Cobertura Minuto HM – Adrenaline Mob em NY – Aventuras em Manhattan – Especial Minuto HM – Parte 3

Obrigado por você ter acompanhado nossa estada em NY, cidade apaixonante e que sugiro pelo menos uma ida. Os Estados Unidos vivem eventos monstruosos nos últimos 25 anos e minha torcida é que tais acontecimentos atinjam um menor número de inocentes. Adianto que estamos preparando uma nova tour por um dos países com cultura riquíssima e repleto de grandes discos ao vivo (matou?). Como tudo está no campo ideológico, é melhor deixar em suspense e anunciar no momento propício. É hora de terminarmos a história que começou sendo contada no dia 19 de março.

Embora já conhecesse parte da ilha de Manhattan nunca se sabe tudo sobre ela. Minha grande expectativa, desta vez em que fui sozinho para os Estados Unidos, era concentrar meu tempo em atividades que eu pudesse reportar no Aliterasom, no PipocaTV ou no MinutoHM. Matérias autênticas que não tivessem sido apreciadas em outro meio de comunicação. Óbvio que outra diversão não-musical não estava descartada, como assistir uma partida dos Knicks pela NBA, lá no Madison Square Garden.

A primeira vez em que fui e fiquei deslumbrado com tudo que vi e comprovei, fui surpreendido por uma tarde de autógrafos do Dream Theater a poucas ruas de onde eu estava hospedado. Cheguei até a loja 3 horas antes do acontecimento. Não me arrependi. Foi ótimo ver os meus ídolos de pertinho com sua nova formação. Mike Portnoy havia se despedido 1 ano antes, numa separação aparentemente trágica mas cujo o derrotado (naquele momento) estava explícito. Mike, o Mangini, assumiu as baquetas e trouxe sua técnica didática e irretocável para A Dramatic Turn Of Events, o cd da transição, o primeiro sem Portnoy.

Fui catar pela cidade grandes shows, espetáculos, lançamentos de discos, qualquer coisa musical. Durante os dias em que estive lá sabia que David Bowie e Bon Jovi lançariam seus respectivos LPs. O barulho maior foi em cima do disco do Bowie já que era o primeiro de inéditas desde 2003 (Reality); What About Now é a continuação medíocre de uma carreira que poderia ser brilhante se não concentrasse suas forças na figura do seu ícone. Fazer o quê?

Pelo Whiplash descobri que o Adrenaline Mob lançaria seu disco em Manhattan no dia 13. Simplesmente pirei. Afinal de contas era a chance de ver de perto o ex-DT. Confesso: o disco de estreia da banda (Omertá) não foi amor à primeira vista. Nem à segunda. Achei que era mais um dos projetos do Portnoy, estilo super banda, como outros grupos que ele tem com Steve Morse (Flying Colours), Neal Morse (Transatlantic), Tony MacCalpline (InstruMENTAL Inspirations), fora suas participações especiais. Bem, se eu não era tão vidrado na banda assim, valia a pena curtir meu primeiro show internacional (uau!) com a presença luxuosa de um dos melhores vocalistas de metal, Russell Allen (Symphony X).

Bem, o local do show era em um dos menos explorados por mim. Ficava na 3rd Avenue, menos glamurosa que a 5th e o Park Avenue, por exemplo. A terceira avenida é daquelas que  fazem o mix entre o lado residencial e a parte comercial da Ilha. Fácil ver pessoas fazendo seu cooper matinal, cachorros sendo conduzidos por seus donos (ou pessoas pagas para darem vida boa ao cães), crianças e seus sorrisos americanos (quem já viu, entende, que não viu, acha que todos nós sorrimos iguais), pessoas abruptas em seus gadgets, iPhone é vírgula; a comunicação virou uma mania para americanos e moradores da América. Atravessando ruas, tomando café no Starbucks, procurando sinal wi-fi, eles são absolutamente envolvidos com o iTreco, de uma maneira que me fez sentir melhor, já que sou um recém (e não refém) filho de Jobs, mas sem patologias e surtos. Ainda.

Conversei com Eduardo, vulgo Rolim, vulgo Bianchi, vulgo Dudu, da possibilidade de assistir o show e escrever alguma coisa para o Minuto HM. Óbvio que ele achou sensacional e deu todo o suporte possível. Pedi uma segunda camiseta (é assim que fala?) para fazer propaganda da “família do heavy metal”. Aliás eu providenciaria outras surpresinhas para tornar a experiência minha e dos leitores inesquecíveis. Confessei a ele que desconheci este lado da cidade – pra dizer a verdade achei que fosse lado do Brooklyn – e ele me aconselhou a passar um dia antes pelo local, investigando e me familiarizando. Sorte minha não era tão longe quanto eu pensava e eu, além de comprar com tranquilidade o ingresso, dei uma voltinha para saber saídas, atalhos, qualquer coisa que fizesse ficar mais confortável com a avenida.

Próximo passo: comprar o CD Covertá (confira aqui nosso review). Ou melhor: dois. A ideia era comprar um para sorteio no Minuto HM, uma vez que certamente eu gostaria de autografar e agregar valor (infinito) ao produto, assim, o leitor do blog teria a essência do que foi dito aqui em mãos. Foi o que eu fiz. Comprei o meu e comprei o do sorteio. Fiz a lição de casa e ouvi a versão do AM para alguns clássicos do rock como Lemon Song (Led Zeppelin). O lançamento me tocou muito mais do que o disco de estreia, certamente por conta do repertório. Fazia uma média de 5 à 7 graus naquele dia. Com colegas tijucanos fiz uma city tour e fomos até o Brooklyn Bridge, cartão postal obrigatório para quem vai à Nova Iorque. Havia  andado pelo menos uns oito quilômetros naquele dia; dei uma guia de cidade para os novos turistas. Foi divertido pacas. Além de um sumiço temporário (outra hora conto, ouça o próximo podcast e você saberá o que ocorreu) de um dos que estavam na turma, foi legal demais comprar um novo fone de ouvido , conhecer uma belíssima loja de discos (ah, Remote, se você estivesse por lá) e… chegar morto no hostel, a pouco mais de 1 hora da abertura do local do show.

Parada obrigatória para última e fundamental parte do relato. Espero vocês por aqui.

Abraços,

Daniel Junior



Categories: Artistas, Curiosidades, Dream Theater, Off-topic / Misc

6 replies

  1. Daniel, excelente o retorno da série e acho um acerto da sua parte separá-la em 4 partes, dada a característica do texto.

    Este post é bem legal e é um “link de luxo” para o que virá na útima parte, que promete…

    O local do show: muito legal, bastante intimista e, assim, é impossível ficar longe da banda, não? Fora que parece refletir bem a antiga NY, muito legal. Bom, nem quero adiantar mais nada por aqui, pois “longe” não é uma palavra que combina com esta série.

    Fico feliz por ter ajudado e contribuído de alguma forma com tudo e aguardo ansioso pela vindoura última etapa.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  2. Excelente matéria, tenho o mesmo sentimento que você , Daniel.
    Vi muita coisa em NY, mas ainda há certamente muita coisa a ver ainda, quem sabe um dia ?
    Por exemplo, o MSG estava reformando quando lá estive. Ficou a vontade de conhecer e visitá-los nos moldes da visita que há no Maracanã aqui no Rio. Eu sei que eles tem esse passeio que inclue uma passagem pelos vestiários, e foi uma das poucas dívidas do planejamento original de minha passagem por lá que ficou pendente.
    Ver um show deve ser muito legal, certamente deve ter sido de uma atmosfera diferente. Percebo que a casa é pequena, a interação deve ter sido enorme.
    E o jeito é rezar para essa quarta parte não demorar a chegar…
    Me junto aos babões por aqui!

    Alexandre Bside

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  1. Discografia The Winery Dogs – Parte 1 – Álbum: The Winery Dogs « Minuto HM

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