Cobertura Minuto HM – Marillion no RJ (Vivo Rio – 30/04/2016) – resenha

No início dos anos 80, quando iniciei meus estudos da música e obviamente comecei a me interessar pelas bandas estrangeiras de Rock, por suas biografias e de seus componentes, não existia a Internet.

Portanto, havia muita dificuldade em se conhecer novas bandas, ou mesmo em se obter alguma informação fidedigna daquelas que eu já gostava; os LPs eram lançados sem encartes, e muitas vezes até mesmo fora da ordem cronológica. Assim sendo, o que tínhamos disponível eram algumas publicações nacionais como as revistas “Bizz” e “Roll“, já que as importadas como a “Rolling Stone“, “Guitar Player” e etc. eram bastante difíceis e muito caras de se adquirir.

Foi numa dessas revistas “Roll” que um dia me deparei com uma matéria na folha de centro da publicação que tinha como título algo como “O Futuro do Rock Progressivo”. De um lado, havia uma foto e um texto sobre os Norte-americanos Queensrÿche, com seus cabelos pomposos da fase do LP Rage for Order, e do outro uma ótima foto do vocalista Fish dos britânicos Marillion, com sua estranha maquiagem e brinco em forma de peixe. A matéria, que devidamente elogiava muito as duas bandas, me chamou muito a atenção, uma vez que nessa época eu já conhecia bandas progressivas como o Rush, Yes, Pink Floyd e Genesis. Havia também uma propaganda no canto de outra página promovendo o lançamento do segundo LP do Marillion, o “Fugazi“. A arte da capa, com aquele peculiar bobo da corte deitado na cama e diversos detalhes interessantes me deixou muito curioso, e tentei comprar o disco em Curitiba, mas para minha decepção, não o encontrei, pois acredito que só se vendia em São Paulo e Rio de Janeiro, e essa misteriosa banda ficou sendo ainda mais intrigante: como seria esse novo Rock Progressivo?!

Em 1986, quando eu já tocava na noite curitibana, finalmente um amigo músico me apresentou o terceiro álbum da banda, o “Misplaced Childhood“, que contém o maior sucesso da banda, a lindíssima balada “Kayleigh”. Obviamente, após a primeira audição, não parei mais de ouvi-lo, e fui atrás dos dois primeiros trabalhos, o debut-album “Script for a Jester’s Tear” e “Fugazi“, este que acabou sendo o meu predileto da primeira fase da banda até hoje.

Consequentemente, acompanhei a banda para sempre, sendo surpreendido com o excelente e conturbado “Clutching at Straws“, que culminou na saída de Fish da banda, e após o suspense de quem seria o novo vocalista (novamente sendo atrapalhado pela falta de informação da época), com o lançamento de “Season’s End“, ficando maravilhado já de cara com a primeira música “The King of Sunset Town” e as demais composições belíssimas que se seguiam nas subsequentes faixas deste LP, que trazia o excelente vocalista e compositor Steve Hogarth como o substituto de Fish (uma tarefa extremamente difícil, por sinal).

Daí pra frente, a banda lançou o excelente “Holidays in Eden“, o conceitual “Brave“, e os ótimos “Afraid of Sunlight” e “This Strange Engine“. No final dos 90, me mudei para New York e acabei me envolvendo mais com a MPB, mas mesmo assim comprei o CD “Radiation“, que apesar de ter seus momentos bons como “Under the Sun” e “Three Minute Boy“, me deixou um pouco desinteressado pela banda, principalmente com os seguintes lançamentos, o “marillion.com” e “Anoraknophobia“, este gravado na base do “fan fundraising”, após a banda perder o contrato com a gravadora.

Mas nos anos 2000, com o lançamento dos excelentes “Marbles“, “Somewhere Else“, “Happiness is the Road” e seu último lançamento até o momento “Sounds That Can’t Be Made“, meu interesse pela banda voltou com toda força, voltando a acompanhá-los ao ponto de ingressar no grupo fechado “Marillion Brasil” no Facebook, que, analogamente a este blog aqui, traz aos fãs Brasileiros da banda um conteúdo de ótima qualidade, quase que diariamente.

Mas havia algo que me deixava inquieto: eu nunca consegui ver a banda ao vivo, sempre ficando maravilhado com as apresentações disponíveis em DVDs e CDs que a banda profusamente lançou na última década através do selo próprio Racket Records, em especial com os geniais Marillion Weekends. A extensa discografia pode ser conferida aqui nesse link.

Em 2014, a banda veio ao Brasil pela quinta vez, sendo o show do Vivo Rio no RJ coberto para o Minuto HM pelo nosso gêmeo-gênio Bside.

Quando a banda anunciou a turnê sul-americana para 2016, senti que não poderia mais deixar para depois para assistir essa banda que ao lado do Rush e Pink Floyd é uma das minhas prediletas, e resolvi comprar o ticket para assistir ao show na Cidade Maravilhosa. Em uma conversa com nosso colaborador Bside, o mesmo me informou que o Vivo Rio é um local que pode ser considerado como “pequeno”, e que ingressos para a pista comum seriam uma boa pedida para ver o show tanto auditiva como visualmente.

Nas semanas que antecederam o evento, alguns membros do grupo Marillion Brasil no Facebook organizaram um encontro para o dia do show no tradicional bar Amarelinho na Cinelândia, e nas trocas de mensagens e comentários nos perguntávamos: Qual será o setlist? Será que tocarão algo do novo CD que já está gravado e será lançado em Setembro de 2016, o “F.E.A.R.” (“F*** Everyone And Run“)?

Na semana do show, a banda chegou cedo em São Paulo, para gravações nos programas de TV Todo Seu, Metrópolis e The Noite, aonde tocaram versões apenas com vocal, violão e baixo das belíssimas “Beautiful” e “Easter”.

Chegando o grande dia, tudo conspirou a nosso favor e nenhuma intercorrência nos atrapalhou para pegarmos os ingressos na bilheteria do evento algumas horas antes do show.

Ingresso

A entrada no Vivo Rio foi muito tranquila, sem filas ou transtornos, e logo nos postamos na pista comum em um ótimo lugar, pois a casa ainda estava vazia, e se via o palco repleto de instrumentos e equipamentos e com o gigantesco telão mostrando os diversos logos da banda ao longo dos anos. Aos poucos o público foi chegando, praticamente lotando a casa.

Marillion - Vivo Rio 2016

Quase que pontualmente, a banda adentra o palco ao som do playback no crescendo da introdução da fantástica “The King of Sunset Town” do álbum “Season’s End“, culminando com a entrada dos instrumentistas na explosão do formidável solo de guitarra de Steve Rothery permeado pela consistente base de teclado de Mark Kelly e a cozinha de primeira linha formada pelo baixista Pete Trewavas e o baterista Ian Mosley em suas precisas e vigorosas viradas. Ao final da introdução, o vocalista Steve Hogarth invade o palco para cantar melodiosamente, com o mesmo vigor da gravação de estúdio de quase 30 anos atrás, sob a base da guitarra cristalina repleta de chorus de Rothery.

O telão mostrava imagens incríveis com inspiração oriental, e ao longo do show muitas imagens sensacionais foram sendo apresentadas, customizando visualmente cada música.

O show continuou com as belíssimas “Power” do “Sounds That Can’t be Made” e “You’re Gone” do “Marbles“, seguidas pelos sucessos “Cover My Eyes (Pain and Heaven)” do “Holidays in Eden” e “Hooks in You” do “Season’s End“, indicando que a banda havia preparado um setlist bem acessível para um público mais “leigo” da banda.

Na sequência a banda toca uma das minha prediletas, “Sugar Mice” do “Clutching at Straws“. Tenho minhas reservas com as constantes mudanças no tempo e melodia que o Hogarth faz em todas a músicas da fase Fish, ao meu ver ele poderia respeitar um pouco mais a composição original, pois é um excelente vocalista, mas aparentemente ele prefere imprimir seu estilo de toda forma. Obviamente, o highlight da música é o solo de Rothery, que em minha opinião é um dos mais bonitos da carreira do guitarrista.

Nas três músicas seguintes, a obscura “Afraid of Sunrise” do CD “Afraid of Sunlight“, a mais animada “Man of a Thousand Faces” do “This Strange Engine” e a lindíssima “Easter”, mais uma do “Season’s End“, Rothery pega o violão de 12 cordas, sendo que mais uma vez um dos momento mais esperados é quando ele entrega o violão ao roadie e pega sua black strat para entregar um solo que nasce de dentro de sua alma em melodias sensacionais que culminam na parte final ímpar da música, levando a galera à loucura, para engatarem na famosíssima “Kayleigh” do “Misplaced Childhood“.

Logo após o final de “Kayleigh”, parte do público portava cartazes com os dizeres #Lavender, e o coro formado “força” a banda a tocar a bela “Lavender”, que no LP conceitual é a continuação natural de “Kayleigh”, e praticamente de improviso, a banda toca a música em sua versão estendida, com direito a um solo extra de Rothery no final, como pode-se ver no vídeo a seguir, capturado por este que subscreve o post:

Após esta apoteose, a banda toca “Sounds That Can’t be Made”, faixa título do homônimo CD, a qual, estranhamente antes de seu final é interrompida, aparentemente por uma falha do teclado de Steve Hogarth, o qual se desculpa ao cortar a música, deixando um clima meio estranho no ar.

Porém, a banda é bastante profissional e logo começa com a lúgubre “Afraid of Sunlight”, com Hogarth fazendo a base de guitarra.

O show está chegando ao seu final, e Hogarth anuncia que a próxima música é dedicada ao recém-falecido Prince, a sensacional “King”, faixa que encerra o álbum “Afraid of Sunlight“. A música começa com o fraseado de guitarra e o solo de Kelly com seu timbre vintage de Minimoog, progressivamente crescendo até seu final caótico com a melhor participação do baterista Ian Mosley em todo o show. No telão, fotos e vídeos de várias personalidades do showbiz que já partiram dessa para melhor, como Lennon, Elvis, James Brown, Marilyn Monroe e outras que ainda não morreram, mas o fizeram simbolicamente, como Britney Spears. O show se encerra de forma fantástica.

O público estava meio disperso ao final do show, e pouco se ouviu pedido de bis; mesmo assim a banda retornou ao palco com a incrível “Invisible Man” do CD “Marbles“, que Steve Hogarth começou cantando do backstage, fazendo as vezes de um real homem invisível. Uma obra prima progressiva interpretada com perfeição, muita dinâmica e detalhes intrincados.

Para encerrar o show, a banda toca sua balada mais pop, “Beautiful” do “Afraid of Sunlight“, com os fraseados característicos de extremo bom gosto de Trewavas no baixo, e para o prazer dos fãs mais hardcore incluindo o autor desse post, a música “Garden Party” do seu 1º LP “Script for a Jester’s Tear“, aonde a predominância do teclado de Mark Kelly mostra que ele é um dos maiores magos do instrumento no gênero progressivo.

(Fotos da pista VIP gentilmente cedidas pelo amigo Iury Greghi, membro do Marillion Brasil)

Marillion Setlist Vivo Rio, Rio de Janeiro, Brazil 2016, 2016 World Tour

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A minha conclusão final sobre o show é que a banda montou um repertório com as músicas mais conhecidas visando o público brasileiro em geral, predominado canções da fase inicial de Hogarth, principalmente dos álbuns”Season’s End e “Afraid of Sunlight”, incluindo poucas faixas longas e mais progressivas da fase recente da banda dos discos “Somewhere Else”, “Happiness is the Road” e “Sounds That Can’t be Made”, ou mesmo músicas como “Neverland” ou “Ocean Cloud” do “Marbles”, tão esperadas pelo fãs da banda, que não foram tocadas. Porém, há rumores que a banda retornará ao Brasil em muito breve a fim de promover o próximo CD, “F.E.A.R“, o qual, de acordo com suas declarações, terá várias faixas com duração de mais de 10 minutos, e quem sabe veremos um show mais progressivo nessa próxima oportunidade.

No final da noite, Steve Rothery saiu para cumprimentar os fãs e tive a oportunidade de tirar uma foto com esse grande mestre que muito me ensinou ao longo da vida musical. Além de ser o exímio guitarrista, ele é um verdadeiro gentleman no tratamento com o público. Assim, finalmente lavei a alma após meu infeliz incidente com Adrian Smith do Iron Maiden.

Abilio e Steve Rothery

keep playing’

Abilio Abreu



Categories: Backstage, Cada show é um show..., Curiosidades, Instrumentos, Marillion, Queensrÿche, Resenhas, Setlists

19 replies

  1. Excelente artigo! Completíssimo!

    Liked by 1 person

  2. Sensacional. Sou Marillion até o osso desde sempre

    Liked by 1 person

  3. Abilio, queria agradecer pelas generosas palavras no seu texto e ressaltar a minha tristeza em não poder comparecer ao show. Seriam duas alegrias, uma pela banda, outra por estar em sua companhia. Peço também desculpas que as agendas não bateram, estive no Rio apenas na parte da manhã do domingo e ainda assim por não muito tempo em virtude de assuntos familiares. Espero que haja uma próxima oportunidade, seria um privilégio.
    Em relação ao show, antes de tudo, que maravilha a banda abrir com King of Sunset Town , como assim o fez no show de 90, que pude assistir com o Flávio e o Rolf aqui no Rio também. É o meu álbum favorito da banda com o Hogarth, eu já esperava por Easter , mas essa também é sensacional.
    Em relação a Sugar Mice , do meu álbum preferido entre todos ( Clutching at Straws), temos dois ” concordos” . Primeiro, pelo solo lindo de Steve Rothery e segundo pela interpretação (que é muito boa, com ótimo alcance vocal), mas sim perde para a original por algumas linhas não tão interessantes de Hogarth. É um certo preciosismo seu e meu, pois o vocal não é fácil, de qualquer maneira. Mas também acho a versão de Fish mais correta. Não achei a versão do Rio, mas segue a de São Paulo.

    Outra coisa que você deve ter percebido é a qualidade do som da banda. Ressalto que depois de muitos e muitos shows, talvez o Marillion esteja no meu top 3 entre as bandas que apresentaram excelente qualidade de áudio nos shows que vi. E pelos vídeos daqui e do youtube que já andei vendo, a recente tour e o show que você viu manteria ( caso eu lá estivesse) a banda nesse olimpo de qualidade sonora.
    Nesse eles acrescentaram elementos visuais, bem colocados no post, na minha opinião uma ótima sacada que agrega à banda.

    Por fim, muito legal lhe ver ao lado de Rothery, imagino a emoção!!

    Grande abraço, quem sabe estaremos juntos na próxima.

    Alexandre

    Liked by 1 person

    • Bside,

      Realmente foi uma pena não termos assistido juntos a esse excelente show, uma vez que temos percepções e opiniões muito similares com relação à vários aspectos da música.

      No quesito qualidade técnica, nem mencionei nada pois o que você já havia postado na resenha de 2014 é realmente a tônica da banda, o som é excelente e os timbres característicos de cada instrumentista estão ali presentes numa réplica perfeita do que foi gravado em estúdio. Achei muito interessante um dos (inúmeros) teclados de Mark Kelly (o prateado que se vê no vídeo que postou), que é transparente no fundo e permite que as teclas sejam enxergadas pelo público quando a iluminação é projetada nele.

      O telão foi realmente algo que deu um plus no show, imagens muito lindas em vídeos feitos exclusivamente para cada música, dando uma dinâmica ao show como só a produção de grandes bandas sabe fazer.

      E encontrar o Rothery no final foi a cereja do bolo, ele é uma figura muito carismática e tratou muito bem a todos que chegaram junto para tirar uma foto ou tecer-lhe elogios; ninguém melhor que o Marillion, que há décadas lançou CDs custeados pelos fãs a fim de evitar a auto-extinção, sabe que é o fã que coloca o carvão para o trem continuar andando…

      keep the train a-rollin’

      Abilio

      Liked by 1 person

  4. Show esse post ! Parabéns ! Este foi meu quarto show da Banda, o primeiro na Apoteose quase 30 anos atrás. Se soubesse do encontro no amarelinho teria ido também…poxa. E pra fechar uma foto com o guitarrista que mais admiro…

    Like

    • Obrigado Sidnei!

      Pena mesmo que você não soube do encontro no Amarelinho, tinha uma galera lá que entende muito do assunto e o papo no pré-show acabou sendo muito divertido.

      Fico feliz que tenha curtido a resenha, feita com o intuito de eternizar esse momento tão importante, já que sigo a banda há décadas e era uma das últimas do meu top 10 que eu ainda não havia visto ao vivo.

      Por fim, convido você a navegar pelo Minuto HM, tenho certeza que o conteúdo irá interessá-lo bastante!

      keep rockin’

      Abilio

      Like

    • Olá Sidnei, seja bem-vindo ao Minuto HM!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

  5. Uma grande resenha
    Excelente, Abilio. Muito bom o post
    Alma lavada
    Eu assisti ao Marillion acho que em 94 no Hollywood Rock e foi um showzaço

    Like

    • Janeiro de 1990, Rolf. Estávamos lá , juntos ,com o Flávio. O tempo passa rápido, já se vão quase trinta anos….

      Alexandre

      Like

    • Obrigado Rolf!

      Realmente o Marillion é uma banda que, mesmo após tantos anos de estrada e com tantos obstáculos enfrentados para continuar na ativa, se mantém no topo do jogo, com performances ao vivo que parecem só crescer de qualidade com o passar do tempo.

      Queria eu estar nesse Hollywood Rock; a cena do jovem Steve Hogarth escalando a estrutura metálica é algo inesquecível, mesmo pra quem viu pela tv analógica cheia de chiado nos anos 90.

      keep rolfin’

      Abilio

      Like

  6. Abillio,

    este post conseguiu de forma magistral refletir o melhor do que este blog se propõe, mas ao mesmo tempo, sem ser nada “forçado” ou “pensado” para ser assim. Tudo que você trouxe aqui – uma mescla de conhecimento, curiosidades, análise imparcial sem perder o lado humano e emocional, culminando em uma mais que merecida foto que tenho certeza que lhe marcará para o resto da vida. Ou seja, que noite!

    Muito legal que finalmente tenha visto a banda ao vivo. Você e os gêmeos, creio que especialmente o B-Side, são provavelmente os únicos caras que conheço que FALAM sobre a banda. Eu entendo bem o significado do Marillion para vocês.

    Muito legal que tenha sido um “evento”, ou seja, teve um pré-show, um encontro com pessoas que entendo que estão sempre em contato no mundo virtual, e é sempre especial quando tais encontros saem do plano virtual também.

    A resenha do show é um show a parte e sintetiza de forma muito bem escrita o que foi esta grande noite. Como disse o Rolf, a alma lavada.

    Por fim, a foto que tira o trauma “Adrian Smith”, e assim fico muito feliz, ainda mais por saber da importância do músico em sua vida, tão bem contada no início do post.

    Um privilégio ter este review por aqui, só posso contemplar, agradecer e esperar por mais posts seus, que são um dos grandes diferenciais deste blog!

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

    • Presidente,

      Como é de costume dos demais autores aqui do blog, incluindo você, acredito que nos propomos a criar posts que tragam o máximo de informação possível para que os momentos fiquem devidamente registrados para a eternidade e levem quem os lê pra “cara do gol”, e naturalmente a “back history” é necessária para que os leitores entendam o contexto emocional que nos leva a assistir as bandas que tanto curtimos.

      Realmente, eu e o Bside poderíamos ficar um podcast inteiro falando (bem) do Marillion…

      E quanto ao encontro com o pessoal do Marillion Brasil, foi muito legal pois aconteceu o que exatamente acontece conosco aqui no blog, que é a felicidade de conhecer pessoalmente pessoas de vários “walks of life” que têm em comum essa paixão por música boa, acabando por ampliar nossa rede de conhecidos com conhecimento.

      Espero poder ir a mais muitos shows desse naipe, pra ter a honra de cobri-los MHM!

      keep ’em comin’

      Abilio

      Like

  7. Vou falar o óbvio, mas não penso em ninguém mais gabaritado para fazer uma resenha aqui, que espetáculo! Me senti transportado e que bom ver a banda entregando tamanha qualidade.
    Do maravilhoso texto, desde a conceituação histórica, com a apresentação do Misplaced para o Abílio – um daqueles momentos mágicos de nossas vidas, à imersão no set list e os detalhes de cada música, só aumentou a vontade de num próximo estar “in loco”, afinal, como falou o B-side, já se vão mais de 25 anos que não vejo a trupe.
    Gostei do set list, Sugar Mice, Easter, Kayleigh, Lavender, Beautiful (pop no tamanho certo), Garden Party para o fã mais xiitas – nenhuma dessa é um lados B (é isso, Rolf?), e o inesquecível e (até que enfim) bem sucedido encontro de dois mestres: Abilio e Steve Rothery – que momento mágico, dois gênios do instrumento.
    Abílio, me chame para o próximo, de repente encontro com o Mestre Trewawas…

    Like

    • Remote,

      Obrigado pelo comentário, e realmente a presença de todos vocês lá seria mais que ideal! Você iria ver de perto que a banda se encontra ainda no topo da forma, principalmente em se tratando dos vocais dificílimos de Hogarth que canta sem esforço algum.

      Só não precisava exagerar quanto ao “gênio do instrumento”, já que ainda engatinho enquanto Rothery voa alto há muitos anos… De toda forma, agradeço muito essa observação!

      keep praisin’

      Abilio Abreu

      Like

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: