Família do heavy metal, unamo-nos: vamos ajudar nossos heróis como pudermos!

“Fiquem em casa”. Muito possivelmente, em 2020, essa foi a frase mais falada, lida e escutada por todos. E é uma frase correta: até aqui, em um blog de música, já falamos bastante sobre a situação única que o mundo continua passando, apesar dos sinais de reabertura que estamos observando nos países mais desenvolvidos.

A intenção deste post é, e sempre deixando claro que se trata puramente de um incentivo e dentro da realidade e possibilidades de cada um, que nos conscientizemos – ainda mais – que muitas lojas, restaurantes, bares, etc estão em situação financeira desesperadora. Se já não é fácil quando a situação era a “normal”, após estes meses, muitas destas empresas estão passando por verdadeiros problemas para 1) manter sua folha salarial, 2) um mínimo fluxo de caixa e 3) qualquer tipo de reserva para aguentarem o tranco.

Por mais que o discurso “são nas dificuldades que se encontram as oportunidades” seja inspirador, nem sempre ele é ou pode ser aplicado com sucesso. É o caso de muitos locais que gostamos de frequentar, e este post é justo para falar deles… darei ênfase nos locais que mais conheço em São Paulo Rock City, mas, obviamente, o post é para reflexão geral por todo o Brasil (se está difícil em São Paulo, só posso me atrever a imaginar em outras cidades menos capitalizadas).

Trago aqui o verdadeiro templo do rock, hard e metal da América Latina. O Manifesto Bar, referência absoluta da noite paulistana, é um destes locais que gostaria de chamar a atenção. A cidade já teve outros lendários locais para heavy metal – Blackmore Rock Bar era um deles. Um vizinho dele, o Little Darling, existia há décadas também em Moema, e seu espaço nobre virou um prédio. O Manifesto está claramente se reinventando neste período, fazendo “lives”, contando com a ajuda de tudo e todos. Para isso, divulgo abaixo duas ações novas do local: venda de merchan / máscaras e até mesmo a cozinha deles fazendo delivery!

Link correto das máscaras aqui.

Eu não consigo imaginar, nem de brincadeira, com São Paulo perdendo o Manifesto Bar. Da minha parte, já que eu precisava mesmo, comprei as máscaras. E hoje, se entregarem em minha casa, já sei qual será ou o almoço, ou a janta.

A ideia aqui é incentivar. Não está fácil para ninguém e temos todos nossas prioridades. Então, onde for possível direcionarmos algum esforço para ajudar locais que nos trazem sempre tantas alegrias com música – pensemos em Galeria do Rock aqui, lojas de músicas e acessórios pelo país, lojas de instrumentos, o que seja – é um tipo de negócio que sempre teve o “contato físico” como até motivo de existência (afinal, o prazer da música ainda é, pelo menos para muitos, uma coisa mais física). Bares, então, nem é necessário explicar o básico.

Galera, é isso. Aproveito para deixar um abraço para Silvano, Edu Rox e galera do Manifesto, e a todos lojistas que muitas vezes nos conhecem – ou que nós os conhecemos – mais pelo fisionomia que pelo nome. O impacto para reflexão é este!

São tantos posts no Manifesto só aqui no blog que nem dá para falar… isso sem contar o tempo pré-celular, final da década de 1990, quando o bar era o famoso “corredor nebuloso do cigarro”. Foram aniversários feitos, festas, shows, meet & greet com artistas e bandas, e tantas coisas. Deixo algumas poucas lembranças, já na expectativa de criarmos todos muitas outras juntos!

[ ] ‘ s,

Eduardo.



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6 replies

  1. Da mesma forma que este post foi sincero e honesto no sentido de realmente ajudarmos o Manifesto e todos os lugares que gostamos de frequentar, e o esforço destes locais para se manterem operacionais nesta crise, tenho também que comentar algo não tão legal, mas que é necessário…

    As “máscaras” do Manifesto, infelizmente, não são bem máscaras – trata-se de um fino paninho que usaram uma cola com fogo parece para colar as duas partes. Só serve se colocar por cima de outra máscara, e não sozinha. Além disso, a costura interna acaba irritando / machucando a região do nariz e boca.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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