Dentro da era dos CDs – parte 2: o outro lado da moeda (ou nem tanto…)

cds

Na semana passada trouxe por aqui uma pitada das versões dos álbuns ao vivo quando transformados em CD, em plena época onde os CDs dominavam o mundo fonográfico. Na ocasião eram 5 exemplos onde o fato do avento do CD acabou por mutilar parte do conteúdo original do que havia sido lançado em LP (duplos) , face a adequar tal conteúdo ao espaço contido em suas mídias.

Esta semana vou trazer outros 5 exemplos onde poderíamos considerar o outro lado da moeda, ou seja, casos em que o original acabou por ter material acrescido em suas versões em CD. Mas ainda contendo alguma coisa a mais em relação às versões em LP, há detalhes nestes exemplos que podem até questionar a questão do conteúdo maior apresentado atender plenamente. Vamos lá:

1 – Rainbow – On Stage

01 primeira foto - capa

Este é por mim considerado o melhor álbum duplo ao vivo de todos os tempos. Com uma dor no coração, no entanto, reconheço que ele não é perfeito. Ou seja, na minha concepção, nenhum é! As versões ali são definitivas, só que o álbum poderia ser melhor, já que não tem Stargazer que era sempre tocada na histórica turnê que juntou a melhor formação que a banda de Blackmore colocou na estrada; Jimmy Bain, Tony Carey junto aos três monstros: Os saudosos Cozy Powell e Ronnie James Dio, além do patrão Ritchie, saído do Deep Purple. As primeiras versões em CD datam de 1986 (no Japão, como sempre) e 1987 para o resto do globo terrestre. Não há nenhuma novidade ali, além de algum material gráfico aqui e ali que mereça qualquer consideração. É certo que a parte gráfica, como quase tudo que já saiu em LP, perde um considerável impacto. Não seria difícil mesmo reproduz o duplo ao vivo em um CD simples, pois a duração original do mesmo passa por pouco dos 60 minutos. Há inclusive tentativas de “assassinar” o álbum que se originam na época dos LPs, pois a versão brasileira de 1977, a primeira por aqui, é simples e não traz Still I’m Sad. Isso sim é uma mutilação…

02 contracapa simples

Voltando à era dos CDs, o questionamento é pelo fato de haver muito mais tempo disponível na mídia: Não seria possível incluir Stargazer? Aliás, o show também trazia Do you close your eyes? , que normalmente fechava as apresentações. Tanto uma faixa como a outra poderiam estar inclusas também nas versões em LP, mas todas as versões lançadas mantinham o mesmo material. Como curiosidade, há apenas uma versão “Promo” que traz todas as faixas intermeadas por comentários gravados em uma entrevista que foi ao ar na Austrália trazendo detalhes das próprias canções que são efetuados por Blackmore e Dio.

03 terceira foto entrevista

 

Finalmente, e sempre no Japão, foi lançada em 2013 uma versão dupla em CD, trazendo dois momentos distintos, mas da mesma tour; O primeiro CD traz On Stage como foi concebido, já o segundo traz um show em Osaka, contendo no lugar de Still I’m Sad, uma versão de Do you Close your eyes?. Assim, On Stage permanece até hoje como um álbum sensacional, tendo hoje em dia apenas na última versão japonesa uma faixa a mais, do outro concerto, mas ele continua não trazendo qualquer versão de Stargazer. Não se pode negar que há o acréscimo nesta recente versão exclusivamente japonesa, mas fica o gosto de “quero mais” em nenhuma versão não trazer qualquer execução de Stargazer.

Em um trabalho praticamente “arqueológico” de pesquisa, acabei descobrindo uma versão russa de 1999 que traz como faixa bônus Stargazer. Há claras tendências, praticamente uma certeza, de que a versão é “oficiosa”, conforme a contracapa abaixo:

04 oficiosa versão com Stargazer on_stage_rus_back

 

Considerando que a versão russa não é oficial, ficamos todos com o gostinho de “quero mais” e nem mesmo a versão com a faixa extra possuo. Não ganho em relação ao LP, mas também não perco. Aliás, ninguém perde em adquirir esta obra-prima, seja no formato que quiser. Só se deve evitar é a versão brasileira em LP de 1977. O resto é “só alegria”…

05 cd duplo contracapa

06 cd 1 versão dupla 07 cd 2 versão dupla

 

 

2) UFO – Strangers in the Night

01 capa

 

Considerado por Eddie Trunk o melhor álbum de todos os tempos, Strangers in the Night traz a turnê final de Michael Schenker no line-up da banda, antes, é claro das inevitáveis reuniões anos depois para eventos comemorativos. O que se sabe, muito tempo depois, é que o álbum teve a ordem alterada da que era tocada normalmente nos shows da época, além de ter sido revelado que duas faixas ( Mother Mary e This Kid’s) foram gravadas em estúdio e recheada de sons de platéia para a composição do álbum ao vivo. Revelados esses “podres” que participam da construção de um dos álbuns mais considerados de todos os tempos, o que pode ser levado em conta é que a transformação do álbum duplo original em formato de compact disc seria uma tarefa também relativamente fácil, visto que o material lançado em 1979 não chegava aos 70 minutos de duração. Assim, as primeiras versões de Strangers… saem em CD simples, em 88, com o material idêntico ao duplo LP. Há uma versão com capa diferente, que sai na Inglaterra em 1990, mas com o mesmo material original.

02 capa alterada

 

Em 1999, a versão remaster traz dois bônus que iniciam o CD (Hot ‘n Ready e Cherry) e a sequência das músicas apresentadas volta a ser como era a normalmente executada nos shows. Há um inegável ganho de material e uma discutível inversão da ordem das faixas. Discutível por que o álbum é tão icônico que provavelmente os fãs da época de seu original lançamento devem preferir não mexer no que é “sagrado”. Ouso dizer que até a inclusão das duas faixas, em especial pelo fato também de serem as primeiras do álbum, podem ter contrariado aquele fã mais ardoroso do trabalho original. Eu acabei por teoricamente ter um ganho nessa “parada”, pois tenho a versão remaster, de 1999.

03 contracapa remaster 2

 

 

04 cd

 

3) Marillion – The Thieving Magpie “La Gazza Ladra”

01 capa

 

1987: A saída de Fish, o eterno e clássico vocalista da fase mais conhecida do Marillion rendeu um esperado álbum duplo ao vivo, registrado na turnê do último álbum com o primeiro vocalista, Cluchting at Straws. Trata-se de material primoroso, que cobre toda a fase inicial da banda, e vários de seus clássicos, inclusive o Lado A do seu álbum mais conhecido, Misplaced Childhood.

A versão em CD, que saiu juntamente com a versão em LP, em 1988 é de todos os exemplos aqui o que inegavelmente traz a maior diferença a favor, quando falamos em conteúdo de áudio. Além de conter a faixa Freaks a mais no primeiro CD que traz os lados A, C e D do material lançado em LP, traz o Lado B inteiro do álbum Misplaced Childhood a se seguir ao seu primeiro lado, já encontrado na versão em LP. Ou seja, o feliz comprador do CD terá o Misplaced Childhood inteiro ao vivo no segundo CD já desde a primeira versão no formato ,que saiu também em 1988. Ainda que o Lado A do álbum mais vendido do Marillion tenha as famosas Kayleigh, Lavender e Heart of Lothian, não há como comparar e não se emocionar ouvindo a sequência na íntegra desta obra prima ao vivo.

Aqui, a versão em CD ganha de goleada. E a versão que possuo é aquela com a capa dupla, algo também interessante do ponto de vista gráfico.

03 encarte

02 contracapa

 

 

04 cds

 

4) Judas Priest – Unleashed in the East – 1979

01 capa

 

O primeiro álbum ao vivo traz a qualidade do material dos anos 70, antes da busca mais focada no mercado americano que fez a banda de Rob Halford ditar boa parte da cena nos anos 80. Temos aqui uma banda em grande forma, com um excelente baterista, e um material que na ocasião fora lançado em LP simples, com 9 faixas e menos de 45 minutos. Havia, no entanto, uma edição nas primeiras prensagens que trazia um EP (extend play) com outras 4 faixas (Rock Forever, Delivering the Goods, Hell Bent for Leather e Starbreaker)

Nem é preciso dizer que os fãs do Judas Priest precisavam vender tudo que tinham em mãos para ter esta versão e que ver isso o Brasil, em plena pré-história do mercado fonográfico do gênero, era como ganhar na loteria. E pra piorar, havia outra versão, saída apenas na Inglaterra, que continha duas das 4 faixas da versão extra lançada inicialmente (Hell Bent for Leather e Rock Forever) e além disso, uma versão de Beyond the Realms of Death.

As primeiras versões em CD saem em 1986, ainda sem a adição das faixas extras. No Japão (de novo lá), é lançado em 1991 uma versão simples contendo as quatro faixas que estavam na primeira prensagem do LP ao vivo. Esta versão é remasterizada e chamada Priest in the East.

02 priest in the east

Finalmente, a partir dos anos 2000, a grande maioria dos lançamentos em compact-disc trazem todas as treze faixas lançadas na primeira prensagem do LP, além de normalmente terem um material mais caprichado, com remasterização e conteúdo gráfico de qualidade. Inclusive há uma versão novamente japonesa contendo uma espécie de mini CD, com as quatro faixas bônus:

03 versao com ep cd 03 versao com ep cd bonus

Não há como negar a vantagem do material em áudio lançado recentemente em CD, contendo cerca de 60 minutos. Até eu sai ganhando nesta, pois tenho uma das versões mais completas e remasterizadas. Mas faltou incluir a versão dos anos 70 de Beyond the Realms of Death, incrível com um vocal em plena forma de Halford.

04 contracapa remaster

 

04 cd remaster

 

5) Deep Purple – Made in Japan

01 capa

Outro histórico álbum, que figura facilmente entre os 10 mais cultuados duplos ao vivo de todos os tempos. Trouxe para fechar a pesquisa uma autêntica salada de versões, tão estranha quanto a confusão envolvendo as inúmeras formações das bandas ou o sem número de coletâneas que a banda tem em seu catálogo. O álbum original, gravado em 1972 no Japão, tem 7 faixas escolhidas entre três datas dos shows na terra do sol nascente,e somente foi lançado em CD simples em 1988, contendo o material completo como fora lançado na década de 70. Ele sai em 1989 exclusivamente no Japão, com outro título (Live in Japan) e outra capa, mas idêntico material.

02 live in japan conteudo identico original02 contracapa live in japan conteudo identico

Ainda em 1989 há um lançamento na Europa com o mesmo material, mas dividido como nos LPs, em 2 CDs. Por ocasião da comemoração de 25 anos de Made in Japan, é lançado um CD triplo contendo todos os três shows gravados no Japão, novamente chamado de Live in Japan e contendo a capa alterada. Aqui há versões inéditas de 2 faixas: Speed King e Black Night , que foram tocada apenas na primeira data, em Osaka. No CD triplo, Speed King está no fim de todo o material, após o show do dia 17, em Tokyo.

03 versao cd triplo live in japan03 versao tripla contracapa com tres noites

A versão dupla de 1998 tem um outro conteúdo: o show na sequência original de 1972, três faixas extras (além das duas anteriores, há uma versão de Lucille), que abrem o segundo CD e outra vez todas as faixas novamente em sua sequência, mas desta vez remasterizadas, exceto Strange Kind of Woman, que vem na versão de estúdio (?!?!??!).

04 versao cd dupla com strange kind estudio

 

04 cd duplo com versao de estudio de strange kindAinda em 1998, outra versão traz todas as três faixas extras no segundo CD, mas não traz as demais versões remasterizadas, nem a versão de estúdio mencionada.

05 versao dupla com os bonus

 

 

05 cd 1 25 aniversario 05 cd 1 25 aniversario the encores

Quando entramos nos anos 2000, a coisa vai para uma proporção que não consegui mais acompanhar. Há versões com os dois nomes (Made in Japan ou Live in Japan), capas distintas, mais uma versão “oficiosa” russa, materiais que se misturam às capas distintas, versões com capas diferentes em CD simples, com capa dupla, nome original e capa diferente e até em Blu Ray áudio.

06 blue ray audio

 

06 versao promo com bonus no segundo cd

Não deu mesmo para entender, apenas essa miscelânea serve para corroborar a importância do álbum para o gênero. Para o fã, a coisa complica, pois ele vê tantas opções que é difícil escolher a melhor, ou as imprescindíveis. Eu escolheria a versão com as três faixas extras e talvez também a original com o nome Live in Japan, contendo os três shows selecionados para compor o material original. E talvez também o material original, pela importância do álbum. Ou seja, o fã mais fanático vai precisar desembolsar uma grana considerável, se a dúvida persistir. Mas não há dúvidas, material extra em relação ao original não falta.

E eis que estou ainda recuperando o fôlego, mas vejo que saiu em 2014 uma versão com 4 CDs (!!!!), um DVD e também um Promo 7”. A versão parece definitiva (será?), pois traz um documentário no DVD, todos os shows nos três primeiros CDs , todos os encores de todos os shows no quarto CD e por fim um 7” promocional com Smoke on the Water com duas versões diferentes. Eu, modestamente, perco para qualquer das versões com algo extra, pois possuo a versão standard, com as 7 faixas lançadas em CD simples. Não há dúvidas que o advento do CD, neste caso, traz ganhos em material musical, quando comparado ao original do duplo ao vivo. Mas pra quem cultua o vinil, saiu recentemente uma versão em vinil 180 gramas contendo simplesmente 9 LPs no pacote…ufa!!!

07 versao competa 07 versao lp completa

Depois desta jornada em 2 capítulos, dou um merecido “pause” na minha cabeça e na daqueles que aqui conseguiram chegar e não queimar os neurônios com tanta informação. A série “Dentro da era dos CDs” poderá a qualquer momento retornar trazendo alguma coisa interessante que envolva este formato, que aliás hoje pode ser considerado como alvo de extinção. As gravadoras precisarão sempre pensar em mostrar material raro ou extra se quiserem pensar naqueles que ainda colecionam CDs e se dispõem a pagar um valor neste sempre muito justo para ter a mídia física em seus habitat. Quando entramos nos detalhes que envolvem os lançamentos ao vivo, há a comparação com os DVDs e Blu Rays, quase sempre sem vantagens para o material de puro áudio. Vivemos uma outra época, onde um lançamento ao vivo pode trazer mais de três horas de material, como há no CD triplo Scenes from New York, do Dream Theater. Fica impossível cogitar, no caso, um lançamento em vinil, mas ao mesmo tempo existe a competição pouco lisonjeira contra o material em vídeo. Eu entendo que é dentro deste cenário que se encontra hoje o mercado fonográfico dos CDs, ele vive uma espécie de encruzilhada, onde não haver inovações e criatividade é provavelmente assinar um atestado de óbito para o formato. Até quem sabe um outro dia por aqui!

image - Cópia

Saudações,

Alexandre Bside



Categories: Artistas, Bootlegs, Curiosidades, Deep Purple, Discografias, Dream Theater, Judas Priest, Marillion, Pesquisas, Rainbow, Resenhas, Trilhas Sonoras, UFO

12 replies

  1. é uma aula isso aqui, bicho

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  2. alias, Strangers in The Night é o CD preferido do Eddie Trunk
    ja tentei entrar em várias fases do UFO e nao rolou

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    • Se você não ” entrou ” ou não conseguir ” entrar ” pelo Strangers in the Night ,eu sugiro desistir.
      O material de estúdio com Schenker é legal também, mas em uma comparação, é como analisar os dois primeiros “Alives” do KISS em relação aos três álbuns de estúdio que cada um representa.
      Insiste pelo disco preferido do seu compadre Trunk. Se não rolar, let it be…

      Alexandre

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  3. B-side, obrigado por tudo, bicho. obrigado por mais essa aula ai.
    Muito bom mesmo
    muiti obrigado por nos trazer tantos detalhes

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    • Menos, Rolf, muito menos…

      Rolou foi um trabalho de pesquisa acerca da curiosidade envolvendo os duplos ao vivo quando transformados em cd.
      Eu agradeço ainda assim os exagerados elogios, valeu !

      Alexandre

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  4. Cara, que belo trabalho você faz… Vemos que é puramente por paixão, por amor a música e ao rock ‘n’ roll… E é por pessoas assim (como você que faz as pesquisas e nos transmite esse conhecimento, por nós que lemos todo esse material, por aquela garotada que monta uma banda na garagem do baterista e tenta tirar suas músicas favoritas) que o rock jamais há de morrer! Parabéns!

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    • Olá Fabio, também lhe dou as boas-vindas ao Minuto HM e sobre as palavras ao autor do post, é algo mais que justo, já que é um apaixonado pelos decibéis mais altos e faz deste blog um espaço único que é, com dedicação e paixão, esperando por um simples retorno, que é ter mais gente como você lendo e participando por aqui.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  5. Fabio :

    Agradeço em meu nome pelas palavras. É necessário estender este pensamento por todo o blog, todos que aqui estão , não somente aqueles que são os autores dos posts, mas também e sempre de forma preciosa, para aqueles que aqui comentam,como você.
    Eu também te agradeço muito por manter a chama do rock ‘n’roll acesa.
    Tudo é sim por amor e paixão ao gênero.

    Suas palavras foram precisas, sábias !

    Eu preciso também agradecer-lhe por isso:

    Meu sincero obrigado !

    Alexandre

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  6. Excelente trabalho de pesquisa, vocês deveriam “ressucitar” os bons tempos das Top Rocks, pois revistas de Rock (assim como revistas de filme) andam uma terra devastada hoje, Mad Max ficaria orgulhoso.
    Dúvida: se bem me lembro já vi CD simples e duplo dos dois primeiros Alive do Kiss, com mesmo conteúdo dos LPs, nem acréscimos nem mutilações. Qual vale mais? tem diferença em alguma coisa? a Remaster 1997 é a referência major?
    Abraços e I Believe in Rock n’ Roll!

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    • Rafael, mais uma vez obrigado por prestigiar o espaço por aqui.

      Em relação aos dois primeiros Alives, do KISS, a versão remaster de 1997 é a mais conhecida , traz os dois cds para cada um dos Alives e também um bom conteúdo gráfico,além do texto informativo remetendo ao momento do lançamento de cada álbum, todos esses textos escritos pelo Robert V. Conte. Veja bem, os cds são duplos , mas as capas não são.

      Vejo você como um autêntico conhecedor do material do KISS, então não sei se posso acrescentar algo ao que você já conhece. A maioria das outras versões em cd são neste formato, as versões em cd simples são muito raras, algumas não oficiais e aí sim contendo algum material extra que normalmente não corresponde ao momento dos dois Alives. O Alive II tem também versões piratas normalmente chamadas The Lost Alive 2 álbum que trazem shows da banda como eles faziam em 1977, e tendo algum material extra como Hooligan e Take me, músicas que eram tocadas na tour da época, além de faixas da primeira fase do KISS, como Rock and Roll All Nite. Hpa versões que trazem alternativas das faixas do lado 4, versões diferentes daquelas canções , com solos extras , entre outros detalhes, mas tudo isso é pirata, nada oficial.

      Quanto ao entendimento do que é vale mais, isso é meio subjetivo, mas posso atestar que as primeiras versões em cd são do fim da década de 80, são também mais raras e por isso podemos considerá-las mais valiosas do ponto de vista financeiro.

      Eu tenho todos os cds do KISS da coleção remaster e indico tranquilamente para quem quiser adquirí-los, tendo em vista a preocupação em manter o original lançado em Lp e também pelo fato dos dois Alives serem cds duplos.

      Alexandre

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  7. Alexandre, este post e’ simplesmente mais uma aula de Rock!! E para ser sincero, esse tema talvez seja um dos que mais me identifico, pois como citei antes, e’ bastante prazeroso para todos nos que gostamos de colecionar discos, sejam eles vinis ou Cds, lermos textos como esse!
    Bem, foi uma grata surpresa pra mim algumas informações, como a do UFO e seu maior clássico ao vivo: Strangers in the Night. Não sabia desses lançamentos com bônus. Mais um que entra na minha lista de prioridades.
    Já o Made in Japan ou Live in Japan continua sendo um verdadeiro “balaio de gato”, muitos formatos, capas e nomes que acabam confundindo… Tive este disco em Lp duplo nos anos 80, mas acabei, por algum motivo ficando sem ele algum tempo depois. Mas como de costume vários anos mais tarde (seguramente mais de 20), voltei a adquiri-lo, porem dessa vez em cd, um lançamento japonês em formato mini-vinil, porem com o nome live in japan. Mas infelizmente não me causou o mesmo impacto do velho LP.
    O Priest in the East eu nunca vi, nem sabia desse lançamento, já vi o Unleashed in the East com os bônus, mas nunca com outro nome .
    Para terminar, se você me permite Alexandre… discordo de você quando o assunto e’ o On Stage, particularmente penso que este disco beira a perfeição! E mesmo Stargazer sendo um clássico, acho que esse Live não poderia ser melhor, nem mesmo com a adição de outras musicas, mas acredito que essa opinião não deve ser consenso entre os amigos do Minuto HM.
    Mais uma vez meus parabéns pelo excelente texto!!! Um abraço.

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    • JP, obrigado pelos sempre perfeitos comentários!
      Em relação ao On Stage, acredite, nós concordamos. O álbum beira a perfeição, pra mim é o melhor ao vivo que conheço. Mas ele poderia ter Stargazer, nesta época qualquer versão de Stargazer seria sensacional, pois o Dio estava em um momento vocal poucas vezes visto. O pior é ter uma versão remaster que traz Do You Close Your Eyes como faixa inédita. Ninguém pensou em Stargazer ?
      Independente disso, o álbum é uma pérola, como nenhum do gênero, na minha opinião.

      Alexandre

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