Discografia Scorpions – [CAPÍTULO 22]

{ Humanity:  Hour I – álbum e tour: 2007 }

Três anos após a publicação do último trabalho, já em pleno século XXI, quando todos imaginavam que os alemães (agora cinquentões) de Hanover viveriam só das glórias do passado, eis que surge uma data para o mais novo trabalho dos SCORPIONS, gravado de Outubro de 2006 a Fevereiro de 2007.

Humanity: Hour I (Humanidade: Primeira Hora) foi publicado em 14 de Maio de 2007 na Europa e na América do Norte apenas em 28 de Agosto do mesmo ano. Entretanto, a música título Humanity já havia sido executada ao vivo pela banda em um show na Bélgica em Março de 2007. Na ocasião, a audiência ficou perplexa ao se deparar com uma faixa nova anunciada surpreendentemente ao término da apresentação.

O álbum foi produzido por James Michael e Desmond Child, o qual também participa com backing vocals. Já o lineup se manteve o mesmo.

Lineup:

Klaus Meine: Vocal

Matthias Jabs: Guitarra, backing vocal

Rudolph Schenker: Guitarra-base, backing vocal

Pawel Maciwoda: Baixo, backing vocal

James Kottak: Bateria, percussão

Nota-se que o nome da banda, conforme escrito na capa do álbum não traz o tradicional logo dos SCORPIONS e sim uma fonte diferente, similar ao dos primeiros dois álbuns (veja aqui no Capítulo I e II no Minuto HM). Entretanto, observadores mais atentos encontrarão na parte de trás do pescoço do andróide feminino o logo utilizado na grande maioria dos outros trabalhos.

Tracklist:

Faixa Título Duração
1 Hour I 3:26
2 The Game of Life 4:04
3 We Were Born to Fly 3:59
4 The Future Never Dies 4:03
5 You’re Lovin’ Me to Death 3:15
6 321 3:53
7 Love Will Keep Us Alive 4:32
8 We Will Rise Again 3:49
9 Your Last Song 3:44
10 Love is War 4:20
11 The Cross 4:29
12 Humanity 5:26

Versões limitadas, LPs e versões japonesas possuem duas músicas de bônus: Cold, Humanity (Radio Edit) e Love Will Keep Us Alive (Radio Edit).

Título Compositor
Hour I Schenker, Michael, Child, John. 5
The Game of Life Meine, Child, Andersson, Hansen
We Were Born to Fly Jabs, Bazilian, Frederiksen
The Future Never Dies Meine, Child, Bazilian, Paige, Irwin
You’re Lovin’ Me to Death Schenker, Child, Carlsson, Bazilian
321 Schenker, Child, Frederiksen, Paige
Love Will Keep Us Alive Meine, Child, Frederiksen, Paige
We Will Rise Again Jabs, Michael, Page, Child
Your Last Song Schenker, Child, Bazilian
Love is War Jabs, Michael, Child, Frederiksen
The Cross Jabs, Michael, Child, Frederiksen
Humanity Meine, Child, Bazilian

Tour:

A turnê do Humanity teve início em 2 de Março de 2007 (o show na Bélgica mencionado acima) e perdurou até 6 de Dezembro de 2009, totalizando 164 apresentações em 12 legs.

O Brasil recebeu os alemães primeiramente em 2007, contando com 3 apresentações (Manaus, Recife e São Paulo) integrando a leg 1 (primeiro trecho) das apresentações na América Latina. Já em 2008, no segundo trecho (leg 2) da turnê pela América Latina fomos agraciados com 8 apresentações em cidades distintas: Ponta Grossa, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Manaus, Belém, Goiânia e Rio de Janeiro.

O tour de 2008, intitulado Parte Eletro-Acústica, contou com os convidados especiais: Andreas Kisser (guitarra e violão acústico), Mikael Mutti (Teclados e Percussão), Daniela Aguiar, Flávia Mendonça e Ana Oliveira (Backing Vocals) e André Reis e Elbermário (Percussão).

O setlist básico, da Parte Eletro-Acústica, foi:

Hour I
Coming Home
Bad Boys Running Wild
The Zoo
No Pain, No Gain
Coast to Coast (com Andreas Kisser)
Always Somewhere (Acústico, com músicos brasileiros)
Send Me an Angels (Acústico, com músicos brasileiros)
Holiday (Acústico, com músicos brasileiros)
Dust in the Wind (Acústico, com músicos brasileiros)
Loving You Sunday Morning (Acústico, com músicos brasileiros)
Tease Me, Please Me (Acústico, com músicos brasileiros)
Aquarela do Brasil [Apenas em São Paulo] (Acústico, com músicos brasileiros)
Cidade Maravilhosa [Apenas no Rio de Janeiro] (Acústico, com músicos brasileiros)
Wind of Change (Acústico, com músicos brasileiros)
Rhythm of Love (Acústico, com músicos brasileiros)
Kottak Attack (solo de bateria de James Kottak)
321
Blackout
Big City Nights
Still Loving You
Humanity
Rock You Like a Hurricane (Com músicos brasileiros)
A Moment in A Million Years (Com músicos brasileiros)

Avaliação:

Finalmente os alemães conseguiram um balanço sonoro eficiente novamente! Após muito tempo longe da velha e boa performance, Humanity consegue trazê-los novamente com muita força ao cenário musical mundial.

Claro que tiveram importantes colaboradores como James Michael e Desmond Child, na composição das músicas (feito que fora algumas vezes criticado pois em nenhuma faixa houve participação de dois integrantes da banda, para a composição).

Além disso, muitas contribuições especiais como Eric Bazilian tocando a guitarra em Love Will Keep Us Alive e Billy Corgan fazendo uma ‘pontinha vocal’ em The Cross.

Todos os pontos fortes dos SCORPIONS estão de volta aqui e, principalmente, alguns que ficaram de fora em Unbreakable. Este álbum não foi gravado completamente ao vivo no estúdio, contando com algumas incursões orquestradas e alguns cortes para edição, mas ainda assim muito superior aos experimentos musicais realizados pelos alemães no final dos anos 90 e início dos anos 2000.

A música título abre o disco com percussão bombástica e guitarras de metal prontas para mostrar ao ouvinte a que o disco se propõe. O vocal de Meine, como sempre, primoroso, mostra fôlego para entrar completamente nos big riffs.

Já Game of Life e We Were Born to Fly parecem na verdade um ode à altura e genialidade da banda nos anos 80, com muita energia.

The Future Never Dies com seu piano acústico e melodia distinta é a balada do disco, que talvez até um pouco deslocada aqui, pode não ser compatível com os outros estilos presentes no álbum. Mas, de qualquer forma, figura como a clássica baladinha dos discos dos SCORPIONS.

Não há tempo nem para se chatear com Future Never Dies, para os críticos mais ferrenhos, pois na sequência, em You’re Lovin’ Me to Death há um farto trabalho de guitarras entre Jabs e Schenker, primoroso!

321 no entanto parece sair do padrão dos alemães. Até que venha o refrão, a faixa lembra mais um Iron Maiden lento do que os próprios cinquentões de Hanover. Mas depois, aí sim se encontram novamente em sua musicalidade e com uma leve pitada de Def Leppard encerram o score.

Algumas baladas após, sem merecer muito destaque, chegamos ao toque final do disco: The Cross (com Billy Corgan) e Humanity. Certamente os maiores destaques do trabalho, Humanity consegue entregar novamente aquela melodia contagiante onde qualquer easy listener, mesmo os que desconheçam a banda, ficam atraídos. Ainda como belo exemplo de banda global, traz trechinhos com algumas palavras em francês, alemâo e etc, inteligentemente inseridas no contexto.

E por falar em contexto, nas palavras de Klaus Meine a essência de Humanity: “Bem, acho que passados mais de 30 anos juntos, nós amadurecemos… Então decidimos mudar um pouco e não fazer um disco sobre “boys chasing girls” (meninos atrás de meninas)”.

O Humanity precisava apenas de exposição maior (e merecida) que seus antecessores para que estourasse na mídia… e como a vida imita a arte e vice versa…

Premiações:

Os SCORPIONS voltaram a tocar nas rádios mundias e o Humanity conquistou o mundo como uma verdadeira volta por cima dos alemães.

Figurou em muitos charts de 2007: 1º lugar na Grécia, 5º na Rússia, 9º na Alemanha, 16º no Japão, 40º no Canadá, 43º nos Estados Unidos e em 63º no Billboard 200.

A faixa de abertura Hour I é utilizada como intro do Minnesota Wild (NHL – National Hockey League – Estados Unidos) desde a temporada 2007/2008.

Para seu iPod:

Avaliação do álbum: 4 estrelas ( * * * * )

Ouça: Hour I; Game of Life; We Were Born to Fly; Love Will Keep Us Alive; The Cross; Humanity.

Countdown:

Faltam apenas 7 dias para o último show da carreira dos SCORPIONS em São Paulo, pela turnê Get Your Sting & Blackout World Tour (2010).

E para que todos estejam completamente informados sobre o trabalho dos alemães até o show, o Gran Finale da Discografia Scorpions (Capítulo 23) vai ser publicado dentro de alguns dias.

[ ]’s

Julio.



Categories: Artistas, Cada show é um show..., Curiosidades, Def Leppard, Discografias, Iron Maiden, Kiss, Músicas, Resenhas, Scorpions, Setlists

13 replies

  1. Julio e galera, estamos NA SEMANA dos shows dos caras em Sampa. É isso que vale!

    Aos interessados, aqui um pouco do show em Bogotá, com vídeo, inclusive. Eu apenas “passei o olho”, não quero estragar qualquer surpresa…

    http://www.elespectador.com/entretenimiento/agenda/musica/articulo-223502-scorpions-seduce-bogota-su-rock-aleman

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  2. Já na expectativa do final da semana Scorpions em Sampa, gostaria de destacar aqui, novamente, o fantástico trabalho (que está terminando, infelizmente) da Discografia Scorpions, liderada pelo nosso amigo Julio.

    Pontualmente, semana a semana, sem qualquer falha (como tivemos também para a Discografia Kiss da dupla dinâmica B-Side e Remote), Julio nos brindou aqui com um capítulo da história da maior e mais importante banda alemã de todos os tempos.

    A cidade de São Paulo receberá, provavelmente pela última vez, os alemães nos dias 18 e 19 próximos. Do Minuto HM, teremos confirmados o próprio Julio, bem como Christian, Renato e Marcus, além de mim, Eduardo.

    Julio, MUITO OBRIGADO pelo excelente material compartilhado com a galera. E vamos que vamos! Shall we say… VAN HALEN? 🙂

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  3. Aí … e quem falou que Rock e Hockey não combinam?? (Além da similaridade do som das palavras!!) HEHEHE

    Agora terei que escutar a Hour I, já que é a intro do Minessota Wild da NHL! Minhas duas paixões (Hockey e Rock) se encontrando assim, inesperadamente! Que beleza !!!!

    Mais uma vez parabéns ao Julio pelos excelentes posts referente à Discografia Scorpions!

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  4. Este álbum é pra mim, embora bastante acessível, o que é a característica marcante da produção do Desmond Child, um salto de qualidade em relação aos trabalhos anteriores, e o primeiro a chamar minha atenção depois de anos. A música Humanity é excelente e foi o ponto de partida para eu conhecer e apreciar o restante do álbum. Considero um álbum bastante coeso, o meu único senão é que ele poderia ser um pouquinho mais pesado, se situando num hard rock bem leve, mas de inegável qualidade. Desmond Child é conhecido pelo trabalho com bandas como KISS e Bon Jovi, e é sobretudo um hit-maker ( as suas co-autorias nas bandas citadas são inúmeras, tais como I was made for lovin you e Heaven’s on Fire ( KISS) e Livin’ on a Prayer e You give love a bad name ( Bon Jovi,entre outras), daí com certeza tanta partipação no álbum.
    A turnê me decepcionou um pouco, assim como o DVD Live in the jungle, que foi gravado no Recife ( bem longe da tal ” jungle!”), e me soou meio morno , com a inclusão da tal parte acústica. Acho que outras músicas do álbum poderiam ter sido tocadas na turnê, mas apenas 3 foram executadas. E pior ainda, neste atual show, nem uma restou.
    O Post está excelente, mais uma vez, pena que está acabando esta excelente discografia …

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  5. Julio, acabei de reler e dar fazer pequenos ajustes no post que, por sinal, está excelente – desta vez, com minuciosas análises das músicas…

    Gostaria de deixar registrado aqui uma curiosidade pessoal: como sabem, sou aquele que pode ser chamado de “figurinha fácil” em diversos shows de rock e metal no país.

    E faltam apenas 3 dias para eu assistir ao meu PRIMEIRO show dos Scorpions. Perdi todos os outros, cada hora era uma coisa (e olha que eu procuro sempre priorizar shows em minha agenda, já perdi “n” importantes eventos ou faz tempo que direciono minhas férias à agenda metal), mas para o Scorpions chega a ser engraçado, parece que há uma força sobrenatural me impedindo de assistir aos alemães. Meu amigo Marcus Batera que o diga, né? Não costumamos estar “separados” em shows…

    Para o show de domingo, dia 19, que foi o primeiro a ser anunciado (o show do sábado, dia 18, foi anunciado APÓS eu ter finalmente comprado meu ingresso) é mais uma daquelas datas que deveriam me impedir de ver a banda: completo meu 1º ano de casamento JUSTAMENTE no domingo.

    Mas, dessa vez, e com a expectativa de ser minha última chance de ver os caras, não havia como perder.

    Obrigado por lerem meu bla-bla-bla aqui, mas é que Scorpions, para mim, sempre foi complicado me organizar para ver. Agora, tudo dará certo!

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  6. Eduardo e demais,
    Ja vi o Scorpions duas vezes, mas continuo com vontade de vê-los de novo. O ultimo show que vi foi em Goiania, e não me empolgou tanto um pouco pela salada acústica que não me agrada.
    Neste acho que o couro vai comer – e fiquei com vontade mesmo. Tenho que tentar equacionar como assisti-lo com minha esposa grávida de 8 meses – tarefa meio dificil….
    Bom show aos que forem.
    Flavio

    Like

  7. Este disco é muito melhor que o Unbreakeable, e além diso, não é um disco “de volta as origens”
    Acho que a banda acertou muito na tentativa de soar novo e diferente, ainda que seja estranho ouvir as guitarras tão graves, com ótimas musicas ao longo de todo play

    Like

  8. Eu tenho esse lp! é muito bom!

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Trackbacks

  1. Consultoria do Rock – “Melhores de Todos os Tempos: 2007″, com participação do Minuto HM – Minuto HM

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