem da data…

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

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    • Remote, é exatamente isso. O som para eles deveria estar “ok” e quem estava por trás deve ter preferido seguir em frente, tentando arrumar “on the fly” (assim pelo menos eu quero acreditar), até porque já rolava um belo atraso – a banda entrou quando deveria estar finalizando sua apresentação.

      É inaceitável, é pífeo, é lastimável, é revoltante. Sorte – SORTE MESMO – que o público do heavy metal em geral é pacífico e muito tolerante – pois pagar caríssimo para isso é de revoltar até os mais calmos.

      Sobre seu item número 2, eu posso responder: por aqui, tenho certeza que não veremos aprendizado em vida. Sinto muito por todos que acreditam. E isso não quer dizer que a gente deixe de fazer a nossa parte, mas contar com isso sendo o padrão, não, não teremos.

      Se nos últimos 10 anos que este país teve tudo para melhorar pois ficou “mais rico”, a gente está assim, com melhorias mínimas, sinto muito, não veremos em vida.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  2. Galera, resenha enfim finalizada nesta madrugada. Aproveitem!

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  3. Grande show, grande resenha!

    Existem tantos assuntos interessantes que orbitam este show que deveria ser feito por tópicos!

    Eu achei o show muito bom, talvez até melhor que o do RiR 2013, por ser só a banda tocando, clima melhor e ter a catarse de Battery/Master juntas. Não tenho o ouvido tão bom, mas senti a banda melhor, Lars tocando mais, e Kirk muito bem. James, o de sempre, não vejo um frontman melhor que ele. Em relação ao James, algo interessante: ele não participa mais de Meet and Greet. O pessoal do Chapter do Brasil não sabe porque. Provavelmente algum problema pessoal ou algo ocorreu em algum anterior.

    Muito bom o vídeo das escolhas, e adorei ver eles próprios se zoando, sobre Lulu principalmente. Nesta parte, tem a única coisa, que da minha memória ficou diferente da sua. Eu lembro de James ter reclamado que já tinha se queimado no vídeo pré-show. Na hora que estourou, ouvi apenas “Man, whats going on?”. Ele se virando para trás e falando pra desligar.

    Algo sobre as escolhas: o mundo é outro, a nossa geração (a que mais comenta aqui) está ficando velhinha e sendo ultrapassada pela outra. E isso me deixa feliz, por ver que o Metallica consegue falar com outras gerações. Estava na frente e a divisão era clara. Mais velhos: Ride. Mais novos: TDTNC. Sem fazer mérito do que é melhor ou não, mas talvez a música mais nova converse melhor que eles. Ride e TDTNC seria uma briga inter-Metallica do que nós vemos com Avenged Sevenfold e outras bandas heavy?

    Lembrar que no Paraguai TDTNC ganhou de ORION. No desempate ela ganhou da música símbolo de Cliff Burton, talvez a mais bem construída música de todo o heavy metal. Sinal dos tempos!!

    Música que martelou minha cabeça pós-show: Wherever I May Roam. O riff inicial estava muito bom!

    Abraços e até a próxima, Metallica!

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    • Glaysson, vindo de você, só tenho a agradecer pelo comentário que elogia o post. Realmente é uma ocasião especial esta tour que a banda está fazendo (e como me dói pensar que não conseguirei ver pelo menos mais um). Difícil ficar entre este e o de 2013, pois o setlist do RiR me agradou mais mas realmente este show de SP teve o lance da interatividade, a banda talvez ainda melhor que ano passado e o fato de ver de mais de perto… enfim… dois memoráveis shows, mas os outros 5 que vi também foram… portanto, que banda…

      Coloco James também facilmente entre pelo menos um top 3 frontmen de hoje em dia. Sobre o M&G, não sabia da curiosidade, vamos ver se descobrimos o que causou isso… ou seja, o que já era difícil acontecer, de encontrá-lo, agora ficou quase impossível…

      Sim, James comentou no vídeo mesmo, você tem razão, forcei a memória aqui. Que coincidência… mas ainda bem que nada aconteceu na noite… melhor ficar sem nada a arriscar um novo acidente, afinal, o cara já fez todas as tatuagens do mundo… :-).

      Sobre as escolhas, seu comentário resume bem e é a minha opinião também. Sobre o que vemos com A7X e outras bandas, dá para traçar sim o paralelo… as gerações querem “marcas” recentes, que identificam elas, que cresceram com elas. É natural, é humano…

      E sim, há outros shows onde coisas como o que aconteceu em SP já se repetiram, e estou certo que se repetirão até o último show desta By Request.

      Por fim, viva Wherever I May Roam… a melhor do Black Album executada na noite, para mim, talvez com The Unforgiven por perto. Agradeço novamente pelas fotos e parabéns pela palheta. Já sabe se vai fazer algo com ela, como uma pequena moldura com o ingresso? Olha aí uma ideia…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  4. Meu 5º Show do Metallica, grande show!!! Não o melhor, mas bem executado e realizado apesar da inesperada chuva!!! na minha opinião oq marcou a noite? A chuva dar uma tregua e voltar mais forte no instante que começa a Nothing Else Matter!! E como você Eduardo acertei as duas primeiras tbm do album hipnótico de 86… e ainda tinha esperança de ouvir Lepper KKK! Abraços e excelente resenha!

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    • Rafael, primeiramente, bem-vindo ao Minuto HM. Obrigado pelo comentário. Legal que você também tenha acertado a dupla de abertura, que virou um trio, entre as outras combinações que a banda fez de juntar músicas de um mesmo álbum.

      E sobre Lepper Messiah e tantas outras músicas mais “b-sides”, agora que eles viram que os fãs “não as querem” (falando pela maioria), a chance de as vermos fica ainda menor… mas quem sabe eles um dia não fazem uma tour só de raridades, para atender à esta menor mas fiel parcela?

      Continue conosco, participando!

      [ ]’ s,

      Eduardo.

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  5. Adivinhem onde o ingresso custou mais, suficientemente mais para mesmo com cerca de 20% a menos de público, ter faturamento de cerca de 18% a mais que no maior show, na Argentina…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Glaysson, obrigado por postar isso aqui, realmente muito legal o relato, de arrepiar… o vídeo antes da foto com o Raven é sensacional, e mostra um Hetfield realmente meio falso ali, um sorriso totalmente sem graça, enquanto Lars vai bem no “business” com os caras.

      Uma experiência sem dúvidas sem igual, coisas únicas na vida… eu que já fiquei nos bastidores de um show do Kiss por um tempo razoável e vi como as coisas funcionam, posso garantir que é muito maluco mesmo, uma emoção muito diferente…

      Valeu e parabéns ao cara pelo relato e experiência…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  6. Eles tocaram and justice for all em 2013, Rock in Rio.

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  7. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  8. Eduardo, ótima cobertura, o que não poderia ser, diga-se de passagem, visto ser você a enciclopédia que assina o texto. Detalhes da bateria que só poderiam ter sido trazidos por você , sem dúvida, fazem toda a diferença. Não haveria outro a tecer tamanha qualidade e assertividade nestes comentários.

    De resto, não há muito o que falar, quase tudo aqui é pra elogiar mesmo. Vou elogiar também o Glayssom, outra fera no assunto, e que trocou idéias com a gente desde que eu cometi a heresia de assinar um post do MetallicA no by request que era o sonho de consumo, vindo da Finlândia.

    Como tudo que envolveu o show está tão bem detalhado acima, aproveito o espaço para elogiar a postura da banda, nestas atitudes off-stage que fazem tanta diferença no resultado final. A idéia do by request me remete ao tempo em que um certo ex-baterista e porta voz de uma certa banda de virtuosos sempre trazia novidades , por exemplo, em tocar um álbum-homenagem a determinadas bandas ( MetallicA inclusive) , ou variar noite por noite o set-list de sua ex-banda.

    A escolha dos verdadeiros fãs para estarem tão perto dos ídolos também merece menção. Não é algo original, mas poucas bandas tem valorizado tanto esses fiéis seguidores.

    E por fim novamente vou chover no molhado ( que isso não tenha relação com a água que caiu em São Paulo) para ressaltar a maestria que James conduz a banda no palco. Este é hoje um dos grandes do assunto, poucos dominam o habitat de forma tão plena. Que venha a próxima oportunidade no Brasil, a banda vem frequentando nossas terras mais habitualmente recentemente, que isso seja uma rotina !

    Alexandre

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    • B-Side, agradeço como sempre pelo seu tempo e palavras… não posso concordar com seu termo “heresia”, pois heresia aqui é quando NÃO temos posts vindo de você e do seu irmão… isso sim, é uma heresia na essência…

      Pois é, um tal de “Portina”, não?

      E sim, que o MetallicA continue sua rotina por aqui, nos proporcionando verdadeiros espetáculos como este último. Será difícil novamente termos a chance de votarmos um set mas, como disse, quem sabe eles não fazem um agora mais dedicado aos die hard fans?

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  9. Grande resenha do mestre e xará Eduardo. Mesmo sentindo pontadas de angústia e dor por não ter ido ao Morumbi presenciar este show, me senti um pouco como se estivesse lá lendo esta resenha. Detalhado texto de um verdadeiro fã, mas daqueles equilibrados e racionais, não deixando de apontar eventuais (nem tão eventuais) falhas na execução.
    Sem querer ser criativo, vou repetir dois pontos que também me chamaram a atenção: A ideia do show “by request” é muito boa mesmo. Ter aqueles shows que se repetem por 20, 40 vezes não é o melhor para o verdadeiro fã, que na sociedade de informação de hoje, já vai para o show sabendo cada música que vai tocar e em que ordem. Oferecer no “buffet” do by request todas as músicas da banda é arrojado, não há dúvida sobre isto. Pergunto: será que a conectividade dos smatphones à rede teve um tratamento especial para esta noite por causa da votação? Sempre que vou a shows enfrento terríveis problemas em me conectar…
    Outro ponto é, efetivamente, em cada vídeo pode se perceber como o Hetfield tem o domínio do palco e do público. Perfeito.
    Mais uma vez parabéns ao autor do post!

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    • Xará, fico agradecido pelas palavras e que bom que o texto ajudou a você “entrar” no show um pouco. Realmente, talvez se eu lesse meu próprio texto anos atrás, no final dos anos 90 / até talvez a época do St. Anger, eu talvez nem aceitaria certas coisas que escrevo hoje da performance da banda, pois sendo fã, as vezes machuca ter que abordar certos temas… mas essa “maturidade” tem vindo com os anos e também com o contato em forma de aprendizado constante aqui desde os tempos pré-blog do Minuto HM, mas especialmente desde a criação deste espaço…

      Sobre sua dúvida sobre o suporte às redes de voz e dados, não, não deve ter tido nada em especial, sendo que quando o estádio finalmente encheu, lá se foi a qualidade do sinal. O que aconteceu para quem tinha rede de dados no 4G foi uma ótima qualidade, já que a rede não está popular ainda no país – algo que acontecia nos primórdios do 3G… mas como o envio era por SMS e a maioria das pessoas já havia enviado seu voto, em momentos distintos, e dado que o envio de um SMS não usa rede de dados, a coisa funcionou bem.

      E sim, Hetfield é o grande cara mesmo, não há como não comentar / ressaltar. E, hoje em dia, de uma maturidade impressionante, ele mesmo acho que percebe isso e usa com maestria e sem arrogância (para o público).

      Obrigado e espero que você vá ao próximo show da banda, pois vale o ingresso.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  10. Eduardo, demais esta resenha que você escreveu sobre o show do Metallica!!! Eu os assisti em 1993 no estádio do Palmeiras, em 2011 no Morumbi e posso dizer que este em 2014 Metallica By Request foi muito, muito bom…saí de alma lavada…literalmente também por causa da chuva…hehehehe….quase nos encontramos na pista premium hein!!!! Só não foi melhor que o primeiro porque foi alí que a história do heavy metal começou pra mim…hehehehe……Abraço…Demais esse blog!!!!

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    • Fala, Dalton! Cara, muito bom te ver por aqui!

      Legal demais que tenha gostado do texto, há outros reviews de shows anteriores da banda por aqui e estou lentamente, a passos de tartaruga bêbada e manca, iniciando a discografia dos Kings Of The Road.

      Este em especial foi mesmo um grande show, uma oportunidade maravilhosa que todos tiveram de votar em músicas. Independente disso, é sempre uma grande honra contar com eles em um show tão perto da gente.

      E a chuva foi para lavar até por dentro da alma, e que bom que deu tudo certo e não foi motivo para qualquer alteração no show, apenas a questão da pirotecnia.

      Continue participando por aqui e obrigado por registrar seu e-mail para seguir os posts! Vale a pena acompanhar os comentários do blog também, te garanto!

      Espero te rever no próximo encontro do São José, quando rolar… haja dificuldade, hehehe.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  11. Comemorando os 10 anos de LiveMetallicA, a banda decidiu lançar TODOS os shows do ano de 2014 em CDs. Os que quiserem TODOS, serão 27 (!!!) CDs, que poderão ser adquiridos em pré-venda de um box especial (claro).

    Quatro destes shows serão também lançados em vinil de 180g (os mais votados, como tivemos o MetallicA By Request). Mais informações: http://www.metallica.com/news/ten-years-of-live-metallica.asp

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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