Cobertura Minuto HM – Dream Theater em Baltimore (EUA) – palco, pré-show, resenha e backstage

Por Christopher Santana. Edição por Eduardo.

The Astonishing ao vivo, direto de Baltimore, MD, EUA

WOW! Não sei descrever exatamente em palavras como foi esse evento. Colocar essa experiência no papel vai ser uma aventura e espero poder fazer justiça ao o que ocorreu nesse dia.

Quero começar explicando que o álbum é muito, mas muito mais pesado ao vivo. Não sei se foi por que estava na terceira fileira e muito perto das caixas de som ou se foi por que estava a apenas 2 metros de distância do John Petrucci e assisti de forma mesmerizada o que um ser humano é capaz de fazer com uma guitarra… mais detalhes adiante.

Quero começar o meu dia 24, bem antes do show, para explicar alguns detalhes de como cheguei a obter o passe backstage. Tenho um amigo (Luiz Nieves) que conheci através de um emprego que é fanzaço de Dream Theater. Esse concerto foi o de número 16 dele. O cara tem uma tatuagem do logo da banda na perna esquerda e ele aparece no início do DVD Score do Dream Theater (tem um cara que fala “hey I’m from Puerto Rico”, é ele)… ele conhece o Mike Portnoy pessoalmente.

Bom, como mantive contato com ele esses anos, nós marcamos de nos encontrar em um restaurante (Pratt Restaurant em Baltimore, Maryland) antes do show e me disse que o fan club Dream Theater World USA estaria lá. Marcamos às 3 da tarde mas cheguei com meia hora de atraso e ele não estava lá. Meio sem jeito e em uma de querer sair de fininho, eu liguei para ele quando me informou que estava chegando.

Os representantes do Fan Club, Victoria e Tim Martinez, ambos residentes da Flórida (e por um acaso meus vizinhos de cidade) quebraram o gelo perguntando que guitarra meu filho trazia. Uma JP70 que ele carrega com todo orgulho e toca somente músicas do Dream Theater (ele toca Metallica e Iron Maiden também, se eu pedir). Com isso, e sabendo que quem havíamos comprado os passes VIP, tínhamos que estar no teatro Hippodrome (local do show) às 17h00.

Com mais ou menos 15 pessoas no restaurante, Victoria sugeriu começar um jogo – 10 perguntas: sendo 5 do Astonishing e 5 gerais e deveríamos jogar em duplas. Eu e meu filho estamos lendo o livro Lifting Shadows (a biografia da banda) na verdade, estamos competindo quem vai terminar o livro primeiro, e por isso tínhamos informações suficientes para responder as perguntas e para nossa surpresa ganhamos esse jogo. A surpresa de verdade veio quando anunciaram o prêmio: 2 passes backstage pra encontrar com a banda depois do concerto… WOW! Que loucura! E Luiz chega assim que ganhamos o prêmio… se ele estivesse presente ele certamente teria ganho, pois a dica do livro foi dele. Ele perguntou ao meu filho as perguntas de curiosidade e ele matou todas sem hesitar… pura sorte, ou destino? Mas ele estava genuinamente feliz que o meu filho conseguiu essa oportunidade de ver o herói dele em pessoa. Vocês podem checar nossa foto no Facebook do fan clube oficial aqui.

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O teatro Hippodrome do lado de fora.

O teatro Hippodrome do lado de fora.

Fomos para o teatro Hippodrome de Baltimore. Um teatro típico para orquestras operáticas onde todos sentam e tem lugares marcados. Eu estava no lado direito da “Orchestra”, terceira fileira bem em frente ao John Petrucci. Mas mais detalhes adiante…

Como comprei entrada VIP, ganhamos algumas lembranças do show (uma pequena garrafa térmica com o símbolo do Astonishing, daquela pra guardar água, uma bolsa com o símbolo do álbum, um cartaz laminado da banda de um lado e o álbum de outro e um cartão indicando que éramos VIP). Ao entrar, assinamos os nossos nomes e de cara temos camisetas à venda onde comprei a camisa da tour e meu filho um hoodie (jaqueta). Após isso, encontramos o NOMAC onde a função aqui é basicamente tirar uma foto e dar um nome dentro do mundo Astonishing (preferia Ravenskill, mas fazer o que).

Ao subirmos uma escada, entramos numa fila enorme onde a banda senta em uma mesa para assinar 2 itens por pessoa e interagir conosco. As regras são ditas (não podemos tirar fotos nem gravar nada). Ao esperar na fila, John Petrucci grita “alguém aqui é fã de Game of Thrones?” e todos salutam o mestre em aprovação. Nisso, o Mike Mangini, usando a camiseta do time de futebol americano “Patriots”, grita: “algum fã dos Patriots?”, e obviamente tem os que aprovam e os que vaiam… nada muda no universo do esporte.

Ao chegar à mesa, o John Petrucci é o primeiro sentado, seguido de Jordan, James LaBrie, Mangini e John Myung. Meu filho pede a assinatura da guitarra onde eu comento “ele quer ser tão bom quanto você”, JP responde: “legal, só tome cuidado para não estourar a sua audição no meio do caminho”, rs.

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Bom, depois disso tiramos uma foto com a banda e me posiciono ao lado do JP e digo “esse é o primeiro show do meu filho, ele queria ter certeza que era com vocês”, o Petrucci responde: “WOW, obrigado por vir ao show. Divirtam-se”.

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Esse é o fim da experiência VIP platinum, mas eu peguei a experiencia “Diamond” e depois me disseram que é a primeira vez que fazem isso – 10 pessoas têm a chance de fazer perguntas com o técnico de guitarra Maddi onde ele nos leva ao palco, para verificarmos todo o equipamento e uma visão da plateia do ângulo do artista, além de uma foto.

A minha pergunta ao Maddi (não tenho como colocar todas perguntas aqui posso escrever isso em um post separado) foi referente à musica “A New Beginning”. Perguntei o motivo da música diminuir o volume no fim (“fades away”) pois dá a impressão de que cortaram o fim da música para encaixar no CD. Ele disse que não tinha muita coisa além daquilo e que ao vivo é um pouco diferente. E realmente, ao vivo é bem melhor.

Com isso ele nos leva ao palco, ao passar por duas portas de segurança, tomei cuidado para não tropeçar nos fios, e começa a tour no lado John Myung onde existem uns 20 pedais, de volumes, efeitos sonoros, etc. Depois vamos pra estação do Jordan onde ele mostra o teclado, um iPad para acompanhar as notas, e um sintetizador e a parafernália dele. Maddi diz que não entende muito bem o que ocorre ali, muito menos como ele consegue ler e tocar ao mesmo tempo, mas o Jordan tem tudo organizado onde só ele entende. Ele também mencionou que todo show o Jordan grava ele tocando e por isso tem um câmera dedicada só para ele.

Vamos para a estação do LaBrie onde ele também tem um iPad além do setlist no chão (os dois Johns também tem o setlist marcado no chão). Paramos na estação do Mangini onde eu achei estranhamente pequeno o set de bateria. Maddi explica que tudo fica mais agrupado e arrumado do jeito que Mangini gosta e sim, parece ser bem maior da visão da audiência. Com isso vamos ao lado do John Petrucci onde existem uns 20 pedais e meu filho lembra bem do pedal “wah wah” e um de volume. Tem alguns sinais onde o JP e Maddi conseguem ver o que cada um deles está fazendo e se comunicam com os efeitos sonoros. Atrás, há dois amplificadores Mesa Boogie JP-2C , assinatura do John Petrucci. Ao lado esquerdo fica a estação do Maddi, escondido da plateia e onde as guitarras ficam. São 10 guitarras no total, 2 acústicas, 2 JP15, 2 JP16 e 4 Majesty. Ele tira a vermelha e diz que é a que JP usa com mais frequência. Guarda-a e diz que tem uma dourada que as vezes JP pega (dependendo do humor dele) e toca as músicas do Lord Nafaryus. Maddi também explica que tudo o que tem no palco tem duplicado atrás como backup, e ele mostra o set de pedais que ele tem guardado na mesa dele. Impressionante.

Ao final tiramos uma foto divididos em 5… a minha abaixo:

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O Show

Antes do concerto iniciar, nos lembram que qualquer gravação feita ou foto é motivo para ser removido do show. As seguranças estavam bem ali do meu lado e por isso não corri risco, mas o Luiz tirou várias para meu deleito. Ao iniciar o show existe uma pré-gravação com os NOMACS voando e explicando a situação do sistema em Astonishing. “Descent of the Nomacs” é pré-gravado. E assim, começa “Dystopian Overture” com a entrada triunfal e em sincronia da banda (sem LaBrie), detonando os ouvidos dos que não foram avisados do estrondo que seria.

Não existe nada mais triunfal que esse início do álbum emendando logo em seguida com “The Gift of Music” com a entrada agora de LaBrie. Mas é muito mais pesado ao vivo. E como eles tocam sem cometerem um erro. Ao fim, “The Answer”não começa em seguida, como o álbum sugere, pois tem que haver troca de guitarras e existe uma pequena pausa entre música. Isso ocorre, na verdade, toda vez que uma música começava com a guitarra acústica. O som é impecável e bem alto, acho que JP nos avisou na mesa para termos cuidado de não estourar a audição.

Não sei se foi em “Brother, Can You Hear Me?” ou a próxima “A Life Left Behind” que LaBrie se engasga sem querer e ele mesmo diz “Sorry, I choke my spit” e continua sem perder o tempo da música. Foi o único acidente do show inteiro.

A surpresa ocorreu exatamente onde eu previa, “A New Beginning”, se encontrarem essa música online ao vivo, vocês vão entender o motivo. O solo no fim tem uma extensão, puro shredding. Meu filho ficou de boca aberta e me disse “como isso é humanamente possível?”. Ele inclusive comentou que ele notou que em uma parte dessa música, o primeiro dedo estava na terceira casa do braço da guitarra e o último na 8ª. Oitava casa, e do nada, JP faz cara feia (de dor) e manda o último dedo para a 9ª casa do braço e meu filho diz que não acredita no que vê. John Petrucci é o Deus da guitarra. O solo é algo inimaginável de se fazer ou duplicar, faz qualquer Dave Mustaine ou Kirk Hammett parecerem amadores do instrumento. Perfeição ao vivo, em um som limpo.

“The Road to Revolution” fecha o primeiro ato e temos 20 minutos de intervalo.

Vou me encontrar com meu amigo Luiz que tem várias gravações feitas no telefone dele. Vale notar que fomos todos avisados de quem fosse gravar o show seria removido do concerto. Como eu estava muito próximo da segurança não quis correr riscos. Mas Luiz é profissional. Ele me disse que no show do dia anterior (ele foi ao show de NY, em um dos momentos entre uma música onde houve pausa, alguém gritou “cadê o Mike Portnoy?” e alguém escreveu no Twitter que o MP respondeu… mas Luiz enviou mensagem para ele diretamente (MP) onde confirmou que não houve resposta alguma da parte dele e comentou “how immature people are”.

De volta ao show, a perfeição da banda continua até o fim do Ato 2 sem nenhuma surpresa mas com muito mais interação de LaBrie com o público, pedindo para cantar partes, etc. Tem partes que estava olhando o JP tocando e meu filho me cutuca avisando que aquela parte é do Myung. E que eu deveria virar o rosto… tem uma parte que meu filho jura que JP olhou para ele e piscou os olhos… sim, estávamos bem próximos dele. Além dos detalhes que só meu filho (por ser também músico) poderia explicar eu não faria juz se escrever o meu ponto de vista. Vou salientar que o grande finale Astonishing nos deixou completamente surdos se a essa altura não havíamos protegidos os ouvidos, não tinha volta. Não tenho como colocar em detalhes tudo, talvez até me arrependa de parar por aqui, mas me faltam adjetivos para poder explicar o impacto que é assistir a esse álbum ao vivo.

Fotos de meu amigo Luiz…

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Backstage

Ao fim do show, nos informaram para encontrarmos em frente ao palco com Victoria e Tim, mas fomos avisados que esse era o lugar errado, onde na verdade era outro (Patrons Service). Ansiosos, aguardávamos a nossa chance de ver a banda de novo, pós show.

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Ao sermos levados ao lugar certo (um local cheio de mesa redonda, estilo cafeteria), John Petrucci já estava lá com um grupo de músicos. Um desses músicos era amiga da esposa dele que tocam juntos na banda Judas Priestess. Eles conversavam distraidamente sobre vídeo games. Ao escutar o assunto, eu perguntei: “Petrucci, quando o jogo Astonishing vai ficar pronto?”, ele agradeceu a pergunta e disse estaria pronto no verão desse ano (Junho-Agosto). O que me fez fazer mais perguntas, quando a Victoria me sussurra: “nós vamos ter a oportunidade de conversar com ele individualmente”… acho que ela discretamente me pediu para ficar calado.

Alguns minutos se passam e ele vem conversar conosco. Eu e meu filho somos apresentados como ganhadores do jogo do Fan Club, quando Petrucci pergunta como foi, minha resposta “foi legal, eu e meu filho ainda estamos lendo a biografia da banda que tornou fácil as respostas”, ele respondeu com um “ah” de surpresa… aí a atenção foi para o meu filho e a guitarra dele… eu capturei esse momento.

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O Juliano (meu filho) ficou olhando como se Deus tivesse descido para a Terra e falado com ele diretamente. Meio sem assunto (ou sem saber o que dizer) eu abri a conversa “o meu filho te vê como o melhor guitarrista de todos os tempos, quero aproveitar e agradecer por demonstrar que o segredo é pura disciplina e muito trabalho” – fiz referência ao DVD dele, “Guitar Discipline”, que meu filho tem, e nisso ele disse “Oh cool” e deu conselhos ao meu filho sobre com suceder como guitarrista. Lágrimas de emoção.

O John foi o único que ficou ali por mais ou menos uma hora e meia, após o show. O resto da banda entrou um por um. O primeiro a surgir foi John Myung, onde entra discretamente sem conversar com ninguém ate notarmos a presença dele. Fui conversar quando um senhor entra na minha frente fazendo referência a Jack Bruce, dizendo que desde Cream ele nunca viu um baixista tão bom. John Myung deve ter ficado uns 30 minutos. Os outros membros da banda (La Brie em seguida e depois Jordan) entraram e conversaram com todos ali presente, um por um, por uns 2 ou 3 minutos e saíram em seguida. A única exceção foi Mangini, que não apareceu. Não vou dizer que não foram atenciosos pois estaria mentindo, todos foram super atenciosos e sinceros e dava pra ver o cansaço no rosto deles (inclusive de JP). Sobre Jordan, notei que ele estava meio sonado, tipo piscando os olhos e tentando se manter acordado e atencioso ao que escutava e sempre com um sorriso franco.

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Não tenho palavras para descrever a sinceridade, a atenção, o carinho e dedicação que John Petrucci tem pelos seus fãs. Ele até trouxe cerveja (foi mais para a amiga da esposa dele) e disse que a banda tinha um orçamento baixo para bebidas e pediu desculpas. Rimos. O meu filho tem muito mais detalhes sobre esse evento mas essa resenha já está enorme… por volta de meia-noite, quando John Petrucci se despediu (o show tinha terminado as 22h30), e quando nos demos conta que Mangini não viria, voltamos para o hotel. Meu filho brincou dizendo que não lavaria a mão por um mês (após apertar as mãos de Petrucci na despedida). Adorei conversar com todos da banda, mas John Petrucci sobressai não somente pela sinceridade e dedicação que tem pela arte que faz, mas o quão atencioso ele é como pessoa, sem estrelismo algum. Um exemplo a ser seguido. Lembro a todos que esse show foi o terceiro show seguido deles (Filadélfia, Nova Iorque este em Baltimore).

Por agora, somente agradeço a oportunidade de ter tido esse chance única na vida de fazer o primeiro show de meu filho ser muito especial, senão inesquecível. Já avisei a ele que não vou conseguir duplicar isso novamente. Longa vida ao Rock and Roll.



Categories: Backstage, Cada show é um show..., Curiosidades, Dream Theater, Entrevistas, Instrumentos, Músicas, Resenhas, Setlists

23 replies

  1. Christopher, muito obrigado pelo post, por trazer essa experiência IMPRESSIONANTE aqui……………..muito obrigado! Sei lá to sem palavras!
    Extraordinário, parabéns…to sem palavras ao ver algo assim

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  2. Baita post. Depois comento com maiores detalhes.
    Muito obrigado!

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  3. É bom ser pai e avô e vê-los indo a shows ao invés de fazer toda a barulheira perto de mim. Não que eu não goste de música, mas sou do tempo do Jazz e Big Bands, como Miles Davis, Duke Ellington, Malcon X, Dave Brubeck, John Coltrane, Oscar Peterson, etc.
    No fundo, me sinto muito orgulhoso por vê-los juntos, e ver o Juliano a cada dia mais afinado com seu instrumento. Parabens a ambos.

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    • Oi Pai,
      Pois é vc sofreu mais comigo, o meu gosto musical é bem mais abrangente do que o do Juliano. Eu escuto death metal e thrash, o Juliano só curte se tem um vocal limpo, mais clássico (Dream Theater, Iron Maiden, Symphony X, Queensyche) e o estilo dele é mais progressivo, ele curte Pink Floyd tmb. A barulheira a que você se refere deve ser Death, Metallica, Anthrax, etc. De qualquer forma, legal voce ter lido minha resenha. Beijão.

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    • Olá Savane, quero não apenas dar as boas vindas ao Minuto HM como também dizer que é muito bonito, muito emocionante ver como um texto como este “une” pessoas de diferentes locais e vidas, mas mais que isso neste caso, traz 3 gerações.

      Tenho certeza que falo isso por mim e por todos que habitam este espaço virtual – que cada vez mais também é “real”, com os encontros de vários dos membros aqui – pois é exatamente o espírito e ousaria dizer “objetivo” deste blog: reunir os amigos e famílias e transformar os textos e comentários em um “livro” do que chamamos de “família” do rock, do heavy metal, ou suas vertentes.

      Quero ainda dizer que este espaço, pelo nome e “formação” musical da maioria, é focado em heavy metal mas não só possui posts de diversas vertentes do rock como pode (e deve) flutuar também com estes clássicos nomes que o senhor mencionou, e que formam a base para tantas e tantas bandas e artistas. Dessa forma, gostaria de deixar um convite para que o senhor e família continuem participando por aqui, trazendo conteúdos deste tipo e abrindo boas e ricas discussões.

      Muito obrigado!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  4. Christopher , bem vindo ao MInuto HM e parabéns por essa experiência ímpar. Não tenho a pretensão de ser um fã tão dedicado quanto você e seu filho em relação à banda, mas esta foi a última banda que vinha acompanhando cd a cd. Confesso estar decepcionado com os útlimos álbuns da banda, mas preciso sim dedicar um tempo maior para tentar um melhor entendimento deste projeto que no mínimo é muito ousado.
    Eu li e reli o texto com atenção e percebe-se claramente que a presença de John Petrucci se faz cada vez mais como o atual porta voz da banda. Independente da qualidade sua como guitarrista, o melhor que eu pude acompanhar nos últimos anos, disparado.
    Lendo o texto me sinto obrigado a dar uma nova chance ao novo álbum, que repito, não me agradou, assim como o anterior.
    O texto deste post, as fotos, a cobertura, estão no nível ” Awake ” ( o melhor álbum deles pra mim) de qualidade.

    Eu só posso também agradecer e enaltecer as palavras do avô Savane, que pelo jeito passou através do seu dna o ” vírus musical” já para uma terceira geração.

    Obrigado,

    Alexandre

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    • OI Alexandre
      Se for escutar o album de novo, acompanhe a estoria pois da uma outra dimensão do que ocorre… tem um youtube onde as letras e os personagens que estão “cantando” aparecem em sequencia… aqui o link:

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      • Christopher, obrigado pelo retorno. Sem dúvida eu vou ouvri o álbum de novo. Minha audição foi rasa. infelizmente o tempo tá meio escasso para compreender de forma mais aprofundada um álbum desta dimensão, Mas a hora vai chegar. Por enquanto, infelizmente, não apreciei. Mas valeu pela dica!

        Alexandre

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  5. Muito obrigado pelas respostas. Sim esse evento foi unico e ja disse ao Juliano que eu duvido poder recriar ou superar isso. Foi talvez muita sorte…e a nossa vontade de assistir a esse album ao vivo. Voce pode encontrar meus posts na resenha sobre as primeiras impressoes do album que nao foram favoraveis e te confirmo, como a resenha sugere, esse album foi feito para ser tocado ao vivo. Por exemplo, a estoria toda se passava no fundo com telas explicando o que acontecia ao decorrer das musicas iam passando. Deixei muitos detalhes fora dessa resenha… o “filme” ao fundo faz toda diferença, além dos excelentes efeitos visuais que carregam uma apresentação inigualável. Fui ao show do DT em 97 no Imperator (no Meier no Rio de Janeiro) e foi muito bom mas esse Astonishing foi sem duvida especial. O John Petrucci disse varias vezes, é uma rock opera, foi feito para ser tocado ao vivo. Após assistir a esse show, eu curto muito mais o CD. Abraços

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  6. Olá Christopher e Juliano, eu que “participei” um pouco do pré-show e depois do show em uma ótima troca- de e-mails com o “pai” do família fico bastante satisfeito e feliz com o resultado final de tudo, especialmente do momento único que vocês viveram – e Christopher está coberto de razão: muito difícil repetir algo assim, portanto, saibam que vocês tiveram a chance de saborear algo bastante especial.

    Fico satisfeito ainda de terem escolhido o Minuto HM como espaço para publicação deste momento único na vida de vocês, então os agradecimentos continuam.

    Sobre a experiência em si, me pareceu bastante claro que JP é o “cara” da banda para vocês – e não por menos. Apesar de todos serem exímios músicos, é dele hoje a responsabilidade do legado iniciado por Portnoy.

    De minha parte, já vi a banda ao vivo algumas vezes em São Paulo, creio que 3, sendo duas deles com Portnoy no que considero seu lugar e uma com o excepcional Mangini (este inclusive já vi também tocando no G3, também em São Paulo).

    Muitos daqui já sabem que tenho minhas restrições ao vocal do LaBrie, por favor não se ofendam, é apenas o famoso “gosto de cada um”. Isso me impede bastante de avançar em audições mais contínuas da banda. Este último trabalho, por exemplo, não posso falar pois só ouvi a música de trabalho, que pela proposta não é nada justo comentar nada pois é um álbum que precisa ser conferido em sua íntegra, pelo que vocês tão bem trouxeram por aqui. Mas lendo os comentários de tanta gente que respeito, desanimei ainda mais.

    O post aqui, entretanto, faz com que isso mude e vire praticamente uma obrigação tentar conferir o trabalho, ou pelo menos os shows ao vivo pela internet, via YouTube, por exemplo, ainda que eu saiba claramente que não é a mesma coisa do que estar ao vivo.

    Tenho que dizer que a tal sorte no jogo que lhes proporcionou tanto é algo “once in a lifetime” mesmo. Que sorte a de vocês! E, ao mesmo tempo, vejo que há bastante merecimento nisso tudo. Portanto, parabéns!

    Queria apenas perguntar uma coisa específica: como vocês “sentiram” o clima da banda no palco? Estavam todos felizes, ou havia algum tipo de tensão que vocês puderam notar? Digo isso pois sinto Mangini sempre sorridente tocando mas as vezes um pouco “desconectado” do resto, que também é importante. Creio inclusive que pode ser algo proposital da banda, e que ajuda a blindá-lo de exposições especialmente em comparações com Portnoy.

    Finalizo o comentários novamente agradecendo e lhes parabenizando por tudo! Continuem participando por aqui!

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Oba eu posso responder essa sim por dois angulos… ou tres. O Mangini foi bem brincalhao no meet and greet e antes deles entrarem a coordenadora nos disse q podiamos ter a liberdade de perguntar qqr coisa mas queria nos avisar duas coisas: um, estejam cientes q alguns sao mais extrovertivos q outros e mencionou q John Myung eh calado por natureza e o Mangini, se der corda ele fala a noite toda, rs. O Mangini eh o mais extrovertido de todos. E, dois, era pra estarmos conscientes q a fila tinha q andar e nao abusar desse privilelegio… O outro angulo, foi uma das perguntas q fizeram a Maddi, na foto no palco tem um rapaz do meu lado (nao o meu filho), que toca bateria, a pergunta foi exatamente essa “como ficou o clima com a partida de MP” a resposta de Maddi foi “vamos dizer q o ambiente ficou muito mais leve, mas prefiro nao extender meu comentario” (para nao se comprometer). O meu amigo Luiz confirmou o mesmo e ele disse q apesar da genialidade dele, MP era visto como cabeca dura e muito dificil de trabalhar….surpreso?
      Tem mais um angulo… durante o backstage JP estava comentando q o “click” dele(acho q eh o aparelho q fica no ouvido) marca o passo ou o ritmo da banda mas q a banda toda esta na mesma”frequencia”… ele citou q ele nao queria escutar o click do Jordan quando ele estivesse solando sozinho, mas escuta e mencionou tmb q o mais obsessivo com o “click” eh o Mangini, que nao so tem o tempo mas eh o unico q faz contagem regressiva para todas as viradas de tempo ou partes q precisam se concentrar mais, e JP diise q a banda toda escuta isso e complementou com um sorriso”ele pertence a outro mundo”. A gozacao foi por puro respeito ao nivel tecnico dele.

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  7. Esse link achei no youtube e captura bem o espirito da banda ao vivo. Eh a mesma apresentacao que eu assisti (essa apresentacao eh de um dia antes do meu show) mas foi fantastico. Assistam ao solo no final e nao me digam se nao eh fantastico?

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  8. Acabei de ler que eles vao tocar em Sampa… Jun 22nd Espaceo Das Americas Sao Paolo, Brazil, quem vai?

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  9. Vídeo da banda sobre um soundcheck para esta tour:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  1. Cobertura Minuto HM – Dream Theater em SP – 22/junho/2016 – resenha – Minuto HM

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