Bruce Dickinson e Ian Anderson se apresentam no Canterbury Rocks 2011

Saudações, galera,

com tantos acontecimentos neste segundo semestre, fica até difícil não fazer uma certa “vista grossa”, no bom sentido, para algumas coisas “menores” que estão rolando pelo mundo. Mas este merece um post por aqui.

Enquanto o Iron Maiden tem seu merecido descanso, após o término da última tour, há sempre um membro da banda que é, digamos, um pouco mais ativo que os outros.

No último dia 10/dezembro/2011, Bruce recebeu um convite para se apresentar ao-vivo com Ian Anderson, do Jethro Tull e Justin Hayward, do Moody Blues, no intuito de angariarem fundos para as caríssimas reformas da histórica catedral de Canterbury, em Kent, Inglaterra. A catedral, que tem 900 anos, já conseguiu £ 10 milhões nos últimos anos, mas ainda preciso de cerca de £ 3 milhões na próxima década.

Ian Anderson já havia se apresentado no ano de 2010 e, com o sucesso, Bruce foi chamado para a edição natalina deste ano.

Bruce construiu uma carreira-solo brilhante que teve início no final de sua primeira “encarnação” no Maiden, no comecinho dos anos 90, até seu retorno à Donzela e, mesmo depois, com o seu último trabalho, já de volta ao Maiden, chamado Tyranny Of Souls.

Essa brilhante carreira-solo tem petardos e petardos que, sinceramente, dão até uma dor no peito de pensar que estão mais “encostados”. E olhem, são músicas que “rivalizam”, no bom sentido, com qualquer banda de metal por aí (inclusive com a própria banda que estamos pensando agora).

Bruce é realmente um estudioso e muito de suas inspirações vem de cérebros igualmente geniais. Um deles, William Blake, a qual ele se refere na música abaixo com muita propriedade antes de entregar uma versão ESPETACULAR da música Jerusalem, do álbum Chemical Wedding – com certeza um dos melhores de sua carreira-solo – e cheio de alusões a William Blake. Dickinson aproveita para brincar com o público presente que, provavelmente, não era o público-alvo dele, digamos assim, dizendo que “esta é Jerusalem, que vocês nunca devem ter escutado antes… e não escutarão mais”. Genial…

Confiram:

Ainda, Bruce brindou o público com uma “versão” de Revelations (ahhh, Revelations – como não lembrar deste post) mas, de maneira igualmente linda, o que é cantado na apresentação é realmente do poema de G. K. Chesterton, de 1906, que inspirou Bruce a criar o maravilhoso início (intro) da também maravilhosa música do Piece Of Mind. Vejam um trechinho de Bruce cantando apenas o último verso abaixo (e COMO está cantando nosso querido Air Raid Siren, a propósito):

O God of earth and altar, bow down and hear our cry,
Our earthly rulers falter, our people drift and die;
The walls of gold entomb us, the swords of scorn divide;
Take not Thy thunder from us, but take away our pride.

From all that terror teaches, from lies of tongue and pen,
From all the easy speeches that comfort cruel men;
From sale and profanation of honor and the sword;
From sleep and from damnation, deliver us, good Lord!

Tie in a living tether, the prince and priest and thrall;
Bind all our lives together, smite us and save us all;
In ire and exultation aflame with faith and free,
Lift up a living nation, a single sword to Thee.

Obs.: Bruce canta, ao-vivo, “(…) aflame with HOPE and free (…)”, e não como está acima.

O encore da noite foi com uma música do clássico álbum Aqualung, a “Locomotive Breath”, contando com os 3 músicos, mas com Bruce praticamente como um “expectador de luxo”, aparecendo mais ao final apenas:

Crédito da foto: Martin Webb

Crédito da foto: Martin Webb

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Artistas, Cada show é um show..., Curiosidades, Iron Maiden, Jethro Tull, Músicas, Off-topic / Misc

8 replies

  1. Falando em Bruce e sua qualidade de sempre, está circulando um vídeo bem legal na internet de um compilado de trechos de músicas que mostram o alcance vocal do Mr. Air Raid Siren:

    Aqui os detalhes técnicos obtidos no próprio vídeo:

    Bruce Dickinson, the Air Raid Siren, low tenor, 4 octaves (C#2 B5) one of the best hard rock / heavy metal singers.

    1.- Lower note C#2:s from “Believil”.
    2.- A G2 and sustains a Bb2:s from “Fear of the Dark”.
    3.- A E2:s from “Dance of Death”.
    4.- E3:s from Acoustic Song.
    5.- A high low note B3/ E4/ B4 from Hallowed be thy Name”.
    6.- A B4 with a trill to C#5 from The Thin Line Between Love and Hate.
    7.- A B4 from Quest for Fire.
    8.- A powerful B4 from Powerslave.
    9.- Another B4:s from Rime of the Ancient Mariner
    10.- A highest full voice note B4 to D5 from Twilight Zone.
    11.- Rising voice B4 to D5 from To Tame a Land.
    12.- A D5 from Die with your Boots On.
    13.- Another powerful D5 from Total Eclipse.
    14.- E5:s in head voice From Jethro Tulls cover Cross-eyed Mary.
    15.- Another E5:s in The Duellists chorus.
    16.- A highest sustained full voice note D5 to E5 from “Where Eagles Dare”.
    17.- A full voiced D5/ F#5 and a high pitch G5 in live version of Where Eagles Dare.
    18.- A B4/ C5/ E5 from “Children of the Damned”.
    19.- E5:s in falsetto from “Quest for fire”.
    20.- F#5:s from Gangland.
    21.- A high pitch F#5/ G5 from live version of 22 Acacia Avennue.
    22.- A rising voice A3/ B3/ C4/ D4/ E4/ G4/ A4/ G5 from Run to the Hills.
    23.- A G4/ B4/ G5 from the ending to “Run to the Hills”.
    24.- A high pitch G4/ G5 from Aces High.
    25.- A high Pitch G5 from Rime of the Ancient Mariner.
    26.- Great scream, a high E:s/ F#5/ G#5 falling to G5 in the beginning of this live version of Where Eagles Dare.
    27.- A solid sustained and full voiced C#5 and then a G#5 with trill to A5, with a very wild and wide vibratto on Bb5/B5! from “Flight of Icarus”.
    28.- A high pitch F#5/ G5 from Flight of Icarus live version.
    29.- A high pitch G5:s and G#5 from Remember Tomorrow live version.
    30.- A High pitch A4/E5/G5 from Back in the Village.
    31.- A G5 and A5 from Back in the village.
    32.- The horror scream A5 scream from the classic “Number of the Beast”.
    33.- Another A5 from Gangland.
    34.- Sounds to me like a A5 from To Close to Rock.
    35.- Great scream!, to me it sounds like a A5 from Wrathchild live version.
    36.- A powerful A5 from Take it Like a Man.
    37.- Another A5 from Take it Like a Man live version.
    38.- The highest note for Bruce Dickinson, a B5! from Gangland.

    3.5 octaves (C#2-F#5) in full voice and 4 octaves (G5-B5) including falsetto.

    Excelente, não?

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  2. Bruce cada vez melhor! Chega a ser um desperdício que todo o material de sua ótima carreira solo seja “esquecido” assim.
    Bruce poderia aproveitar suas férias do Iron Maiden e o tempo que tem disponível agora que esta sem trabalhar como piloto pra fazer uma mini-tour. Sem dúvidas seria imperdível!!

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    • Concordo, Su… seria muito bom que este material solo do Bruce, que é excepcional, não ficasse mesmo assim, tão “abandonado”. Creio que o Bruce não tenha mais problemas com o “chefe” Steve com relação a isso, desde que não atrapalhe qualquer plano que envolva o Iron Maiden….

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

  3. Folks :

    Eu vou precisar retornar com mais calma neste post e analisar com mais propriedade o excelente material e comentários que vi acima . A questão nos comments envolvendo o alcance vocal dele merece uma análise bem mais cirúrgica, sem dúvida .
    O vídeo de Jerusalém é maravilhoso, um versão excelente da já excelente canção do excelente álbum-solo de Dickinson, o meu favorito Chemical Wedding.
    Mas Aproveitando o clima de hoje e trazendo uma analogia com o título do post,desejo à todos do Minuto HM um Feliz Natal, no espírito da neve que está caindo por aqui…
    Algo inusitado em comparação ao clima ” ameno” que faz no Rio de Janeiro. Dá pra fritar uma dúzia de ovos no asfalto por aqui , amigos.

    Merry Christmas !

    Alexandre

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  4. Mesmo lendo o artigo 2 anos depois, me identifiquei total! Adoro Jerusalem e o álbum da qual faz parte. Sem falar nos demais como Tyranny e Accident. Realmente, uma carreira brilhante que ficou “esquecida” entre alguns mas na minha vida, muito presente!

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    • Simone, primeiramente, seja bem-vinda ao Minuto HM.

      Obrigado pelo comentário – eu não poderia concordar mais… também acho muito boa a carreira solo dele, os álbuns que você citou também são parte da minha vida, e principalmente depois da volta dele ao Iron Maiden, a atenção a eles realmente diminuiu para muitos.

      O último, Tyranny of Souls, ficou neste meio – um ótimo disco sem muita atenção, infelizmente.

      Eu sou ainda daqueles que torce por um tour solo do Bruce novamente.

      Continue participando!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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