Cobertura Minuto HM – Tim “Ripper” Owens em SP [Manifesto Bar] – resenha

Em um atípico sábado de praticamente uma matinê considerando os horários de bandas ou artistas principais na casa, esse 02/julho/2022 marcou meu retorno a esta casa de tantos e tantos marcantes eventos após (após?) o nverno “covidístico”…

Sem contar com um público dos maiores, muito talvez por conta de horários e também talvez ainda pela situação que estamos de muita gente com problemas virais, “Ripper” voltou a São Paulo para despejar um show de basicamente músicas do Judas, tanto dos álbuns que esteve no consagrado posto de Halford, quanto dos álbuns oitentistas que tanto apreciamos do mais clássicos lançados na NwoBHM.

TRO já credenciou a noite com uma abertura com One on One, em um início que confesso não ter entendido que era ela até a chegada do riff principal, tão marcante. Mais para frente, ainda teríamos a indispensável e talvez uma das melhores dos álbuns dele à frente do Judas, Hell Is Home.

“What’s my name?” era a pergunta que dava a dica para a segunda da noite, The Ripper, e também apresentava mais claramente a ainda muito boa voz ao vivo deste grande vocaslista do metal, com seus falsetes sempre bem colocados em dia. O guitarrista fazendo o K.K. me pareceu bastante habilidoso por toda a noite, ainda que o som de sua guitarra não estivesse tão alto, sendo ajustando mais para frente. Já o que estava na guitarra base me pareceu bom, mas mais na dele mesmo, se limitando a poucos momentos de mais destaque para serem comentados aqui. Ficou ali no “arroz e feijão”, mesmo. O “Ian” também um bom músico, canhoto, mas sem um grande destaque para ser dado aqui. A bateria de “Scott” e cia estava “no grau”, um pouco mais rápida que o normal, usando bumbos duplos para adicionar certo peso e preencher o som, também bem colocados, com alguns detalhes mais específicos suprimidos.

Uma favorita pessoal viria na terceira posição com Burn In Hell. Bem executada, com aquele maravilhoso andamento do bumbo duplo que ganha protagonismo total em meio aos riffs excelentes.

Metal Gods, o hino, veio e foi seguida a única do Iced Earth da noite, When The Eagle Cries, que, particularmente, não conheço para comentar, mas posso dizer que funcionou muito bem na noite.O cover do Fleetwood Mac famoso pelo Judas, The Green Manalish (With the Two Prolonged Crown) foi outra que veio, fazendo com o “Ripper”, ao final anunciasse para a galera que eles iriam fazer um playback para gravação oficial de um vídeo logo mais.

A banda tocou então uma música que sabia que jáa tinha ouvido, mas não me lembrava: era Hellfire Thunderbolt, do novíssimo Sermons of the Sinner, K.K. Priest, e que foi objeto de nossa lição de casa recente.

Aí o pedido da casa era para o pessoal da grade era de se “dar um passo para trás” para a equipe de filmagem ter acesso e filmar a banda simular a execução da música por duas vezes. “Ripper” ali foi ainda mais enfático em seus cumprimentos com o público enquanto a banda fazia aquele constrangedor papelão “profissional” de fingir que está tocando enquanto a música saia nas PAs. Legal dele ter escolhido São Paulo, o Manifesto, para fazer isso, mas para quem quer ver um show ao vivo, aquilo foi meio enfadonho, meio “Top of the Pops” :-). Mas, como disse, legal e talvez logo possamos ver o resultado do vídeo promocional!

Nada como retornar com uma grande homenagem ao baixinho de grande voz, Dio, com The Last In Line. Não é segredo o fanatismo de “Ripper” por Dio e ontem não foi diferente: ele levantava a mão e apontava aos céus para homenagear o ícone que tanto nos faz falta. Ao final, claro, a galera gritou pelo nome do baixinho de grande voz. Observe o setlist abaixo para notar que a sequência do show foi só “na cabeça”, com destaques para as performances de Grinder, Hell Is Home, Hell Bent For Leather e, claro, mais uma homenagem ao Dio dentro do que este blog aqui considera em geral a melhor formação do Black Sabbath, com a absoluta Heaven & Hell.

“Ripper” se despedia anunciando a saideira com Living After Midnight, fechando mais um ótimo show nesta nova passagem dele por nossas deixando o palco rapidamente enquanto uma BMW estacionava à frente do Manifesto.

Galeria de fotos:

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Os “likes” do Manifesto Bar e do próprio Ripper para este post:

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[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categorias:Artistas, Black Sabbath, Cada show é um show..., Covers / Tributos, Curiosidades, DIO, Judas Priest, Músicas, Resenhas, Setlists, Uncategorized

6 respostas

  1. Muito boa resenha,nos transportando nos detalhes pro show. Uma pena o horário meio nada a ver. Gostei das fotos e das escolhas das guitarras , de ambos os guitarristas. O repertório é um jogo ganho.
    Muito bom estarmos acompanhando a volta dos shows.
    Valeu!

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  2. Hell is home foi sensacional!

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  3. Com os vídeos aqui publicados hoje, reparei que o número de views foi muito grande em poucas horas. Aí, vendo o link abaixo, me deparo com os 2 vídeos no Blabbermouth. Que eu me lembre, é a primeira vez que o Minuto HM é referenciado no site global.

    https://blabbermouth.net/news/watch-tim-ripper-owens-performs-kks-priests-hellfire-thunderbolt-in-sao-paulo

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  4. Ótima resenha mesmo!
    Bom saber que o Tim Owens está em boa forma. Um show que eu assistiria fácil. Gosto do vocal dele. Legal também ele cantar as músicas antigas do Judas. Só estranho um pouco esses caras tocarem em lugares pequenos. Sempre achamos que eles so tocam para públicos maiores. Mas aqui assistimos o Jeff Scot Sotto para um público de 150 pessoas.
    Isso aí.
    Valeu!

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