Cobertura Minuto HM – Kiss Cover Brazil Symphony – São Paulo – parte 2

Ontem, dia 26 de abril de 2017, tive a oportunidade de ter acesso ao ensaio preparativo para o show Kiss Cover Brazil Symphony que acontece nesta próxima sexta-feira, dia 28 de abril de 2017, no Teatro UMC, em São Paulo. Mesmo com indícios de uma possível paralisação nacional, o show está confirmado e sua preparação está a todo vapor.

Fui muito bem recebido por Felipe Simmons Mendes, que é ator, produtor, empresário, escritor, roteirista e pela segunda vez pude constatar o quanto ele é um músico muito competente. Estive no Kiss for Kids que foi um show extraordinário como entretenimento e para os fãs de Kiss como este que vos escreve. Felipe faz baixo e voz no Kiss Cover Brazil e convenhamos que cantar e tocar Gene é uma tarefa árdua que requer experência na voz e nas 4 cordas e Felipe tira de letra essa demanda. No Minuto HM, temos Flavio Remote que possui talento igual e vê-los em ação para mim foi uma experiência muito boa.

Bom, voltando ao evento de ontem, eu fui muito bem recebido por Felipe e batemos um longo papo sobre diversos assuntos. Falamos sobre aspectos de como gerir uma produtora, sobre como andam as produções de espetáculos no Brasil, as cenas de rock and roll, seus projetos, as surpreendentes rivalidades existentes entre as bandas cover de Kiss, sua experiência extraordinária de ter trabalhado para o Kiss em 2015, sobre sua característica de ser multidisciplinar no meio artístico, e, claro, falamos muito sobre Kiss.

Buscando uma roteirização da conversa, pedi aos meus amigos Flavio, Alexandre e Eduardo Rolim, aqui do blog, que me ajudassem no envio de algumas sugestões para levar para Felipe que muito pacientemente comentou sobre as perguntas abaixo e muito mais. Desnecessário dizer que o nosso presidente Eduardo Rolim também contribuiu com a ajuda na roteirização da conversa. Rolim atua em tudo. Sempre! Muito obrigado aos três pelo apoio. Segue um resumo do roteiro:

01 – Como surgiu a ideia e qual foi a motivação principal para realizar este projeto?
02 – Como foi feita a escolha da orquestra? Como foi esse a primeiro contato?
03- Há, nesses músicos da orquestra, alguém que você tenha percebido que já conhecia o som do Kiss ou de outras bandas?
04 – Como vocês do Kiss Cover Brazil lidam com os equipamentos? Há uma preocupação em tentar se aproximar dos instrumentos que o Kiss usa ou já usou? Quais guitarras, baixos e bateria que vocês usam?
05 – Qual a música que vocês estão gostando mais de tocar?
06 – Qual música mais desafiadora, a que deu mais trabalho? Como foram os primeiros ensaios? O que precisou claramente ser ajustado?
07 – Depois do sucesso com o projeto com as crianças, podemos entender que esse é um projeto mais ambicioso. Já estão pensando em outros? Pode dar uma dica?
08 – Em relação a Forever, já que na versão sinfônica o tom foi ajustado, gostaria de saber se vão tocar no tom original ou ajustado?
09 – Sabemos que o papel do maestro foi fundamental no projeto do Kiss. Como se decorreu nesse projeto? O maestro conhecia alguma música da banda?
10 – Houve algo que os fez quase desistir do projeto?
11 – Alguma chance de “Do You Remember Rock ‘n’ Roll Radio?”, faixa bônus cover do Ramones do Alive IV, entrar no setlist da noite?
12 – No show australiano, ouvindo-se o áudio da transmissão PPV, o público pediu “The Oath”, algo que obviamente foi removido do áudio quando do lançamento do Alive IV. Alguma chance dessa música fazer parte do setlist?
13 – Há muitas questões envolvendo arranjos das músicas no Alive IV. God of Thunder mais lenta, I Was Made For Loving You com uma mudança grande que chega a descaracterizar a música em certos momentos. Como tais temas estão sendo tratados e quais os desafios?
14 – Existem possibilidades para executar esse show também em outras datas ou mesmo cidades?

No áudio que segue há um grande compilado dos comentários e respostas dadas por Felipe Simmons Mendes, que nos recebeu nos camarins do teatro para esse papo.

Sobre a dinâmica do ensaio, eu achei sensacional o resultado. Banda e orquestra tocando um rock and roll de primeira, os grandes medalhões do Kiss sendo executados por músicos muito competentes e isso so aumentou muito a expectativa da apresentação de sexta com os figurinos e sua ambientação. Sei que parece meio que chover no molhado mas ver um maestro em ação conduzindo a integração entre os dois mundos foi algo que realmente extraordinário para mim. Não fazia ideia do domínio que ele tinha sobre as músicas e sobre as direções a serem tomadas. Claro que isso era esperado, mas ver isso com algo que nada tem a ver com a praia de uma orquestra foi muito muito bom. Fazer parte aqui do blog é sempre, sempre um aprendizado contínuo e diversão garantida e foi o que rolou ontem para mim. O bate papo com Felipe e poder ver o ensaio foi para mim uma experiência muito agradável.

Nós, do Minuto HM, estaremos neste show!

Acabei de conversar com o nosso presidente e acertei de convidar o Flavio Rangel do blog Roque Reverso para se juntar a nós no dia da apresentação.

Segue ainda um vídeo com um compilado de trechos do ensaio:

Ingressos podem ser comprados aqui.

Rolf.

Colaborou / editou: Eduardo.



Categories: Agenda do Patrãozinho, Backstage, Covers / Tributos, Curiosidades, Entrevistas, Kiss, Resenhas

8 replies

  1. Excelente matéria

    Obrigado pelo apoio meus amigos

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  2. Ouvi não uma, mas duas vezes o áudio, obrigatório para o fã do Kiss. Antes de tudo,é necessário registrar um parabéns ao Rolf pela iniciativa e pela exclusiva. Em relação a entrevista, há vários pontos bem interessantes, mas me detenho na questão dos instrumentos, é impressionante mesmo como a banda consegue ter peças até raras a nível mundial. E sempre com a referência KISS.
    Torço para que os eventos no país não acabem estragando essa que é uma verdadeira ousadia a nível de banda cover.
    Apesar de não ser um dos mais entusiastas da mistura, tenho de dar o braço a torcer na competência que já pode ser vista ( e ouvida) no take do ensaio.
    Um ótimo show a todos e parabéns pela idéia!

    Alexandre

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  3. Estou no meio do áudio e ouço que Kiss fez cover de música dos Stones. Bah, mas o Kiss entende mesmo de música. Impressionante.

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    • Com a palavra, Flávio Remote…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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    • Bem, primeiro eu acho que o Flávio talvez nem responda isso…. Sabe-se lá…
      Resolvi, eu então, botar as duas versões aqui:

      E aí vai minha análise :

      A do Rolling Stones tem, de créditos, o fato de ser a original e da banda em si ter influenciado vários outros grupos, como o próprio KISS. Além disso, pode ser considerada como uma busca do estilo meio psicodélico da época , com uso de instrumentos acústicos de levada meio oriental.
      O resto, e aqui pode ir até uma grande imparcialidade neste comentário, é uma surra que nem o Brasil tomou da Alemanha…..
      Ace Frehley, que nunca foi dos mais técnicos guitarristas deste planeta, fez uma versão muito mais energética, com solos recheados do mais puro rock and roll e os quase cinco minutos passam voando. Botou os Keith Richards da vida no bolso…. A versão de pouco mais de 3 minutos dos Stones é, além de sem pé nem cabeça, chata e um tédio que não acaba. Isso sem contar a “maravilha” que é a bateria da versão original.

      Eu não ouso contestar a importância da banda para o rock’n’roll, muito menos que eles tem várias canções que entraram para os clássicos de todos os tempos do gênero, mas aqui eles pisaram na bola e o KISS ( leia-se Ace Frehley, já que nada ali tem o dedo de outro integrante que não ele) fez bonito e resgatou a música de um ostracismo outrora merecido.

      Alexandre

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