Dentro da era dos CDs – parte 1: A “mutilação” dos duplos ao vivo

Amigos do Minuto HM:

Durante a semana passada, no grupo do Minuto HM do aplicativo WhatsApp, surgiu uma questão envolvendo o álbum Exit…Stage Left, do Rush. Independente da qualidade e de outros detalhes do álbum, que, espero, serão em breve descritos aqui no blog por ocasião da continuação da discografia Rush, deixei minha decepção da primeira versão que comprei em CD do trabalho não conter a faixa A Passage to Bangkok, que está no original, lançado em vinil em 1981. Uma ótima troca de informações se seguiu no referido aplicativo e chegou-se à conclusão de que alguns álbuns ao vivo, originariamente duplos de momentos pré explosão do CD como formato principal de aquisição musical, foram lançados sob um formato de CD simples em algumas das versões do formato, e com essa opção de CD simples, sofreram com a redução de tempo e por consequência, redução de material de áudio.

Este post não tem a intenção de relacionar todos os trabalhos que passaram por tal fenômeno, jamais passaria pela minha cabeça tal pretensão… a idéia aqui é relembrar a questão, trazer alguns poucos exemplos e também, na segunda parte do post, mostrar o lado contrário da coisa, onde álbuns ao vivo foram re-lançados sob um formato de CD e acabaram por ter áudio acrescido em relação aos lançamentos originais. Mais do que isso, o post tem a intenção de obter aquela sempre excelente troca de experiências e histórias dos autênticos mestres que habitam o blog. Vou deixar bastante claro que, apesar de conviver com várias destas experiências e ainda possuir exemplos destas por mim chamadas daqui em diante “mutilações”, foi necessário fazer uma obrigatória pesquisar pelos diversos sites do gênero, em especial no Wikipedia (versão em inglês), Discogs e no Allmusic. Isto posto, vamos seguir com alguns dos exemplos e suas particularidades:

1) Rush: Exit… Stage Left:

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Como citado, o álbum duplo original possuía treze faixas, sendo que A Passage to Bangkok abria o então segundo lado do original do vinil. A música tem também a peculiaridade de ser uma das duas únicas que não eram da fase ao vivo que o álbum em si cobria prioritariamente. Isso por que um álbum ao vivo anterior (All the World’s a Stage) tinha como material faixas gravadas entre o primeiro e o quarto álbum de estúdio da banda. Aqui, em Exit…, a idéia era cobrir a intitulada segunda fase, do quinto álbum de estúdio A Farewell to Kings até o oitavo, Moving Pictures. Talvez este tenha sido o motivo da primeira versão em CD de 1990, a primeira que por aqui chegou, escolher esta faixa para ser limada do lançamento em compact disc simples na ocasião. O motivo era claro: o CD em formato simples não cabia todo o áudio original, com cerca de 76 minutos. Bem, eu comprei o CD sem reparar neste detalhe… e pior, considero A Passage to Bangkok a melhor faixa de seu álbum original, 2112.

Vocês devem imaginar a minha decepção… o problema foi superado quando os CDs passaram a ter a capacidade de ter 80 minutos de áudio em seus formatos, e a versão remaster de 1997 terminou com esta pendência, inclusive a minha, já que primeiro que comprei acabou também por se danificar. No entanto, a versão de 1997 é conhecida por ter uma “ faixa-bônus”. Eu preciso discordar: bônus seria ter 14 faixas e não as 13 originais.

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 2) Ozzy Osbourne / Randy Rhoads – Tribute:

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Mais um lançamento de um duplo ao vivo de 1987, póstumo, trazendo as gravações da tour do álbum Diary of Madman , de 1981 com a formação da banda de Ozzy que trazia o saudoso Randy Rhoads, falecido em 1982. Há algumas faixas da tour anterior, também com o guitarrista e um outttake de Rhoads ensaiando a faixa acústica Dee, que acabaria do primeiro álbum da carreira-solo de Osbourne, Blizzard of Ozz. O lançamento original do CD, já em formato simples, é datado da época em que o álbum foi lançado. Ou seja, não se trata de um trabalho que originalmente saiu em LP e/ou K7 e foi relançado posteriormente em compact disc. E o tal lançamento de 1987 em cd trazia, pelo menos foi que resultou das minhas pesquisas, todas as faixas em suas durações originais. O LP da mesma época é duplo e o total de duração ultrapassa os 73 minutos de duração. O relançamento em versão remaster, de 1995, tem a duração alterada para pouco mais de 70 minutos, em opção do lançamento em 22-bit SBM digital remaster. A redução original retirou a introdução notória dos shows de Ozzy, sempre feitos com o trecho operístico Carmina Burana, de Carl Off,abaixo em uma versão com Zakk Wylde, em 1989, para melhor exemplificar:

Não sei se teria algo relacionado com direitos autorais do uso da faixa no CD, o próprio Ozzy andou retirando Bob Daysley e Lee Kerslake das edições remasterizadas dos primeiros álbuns, cuja série também saiu em 1995. Voltando ao opening act, o trecho no lançamento original é de cerca de 1 minuto, as demais reduções foram retiradas dos intervalos entre as faixas. O resultado final é horroroso, com a entrada da faixa inicial I dont know trazendo um finalzinho de Carmina Burana, meio abrupto para um inicio de CD, cujo primeiro minuto reproduzo abaixo:

E é até hoje essa versão que possuo, para meu igual desapontamento. As versões mais recentes, pós anos 2000, corrigem esta falha.

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3) Scorpions – World Wide Live

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Eu vou trazer dois exemplos dos alemães mais conhecidos no metal e a coisa vai piorando conforme os exemplos estão sendo dispostos. O World Wide Live foi um item obrigatório para os fãs brasileiros da banda, após o Rock in Rio, isso por que o vídeo traz também imagens do histórico momento do grupo do imbatível primeiro festival em nossas terras. A banda ali atingiu o pico comercial de popularidade, após uma sucessão de álbuns de sucesso, em especial Blackout e Love at First Sting, cuja tour proporcionou este duplo ao vivo. Já na ocasião o álbum foi lançado em cd, formato simples, mas com 2 faixas as menos do que o lançamento em vinil. Na verdade, podemos considerar três ou quatro este número de faixas, pois além de Another Piece of Meat, o álbum em cd não traz as duas partes de Can’t get enough , que são recortadas pelo solo de guitarra de Mathias Jabs, intitulado Six String Sting.

Como curiosidade, em 1991 foi lançada uma versão dupla do CD no Japão exclusivamente, trazendo a ordem original do LP duplo e todas as faixas em questão, mas, de forma generalizada, somente a partir das versões remasters nos anos 2000 os consumidores de CD puderam sanar a questão. E este que aqui escreve também ficou “na mão”, com a versão menos favorável.

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Uma última curiosidade: a versão remaster em CD altera a ordem da faixa Dynamite, que no LP fecha o terceiro lado do duplo, para ser a penúltima faixa do CD, que se encerra com a citada Can’t Get Enough “recheada” do solo de Jabs.

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4) Black Sabbath – Live Evil

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A coisa aqui tem outro grande exemplo de mutilação, título deste post. Isso porque o original do histórico Live Evil, de 1982, do Black Sabbath, tem mais de 83 minutos. Nada mais correto, visto que um CD até hoje não cabe mais de 80 minutos, de que seu lançamento fosse feito em formato de CD duplo.

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E foi assim que ele primeiro saiu, em 87, na versão da Warner Bros., em versão americana. As versões com o “ incrível” jargão 2-record set on one compact disc começam a ser lançadas em 1989, com uma versão alemã que simplesmente omite a clássica War Pigs, inesquecível na voz de Ronnie James Dio.

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E a segunda tentativa do lançamento do álbum duplo em formato de simples CD vai ser a mais conhecida aqui no Brasil, na série remaster que traz todas as faixas. Como eles conseguiram reduzir pelo menos 3 minutos para caber em um formato simples é o que posso chamar de mutilação: boa parte veio dos intervalos, mas tanto a faixa inicial quanto a final, E5150 e Fluff , ambas em playback (como eram executadas no show) foram sensivelmente reduzidas.

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Durante o show, até trechos como a introdução de NIB são alterados. Prestem atenção no momento onde Dio anuncia Geezer Butler para começar a canção, nas duas versões abaixo. No arquivo em mp3 há primeiro a versão original, do CD duplo de 1987, seguida da versão brasileira remasterizada em 1996.

Bem, neste caso não teve jeito. Após eu ter a versão mutilada, acabei comprando a primeira versão, de 1987. Hoje em dia, as versões mais novas esqueceram as tentativas de cd simples e optaram por lançá-lo como merecido. Versões duplas, caprichadas, as chamadas Deluxe Editions:

deluxe edition

 

5) Scorpions – Tokyo Tapes

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Bem, eu vou fechar esta primeira parte da pesquisa para trazer um exemplo bastante ruim que conheço acerca das mutilações dos álbuns duplos ao vivo, quando lançados em CD: Tokyo Tapes, de 1978. Assim como o Live Evil, este histórico registro ao vivo, o último da banda com o excelente guitarrista Ulrich Roth, tem mais de 80 minutos, na verdade pouco mais de 85 minutos. E assim, não tem jeito, todas as versões lançadas em único cd precisam omitir, ou melhor, mutilar algo do original. O que é pior aqui é que embora já se saiba de versões duplas, elas são muito raras e a mais conhecida é na verdade uma versão pirata, cuja capa traz um erro lamentável no título, com o título trocando o Y por um I.

TOKIO TAPES

E em suas versões simples mais comuns, a faixa faltante é um incrível exercício de interpretação guitarrista de Roth: Polar Nights.

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Algumas versões menos conhecidas não trazem a faixa tradicional japonesa Kojo No Tsuki, como na versão japonesa de 1989 (interessante é ver que a versão japonesa não traz a música tradicional de seu próprio país…).

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Uma rara versão dupla oficial:

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Há também versões com ordens alteradas, que não se sabe ao certo se são autênticas ou não, ou seja, enveredar pelo caminho da compra em CD do álbum em si é uma aventura! Eu por enquanto, fiquei com a versão “oficiosa”, esperando quem sabe uma versão mais que seja mais facilmente adquirida.

Bem, eu aqui termino esta primeira parte da pesquisa, aguardando as sempre generosas contribuições em formato de comentários do Minuto HM. O certo é que ao mesmo tempo em que os duplos ao vivo tinham um espaço bastante apertado para serem lançados em único CD, se a opção fosse lançá-los em CD duplo, o espaço então seria generoso. E mesmo um ao vivo que fosse simples, em formato de CD haveria talvez espaço para mais conteúdo. Um pouco deste outro caminho e divagações acerca da validade ou não disso eu vou deixar para uma segunda parte desta odisséia.

cds

Saudações

Alexandre Bside



Categories: Artistas, Black Sabbath, Bootlegs, Covers / Tributos, Curiosidades, Discografias, Iron Maiden, Músicas, Rush, Scorpions

7 replies

  1. Galera, também sabia desse problema de versão do clássico do RUSH, pois escutava o álbum duplo, de um irmão mais velho de um amigo, gravei em fita K-7 (me recuso a dizer o ano…hehehe!!!) e anos depois, ao ALUGAR UM CD (LEMBRAM?) para copiar, não tinha a excelente faixa…que tristeza. Quando comprei o remaster, a faixa já estava lá!!!
    Sobre o tópico, não sei se esqueceram ou desconhecem, mas tive o mesmo problema com a primeira edição em CD do clássico LIVE AFTER DEATH do IRON MAIDEN. A primeira versão era um cd simples, com uma versão “limada-editada” da faixa “Running Free”, que foi encurtada de 8:16 do vinil para aproximadamente 3:16 no CD, devido a improvisações da banda, enquanto o Bruce discursava para a platéia, no melhor estilo Bono (OPS!) hehehe!!!! O lado B do segundo vinil continha as faixas “Wrathchild”, “22 Acacia Avenue” , “Children of the Damned”, “Die With Your Boots On” e “The Phantom of the Opera”, que, por problemas de espaço, foram deixadas de fora.
    Bom, continuando, pouco tempo depois saiu aquela famosa edição dupla, com ambos os CD’s picture, com as capas dos singles, com o melhor do lado B, singles, raridades, covers e versões ao vivo da fase 1980-1988, período que abrange os primeiros 8 discos da fase de ouro da banda, do petardo homônimo ao Seventh Son of a Seventh Son. Hoje, tal coleção está fora de catálogo e é valiosa!!! Os meus são importados,mas comprei na saudosa loja SEM NOME, aqui de Belo Horizonte, que troquei cebola com eles, trocando uma coleção pela outra (que estava impecável, como tudo que é meu!!! hehehe!) e paguei uma pequena diferença. Nesta coleção, o disco um ainda era limado e o disco dois não continha as outras canções do vinil duplo, lançado em 1985. Apenas os extras.
    Anos depois, em 1998, saiu uma coleção remasterizada: aí sim, foi lançada a versão completa em 2 CD’S, com todas as faixas completas, inclusive a limada Running Free dos dois primeiros lançamentos.
    Felicidade total, também comprei as edições remasterizadas, mas guardei num cofre os duplos. Não empresto, nem vendo.
    Como sempre, foi um prazer participar.
    Ass. Franco.

    UP THE IRONS!!!!

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    • Franco, valeu a participação !

      Em relação ao Live After Death, eu acabei não colocando por aqui pois hoje o fã tem a possibilidade ( tendo as duas versões citadas por você) de ter mais material que o original do Lp duplo. As versões de Murders in Rue Morgue, Sanctuary e Losfer Words fizeram parte dos lados B dos maxi Singles Running Free e Run to the Hills, versões do próprio Live After Death. Os demais álbuns acima tem como ponto comum o fato do advento do cd começar ” devendo ” pro fã ( assim como o Live After Death) e até hoje não ” virar o jogo “, ou seja, não trazer nenhum material extra em alguma dos seus lançamentos em cd .
      Mas foi muito bom você trazer o exemplo deste álbum, que no início, em cd simples, era desapontador mesmo.
      A segunda parte desta história vai trazer o inverso da coisa , ou seja, de álbuns que hoje possuem algum material extra nas versões em cd e outras reflexões sobre o tema.

      Um abraço, continue conosco, seu comentário é excelente!

      Aliás, eu também aluguei muito cd em determinada época, ahahaha…

      Alexandre

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  2. Excelente Alexandre, podemos dizer que este post e’ mais um da saga do “famigerado post dos vinis”, pelo menos pra mim e’ extremamente gratificante ler sobre o assunto!
    Bem, não sabia sobre o Rush, o World Wide Live do Scorpions e o tribute do Ozzy, pois tenho os 3 em vinil e nunca pensei em compra-los em cd, realmente foi muito bom saber, afinal foi uma desagradável surpresa, principalmente no caso do Scorpions, pois pensava seriamente em adquirir este disco em cd. Por falar na banda, tive o Tokyo Tapes em cd na versão japonesa simples e fiquei tão decepcionado assim que notei que havia algo faltando além das fotos que estão no encarte da versão em lp que me livrei imediatamente do cd que possuía. Mas continuo pensando em adquirir uma versão decente desse trabalho, pois ele vale muito apena.
    Quando li o post me lembrei imediatamente do Live After Death, que foi muito bem comentado pelo Franco, então não tenho muito a acrescentar, apenas que por este motivo esse e’ o único disco do Maiden que não possuo em cd, e’ logico que já temos a versão dupla, mas tenho mais algumas prioridades na frente.
    Outro cd que me lembrei foi o Finyl Vinyl do Rainbow, o lp tem uma das melhores capas que conheço, mas a versão simples em cd, que quase comprei “limava” Tearing out My Heart e Weiss Heim e acabei desistindo da compra assim que notei. Porem a versão dupla do cd tem como bônus Street of Dreams além das duas citadas acima, mas infelizmente ainda não tive a oportunidade de encontra-lo.
    Outra “roubada”, porem não e’ bem um disco ao vivo, e’ o lançamento dos 2 primeiros trabalhos do Artillery em um único cd, Fear of tomorrow e Terror squad, além da capa ser horrível o famigerado cd tira duas musicas do primeiro lp: King, Thy Name Is Slayer e Fear of Tomorrow, ou seja 07:29 em tempo, uma vergonha!
    Indo na contramão do post, posso citar alguns cds que tiveram uma bonificação extra em relação as versões originais em lps. O magnifico One Night At Budokan do MSG na versão japonesa do cd tem Tales of mystery e o solo do Cozy Powell na integra, que não estão no lançamento original em vinil. Também na versão japonesa do Rockin’ Every Night – Live in Japan do Gary Moore, tem 3 musicas a mais: back on the streets, rockin’ every night e parisienne walkway, totalizando 13:48 min a mais que o lp. Nesse disco Gary Moore esta acompanhado de uma superbanda: Ian Paice, Neil Murray, Don Airey e John Sloman.
    E o Marillion do live The Thieving Magpie, a versão em cd e’ muito superior ao do vinil duplo, pois traz Misplaced Childhood na integra, enquanto que o lp tem apenas o lado A do mesmo.

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  3. JP, mais um preciso comentário, necessário atestar isso. Eu nem tinha percebido acerca da King of Dreams no Finyl Vynil, embora tenha o cd. Os Lps estão com o Flávio , em Brasília, não tinha reparado nesta adição.
    A segunda parte desta história vai trazer exemplos como este, onde as versões em cd acrescentam conteúdo musical ao original dos Lps duplos, mas você já adiantou um dos exemplos, o duplo do Marillion, que vou trazer em maiores detalhes na próxima semana.
    Em relação aos cds que perdem, você hoje já consegue comprar as versões remasterizadas do World Wide Live por preços bem dentro da média de mercado. É preciso apenas observar qual versão está adquirindo ou tirar a dúvida com o vendedor, caso a compra seja feita pela internet. Eu diria o mesmo para o Rush… Exit Stage Left. É só ir de versão remaster, também está facilmente disponível para venda por preços compatíveis com o produto.
    A coisa complica no caso de Tribute, o qual não conheço versão que traga a Carmina Burana na integra em sua abertura.
    O Tokyo Tapes até existe, mas é muito difícil achar , e provavelmente não vai sair barato. E eu preciso concordar quando o assunto é qualidade, este album ao vivo do Scorpions é sensacional e um dos melhores do gênero, faz parte de uma relação de históricos ao vivo de todos os tempos.Talvez valha o investimento.
    Pra finalizar este comentário, não posso esquecer de quando você citou a Street of Dreams , me veio imediatamente à cabeça o video dela, que é um dos mais ” toscos ” que eu conheço. Faz parte de uma geração de vídeos toscos, quem sabe um dia eu faço um post relacionando parte deles. Até por que o Rainbow tem alguns que merecem estar em uma relação destas , e certamente este não é na minha opinião o pior. Por enquanto, segue ele abaixo, para o deleite de quem gosta de uma tosqueira de produção B.

    Alexandre

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  4. Interessantíssimo este post. Confesso que não sofri na pele este problema, pois para os vinis que possuía, pulei a fase de substituição por Cds e somente, mais recentemente, adicionei mp3 aos vinis que continuo possuindo. Isso aconteceu com Live Evil, Live After Death e Tokyo Tapes.
    Dos exemplos que trouxeste pra nós, bside, o mais doido é este do Live Evil, em que eles cortaram o intervalo de NIB e enfiaram durante o maravilhosos riff do G. Butler, meio que em background, o grito do baixinho “Geezer Butler”. Tosqueira total.

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  1. Dentro da era dos CDs – parte 2: o outro lado da moeda (ou nem tanto…) | Minuto HM

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