O tal do Ópera-rock…

Não, não vamos falar aqui de algum cover do Kiss com violinos, nem de algum novo projeto do Apocalyptica.

Esse post começou com uma revistinha mensal do bairro onde moro aqui em São Paulo, que trouxe na capa os Titãs, que divulgavam o lançamento de sua nova obra, Doze Flores Amarelas.

CapaExcerto

Quando li o excerto da imagem da direita, a pulga na minha orelha pulou na mesma hora: “A primeira-ópera rock feita no Brasil?! Ué, eu ouço ópera-rock brasileira há mais de 10 anos …”.

E foi assim que eu esperei chegar a dia do lançamento do álbum, sexta-feira 13 – o Dia do Rock (não há como não lembrar de um excelente texto do Daniel sobre esse dia). Baixei no meu software de streaming. Ouvindo o álbum, a minha primeira reação foi: “Mas isso aqui não é ópera-rock! Isso é um álbum conceitual”.

Mas o que é um álbum conceitual? E uma Ópera-Rock? Isso tem diferença? Bem, a linha é tênue, mas para mim, tem. E trago a discussão para cá.

Não é de hoje que o rock começou a contar histórias. Isso começou há muito tempo, na década de sessenta, sempre comandado pela vertente progressiva. Daí surgiu o tema de “álbum conceitual”, que é muito conhecido e falado boca afora. O registro mais velho que eu conheço é o S.F. Sorrow, do Pretty Things (e que é um senhor álbum – ouçam!).

Basicamente, toda ópera-rock é um álbum conceitual, mas nem todo álbum conceitual é uma ópera-rock. Sempre que todas as músicas de um álbum trabalham um tema central, você tem um álbum conceitual; mas óperas-rock são centradas em um enredo, uma história que foi previamente e propositalmente escrita para nutrir as canções seguindo uma narrativa e que exige que seus personagens sejam interpretados. Vai muito além do simples conto de uma história.

Em um comparativo simples, uma ópera-rock é uma peça de teatro, mas que ao invés de ir para o palco, ela foi para o estúdio. Tem ópera-rock que extrapolou esse conceito e, literalmente, foi transformado em peça teatral. O primeiro exemplo disso (e acho que único no mundo do rock) é o setentista Jesus Christ Superstar, que iniciou como álbum (com Ian Gillan no papel de Jesus Cristo – mais tarde Ian foi cantar com o Black Sabbath; uma boa piada pronta) e foi parar na Broadway (*).

(*) Agora você vai mencionar: ah, e o Tommy, do The Who?! Pois é, Tommy também virou musical da Broadway, mas na minha opinião foi mais uma consequência do que uma intenção (o álbum é de 1969, foi para os cinemas em 1975 e virou peça de teatro em 1992 – há um gap muito grande aqui). Apesar de ser rotulado de ópera-rock, eu vou contra o mundo e não dou esse título para Tommy, pois as diversas interpretações dos personagens criados foi feita pela primeira fez no cinema e não no álbum em si.

Então o mundo da música é meio carente de óperas-rock? Eu não negaria isso. Pegar obras como o S.F Sorrow (Pretty Things), Tommy (The Who), The Wall (Pink Floyd) e muitos outros álbuns similares e chamá-las de óperas-rock é, ao menos para mim, uma maneira de chamar a atenção de que esses álbuns têm uma história envolvida e que a banda fez “algo diferente” dentro de suas propostas, mas eu não os rotulo de ópera-rock (não estou de alguma forma criticando os álbuns – atenção aí xiitas de plantão). Se fosse fácil assim, deveríamos chamar álbuns como The Astonishing (Dream Theater), The Temple of Shadows (Angra), Alex (Sepultura), The Lamb Lies Down on Broadway (Genesis), Thick as a Brick (Jethro Tull), Abigail (King Diamond), Nightfall in Middle-Earth (Blind Guardian) – só para citar alguns – de óperas-rock, simplesmente porque eles têm histórias cronológicas contadas/tocadas. Falta a interpretação e interação dos personagens envolvidos.

Na minha opinião, existem trabalhos bem calcados no significado de ópera-rock. No meio do som que o pessoal desse blog está mais acostumado, temos excelentes exemplos (vou citar alguns que ouço e acho legais).

Além de Jesus Cristo Superstar, a brincadeira teve em 1995, com o multi-instrumentista Arjen Anthony Lucassen, a criação do Ayreon. No currículo dos mais de 10 álbuns de estúdio, nada menos do que cerca de 70 vocalistas. Obviamente que os quase 70 personagens não se encontram em todos os álbuns; mas o ponto é que existe um vocalista para interpretar cada personagem que fora criado dentro do universo de Arjen. O vídeo abaixo mostra a mais recente obra The Source (você certamente conhecerá, pelo menos, alguns vocalistas rapidamente), destacando as falas dos personagens e detalhes da história com legenda em português (ouça cerca de 5 minutos para você ter uma ideia de como a proposta muda muito no que tange o contar da história e faça um comparativo com uma obra conceitual que você tem em mente e que considere ópera-rock):

Outro que ficou muito famoso (aqui no Brasil, aposto que é mais conhecido que o Ayreon) foi Tobias Sammet, liderando, até hoje, o Avantasia, com seus 7 álbuns e 21 vocalistas (e contando, porque um novo álbum vem aí em 2019). A estrutura que Tobias usa difere um pouco de Arjen, pois Tobias canta em todas as faixas, como o personagem central da história. Abaixo, o Ato I da saga, de 2001, com a participação, dentre grandes vocalistas, do brasileiro André Matos:

E no Brasil, existe isso? Sim, existe! Com o Soulspell, comandado por Heleno Vale. O baterista reuniu diversos músicos brazucas e criou a única ópera-rock nacional que eu conheço. Abaixo o debut A Legacy of Honor, 100% tupiniquim, de 2008, com Leandro Caçoilo no papel principal da trama:

Se você pesquisar, vai achar o Odair José com a obra O Filho de José e Maria como a primeira ópera-rock do Brasil. Olha, eu ouvi o álbum antes de escrever esse post, mas deixo para os comentários que apareça algum fã do Odair José por aqui, porque, meu amigo, lembra do comercial do Dreher (“Que Dureeeezaaa…”)?! E não, isso não é obra de ópera-rock – ouvindo nem dá para sacar que é um álbum conceitual.

E voltando ao álbum dos Titãs, eu ouvi Doze Flores Amarelas. A banda, mesmo desfalcada, ainda está com mais de uma voz no protagonismo de suas músicas, o que abriria espaço para a interpretação de, ao menos, dois personagens. Entretanto, Branco Melo e Sérgio Britto se dividem em contar uma história (com pouca particição de Corina Sabbas, Cyntia Mendes e Yás Werneck, que fazem as Marias – personagens centrais).

Os shows de Doze Flores Amarelas é apresentado em um formato de espetáculo, com direito à direção teatral e atores em palco (e isso eu só li, não cheguei a ver). Ou seja, a obra foi propositalmente escrita para também ter encenação. Ainda é muito cedo para conclusões, mas para mim, ainda é cair sim em um álbum conceitual, e não em uma ópera-rock.

Seja lá qual seja o conceito correto, os Titãs não detêm o ineditismo que eu vi muita mídia divulgar – o pioneirismo da ópera-rock no Brasil deve se creditar a outro artista. A quem se deve esse título, exatamente, eu me arrisco no projeto Soulspell. Entretanto, muita coisa no mundo da música não tem certo ou errado e rótulos sempre são perigosos. Um tema pouco discutido como esse merece ser cada vez mais explorado.



Categorias:Artistas, Black Sabbath, Curiosidades, Deep Purple, Discografias, Pink Floyd, Resenhas, The Who

12 respostas

  1. Kelsei, compreendo seu ponto sobre nao utilizar o nome opera rock de qualquer jeito pois isso pode nos trazer um outro entendimento sobre a divulgacao do trabalho e nesse ponto eu concordo plenamente com vc.

    sou um grande fa de Titas e o Titanomaquia pra mim e um dos melhores discos de rock and roll do nosso pais e vejo esse novo trabalho como mais uma forma que a banda encontrou pra seguir com suas propostas de seguir com a sua inquietude

    excelente vc ter pesquisado sobre o assunto e nos trazido algumas delas

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    • Pois é Rolf! E em nenhum momento minha intenção foi criticar os Titãs. Já vi vários shows dos caras e tenho muitos álbuns deles aqui em casa. Quando eu ouvi o novo álbum, claramente é algo que a banda nunca fez antes e, com 36 anos de vida, isso é louvável (muito banda já caiu em mesmice com muito menos tempo de vida).

      No texto do Daniel que eu coloquei o link tem uma frase que eu gosto muito: a de que nossa mídia musical é feita por estagiários. Pegaram um negócio que os Titãs fizeram pela primeira vez e transformaram em algo que nunca ninguém no Brasil nunca fez, o que eu mostrei aqui que não é verdade.

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  2. Grande Kelsei, grande matéria! Participei, mesmo que discretamente, do início do Soulspell, que desde sempre foi concebido como uma ópera rock. Titãs foi mal nessa…

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    • Então Eduardo, acho que quem foi mal nessa foi a mídia que trabalha com os Titãs e as demais mídias que não questionaram e não validaram nada antes de sair espalhando a notícia por ai. Nos tempos de hoje a informação à jato vale mais do que o conteúdo em si. Acho que só leitores de um blog como esse poderiam trazer esse questionamento da Ópera Rock. A grande maioria das pessoas que teve contato com a matéria se preocupou mais com o fato dos Titãs ter um novo álbum.

      E você participou do início da Soulspell hein !!! Teve agora o ato IV e gravação do DVD com o André Matos e Fabio Lione dividindo o palco! O Heleno Vale conseguiu fazer, mesmo que sem querer, algo que ninguém imaginou: fazer o André dividir o palco com o atual vocalista do Angra! Não é pra qualquer um!

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  3. Muito legal Kelsei, uma discussão no wattsapp acabou virando esse post. Nesse caso o aplicativo foi usado para o bem do blog. Muito legal mesmo!!!
    Mas indo direto ao assunto, acho que o “Q” da questão e’ justamente a linha que separa um álbum conceitual de uma opera rock. Para mim, a frase: “Basicamente, toda ópera-rock é um álbum conceitual, mas nem todo álbum conceitual é uma ópera-rock.” E’ o que define o post, o kelsei foi muito feliz nessa colocação.
    Porem fiquei pensando… o disco The Wall e’ a obra conceitual definitiva do Pink Floyd e categoricamente não e’ uma Opera Rock, porem o que Roger Waters fez em Live in Berlin acabou transformando The Wall em uma verdadeira Opera Rock. Então pergunto: The Wall seria um exemplo que poderia se encaixar nos dois casos?
    Bom, acho que a primeira opera rock que ouvi foi Hair, que passou na globo lá nos anos 80, hoje nem sei se realmente isso e’ mesmo uma opera rock, pois nunca tive curiosidade de assistir novamente.
    Tenho o Jesus Christ Superstar em CD duplo, confesso que o comprei pensando que o Ian Gillan participava dele, porem o lançamento que tenho e’ de 73 e Jesus e’ interpretado por um tal deTed Neeley. Pelo que pesquisei Gillan participou em 70, ate seria interessante saber se ele chegou a gravar mesmo alguma coisa, se sim, então temos mais de um lançamento da mesma opera rock. Como curiosidade, Jeff Fenholt também cantou no Jesus Christ Superstar e no Black Sabbath, inclusive substituindo nos dois casos o Ian Gillan. Ah, também tem o Colin Peel, que gravou o “A Cry for the New World” do Praying Mantis e entrou na banda justamente por causa de seu desempenho em uma das produções da opera rock.
    Para terminar, mais uma vez gostaria de destacar a ótima ideia do post, penso que tem tudo para render boas discussões e pra completar… Titãs??? Não, obrigado, passo longe!!!

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    • Hahahaha …J.P., depois do fumo que o presidente deu em todo mundo até mudando o nome do grupo no Whats para “Escreve no blog …” ai rolou um mea-culpa!

      Quanto ao The Wall, ele teve filme e depois virou uma obra conceitual que se encaixou muito bem com a mega produção ao vivo. Mas não acho que se encaixaria em uma ópera-rock, pelo fato de que, no final das contas, temos uma história sendo contada sim, mas sem a interpretação de diversos personagens. The Wall é uma história profunda e tensa, cheia de auto-reflexões e que fala de temas como solidão, saudade, reencontro, e por aí vai.

      Tem muito local por aí que caracteriza Tommy e o The Wall como Óperas-Rock e essa foi uma das minhas maiores motivações ao escrever o post: saber realmente se o que eu acho que é uma Ópera-Rock realmente é … sendo clichê: sabemos uma gota e ignoramos um oceano. Vai que estou nadando no oceano, né?!

      Quando ao Jesus Christ, não sabia dos pontos que você colocou. Muito legal!

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  4. Bom, eu achei isso tudo fantástico, e queria consolidar com exemplos. O The Elder é uma opera rock? Quanto ao Titãs entendo com intenção comercial taxar como primeira opera rock, apenas isso. É aquilo, falem mal de mim, mas falem, o que vale é a polêmica.
    A Dança dos Signos do Oswaldo Montenegro era musica teatro puro, Rolf que se manifeste…

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    • Você sabe que eu pensei “um dos gêmeos vai mencionar o The Elder” … rsrsrs

      Music from the Elder, se não me engano, não foi feito para um filme que nunca foi rodado?! Acho que a intenção do Kiss aqui era criar uma trilha sonora, mas não tenho propriedade para falar do quarteto mascarado. Do álbum em si, é como outros exemplos que eu coloquei acima, como o Angra ou o King Diamond: é um álbum conceitual, mas também não o classificaria como Ópera-Rock.

      Do conceito que eu trago comigo, os 3 exemplos do blog são óperas-rock que eu ouço muito. Vou deixar um quarto exemplo, que eu não achei legal (pelo menos quando eu ouvi, não desceu): o Timmo Tolki, ex-guitarrista do Stratovarius, criou uma ópera-rock chamada Avalon. Quando saiu o primeiro álbum o Tobias Sammet, do Avantasia, até soltou um comentário meio sem noção do tipo “Nossa, que originalidade!”, porque na europa o Avantasia meio que dominava a cena.

      Nunca coloquei youtube nos comentários, vamos ver se vai:

      Também tem uma Ópera-Rock chamada AINA, que inclusive tem o Glenn Hughes como um dos personagens:

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  5. Kelsei, antes de tudo , que bom que isso saiu do whatsapp para este local, mais do que correta a sua opção:
    E como dizia o velho Chacrinha, eu vim aqui pra confundir e não para explicar .

    1)A diferença entre disco conceitual e opera rock: Pra mim a definição que toda opera rock é um disco conceitual e nem todo disco conceitual é uma opera rock faz sentido. E a partir do momento que o disco conceitual se tornou um projeto cinematográfico ou de teatro ou mesmo uma encenação da banda em uma tour em sua totalidade, pra mim isso é o que o torna a tal ópera rock. Esse negócio de ter ou não personagens/cantores se revezando na história para mim é muito subjetivo. Então, se fo encenado, antes ou depois, para mim é Opera rock.O detalhe é que ópera rock não se restringe ao rock , e sim também para outras vertentes musicais. Então eu vim aqui pra confundir e atestar que considero o Tommy e o The Wall óperas rock. E também considero a dança dos signos ( do Oswaldo Montenegro) uma Ópera rock, embora de rock quase não tenha nada. O complicado é se um cinegrafista amador resolve pegar o The Elder e lançá-lo em filme sem autorização do KISS. Eu já tinha ouvido falar que existia um projeto (meio trash movie) para tal empreitada. É lógico que o cara ia perder zilhões de grana se resolvesse utilizar a trilha do KISS na ideia, então pra mim o disco do KISS até o momento é um ( excelente) disco conceitual.
    Vou juntar a questão da trilha sonora como conceito: Pra mim trilha sonora são as músicas que tocam em algum filme ou outro tipo de encenação sem associação clara com a obra. Por exemplo , a trilha sonora de Almost Famous ou a do filme Dazed and Confused, dois grandes exemplos do ótima música de vários do nosso gênero ( Led, Alice Cooper, KISS, Sabbath, por aí vai) que não contam a história do filme. Quem não conhece essas trilhas sonoras , não sabe o que está perdendo. Então, pra não confundir, trilha sonora não tem relação com a história dos filmes ( ou peças teatrais etc….).

    2)O disco do titãs é pioneiro em ser a primeira Ópera rock do Brasil ? Bem, pra mim precisaria ser uma obra brasileira e ser cantada em nosso idioma. Como eu disse lá em cima, eu vim aqui pra confundir. Então, o Holy Land, do Angra, se encenado, poderia virar uma Ópera rock? Pra mim ,não, por que não é cantado em português. Assim o disco do Titãs até poderia ser considerado o pioneiro ? No rock talvez seja, mas pra mim a dança dos signos dos Oswaldo Montenegro vem na frente. Não sei dizer se tem outro antes.

    3) O disco do Odair José me parece ser um disco conceitual que não foi encenado, ou seja, não virou Ópera rock, ate por que de rock ele tem bem pouco. Tem, vá lá, com certa benevolência, mas é lá pro fim do disco e ainda assim, dando “uma força”.

    4)Eu queria saber da galera quem já se atreveu a ouvir esse disco do Titãs para avaliar a questão musical. Ouvi algumas canções no último Rock in Rio ( no dia do The Who/Guns eles tocaram) e honestamente não gostei. Mas é um tipico projeto para não se ouvir uma vez só , ainda mais em um festival . Algum pode traçar alguma impressão sobre ele?

    Aguardo mais considerações da galera

    Alexandre

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    • Alô alô B-side !!! Quem não se comunica, se trumbica!

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      Sobre seu tópico 1

      Essa é toda a cerne da intenção do post: discutir esse tema.
      O termo “ópera-rock” veio da ópera em si (óperas são bem mais antigas que o rock). Oras, pois eu não conheço óperas que sejam “solo” – então fui pesquisar. E não é que existem?!

      Na história das óperas, exitem 27 óperas que foram criadas para DUAS vozes, 21 óperas que foram criadas para UMA voz e uma única ópera que NÃO TEM INTÉRPRETE. E como meu conhecimento de óperas é muito limitado, segue a fonte que encontrei ao pesquisar sobre isso: http://opera.stanford.edu/misc/UnaVoce.html

      Mas voltando ao tema, se formos fazer um comparativo com as óperas-rock, então é possível que óperas-rock não tenham vários intérpretes (se bem que isso mais parece algo padrão para as bandas de rock do que o contrário – o fato de uma mesma voz interpretar tudo). Mas aí vem a questão: contar uma história é interpretar seus personagens? Para mim, não! Por isso que uma banda, ao contar uma história, produz sim um álbum conceitual, mas não produz uma ópera-rock.

      Nota: Não conheço a obra do Osvaldo Montenegro – incluí na minha lista infinita de álbuns para ouvir.

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      Sobre seu tópico 2

      Não concordo. Porque a obra tem que ser interpretada na língua nativa?

      Quer dizer então que o Sepultura não é uma banda brasileira, só porque os garotos de Minas Gerais escrevem em inglês?
      Quer dizer então que o Pain of Salvation não é uma banda sueca, só porque os garotos de Eskilstuna escrevem em inglês?
      Quer dizer então que Baby Metal é sim uma verdadeira banda japonesa porque as garotinhas cantam em japonês?

      Para mim a questão da língua é mais uma questão de sobrevivência do mercado da música, além de algumas outras variantes. E isso é uma outra discussão gingantesca.

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      Sobre seu tópico 3

      Você também tomou um Dreher?

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      Sobre seu tópico 4

      Achei um álbum fraco, com músicas que não se sustentam. Em um comparativo tosco, os Titãs fizeram um “The Astonishing”, virtuosamente bem menos complicado. Em resumo, só fã vai ter o álbum.

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      • Kelsei, respondendo:
        1 e 4 , ok
        Item 3 : Nunca ( eu acho), mas aqui em casa tem um conhaque chamado Domecq, que está fechado desde o dia que pousou por aqui.
        Item 2, esse sim é o que interessa: Sepultura, Angra, demais bandas que cantam em inglês e Scorpions ou Pain of Salvation , entre tanto que não são de lingua nativa ingles , fazem álbuns relevantes na lingua inglesa. Eu não consigo considerar, no entanto, que são obras brasileiras. Os conjuntos são sim brasileiros ( ou suecos, alemães, etc…) que fazem boa música mundial. Mas essa é minha opinião, eu devo estar errado em não considerar alguma dessas obras ( se for o caso) como precursora ou exemplo brasileiro de algum estilo , como o ópera rock aqui citado.

        Alexandre

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  6. Relendo aqui os comentários
    Ao reler o segundo texto de comentário do Kelsie acho que ali foi o melhor: estagiários!!!!!!!

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