Os (tristes) caminhos da MTV Brasil

Este post trará um mix difuso de história, saudosismo geral / pessoal e… tristeza.

Foi em 1981 que a MTV original – de Nova Iorque – fez sua estréia sob a alcunha de MTV: Music Television. Por lá, a então explicação para a sigla, “Music Television”, já foi descontinuada desde 2010, assim como por aqui.

Falando da nossa, a estreia (a primeira transmissão) aconteceu quase 1 década depois, em 20/outubro/1990, apesar da fundação ter sido no ano anterior. Somente São Paulo e Rio de Janeiro “pegavam” a novidade, sendo que na terra da garoa o sinal era por UHF, no famoso canal 32 (e que só pegava “bem” usando uma antena externa com booster – a interna, nem com o tradicional “Bombril” rolava direito). Já na cidade maravilhosa, a transmissão já era feita em VHF, no canal 9, a partir do meio dia, como uma afiliada da TV Corcovado (antiga TV Copacabana), que fazia então parte da Rede de Emissoras Independentes (1987 – 1992). Há muita história sobre este momento da TV brasileira, envolvendo por exemplo o Silvio Santos, e vale a pena ser conferida aqui.

Trago abaixo algumas fotos (tiradas com a primeira máquina digital disponível no país, a Sony Mavica, que gravava em torno de 20 fotos por disquete) e lembranças de uma visita que feita à MTV Brasil de São Paulo, no dia 20/abril/2001. Na época, fomos até a emissora no tradicional prédio do Sumaré por conta de um trabalho de Marketing da faculdade. Digo “fomos” pois um conhecido de todos aqui do blog, Marcus Batera, estava comigo, além da Fernanda, hoje casada com meu grande amigo Murillo e  a Thais. O grupo mackenzista foi muito bem recebido por um estagiário, o Gustavo, que nos levou literalmente por todos os andares, estúdios, escritórios e até mesmo nos dressing rooms, onde pudemos conferir como as roupas eram escolhidas, os recados que eram anotados em quadros, etc.

Ainda nesta mesma época, Marcos Mion estava “estourando” como apresentador da emissora, ele que havia se transferido da Rede Globo um ano antes. Conseguimos acompanhar “ao vivo” uma gravação dele em um programa-homenagem a Joey Ramone, que havia falecido 5 dias antes. Também tivemos a oportunidade de interagirmos com a maioria das figuras conhecidas da emissora na época, como Max Fivelinha, a Didi, o Luiz “Thunderbird” e até mesmo a nojenta Fernanda Lima, única que não falou conosco e que, de maneira patética, correu para se esconder quando nos viu.

Marcos Mion foi muito solícito e brincalhão conosco e, nos “cortes” da gravação, vinha fazer piadinhas conosco e tirar fotos. Mas a mais simpática de todas foi – e era quem mais nos interessava em termos de músicas – a baiana Penélope Nova, terceira apresentadora do saudoso “Fúria MTV”, conhecido também como “Fúria Metal”, depois virando apenas “Fúria” e já com Penélope à frente, foi finalmente renomeado para “Riff MTV”. Penélope bateu um papo muito agradável conosco, desde quando aprendeu a gostar de música, influenciada pelo pai, Marcelo Nova (Camisa de Vênus) e falou bastante da paixão pelos Beatles, algo que me identifiquei imediatamente, como vocês devem imaginar. Recordo-me que ela nos surpreendeu (positivamente) com sua história de vida relacionada à música e, até então, seu amor pelos Beatles era algo que desconhecíamos totalmente.

Creio que não preciso apresentar o Fúria MTV por aqui, mas vale ressaltar que a nossa versão do “Headbangers Ball”, no ar desde 1987 no exterior, foi originalmente apresentado por Gastão Moreira e depois pelo João Gordo (que apareceu inclusive no palco do Sepultura abrindo para o show do MetallicA em São Paulo em 1999) e era a referência (praticamente a única fonte televisiva mais voltada ao assunto) na era pré-internet no Brasil quando o assunto era heavy metal, principalmente com relação aos saudosos videoclipes. O programa trazia duas músicas que o caracterizaram, ambas do Kill ‘Em All do MetallicA: o tema de abertura era a introdução de “Metal Militia” e o tema da chamada do intervalo comercial era o fim de “No Remorse”. Suas últimas “encarnações”, com o “Total Massacration” de 2005 e depois com “Rocka Rolla”, de 2012, além de não apresentarem clipes, acabaram sepultando o programa para quem esperava algo na linha do que se viu principalmente nos anos 90.

A emissora, que no Brasil já foi sinônimo de pioneirismo em vários aspectos, como a linguagem “leve” e direta com seu público, as criativas vinhetas, assuntos de sexo, sustentabilidade sem ser algo forçado e “mandatório” como é hoje, música sendo usada nas reportagens (algo que hoje é muito usado nos programas de esportes, por exemplo, de players “pesados” como a Rede Globo e seu Esporte Espetacular / Globo Esporte – até mesmo a tal mesa “holográfica” usada hoje pela Globo é algo que a MTV precariamente fazia com futebol de botão na Copa do Mundo de 1994), tem hoje em dia um caminho extremamente questionável em todos os aspectos. Isso sem contar o ambiente geral, muito descontraído, repleto de recados, os famosos iMacs coloridos da empresa do também saudoso Steve Jobs mas, principalmente, um staff qualificado para fazer “muito” com uma infraestrutura mínima.

Para quem ainda não ficou sabendo, a partir de 1º de outubro próxima, a MTV que conhecemos como MTV Brasil passa a ser um canal pago e deixa o Grupo Abril, que o administrou desde a sua estreia no Brasil, indo para as mãos da Viacom, dona da marca no mundo todo e de mais três canais que operam no País: Nickelodeon, VH1 e Comedy Central. É nítido que há um esforço para a operação voltar a ser sustentável. A MTV perde o tradicional espaço mostrado acima no Sumaré, deixando o prédio histórico da TV Tupi, para mudar para o bairro da Água Branca, um espaço comercial mais “barato” e que, por isso, vem recebendo diversas empresas, inclusive de grande porte, na cidade. Na nova estrutura, a emissora não terá estúdios próprios. A ideia é gravar tudo fora, em espaços terceirizados.

Quanto à programação, a grade reserva espaço para séries de ficção, reality shows, programa diário nacional de uma hora e animações como South Park, hoje no ar pelo canal VH1. Nem o Beavis & Butt-Head, que eu tanto gosto, dá para saber se voltará ou não por aqui mais. Ok, ok, mas e a música?

Em entrevista recente, Tiago Worcman, vice-presidente de Conteúdo e Programação e Brand Manager, disse: “a música faz parte do DNA da MTV. A forma em que ela vai estar, a gente ainda não alinhou”. É um discurso que demonstra que os caminhos para o que mais poderia nos interessar em assistir na emissora, como documentários e programações com shows e clipes, ainda mais com o advento de tantas alternativas digitais, não parece ter futuro próspero no canal.

Só nos resta esperar – e torcer. Em um rápido paralelo, a Rádio 89.1 FM voltou e, apesar de eu inicialmente ter ficado muito feliz e esperançoso, sinceramente, não faz nem sombra em termos de qualidade da Kiss FM, tendo uma programação extremamente questionável, suportada por um ar de amadorismo que decepciona. Espero que tanto ela quanto a MTV se “redescubram”. Entretanto, precisamos ser realistas aqui: qualquer empresa com um CNPJ vive de bufunfa – e quem não vive? Neste sentido, fica difícil hoje em dia esperar por algo muito milagroso. Assim, as vezes, é melhor ficarmos com apenas com as lembranças mesmo.

E vocês, o que acham de tudo?

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Artistas, Backstage, Curiosidades, Entrevistas, Foo Fighters, Iron Maiden, Músicas, MetallicA, Off-topic / Misc, Resenhas, Sepultura

30 replies

  1. Ler e relembrar dos velhos tempos do ínicio de MTV aqui no RJ, canal 9!

    Eu e minha irmã disputávamos quem imitava o Axl Rose com mais perfeição, com direito a lenço na cabeça haha!

    Uma pena que tenha perdido essa vontade de ser formadora de novas mentes musicais. Lembro de Disk MTV com Guns, Nirvana, Metallica e Iron (com Holy Smoke !!!) no mesmo TOP 10. Impossível ver isso de novo, tantas bandas poderosas juntas.

    Parabéns pelo post!

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    • Glaysson, obrigado pelo elogio e pois é, tenho certeza que o clima saudosista tomará conta dos comentários – e nem dá mesmo para ser diferente.

      Era ver a coisas mesmo e sair cantando. Eu lembro de ver clipes mais pela música (realmente nunca me interessei MUITO pelas imagens, meu negócio era o som) e saí pelo quarto ou pela casa tocando air guitar, air drums e cantando…

      Holy Smoke deve ser o pior videoclipe de heavy metal da história, inclusive dos ainda não lançados! Hahahaha…

      Deixo para você um vídeo:

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  2. Que legal a MTV de antigamente! Me identifiquei muito com a parte de assistir a MTV com bombril na antena. Aqui, só rolava numa tevêzinha portátil, próxima a janela, com a imagem cheia de chuviscos 🙂

    Eu sempre assistia ao Fúria Metal, que nesta época passava as quartas-feiras e apresentado pelo Gastão e o Gás Total, uma versão diurna e mais light do Furia, que passava todos os dias, acho… Também tinha um outro programa que costumava acompanhar, o Lado B, apresentado pelo Fabio Massari por volta de meia-noite, que sempre vinha com uns clipes bem estranhos e viajantes. Mas o preferido mesmo era o Fúria Metal, especialmente quando trazia um convidado especial. Lembro de um programa com o Gastão entrevistando o Ozzy, na época que ele veio aqui para o Monsters Of Rock e que também teve a estreia do clipe da nova banda do Dave Ghrol, na época somente um ex-baterista do Nirvana. Também lembro que a MTV transmitiu direto do Pacaembu o primeiro Monsters Of Rock, com Raimundos, Angra, Sabbath, Kiss… Uma boa época…

    A época que vocês visitaram a MTV eu já não tinha mais tanto interesse em acompanhar a programação, o que era uma pena porque nesta época eu ja tinha TV a cabo e não precisava mais de bombril na antena, rs. Mas de qualquer forma adorei o depoimento, principalmente as fotos.

    É realmente uma pena os rumos que a MTV tomou atualmente, so com um monte de realitys fúteis, e neste caso não somente a MTV Brasil, e quase nada de música. Mas sinceramente, no cenário atual onde não precisamos mais da MTV para ver a imagem dos nossos artistas preferidos, não sei mesmo o que poderia ser feito para reverter esta situação.

    Abraços,

    Su

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    • Su, onde eu morava, apenas quando meu pai comprou uma antena externa UHF, com booster, que a MTV começou a pegar bem – era o “HD” da época, hehehe. Até então, com antena interna, com bombril, com antena perto da janela, nada adiantava e os chuviscos realmente dominavam, hehehe. Isso quando pegava…

      Interessante notar como a nova geração, que não viu isso, ainda pensa que o fundador do Foo Fighters começou sua carreira por ali, sem saber do Nirvana, que tanto figurava na emissora no início dos anos 90… muito boas as suas observações do Monsters Of Rock… este ano teremos uma nova edição do festival, mas não dá para esperarmos nada – tudo mudou!

      Obrigado pelos elogios, comentários e é mesmo difícil estar na posição que Tiago Worcman está. Afinal, como comentei no post, não adianta: como empresa, a MTV precisa de dinheiro, e com a atual situação, não há fórmula mágica mesmo.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  3. Eduardo,

    desde que me tornei leitor do MHM, tornei-me com orgulho, por saber que aqui encontrei em 100% das vezes que visitei textos a qual eu mesmo gostaria de escrever, mas confesso que dessa vez eu fiquei mais do que orgulhoso.

    Fiz jornalismo embora não tenha concluído e venho acompanhando a eutanásia da Mtv via meios de comunicação e vez por outra faço um drops (sem trocadilho) lá no PipocaTV. Porém de todas as navegações recentes sobre o assunto essa foi a mais legal e a mais completa.

    Muito bacana a síntese que você trouxe para o leitor, sem contar as fotos que por si só já dizem muito. Como o falecimento da emissora do Sumaré já vem sendo anunciado faz um tempo, não só pela falta de saúde financeira mas pelo suicídio comercial e criativo na qual ela se envolveu, admito que o sentimento de despedida ficou lá atrás.

    Quem tem mais de 30 anos vai entender um pouco deste sentimento compartilhado. A emissora simplesmente apareceu no país com vídeos e entrevistas de bandas que muitas vezes só tínhamos alguma “experiencia” via revista (com meses de atraso) e programas específicos de TV. Tudo era muito precário. Havia bandas que eu jamais tinha escutado a voz do vocalista que não fosse cantando. Parece ridíciulo mas é verdade. Logo, programas como Fúria Mtv, Entrevistão, Disk Mtv, foram FUNDAMENTAIS para que a gente curtisse um pouco dos nossos artistas preferidos numa época distante do youtube e dos DVDs comercializados em alta escala. O mercado do VHS – você sabe muto bem – sempre foi insípido no Brasil. Embora fora do país, muitas pérolas tenham sido produzidos neste formato; a primeira versão do Anthology (The Beatles) que eu peguei foi para videocassete.

    Lembro até hoje, com carinho, de um triunvirato que se alternou no Disk: The Edge of The World (Faith No More), Blaze of Glory (Jon Bon Jovi) e Don´t Cry (Guns N´Roses). Quando o MetallicA lançou o Black Album este grupo tornaria-se um quarteto com a entrada de Enter Sandman e posteriomente The Unforgiven. Bons tempos… (suspirei)

    Os clipes representavam os singles, os singles representavam os discos e os discos apresentados em conta-gotas através dos materiais promocionais tinham um gostinho a mais em quem via a MTV. Acompanhar as turnês, assistir o clipe de Forever (Kiss) ou mesmo no Fúria ver bandas de “segundo escalão” que normalmente não se ouvia nem em rádio (mesmo na “Maldita” – Rádio Fluminense), era sempre uma emoção diferente.

    A Mtv mudou, a gente também, mas os sentimentos saudosistas denotam uma certa “piora” na relação dos campos midiáticos com as nossas paixões. Longe de querer aferir juízo de valor “sobre” a geração (o que é uma vasta discussão), mas a forma de perceber música se alterou muito nos últimos 20 anos. Uma pena.

    Atualmente o canal Bis tem sido uma ótima alternativa para quem gosta de música. Programas com ideias ótimas (como o “Por Trás da Canção”) e as dezenas de documentários que lá passam. Superou até minhas visitas ao VH-1.

    Eduardo mais uma vez parabéns pela maneira como trouxe pra gente o texto e por me fazer lembrar de um tempo onde o desconhecido era um companheiro presente na vida dos carentes de informação. E quem não era?

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    • Daniel, você trouxe um ponto muito interessante ao comentar que muitas vezes nunca tínhamos ouvido a voz do vocalista senão cantando. O mérito da MTV era justamente este, trazer algo a mais do que simplesmente ouvir a música. A MTV deu uma cara pra música que a gente ouvia e muitas bandas souberam tirar grandes proveitos disso, investindo pesado nesta nova maneira de ouvir música. O Guns N’ Roses foi uma dessas que lançou até uma trilogia com Don’T Cry, November Rain e Estranged, com algumas cenas que viraram lendárias como Slash tocando em cima do piano em November Rain e, novamente ele, tocando sobre o mar em Estranged. Outra banda que também mostrou outro talento além da música através dos seus clipes foi o Foo Fighters com vídeos sempre muito bem humorados e divertidos, com destaque para Dave Ghrol e o baterista Taylor Hawkins. O que mais gosto desta época é Learn to Fly

      No fim das contas até o Metallica, que até então se orgulhava em não estar na MTV, se rendeu com o clipe de One.

      Foi uma boa época em que eu assistia os clipes e ia anotando o nome das músicas que mais gostava pra depois correr atrás dos discos.

      E muito bem lembrado o canal Bis. Hoje em dia, acredito ser a melhor opção.

      Abraços,

      Su

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      • Su, comentário excelente… realmente a MTV e algumas bandas fizeram uma importante parceria os exemplos que você trouxe mais do que provam isso. E, como disse acima, a parceria era um win-win – ou melhor, um win-win-win, pois os carentes fãs também ganhavam, claro.

        Por fim, o clipe de One também entra nesta conta, outra boa observação.

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

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    • Daniel, primeiramente, fico feliz que o post tenha sido tão especial assim, agradeço pelos elogios, ainda mais vindos de você, que está se profissionalizando no meio.

      O sentimento ficou mesmo lá trás e, como disse no post, hoje não consigo imaginar um modelo rentável para a emissora que possa, por exemplo, agradar o público que com ela “envelheceu”. Claro que um programa ou outro sempre pode aparecer, mas não consigo imaginar passando disso.

      E é isso que diferencia a MTV: o timing era perfeito para a emissora dar “cara” para as “vozes”. Hoje, isso é até ridículo de ser falado.

      Sobre o canal BIS, MUITO bem colocado. É, sem dúvidas, a melhor opção hoje em dia. Sorte nossa que acharam esse nicho, mas claro que também hoje ele já se coloca competindo com YouTube e outros serviços oficial (e principalmente os não oficiais) na internet. Já o canal VH1, tirando o That Metal Show, não aprecio nada.

      Obrigado novamente pelas palavras.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  4. Excelente post, Eduardo!

    A saudade bateu mesmo… Muito legal a visita, as fotos, os vídeos…

    Como disse Daniel Junior, antes do advento da MTV no Brasil, a informação sempre chegava atrasada para nós. Pelo fato de na maioria das vezes nem encartes decentes serem inclusos nos LPs nacionais (que eram lançados até fora da ordem cronológica – e os importados eram caros e raros…), às vezes nem sabíamos como era o visual dos músicos que tanto curtíamos… A MTV nos atualizou, e é uma pena realmente ela não ter evoluído ao invés de ter tomado este rumo atual. E concordo plenamente, o Bis é a melhor alternativa na atualidade.

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    • Abilio, obrigado e fico feliz que o post tenha despertado esse sentimento bom em todos. Você abordou um aspecto importante das coisas que chegavam por aqui de maneira precária, fora de ordem, etc (e, convenhamos, apesar da substancial melhora, nossos encartes e qualidade sonora continuam anos-luz dos materiais do exterior, na maioria das vezes), realmente era assim e a MTV literalmente ajudava a “matar a fome” de todos.

      Entretanto, há anos fomos notando a decadência e o futuro é tão incerto quanto ganhar uma megasena sozinho…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  5. ótimo texto, Eduardo,eu não sabia dessa sua ligação maior com a MTV Brasil. E a emissora foi responsável por trazer as informações de maneira quase instantânea para nós na época, passou a ser o grande velculo de conhecimento musical de todos nós . Li os clips acima citados, dava gosto de ter tal programação , eu tinha fitas e fitas de VHS com clips e shows que eram passados,
    Mas o tempo muda, e o mundo vem mudando cada vez mais rápido, e o que vemos hoje é uma reestruturação da emissora que não está cheirando muito bem. A verdade é que a MTV ultimamente vinha de mal a pior, em especial no que se refere a música.
    Eu daqui torço para estar errado e que esse novo capítulo da emissora volte a nos trazer bons programas.

    Alexandre Bside

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    • B-Side, agradeço os elogios e tenho que confessar aqui que minha ligação com a MTV Brasil é infinitamente menor que a de todos vocês que estão comentando aqui – e o motivo é simples: nunca fui um cara que fiquei vendo clipes após clipes. Meu negócio sempre foi OUVIR música – sempre fui mais áudio que imagem mesmo…

      De qualquer forma, tive sim esta ligação com a emissora quanto a alguns programas, até mesmo pela linguagem dela da época – além dos programas que comentei no post…

      Como você disse, só nos resta torcer. Mas é praticamente um jogo perdido… e também espero queimar a língua…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  6. Na verdade a MTV só passa música o dia todo hoje em dia (de vários estilos e de bandas não tão conhecidas e boas também, diga-se de passagem), mas é um clipe seguido do outro, não é usado de uma forma inteligente ou mais útil. Agora sim vai virar (mais um) canal só de reality tosco e enlatado americano. Ainda acho que seja uma boa emissora, mesmo num estado extremamente precário hoje em dia, ainda tenta dialogar com o jovem sobre assuntos que as grandes (isso não inclui canais como a TV Cultura, que é boa também) passam batidas ou abordam de uma maneira incrívelmente fútil – como, por exemplo, a homossexualidade, racismo, etc. E esse tipo de coisa é admirável vindo de uma emissora que é do mesmo grupo de uma revista escrota como a Veja. Uma vez conversei com o diretor dos ótimos Comédia MTV e Furfles MTV e ele disse que “o maior problema da MTV é que cansa rápido das coisas” e é verdade, só nesses últimos anos vi vários programas que faziam sucesso e eram de fato bons sairem da grade por motivo algum, num desespero pra se reinventar só por se reinventar. Ah, e vale lembrar que a MTV Brasil perde oficialmente o “Brasil” e vira só MTV, tá dado o recadinho da Viacom.

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    • Mateus, primeiramente, obrigado por postar este ótimo comentário por aqui e bem-vindo.

      Coloquei neste exato momento na emissora e me deparei com um programa chamado My MTV – Mochilão MTV – França. Na sinopse, “No My MTV, quem monta a programação é você! Entre no portal MTV e escolha a sua também”, apresentando pela Sophia. Entrei no site (http://mtv.uol.com.br/mymtv/) e vi a emissora com quase 1 milhão de likes no Facebook enquanto via um programa de uma passeio pelas obras impressionistas sendo explicadas de maneira “cool” na cidade da luz. O programa de meia hora não tem o ano de gravação, mas pareceu coisa velha… quem apresentou foi a Chris Couto. O próprio programa incentiva a galera old school a pedir programas que deixam saudade pelo My MTV…

      Eu acho nobre também isso que você bem colocou da TV Cultura, mesmo achando que hoje em dia a barra fica mais forçada, o tom me parece mais de obrigação.

      Por fim, excelente isso que você trouxe sobre “se reinventar” toda hora, realmente é uma coisa que muitas empresas inclusive caíram no erro nos anos 90, por exemplo, do mundo de tecnologia e morreram. Esse “desespero” faz com que as coisas não tenham um mínimo de estabilidade e, desta forma, não tenham a necessidade “maturação”.

      O recado está dado e só nos resta aguardar mesmo.

      Continue participando e obrigado novamente.

      [ ]’ s,

      Eduardo.

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  7. Cara, sensacional o post!!! Realmente muito nostálgico… uma época que infelizmente parece que não vai se repetir… pelo menos temos as lembranças…

    E ainda, no nosso caso, temos essas fotos de um dia realmente diferente. Visitar a MTV àquela época (já fomos jovens e temos até fotos pra provar!) era diferente pra gente. Era algo muito presente em nossas vidas ainda…

    Enfim, excelente post! Ótimas lembranças! Muitas saudades dessa época…

    Abraços!

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    • Pois é, olhando apenas pelo ano, não parece tão distante assim, mas já são muitos anos e tantas e tantas coisas que aconteceram desde então…

      Foi realmente um dia diferente, de muito aprendizado e uma experiência totalmente nova. Mas mostra também que a MTV já está há muitos anos distante da realidade do post e, mais ainda, da realidade dos anos 90…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  8. Ainda que eu tenha algumas boas lembranças da MTV, de sua linguagem mais moderna (anos-luz das emissoras tradicionais), das vinhetas, de uma ideologia mais atual e menos “careta” (que palavra horrível), penso que é difícil saber se a MTV fez mais mal ou bem para a música
    Lembro que sou de uma geração mais madura (leia-se antiga hehheuehu) e que quando a MTV surgiu já havia consolidado meu gosto por música pesada. Assisti alguns programas da MTV, por vezes bons (fúria (metal) MTV), por vezes curiosos (com Thunderbird ou Cazé) mas nunca fui muito ligado à imagem dos músicos e nem aos clips. Que me importa se o Iron Maiden usa calça colada ou qual a cara do Axl Rose. O que importa é o que sai dos “speakers” de nosso “3 em 1”.
    Além do mais, debito na conta da MTV a supervalorização do “movimento grunge” especialmente do Nirvana, que eu nunca achei lá grandes coisas para a babação que teve. A emissora também tem boa parte de culpa da exagerada valoração da imagem, que deturpa todo ambiente musical. No final, apesar de diferente é (ou era) uma emissora parecida com várias outras, onde, de uma extensa programação, se tirava uma ou duas horinhas por dia de coisas aproveitáveis.
    Uma coisa curiosa é que ficou grudado na minha memória o clipe da música “Evereything About You” da banda Ugly Kid Joe.
    Não vou chegar ao extremo de dizer “já vai tarde”, mas não vou sentir falto do fim da MTV Brasil.

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    • Schmitt, creio que o que você relatou aqui é praticamente a minha opinião mesmo. Assim como você, eu nunca fui ligado na imagem da coisa, talvez por isso nunca fui um cara de clipes. Meu negócio era mesmo os receivers quadrifônicos valvulados e, muito bem lembrado, os “3 em 1” (eu tive em casa – quem não teve?). E, com exceção dos shows, até hoje a imagem pouco me interessa.

      Eu hoje consigo observar melhor isso que você comenta do Nirvana, apesar de ter “crescido” exatamente nesta época e gostar até hoje. Mas hoje entendo quando vejo o abismo de entre as outras bandas, principalmente ao Alice In Chains e Pearl Jam, as bandas top do movimento. E realmente Everything About You ficava passando exaustivamente, eu também me lembro!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  9. É… a coisa continua passando de mão em mão… será que tem jeito?

    Abril vende canal da MTV para editora da revista Rolling Stone: http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/mercado/abril-vende-canal-da-mtv-para-editora-da-revista-rolling-stone-1569

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  10. Garanto que todos que assistiam pelo menos desconfiavam fortemente disso:

    “Disk MTV era manipulado, diz diretor que trabalhou por 20 anos na emissora”: http://gente.ig.com.br/tvenovela/2014-02-25/disk-mtv-era-manipulado-diz-diretor-que-trabalhou-por-20-anos-na-emissora.html

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  11. Headbangers do meu Brasil varonil, deixa eu perguntar uma coisa pra vcs…vi que vcs fizeram uma ótima reportagem sobre o saudoso riff mtv…a música-tema da vinheta de abertura eu já sei que é do hellacopters – (gotta get some action) NOW- mas, pergunto…o videoclipe de abertura mostra um destruction derby e eu lembro de ter visto na mtv esse videoclipe, era de uma outra música…sabem de quem é? sabem onde eu posso encontrar esse videoclipe??? Grande abraço, galera!!!

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    • João, seja primeiramente bem-vindo ao Minuto HM. Valeu por enviar essa dúvida.

      Sinceramente, não sei, vamos ver se alguém aqui da galera (há vários especialistas em videoclips por aqui) nos traz a resposta, ou pelo menos alguma dica…

      Continue participando por aqui!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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