Minuto HM na Califórnia: Hollywood Walk Of Fame e Capitol Records Building

Saudações, galera,

vamos dar um novo passeio por Hollywood e sua famosa Hollywood Boulevard (Blvd), a rua mais famosa da Califórnia.Quer queira, quer não, é impossível não frequentar essa rua quando na região de Los Angeles. Ela não somente traz as mundialmente conhecidas atrações, como concentra boa parte da diversão.

Ainda do Brasil, fiz uma pesquisa sobre as estrelas da calçada mais famosa do mundo, criada na década de 50, e achei uma lista com o numeração de cada uma delas. Além das 15 quadras da Hollywood Blvd, também há estrelas em 3 quarteirões da Vine Street, famosa por ser a rua de um dos prédios mais importantes da Califórnia: o que abriga a famosa Capital Records.

Como curiosidade, as estrelas individuais dos membros do Beatles, por exemplo, não ficam na rua principal. Elas ficam exatamente na Vine Street, em frente ao Capitol. Entretanto, em uma das extremidades da Boulevard e em destaque, com o mini-jardim perto, está a estrela “The Beatles”.

Confesso que ficar vendo as estrelas só é legal mesmo na hora que você está lá e fiz bem de ir direto aos pontos de interesse com minhas anotações. Aqui, neste post, através das fotos, trarei apenas as relacionadas com música, mas claro que vi as outras. De qualquer forma, ao mesmo tempo que é engraçado ver as pessoas do mundo inteiro andando olhando apenas para o chão, em 5 minutos uma pessoa mais agitada pode achar aquilo chato demais. No meu caso, não fiquei tão entediado pois a rua possui muito mais que as tais estrelas.

Já a “Capitol Tower” é realmente lindíssima e, infelizmente, não consegui entrar no prédio, mesmo tendo passado por lá em um dia de semana (e durante o dia). De qualquer forma, foi mágico presenciar este lindo e imponente prédio, tão importante para a história da música. Hoje pertencente a Universal Music Group, a Capitol Records foi fundada em 1942 (período da Segunda Guerra).

Já nos anos 50, a britânica gravadora EMI comprou a Capitol e, para fazer frente ao Abbey Road, da Inglaterra, construiu esta famosa torre na Vine Street e, ao longo do tempo,o selo foi ganhando um ar cada vez mais londrino – uma clara referência que os fãs de Beatles reconhecem, com seu design parecido com um vinil no topo. A arquitetura da “Capital Tower”, em seus 13 andares, impressiona, além de ter sua estrutura preparada para resistir a tremores.

Após a explosão do Fab Four e da cena britânica dos anos 60, os Beatles assinaram com um “selo irmão” da EMI (Parlophone), até finalmente, em 1963, a Capitol exercer sua opção e usufruir da Beatlemania a partir de 1964 (aliás, o “With The Beatles”, quando lançado aqui no Brasil pela EMI-Odeon, assim como no Canadá, saiu com o título de “Beatlemania”). A Capitol Records finalmente “acordava” para o rock and roll para se tornar a primeira distribuidora americana de artistas como Beach Boys, Grand Funk Railroad, Pink Floyd, além dos Beatles e os discos solos dos membros da banda.

Em 1976, a EMI terminou de adquirir a Capitol em 100% das ações e criar 2 selos alternativos: EMI America Records e EMI Manhattan Records. Mas, com a recente e enorme crise da EMI dos últimos anos, neste ano de 2012 a operação foi vendida para a Universal.

O selo traz, ao longo de tantas décadas, muitas polêmicas desde a época da censura. Os Beatles, claro, são os mais “afetados” em relação aos originais da Inglaterra. Além disso, há polêmicas envolvendo a forma como os discos eram distribuídos, quanto a forma que os engenheiros americanos tentavam reproduzir as músicas em 2 canais (a famosa época do nascimento do estéreo), sendo que os fãs americanos podiam ouvir as músicas dos Beatles como ninguém mais no mundo.

Mais recentemente, as polêmicas continuaram, como nos casos do Pink Floyd e seu primeiro disco, The Piper At The Gates Of Dawn e o primeiro single que fez sucesso, See Emily Play, com a remoção de músicas sem sentido; o Iron Maiden e seus dois primeiros discos, o homônimo e o Killers, com as polêmicas com Sanctuary e Twilight Zone. Além disso, o Risk, do Megadeth, possui trechos de guitarras nunca autorizados por Mustaine e, como consequência, temos o “Capitol Punishment: The Megadeth Years”, com a faixa escondida chamada “Capitol Punishment”, com vários trechos de músicas do Megadeth em um interessante medley. Já que eu me empolguei, segue a faixa abaixo e quem quiser se aprofundar nestas curiosidades, recomendo este link.

Mas voltando a falar da experiência na região em termos de turismo, nem tudo são flores e acho válido registrar por aqui. A Hollywood Blvd “morre” quando anoitece e você sai das suas principais quadras – normalmente as quadras mais próximas ao “centro”, que posso considerar a região da Hard Rock / Chinese Theater. Depois das 22h00, já de noite mesmo no verão californiano e com grande parte dos turistas já não andando por tudo (ou com eles dentro dos restaurantes, shoppings e cinemas), andar uma quadra para cima ou para baixo da Hollywood Blvd pode ser apavorante até para quem, como eu, está acostumado com a sensação de insegurança de São Paulo em seus piores lugares.

O início da madrugada na região dá medo, e pude ver isso de perto em mais de uma oportunidade: é impressionante a quantidade de carros de polícia em buscas, prostitutas, drogas e tudo mais na região. Quando fui na primeira noite sozinho para a Vine Street, caminhando, não tive CORAGEM de entrar na rua – e olha que eu não tenho medo de andar por lugares assustadores em São Paulo. Muita escuridão e muita gente, digamos, “estranha”. Voltei para o carro, que estava estacionado 2 quarteirões para cima da Hollywood Blvd e, já no carro, na própria Hollywood Blvd, voltei a passar um apuro com um carro de polícia dando um “cavalo de pau” na minha frente, como se fosse bater de frente comigo e desviando no último segundo.

O que parece até emocionante, confesso, na hora não tem nada de legal. A violência de todos os tipos por lá é muito clara e só não vê quem fica no tal “centrinho”, que realmente nada acontece. Los Angeles é sim uma cidade caótica e mesmo não sendo o propósito deste blog falar deste tipo de coisa, acho que vale o registro. Assim, evite estar sozinho e de madrugada fora dos locais principais da Hollywood Blvd, principalmente a pé.

Galeria de fotos – basta clicar para navegar com as setas do teclado e visualizar as legendas, onde existirem:

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Alice Cooper, Artistas, Black Sabbath, Curiosidades, Guns N' Roses, Iron Maiden, Jimi Hendrix, Kiss, Mötley Crüe, Músicas, Megadeth, Off-topic / Misc, Pink Floyd, Rush, The Beatles, The Police

7 replies

  1. Muito bacana, Dudu! Imagino a saudade que você deve sentir de alguns lugares. Que 2013 tragam mais viagens bacanas como esta. Não só suas mas dos gêmeos, um replay do Rolf e uma narrativa internacional da Suellen (rs). São meus votos! Um grande abraço!

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    • Daniel, valeu. Olha, alguns lugares ali são bem legais mesmo e devem ser visitados por todos que gostam de música e cinema (seu caso, por acaso? :-)). Olha, cara, a Califórnia respira rock, hard e metal, fica difícil não ficar empolgado por ali…

      E sim, que 2013 traga ainda mais viagens a todos nós, repletas de lugares metal 🙂

      Obs.: sua foto no Twitter, com a camiseta do Minuto HM em NY, é algo que dá muito orgulho, cara… fico honrado, de verdade…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  2. Eu novamente ando meio atribulado, como eu até nem esperava, mas arrumei um tempinho para ler e me deliciar com esse novo capítulo do passeio na costa Oeste do EUA . Pelo jeito, Eduardo, quase não houve tempo para respirar, tantos os lugares visitados . Esse é bem interessante, exceto, é claro, pelos problemas de segurança . As curiosidades envolvendo os álbuns são um bônus muito interessante de ler e aprender, e as fotos estão como sempre, ótimas .
    Que 2013 lhe raga aventuras tão prazerosas quanto essa !

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    • B-Side, o roteiro fui cuidadosamente preparado para tentar conciliar o máximo de lugares possíveis. Eu gostaria de ter entrado no prédio da Capitol Records, infelizmente não foi possível, mas mesmo assim, consegui ver todo o resto com o planejamento feito.

      Os problemas de segurança são algo que procurei mesmo dar um destaque como aviso aos que acham que “Hollywood” é somente tapete vermelho e tudo mais. Não apenas ali, mas Los Angeles é realmente caótica – e fala isso quem conhece o caos que se tem em muitas regiões de uma cidade como São Paulo. É preciso mesmo ficar ligado o tempo todo para evitar aborrecimentos desnecessários.

      Valeu e que 2013 traga a todos nós muitas coisas boas mesmo, principalmente coisas relacionadas ao que gostamos mesmo, como o que compartilhamos por aqui.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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