Os melhores (e mais desconhecidos) solos de guitarra de todos os tempos

Guitar Solos

Seguindo a linha do post do Remote que trata sobre os solos dobrados mas não idênticos, criei este post para que nossos especialistas e seguidores do Minuto HM possam indicar os melhores solos de guitarra de todos os tempos.

Mas a intenção aqui não é trazer solos “manjados”, ou seja, aqueles considerados como os melhores, como por exemplo, “Stairway to Heaven” de Jimmy Page (Led Zeppelin), “Eruption”, de Eddie Van Halen, “Comfortably Numb” de David Gilmour (Pink Floyd), “One” de Kirk Hammett (MetallicA) ou “Crazy Train” de Randy Roads (Ozzy Osbourne), que, dentre outros, encabeçam a lista dos 50 melhores solos de todos os tempos eleitos pela revista especializada norte-americana Guitar World.

A proposta aqui, é trazer os melhores, porém mais obscuros e desconhecidos solos de todos os tempos.

Para começar, gostaria de mostrar para vocês o solo que me fez me empenhar ao máximo no aprendizado da guitarra, e que até hoje em dia ouço regularmente para me lembrar que sempre terei muito ainda a aprender: o solo da música “Veteran of the Psychic Wars”, do LP “Extraterrestrial Live” de 1981 da banda Blue Öyster Cult.

Durante quase 30 anos, a ouvi muito em áudio apenas (LP/CD), sem nunca ter conseguido assistir à performance que tanto me inspira; porém, graças ao Youtube, hoje em dia há um video disponível da própria versão do LP que citei acima.

Aqui segue o video deste solo que posso classificar como um dos mais progressivos e bem arquitetados da história:

Como vimos, o fenomenal guitarrista Donald “Buck Dharma” Roeser inicia o solo aos 3:19 com frases lentas, com um delay longo que repete-as por inteiro, bem parecido com a versão de estúdio que foi eternizada na trilha sonora do clássico filme de animação “Heavy Metal – Universo em Fantasia” de 1981.

A partir dos 4:04, Buck Dharma inicia um crescendo junto com a banda, que culmina aos 4:26 numa seqüência magnífica usando “drill picking”, ou seja, vai subindo as notas no braço da guitarra enquanto aplica palhetadas sequenciais muito rápidas, como uma furadeira conforme indica o nome da técnica; mas ele ainda está apenas esquentando para a melhor parte que vem logo a seguir.

Aos 4:59 o guitarrista inicia uma seqüência de frases rápidas sensacionais, mostrando que tem um estilo bem original, usando da alavanca e várias técnicas diferentes com a mão esquerda, com destaque para o trecho de 6:05 aos 6:11, aonde ele simplesmente açoita a guitarra com palhetadas muito fortes enquanto faz um fraseado muito veloz com a mão esquerda, caindo em bends cheios de feeling aos 6:12. Com mais uma seqüência de tirar o fôlego de “drill picking” aos 6:20, aos 6:35 voltam as frases rápidas, para novamente baixar a dinâmica a partir dos 6:50 e encerrar o maravilhoso solo. Hats off to Mr. Buck Dharma and Blue Öyster Cult!

Então, alguém tem mais alguma sugestão?

Abilio Abreu



Categories: Artistas, Avenged Sevenfold, Black Sabbath, Covers / Tributos, Creedence Clearwater Revival/Revisited, Curiosidades, Dream Theater, Instrumentos, Iron Maiden, Jimi Hendrix, Judas Priest, Kiss, Led Zeppelin, Músicas, MetallicA, Pink Floyd, Queensrÿche, Rolling Stones, Scorpions, Thin Lizzy, Van Halen

52 replies

  1. Vou citar 2 solos dos meus guitas preferidos … Não são solos tão conhecidos
    Hummingbird do Page … não gosto muito da música , por causa do vocal , mas o solo é ótimo e foi feito com a Telecaster B-bender , dá pra perceber pelos bends

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  2. E esse do Mick Taylor bem slow hand … Winter de 73 dos Stones

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  3. Presence of the Lord – Eric Clapton – Blind Faith

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  4. Gostaria de deixar a minha contribuição também, Abílio. Tenho predileção a solos mais harmoniosos, e o solo final desta música do Andy Timmons é na minha opinião um dos mais belos que já ouvi.

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    • Hoje é o dia de Curitiba no Minuto HM!

      O post acendeu a faísca que precisava para que estes meus grandes amigos aparecessem aqui no blog!

      Agora temos aqui a presença do mestre Jander Mesquita, que foi o primeiro guitarrista a me escalar para entrar numa banda, a “Ligação Direta”, em Curitiba em 1985.

      Jander é o responsável direto pela meu recente retorno ao mundo da música, pois foi ele quem, em 2011, colocou pilha para que eu voltasse a tocar e gravar, o que culminou no meu CD “OPEN WINDOWS TO NOTHINGNESS” e em tudo o que hoje em dia tenho aprontado aqui no blog!

      E como esperado, Jander vem com um exemplo refinadíssimo, a ótima “Slips Away” de Andy Timmons, um grande guitarrista, pouco conhecido aqui na “Terra Brasilis”…

      Valeu Jander, espero que possa contribuir muito mais aqui no blog com seu vasto conhecimento da guitarra e do Rock!

      keep close…

      Abilio Abreu

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  5. Outra banda “underated” no cenário musical, e que deixou um ótimo legado para os aficcionados em Power Trios. Os solos do mestre Rick Emmett são fantásticos. O da música Allied Forces é um dos meus favoritos.

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  6. Outro solo que está entre os meus preferidos e cuja música não é muito conhecida pelo público em geral é do mestre Paul Gilbert, música Girl Crazy, faixa 02 do CD solo Flying Dog lançado em 1998. Nota-se ainda nesta música uma boa dose das composições mais comerciais do Mr. Big.

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  7. O único solo maravilhoso-mas-não-muito-famoso que eu conheço e que compete com o que os senhores colocaram aqui é o de “The Ninja” do Cacophony. Eu ia colocar “Isolated” do Dr. Sin (melhor solo e melhor canção da banda) mas acho que é bem conhecido já.

    Outro maravilhoso é o “I Heard It Through The Gravepine” do Creedence Clearwater Revival. Banda passada de pai pra filho. 🙂

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    • Prezado Ulisses,

      Muito obrigado pelas indicações e sua presença aqui no Minuto HM!

      A primeira, muito bem lembrada, o Cacophony, um excelente projeto de Marty Friedman e Jason Becker no final dos 80, que me faz lembrar os bons tempos em que ouvíamos isso com nosso amigo, o guitarrista Rafael Moreira (Paul Stanley / “The Voice” band) quando ele ainda morava em Curitiba e tocava com a gente nas gigs locais.

      E o segundo é realmente um grande clássico. Nunca tinha ouvido esta versão, que tem verdadeiramente excelentes solos.

      E não há problema nenhum em postar o da “Isolated” da Dr. Sin, então sugiro que nos traga este e mais outros solos “obscuros” de sua preferência.

      keep postin’

      Abilio Abreu

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    • Ulisses, assim como você, para mim I Heard It Through the Grapevine também foi passada de pai para filho. Só queria aproveitar para mencionar que a música não é original do Creedence, apesar de ter sido com esta banda que sua fama foi atingida.

      A música é de 1966 (gravação) e originalmente lançada (inclusive era o single) em 1968 por Marvin Gaye, no álbum In The Groove. Como curiosidade, abaixo a versão original, tanto em estúdio quanto ao vivo – como você vai notar, foi o Creedence mesmo que fez o solo ficar famoso, pois na versão original não tinha nada…

      Eu gosto bastante da original, mas como gosto muito de Creedence, minha preferência vai para o famoso cover.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  8. Mais um do M Taylor então …. por causa deste comecei a querer tocar slide … Aliás a versão dessa música é sensacional , pois foi transformada em um blues menor o que na original do Robert Johnson não era. 🙂

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  9. Ok, o assunto aqui me interessa muitíssimo, em especial por que não vamos falar dos solos mais tradicionais. E antes de tudo, me vi obrigado a entender quais os solos estão fora do tema deste post . Assim trago abaixo os tais 50 da guitar world. O comentário vai me escapando, no sentido de entender que há realmente unanimidades abaixo, mas que algumas escolhas talvez não façam o mesmo sentido considerando a obra do solo de guitarra em si ( um certo numero 26 me vem de imediato à cabeça, desculpem, escapuliu…). Segue a lista :

    50) “Shock Me” (Ace Frehley) – Kiss Alive II, 1977
    49) “Europa” (Carlos Santana) – Carlos Santana Amigos, 1976
    48) “Sympathy for the Devil” (Keith Richards) – Rolling Stones Beggars Banquet, 1968
    47) “Jessica” (Dickey Betts) – Allman Brothers Band Brothers and Sisters, 1974
    46) “Hot For Teacher” (Edward Van Halen) – Van Halen 1984, 1984
    45) “Light My Fire” (Robby Krieger) – The Doors The Doors, 1967
    44) “Alive” (Mike McCready) – Pearl Jam Ten, 1991
    43) “Sharp Dressed Man” (Billy Gibbons) – ZZ Top Eliminator, 1983
    42) “While My Guitar Gently Weeps” (Eric Clapton) – The Beatles The Beatles (White Album), 1968
    41) “Brighton Rock” (Brian May) – Queen Sheer Heart Attack, 1974
    40) “Reelin’ in the Years” (Elliot Randall) – Steely Dan Can’t Buy a Thrill, 1972
    39) “Cortez the Killer” (Neil Young) – Neil Young and Crazy Horse Zuma, 1975
    38) “Whole Lotta Love” (Jimmy Page) – Led Zeppelin Led Zeppelin II, 1967
    37) “Sweet Child O’ Mine” (Slash) – Guns N’ Roses Appetite for Destruction, 1987
    36) “Black Star” (Yngwie Malmsteen) – Yngwie Malmsteen Rising Force, 1984
    35) “Cemetery Gates” (Dimebag Darrell) – Pantera Cowboys from Hell, 1990
    34) “Paranoid Android” (Johnny Greenwood) – Radiohead OK Computer, 1997
    33) “The Thrill is Gone” (B.B. King) – B.B. King Completely Well, 1969
    32) “Machine Gun” (Jimi Hendrix) – Jimi Hendrix Band of Gypsys, 1970
    31) “Stranglehold” (Ted Nugent) – Ted Nugent Ted Nugent, 1975
    30) “Surfing with the Alien” (Joe Satriani) – Joe Satriani Surfing with the Alien, 1987
    29) “For the Love of God” (Steve Vai) – Steve Vai Passion and Warfare, 1991
    28) “Mr. Crowley” (Randy Rhoads) – Ozzy Osbourne Blizzard of Ozz, 1981
    27) “Pride and Joy” (Stevie Ray Vaughan) – Stevie Ray Vaughan Texas Flood, 1983
    26) “Smells Like Teen Spirit” (Kurt Cobain) – Nirvana Nevermind, 1991
    25) “Aqualung” (Martin Barre) – Jethro Tull Aqualung, 1979
    24) “Fade to Black” (Kirk Hammett) – Metallica Ride the Lightning, 1984
    23) “Bulls on Parade” (Tom Morello) – Rage Against the Machine Evil Empire, 1996
    22) “Sultans of Swing” (Mark Knopfler) – Dire Straits Dire Straits, 1978
    21) “Time” (David Gilmour) – Pink Floyd Dark Side of the Moon, 1973
    20) “Bohemian Rhapsody” (Brian May) – Queen Night at the Opera, 1975
    19) “Floods” (Dimebag Darrell) – Pantera The Great Southern Trendkill, 1996
    18) “Little Wing” (Jimi Hendrix) – The Jimi Hendrix Experience Axis: Bold as Love, 1968
    17) “Cliffs of Dover” (Eric Johnson) – Eric Johnson Ah Via Musicom, 1990
    16) “Heartbreaker” (Jimmy Page) – Led Zeppelin Led Zeppelin II, 1967
    15) “Highway Star” (Ritchie Blackmore) – Deep Purple Machine Head, 1972
    14) “Layla” (Eric Clapton, Duane Allman) – Derek and the Dominos Layla and Other Assorted Love Songs, 1970
    13) “Texas Flood” (Stevie Ray Vaughan) – Stevie Ray Vaughan Texas Flood, 1983
    12) “Johnny B. Goode” (Chuck Berry) – Chuck Berry His Best, Volume One, 1997
    11) “Voodoo Child (Slight Return)” (Jimi Hendrix) – Jimi Hendrix Experience Electric Ladyland, 1968
    10) “Crossroads” (Eric Clapton) – Cream Wheels of Fire, 1968
    9) “Crazy Train” (Randy Rhoads) – Ozzy Osbourne Blizzard of Ozz, 1981
    8) “Hotel California” (Don Felder, Joe Walsh) – The Eagles Hotel California, 1976
    7) “One” (Kirk Hammett) – Metallica …And Justice for All, 1988
    6) “November Rain” (Slash) – Guns N’ Roses Use Your Illusion I, 1991
    5) “All Along the Watchtower” (Jimi Hendrix) – The Jimi Hendrix Experience Electric Ladyland, 1968
    4) “Comfortably Numb” (David Gilmour) – Pink Floyd The Wall, 1979
    3) “Free Bird” (Allen Collins, Gary Rossington) – Lynyrd Skynyrd pronounced ‘lĕh-‘nérd ‘skin-‘nérd, 1973
    2) “Eruption” (Eddie Van Halen)+ – Van Halen Van Halen, 1978
    1) “Stairway to Heaven” (Jimmy Page) – Led Zeppelin Led Zeppelin IV, 1971

    Guardado então as ressalvas e evitando as escolhas ( boas ou ruins) acima, vou tentar citar um solo por década, desde dos anos 70. Dos anos 60 eu não me atrevo, pra trás então muito menos .

    Vamos lá então, da década de 70 cito o primeiro solo da faixa Beyond the Realms of Death ,do Judas Priest ,álbum Stained Class, de 1978 feito pelo excelente guitarrista Glenn Tipton. O solo vai entre 03:10 min e 04:43 min, com um feedback final simplesmente extraordinário.

    Bem, a década de 80 pra mim já está acima representada com vários solos, em especial o numero 28 da lista ( vejam bem, está atrás do tal 26…) que é o excelente solo de Mr. Crowley de Randy Rhoads. Como o solo do guitarrista foi citado na lista da guitar world, vou citar 2 solos aqui: Um do próprio Randy, que ainda não havia sido listado: Tonight, do álbum Diary of a Madman, de 1981. A melhor parte do segundo solo da música, que se inicia em 04:05 min aparece justamente quando começa o fade-out, então quem quiser apreciar vai ter de aumentar o volume o máximo que conseguir

    O solo acima vai como uma homenagem a Randy, já que a minha escolha original já havia constado da lista da guitar world, Vou optar então na segunda indicação da década de 80 por um solo que é o exemplo do exagero praticado na época…mas que eu adoro. Segue aí um dos motivos de polêmica do podcast numero 8, o solo de Vinnie VIncent ( ex-KISS) em seu primeiro álbum solo Invasion de 1986. A faixa é Animal, e novamente me refiro aqui ao segundo solo, a partir de 04:38 min.

    A década de 90 vai trazer para o foco do assunto o primeiro solo que indico do guitarrista
    John Petrucci, junto ao Dream Theater . A faixa é Voices, do álbum Awake, de 1994. Petrucci é conhecido pelos solos virtuosos e ” impossíveis” , mas aqui o solo não é um dos seus momentos de maior virtuosismo, mas alia técnica e velocidade a um uso muito adequado do pedal wah-wah. O solo está a partir de 07:25 min.

    Nos anos 2000 novamente indico Petrucci, e desta vez trago um puro exemplo de virtuosismo na faixa In the Name of God, do álbum Train of Thought, de 2003 . Há dois claros exemplos de velocidade e técnica na faixa , entre 08:35 min e 09:14 min e 09:37 min e 10:03 min. Ligados fantásticos e Arpeggios ” from hell” .

    E finalmente, na atual década, já há alguns solos que me chamaram a atenção, mas como a década está longe de terminar, vou indicar um sem muito pensar, do último álbum do Avenged Sevenfold, Hail to the King, de 2013, exatamente na primeira faixa Shepperd of Fire, o solo de Synyster Gates é ouvido a partir de 02:45 min. Há exemplos de maior técnica durante o novo trabalho do Avenged Sevenfold, mas este solo foi que mais gostei até agora.

    É isso aí, ainda vou ouvir e apreciar todos os exemplos acima , espero que os meus acima citados sejam de apreciação de boa parte dos autênticos conhecedores que habitam o Minuto HM. E aguardo ansiosamente pelos comentários, também!

    Saudações

    Alexandre

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    • Obrigado Bside!

      Primeiro, por “morder minha isca” e, como eu já esperava, nos trazer a lista dos 50 melhores solos da GW devidamente compilado, imediatamente colocando-a em dúvida. Claro que essa discussão era um importante “objetivo oculto” deste post…

      Concordo com sua afirmação quanto ao número 26 e, da mesma forma, colocando minha cabeça na guilhotina dos que acham alguma coisa no “The Doors” em termos musicais (não entrarei na esfera das letras, que apesar de serem consideradas o máximo, tão pouco me agradam… Ix… já falei demais…), questiono e muito o número 45 (sempre achei que esta guitarra estava desafinada, fora a total falta de técnica e/ou feeling… preciso realmente ficar quieto…), que está absurdamente uma posição na frente de “Hot for Teacher” do VH.

      E também agradeço por ir além e, sendo o verdadeiro mestre dos Lados B, já nos providenciar sua lista por décadas. Gostei muito de todas as suas sugestões, ainda que sinta falta de um Queensrÿche nessa lista…

      O post está aberto a todos, e tenho certeza que você logo nos trará muitos outros solos interessantes!

      keep em’ on the Side B…

      Abilio Abreu

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      • Vamos lá, Abílio que o 45 também me traz a mesmíssima apreciação do famigerado 26. Ou seja…
        Aliás, aqui pra nós, acho que as letras contribuem e fazem nas músicas um importante papel, mas se a parte musical não for ” páreo” para as tais letras, não seria melhor publicar livros com o tal conteúdo lírico e nos ” privar” dos dissabores referentes a parte igualmente essencial que ficou aquém ?

        Voltando ao que realmente interessa, o mais legal dos sempre legais solos do Queenrsryche é que tanto Michael Wilton como Chris DeGarmo várias vezes entregaram solos fantásticos. E o mais legal ainda é quando eles resolviam se juntar num solo só . Aí o que já era bom ficava sensacional . Seguem abaixo alguns dos exemplos e a dívida , imagino, ficou paga agora:

        Primeiro, dois exemplos do mesmo álbum, o inconstestável Operation Mindcrime, sendo que no primeiro ( breaking the silence) os guitarristas dividem e se alternam no solo a partir de 2:54 min e no segundo ( Eye of a Stranger) Michael Wilton se junta a Chris DeGarmo no solo que se desenvolve a partir de 3:24 min

        Mas o melhor exemplo desta sincronicidade pra mim está em Walk in the Shadows,( do ótimo Rage for Order) onde primeiro os guitarristas se alternam a partir de cerca dos dois minutos de duração da canção algumas vezes para depois se juntar e produzir um final de solo repleto de muito entrosamento e competência de ambos.

        Eu ainda vou comentar solo por solo aqui, quanto mais melhor !!

        Alexandre

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  10. Eu confesso que particularmente odeio estas listas de top aquilo, top aquilo outro…mas aqui no Minuto HM, sempre conseguimos fazer essas coisas ganharem vida, seja com solos dobrados diferentes e agora com os solos mais “desconhecidos”, mas que merecem destaque…

    Eu acho que os grandes solos que eu gosto realmente são os conhecidos, mas mesmo assim, opções para entrarem aqui não faltam… vou começar com todos os solos do St. Anger do MetallicA (piadinha infame, de salão)…

    Falando sério, coloco alguns que eu curto bastante e que não são assim TÃO conhecidos:

    Abduction – Bruce Dickinson:

    Sequência Heaven & Hell com nosso querido mestre absoluto Iommi:

    Meu querido Iron Maiden:

    Vamos ao MetallicA:

    Steve Vai – não é desconhecido da galera daqui, mas em geral não é TÃO conhecido:

    E o post fica tipo plantão da Globo… podemos voltar a qualquer momento com mais informações…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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    • Prezado Eduardo,

      O que disse é verdade: pegando carona numa fantástica idéia do Remote, lancei este post que está tomando um rumo muito legal, saindo fora dos convencionais “Top qualquer coisa” que vemos por aí diariamente.

      Aqui no Minuto HM é assim, uma idéia estranha gera outra mais bizarra, e assim temos este conteúdo totalmente diferenciado dos demais sites especializados na net. Agradeço mais uma vez por você abraçar esta e outras idéias que temos!

      Por fim, está sensacional a sequência de solos postada por você, que não poderia deixar de ter a presença marcante dos mestres da Donzela e do MetallicA, assim como o incontestável pai do HM, Tony Iommi!

      UP THE MINUTOS!

      keep bloggin’

      Abilio Abreu

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  11. O solo do Eddie Van Halen na música Ice Cream Man é sensacional. Principalmente por trazer sua técnica de tapping para uma levada shuffle tradicional.

    Like

  12. O solo de Hiram Bullock (R.I.P.) na versão de Little Wing do Sting é um dos mais belos e harmônicos na minha opinião, mesclando distorções, delays, vibratos e técnicas de jazz.

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    • Jander, não é de hoje que curtimos muito esse solo, que me levou direto ao túnel do tempo para a fria Curitiba dos 80, quando tudo isso ainda era uma novidade indesvendável para nós, ainda adolescentes.

      Quanto ao solo em si (ou solos, porque no finalzinho ele também detona), não é fácil mexer no “vespeiro Hendrix” e sair ileso como fez Stevie Ray Vaughan em “Voodoo Chile”, e aqui na versão do Sting, Hiram Bullock simplesmente plays-out-of-the-box quando remodela o solo original de Jimi (que está por sinal na posição 18 do ranking da Guitar World) com os técnicas precisamente mencionadas por você. A banda também ajuda, na versão que mais gosto desta faixa depois da original do mago Hendrix.

      Valeu por todos os solos postados!

      keep findin’

      Abilio Abreu

      Like

  13. Vamos a alguns:

    Gary moore – Story of the blues

    Eu lanço dois vídeos da mesma música. Gary Moore (RIP) é conhecido por vários solos como Still Got The Blues, mas aqui está a minha preferida – fica dificil escolher entre a versão ao vivo ou estudio. Deixo para vocês…
    Ao vivo em 03:56

    ou Estudio em 03:46

    Mantendo a linha blues, destaco o Deus Eric Clapton no disco homenagem aos mestres do blues – from the cradle que recomendo para todos. Entre outras a música – Someday After While a partir de 3:00.

    Uli Jon roth – O genial guitarrista da primeira (real) fase do Scorpions em dois momentos:
    We´ll burn the sky – no solo intro aos 01:41min

    E na mais cultuada mas não tão conhecida pelo incrível solo:
    The sails of charon – Em 0:41 até 01:35

    E se quiserem sair tocando, olha o humilde aprendizado:

    David Gilmour já foi citado nas famosas acima, mas tem gente que nem sabe que ele é que faz o soberbo solo de No more lonely nights – de 03:12 em diante já temos a indefectível guitarra.

    Yngwie Malmsteen – tem uma na lista que o Ale levantou, mas prefiro esses solos:
    Save our Love onde destaco em destaco em 02:56 uma paradinha genial.
    O solo vai de 02:34 até 03:25

    E no álbum Marching out – várias pérolas:
    Destaco:
    Overture 1383 – A musica toda

    e a faixa título – Marching Out de 0:38 até o final

    Não podia faltar o Porteiro : Titio Iommi – nem comento muito:

    Lonely is the word 1:57 até 3:31 e depois 3:48 até o fim

    Over and Over 03:42 até o fim

    E aí Abílio – Deferidas ou indeferidas? E plagiando nosso presidente, a qq momento podem vir mais…

    Like

    • Prezado Remote,

      Todas deferidas, com destaque para “No More Lonely Nights” em que Gilmour sintetiza toda sua sabedoria e feeling num solo mais que memorável.

      Então vou aproveitar para postar uma das minhas favoritas de todos os tempos, do primeiro LP solo de David Gilmour, que também ouço sempre pra “me colocar no meu devido lugar”… A música é “Raise My Rent” e a partir de 00:59 Gilmour dá uma verdadeira aula de fraseado e feeling:

      Seguindo a linha de músicas que são um solo, trago “Midnight” do “Surfing with the Alien” de Joe Satriani, que foi um impacto enorme quando ouvi isso ainda nos anos 80. Aqui o mestre Satch extrapola o “double tapping”, no estilo do jazzista Stanley Jordan:

      Também cabe lembrar a maravilhosa “Spanish Fly” aonde Eddie VH (Van Halen II) mostra em 1 minuto (HM) que faz “tapping” e fraseados precisos até em violão de nylon:

      E o mestre Steve Hackett, com sua bela acústica e clássica “Horizon’s”, originalmente gravada no álbum “Foxtrot” do Genesis:

      E no mesmo clima, “The Clap” de Steve Howe do Yes (originalmente do Yes Album):

      E que venham mais solos!

      keep lookin’

      Abilio Abreu

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    • Remote, sempre bom destacar o real autor do solo em No More Lonely Nights… aqui um curioso caso onde a música é pra lá de conhecida, o solo idem, mas não quem está por trás do solo, assim como acontece com a música de posição 42 no ranking da Guitar World…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  14. Um dos melhores e mais belos solos de Paul Gilbert em 02:46, música Anything for You do primeiro CD do Mr. Big.

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  15. Nesse solo o Phil Collen faz um trabalho harmonicamente muito interessante e encerra com velocidade, sua característica marcante. Ótimo poder ver os “Terror Twins” tocando ao vivo, ainda com Steve Clark (R.I.P.) na formação do Def Leppard. Os dois juntos faziam arranjos fantásticos e completamente distintos.

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  16. Scarified é um dos pontos altos do Racer X. Nesta gravação ao vivo Paul Gilbert e Bruce Bouillet fazem um trabalho perfeito. Vale a pena conferir!

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  17. Quero aqui reforçar os parabéns a todos que estão contribuindo com solos especiais, mas que nem sempre atingiram fama ou o devido reconhecimento.

    Valeu, galera.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  18. LINDO SOLO……ESQUECIDO NO TEMPO…………..

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  19. Abílio e Eduardo : Da categoria ” vale isso, Arnaldo” , para considerações e validações ( ou não ) de vocês:

    Alexandre

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  20. Ta ai, pra ajudar a enriquecer o post

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  1. Discografia Rush – Parte 4 – álbum: 2112 – 1976 « Minuto HM

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