Discografia Scorpions – [CAPÍTULO 5]

{Taken by Force – álbum & tour: 1977}

Pouco tempo após a publicação de Virgin Killer, Rudy Lenners foi forçado a deixar a banda devido a complicações de saúde. Em seu lugar, foi contratado o baterista alemão Herman Rarebell. Detentor de sólido e profundo conhecimento do idioma inglês, até então o mais avançado de todos os integrantes dos SCORPIONS, Rarebell teve contribuição primordial em diversas composições, como veremos por aqui.

O novo lineup foi para o estúdio e diminuindo mais ainda o intervalo de publicação de seus álbuns, lançou o Taken by Force (Tomado pela Força) em meados de 1977.

Lineup:

Klaus Meine: Vocal

Uli Roth: Guitarra, vocal

Rudolph Schenker: Guitarra-base, backing vocal

Francis Buchholz: Baixo, backing vocal

Herman Rarebell: Bateria, percussão

Tracklist:

Faixa Título Compositor Duração
1 Steamrock Fever Meine, Schenker 3:39
2 We’ll Burn the Sky Meine, Dannemann¹ 6:29
3 I’ve Got to Be Free Roth 4:02
4 Riot of Your Time Meine, Schenker 4:12
5 Sails of Charon Roth 5:14
6 Your Light Roth 4:31
7 He’s a Woman, She’s a Man Meine, Rarebell, Schenker 3:16
8 Born to Touch Your Feelings Meine, Schenker 7:42

¹ Monika Dannemann.

Em mais um álbum sob a batuta do renomado produtor Dieter Dierks, a equipe de produção cênica volta ao trabalho com mais uma composição polêmica de cena para a capa do quinto trabalho de estúdio da banda. A imagem que ilustra a versão original do LP e o início do post aqui no Minuto HM traz duas crianças brincando com armas em um cemitério militar francês. Obviamente de um teor muito mais sutil do que o quase intragável antecessor, mesmo assim esta capa trouxe muita polêmica à tona, conseguindo mais uma vez e como sempre, voltar a atenção de todos, inclusive da crítica para o trabalho dos SCORPIONS. Na maior parte dos países onde foi vendido, o disco dispunha de uma versão alternativa muito mais clássica, apenas com fotografias dos integrantes da banda e seus respectivos nomes. De certa forma, criava-se até mesmo um padrão de fundos em preto, letras em vermelho e fotos dos integrantes para as capas alternativas, sendo que as versões originais variavam consideravelmente. A versão alternativa pode ser apreciada logo abaixo.

O Taken by Force teve o privilégio de ser o disco com a maior propaganda mundial empregada pelo selo RCA à época de seu lançamento, disponde de grande promoção nas lojas e nas rádios da Europa. O single do álbum, Steamrock Fever, foi massivamente utilizado em vinhetas e materiais promocionais do selo.

A segunda faixa da obra, We’ll Burn the Sky, foi composta por Klaus Meine e Monika Dannemann. Famosa no cenário internacional à época do lançamento, porém por motivos escusos, Monika foi a última namorada do guitarrista americano Jimi Hendrix, sendo também a última pessoa a tê-lo visto vivo, ao passarem juntos a fatídica última noite do virtuoso americano, em 1970. Apesar da grande polêmica envolvida na morte do guitarrista, afinal muitos ainda atribuem cumplicidade à própria Monika, alguns anos antes da publicação do Taken by Force ela havia se envolvido com Uli Roth, a quem se propôs a auxiliar em tarefas administrativas do álbum e após algumas sugestões de letras para músicas, acabou por sentar ao lado de Klaus Meine pedindo para que ele terminasse de compor uma de suas sugestões.

Monika Dannemann também corrobora a vertente de que Uli Roth sempre sofreu muita influência de Jimi Hendrix, como pudemos observar nos arranjos inicias de Ulrich logo quando a Dawn Road passou a se chamar SCORPIONS.

Tour:

A turnê do Taken by Force foi exatamente idêntica à sua antecessora, sendo realizada novamente em diversos países da Europa ocidental e Reino Unido, entretanto, a aceitação do público em geral para o álbum e turnê foi inferior ao Virgin Killer. Entretanto, novamente no Japão o trabalho renderia mais um Disco de Ouro. Os membros da banda e staff observaram imediatamente a ligeira queda na audiência e procura pelos shows desta turnê, sendo que diversas reuniões estratégicas sobre o futuro foram realizadas, sendo a mais famosa delas na própria residência de inverno do produtor Dieter Dierks onde concluíram que seria muito importante observar com mais atenção alguns aspectos comerciais da banda. Uli Roth se mostrou bastante descontente com esta decisão, deixando todos membros reunidos na sala onde a discussão tomava parte para sair à caça durante uma madrugada nevada de Dezembro de 1977. Um de seus disparos de espingarda nas horas seguintes acertaria o pára-brisa da recém adquirida Mercedes –Benz de Rudolph Schenker, fazendo o clima entre os integrantes dos SCORPIONS se tornar um pouco pesado.

Avaliação:

Um disco bom! Apesar de ter seu brilho corriqueiramente diminuído em avaliações dos críticos, o Taken by Force tem um pouco menos daquele entusiasmo extremado dos dois últimos antecessores, mas não deixa a desejar.

Apesar da boa atuação de todos os integrantes, Uli Roth aparece de forma mais tímida do que em Virgin Killer, mas é a música composta por Meine e Dannemann que rouba a cena e encabeça este trabalho, creditando mais uma performance inquestionável de Klaus à frente da banda alemã. Menção honrosa também a Herman e sua bateria que apesar do pouco tempo junto aos demais integrantes consegue manter o mesmo nível de entrosamento e qualidade de Rudy, com apenas algumas ressalvas, que se tornarão mais nítidas em algum tempo.

Premiações:

Não recompensado devidamente pela crítica, tampouco pela audiência casual, os fãs garantem a credibilidade na Europa e Reino Unido, porém sem figurar significativamente nas paradas. Apenas no Japão, onde a febre SCORPIONS continua, os alemães faturam o segundo disco de ouro da carreira.

Para seu iPod:

Avaliação do álbum: 3 estrelas ( * * * )

Ouça: Steamrock Fever; We’ll Burn the Sky; He’s a Woman, She’s a Man.

[ ]’s

Julio



Categorias:Curiosidades, Discografias, Jimi Hendrix, Resenhas, Scorpions

7 respostas

  1. Sobre o Taken By Force, da para perceber que o álbum é menos homogêneo que o antecessor, mas contem grandes destaques.
    Temos as incendiárias Steamrock Fever e He´s woman she´s man, onde esta ultima foi presença obrigatoria em varios shows da banda posteriormente. Temos os destaques We´ll burn the sky e Sails of Charon, onde o trabalho da banda está impecável, principalmente Roth, criando em Sails of Charon talvez o início da guitarra neo classica melodica que foi definitivamente consolidada a partir dos anos 80 pelo Sueco Yngwie Malmsteen. Roth esta(va) muito a frente do seu tempo e nesta composição talvez seja o melhor exemplo de sua técnica. Posteriormente Sails of Charon foi incluida no album Inspiration de Malmsteen provando a importancia da música.
    We´ll burn the sky, com letras de Danneman é um clássico da banda que é tocada em turnes até hoje.
    Ainda temos como boas músicas Riot of your time, num refrão pegajoso com vocais em contraponto, muito bem feitos pela banda e a última – a bonita balada Born to Touch your Feelings – um exemplo tipico de balada do Scorpions nesta decada, com participação de mulheres em 5 nacionalidades no final declamando a letra do início da musica em Ingles, Japones, Frances, Italiano e Alemão (Dutch). As participações são de Rosa (Itália) em Italiano, Junko e Mutsumi (Japão) em Japonês, Esther (Suriname) Dutch (alemão), Susan (Los Angeles – EUA) – Ingles, Leila – Taiti (Francês). Elas falam o trecho inicial da música, vejam o exemplo em inglês e francês:

    Inglês:
    “I was born from the sound of the strings
    for someone to give everything
    to be a song just for your feeling
    close your eyes and I´ll try to get in
    to waken your heart like the spring
    ´cos I was born to touch, to touch your feelings”

    Francês:

    Je suis né du son des cordes
    pour quelqu’un afin de tout donner
    pour être une chanson juste pour tes sentiments
    ferme tes yeux et j’essaierai d’y entrer
    pour éveiller ton coeur comme l’élan
    parce que je suis né pour toucher, pour toucher tes sentiments.

    Um Album que vale a pena consolidando o fim (em estudio) desta fase inicial e clássica do Scorpions. Estou esperando ansiosamente o próximo desta ótima discografia, ainda com Roth – o ao vivo de 1978, é isso Julio?
    Abraços
    Remote

    Curtir

  2. Peço desculpas por ter estado um pouco distante dos comentários. Estive semana passada ,em função do que aconteceu com o mestre Dio, um pouco ausente aqui do Minuto Hm. Colocando a discografia do Scorpions novamente em dia , este também é um álbum que me agrada bastante , principalmente pelas ótimas Steamrock Fever, We’ ll Burn the sky e Sails of Charon, uma aula do mestre Roth do que seria a guitarra no futuro não tão distante, mas ainda sem precedentes. Também gosto de várias outras do trabalho, como a menos conhecida Riot of your Time. O post está muito bom , parabéns , Julio!

    Curtir

Trackbacks

  1. Discografia-homenagem DIO – parte 2 « Minuto HM
  2. Consultoria do Rock – Melhores de Todos os Tempos – Aqueles que Faltaram: por Flavio “Remote” Pontes, com participação do Minuto HM – Minuto HM

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: