Cobertura Minuto HM – Paul McCartney em Curitiba – Freshen Up Tour – parte 1

Um é pouco.

Dois, é bom…

Três? Não é demais. Nunca é demais. Não há como considerar ser demais. Aliás, só três? Volte ao “pouco”.

A caminho de Curitiba para ver o terceiro e último show dessa tour “renovada” do Paul. Em São Paulo, teve o tradicional “até a próxima”, portanto, mesmo com idade já avançada, não imagino – e nem quero refletir sobre – que este pode ser o último show de Macca que vejo na vida. Mas o sentimento é esse a cada “último show”, portanto, é mais uma chance especial na vida e nunca deve deixar de ser valorizada.

Fui surpreendido por uma gripe de última hora ontem. Ainda que sem febre, continuo sem voz – dado os shows em SP – e agora, meio devagar, dada a congestão. A ideia, portanto, é um passeio rápido pela cidade e depois check in e descanso no hotel para o show. Bom, nem sempre cumpro isso de descansar, então, vamos ver.

Voo de ida com embarque começando. Aquela inexplicável fila já se amontoa perto de mim. A cobertura voltará durante o dia, em mais essa lembrança de pré-show por aqui. Sei que o Schmitt estará lá, mas de arquibancada. Uma pena que não poderemos conferir a lenda juntos desta vez.

À noite promete ser sem chuva, mas comigo lá, a experiência diz que tudo é possível. Temperatura mais baixa que em SP, mas até aí, é óbvio. Que São Pedro mande chuva em qualquer outro lugar que não seja a Liverpool paranaense de hoje.

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08h48: na saída do aeroporto, um outdoor gigante dá as boas-vindas ao Sir. Pela cidade, há outros menores. Muito legal isso – em São Paulo, com as proibições, faz eu sentir falta.

09h28: turistas de montes e claro que o Paul tem a ver com isso. Aqui na Praça Tiradentes, a fila do city tour se acúmulo para o primeiro ônibus das 09h00. Ia pegar, mas resolvi passear a pé e comer por aí. O clima da cidade está ótimo, percebe-se o que o show deste tamanho faz com que a cidade inteira saiba, coisa que também não vejo em SP com tanta frequência. Aproveitei para entrar na Catedral da praça, muito bonita, por sinal, em uma emulação das catedrais grandes próximas ao papa no Vaticano.

10h21: efetivamente surpreso até com o nível do assunto do show na cidade. No café, nos Ubers que peguei, todos só perguntam disso quando veem escrito John, Paul, George & Ringo na camiseta. Bom, são 26 anos esperando pelo retorno dele aqui, então é como se fossem aqueles shows de retorno de 2010 deles, mas com esse 9 anos adicionais de espera. Todos dizem que a cidade está “uma loucura” (sendo de São Paulo, não consigo nem entender essa paz daqui) e que já há muita gente indo para o estádio. Tomara que a organização de entrada funcione – normalmente, esses shows maiores costumam dar confusão em estádios de cidades que recebem poucos shows deste porte. Sempre me anima também a alegria e hospitalidade no sul do país, nem parece Brasil. Estou na Torre Panorâmica agora, que eu achava que nunca tinha vindo, mas um programa me lembrou que estive aqui em abril/2011, que foi o show do Iron Maiden que Marcus e eu “esbarramos” com o Gers. Nas fotos, a vista em direção ao ponto 5 de interesse, o Estádio Couto Pereira, palco do grande evento de hoje.

12h00 – saindo Bosque Papa João Paulo II / Memorial da Imigração Polonesa, um grupo de fãs se aproxima de mim, sozinho. Trocamos uma ideia e um casal mais velho de BH decide andar comigo rumo ao Museu do Olho (Niemeyer), contando que é o primeiro show deles da vida e a ansiedade que permeia. O senhor me conta que estava em NY 2 dias antes de Lennon ser assassinado, e como foi a comoção logo depois por lá. Uma história muito forte contada em meros 5 minutos de caminhada pelo bosque até o museu. Agora, ao museu…

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Harpas asiáticas, cordas de seda

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19h20: dentro do estádio. Uma bela noite – acho que não chove (São Pedro, estamos em uma boa fase agora?). A escolha de um hotel próxima foi acertada – o estádio, que fica em uma zona residencial, promete dar trabalho na saída, pelo movimento. A chegada foi tranquila. O povo daqui é outro nível de stress – realmente São Paulo é um rolo compressor de sufocar seres humanos. Até o cara da pipoca – “pipoooooca’, aceita cartão de débito e crédito, daí” é sossegado. Quando perguntei o preço, ele foi logo me servindo com um pacotinho pequeno por “déizão”. O usando disse que era caro, ele disse: “não paga, não leva, daí”, com um sorriso no rosto. A entrada da Premium também foi tranquila, com meu amendoim barrado. Acho que estou bastante saudosista hoje, pois o clima de fora é de futebol que não vemos mais tanto em SP, com vendas de todas as comidas que sempre foram tão clássicas em porta de estádio. Aliás, um estádio – não essas chatas arenas cheias de frescuras. Um estádio, sem frescura. A pista Premium é gigante, passa do meio de campo, e o movimento já é muito bom faltando mais de 2 horas para iniciar – isso se ele não atrasar os costumeiros 13, 15 minutos desta tour. Tem uma galera da grade da pista comum está cantando sem parar músicas dos Beatles, Wings e outras fases do Paul, até mesmo do “New”, o que confere outro clima saudosista, pelo menos para mim. Na entrada também, mesmo esquema: papelzinho do “Meat Free Monday” e distribuições do papel “Na Na” para Hey Jude – virou ação de mkt total da Bud mesmo – bom para eles. Já uma quantidade impressionante de camisetas de bandas de metal da galera – Maiden, Sabbath, Rush… o que só confirma mesmo o papel de “pedra fundamental” dos Beatles na formação e influência da música de qualidade. A lamentar, três coisas: não consegui comprar o tourbook nos 3 shows! Aqui, a menina me disse: “já acabaram, eles mandaram SETE…”. Pô, SETE, produção do Paul? Really???? Até brinquei com a menina… “seteCENTOS?”. “Não, sete mesmo”. Um absurdo. Outra coisa é o sinal da rede de dados: escrevo aqui para não perder o clima de “ao-vivo/pré-show”, mas o celular mal conecta. Já estamos em 2019. Acho que já deu… mas sigo insistindo. E banheiros: acessos ruins, quem fica do lado direto da pista, tem que atravessar para o esquerdo e ainda andar um monte, além da quantidade insuficiente. Lamentável – há espaço para montagem de cabines nos cantos e o acesso pela direita está bloqueado por razão “x”. Os “Stewards” percebem isso (já falei com dois), mas não fazem nada também sobre. É isso que não sou uma mulher – se eu fosse, aí as filas que vejo receberiam críticas bem mais fortes.

20h03: Bom, agora é esperar o show, já que não dará para postar ao vivo e não há Wi-Fi no estádio – tento faz 40 minutos, e nada.

20h15: saindo da pista, vejo que, nos corredores, o celular consegue porcamente conectar no 4G. Bom, aí está atualização faltando agora 45 minutos para os telões serem acesos para o show das 21h30. E segue enchendo – o show realmente foi sold out.

20h20: o acesso na lateral direita foi finalmente aberto. Vai entender… e nas arquibancadas, começaram as ligarem os flashes dos celulares.

20h30: a musiquinha na PA de suspense dá lugar pontualmente ao DJ em seu iMac, que já manda logo Getting Better remixada com Twist and Shout, para delírio da galera. Mais 30 minutos para os telões e uma hora para o Sir. Outra que faz falta nos sets – Jet – também vem um pouco depois.

21h00: telões ligados estupidamente na hora. Show deverá ser britânico hoje! E um drone está voando por aqui na Premium!

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categorias:Agenda do Patrãozinho, Artistas, Cada show é um show..., Curiosidades, Entrevistas, The Beatles

4 respostas

  1. Faltou a foto do aceno do aeroporto……..cade?

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  2. Logo após pegar a estrada saindo do aeroporto, todos viam isso:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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Trackbacks

  1. Cobertura Minuto HM – Paul McCartney em São Paulo (2 shows) e em Curitiba – Freshen Up Tour – resenhas combinadas – Minuto HM

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