The Wall, do Pink Floyd: lembranças da infância e expectativas para o show do Roger Waters

Apesar do Minuto HM ter a estrutura de um site convencional, podendo ser considerado algo até de nível profissional (o que é muito legal por conseguirmos isso mantendo o alto nível de detalhes, conhecimento único de muitos por aqui e sem perdermos o senso crítico), somos um blog. E um blog conta histórias… e esta não deverá ser tão pequena.

E hoje contarei um pouco de uma história minha com um certo álbum, já no clima do vindouro próximo show que assistirei na cidade maravilhosa: o The Wall, do Pink Floyd.

Em tempos onde não tínhamos internet (a coisa ainda engatinhava e tínhamos as BBSs (todos aí lembram delas?), música era no LP e nas fitinhas “compact cassettes”.

No início dos ano 90 no país, aquele tal CD ainda era coisa de outro mundo. E eu, apenas uma criança / pré-adolescente mas já apaixonado por coisas eletrônicas, adorava ficar admirando aquele “disquinho” cheio de “raios lasers” que tocava músicas. Mas faltavam 2 detalhes: o player e as mídias! 🙂

Estamos agora em 1992. Meu pai, que na época começava a trabalhar com equipamentos eletrônicos, tinha conseguido finalmente comprar um maravilhoso aparelho da Sony, com um led azul frontal de ar totalmente futurista. Era lindo ver aquela gaveta do CD se abrindo para que o quadrifônico valvulado receiver Greynold de 1979 (mesmo ano do lançamento do The Wall, diga-se de passagem) pudesse enfim tocar aquele som com característica limpa. Era demais. O primeiro CD da minha vida foi o Use Your Illusion 2, do Guns. Um dia falo dele por aqui…

Tios muito queridos meus, que na época moravam em Marília (interior de SP), compraram também um aparelho de CD. Me recordo que, em uma das férias escolares (eu sempre ia passar minhas férias com eles), levei, claro, este meu primeiro CD.

Depois disso, fiquei maravilhado mesmo com o CD. Queria começar a ter aquilo. Mas como era caro, vocês se lembram?

Um dia, no recém-inaugurado Shopping Penha, o primeiro shopping legal que a Zona Leste de São Paula ganhava (considerando que o Shopping Center Leste Artur Alvim só tinha uma loja de eletrônicos, a Still – ambos locais – shopping e loja, extintos), meu pai e eu entramos na lotada Lojas Americanas. O Shopping Penha, hoje meio abandonado e com forte concorrência de outros 3 grandes Shoppings da região, recebia grande público mesmo naquela época, com todos da região de SP (minha família incluída) ficando maravilhados em ter um verdadeiro Shopping mais próximo.

E neste ambiente cheio, em uma tarde, meu pai e eu começamos a olhar as poucas opções de CDs disponíveis por lá. Era tudo muito caro. Foi quando vi o The Wall em CD pela primeira vez.

O custo? Bom, ainda não tínhamos o plano Real – que viria a surgir com a URV valendo 2750 Cruzeiros Reais – e com toda a questão de inflação e tal, meu pai sempre me ensinava, desde aquela época, a colocar os preços em dólar americano. Foi assim, por exemplo, que guardei o valor  do preço do show do Paul McCartney em SP, um ano depois, assunto que já vimos aqui. Então, o preço do CD, na época, era USD 25,00.

O preço era praticamente proibitivo para nossas condições na época. Mas vocês sabem como é criança, né? “Pai, eu quero, pai, eu quero, pai eu quero, pai, eu quero, pai, eu quero” e meu pai, mesmo ainda não tendo iniciado nem a coleção de Beatles, comprou este CD duplo para nós mim.

Me lembro de tudo: da gente pegando o CD nas mãos e falando: “que capinha pequena” (porque a referência era, claro, o LP), “que fantástico caber tudo aqui, que som isso deve ter…”. Fomos ao caixa e assim que o CD foi pago, lembro de ter ficado bastante feliz e louco para chegar logo em casa para apreciação – se é que se pode entender algo deste disco com 10 anos de idade…

Contra-capa e capa da obra-prima produzida entre abril e novembro de 1979, já com as marcas do tempo.

Contra-capa e capa da obra-prima produzida entre abril e novembro de 1979, já com as cruéis marcas do tempo.

Os CDs (produzidos no México). Apesar da padronização do diâmetro, os primeiros CDs que chegavam ao país tinham maior espessura.

Os CDs (produzidos no México). Apesar da padronização do diâmetro, os primeiros CDs que chegavam ao país tinham maior espessura.

Então, junto com o UYI do Guns, o The Wall, meu segundo CD e em uma época que eu queria mais era conhecer mais e mais CDs e bandas, foram obviamente ouvidos exaustivamente. Também ali em 1992 estava entrando na escola de inglês (CCAA), onde permaneci por 10 anos, voltando depois para mais 1 ano para literatura, gramática e para o curso de professor, o que me empolgava ainda mais.

Agora vou pular uns anos porque a história com o The Wall continua. Assim, em 1998 (e, portanto, com 16 anos), fui para meu primeiro estágio oficial, onde trabalhava em uma empresa de pequeno a médio porte. Meu chefe, o Alexandre (ou Zé, pois todos eram “Zé” na empresa – até hoje é assim) era/é um grande apreciador do Pink Floyd.

Naquela época, além dos meus walkmans da vida (Sony e Aiwa – quem lembra deste?), eu já tinha meu próprio discman Sony. Era demais. Foi ali, claro, que comecei a ouvir ainda mais, para cima e para baixo, grandes bandas que acabariam fazendo mais parte do meu dia-a-dia musical hoje – MetallicA e Iron Maiden em especial). O The Wall estava meio abandonadinho nesta época, mas logo foi ressuscitado.

Neste meu estágio, eu também fazia aulas de italiano. Por que estou falando isso? Porque era junto com o Zé. Então, saíamos sempre atrasados juntos e íamos duas vezes por semana a noite para as aulas, também em uma escola na Penha. Como a empresa era/é situada no bairro de Itaquera, dava tempo tranquilo de ouvir pelo menos um CD. E praticamente eram sempre os mesmos: o então novo Reload, do MetallicA ; um outro que era um compilado de Led Zeppelin e, claro, o meu The Wall.

Era engraçado que sempre ouvíamos o disco 1, apenas. Na volta, como o Zé não me dava carona e lá ia eu para o ponto de ônibus, eu voltava ouvindo o disco 2. Isso fez com que hoje eu pense no disco 1 como o “disco da ida” e o disco 2 como “o da volta” sempre que vou escutá-lo.

Foram 2 anos e meiode italiano, mas cerca de 1 ano neste esquema. Aí o disco ficou mais encostado de novo, pois ali na virada de 1999/2000 eu mudaria de emprego, entraria na faculdade e logo mais mudaria novamente de emprego. Mas, mesmo antes, eu já estava totalmente mergulhado no mundo MetallicA e Iron Maiden.

O tempo passou e, em 2002, Roger Waters anunciava sua vinda a São Paulo para 2 shows no Pacaembu. Lembro que nesta época novamente ressuscitei meu The Wall e consegui assistir na numerada coberta a um deles, este aqui, com direito a 88 caixas acústicas no estádio – era cachorro latindo de um lado, despertador do outro, máquina registradora de grana sei lá da onde e toda hora um “shiiiiiiiiiiiiiinnnnnneeeee on you craaaaaaaaaazyyy diamond” … bom, vocês entenderam.

Em março/2007, Roger Waters voltaria a São Paulo, mas este infelizmente não pude ir – já vivia a época de optar por quais ótimos shows assistir e tive que preteri-lo.

Mas no final do ano passado, novamente um anúncio do retorno do querido “Rogério Águas”, como brincamos por aqui. E ele veio acompanhado da notícia que o show seria baseado no The Wall, na íntegra. Bom, aí vocês entenderam…

A processo de pré-venda dos ingressos para as cidades brasileiras se daria através de um cadastro em um hotsite. Após os cadastros (em até 5 cidades), os selecionados receberiam os links para compra.

No início, eu não recebi os links para nenhum dos 2 shows de São Paulo. Mas depois eles chegaram. Quem acompanhou o processo de São Paulo vai se recordar que os shows na terra da garoa estavam marcados para 31/março e 01/abril – sendo o melhor ingresso, VIP, sendo vendido por “módicos” R$ 900,00 no sábado e R$ 600,00, no mesmo setor, para o domingo – lembrando aqui que estamos falando do mesmo “serviço” – do mesmo show.

Fiquei (continuo) revoltado. E o pior de tudo: no momento que as vendas foram abertas, eu, que sempre estou esperto com shows, não consegui comprar para nenhum dos 2 dias – nem para o sábado. Fiquei sem ingressos. Até em um ato mais “desesperado”, aceitei ver o show no Rio, com melhor preço, ficando inclusive mais barato do que se eu fosse assistir ao show de São Paulo no sábado. Depois disso, a grande palhaçada: o show do sábado foi simplesmente adiado para uma TERÇA-FEIRA em SP, dia 03/abril, por conta de “problemas logísticos”. É mole? Muita gente, com TODA A RAZÃO DO PLANETA, reclamou: gente que havia se programado, inclusive de fora da cidade, com passagens, hotel, etc., fora a questão da diferença preço e do dia. Realmente ridículo.

E, para complementar, os tais “ingressos esgotados” (mesmo para domingo) reapareceram no site – e estão disponíveis até este momento, vejam. Só que aí, eu já tinha avisado no trabalho sobre o dia 29/março, já tinha comprado passagem, reservado hotel… um verdadeiro show de horror e falta de tudo.

Depois do desabafo, deixa eu voltar e fechar a história do The Wall – pelo menos mais um capítulo dela. Ressuscitei novamente o álbum esta semana. Como é diferente para mim ouvir música agora. Como esse material para mim, além do valor sentimental, tem agora um valor em termos musicais mesmo ainda maior… que loucura é este disco, não? Além de tudo, a expectativa em ver os efeitos especiais e, claro, o muro, já justifica tudo para mim. Pena não ter grana para ver mais de um show.

Então a história se fecha por enquanto aqui, tendo a expectativa para uma noite maravilhosa no Rio no próximo dia 29. Dentro do possível, farei a cobertura pré-show diretamente do Engenhão, apesar de acreditar que o 3G não deixará (pelo menos foi assim no show do Paul McCartney ano passado, no mesmo local). De qualquer forma, devo trazer algum material por aqui depois, claro.

Então, praticamente em múltiplos de 10 anos (1992, 2002 e 2012), lá vou eu de novo. Ah! Pena que algo assim não vá ocorrer por aqui também…

Até daqui a pouco, The Wall.

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Curiosidades, Discografias, Entrevistas, Guns N' Roses, Iron Maiden, Led Zeppelin, MetallicA, Off-topic / Misc, Pink Floyd, Resenhas

33 replies

  1. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  2. Comentários via Twitter:

    http://twitter.com/#!/ThiagoPacheco15/statuses/181080232944603137

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  3. Eduardo,

    Cada “roqueiro” deve ter suas lembranças deste álbum. É fantástico, uma obra prima, uma referência. No meu caso, lembro, quando garoto, da another brick (parte 2) tocando num ginásio, no meu segundo grau, e a galera toda curtindo. Não me conectei com o álbum por muito tempo. Achava pop demais. Descobri o Dark Side primeiro, alías considero também impecável e ainda superior até hoje. O The wall veio muito tempo depois, era uma dívida, que foi devidamente paga. Hoje não tenho ele em vinil (apenas o Dark Side), mas comprei o Cd e um ao vivo gravado na época da tourne e lançado muito tempo depois (duplo, completo) que é sensacional (Is There Anybody Out There? The Wall Live 1980-81) – http://en.wikipedia.org/wiki/Is_There_Anybody_Out_There%3F_The_Wall_Live_1980%E2%80%9381
    Esse ao vivo foi comprado junto com o The Wall e recomendo.
    A partir daí (no meio dos anos 2000) é que eu dei o valor que devia à obra prima.
    Falta ainda comprar o vinil, aliás esse excelente post ta me trazendo essa idéia….Que tal?
    FR

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    • Remote,

      sim, cada um tem sua história com este disco e principalmente como Another Brick (parte 2), sem dúvidas uma música emblemática até para pessoas que mal escutam rock.

      O fato é que o The Wall foi o “disco de entrada” para mim e logo meu segundo CD, então tem todo esse valor sentimental. Mas falando em termos musicais, assim como você, também considero o Darkside superior. A questão para mim foi o “timing” mesmo… mas sem dúvidas, o Darkside é ainda melhor…

      Sobre o lance do vinil, claro que eu apoio… viva o muro tamanho grande! 🙂

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  4. Muito legal esses posts bem pessoais. Muita boas suas lembranças com o The Wall, Eduardo. Prevejo muito choro neste show do dia 29 🙂

    E para os shows no Brasil, segundo entrevista do Roger Waters no Fantástico, teremos uma homenagem a Jean Charles de Menezes, brasileiro que foi morto no metrô de Londres após ser confundido com um terrorista.

    http://fantastico.globo.com/videos/t/edicoes/v/roger-waters-fala-sobre-show-no-brasil-e-promete-homenagear-brasileiro-morto-por-engano/1862945/

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    • Su, obrigado pelo comentário e realmente tentarei me controlar ao máximo para ver o espetáculo, hehehe.

      Sobre a entrevista, legal a contribuição e a homenagem – além das imagens, que dão uma ideia de como será um show incrível em termos visuais também, como se espera.

      Adicionalmente, teremos crianças da favela da Rocinha contando em Another Brick – essas crianças já estariam inclusive ensaiando para fazerem bonito semana que vem…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  5. Grande Zé….rsss
    Muito bom ter contribuído de alguma forma para sua formação musical, profissional ou pessoal. Você é um exemplo a ser seguido. Bom, vamos deixar a “rasgação de seda” pra lá e vamos falar de música de verdade.
    Como você sabe, Pink Floyd fez e faz a trilha sonora da minha vida. Por coincidência, ontem, voltando da Ilhabela, o tédio de duas horas de espera na balsa foi aliviado com Obscured by Clouds, Wish You Were Here, Dark Side of the Moon e obviamente The Wall.
    È incrível como esses caras fazem parte de nossas vidas.
    Você acompanhou o meu período de incubação como pai e deve se lembrar que dávamos boas risadas em imaginar que iríamos levar o Vinicius, ainda recém nascido, nos ombros a um show do Metallica. Coincidência ou não, os primeiros acordes que ele tirou de ouvido no violão foi One, confesso que tive uma ponta de frustração. Como um filho de um fã convicto de Pink Floyd toca Metallica? O natural seria tocar Wish you were here!
    Anos depois, veio a recompensa com o Lucas. Em uma redação no colégio, aquele moleque loirinho-rosadinho, com cara de quem gosta de Michel Telo, disse que a música que ele mais gostava era “a música do helicóptero” do Pink Floyd.
    Enfim… se eu colocar aqui todas as passagens em que esses gênios fizeram parte da minha formação, teria que escrever um livro de crônicas.
    Grande abraço Zé, parabéns pelo blog.

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    • Zé, a você, só tenho a agradecer – e muito. Muito obrigado pelas palavras.

      Claro que também me lembro da gente brincando em levar o Vinícius a um show do MetallicA. E não fique triste com ele não – ele está muito bem acompanhando ao tirar “One”, uma das grandes músicas da história do metal.

      E que legal que o “Piu-Piu” Lucas segue para o mesmo bom caminho, já pedindo o helicóptero. É realmente uma grande satisfação!

      Obrigado novamente por tudo, Zé!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  6. Belo relato, Eduardo .
    Vendo o formato do cd original da época , percebo que tenho alguns desses exemplares ligeiramente fora do padrão atual das mídias . Inclusive acho que um deles é o próprio The Wall.
    Bem, eu também prefiro tanto o Dark side quanto o Wish you were here ao The Wall, mas reconheço a importância desse para o gênero.
    E ele contém talvez o melhor solo de guitarra que Gilmour já fez. Estou falando, é claro, de Confortably Numb, na minha opinião a melhor música do álbum também.
    Na parte mais emocional do post, tudo excelente …. Desde a descrição da então novidade à rotina que envolvia a frequente audição do álbum durante o caminho trabalho-curso-casa-etc…, só posso parabenizá-lo pela riqueza dos detalhes e pelo carinho que envolve o cd em si.

    Um abraço

    Alexandre

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    • B-Side, obrigado. Sim, as primeiras mídias que chegavam em nossas mãos nesta época são sim mais grossas, pode reparar… os exemplo que tenho em casa ainda são YUI 2 do Guns e este The Wall – entre outros que precisaria forçar um pouco a cabeça e verificar.

      O solo de Gilmour na música citada por você é algo de outro mundo – não só o solo, mas a música como um todo. É claro dos pontos mais altos da discografia da banda.

      De resto, só tenho agradecer pelas palavras neste meu relato de caráter extremamente pessoal, prestando esta singela homenagem a um pouco do que já vivi com “a parede”…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  7. Pô…da hora!! Não sabia q seu pai também curtia o movimento !!

    Tá muito bem escrito e apesar do tempo, parece q vc lembou de todos os detalhes!!

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  8. Grande texto Eduardo, acredito que ele fez muito de nós viajar no tempo!
    O Pink Floyd foi a primeira banda de Rock da qual me tornei fã, isso já faz muitos, muitos anos.
    Com o tempo passei a ouvir cada vez menos o grupo na medida em que descobria o Heavy Metal, que cada vez mais fazia parte do meu dia a dia, me lembro de ter trocado meu primeiro vinil do The Wall com um amigo de escola, pelo Live in London do Deep Purple, Lp que felizmente possuo até hoje, era inicio de 1983. Acho que mais ou menos 3 anos mais tarde voltei a compra-lo, pois de tempos em tempos o Pink Floyd retornava a estar presente na minha vida. Mas pouco tempo depois já o havia trocado por qualquer outro disco de Metal, que já não me lembro mais, então mais uma vez fico sem um exemplar deste clássico. Até que em 1988, por acaso vasculhando velhos discos em um sebo, encontro meio que por acaso, em excelente estado de conservação uma edição limitada americana (ou seria erro de impressão) do vinil do The Wall, onde na capa e contra capa não esta escrito nada, nem mesmo o nome da banda, mas apenas os desenhos dos tijolinhos.
    Bem, nem pensei duas vezes e comprei-o imediatamente. Mais de 20 anos depois ainda o tenho em minha coleção. Hoje raramente ouço algo do Pink Floyd, mas particularmente ainda acho que The wall é o MAIOR clássico de Rock de todos os tempos, superando Sgt. Peppers e o White álbum do The Beatles, ou mesmo The dark Side of the Moon, que são apontados pela critica especializada como os maiores. Penso que apenas Misplaced Childhood do Marillion tem o mérito de estar no mesmo nível de The Wall.
    Quanto a Comfortably Numb uma curiosidade, lembro-me de ter lido uma entrevista com Bob Ezrin (produtor do disco) em que ele dizia que esta musica por pouco não saiu no disco, pois ao contrario do próprio Ezrin e de Roger Waters, David Gilmour achava a faixa bastante fraca e previsível (talvez pensando em utiliza-la em seu álbum solo) e não queria incluí-la no disco. Após algumas brigas, acabou cedendo com algumas condições e uma delas foi a de incluir dois solos de guitarra!

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    • Puxa, J.P., que fantástico tudo que você comentou. Uma das coisas mais legais da sua história com relação a minha é que, no fundo, a essência delas é a mesma, ou seja, o álbum “vai e volta” nas nossas vidas ao longo dos anos!

      Sobre o Misplaced Childhood, está aí uma pendência minha em conferir mais de perto. Pela sua indicação e reforçada pelo B-Side, é uma pendência que passa a ser urgente até…

      Já o comentário / curiosidade final sobre a faixa CN é sensacional – e ainda bem que a faixa foi incluída – adicionalmente ao que o B-Side já comentou, imaginemos aqui por 1 segundo quantos e quantos casos parecidos com esta e todas as outras bandas não acontecem, disco a disco na história? Que pavor que dá sempre que penso nisso…

      Por fim, muito obrigado pelas palavras quanto ao texto e obrigado por registrar sua história por aqui!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  9. J.P.

    Excelente sua história , muito rica em detalhes … Em referência a dois pontos específicos dela, gostaria de comentar . Primeiro, é muito interessante você trazer o Misplaced Childhood para sua lista de melhores discos clássicos de Rock de todos os tempos. É inegavelmente um grande álbum, também tenho muito apreço por ele . Mas se tivesse de pensar em um álbum na condição de clássico ( não necessariamente o melhor álbum na minha opinião) por conter alguns elementos que o caracterizassem como clássico, entre eles, desempenho comercial, reconhecimento histórico, etc… eu citaria o Led Zeppelin 4 para se unir aos já citados Sgt Pepper e o Dark Side of the Moon, esses três num patamar um pouco acima dos demais .
    O segundo ponto é a curiosidade envolvendo a minha canção favorita no THe Wall, Confortably Numb. Não sabia que Gilmour não queria incluí-la, vamos dar mais um crédito ao grande Ezrin por tê-lo convencido. E os dois solos são sensacionais, diga-se de passagem, grandes momentos instrumentais na carreira de David.

    Saudações

    Alexandre

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  10. Em paralelo a tudo isso, está rolando uma linda campanha para David Gimour vir para o Brasil, mais ou menos no mesmo formato daquela de agradecimento ao Paul McCartney:

    Se for para vir e aparecer com o RW este ano, que seja no show do Rio, ok? 🙂 .

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  11. Bem amigos, primeiramente gostaria de registrar que é um grande prazer trocar ideias com todos vocês! Pois acima de tudo somos fãs de musica, independentemente do estilo que mais apreciamos. Segundo, vocês me fizeram voltar a ouvir Pink Floyd, Pulse esta tocando agora no meu aparelho!
    Quanto a Comfortably Numb, posso dizer que o que seria um grande erro de Gilmour em não incluir a musica no disco, acabou por acaso se tornando um extraordinário acerto, pois os dois solos de guitarra são inspiradíssimos! E abonam uma carga emocional impar a musica. Talvez se não houvesse o segundo solo a faixa no teria o mesmo impacto.
    Acho que as historias e lendas envolvendo o The Wall desde a sua concepção inicial, poderiam facilmente virar um livro. Algo bastante interessante foi a saída de Rick Wright da banda, reza a lenda de que o Floyd estava gravando The Wall em um estúdio localizado na área rural no interior da França, todos (músicos e equipe técnica) trabalhavam durante o dia no estúdio e a noite voltavam para dormir na cidade mais próxima, com exceção de Rick Wright que ficou hospedado no próprio estúdio. Então quando voltavam para a cidade, deixavam Rick para trabalhar a noite e davam “carta branca” para ele compor e gravar o que quisesse, já que ele ficava sozinho no estúdio. No dia seguinte quando os músicos chegavam de volta para trabalhar encontravam Rick “doidão” sem que houvesse composto ou gravado algo se quer. Os dias foram passando e a situação se repetindo… Até que Waters impõe o famoso “ou eu ou ele!” e ameaça abandonar a banda e levar todo o material que havia composto. Sem escolha todos chegam a um acordo: Wright seria demitido do grupo, porem admitido como musico contratado. O que de fato aconteceu. Ironicamente o tecladista foi o único dos 4 que viu a cor do dinheiro na tour do The Wall, pois como assalariado não participou do grande prejuízo financeiro que foram os shows de The wall!
    Caro Alexandre, creio que IV do Led Zeppelin merece um tópico exclusivamente só para ele, tamanha é sua importância. Particularmente não sou um grande apreciador da banda, mas reconheço seu imenso valor! Mas isso é uma questão pessoal de gosto.

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    • J.P., agradeço pelas palavras e é um prazer ter seus sempre ótimos e pertinentes comentários por aqui. E que bom que o post serviu para “reativar” o Pink Floyd em sua vida, para mim isso é muito legal, mesmo!

      Sem dúvidas não incluir CN no álbum seria uma lástima. Mas como disse: imagina a quantidade de material que fica de fora de grandes álbuns como estes? É bom nem pensar nisso… 🙂

      Os solos dela, como você e o B-Side bem ressaltaram, são grandes destaques do álbum mesmo e da discografia da banda, do seu autor e tranquilamente podemos extrapolar: do rock mundial!

      Sobre a curiosidade do Wright, confesso que não conhecia… que interessante! E agora, pensando na situação, chega até a ser cômico… o único que ganhou algo de verdade ($$$) com aquilo tudo na época, hehehe. Mas que bom que a obra-de-arte saiu, mesmo causando prejuízo à época… em termos financeiros, é o famoso “dar um passo para trás” para depois dar muitos à frente… claro, isso apenas falando de dinheiro, e não da qualidade da obra.

      Como curiosidade atual, a atual tour teve um investimento de USD 60 milhões, pelo que li. Realmente o The Wall possui proporções inimagináveis até hoje e por isso é mesmo uma honra poder presenciá-lo em nossas terras, ainda que não tenhamos pelo menos o outro gênio acompanhando Waters…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  12. Para quem vai ao show no Rio

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  13. Google Translator, mmpfh! I can’t read Portuguese.

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  14. (Roger Waters) – The Wall – The Super Deluxe Edition: https://rogerwaters.com/sde/

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  15. Ah, The Wall… Segundo melhor disco do Pink Floyd na minha opinião (o primeiro é Wish You Were Here, 1975). Gostei da matéria, parabéns e quero ver mais PF no site!

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