Os novos rumos dos dois Queensrÿches – parte 2

Como vimos no capítulo anterior, as desavenças entre Geoff Tate e seus ex-companheiros chegaram durante o ano de 2012 a um ponto máximo, que culminou com o atual momento, onde há duas bandas chamadas Queensrÿche. A confusão tem data para um previsto término: no fim desse ano a corte judicial americana deve decidir quem fica com o nome da banda. Comercialmente sabemos que há muito em jogo, mas musicalmente essa segunda parte deste post vai atestar que quem deveria seguir com o nome muito apropriadamente lançou um álbum em 24.06.2013 chamado simplesmente Queensrÿche.

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Faixas:

01. X2
02. Where Dreams Go To Die
03. Spore
04. In This Light
05. Redemption
06. Vindication
07. Midnight Lullaby
08. A World Without
09. Don’t Look Back
10. Fallout
11. Open Road

Depois de uma sequência lamentável de desentendimentos em abril (no show de São Paulo) e maio de 2012, onde os demais integrantes originais da banda demitiram a esposa e a filha de Tate das funções de empresária e administradora do fã-clube, respectivamente, intencionalmente causando a ira e atitudes ameaçadoras de Tate à seus então companheiros, ficou claro que os caminhos a serem seguidos por Geoff não seriam mais os mesmos de Michael Wilton (guitarras), Scott Rockenfield (bateria) e Eddie Jackson (baixo). Em São Paulo, Geoff chegou a cuspir no baterista durante a música Jet City Woman, além de agredir fisicamente Michael nos bastidores durante o sound-check.

Após o último compromisso profissional em maio de 2012, em Oklahoma, Michael, Scott e Eddie resolvem fazer alguns shows que seriam um espécie de projeto paralelo, mas tocando as músicas dos primeiros álbuns da banda, tão conceituados pela grande maioria de seus fãs. Com a presença de Todd La Torre nos vocais (Crimson Glory) e trazendo Parker Lundgren que era o então segundo guitarrista do grupo, o novo projeto a princípio chama-se Rising West (West de Wilton, Eddie, Scott e Todd), mas com a repercussão extremamente positiva dos primeiros shows ainda em junho de 2012, os músicos resolvem seguir como Queensrÿche e ter como próximo passo o lançamento de um novo álbum.

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E ao contrário de Tate, que se utilizou de compositores externos para seu TateRyche FU, o grupo se reúne inicialmente para usar os riffs e composições que tanto Michael Wilton e Scott Rockenfield haviam criado para os tempos com Geoff e que foram deixados de lado pelo vocalista, mas acabam por deixar tais trabalhos de lado, ao perceber que novas composições estavam surgindo com a presença de Todd, que faria praticamente todas as letras do novo álbum. Em dezembro de 2012, o grupo começa a gravar as partes de bateria, seguindo pelo início deste ano para a conclusão dos demais instrumentos e vocais. Para tal, resolvem chamar o produtor dos álbuns Operation: Mindcrime e Empire e que também co-produziu Promised Land. Assim, com a presença de James “Jimbo” Barton, a proposta nova era clara: tentar trazer de volta a magia dos áureos tempos. James insiste em usar alguns dos equipamentos com a sonoridade da época, como o amplificador Roland Jazz Chorus para os sons limpos de guitarra. E o resultado dessa produção é, sem sombra de dúvida, a melhor coisa que os três integrantes originais da banda fizeram pelo menos desde Promised Land.

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A sonoridade deste álbum homônimo remete diretamente aos álbuns produzidos com Barton, em especial para o Empire. A princípio se esperava algo próximo aos dois primeiros trabalhos da banda, em função do desempenho de Todd nos shows de 2012, muito à vontade com o repertório recheado de faixas do primeiro EP e do álbum de estreia The Warning. Contendo três baladas, fica latente que a sonoridade de Empire e Operation: Mindcrime já se apresenta nos dois primeiros singles, Redemption e Fallout:

Ao contrário de Tate, que se apressou em ser o primeiro a lançar algo sob o nome Queensrÿche, o trabalho dos demais integrantes foi feito de forma ajustada, com contribuições de todos os membros, inclusive de Park, que é o autor da faixa forte que praticamente abre o álbum, já que a primeira faixa (X2) é na verdade uma espécie de introdução para Where Dreams Go To Die. E nessa estão vários elementos que caracterizavam o som do Queensrÿche, como os solos dobrados e sons limpos de guitarra extraídos certamente do amplificador Roland Jazz Chorus.

A música traz mais claramente algo da sonoridade do histórico Operation: Mindcrime, em especial pela bateria de Scott Rockenfield, que está muito criativo no álbum, e presente como há muito não se via. O músico é também responsável por várias composições, pelas orquestrações durante todo o trabalho e pelas duas espécies de vinhetas que abrem a faixa acima e também a música A World Without. Aliás, essa faixa, um dos destaques do álbum e com uma discreta participação de Pamela Moore (que gravou no papel de Sister Mary nos dois Operations Mindcrime), é sem dúvida a maior referência ao álbum conceitual de 1988, mais precisamente à faixa Suite Sister Mary, embora sem trazer o teor conceitual da canção.

A presença de Todd no álbum traz intencionalmente registros vocais muito próximos aos de Geoff Tate, algo que ficou claro como estratégia dos demais integrantes dessa formação desde o momento que a banda se apresentou lá em junho de 2012. Se ao mesmo tempo é questionável esse objetivo de buscar um vocalista com um timbre muito parecido ao que Tate originalmente desenvolveu durante todos esses anos à frente do Queensrÿche, seria muito difícil buscar alguma outra alternativa visto a marca que o estilo de Geoff deixou na banda. E mais ainda, Todd consegue tecnicamente chegar muito próximo do que Geoff Tate fez no conjunto, sua performance tanto ao vivo quanto no álbum é indiscutivelmente muito boa e funcionou junto aos demais da banda, face ao ótimo nível das composições deste trabalho. O álbum é bastante curto (com pouco mais de 35 minutos dispostos pelas 9 faixas e 2 introduções) e não cansa. Pelo contrário, faz o fã antigo do conjunto querer ouví-lo de novo. Como pequena crítica, ainda que o novo trabalho tenha bons solos de guitarras e muitas dobras, ficou faltando talvez algum solo memorável, como o que Chris DeGarmo fez em The Mission, do Operation: Mindcrime. Ainda assim, eu, que normalmente tenho dificuldade de “absorver” um álbum com poucas audições, nesse momento já consegui entendê-lo de forma bastante plena e apenas uma música (Vindication) ainda destoa do restante do trabalho, em minha opinião. A faixa é interessante, mas ainda não atingiu o nível das demais, sempre no meu entendimento:

A banda também optou, assim como Tate, por lançar algumas faixas antigas junto à versão bônus do CD, porém a estratégia se mostrou mais acertada ao escolherem por trazer versões ao vivo de faixas que estão bem no início da carreira. Assim, o álbum chega próximo aos 50 minutos em sua versão bônus, com a adição das faixas Queen Of The Reich, Prophecy e En Force, todas dos primeiros dois trabalhos da banda. A versão japonesa ainda traz Eyes Of A Stranger, do histórico Operation: Mindcrime. As perfomances vocais de Todd ao vivo ao reproduzir faixas da fase inicial de Geoff Tate no grupo estão em um nível altíssimo, como podemos observar no vídeo que traz o áudio de Queen Of The Reich contido nessas versões bônus.

Por fim, trago aqui uma reflexão do que pode ser o caminho de diversos músicos como os do Queensrÿche. A banda atingiu o merecido reconhecimento em 1990, com o três vezes platinado Empire. Seguiram em tour por vários anos, com grande exposição na MTV, o que certamente lhes trouxe algum desgaste de relacionamento. Alguns anos depois, a primeira baixa, com a saída de Chris DeGarmo, apontava que o tempo conjunto vivido entre viagens e gravações mostrava com clareza que o desgaste havia chegado a um ponto crucial. E daí pra frente, o que se pôde observar é que Geoff Tate tomou para si a responsabilidade de tocar o projeto e os demais músicos preferiram se acomodar face ao dinheiro que o reconhecimento da banda em seus anos iniciais já havia lhes proporcionado e optaram por continuar na banda apenas “ batendo o ponto“. Ou ainda, talvez tivessem pretendido participar de forma colaborativa com o vocalista, mas o mesmo não permitiu. Em relação a essa verdade, pouco se sabe.

No entanto, o que ficou claro é que  estratégia seguida desde então  é igual à de várias outras bandas, mas no Queensrÿche a sucessão de acontecimentos e até lavagem pública de “roupa suja” trouxe luz e entendimento sobre boa parte do que aconteceu. Tate não foi capaz de manter a qualidade dos primeiros álbuns da banda e foi lançando álbum-solo atrás de álbum-solo, sob a “alcunha” comercialmente mais promissora de Queensrÿche, entre coletâneas, álbuns de covers, continuações, álbuns ao vivo, ou seja, só faltaram os álbuns orquestrais e acústicos (a banda chegou a fazer um acústico MTV no auge da fama, que não foi registrado fonograficamente). Mas que fique claro, o problema não pode ser colocado apenas no “bolso” de Geoff. O vocalista pelo menos não se omitiu, o que parece ter sido o caminho encontrado pelos demais integrantes.

Esse caso envolvendo o Queensrÿche tem de diferente dos demais problemas de diversas outras bandas o fato das feridas terem sido mais expostas e os resultados terem se apresentado de forma clara. Assim, há um abismo de qualidade após a saída de Chris DeGarmo da banda, no fim da década de 90. Exatamente quando a banda se acomodou e virou carreira-solo disfarçada do vocalista. A continuação do Operation: Mindcrime é uma sombra da original, o que é óbvio, visto que as faixas só têm a autoria (em 99% do álbum) do vocalista e de outros participantes, notoriamente o produtor da empreitada. A bateria de Scott Rockenfield virou um “lugar comum” durante os anos 2000. Outro fato lógico, o músico mal aparecia nas sessões de gravação, não gravou uma linha de bateria do Operation: Mindcrime 2. Sabe-se lá o que foi gravado por Scott depois da saída de DeGarmo. Basta ouvir o início desteQueensrÿche com Todd La Torre e lá está Scott, como se tivesse despertado de uma “hibernação” de quase 15 anos. Mas o que chama mais a atenção é o desenrolar desesperado de atitudes infelizes e impensadas de Geoff depois da cisão da banda. Enquanto os demais integrantes parecem ter achado um caminho, Tate perdeu totalmente o rumo. Assim, o que vemos no atual e mais apropriadamente chamado Queensrÿche é o reflexo do resgate da carreira de Wilton, Scott e Eddie, muito anos depois, e que fica demonstrado pela a atitude de Todd La Torre ao se deparar com um aparelho celular filmando um dos shows da banda. Vamos deixar claro que o vídeo abaixo não é uma reação à atitude despropositada de Geoff Tate vista na primeira parte dessa resenha, visto que aconteceu antes do incidente que o vocalista original da banda proporcionou ao infeliz expectador do show do atual TateRyche.

Por fim, fica a constatação que a separação em dois fez bem aos fãs da banda, que podem hoje escolher: se a opção for buscar algum conjunto que traga a sonoridade dos primeiros álbuns da banda, eles devem escolher o Queensrÿche. Se a opção for escolher o que o conjunto vem fazendo depois dos anos 2000, é preciso escolher o TateRyche e seu FU. E vamos deixar bem claro, não há certo ou errado nessa escolha. Alguns fãs xiitas vão inclusive não fazer a escolha e seguir os dois caminhos. Mas convenhamos, precisa-se ser muito “ xiita” para seguir os dois lados da moeda. Eu deixei de ser “ xiita“ em 2013 e já escolhi o meu lado. Que os demais apreciadores da banda façam o mesmo…

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Saudações!

Alexandre Bside



Categories: Alice in Chains, Artistas, Black Sabbath, Covers / Tributos, Curiosidades, Discografias, Dream Theater, Entrevistas, Músicas, Queensrÿche, Resenhas

51 replies

  1. Ótima resenha my friend!

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  2. Claudio, muito obrigado pelo comentário.
    Vindo de um conhecedor da banda que sei que você é, fico ainda mais feliz.
    Eu espero que esse lado do Queensrÿche possa trazer materiais que pelo menos tenham a qualidade desse novo álbum. Realmente eu estava sentindo falta, ainda que eu não consiga comparar com os seis primeiros . Mas é muito bom ouvir algo de qualidade destes caras depois de tanto tempo

    Um abraço!

    Alexandre

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    • Alexandre,
      Tive a grade oportunidade de assistir ao show do Queensryche em Curitiba. Esse show foi muito marcante. Primeiro porque foi muito em vários aspectos, segundo por estar estar em companhia da Margarete e do grande Abilio. Lembro de levar na sua casa uma fita K7 com uma gravação de uma seqüência de musicas lançadas naquele ano entre elas “Warning” de uma banda nova. Por sorte minha vcs já tinham o álbum. Depois vieram os outros álbuns e a banda foi evoluindo até a saída do seu principal compositor e alma da banda. Posso afirmar que o novo trabalho é o que mais se aproxima do velho Queensryche. Para mim é o álbum do ano e o que me trouxe novamente o prazer de curtir o bom metal. Já estou assistindo tudo o q acho no YouTube dessa nova fase. Até um show em um bar que os caras fizeram que parece ter umas 50 pessoas. E eu que achei ridículo o número de pessoas no show daqui.
      Isso ae. Long live Queensryche

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      • Cláudio,vamos por partes que o comentário será longo:

        1)eu tive o prazer de ver esse show no Rio,no meio poucas centenas de pessoas que estavam no atual Credicard Hall. Isso, pra quem conhece o local, que recebe cerca de 8 mil pessoas num show sold-out, é uma vergonha. Bem, ainda assim, foi um show sensacional, pois a banda desfilou aquelas maravilhas de seus primeiros álbuns e não parecia se incomodar com a quantidade ridícula de presentes. Tate estava espetacular, assim como o som,um dos melhores que ouvi na casa.
        É uma pena que as lembranças estão cada vez menores e distantes, como está distante cada vez mais a questão que envolveria ter a formação original dessa banda de volta reunida.

        Em 2008 ainda não tinhamos o blog,certamente o Eduardo teria me enchido a paciência ( no bom sentido, é claro) para postar a resenha por aqui.

        Entro no Setlistfm.com e me lembro um pouco do set que abriu com Best I Can.
        Seguiram-se algumas inacreditáveis como NM 156,Screaming In Digital, Bridge
        The Killing Words e Anybody listening. Entro no youtube, e bem,,,,viva o youtube!!

        2)Em relação a tal Fita k7, é legal ver você aqui recordando aqueles momentos de efervecência do Metal em plena ebuliçáo pré e pós Rock in Rio. Eu não lembrava dessa sua fita, mas lembro que coletâneas como essa era comuns pra nós que viviamos buscando a informação que hoje é tão fácil. O Queensryche faz parte da minha vida como uma das poucas bandas que eu meio que descobri no meio daqueles poucos malucos que trocavam informações sobre o Metal ( Eu, você, o Rolf, o Flávio, o Elcio, o Bruno, O Rogério, uns amigos do Flávio do colégio e outros tantos). Normalmente a novidade partia de vocês, me lembro claramente de como você investia no Metallica e quando dei o braço a torcer ao ouvir o And Justice for All..Mas o QR foi realmente uma paixão a primeira audição, no caso , no album The Warning, cujo vinil encontra-se bem guardado até hoje em Brasilia.

        3) O album novo é um sopro de esperança depois de tanto tempo, eu concordo com você. Foi muito bom ouvir algo decente da banda depois de muito esperar, e relacionar sim esse novo material com o produzido na época de ouro da banda. Vendo o set list que esse QR vem fazendo e é só alegria ver a mescla de músicas desde o primeiro Ep até o Empire se juntarem ao novo trabalho. E melhor, o novo QR não enrola, são 35 minutos que valem muito mais do que entendiosos 14 anos de nada além de ostracismo musical, com honrosas exceções. Não sei se é o album do ano, mas entraria em qualquer lista minha, fácil….

        4) Não posso deixar de novamente falar que você faz falta nos podcasts, quem sabe um dia teremos essa honra…..As histórias são muitas e sensacionais…

        Grande abraço, amigo

        Alexandre

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        • B-Side (e Claudio),

          – o fato do blog não existir em 2008 é verdade, ele não existia. Mas existe hoje. Com o YouTube aí, por que não uma resenha hoje em 2013? Além de poder fazer o justo registro / homenagem, é uma forma de eternizar por aqui, B-Side…

          – o setlist seria este, certo? Se for, a abertura foi com outro som e ainda teve Neon Knights!

          Queensrÿche Setlist Citibank Hall, Rio de Janeiro, Brazil 2008, 2007/2008 Tour

          4) seria mesmo uma honra ter o Cláudio no nosso podcast. Cláudio, se possível, participe! Nosso próximo será pelo Skype, dia 02/agosto/2013, a partir das 21h00 – sendo que você pode chegar a hora que quiser depois deste horário, pois o papo costuma ir longe… a conta no Skype para ser adicionada é: “minutohm”.

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

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          • Eduardo, as informações do setlist.fm são preciosas , mas nem sempre precisas, O youtube salva a gente,quando a memória dá sinais de fraqueza. Eu realmente não tinha lembrança dessa Burning Man, que aliás é uma faixa fraca do Qr, do igualmente fraco álbum q2k, o primeiro com a mudança de formação e o “início do fim”. Se eles tocaram, acho que não. Certamente não abriram o show com ela, pois a abertura e as três primeiras faixas estão no vídeo acima.

            Acho que o set tem outros erros, não tem por exemplo Take Hold of the Flame nele . Acho que eles não tocaram Someone Else? ( linda faixa do Promised Land), pois essa é basicamente piano e voz, embora tenha uma outra versão ( menos interessante, eu acho) , com a ” full band” .

            Quanto a Neon Knights, sim , essa foi tocada, e gostei bastante, by the way. Olha aí :

            Quanto ao Cláudio, vamos tentando, quem sabe um dia ele aparece…

            Alexandre Bside

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            • B-Side, eu consigo editar o setlist.fm. Acha que vale a pena acertarmos lá? Pelo que entendi, a abertura é certeza, mas removo apenas?

              Sobre Neon Knights, nem tem como não gostar, né? Excelente versão, realmente, e a galera gostou bastante, pelo que se pode observar no vídeo.

              [ ] ‘ s,

              Eduardo.

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              • Eduardo, a abertura é certamente como está acima, Best I Can, NM156 e Screaming in Digital.
                Eu posso tentar pesquisar o resto do set, mas desconfio que é o que está no próprio Setlistfm das outras datas no Brasil, Curitiba, por exemplo, onde o Cláudio presenciou a banda.
                Sobre Neon Knights, achei a perfomance vocal de Tate bem legal, considerando o baita desafio que é cantar algo do mestre. E o solo também ficou excelente.
                A musica fez parte de um álbum de covers da época, e talvez seja a que melhor ficou no trabalho

                Alexandre

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                • B-Side, olhando o de Curitiba, vi que há umas músicas diferentes, há variação. Então, editei lá o setlist.fm, removendo Burning Man e colocando Best I Can como abertura (e tirando ela do meio do set).

                  Também gostei da performance de Tate, o desafio é enorme, apesar de nas partes mais “violentas” da música, ter sentido falta de algo mais “agressivo” na voz dele – é mais uma questão também do estilo vocal, não significa que tenha, de maneira alguma, comprometido algo…

                  [ ] ‘ s,

                  Eduardo.

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                  • A questão envolvendo a agressividade que você citou tem toda a coerência, concordo, é um diferencial do saudoso baixinho de grande voz. E quem consegue ter a tal agressividade, não consegue atingir todos os tons, como Tate praticamente conseguiu no vídeo.
                    Ou seja, ou se faz a “pole”, ou se “ganha a corrida”.
                    No caso de Dio, era ‘pole , corrida e volta mais rápida”, sem concorrência

                    Alexandre

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  3. B-Side, estou para dizer que estas duas partes que você trouxe por aqui são top de tudo que você já trouxe no blog, e olha que a barra de qualidade já estava na lua. Eu estou aprendendo demais da banda e estou tento a oportunidade de ter “audições de luxo”, com suas observações tão fundamentadas.

    Olha, Where Dreams Go To Die foi a que mais gostei dos vídeos que pude curtir aqui. Interessante notar que senti um pouco de Dream Theater nesta música, faz sentido? Isso principalmente no início. Outro ponto interessante do álbum como um todo é sua duração, ainda mais por se tratar de uma banda de metal com o estilo deles, ser de duração “antiga”, ou seja, curta.

    Geoff Tate tem motivos de sobra agora para ficar ainda mais irritado com o atual vocal que seus ex-companheiros conseguiram, que realmente mostrou uma qualidade impressionante, bom inclusive para cantar hard rock, como vemos no exemplo de Slash com Myles Kennedy (sem comparar os 2, apenas um exemplo mesmo). O vídeo do celular de Todd mostra um carinho especial com o fã, mas aí também devemos considerar que o cara é o “recém-chegado” e está fazendo sua parte para ter boa aceitação. Mas, sem dúvidas, mostrou um outro lado que a banda pode ter. Como ele está envolvido diretamente no material de estúdio, a grama do futuro parece estar verde para eles…

    Também gostei da bateria deste novo álbum, marcante e poderosa.

    Por fim, trago um primeiro número de vendas deste disco: 13.500 cópias nos EUA em sua primeira semana, melhor resultado desde o Empire. Já o “concorrente” vendeu menos da metade: 5.500 -> http://www.blabbermouth.net/news.aspx?mode=Article&newsitemID=192035

    O link acima possui uma forma de ouvir o disco na íntegra por streaming oficial, pelo SoundCloud. Mas quem quiser o link direto, é este: https://soundcloud.com/centurymedia/sets/queensryche-stream/s-vsW5V

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Eduardo,que ninguém espere algo com a mesma repercussão do Empire ou da fase áurea da banda, mas sem dúvida é a primeira vez em anos que eu ouço um trabalho inteiro da banda e esboço um sorriso geral. Antes, e a partir de 1999, era separar o joio do trigo. E pouca coisa se salvava

      Em relação ao Dream Theater, os próprios fundadores do grupo virtuoso citam o Queenrsryche como uma das suas principais influências,notoriamente Mike Portnoy. Assim, eu não consigo ver uma relação tão próxima, mas se você enxerga, sentido não falta.

      O interessante de Where Dreams Go To Die é que ela foi feita pelo guitarrista não original da banda, que ao que parece incorporou o DNA da banda definitivamente. É realmente uma faixa forte, ideal para credenciar ” o album, como muito bem coloca o nosso amigo Rolf. Também foi a que mais me chamou a atenção de imediato, acho que eles acertaram em cheio.

      Por fim, se o post lhe ajudou a conhecer a banda, eu agradeço, assim como os demais elogios, talvez um tanto exagerados, por certeza…

      Saudações

      Alexandre

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      • B-Side, claramente, mesmo sem conhecer a banda como vocês, tenho isso como certo, da banda jamais conseguir reviver aquilo do final dos anos 80 e início dos 90, musicalmente / comercialmente. A analogia com o som do DT foi apenas uma leve lembrança no início da música.

        E sim, tudo que vocês postam por aqui normalmente são coisas que eu aprendo. Sobre QR, o aprendizado então é praticamente total…

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

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        • Eduardo, acho que a analogia com o DT não era mera coincidência mesmo. Eu não consegui ouvir muita coisa disso, mas fica claro para quase todo mundo e como água que o QR tem influência no DT. O primeiro vocal, Chris Collins lá no início da banda , era alguém com vocais que buscava o estilo de Tate e Dickinson, mas pelo jeito não tinha lá muita técnica para fazer isso. A banda gravou o primeiro álbum com Charlie Dominicci, que tinha um estilo vocal mais pro Steve Perry, do Journey, mas eles entenderam que não seria o estilo vocal adequado para a banda. Para Mike Portnoy, o vocal teria de buscar o que Tate e Dickinson , segundo ele.

          O documentário atesta isso em aproximadamente 10 min e 16.40 min respectivamente.

          Eu só associo diretamente o DT para um lado mais virtuoso, que não é a ” praia ” do QR . As músicas tem sim muita qualidade e uma preocupação com a parte instrumental,mas em questão de virtuosismo, isso é pré-requisito para o DT e não para o QR , fica latente pelas últimas mudanças da banda ( MAngini e Jordan RUdess, esse já há quase 15 anos ).
          Acho que você foi além e bem mais atento do que em “linkar” as duas bandas, ponto para você , sem dúvida!! Ambas são bastante conhecidas pelo rótulo prog-metal, embora eu ache que a definição encaixe mais no DT.

          Alexandre Bside

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          • B-Side, seus comentários e este vídeo virariam um excelente post até. Muito obrigado por disponibilizar isso por aqui. Foi bom ter feito o comentário que fiz para termos estas suas observações e tenho certeza que os fãs de DT que não viram este vídeo vão se divertir muito – afinal, tem até baixista falando nele :-).

            Mas saquei a questão que você coloca do lado virtuoso…

            [ ]’ s,

            Eduardo.

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  4. Entrevista com Todd – ele aborda as questões com humildade e comenta sobre a questão do disco ser curto como “qualidade melhor que quantidade”: http://metalexiles.com/queensrycheint2.html

    Musicalmente, essa situação está me parecendo a entrada de Mangini no DT no lugar de Portnoy: substituir uma lenda, um cara que inspirou o próprio substituto. E ambos parecem estar indo bem, obrigado…

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  5. Eduardo :

    Muito interessante a entrevista e de bastante humildade a questão envolvendo substituir a referência , como você cita acima .

    O meu conceito inicial sobre a voz de Todd, assim como a bateria de Mangini, é perceber algo fora da curva, pela dificuldade do desafio tão grande. Mas acho que Geoff tem pelo menos mais técnica que o atual vocal da parte boa do QR. Acho Geoff mais preciso, apesar de estar nesse momento vivendo um momento vocal justificadamente utilizando-se de menos potência e buscando os atalhos para interpretações condizentes com linhas vocais tão desafiadoras. Nesse ponto, a técnica ( e a experiência também) faz alguma diferença e é preciso considerar a diferença de idade entre os vocalistas.

    Mas não imagino o QR sem um vocal tão característico e poucos podem tentar fazer o que Geoff fez na banda. Assim podemos entender que a escolha por TOdd deu a sobrevida e agradou pela qualidade das novas canções desse QR 2013. É uma ressureição da banda , tantos anos depois.

    Alexandre

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    • B-Side, exato. Meu comentário colocando o Mangini aqui foi puramente uma comparação da importância que ele e Todd estão tendo em substituir referências na banda. Já sobre o vocal, não há dúvidas sobre o que você colocou sobre Tate, mas já que a banda escolheu alguém, ela acertou em cheio com Todd ao que parece.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  6. Excelente matéria e fica claro que a opção pela proximidade do old style (pelo menos à epoca do Empire) é este queensryche com Todd. A semelhança vocal é absurda, e não estamos aqui falando de qq vocalista – Geoff Tate, em sua melhor fase, rivaliza com qq vocalista do estilo, as vezes eleito o melhor vocalista do HM.
    Todd cumpre bem o papel e a banda resgata o som que (alguns??!!) fãs queriam – eu tb estou nesse prumo e minha escolha é firme – vou para este queensryche sem pestanejar.
    O post é sensacional, muito bem escrito e a abordagem com os dois rumos (??) da dicotomia “…ryche”. E Degarmo – será que não se apresenta para um desses lados???

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  7. Flávio, sobre DeGarmo, eu sinceramente não acredito, pois um dos fatores alegados para a sua saída ( além do provável desgaste de relacionamento que atualmente vem sendo cada vez mais entendido como talvez o principal fator) era relacionado com o fato do talentoso guitarrista e compositor não querer excursionar, pela questão envolvendo as viagens cansativas mesmo.
    Hoje qualquer banda que se preza precisa do dinheiro dos shows, muito mais que o pouco que ganham nos álbuns.
    Pelo que sei ele hoje se relaciona profissionalmente com o ramo de aviação comercial e cada vez mais está distante do mundo musical.
    Mas como curiosidade , além de participar do Tribe ( apenas em estudio) ,do próprio Queensryche, o músico teve uma participação com Jerry Cantrel em um projeto paralelo chamado Spys4Darwin e também em um album do solo do musico do Alice in Chains alguns anos depois de sair do QR.

    Assim, nada é definitivo no mundo musical,mas eu não apostaria em ver Chris de volta a qualquer dos lados da banda, exceto por participaçoes comemorativas talvez.

    Alexandre

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    • Daqui a pouco teremos uma “banda aviação”, com Dickinson nos vocais. Faltam só mais 2… 🙂

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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      • Eduardo, pelo que sei Chris também pilota. Assim, eles poderiam até se revezar no commando do avião , vai entender!!!
        Alias, pensando pelo lado musical, eu gostaria de vê-los juntos sim, pois acho Degarmo um ótimo compositor, associo-o um pouco ao que o Adrian faz no Iron Maiden.
        Mas isso evidentemente é algo próximo do impossível.
        O video do DT é bem conhecido dos fãs da banda, pois é comemorativo dos 20 anos da banda.
        É uma espécie de Early Days, mas trazendo até a então atual fase da banda, da tour do album Octavarium.
        Uma ótima pedida para quem gosta deste tipo de documentário, como o próprio Early Days

        Uma cena bem legal é vê-los retornando ao Berklee college of music, onde Petrucci e Myung conheceram Portnoy, bem no primeiro minuto do video. É até inacreditável rever isso e vê-los separados hoje

        Saudações

        Alexandre

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        • Quem sabe eles se encontram no âmbito da aviação e decidem um side project, B-Side? O mundo está virado, todo mundo hoje se fala, por que não imaginar algo improvável assim? Caso os 2 não tenham problemas entre eles, claro…

          Vi o vídeo no começo, na escola, e concordo: como tudo pode chegar a este ponto? Uma pena…

          Cara, vou ter que falar aqui: você (isso, você mesmo) não hoje, mas uns anos atrás, parece muito fisicamente com Portnoy nesta época… tive que falar… resgate aí alguma foto sua de uns 10 anos atrás e verá…

          Aliás: Remote, o que acha?

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

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          • Eduardo, a questão da semelhança física já rendeu algumas brincadeiras e risadas sim. Se eu soubesse tocar na guitarra um centesimo do que o Portnoy toca de bateria já ficaria bem feliz, não há dúvida. Eu já tirei inclusive uma foto segurando as baquetas que ele usa ao lado de dois bateristas, como se fossemos três…hahahhahaha

            Alexandre

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            • Pô, eu sabia!!! Quando vi, até me assustei… resolvi ficar quieto, na minha, mas quando vi agora o começo do vídeo, cara, não deu…

              Alexandre Mike B-Side Portnoy, estou severamente ignorando a parte da guitarra, pois aí sim, é uma loucura sua… haja humildade. Vou corrigir: quisera EU saber pelo menos colocar uma guitarra no corpo!!! Ou tocar 3 segundos de algo na bateria como MP…

              [ ] ‘ s,

              Eduardo.

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              • Bem,de bateria eu toco o primeiro minuto e meio da música deles abaixo . Acho que você toca ela toda..

                Não dá é pra ter um cabelo como acima está . Alias, a música tem a cara do Elton John, pra mim…

                Alexandre

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  8. Qualidade temática, como tudo que os gêmeos fazem, mas eu não curti essa nova fase do QR. Talvez porque minha fase também atualmente seja outra. E por incrível que pareça gostei mas do que o Tate fez com FU. De repente estou sendo refém do vocal do Geoff, com a qual tenho me identificado bastante. O trabalho deles novo, para mim, não chega nem aos pés de outros trabalhos “ruins” que a banda fez recentemente. Acho que preciso escutar mais vezes também e com uma qualidade melhor. Vocês sabem como eu sou chato com isso…

    Parabéns (mais uma vez) por relevar o assunto.

    See U!

    Daniel Junior

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  9. Daniel, não há nada de ” errado” nisso. É certamente uma opinião de exceção, mas nada de ” errado”. De qualquer forma, a impressão inicial era de que a banda acabaria após o ” barraco ” de 2012 e a cisão em dois.
    Acho na verdade que o fã ganhou, por poder escolher um dos dois lados do atual QR .

    Obrigado por comentar!

    Alexandre

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  10. Como sempre um excelente texto Alexandre, afinal o Eduardo não exagerou em nada sobre ele, realmente e’ de uma qualidade incrível, digno das melhores publicações do gênero.
    Ainda não ouvi os lançamentos dos dois Queensryches, mas posso dizer do pouco que escutei que ao contrario do Tateryche que segue mesmo uma linha mais previsível de carreira-solo, o Queensryche me surpreendeu um pouco, pois imaginava vide os primeiros vídeos da internet , que o grupo soaria como o primeiro EP. Porem pelo pouco que ouvi, realmente e’ notório que a banda aposta em um som que volta às raízes porem não tanto quanto esperava. Se eu tivesse que colocar este ultimo CD na cronologia da banda talvez eu o posicionasse entre o Empire e o Promised Land.
    Porem ouvindo Redemption notei uma forte influencia do Crimson Glory dos dois primeiros discos, o curioso e’ que nesta época La Torre não estava na banda e sim o grande vocalista Midnight (R.I.P.).

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  11. J.P., novamente me admiro com o seu conhecimento, nada sei de Crimson Glory, gostaria até de saber mais, se você puder me ajudar ,agradeço.
    Em relação ao momento cronológico que esse novo album com La Torre ficaria no QR, eu concordo inteiramente.

    Obrigado pelo comentário

    Alexandre

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  12. Alexandre, havia lido algo do Crimson Glory acho que por volta de 87/88 na antiga revista Rock Brigade, para ter certeza da data exata tenho que “desenterrar” minhas velhas revistas do fundo do armário, então no momento fico te devendo essa. Pois bem, na época costumávamos classificar esses grupos como U.S.Metal, que eram aquelas bandas dos anos 80 de metal tradicionais dos Estados Unidos, (Tyrant, Jag Panzer, Omen, Helstar, Wild Dogs, etc), grupos que tinham uma proposta diferente do Thrash do Metallica, Exodus ou Anthrax por exemplo, ou do chamado Glam do Montley Crue e Poison. Voltando ao Crimson Glory me lembro de ler ótimas criticas da banda, falando sobre os músicos que se escondiam atrás de mascaras de prata, etc. Ate que em 89 consegui adquirir o primeiro autointitulado trabalho do grupo, quando o coloquei para tocar fiquei extremamente surpreso! Era um Queensryche do primeiro EP, só que com um vocalista (Midnight) completamente diferente de tudo que se ouvia na época, clássico!!!. Corri atrás como um doido do segundo trabalho da banda, Transcendence, um disco mais maduro que o primeiro porem menos genial, mas também excelente. Ai (sempre tem um ai), o grupo sai da Roadrunner e assina com a Atlantic Rec, então vem àquela jogada de marketing, “a banda finalmente abandona as mascaras de prata”, mais uma vez corro atrás do novo disco (Strange and Beautiful) e dessa vez me decepciono, o estilo muda completamente, nem parecia à mesma banda, se não fosse pela voz de Midnight que continuava igual, porem com um estilo muito mais comedido, seria outra banda! Um Hard Rock na linha de um Great White, Badlands ou Rough Cutt, não e’ um disco ruim, mas esta há anos luz de distancia dos dois primeiros. Espero que esse comentário possa ter lhe ajudado. Vale muito apena ir atrás dos dois primeiros do Crimson Glory!
    Um abraço.

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    • J.P., o Flávio tem em Brasília encadernadas quase todas as revistas de uma publicação carioca dos anos 80 chamada Metal. Nessas revistas eu lembrei vendo os vídeos acima da tal foto com as máscaras, ou seja, em algum momento eu lembro de ter lido algo da banda.
      O vocal me pareceu algo entre o próprio Tate do inicio da carreira e o King Diamond, o qual conheço pouco.
      E o estilo da banda segue nesses três clips acima no meu entendimento inicial para o Ep inicial do QR. Achei interessante, mas gosto bastante também da fase subsequente do próprio QR, onde as músicas são mais viajantes.
      Das três acima, gostei mais da primeira – Angels of War. É preciso, é claro, conhecer mais, não dá pra ter uma avaliação baseada em apenas um ” streaming” .

      E sobre o Fates Warning, andei baixando os primeiros álbuns e não gostei muito, você teria alguma sugestão, já que o considero a ” enciclopédia ” do blog ?

      Obrigado

      Alexandre

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  13. Vídeo oficial – Fallout:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  14. Alexandre, realmente fico lisonjeado com os elogios, principalmente vindo de pessoas como vocês, volto a repetir que a reciproca e’ a mesma, afinal e’ sempre um prazer ler tudo por aqui.
    Quanto ao Fates Warning, por um bom tempo essa foi uma das minhas (muitas) bandas preferidas, particularmente acredito que o grupo tem três fases distintas, a primeira que vai ate o Awaken the Guardian com o vocalista John Arch, nessa época o som me lembrava mais o Iron Maiden porem um pouco mais complexo, mas que por alguns momentos acabava soando meio embolado. A coisa começou a mudar a partir do No Exit e com a entrada do vocalista Ray Alder, nesse disco o Fates Warning começa a apostar mais na veia progressiva, inclusive neste disco o lado B do LP era preenchido inteiramente com apenas uma musica “The Ivory Gates of Dreams”. A partir dai pra mim a banda lança seus melhores discos, Perfect Symmetry fantástico disco conceitual, trabalho denso, um pouco difícil de digerir nas primeiras audições mas brilhante, nessa época a banda já contava com o excelente baterista Mark Zonder (ex-Warlord) e o ate então desconhecido tecladista Kevin Moore. Ai vem Parallels outro clássico onde o bom gosto prevalece, iniciando pela capa, uma sequencia da arte anterior, cheia de detalhes, significados e contrastes, a sombra e a luz, a vida e a morte, a juventude e velhice, tudo isso refletindo no som, com melodias dissonantes, bateria e andamentos quebrados onde o grande destaque fica para as guitarras, onde timbres extremamente limpos contrastam com outros mais sujos e pesados. Nesse disco há a adição do também desconhecido na época, James Labrie. Inside Out segue a mesma linha do anterior, tão bom quanto.
    Já a terceira fase começa a partir do A Pleasant Shade of Gray, mudança no som (mais pesado, burocrático e menos inspirado) e na formação, com Joey Vera ex-Armored Saint no baixo. Depois de 2005 Zonder sai e e’ substituído a principio por Mike Portnoy e depois por Bobby Jarzombeck.

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  15. Unpacking da Deluxe Box Set Edition que contém adicionalmente ao CD:

    * Queen Of The Reich (live)
    * En Force (live)
    * Prophecy (live)

    Além de um patch, adesivo, palheta e um button pack.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  16. Video Première: Queensrÿche – Redemption

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Muito legal o vídeo, no estilo que gosto, cenas da banda tocando e só. Os corte poderiam ser menos rápidos, às vezes mal dá pra entender certas cenas. Fora isso, muito bom tanto o vídeo quanto a música, na linha do Empire,no meu entender.

      Alexandre Bside

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      • B-Side, especificamente sobre os cortes, me parece mesmo ultimamente todos os vídeos estão sendo confeccionados desta forma.

        Essa tendência do mercado também não me agrada quando usada em abuso – nem isso, nem aquelas quebras em diversos frames, faz com que a gente fique até cansado prestando atenção, quando o intuito não é este, certo?

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

        Like

  17. Novidades sobre o verdadeiro Queensrÿche, publicada no site Prog Magazine:

    A banda acaba de lançar um mini-filme de 11 minutos, chamado “Ad Lucem”, contendo trechos das músicas do último CD: Spore, A World Without, Midnight Lullaby e X2.

    Aqui, o link da matéria: http://www.progrockmag.com/video/queensryche-launch-mini-movie/

    Ainda não assisti, mas deve ser muito legal, como tudo o que eles andam fazendo…

    Keep rockin’!

    Abilio

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    • Assisti agora ao “Ad Lucem”, e posso dizer que gostei bastante. Apesar de não ter nada de excepcional, como grandes atuações ou uma produção caríssima, a trilha é ótima (óbvio), e eu particularmente gosto de histórias tristes e dramáticas… E gosto mais ainda do fato da banda estar pondo em prática novas idéias e investindo no disco novo, mostrando que ainda teremos muito do QR verdadeiro para ouvirmos no futuro…

      Não posso também deixar aproveitar esta oprtunidade para parabenizar o BSide pelo (como sempre) excelente post!

      Só agora tive a oportunidade de lê-lo inteiro, assim como os comentários que seguiram, todos muito pertinentes.

      Legal também o fato de eu ter puxado durante o 14° podcast o tema de “manter o estilo/timbre do vocalista para manter o som emblemático da banda”, e, sem saber que já havia tocado no assunto aqui ver que o Bside tem um approach muito parecido com o meu.

      Na minha opinião, o Todd foi a escolha perfeita, pois consegue cantar tudo do repertório antigo, e ainda por cima, e mais importante, mostrou-se uma ótima adição nas novas composições.

      Outra coisa que noto ser muito parecido com dutecnic e Bside, é de pessoalmente não gostar de clips com “cortes frenéticos”… Uma das maiores decepções para mim foi o DVD “Dance on the Road” do Iron Maiden; eles exageraram nos cortes rápidos e o filme, que registra um dos disco recentes que mais gosto, se tornou inassistível…

      keep rockin’ and bloggin’!

      Abilio

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      • Abílio, desculpe a demora em responder, mas estes foi um dos comentários que se ” perdeu” durante o fim de ano acelerado que passei recentemente.
        Eu gostei da idéia, a história é simples, mas serve de pano de fundo para ouvir algumas das faixas novas. Apostaria que a idéia de se fazer algo neste formato partiu do Scott Rockenfield, que vem trabalhando com trilhas sonoras em paralelo ao QR.
        Não deixa de ser algo diferente do que estamos acostumados.
        Eu aprovei, ainda mais com as músicas atreladas.

        Saudações,

        Alexandre

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  18. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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