Você sabe para que serve um arranjo?

escritamusical1

Olá!

Antes de começarmos mais um post, recorreremos aos conceitos ‘públicos’ do Wikipedia para falarmos de um assunto musical pouco discutido, mas nem por isso tão interessante. Vamos falar de ARRANJO. Sim. Você já deve ter ouvido essa palavra algumas vezes e talvez não tenha entendido qual o sentido dela no contexto musical. Em um primeiro momento “arranjar” pode significar dispor, consertar, por em boa ordem. Musicalmente, este conceito sofrerá uma alteração semântica, ou seja, o seu significado será modificado. Vamos lá:

Arranjo, em música, é a preparação de uma composição musical para a execução por um grupo específico de vozes ou instrumentos musicais. Isso consiste basicamente em reescrever o material pré-existente para que fique em forma diferente das execuções anteriores ou para tornar a música mais atraente para o público e usar técnicas de rítmica, harmonia e contraponto para reorganizar a estrutura da peça de acordo com os recursos disponíveis, tais como a instrumentação e a habilidade dos músicos. O arranjo pode ser uma expansão, quando uma música para poucos instrumentos será executada por um grupo musical maior como uma orquestra ou grupo coral. Pode também ser uma redução, como quando uma música para orquestra é reduzida para ser tocada por um conjunto menor ou mesmo por um instrumento solista. O músico responsável por esta atividade é chamado arranjador.

Pode ser que neste primeiro momento, sendo um grande fã de música (e de metal se você está aqui no Minuto HM), você ainda esteja boiando. Então tentarei dizer em miúdos como funciona um arranjo em uma canção e qual o seu principal objetivo.

Afinal de contas como funciona um arranjo?

Muita gente menospreza o rock por questões estéticas, mas musicalmente podemos ter grandes exemplos de sofisticação musical dentro de um dos estilos menos “respeitados” pela maioria. Não obstante você já ouviu não poucas vezes que ‘rock é só barulho’ e ‘que não dá para entender nada o que está sendo dito’. Infelizmente para apreciar (qualquer tipo) de estilo é preciso atenção, sem ao qual todo o tipo de preconceito sentir-se-á à vontade para deixar sua opinião. Quando se tem os ouvidos abertos (e um pouquinho do coração também), até naquilo que não existe em nós algum tipo de repercussão pode agradar pelas escolhas.

O trabalho de composição de uma música popular (não vamos falar ainda sobre como este estilo pode se encaixar e isso dependerá também em como eu irei arranjá-la) pode começar através de uma ideia para letra (versos), uma trinca harmônica ou um grupo de acordes que se casam satisfatoriamente ou mesmo de um solfejo melódico. Alguns outros compositores se utilizam até de fazer suas canções ao mesmo tempo: escrevem as letras durante a criação da composição dos acordes ou como eles irão se ajustar aquela melodia.

Dependendo dos recursos do compositor, ele pode a partir do momento da composição já pensar na “forma em que aquilo será dito”, um eufemismo bastante adequado para aquilo que chamamos de arranjo. Lá no violão ou mesmo no piano, começa a nascer a canção, as ideias melódicas e a mensagem, seja ela com letra ou sem.

Quando eu comecei a escrever canções (por volta de 1994, quando eu tinha 20 anos), eu não tinha o instrumento que eu tocava (teclado/piano) em casa, então, quando tinha a oportunidade de ter um violão ou um contra-baixo emprestado (mesmo sem saber tocar ambos) era a chance que eu tinha de organizar os acordes que eu queria para ideia que eu vinha pensando. Tanto que já compus mais canções em um contra-baixo de 5 cordas do que em próprio instrumento. Aliás, pouquíssimas vezes.

Ao chegar para banda com a música quase ‘feita’, era a hora de saber a roupagem que ela receberia. O autor da música quase sempre tem a ideia do que ele deseja e compartilha com seu grupo para qual caminho que a canção irá. Obviamente que a construção do arranjo irá acontecer em conjunto partindo da semente do compositor.

Se eu quero fazer um canção que faça referência a um determinado tipo de rock, é fundamental que eu conheça bastante o estilo do que se tocava na época e busque:

– Timbres;
– Equalização;
– Técnicas e Métodos de gravação;
– Instrumentos da época;
– Emuladores;
– Amplificadores;
– Entre outros elementos.

Isto faz parte da construção de uma estética sonora. Vamos a um exemplo básico:

A canção “Since I Don’t Have You”, do grupo The Skyliners, sofreu pouca alteração estética do seu arranjo original. O que significou que Guns N’ Roses se preocupou em manter o piano percussivo característico do boogie oogie, a linha de baixo espaçada entre a mudança de um acorde, bateria simples (até demais) e a guitarra… do Slash. Há um violão (do lado esquerdo) que serve de condução e alguns poucos floreios. A forma como você percebe a música é o arranjo. A letra triste e negativa tem total destaque na voz de Axl e por isso recebe o protagonismo da mixagem porque é o que interessa se destacar. E só.

Mas…

Se você reparar em tantas canções feitas por este grupo de grande sucesso até os dias de hoje, seus discos possuem uma overdose de informações em quase todas as faixas. Mesmo as acústicas não economizam em violas, violões, baixo, pianos, cordas, pandeiro e etc. É o setup de uma banda que gosta de utilizar várias e várias pistas para dizer a sua mensagem. Para o ouvinte atento é uma delícia reparar nos tantos detalhes, mesmo que alguns passem despercebidos. Para outros, apenas uma arruaça sonora. Cada artista, junto ao seu produtor, achará quando é necessário optar por muitas camadas de som para enriquecer o arranjo e deixá-lo incrivelmente atraente.

O arranjo pode ser motivo de muita briga. Não são poucas as vezes que o ouvido de um não-integrante que é responsável por cortar (ou acrescentar) elementos musicais. O choque de instrumentos pode causar incômodo e não atribuir nada de importante à mensagem musical. Mesmo no rock, se eles não estão bem “casados”, ou estão em desarmonia ou estão dando um empregão para um dos que estão sobrando e também “dublando”. Polêmicas à parte, ouça com atenção, bandas que por exemplo, possuem mais de 2 guitarras. Se este grupo consegue com louvor passar a sua mensagem sem que o egocentrismo torne-se o principal personagem, descobriram uma forma em que o arranjo uniu-os. Casos raros.

A música erudita (também conhecida como música clássica) é a que trabalha com climas e volumes. A intensidade de uma peça clássica pode passar com fidelidade o sentimento que o compositor desejava. Richard Wagner, o compositor alemão preferido de (Adolf) Hitler, tem entre suas peças mais conhecidas a “Cavalgada das Valquírias”, pertencente à opera Die Walküre. Ao ouvi-la, temos a sensação de movimento, de urgência, de agudez, correria e… cavalgada. Chamo a atenção para os leitores para ideia de VOLUME e ALTURA, elementos distintos e que vão emprestar fidelidade ao desejo do compositor. Curtam, se possível.

O arranjo é a capa do livro. A forma como contaremos a nossa história musical. Ele passará o feeling desta mesma história e nos colocará imerso na aventura sendo contada. Em nosso último podcast, comentamos sobre a percepção dos tons menores. Sim, eles são um dos responsáveis por dar uma ideia de tristeza e melancolia a uma canção. Uma sensação de insatisfação em ‘eterno recomeço’. É importante que se diga uma vez que citamos elementos musicais que não é possível dominar a arte dos arranjos sem que haja conhecimento técnico das figuras que facilitarão que esta mensagem alcance seu ouvinte e tenha o objetivo alcançado. A partitura, as figuras musicais, a pauta, os símbolos, todos eles contribuirão para emoldurar a canção.

Não vamos falar de teoria para você não virar a página, mas dar um exemplo interessantíssimo de uma leitura (ou de um arranjo) que ficou completamente inadequado à canção e seu tema: rock and roll e festa todos os dias! Vejam o que diz a letra:

You show us everything you’ve got
You keep on dancin’ and the room gets hot
You drive us wild, we’ll drive you crazy

You say you wanna go for a spin
The party’s just begun, we’ll let you in
You drive us wild, we’ll drive you crazy
You keep on shoutin’, you keep on shoutin’

I wanna rock and roll all night and party everyday (4X)

Tenho certeza que quando Gene (Simmons) fez a letra junto com seu parça Paul Stanley estava pensando em algo agitado e que trouxesse as ideias sensuais da letra. Não isso:

Com todo o respeito ao Toad The Wet Sprocket, mas o que a música tem a ver com isso? Para tocar lá na igreja está de bom tamanho (órgão, violão e segunda voz suave), mas para um show de rock, levaria todo o público embora. A banda não apenas mudou o arranjo como fez uma pequena alteração na melodia final. Bem, se us homi aprovaram, então deixa.

Qual o principal objetivo do arranjo?

Talvez a forma mais simples de você leitor do MHM entender um pouquinho sobre como funciona um arranjo em uma canção é pegarmos uma música em sua versão demo, ou seja, ela está completamente crua e eu diria também, nua. Muitas vezes quando chega ao estúdio a letra não está totalmente pronta, mas seu compositor já tem uma ideia de como ela deverá soar. De maneira tímida, o música deixa a canção registrada enquanto os músicos vão trabalhando na espinha dorsal que ela já possui. Fazendo alterações aqui e ali, brigando e discutindo pela mudança de um verso, de uma nota, de um acorde e trabalhando em cima da música.

Desta vez, quero usar um exemplo de uma canção bastante popular em seu formato seminal:

Repararam em (George) Harrison apontando os caminhos que a música deveria seguir? Viram como ela se transformou? Para ser bem sincero, a guitarra está com alguns trastejos, muito próprio de quem ainda está se habituando ao que criou. Fico feliz de que a canção não tenha ficado muito parecida com a forma original. Ela ganhou a linda linha de baixo de (Paul) McCartney, órgão (possivelmente de Billy Preston presente às gravações), piano, cordas de George Martin e a discrição de Ringo. Veja aqui a versão definitiva.

O arranjo quer que você seja seduzido pela canção. Ele vai dizer se teremos repetições, refrões, pontes ou licks (como dizem os músicos), convenções e até mesmo solos e sobre eles há algo a se dizer. O solo instrumental em uma canção pode dizer muito da ideia estética que ele sugere, infelizmente anda cada dia mais “fora de moda”. A figura do músico fazendo solo com seus instrumento entre os momentos de êxtase até o fim da tensão de uma canção se encontra muito no rock e na música pop. Com um incrível crescimento de bandas ao redor do mundo, mas com poucos guitar heroes, a opção do solo como lick para repetição do refrão foi esfriando através do tempo. Algo a ser estudado com alguma profundidade. Not this time.

O arranjo é concebido para que você fique capturado pelo sentimento da música. A tal da moldura – expressão que eu repito em meus textos – que formata o quadro e a visão de quem o vê. E tudo fará diferença naquela abordagem. Se a guitarra vai ter chorus (um dos efeitos mais utilizados no instrumento de seis cordas), se teremos uma voz sobre as pistas, destacando a letra, observando-se a interpretação e o sentimento… são muitos os detalhes.

Fazer um arranjo que satisfaça uma canção pode levar muito tempo de gravação, por isso, produtores são fundamentais em traduzir aquele sentimento, exigindo dos músicos/compositores total dedicação na criação de arranjos que conquistem o ouvinte na audição das primeiras notas. Mesmo aos 82 anos, Quincy Jones (Michael Jackson) é um dos maiores produtores/arranjadores. O maestro foi responsável por organizar as ideias do Rei do Pop e transformá-las em clássicos mundiais.

Aqui, no Minuto HM, quando estamos escrevendo textos falando das discografias, damos informações sobre os caras por trás das tarraquetas. O trabalho do produtor é responsável pela forma como você perceberá o disco da sua banda preferida. Mesmo sendo uma tarefa maçante, a acuidade e a audição ferrenha do produtor podem render aquele álbum características que você poderá captar naquele artista durante toda  a sua discografia ou apenas naquele release.

No mundo do rock, existem grandes músicos, produtores e arranjadores. Os caras são feras mesmo. Rick Rubin, Andy Wallace, Sascha Paeth, são exemplos de profissionais que se tornaram especialistas quando o assunto é dar uma cara às canções do grupo, para que a cada lançamento, não pareçam repetidos e ao mesmo tempo inovadores em cada produção.

A música não é simplesmente uma canção tocada por um grupo de pessoas. Ela é a expressão consonante de um grupo de pessoas que querem expressar seus sentimentos da maneira mais fidedigna possível. Se você é daqueles que consegue distinguir as escolhas em estúdio de um artista, um mundo curioso e bastante interessante pode se abrir para você e eu garanto: você não desejará sair dele.

Daniel Jr



Categories: Artistas, Black Sabbath, Covers / Tributos, Curiosidades, Def Leppard, Guns N' Roses, Instrumentos, Iron Maiden, Judas Priest, Kiss, Letras, Músicas, Off-topic / Misc, Scorpions, The Beatles

10 replies

  1. Cara, tenho que trabalhar amanhã cedo, mas dá tempo pra dizer que adorei a versão de rock n roll all nite.

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  2. Quanto ao Post, é interessantíssimo, muito bem construido, aliás um bom brinde para um começo de feriado enforcado.
    Gostei particularmente do George na sua preliminar conceção de something. Imagino que ele já tinha dado uma leve “guaribada”, pois a estrutura está toda ali.
    Muito legal o solo substituido por linhas vocais, que não entraram na musica.
    É claro que falta o baixo, falta a orquestração, as harmonias geniais (provavelmente Mr George Martin) e o solo, muito marcante nessa musica.
    Daniel fala com muita propriedade, e imagino ter conseguido seu intento que é despertar o papel principal do produtor em um disco.
    Acho que há casos que a banda se autoproduz, normalmente isso acontece depois de entender melhor o processo. No início de sua carreira, a falta de um bom produtor pode levar a coisa pro “vinagre”.
    Exemplos decisivos de um produtor em um disco não faltam.
    Kiss:
    O Kiss nos dois primeiros e a diferença para o som da banda ao vivo – que produção pra trás…
    O Kiss e o pseudo produtor Neil Borgart no terceiro disco – Dressed To Kill. A produção traz um disco extremamente leve, porém Neil apontava o caminho do sucesso – um hino para marcar a banda (uma tal rock and roll all nite)
    No 4o disco, há a clara precoupação com a produção, com a contratação de Bob Ezrin em Destroyer.
    Outros casos interessantes:
    Roger Glover em Sin After Sin – A recem assinada com a banda, a gravadora CBS contrata um nome de peso, e ele mesmo disse que não fez nada, que a banda sabia o que precisava fazer.
    Mutt Lange – Def Leppard – a banda vinha fazendo um hard rock com boa competência e Mutt Lang levou os caras para aquela pasteurizada lamentável de Hysteria, quem esta errado? O disco vendeu a rodo…
    Martin Birch e o Iron Maiden… falar o que da trinca entre outros?
    E os solos? Talvez estejamos sem paciência para solos hoje em dia? A nova geração só aguenta 8 segundos e não consegue ler o seu maravilhoso texto? Aliás nem lê este mísero comentário..
    Os solos estão sendo esquecidos…
    Mas eu continuo firme, ouvindo Uli Roth… Cada vez mais na contramão…
    Daniel – meus parabens – adoro um texto para pensar…
    Abraços
    Flavio

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    • Oi Flávio,

      eu quero começar agradecendo os elogios. Pô, você SEMPRE agrega aos textos um valor imensurável no campo dos comentários.

      Sim, o produtor tem um imenso valor no início dos trabalhos da banda. Usando um exemplo meio fora do nosso ambiente, Rick Bonadio com os Mamonas Assassinas. A mão (e o ouvido) do cara, trabalhando com todas as referências dos meninos, especialmente na escolha dos timbres de guitarra, foi fundamental para que eles obtivessem o respeito do público e da crítica.

      Olha, seguir na contra-mão não é coisa fácil. Admiro-te neste sentido. Por vezes sou seduzido por uma geração, que na verdade me identifico pouquíssimo. Sim, você tem razão… Os solos estão sendo esquecidos…

      Mais uma vez muito obrigado,

      Daniel.

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    • O post já é uma aula, aí vem o Remote e faz isso… eu só agradeço…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  3. Que beleza ler um texto como esse!
    Me dar orgulho simplesmente de estar no seleto grupo de pessoas que escolheu por habitar este blog, e por isso, ter o privilégio de ler este conteúdo.Parabéns, Daniel, muito legal mesmo!
    O interessante, refletindo sobre o interessantíssimo assunto, é perceber que o arranjo pode acabar com uma canção ou levar ao mesma ao olimpo dos clássicos de todos os tempos. E eu, aqui viajando no tema, entendo que essa diferença pode ser até sutil, no momento que em a canção vai se tornando um clássico pra depois eventualmente se tornar algo desprezível por uma escolha tida como infeliz, como uma bateria eletrônica ou um backing vocals mal selecionado, por exemplo.
    E os arranjos também são responsáveis , às vezes, por deixar determinada canção datada. As baterias ” trigadas” são um grande exemplo disso.
    Ás vezes o arranjo, desenvolvendo um pouco essa viagem minha de raciocínio, pode ser um risco, normalmente quando a música naquele momento estava além do seu tempo. E aí se transforma em uma revolução, na verdade. Pro bem ou pro mal… Para o recorde de milhões de exemplares vendidos, para o autêntico fracasso…
    Em suma, uma tema muito intrigante e que trouxe em seu desenvolvimento diversos exemplos que tão bem pontuaram o assunto.
    Mais uma vez eu aprendo por aqui.
    E como gosto é gosto, ficou a polêmica da rock and roll all nite, by Toad the wet Sprocket. Não vou fugir do assunto em dizer que tem toda a coerência entender que o arranjo não tem nada a ver com o que a letra traz, e assim, sob este ponto de vista, pode-se considerá-lo até um ” desarranjo”… Mas entender que qualquer um que se atrevesse a regravar rock and roll all nite não deveria fazê-lo seguindo as mesmas linhas do original, afinal seria um ” chover no molhado ” sem propósito, entendo o motivo de gravá-la de forma tão desconstruída. E até não considero um absurdo lá tão grandioso, embora nada tenha a ver com a temática da música.
    E que tal esse Cardigans, regravando a sua banda de coração ( é sério isso..), o Black Sabbath ?

    Alexandre

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    • Olá Alexandre!

      Conforme falava com o Flávio, vocês sempre agregam muito no campo dos comentários.

      Você tocou em alguns pontos nevrálgicos. Aquele que a banda usa o recurso “da moda” e depois que tal resource sai de cena, parece démodé. É o preço de querer agradar a um público conectado com o “agora”.

      Quanto aos Cardigans, banda que acompanhei especialmente nos anos 90, cometeram essa #agada com um clássico do metal. Deveriam ser presos… Ao mesmo tempo, não sei se fariam algo muito diferente do entregue.

      E por falar em cover… O que você acha desta banda gospel americano (Pillar) levando U2:

      Abraço,

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  4. Muito bom! Aprendi bastante!

    Podemos ter outra aula sobre “Harmonia”? Queria aprender sobre!

    Abraços!

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