Born to lose, lived to win: RiP Lemmy Kilmister

Ele viveu a vida como quis e com certeza não iria gostar de lamentações e frescuras. Neste momento, ele deve estar com seu Jack Daniels e fumando um cigarro, com os dedos do meio das duas mãos em riste para todos nós.

Lemmy foi um cara de muita atitude. Se sua influência principal com relação a atitude sempre foi John Lennon, ele também foi referência absoluta para gerações de bandas de vários estilos que o olhavam com o verdadeiro e autêntico jeito de rock and roll.

Ian Fraser, o Lemmy, deixou um legado insubstituível para o rock. Seu maior filho, que neste momento acaba de ir com ele, o Motörhead, era frequentemente chamado de heavy metal, coisa que seu pai sempre corrigia quem o assim chamava. “We’re Motörhead, and we play rock and roll” era a forma de corrigir e anunciar todos os shows da banda.

Shows estes que todos nós sentiremos saudades. Eu em especial por marcar o primeiro show que vi com meu amigo Marcus Batera, naquele 6/maio/2000. Nosso primeiro show juntos. Voava cerveja para todos os lados quando Bomber começou a tocar. “Going To Brazil” era a homenagem que nós tínhamos sempre por aqui. “Overkill” nos descontrolava. Que o diga o MetallicA, que sempre chamou Lemmy de “herói”.

Acessível. Lemmy sempre foi um cara acessível. Queria ao mesmo tempo que todos fossem para o inferno. Mas sempre, sempre genuíuno. Era acessível aos fãs e aos outros músicos. Esses outros músicos, e são muitos, sempre o tiveram como ídolo. Era uma figura e virou figura também mesmo fora do meio.

Bebeu muito, fumou muito, viveu muito a vida dos sonhos. Dos sonhos dele, do mundo dele, do rock and roll. Tocou com grandes músicos, conheceu o mundo, teve “acesso” a milhares (sem exageros) de mulheres. A conta chegaria um dia, ele sempre soube.

Não conseguiu subir ao palco em São Paulo, no Monsters of Rock deste ano. Já estava doente. Não subiu porque realmente não tinha como. Depois disso, fez outros shows, no sacrifício absoluto. Era nítido sua magreza, como estava deteriorado fisicamente. Mas sua cabeça e atitude ali estavam.

Ele está rindo agora da gente. Está posicionando seu microfone mais alto do que ele. Colocou botas brancas. Pegou seu baixo-guitarra e está tocando. Aposte nisso.

Lemmy, uma lenda do rock.
1945 – 2015.

Lemmy

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categorias:Cada show é um show..., Curiosidades, MetallicA, Motörhead, The Beatles

37 respostas

  1. Eduardo e amigos do Minuto HM,

    mais do que nunca é preciso aproveitar nossos ídolos, na mais pura das conotações do verbo. O heavy metal, vivo nos nossos corações, só encontra este lugar para então tocar. Lemmy deixa a gente para figurar entre aqueles que melhor representaram o estilo, mesmo que tal façanha tenha lhe pedido a conta perto do fim da lida.

    Não canso de pedir que assim seja feito: reverência ao rock and roll e disciplina às oportunidades. Alguns já estão com 50, outros com 60 e uns, como Lemmy, com 70, mas a gente sabe que pra gente eles estão por aí nas lembranças e nos playlists.

    Mereceu todas as honrarias em vida e merece outras após sua ida.

    Deus deu o rock and roll pra gente!

    Daniel

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    • É uma perda enorme mesmo, uma perda que deixará um enorme buraco de atitude e o que o rock and roll representa…

      E eu também acho que todas as homenagens são mais que merecidas… e vamos sim aproveitando enquanto pudermos os que estão por aqui, pois a cada ano, veremos mais e mais dos nossos ídolos nos deixando… é assim…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  2. Presidente, excelentes palavras
    Lemmy, obrigado por tudo!

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  3. Texto irrepreenséivel do Eduardo. Tocante e no ponto.
    Ao saber da notícia minha primeira reação foi lembrar do último show dele em Porto Alegre, no mês de abril deste ano, como parte da Monsters Tour, que tive a felicidade de assistir.
    No sacrifício ou não, ele e seus companheiros de banda apresentaram um show do Motörhead como sempre foi. Pesado, rápido e agressivo. Saí de alma lavada. Ainda bem!!!!
    Secundo o Daniel: Aproveitemos enquanto podemos.

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  4. Pois é… perdemos mais um…

    Uma excelente lembrança essa do presidente! Nosso primeiro show juntos, no primeiro ano da faculdade… de lá pra cá, outros tantos que perdemos a conta. E desses, vários do Motörhead (sempre com o trema, por favor). Adotamos até um adjetivo para os shows do Motörhead: Muito divertido! E de fato era…

    Eram shows onde você via mais fãs reais do Rock N Roll. As pessoas no geral sabiam as músicas, diferente das pessoas que vão por ir, como já falamos aqui em outras oportunidades… Os shows eram geralmente mais baratos também, sem mega-produções, telões espetaculares, etc. Ou seja, Rock N Roll ali, no pelo mesmo, sem frescura! Assim como era Lemmy…

    Daniel, perfeito! Vamos aproveitar o que ainda temos aqui… enquanto isso a banda do lado de lá vai ficando cada vez mais fod*!

    Lemmy, seu put*! Vai fazer uma falta danada…

    Marcus [106] Batera

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    • Marcus, excelente comentário e a camiseta agora está no post, camiseta essa adquirida ainda na fila do show (lembra da gente na fila? Estava frio e uma garoa bem fininha, bem chata… a fila foi formada de uma forma diferente do que é hoje, invadindo o estacionamento mais para o lado direito…).

      É verdade, shows sem mega-produções, na verdade, era puramente a banda e o público…

      Ficam eternizadas as boas lembranças.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  5. Mais uma lenda que se torna imortal para a história do rock.
    RiP Lemmy

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  6. Nunca fui dos mais chegados à banda, mas não há dúvida que ele foi fiel à sua música e seus princípios.
    Um ídolo de muita atitude e personalidade.
    Nos últimos momentos, como no show do aniversário de Dave Grohl, no início do ano, dava para perceber que seu estado inspirava cuidados.
    Que descanse em paz, inegável foi o seu legado entre muitos de nós. Eu o saúdo com muito respeito.

    RIP Lemmy

    Alexandre

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  7. Dentro das inúmeras e merecidas homenagens que estão rolando e vão rolar por um bom tempo, essa eu destaco, afinal, o MetallicA sempre foi a “segunda voz” da banda – ninguém nunca falou tanto da banda e de Lemmy como o MetallicA – vide episódio que eles se vestiram todos em homenagem ele…: http://www.rollingstone.com/music/news/metallicas-lars-ulrich-on-lemmy-his-spirit-will-always-live-in-us-20151229?page=4

    Não que adiante algo agora, mas saem as primeiras notícias também que Lemmy, 2 dias antes de falecer, havia sido informado de um câncer no pescoço e no cérebro, com médicos dando até 6 meses de vida a ele, o que teria de vez acabado com o psicológico da lenda. Uma pena, talvez fosse melhor nem saber disso.

    Lemmy comemorou seus 70 anos no Whisky A Go-Go (https://minutohm.com/2012/12/03/minuto-hm-na-california-whisky-a-go-go-the-roxy-theatre-sound-check-hollywood-e-mais-da-sunset-blvd/), com uma grande reunião de amigos. Isso que vale.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  8. #riplemmy ♠️

    A photo posted by Minuto HM (@minutohm) on

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  9. Lemmy representou da melhor maneira possível a imagem do verdadeiro rock n’ roll. Sua personalidade única e marcante ficará sempre vinculada ao cenário musical.

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  10. E a petição para uma estátua – uma iniciativa mais que merecida: https://www.change.org/p/katon-w-de-pena-the-rainbow-bar-and-grill-a-statue-for-ian-fraser-lemmy-kilmister-motörhead-at-the-rainbow-bar-and-grill-ca?recruiter=457361430&utm_source=share_petition&utm_medium=sms

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  11. Os caras de Marketing não perdem mesmo tempo…

    Edição limitada de Jack Daniel’s: http://www.metalinjection.net/a-limited-motorhead-jack-daniels-selected-single-barrel-whiskey-is-now-available.html

    Que já esgotou em sua primeira “remessa”, vamos ver se outra$$$ virão: http://acbottlecompany.myshopify.com/products/motorhead-limited-edition-special-jack-daniel-s-selected-single-barrel-whiskey

    Já a combinação Coca + Jack Daniel’s, com ou sem limão, parece que vai virar um drink no que depender da potência da Food & Beverage: http://www.metalinjection.net/latest-news/jack-coke-officially-renamed-the-lemmy-by-food-beverage-magazine

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  12. Para quem quiser, uma “simpática” miniatura (action figure) do Lemmy… http://aggronautix.com/products.cfm?productid=139

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  13. Dia 28 do corrente mês, completou-se um ano de seu falecimento.
    Philty “Animal” Taylor também completou um ano no mês de Novembro.
    Se não estou enganado, no Florest Lawn também está enterrado Michael Jackson e Dio como foi citado pelo Eduardo.
    Durante o dia “We play Pop Music” e no início da noite “We play rock n´roll”. Pelo menos, neste cemitério, quero ver defunto dizer que descansa em paz.

    Aqui, um vídeo montado para divulgar uma festa de chopp que aconteceu em 2012. Todos nós sabemos que Dio morreu em 2010. Para nós, vale a lembrança de ver Lemmy e Dio juntos.

    Abraços.

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  14. Um ótimo presente / souvenir aos fãs da banda – as miniaturas da KnuckleBonz são oficiais e de excelente qualidade: http://www.blabbermouth.net/news/new-motorhead-rock-iconz-statues-coming-from-knucklebonz/

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  15. E o Motörhead vai se formando novamente em outro plano… agora perdemos “Fast” Eddie Clarke († 05/out/1950 – 10/jan/2018 †).

    http://teamrock.com/news/2018-01-11/motorhead-ex-fast-eddie-clarke-dead-at-67

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  16. Edward Allan Clarke – ou como todos o conhecem ‘Fast’ Eddie Clarke

    O músico fez parte do primeiro álbum de estúdio do Motörhead, o auto-intitulado, lançado em 1977 e também tocou em Overkill (1979), Bomber (1979), Ace Of Spades (1980) e Iron Fist (1982). Sua saída foi anunciada logo após o lançamento desse último álbum alegando que não gostou da direção que eles levaram no disco. Participou também do ao vivo lançando em 1981 No sleep ‘til Hammersmith.

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  17. 5 anos sem Lemmy Kilmister: 5 vezes em que ele personificou o Rock and Roll.
    Músico do Motörhead faleceu em 2015 mas deixou um legado intimamente ligado ao gênero musical.
    Há exatos 5 anos, o mundo perdia Lemmy Kilmister.
    O músico do Motörhead foi, por muitos anos, uma verdadeira personificação do Rock and Roll e tudo que o estilo representa — o que não quer dizer, necessariamente, uma coisa boa. Pouco antes do falecimento, o cara conversou com a Deutsche Welle e deixou bem claro que não recomendava seu estilo de vida para ninguém:
    Pessoas demais morreram por viver dessa forma. Muitos dos meus amigos, também. Eu só tive sorte até agora.
    Ainda assim, é impossível deixar de falar sobre o estilo de vida de Lemmy e sobre o símbolo que ele se tornou nessa data tão impactante. Por isso, resolvemos separar 5 ocasiões em que Lemmy mostrou ser o espírito vivo do Rock and Roll. Curta a seguir!
    Inspiração para o Metal
    Uma das histórias mais incríveis sobre a influência de Lemmy Kilmister envolve o Metallica e deixa claro o quanto as contribuições do músico foram gigantescas para a música pesada de forma geral.
    O fundador do primeiro fã clube do Motörhead nos EUA foi ninguém menos que Lars Ulrich, que eventualmente se tornou ídolo de tantas outras pessoas com sua banda, criando um ciclo de inspirações que praticamente se originou com a banda de Lemmy.
    O mais interessante é que, apesar de ser chamado por muitos de Pai do gênero, o vocalista e baixista sempre defendeu que o que eles tocavam era Rock and Roll e não Metal.
    http://www.youtube.com/watch?v=ToD7t0kPGzE&feature=youtu.be
    A religião do Rock and Roll
    Whiskey com Coca-Cola, cigarros, drogas e mulheres. Essa era a religião de Lemmy Kilmister, basicamente, que levava a fundo a filosofia de sexo, drogas e Rock and Roll e, como citamos acima, acabou se tornando também um grande exemplo das consequências disso.
    Ainda assim, apesar dessa imagem de vilão, Lemmy tinha a fama de ter um coração gigante e há provas disso…
    “Nós somos o Motörhead, e nós tocamos Rock and Roll!”
    Precisa dizer mais alguma coisa? A icônica frase era presença garantida nos shows do Motörhead e virou marca registrada — uma espécie de prenúncio de que você estaria prestes a lidar com uma das bandas mais rápidas e pesadas do universo.
    http://www.youtube.com/watch?v=hlITGY9M8AU&feature=youtu.be
    Quando Lemmy falou sobre o racismo na cena Rock and Roll
    O Rock and Roll é uma cena em que pessoas brancas predominam, e a ligação de Lemmy com imagens da Segunda Guerra Mundial — em especial do nazismo — fez muita gente achar que o cara teria ideais racistas.
    Na verdade, não era por aí. Bem longe disso, aliás: o músico era fascinado pelo símbolos de guerra mas sempre fez questão de deixar muito claro que todos eram bem-vindos em seus shows, e uma vez chegou até a ajudar um garoto negro que era fã de bandas pesadas e sofria bullying de outras pessoas de sua comunidade.
    O conselho de Lemmy? “Diga a eles que se fod***, garoto. Jimi Hendrix se saiu bem, lembra?”.
    O dia em que Lemmy “batizou” Max Cavalera com whisky
    Claro que tínhamos que falar sobre o Brasil nessa lista também, né? Um dos maiores nomes da música pesada do país, Max Cavalera teve uma relação interessante com Lemmy e contou mais sobre isso depois do falecimento do cara. Max contou, inclusive, como Kilmister mudou a sua percepção do Rock and Roll:
    Meu relacionamento com ele não começou bem. Começamos com o pé esquerdo. Eu era muito jovem e o Sepultura ia abrir para eles na Alemanha. Fizemos um ensaio fotográfico e eu cheguei com vinho e derrubei tudo nele. Eu estava sendo um completo idiota. Na minha cabeça, eu achava que isso era Rock and Roll. […] A primeira vez que eu o conheci foi bem legal. Eu fiquei enchendo o saco e ele esvaziou um copo inteiro de whisky na minha cabeça. Eu achei isso a coisa mais legal e era como se eu tivesse sido batizado, e eu fiquei tipo, ‘Porr*, aí sim!’ Mas ele tinha feito aquilo para me manter longe, tipo, ‘Me deixe em paz.’ Eu não tomei banho por uma semana.
    Por outro lado, o brasileiro conta que eventualmente soube que estava tudo bem e os dois tiveram uma relação “engraçada”.

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  18. Banda da Suécia fazendo cover da música Killed By Death

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