Discografia-homenagem DIO – parte 3 – álbum: Long Live Rock ‘n’ Roll

ÁLBUM: LONG LIVE ROCK ‘N’ ROLL

A capa do vinil brasileiro de Long Live Rock 'n' Roll

A capa do vinil brasileiro de Long Live Rock ‘n’ Roll

■ Gravação: Maio a Julho e Dezembro de 1977 – Château d’Hérouville, Paris, França.

■ Lançamento: 09/04/78

■ Produtor: Martin Birch

■ O Álbum atingiu #7 nas paradas inglesas.

■ O Álbum atingiu #66 nas paradas americanas.

■ O Álbum vendeu 60.000 cópias no Reino Unido – Silver Certification.

Faixas:

1- Long live rock ´n´ roll –  4:21 5- Kill the king –  4:29
2- Lady of the lake – 3:39 6- The Shed (subtle) – 4:47
3- L.A Connection – 5:02 7- Sensitive to light – 3:07
4- Gates of Babylon – 6:49 8- Rainbow eyes – 7:11

O Rainbow começa o ano de 1977 com as saídas de Jimmy Bain e Tony Carey, conforme citado no capítulo anterior desta discografia. Mas, ao contrário dos primeiros dois álbuns, encontrar uma nova formação para a gravação do próximo trabalho não foi tão fácil e certamente dificultou e atrasou o lançamento do mesmo. Ritchie Blackmore a princípio chama o baixista Matt Clark (ex-Uriah Heep) ainda em Janeiro de 77, mas não encontra de imediato um substituto para Tony Carey. Com o agendamento das gravações para maio daquele ano, ele se vê obrigado a novamente trazer Carey para as sessões, que se dariam em Paris no Le Château d’Hérouville Studio, situado num castelo construído no século XVIII e que serviu para visitas como as do músico Chopin. O estúdio era famoso nos anos 70 por abrigar diversas gravações de álbuns de rock, como Obscured by Clouds do Pink Floyd em 1972 e Goodbye Yellow Brick Road de Elton John em 1973, cujo documentário da série Classic Albums de 2001 traz diversas cenas no castelo. O novo baixista não agrada, fazendo o guitarrista novamente convidar Bain de volta, que não aceita. Matt é demitido, supostamente por falta de inspiração, e Blackmore acaba acumulando as gravações de guitarra e baixo. A coisa complica de vez quando Tony Carey resolve sair da banda, supostamente muito incomodado com os estudos de ocultismo de Ritchie durante as sessões de estúdio no castelo e como a banda já tinha shows marcados para setembro daquele ano, não há tempo hábil para terminar as gravações sendo o lançamento do álbum postergado. Em seu lugar é lançado o álbum ao vivo On Stage, brevemente citado no segundo capítulo desta discografia, que traz gravações efetuadas em 76 nos shows da Alemanha e Japão. Para o lugar de Carey, Blackmore faz audições com 4 tecladistas: Matthew Fisher, Eddie Jobson, David Stone e Mark Stein, optando por Stone.

Uma foto no camarim, nesta fantástica formação do Rainbow, em 1978

Uma foto no camarim, nesta fantástica formação do Rainbow, em 1978

Para o lugar de Bain, finalmente em agosto, Ritchie Blackmore traz Bob Daysley e a nova turnê praticamente se mantém com o setlist dos shows anteriores, apenas incluindo o novo single Long Live Rock ’n’ Roll.

Há problemas no início da turnê, quando a banda não consegue fazer o equipamento que sai da Inglaterra em caminhões chegar a tempo para os shows da Finlândia em 23/09/77. Todo o seu material é revistado à procura de drogas por três vezes no caminho, na Inglaterra, na Holanda e por fim na Suécia. Eles estavam a cem quilômetros distantes de Estocolmo quando a balsa parte para a Finlândia e o show de abertura da turnê teve de ser cancelado. Desta forma, a turnê inicia na Suécia em 25/09/77 e segue pela Europa em países como Noruega, Dinamarca, Holanda, Alemanha, Áustria, França e Reino Unido até o fim de novembro. O show de Munique é gravado e transmitido via TV no programa Rockpalast Show e tem desde então diversas cópias piratas veiculadas no underground. Este show acaba sendo lançado em vídeo (DVD) e áudio (cd duplo) muito tempo depois, em 2006. A nova formação aprova, pois tanto Daysley quanto Stone conseguem manter o nível de seus antecessores.

Uma super banda ao vivo

Uma super banda ao vivo

O Grupo enfim termina as gravações do novo álbum, intitulado inicialmente como Kill the King, em dezembro, pouco antes de seguir para o Japão para uma turnê em várias cidades durante todo o mês de janeiro e início de fevereiro de 1978. O nome do álbum é mudado para a faixa de abertura do mesmo, Long live Rock ’n’ Roll, talvez em função da ótima receptividade que a música teve nos shows até então. A faixa, assim como Lady of the Lake, ainda contém os teclados de Tony Carey, pois Ritchie decide manter o que fora gravado no primeiro semestre de 1977. Assim, o baixo de Bob Daysley só aparece nas faixas Gates of Babylon, Kill the King e Sensitive to Light, sendo as demais linhas gravadas pelo próprio Blackmore. As participações de David Stone vão além das gravações, pois ele é co-autor de um trecho de Gates of Babylon – a vencedora da pesquisa dos pools-22-23-e-24, embora não seja creditado por isso.

Aqui abaixo há uma excepcional versão desta música com os vocais “live” mostrando a grande fase do nosso baixinho.

As demais faixas do álbum são de autoria de Dio e Blackmore, exceto Kill the King e The Shed (subtle), que também contém a participação de Cozy Powell. Novamente há o uso de orquestração no álbum. Dessa vez Ritchie e companhia optam por uma pequena seção de cordas em Gates of Babylon, tocada pela Bavarium String Ensemble e em Rainbow Eyes, a faixa que fecha o álbum, que possui além de apenas Dio e Blackmore, um rebuscado arranjo erudito com presença de flautas, violas e violoncelo.

O álbum enfim é lançado em abril de 1978, contendo um desenho da banda em sua capa, algo inédito até então. A parte de dentro da capa dupla contém uma foto de uma platéia com um cartaz escrito Long Live Rock ’n’ Roll, porém se sabe que esta foto foi montada e o cartaz original trazia dizeres a respeito do Rush, já que a fotografia foi tirada num show da banda canadense. A banda sai em turnê em maio de 1978 pelos EUA, abrindo para o REO Speedwagon, dividindo como atração principal os shows com o Cheap Trick ou tendo como “opening-acts” bandas como AC/DC ou Blondie. Nos shows em que a banda não é a atração principal, considerando que a maioria da plateia consiste de fãs do Rainbow, o que se viu foi uma debandada de grande parte da plateia após o show de abertura. Como novidade no setlist, a inclusão em alguns shows de músicas do novo álbum, como Gates of Babylon e L.A. Connection.

Rainbow with Special Guests AC:DC from 1978

USD 7,50 para ver o show

A turnê segue até o fim de agosto daquele ano, com alguns incidentes como o desentendimento de Blackmore com o empresário de palco do REO Speedwagon no palco de Atlanta em 24/06/78, show que foi filmado para a rádio local. Deste show saíram as gravações de Long Live Rock ’n’ Roll e Man on the Silver Mountain que são encontradas na coletânea Finyl Vinyl, de 1986, e que são as duas únicas músicas com Dio no vocal deste álbum. No último show em 24/08/78, em Nova York, um incidente envolvendo o PA do Rainbow interrompe a apresentação após 3 canções e como não é solucionado, mesmo após 1 hora e meia de espera, o show é cancelado e os ingressos reembolsados – aquele foi o último show de Dio no Rainbow. Ao fim da turnê, e em razão de não ter obtido o sucesso esperado no mercado americano, Blackmore propõe a Dio escrever para um novo trabalho músicas com outra temática, canções de amor, para então buscar uma sonoridade de grupos de estilo conhecido por “Arena Rock”, como Boston, Foreigner ou o próprio REO Speedwagon e tentar atingir enfim os EUA. Os singles Long Live Rock ’n’ Roll e L.A. Connection novamente fracassaram em obter qualquer repercussão e o álbum somente atingiu o 89º lugar nas paradas da Billboard, um desempenho ainda pior que os álbuns anteriores. Dio não concorda com a proposta e sai da banda. Blackmore então reformula o Rainbow novamente, mantendo apenas Cozy Powell da formação anterior.

N.R.: Em nossa opinião, o último álbum de Dio no Rainbow consegue manter o padrão de qualidade do período inicial da banda, ainda que seja mais irregular do que o anterior, fato este motivado provavelmente pela dificuldade de estabilizar a nova formação, após as saídas de Bain e Carey. O período é sem dúvida mais conturbado que o ano anterior, com gravações ocorrendo em dois momentos distintos e usando músicos diferentes, além do acúmulo de funções por parte de Blackmore. Mas o álbum traz diversos exemplos que vão abrilhantar esta fase de Dio na banda como, por exemplo, uma boa gravação de Kill the King, que já vinha sendo tocada desde 1976. A faixa, cuja letra é baseada no jogo de xadrez, mantém o padrão das execuções ao vivo e que serviam de abertura da turnê anterior.

A polemica faixa editada na parte interna do álbum - uma foto tirada de um show do Rush

A polemica faixa editada na parte interna do álbum – uma foto tirada de um show do Rush

Um dos singles do álbum, no entanto, em nossa avaliação deixa a desejar: L.A. Connection é uma faixa menos favorável no trabalho, e traz um arranjo com piano ao seu fim que nos desagradou ainda mais. No entanto, se em nosso entender esta faixa é uma falha no álbum, o single principal e a faixa-título do trabalho é sem dúvida o melhor entre todos os compactos lançados pela banda até então. Isto se deve ao fato de os singles anteriores não terem a mesma força deste (como o de Do you close your eyes, do Rising) ou não terem sido tão bem gravados – isto se encaixa claramente em Man on The Silver Mountain, ótima faixa que não conseguiu mostrar seu grande potencial na versão gravada com músicos do Elf no primeiro álbum.
Em Long Live Rock ’n’ Roll, a banda enfim conseguiu juntar a sua qualidade inegável em um hino que tinha tudo para levar o conjunto a uma ótima repercussão de vendagem. Já na turnê do meio de 1977, entre as gravações do álbum, já era clara a força da canção, como se pode ver no único momento oficialmente registrado em vídeo do Rainbow com Dio, o Live in Munich de 20/10/77.  O DVD mostra que a banda em sua nova formação manteve a qualidade da anterior, pois tanto David Stone quanto Bob Daysley (este então, inegavelmente melhor músico que Bain, mas ainda num momento mais discreto, talvez por orientação de Blackmore) se mostraram extremamente competentes e dignos de acompanhar os soberbos Blackmore, Dio e Powell. O vocalista está em plena fase vocal, é de cair o queixo ouvi-lo neste vídeo. O vídeo é uma aula de música, de obrigatória apreciação a todos que gostam de qualidade, recomendamos fortemente. Mas infelizmente também a faixa-título fracassou comercialmente e ficou perpetuada como um claro exemplo da “música certa na época errada”: O momento da indústria musical, dominado inteiramente pelo punk rock, não permitiu que a música acontecesse, e seu reconhecimento ficou para muito depois, hoje claramente entende-se a importância da canção na carreira da banda. Com este novo fracasso comercial, viu-se a ruptura da filosofia musical que juntava Dio a Ritchie, pois esse, buscando horizontes mais comerciais, acabou não tendo mais o baixinho de grande voz ao seu lado.

O ultimo vinil inédito desta magnífica formação do Rainbow

O ultimo vinil inédito desta magnífica formação do Rainbow

O restante do álbum traz músicas de boa qualidade, como Sensitive to Light, uma faixa que lembra demais a fase Purple de Ritchie, The Shed (subtle) e principalmente Lady of the Lake, que possui um refrão bastante agradável, com ótimo uso de diversas vozes de Dio. Mas é no fechamento dos dois lados originais do vinil lançado em 1978 que encontramos outros dois momentos brilhantes: Gates of Babylon e Rainbow Eyes: O então lado A trazia em Gates of Babylon o momento de maior inspiração no álbum, e talvez a única faixa de estúdio em toda a carreira da banda que ousamos comparar com Stargazer. A música é uma verdadeira obra-prima e traz momentos brilhantes como as diversas trocas de tons durante o solo de Blackmore. Junte a isso uma melodia fantástica conduzida magistralmente pelos vocais fantasiosos de Dio, uma introdução de teclados de Stone que nos levam aos melhores momentos de Carey na banda e uma grande interpretação de Cozy Powell e temos sem dúvida a melhor canção do álbum, inegavelmente um grande momento do Rainbow. Gates of Babylon se tornou um novo exemplo para o metal épico que viria a seguir, sendo influência para diversos artistas, na linha iniciada por Stargazer. E o momento de despedida de Dio no conjunto não poderia ter sido mais bem escolhido: o tom melancólico de Rainbow Eyes, conduzido unicamente pela dupla responsável pelos primeiros quatro anos inesquecíveis da banda, é um emocionante final de história desta fase, que fica em muito abrilhantada pelo magnífico arranjo de cordas e flautas que enriquece toda a canção.

A parceria Blackmore-Dio nunca mais seria revivida, mas o vocalista se encontraria brevemente com outro grande guitarrista para continuar sua jornada de talento inquestionável. Este é o assunto do próximo capítulo da nossa discografia.

Até lá!

Alexandre Bside e Flávio Remote



Categories: AC/DC, Artistas, Bootlegs, Curiosidades, Deep Purple, DIO, Discografias, Pesquisas, Pink Floyd, Rainbow, Resenhas, Rush, Uriah Heep

23 replies

  1. B-Side e Remote,

    outra resenha que só vocês conseguem trazer por aqui. O nível de detalhes e a forma como as coisas estão amarradas me remetem a outra fantástica discografia que temos por aqui, a do Kiss.

    Sobre o álbum, agora conhecendo mais de Rainbow nesta fase com Dio, concordo que o álbum é mais irregular quando comparado principalmente a obra-prima Rising, mas os motivos por vocês tão bem comentados ajudam a entender tudo…

    Gates Of Babylon é também para mim uma faixa que dá para “pescar” e colocá-la no Olimpo com Stargazer, realmente – sem comparações entre elas, mas a faixa deste disco é realmente de outro mundo. E é muito bom que Dio tenha voltado a ela em várias oportunidades, inclusive nos shows que fez em carreira solo no futuro, coisa que veremos mais para a frente.

    Tenho interesse em continuar conhecendo mais da história do Rainbow, já sem o baixinho, que foi se juntar ao “certo guitarrista” para o álbum que está em votação neste momento.

    A discografia está em um nível que não se encontra por aqui e é uma honra ter este material para curtir sempre que quiser. Parabéns é pouco!

    E, claro, a ansiedade pela chegada de Dio ao Sabbath e a primeira e histórica obra já me deixam salivando como um cachorro por aqui!

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  2. Eduardo,
    Obrigado pelas palavras e o Ale trabalhou muito nas resenhas – eu so dei uma ajudinha.
    No proximo capitulo vamos ver o baixinho com varios desafios, entre eles recuperar uma banda em decadência.
    Quanto ao Rainbow – ha uma grande mudança nos albuns com Graham Bonnet e Joe Lynn Turner. Era o que o Blackmore queria – canções de amor e procura do mercado americano. Dá para pinçar alguma coisa nos 4 albuns antes do retorno de Blackmore ao Purple. (1984), mas apesar de sucesso comercial nos EUA eu não recomendo fortemente nenhum desses, somente algumas baladas e trechos instrumentais são interessantes e há muita irregularidade na qualidade do material.
    Em 1995 há o retorno do Rainbow com Doug White no vocal. O album é bem feito e tem até Still Í´m Sad regravada (com vocais) – parece um pouco mais com os albuns com o baixinho – apesar de mais leve – e vale a conferida – talvez seja melhor você começar por este (Strange in us all). Depois o Blackmore se juntou a Candice para fazer sua musica renascentista e voltou para o sec XVII – de onde acho que não volta mais….
    Abraços
    FR

    Like

    • Lembrei que tenho o Down to Earth em cd, com o Graham Bonnet, mas que nunca me dediquei a conhecê-lo melhor justamente pela “dificuldade” em ouvir qualquer outro material do Rainbow que não seja com o Dio (parecido com a dificuldade que tive em ouvir coisas do Iron Maiden, fase Paul Di’Anno, depois de ter conhecido a banda com o Bruce, nos meus primeiros anos como fã). É uma pendencia que preciso resolver.

      Like

  3. Bside e Remote, mais um texto sensacional!
    Sem dúvidas que não há nada igual por aí. Falo isso porque eu ja procurei e não achei nada tão completo e bem feito como estes textos da discografia do Dio que vocês tem postado aqui.

    Sempre achei este disco mais “fraco” em comparação a perfeição que é o Rising e agora lendo este texto, conhecendo todo o contexto em que ele foi concebido, faz muito mais sentido o porquê disso.

    É uma pena que Long Live não tenha tido toda a repercussão que ela merecia na época. Mas tambem, se tivesse tido, que rumo teria tomado a carreira do Dio? Será que o Rainbow teria virado uma super banda e o Dio nunca teria ido para o Sabbath? Não teríamos Heaven And Hell, Mob Rules…? Há males que vem para o bem.

    É inegável que Gates Of Babylon seja um dos pontos altos do disco e tenha sido influencia para muita coisa que veio a surgir depois mas Rainbow Eyes é a grande música deste álbum, na minha opinião.
    É linda demais a interpretação do Dio, as flautas e o tom melancólico citado por vocês. E ela “desce” tão fácil que nunca tinha reparado que ela tinha mais de 7 min. Só reparei agora, lendo o post, quando dei o play no vídeo.

    Recentemente li uma entrevista na Roadie Crew com a Wendy Dio em que ela dizia que Rainbow Eyes era sua música preferida porque havia sido composta para ela. Se meus olhos já se enchem de lágrimas todas as vezes que a ouço, imaginem a Wendy?

    Like

    • Apenas ressaltando uma parte deste comentário: “Sem dúvidas que não há nada igual por aí (…) tão completo e bem feito como estes textos da discografia do Dio que vocês tem postado aqui.”.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

    • Suellen, eu gosto mais desse e do primeiro álbum que o Rising. O Rising é um álbum muito curto e se tirar o chato “Do you close your eyes” resta apenas 5 canções que dá uma sensação de “é só isso?!”. Enfim, gosto é gosto.

      Admito que foi excelente a saída do Dio do Rainbow pois dali em diante ele cantaria um Heavy Metal que o tornaria a lenda que é hoje na entrada de uma das melhores bandas: Black Sabbath! E também não faria o sucesso que se tornou na sua carreira solo. Como você mesma disse, há males que vêm para o bem.

      Suellen, não tem nada a ver essa entrevista, apesar da Wendy dizer que a canção foi composta para ela, já que ela adora aparecer, isso não é verdade.

      Na realidade, essa canção foi composta a uma criança perdida no seu primeiro casamento com Loretta Berardi na adolescência, essa canção foi em homenagem a essa menina.

      Não acredite em nada que a Wendy disser, ela é muito pior que a Sharon, acredito mais no amor dela pelo Ozzy que na loira falsa oxigenada. Suas lágrimas são falsas, já que ela é uma excelente atriz, e acredito eu que a única vez que ela chore é quando ela perde dinheiro.

      Agora, as canções “Straight through the heart”, “Don’t talk to Stangers”, “Eat your heart out” e “When a woman cries” (e até “Eliel”) foram sim compostas para a Wendy pois ela além de ter partido seu coração por traíções, mentiras e manipulações, ela nunca o deixou feliz por não ter lhe dado o desejado divórcio.

      Like

      • Caroline,

        legal que você esteja acompanhando a discografia mesmo com o post tendo sido publicado já há um tempo! E agora que está quase chegando ao fim, ler todos os posts que vieram após só mostra como esse material é especial.

        Para mim o Rising é perfeito em todos os sentidos – até mesmo na curta duração – e especialmente o lado B que tem a minha música favorita de todos os tempos, Stargazer. Quando ouvi a primeira vez fiquei tão maravilhada com todos os elementos que ela possui, principalmente o vocal, que a ouvi por diversas vezes no repeat! Porem embora o Rising seja considerado um clássico do HM, ele não agradava nem o próprio Dio, especialmente o lado B, considerado por ele um esbanjamento técnico desnecessário. Como você mesma disse, gosto não se discute.

        Sobre a Wendy, são muito válidas as contribuições que você trouxe por aqui. Não conhecia nenhum dos fatos apresentados, principalmente sobre as canções. Obrigada pela contribuição.

        Abraços,

        Su

        Like

        • Stargazer é realmente uma canção viciante, uma das poucas canções que ouço inteira! Difícil interromper! Eu ainda prefiro “Long Live Rock ‘n’ Roll” ou o primeiro álbum do Rainbow mesmo!

          De nada! Pouquíssimos fãs do Dio sabem quem é a Wendy pois o Ronnie era muito discreto sobre sua vida privada e como ela era a sua empresária, ele não podia falar a ninguém quem ela era. Só quem tem contato com gente próxima a ele sabe.

          Abraços,
          Line

          Like

  4. Rainbow Eyes com o Blackmore’s Night:

    Bem diferente da versão do Rainbow mas não menos genial.E tem um solinho alí no meio que é sensacional!
    Porem ainda prefiro com o Dio 🙂

    Like

  5. A versão é um pouco mais alegre do que a original, no meu entender, perdeu bastante , embora traga um solo bem legal de Ritchie, bem observado pela Suellen.
    O Blackmores Night tem feito outras versões de músicas do Rainbow, em especial ao vivo, como the temple of the king .
    Algumas foram gravadas em estúdio, como a boa versão de Self Portrait abaixo :

    Gostei também da versão da época mais comercial com Joe L Turner de Streets of Dream , contando com o próprio Joe dividindo os vocais com Candice

    Mas a verdade é que pelo estilo de Candice e também pela proposta do Blackmore’s Night não dá pra tentar ousar algo que exija vocais mais potentes, como os tão bem cantados pelo nosso saudoso herói de grande voz.
    Aí, fica ruim para a Candice.

    Estas versões de músicas do Rainbow e também do Deep Purple, como Soldiers of Fortune são legais de se ouvir , mas o material inédito do atual projeto de Blackmore e esposa não me motiva a conhecer mais da banda .

    Gostaria que Ritchie voltasse a plugar sua Fender Stratocaster de forma mais plena, ainda que nunca mais possamos vê-lo ao lado de Ronnie.

    Alexandre Bside

    Like

  6. otima resenha..

    realmente feita por pessoas q sabem do q falam..

    espero q vcs continuem até terminar toda a discografia do dio..

    Like

  7. É nossa intenção , Fernando, tão logo vão saindo os resultados das pesquisas . Podemos certamente contar com a colaboração de outros feras aqui do Minuto HM, sempre procurando trazer o melhor que pudermos .
    Obrigado mais uma vez

    Bside

    Like

  8. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  9. Acabo novamente de ouvir o disco, li a “nossa” discografia acompanhando – muito legal; deixo bem claro que quando digo “nossa” me refiro especialmente às contribuições muito importantes da galera comentando, aliás essa sequencia de fitas K-7 é sensacional…

    Like

  10. Mais um do fundo do baú, só que sem Dio… Denver gig supporting 1979 album Down To Earth released on coloured vinyl:

    http://classicrock.teamrock.com/news/2015-05-18/rainbow-show-gets-vinyl-treatment

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

Trackbacks

  1. Discografia-homenagem DIO – parte 4 « Minuto HM
  2. Bruce Dickinson entrevistando o MetallicA em 2008 « Minuto HM
  3. Aventuras em Manhattan – Especial Minuto HM – Parte 2 | Minuto HM
  4. Discografia-homenagem DIO – parte 18 – Rainbow Ao Vivo « Minuto HM
  5. Seeds Of Change: Dio cantando no álbum solo de Kerry Livgren (Kansas) « Minuto HM
  6. Discografia-homenagem DIO – parte 22 – o prólogo tardio – capítulo 2 – Minuto HM

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: