Documentário: Raul – O Início, o Fim e o Meio

O blog Minuto HM foi conferir a 35ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo nos meses de outubro e novembro onde centenas de filmes de todas as partes do mundo estão sendo exibidos. São curtas, longas, documentários e todo o tipo de gêneros e filmes para todos os gostos e credos.

O título escolhido para conferir foi foi o filme “Raul – O Início, o Fim e o Meio” – título tirado de um dos grandes clássicos do músico. O filme é um longa e tem previsão de entrar nos circuitos nacionais a partir do dia 27 de Janeiro de 2012 para o grande público e nós tivemos a  oportunidade de conseguir um dos disputados ingressos para as 3 sessões que a amostra disponibilizou para o dia 27 de Outubro de 2011. Acreditem, os ingressos foram disputados. O filme é produzido pelo paraibano Walter Carvalho que já atuou em diversas produções nacionais ao longo de décadas. Este documentário sobre a vida de Raul Seixas resgata materiais antigos, coleta opinião de pessoas, músicos, fãs, parentes, e, principalmente de suas ex-companheiras e esposas as quais o filme se apropria de uma linha de tempo de suas respectivas convivências para apoiar na cronologia de explicação dos fatos da vida de Raul Seixas.

Cartaz do filme

Cartaz do filme

O ingresso que o blog comprou pela internet estava previsto para a sessão das 22:00 e, já na chegada ao Cine Unibanco Frei Caneca às 21:20, ficou claro que teríamos ali mais um tributo a esse grande músico brasileiro.

Várias pessoas com camisas de fã clubes  paramentados como o ídolo e exibindo tatuagens com os símbolos (Sociedade Alternativa) e nomes de Raul Seixas, já eram vistas em grande quantidades ali na entrada do cinema. A movimentação foi aumentando a medida que o horário da sessão se aproximava. Ainda na fila, tive a oportunidade de registrar o diretor Walter Carvalho – de relevante para um blog sobre música, acho importante ressalvar que ele atuou na produção nacional Cazuza – O Tempo Não Pára. Na foto abaixo, Walter Carvalho esta a esquerda com um sósia que é retratado no filme com seu filho que possui o mesmo nome de batismo de Raul Seixas. Ambos estavam na sessão e esse detalhe foi uma das curiosidades neste evento: várias pessoas que estavam na fila das sessões também foram retratadas no filme. Desde fãs entusiasmados até os participantes da Ordo Templi Orientis – Ordem dos Templos do Oriente – seita a qual Raul e Paulo Coelho fizeram parte e que colocarei um comentário mais a frente – haviam várias pessoas que de certa forma fizeram parte de algum momento da trajetória do músico.

Walter Carvalho ao lado de um sósia de Raul Seixas (e o filho do sósia)

Walter Carvalho ao lado de um sósia de Raul Seixas (e o filho do sósia)

Perto das 22:00, fui informado – já em uma fila gigantesca – de que a sessão atrasaria em 20 minutos. O motivo do atraso – conseguido as duras penas, após quase puxar pelo braço um dos organizadores da Mostra – foi que antes da exibição do filme, o diretor estaria se dirigindo à plateia e tecendo um rápido comentário sobre a obra. Após a entrada conturbada de todos os pagantes, a produção da amostra de cinema introduziu Walter Carvalho ao público e apresentou produtores e roteiristas.

Filas iniciais para a sessão (1)

Filas iniciais para a sessão (1)

Filas iniciais para a sessão (2)

Filas iniciais para a sessão (2)

O filme começa – como se espera – mostrando a infância de Raul Seixas na Bahia e a sua precoce decisão de ser um músico de rock and roll logo em sua pré-adolescência e a influência dos amigos do consulado americano que tinham acesso a um material precioso que vinha de um EUA em uma época de ouro com Elvis Presley , Chuck Berry, Little Richards e toda a nata do rock e Blues americano da década de 50/60. Aqui  uma curiosidade: Raul já bebia e fumava feito gente grande aos 14 anos de idade. Nesta etapa, o filme mostra o começo com The Panthers e Raulzito e os Panteras e o filme resgata depoimentos de pessoas que conviveram com Raul nesta época.

O filme mostra a  primeira filha de Raul que mora nos EUA e que se recusa a participar do filme de forma textual, limitando-se apostar uma mensagem em uma rede social explicando os motivos pelos quais não queria fazer parte do documentário.

Os pontos altos do filme são os depoimentos de seus parceiros de composição e de vida. O mais famoso de todos é sem dúvida Paulo Coelho, que é bastante participativo no documentário e expõe de forma direta muito da sua relação com Raul que modulava fortemente entre amor e ódio. Nesta parte do filme, os documentaristas expuseram um pouco do como vieram as ideias do que poderiam chamar de a “inspiração para uma  Sociedade Alternativa” e mostram os representantes da Ordo Templi Orientis – Ordem dos Templos do Oriente – dando seu depoimento e  um breve resumo do que a seita prega e segue como princípios, explicando a sua visão sobre a vida e citando aquele que chegou a ser um líder mundial da seita: Aleister Crowley. Esta parte mostra os seniors da seita citando a pertinência de que a humanidade possui um conceito deturpado sobre os conceitos de diabo, demônios e tudo que é “demonizado”. Nesta parte, existem cenas fortes e chocantes, como exemplo, um dos membros defecando em um vaso sanitário com a fotografia do Papa João Paulo II e o sacrifício de animais mostrado de forma explícita  ocorrendo em uma floresta – mostram um porco sendo morto e um bode sendo decapitado – como parte de rituais da seita. Algo extremamente forte, porém, talvez, necessário para contextualizar o que a seita representa e como eram seus rituais e parte de suas crenças. Comentário adicional: Paulo Coelho sempre comentou que antes de escrever O Diário de Um Mago – considerado como seu primeiro livro de grande sucesso comercial que fala de sua experiência no caminho de Santiago de Compostela – teve contato e imersão em seitas de magia negra  e que “todos pagaram pelo preço destas escolhas passadas”.

Paulo Coelho também não se envergonha de dizer que foi ele o responsável por ter apresentado Raul as drogas mais pesadas, como cocaína e ácido. Na verdade, todo tipo de droga foi apresentado à Raul por Paulo Coelho que se mostra bastante confortável com isso no filme.  Ele fala das parcerias e das “viagens” intermináveis dessa época.  O documentário mostra outros parceiros extremamente importantes para sua obra como Cláudio Roberto que compôs o Rock das Aranha, entre outros sucessos.

Para quem acha que Raul Seixas não tem a ver com Heavy Metal, acho que é válido lembrar que Raul foi o primeiro, senão, o único artista brasileiro a cantar e citar Aliester Crowler em sua obra. No meio musical internacional, figuras grandiosas – como John Lennon –  já bebiam na fonte de Crowler – vide a capa do Sgt Peppers em que John Lennon fez questão de colocá-lo como uma das figuras na capa do disco. No meio do Metal, os mais relevantes citar são Jimmy Page e Bruce Dickinson, que nunca esconderam sua identificação com a obra do “bruxo”, além da famosa Mr. Crowley de Ozzy Osbourne (com Don Aire nos teclados), que é um clássico. Existem outros artistas que se inspiraram na vida de Crowley para a sua obra artística e obviamente estes exemplos não encerram esse ponto. “Faça o que tu queres pois é tudo da Lei” – texto considerado sagrado da O.T.O e que Raul cita tacitamente nos versos de Sociedade Alternativa.  Sem falar que Raul foi disparado um dos mais subversivos artistas de sua época – mais do que peso pesados comunistas como Chico Buarque e seus sambas de protesto. Raul foi exilado e o documentário mostra que sua volta se deu pela sua extraordinária vendagem da época.

Raul começou a ter projeção destacada no festival internacional da canção em 1975 e Let me Sing foi o seu primeiro hit. Convidado por Nelson Mota, Raul tocou no Hollywood Rock de 1975 onde outra banda histórica também tocou lá: o Vímana composto por Lulu Santos,  Lobão e  Ritchie. Aqui é outra história.

O filme traz depoimentos de  Renato e seus Blue Caps, Tarik de Souza, Nelson Mota, Caetano Veloso, Roberto Menescal, Tom Zé, Pedro Bial, Marcelo Nova entre outros e  de suas ex-esposas e companheiras. Estas são um deleite para o público. Mostram claramente como Raul Seixas amou e foi amado por suas mulheres e como elas influenciaram a sua obra. Mostram ainda os problemas de conviver com uma pessoa que sofria de um pesado problema de alcoolismo e os recorrentes problemas de saúde derivados de uma diabetes que se agravou ao longo dos anos. O filme mostra também a dificuldade de Raul em conseguir atender a compromissos de show dada a sua saúde debilitada e a necessidade incessante de continuar fundo na bebida. Mostraram o caso do show do Parque Lage no RJ onde ele foi vaiado por se apresentar bêbado e depois cair no palco. O público se revoltou e reagiu de forma exagerada, atirando latas no palco – sou carioca, mas é preciso dizer aqui como os cariocas são extremamente mal-educados em se tratando desse tipo de situação.

Comentário dos autores da resenha: o filme não mostra um caso famoso de Raul quando este foi se apresentar, se não me engano, em Santos –  não confundir com o famoso show na praia de Santos onde ele esquece e erra várias de suas letras – e seu nível de embriaguez era tão grande que ele não conseguia sequer se comunicar com a plateia e sua aparência já era de uma pessoa inchada e debilitada pelo álcool. Isso levou as pessoas que estavam presentes a quererem linchá-lo por acreditar que não se tratava dele mesmo, mas sim de um farsante e aproveitador. A polícia precisou ser chamada para evitar problemas com os mais exaltados.

Kika Seixas fala da angústia de ver o marido abandonado pelo show business e dos esforços para tentar fazê-lo trabalhar, mas as condições de Raul eram deploráveis. O filme em seguida retrata a chegada de Marcelo Nova na vida de Raul. Nova era vocalista do Camisa de Vênus – banda de rock dos anos 80  – que emplacou entre outros hits “ Eu Não Matei Joana Dark” – e surge como uma figura que venera a vida e a obra de Raul. Até aí, pessoas que não tinham muito conhecimento da vida de Raul, como eu,  achavam que de fato Marcelo Nova deu uma “sobrevida” – entenda-se aqui que Raul já era um artista consagrado, porém, atravessava uma pesarosa entressafra artística – e Marcelo Nova reencontra o ídolo e organiza de forma não planejada uma parceria que dá muito certo, culminando em um lançamento de uma material inédito. Dado esse contexto, o filme levanta um ponto curioso: o fato de que a seqüência de shows e compromissos que a dupla passou a fazer, tenha atenuado os problemas de Raul e debilitado-o ainda mais em sua frágil saúde. Eu sinceramente nunca havia visto a relação dos dois sob este ponto de vista. Marcelo Nova aparece com um discurso em que “se explica” sobre isso e sobre uma possível visão de “aproveitador” e eu nunca havia visto isso sob esse perspectiva mas, realmente, o documentário faz questão de reinterar o ponto.

O filme mostra com bastante carinho a dedicação dos fãs em suportar Raul ao longo de sua carreira, principalmente em seus momentos próximos do  fim onde o presidente do fã clube de Raul  Seixas, em seu depoimento, mostra o quanto os fãs se esforçaram para tirar Raul Seixas dos problemas que lhe rodeavam – que não eram poucos.  Por fim, o documentário conta os últimos momentos de sua trágica e prematura morte em São Paulo, ocorrida no Edifício Aliança, que aparece bastante no filme e que aqui trazemos uma foto exclusiva deste prédio onde ele foi achado pela sua secretária já morto. Um final emocionante e que com a ajuda do excelente som da sala, fez todos se emocionarem ao som de Gitá tocando e mostrando os últimos momentos de sua jornada. Raul não merecia isso – com certeza, não!

Fachada do Edifício Aliança, para onde Raul Seixas se mudou depois de deixar a casa no Butantã no final de sua carreira e local onde veio a falecer. No documentário, Raul desdenha do Rio de Janeiro – lugar onde morou a maior parte de sua vida – e se muda para São Paulo

Fachada do Edifício Aliança, para onde Raul Seixas se mudou depois de deixar a casa no Butantã no final de sua carreira e local onde veio a falecer. No documentário, Raul desdenha do Rio de Janeiro – lugar onde morou a maior parte de sua vida – e se muda para São Paulo.

Assistam! Nós do Minuto HM recomendamos e fazemos aqui um singelo tributo a esse grande artista brasileiro, e, mesmo em um blog especializado em Hard/Metal, nós gostaríamos de deixar aqui nossa homenagem. Toca Raul!!!!!!!!

Comentário dos autores do post: eu conhecia Raul já quando era criança – década de 80 – apenas dos seus principais “medalhões”, mas quando ele faleceu – 1989 – as rádios passaram a executá-lo como nunca, como nunca visto com nenhum outro artista falecido. Ele foi, em minha humilde opinião, o primeiro artista a realmente ter “sucessos” veiculados em rádio em sua situação post-mortem. Em seguida, algumas peças de teatro – como o Báu do Raul – preencheram um pouco do o vazio que seus fãs tinham com sua partida. Sua genialidade em suas letras e sua persistência em não fazer algo puramente comercial para veicular em rádios fez dele um artista único que nunca será esquecido pela sua legião de fãs. Este documentário é uma justa homenagem ao nosso extraordinário “maluco beleza”. Além de poder conhecer mais da vida deste ídolo, eu me emocionei ao poder ter a oportunidade de ouvir em som alto alguns dos grandes sucessos dele: Medo da Chuva com Zé Ramalho, Trem das Sete, O Diabo é o Pai do Rock, Como Vovó Já Dizia, enfim, ouvir os grandes clássicos em som alto e bem definido foi uma experiência incrível. Recomendo a todos conferirem este documentário!

Um trecho de Ouro de Tolo:

Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar…
Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador…

Rolf.

Colaborou: Eduardo.



Categories: Agenda do Patrãozinho, Artistas, Cada show é um show..., Curiosidades, Entrevistas, Iron Maiden, Led Zeppelin, Letras, Músicas, Off-topic / Misc, Resenhas, The Beatles, Trilhas Sonoras

20 replies

  1. Rolf e Dú, parabéns pela merecida homenagem ao Rauzito. Sou fã e ainda tenho alguns discos cuidadosamente guardados, conheço todas as músicas de cor e salteado. Desconheço outro artista brasileiro com composições tão inteligentes, engraçadas, verdadeiras e cotidianamente brasileiro. Foi por causa do Raul que conheci Frank Zappa e Elvis Presley, lí Aleister Crowley, Nietzsche e Huxley. Obrigada por me fazer lembrar de tudo isso. Viva RAUL. beijos Kenia

    Like

  2. Em 1982 ele fez um show bêbado em Caieiras, São Paulo, e foi quase linchado pela platéia que não acredita que Raul é o próprio, mas um impostor. Ele foi levado pra delegacia de Caieiras, onde o delegado também não acreditou que ele seria o Raul e lhe deu uns tapas na cara. Tudo aconteceu, pois ele estava sem o RG e não pode confirmar que ele era realmente ele… Alguém ta banda teve que ir até São Paulo para pegar o RG e apresentar ao delegado. Enquanto isso Raulzito ficou detido na delegacia.

    Like

  3. É uma pena que Raul Seixas tenha tido um fim triste e certamente nada merecido pela importância que ele deixou numa época tão difícil de se fazer rock no Brasil, com um contexto histórico de repressão que desfavorecia imensamente e também pela dificuldade técnica de equipamentos muito defasados .
    O filme é uma justa e obrigatória homenagem,parabenizo o autor pela idéia.
    Ainda que não seja exatamente o estilo musical que me agrade mais, tenho um imenso respeito sobretudo pelas letras muito acima do padrão encontrado ( ainda mais hoje ) , e especificamente pela Ouro de Tolo , que foi citada ao fim do interessantíssimo post.

    Saudações e Viva Raul!

    Alexandre

    Like

  4. Eduardo, obrigado pelas informações. Que isso traga visibilidade para o blog da família do metal

    Like

  5. Nota triste – que descanse em paz.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  6. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  7. Rolf, galera, finalmente – finalmente mesmo – acabo de ver o filme. Eu o havia gravado há cerca de 2 anos e estava no HD do meu decoder da TV a cabo. Vi o filme e depois reli o post por aqui.

    Tentando não repetir muito o que já foi dito, me chamaram a atenção:

    – as condições para lá de primárias do começo de tudo. As pessoas que aparecem no início do filme, amigos e conhecidos, viveram aquela “onda” mas ninguém pareceu ir para frente na vida… confesso que o som estava horrível e quase parei de assistir, mas insisti.
    – a influência de Elvis e futura dos Beatles nas ações e atitudes comportamentais, e a tal mescla com o som brasileiro. Mais um artista que não inventou nada, mas que como bom brasileiro, soube adaptar de maneira inteligente os mundos diferentes, o “gringo e o brasileiro”, ações que o acompanharam até seu falecimento.
    – Aleister Crowley: aquele que como muito bem citado no post tantos e tantos beberam da fonte. Raul foi mais um, a fonte da fonte, já que os gringos já estavam fazendo isso. Um tema levemente abordado ainda no início do blog e que nunca mais foi citado mais claramente como neste post (https://minutohm.com/2009/05/25/mais-da-fonte-ocultismo-e-satanismo-no-rock-e-metal/). O tema é pesado, muito pesado, e muito louco – e as drogas são claramente querosene para este fogo.
    – a relação com as mulheres e “companheiras”, como o filme-documentário traz. Uma doideira total.
    – a relação com Paulo Coelho, o que mais aparece junto com as ex-mulheres, e como um acabou potencializando o outro a se tornarem fenômenos. Um deles soube entender e parar, como se entendesse que já havia ganhado no cassino – e hoje filma de Genebra. O outro, o artista mesmo, infelizmente, não conseguiu.
    – a facilidade de criar letras que refletem nossa realidade, desde lá até agora, mas em um tempo de ditadura.
    – a dedicação dos fãs, especialmente o do fã-clube que aparece tanto no filme e guarda tudo até hoje. O Brasil não tem UM museu ou Hard Rock que prestigia muito o NOSSO rock… aliás, a tal “parada anual” em São Paulo é algo que eu nunca ouvi falar até hoje, apesar de entender que me atualizo deste tipo de notícia. Nunca nem ouvi ser vagamente mencionado isso.
    – a tal decadência e o abandono do show business – algo que se vê muito claramente, que acontece também nos esportes e em outras áreas. Na hora da alegria, estão todos perto. Na hora que estamos por baixo, sobram aqueles que já sabemos que realmente são nossos amigos, nossos irmãos. Nessa onda, deixo a provocação aos que realmente viveram e manjam: o Marcelo foi um cara que efetivamente fez o que fez, tão reforçado pelo Caetano no filme, ou foi um cara que pegou uma onda para se promover, unindo o “útil ao agradável”? Daria certo sem Raul?

    Enfim, um artista que soube muito bem com sua esperteza e inteligência criar algo que o Brasil pouco conseguia ter acesso à época. Foi corajoso em fazer muita coisa, hoje em dia não surgem mais artistas assim – nem aqui, nem fora. Merece admiração e respeito independente do gosto da música, que não é muito minha praia, apesar dos hits indiscutíveis e sua importância na história do país. País este que talvez só foi chorar de tanta tristeza com a perda da poupança para o “Governo” Collor e para Senna em 1994…

    O post fica ainda melhor agora.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Liked by 1 person

Trackbacks

  1. Cobertura Minuto HM – Titãs em SP – show “Futuras Instalações” – resenha « Minuto HM
  2. Minuto HM – Retrospectiva 2011 « Minuto HM
  3. Minuto HM visita a Exposição Let’s Rock no Ibirapuera, em São Paulo « Minuto HM
  4. Morre mais uma lenda – Celso Blues Boy « Minuto HM

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: