Até que ponto uma banda ainda é aquela banda?

Caros

Depois de um excelente tema levantado pelo Daniel, onde as discussões abordaram vários aspectos da atual fase do Guns N’ Roses e seu líder, um dos aspectos que me chamou mais a atenção é até que ponto a banda continua sendo aquela banda ou o desdobramento do que poderia se tornar. Até que ponto o Guns mantém a característica da banda dos anos 80, podendo ser considerada como tal? Ser intitulada ou não a mesma banda depende de outros fatores, principalmente de estratégia de marketing, ou simplificando: dinheiro.

Uma ruptura na estrutura da banda normalmente modifica drasticamente a banda, a tal ponto da nova banda formada quase não ser mais uma representação próxima àquela que era anteriormente. O tema aqui traz as mais variadas possibilidades e então vou (novamente para simplificar) exemplificar e questionar:

Exemplo 1: Guns N’ Roses

O Guns dos anos 80 consolida-se com a formação do álbum Appetite for Destruction, contando com:

IzzyStradlin e Slash (guitarras), DuffMcKagan (baixo), Axl Rose (vocal) e StevenAdler (bateria). Mais a frente começam as modificações, com a substituição de Adler por MattSorum, Izzy por GilbyClarke, a entrada de DizzyReed (teclados), na tour de Use YourIlusion há presença de backingvocals femininos até que no fim dos anos 90 há uma grande mudança na banda, com ruptura entre a “chamada” estrutura principal Axl, Slash, Duff, ficando apenas Axl Rose, isso se dá aproximadamente a partir de 1996/1997.

O hiato de gravações é ainda maior, quando após o álbum The Spaghetti Incident (1993), a banda lançaria um disco novo apenas 15 anos depois, com Chinese Democracy. De 1996 para cá é uma variação grande na formação, mantendo-se apenas Axl (que está desde o início).

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É claro que o nome Guns N’ Roses é muito forte e pelo menos por estratégia deveria se manter com algum dos membros da banda, nesse caso com Axl. O que proponho aqui é questionar se o que temos hoje, independente do rótulo estabelecido pela estratégia de marketing, pode ser considerada a verdadeira banda Guns N’ Roses?

Exemplo 2: Black Sabbath

Outra salada. A banda praticamente se mantém a mesma até 1978, quando sai Ozzy Osbourne e entra Ronnie James Dio. A mudança de som com a entrada de Dio é tamanha, que a banda chega a ser intitulada Black Rainbow na época, e muitos a abandonam, passando somente a seguir a carreira de Ozzy. Posteriormente a formação com Dio duraria apenas 3 anos também com mudança na bateria, com a entrada de Vinnie Appice.

Nova mudança de formação em 1983, com a saída de Dio/Appice e entrada de Ian Gillan, acompanhado do retorno de Bill Ward. Novamente uma formação interessante, com o controverso álbum Born Again, sendo eventualmente chamada de Deep Sabbath ou Black Purple. Daí para frente a coisa ficaria mais estranha ainda, quando para o álbum solo de Tony Iommi, em 1986, por imposição da gravadora seria intitulado Seventh Star – Black Sabbath featuring Tony Iommi. Uma formação com Glenn Hughes, Eric Singer, Dave Spitz, além do membro escondido Geoff Nichols e, é claro, Tony Iommi.

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Mais a frente várias alterações de formação com a entrada de Tony Martin e Cozy Powel/Neil Murray, o retorno da formação original ou o retorno com Dio, por duas vezes, sendo que neste segundo retorno a banda seria chamada de Heaven and Hell. Então vamos a proposição: até onde ou qual período poderíamos classificar, independente de marketing, de Black Sabbath?

Exemplo 3: David Coverdale’s Whitesnake

Após sair do Purple ou o Purple acabar (aliás e o Deep Purple de 76, com Tommy Bolin, é Deep Purple?), Coverdale inicialmente resolve iniciar uma carreira solo. Lança um disco chamado White Snake em 1977 com músicas compostas basicamente em dupla com o guitarrista Micky Moody. A seguir, lançaria o segundo disco solo, Northwinds, em 1978. Depois de lançar Northwinds, Coverdale montaria a banda Whitesnake, com o álbum Snakebite EP (apenas 4 músicas), que a seguir é relançado como Snakebite com 8 músicas, sendo que as outras 4 faixas são do álbum Northwinds.

A banda Whitesnake começa a se consolidar com a chegada de Bernie Marsden e John Lord e Ian Paice (ex Purples) e lança uma serie de discos, com pequenas mudanças de formação até o meio dos anos 80, mantendo-se como um sexteto. Micky Moody participa de todos os álbuns até a saída em 1984 e a regravação de Slide It In com John Sykes. A entrada de Sykes coincide com posteriores mudanças de formação, onde saem Mel Galey (outro guitarrista), além de John Lord (indo para o Purple), com o Whitesnake continuando a tour com uma formação de 4 membros (a cozinha com Cozy Powell/Neil Murray, que no futuro iria para o Sabbath, como dito acima) e um convidado para os teclados (Richard Bailey).

Após o Rock in Rio 1 (1985), a banda pára para um tratamento nas cordas vocais de Coverdale e retorna com o lançamento do multiplatinado álbum homônimo ou 1987 ou Serpens Album, partindo para tour totalmente reformulada com 5 membros, sendo que nenhum da formação original. Aqui já cabe um questionamento, até que ponto esta banda não era apenas uma formação de apoio para a carreira solo de Coverdale?

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Neste ponto, Coverdale estabelece uma sólida formação com Adrian Vandenberg e com ele iria desenvolver trabalhos para a frente. É como uma restruturação da formação Coverdale/Moody ou Coverdale/Marsden/Moody. Após a gravação de Slip Of The Tongue (com Steve Vai) e a tourne com a manutenção do estilo Hair Metal, Coverdale iria parar até retornar com um disco chamado David Coverdale & Whitesnake – Restless Heart, em 1997 (8 anos após o lançamento do álbum anterior). Aqui imagino que a proposição era para um álbum solo?

Em 2002, enfim, sairia um trabalho solo de Coverdale – Into The Light – já sem a presença de Vandenberg na formação. Mais a frente mais dois “álbuns do Whitesnake” – Good To Be Bad (2008) e Forevermore (2011), que mantém a tradição de serem baseados em uma dupla vocal/guitarra, neste caso, Coverdale/Aldrich.

Bom, a proposição está lançada:

1) Até que ponto as bandas acima se tornam arremedos ou se descaracterizam das bandas originais ou tornam-se disfarçadas carreiras solo de algum dos seus integrantes?

2) Listarem outros exemplos e as considerações.

Abraços

Remote



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27 replies

  1. Se manter sempre o lider da banda n tem problema as mudanças… n caso Axl , Iommi e Coverdale …. n caso do Purple sem o Blackmore n vejo o pq de continuar …

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    • É um interessante comentário. Pensar no Purple dos anos 70 e sem ter o Blackmore talvez fosse descaracterizar a banda de uma tal forma que o Come Taste The Band nem é considerado por muitos um álbum do Purple – embora eu goste muito.
      Pensar em Blackmore na banda temos também um outro exemplo ainda lá atras no início dos anos 90, com a formação Purple Rainbow – isso é com John Lynn Turner num fracasso total, além de descaracterização do som da banda.
      Com a nova saída de Blackmore e a consolidação da formação com Steve Morse – acho que o Purple está bem definido nesta nova fase e fico com dúvidas de quem seria o líder. Somente Mr. Ian Paice é presente em todas as formações – não acho que seja, nem nunca tenha sido o líder da banda.
      Aliás chego a conclusão que o líder da banda nem sempre foi o mesmo. Será?

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      • Bem, o assunto é interessante, mas aqui vou tratar apenas do ” caso ” Purple : Eu considero que o entendimento de se a banda ainda é ” a banda” é mais subjetivo que apenas a troca de um ou outro músico. Temos exemplo de uma banda com a mesma formação se enveredando por estilos diferentes. Isso daria até um post-continuação deste, que tal ?
        Em relação,. assunto que eu me proponho a comentar, e já estava quase fugindo dele, acho que a saída de Gillan e Glover com a subsequente entrada de Coverdale e Hughes já deu uma mexida na banda, em especial no Stormbringer . Aliás, eu consideraria o Come Taste the band, sem o Blackmore, com mais elementos ” roxos” do que esse Stormbringer, que traz uma pegada funk em boa parte dele. Ainda que o ” CTTB” ainda traga alguma coisa deste estilo ( mas no meu ver , muito menos) , arrisco atestar que ele parece mais o Purple clássico do que o seu antecessor. O motivo , é claro, hoje em dia : Hughes , mais à vontade na banda, deu bastante do tom de Stormbringer e no Come Taste The Band, onde ele ” se livrou” de seu rival na banda ( Blackmore e Glenn não se entendiam), acabou que o esperado não aconteceu. Hughes estava tão mergulhado nas drogas que sua contribuição acabou sendo um pouco menor do que se imaginava acontecer. O disco tem bastante Coverdale e inegavelmente muito também do saudoso Bollin. No meu entender, um exemplo que mostra a complexidade do tema aqui trazido.
        Com Lyn Turner e Glover , fazendo a trinca Rainbow com Blackmore, a banda não poderia ter ido mais em direção ao arco-íris com apelo comercial do que o fez. O disco ( Slaves & Masters) pra mim é uma continuação do Bent out of Shape, último sob a alcunha Rainbow do trio acima. O que é até lógico, pois os outros dois membros ( Paice e Lord) já gravaram juntos no Whitesnake e o que se viu lá foi o estilo inicial de Coverdale purinho .Assim, nem Lord ( não se discute aqui a qualidade do músico) , nem Paice imprimiram a marca Purple durante as diversas formações. Certamente eles ajudaram a registrar cada fase, mas não considero que apenas Blackmore é o responsável pelo som clássico da banda inglesa. Eu juntaria ao menos Ian Gillan nessa brincadeira.
        Mas ao mesmo tempo, não dá pra tirar Blackmore desta história. Purple com Morse tem momentos excelentes, mas também não parecem com o clássico Deep Purple dos anos 70.

        Quanto às demais bandas, vamos para um outro comentário, tentando ser menos monstruoso que esse acima…

        Alexandre

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        • Sobre o Purple, pensando bem agora, e considerando tantas as versões que a banda teve, desde os 3 primeiros álbuns com Rod Evans e Nick Simper e seu Rock Lisérgico, recheado de covers, fica difícil reconhecer o DNA original da banda. Diz-se que, com a entrada de Gillan e Glover, Blackmore tomou o leme da banda, dirigindo a sonoridade para o que seria considerada a fase clássica da banda.
          Mas mesmo assim. E agora, no final, com a entrada de Don Airey, substituindo o mago Jon Lord (aliás, ouvi estes dias uma entrevista com Glenn Hughes em que ele chama Jon Lord do “Jimi Hendrix do teclado Hammond”), me parece que, principalmente em Now What!?, há uma ênfase maior nos teclados, dando uma nova redirecionada na banda. E aliás com ótimo resultado. Este é um álbum que estou escutando muito.
          Enfim, os direcionamentos musicais tomados pelo Deep Purple são tão diferenciados ao longo do tempo que fica difícil dizer quando perde sua característica. Mas quase sempre com ótimos resultados. Gostei da comparação de Slaves & Masters com a fase final (e lamentável) do Rainbow.

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  2. Muito legal o post Remote!

    Infelizmente nota-se realmente que as “marcas” falam mais alto do que a música na indústria fonográfica. Ao meu ver, os artistas que criam uma boa reputação em uma banda tendem a querer levar esta marca adiante por motivos comerciais, uma vez que fazer uma banda com novo nome ou até mesmo uma carreira solo é bem mais arriscado.

    Respondendo ao ponto 1, vejo mais caracterizado no Guns e Whitesnake esta desfiguração total da banda, porém acho que o Sabbath de alguma forma manteve a essência ao longo dos anos, sempre contando com os excelentes e macabros riffs do mestre Iommi e adequando-se de certa forma ao trend geral de cada época.

    Quanto ao ponto 2, trago um exemplo que está rolando no post paralelo aqui no blog: como já levantei no 14° Podcast, temos a novela “Queensrÿche”, que agora chega ao seu fim: por uma lado, a verdadeira banda, bem diferentemente daquilo que este post propõe, resgatou a essência do melhor som que desenvolveram ao longo da carreira e pegaram um novo vocalista com timbre e características melódicas muito parecidas com o Tate, e manteve a “marca” Queensrÿche intacta, até mesmo elevando o som comparado à má fase que a banda seguia desde os anos 2000.

    Por outro lado, o Tate fez exatamente aquilo que você expõe aqui: quis ficar com o nome, mas não conseguiu montar uma banda que fizesse jus a ele, portanto, deveria ter criado um outro nome ou saído solo de vez.

    keep the sound…

    Abilio Abreu

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  3. Olá,

    em primeiro lugar, obrigado pela citação. 🙂

    Nos exemplos levantados, acho que cada caso é um caso:

    1) GnR: Axl, embora o ache genial, não é Slash; com isso quero dizer que o DNA das canções do GnR estão com o guitarrista inglês: ele foi responsável pelos clássicos riffs da melhor fase da banda de hard rock. Mesmo com Axl, detentor do naming right, este GnR passa longe da performance suja da formação clássica (pra mim, a do AfD);

    2) Black Sabbath: minha opinião vai muito pelo que foi dito pelo Abílio: assim como classifico que as melhores canções do GnR passaram por Slash, o mesmo vale para o “pai dos riffs sinistros’, Iommi. Mesmo que tenha havido uma enorme mudança nos ‘marks’ da banda, o responsável por diferenciar o tom da banda se manteve na história como o único ‘não-ausente’; por isso, mesmo em discos díspares, é possível dizer: isso é Black Sabbath;

    3) Whitesnake: belíssimo exemplo, Remote. E neste caso, também vou pelo mesmo caminho do Abílio quando se refere ao Tatoe/Queensryche. Mesmo que por lá tenham passado excelentes músicos, era na voz de Coverdale a identificação do projeto, no caso, Queensryche; infelizmente, a banda vem um pouco atrás no quesito popularidade e suas inúmeras formações foram menos ‘sentidas’ pelos fãs menos xiitas, meu caso.

    … E talvez seja por isso que recorramos a alguns cds/álbuns de certas formações; poucas serão as vezes que iremos em busca dos ‘marcs’ mais recentes: eu mesmo NUNCA escutei o Chinese Democracy com cuidado… Somos impactados pelas fases marcantes da banda (seja qual ela for) e isso vale para outros exemplos como Kiss (os álbuns dos anos 90 são quase ignorados) ou Bailey/Maiden (X-Factor/Virtual IX) ou os discos do Journey sem Steve Perry…

    Alguns exemplos ao contrário:

    We Care a Lot (1985) e Introduce Yourself (1987) – os primeiros discos do Faith No More com o vocalista Chuck Mosely, só não é ignorado completamente porque ambos trazem o clássico “We Care a Lot”;

    When Dream a Day Unite (1989) – o primeiro do Dream Theater ainda com Charles Dominici nos vocais;

    Rush (1974) – o disco homônimo da banda canadense ainda com John Rutsey na bateria;

    As formações que ficariam mais ‘famosas’ seriam as que viriam após estes discos. Ainda citando o FNM, a banda teria seus discos mais idolatrados na fase do guitarrista Jim Martin, que gravou até o ótimo “Angel Dust” (1992).

    Inconscientemente, separo as fases da banda na minha cabeça e não consigo tratá-las da mesma forma, independente do acordo comercial por trás dos álbuns. Pode ser uma bobagem, mas é assim que comigo funciona.

    Graça e Paz,

    Daniel Junior

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    • Em relação aos outros três exemplos que o Daniel citou:

      -Rush : O primeiro álbum já traz os elementos que caracterizam o início da banda, em fase embrionária; É evidente que a entrada de Peart deu à banda a liberdade criativa que a sua qualidade como exímio baterista os permitiu. Mas , de qualquer forma, considero o primeiro álbum com a marca Rush ( considerando aqui que seria a marca Rush da primeira fase da banda, pois a banda mudou bastante com passar dos anos).

      -FNM : Fecho com o Daniel a respeito , a primeira fase da banda ficou praticamente esquecida e não traz a marca que o Mike Patton tanto carregou para o conjunto quando de sua entrada.

      -Dream Theater : Além de não gostar do primeiro álbum, considero que a sonoridade é muito estranha, e sem a marca da banda. As composições não encaixaram com o Dominici. Agora, vai aqui o questionamento: Apesar da banda intitular seu novo álbum Dream Theater, podemos considerá-la ainda com a manutenção da característica construida, face a saída de Portnoy?

      Alexandre

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      • Interessantíssimo o enfoque do Daniel. Algumas bandas estabeleceram sua marca em discos posteriores ao primeiro. Apesar de gosta muito do álbum de estreia do Rush, entendo que a “marca sonora” da banda foi iniciada com a entrada de Peart na bateria. E pergunto: poderia se incluir o Iron Maiden neste enfoque? A marca mais forte do IM se consolidou com a entrada de Bruce Dickinson e sua Air Sirene, no terceiro álbum da banda.

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        • Eu vou com o Alexandre neste caso e acho que tanto o Rush, quanto o Iron Maiden já tinham elementos marcantes que definiam o som, mesmo sem o Peart e o Bruce. Não dá para negar que com os dois é que o som se definiu, mas considero fases dentro da mesma banda.
          Fica mais dificil para mim enxergar da mesma forma o Van Halen. São duas (três) bandas muito diferentes….

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          • Acho que o caso Iron é o que o Flávio atesta acima, mas , é claro, estamos falando de uma forma bastante subjetiva, o que pra mim é uma coisa, para outro que aqui escreva pode ser bastante diferente.

            Em relação ao VH: Bem, a terceira fase eu nem comento, aquilo não é fase, é equívoco…

            As duas outras fases sim trazem as “cores ” de cada vocalistas impressas nos riffs de Eddie. Duas fases distintas, e no meu entender, excelentes, com grandes canções

            Alexandre

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  4. Excelentes os comentários do Danel e do Abílio, vou tentar aqui comentar pelo menos sobre o três exemplos do post : Guns, Whitesnake e Sabbath.

    Em relação ao Whitesnake, o que vimos é uma mudança pretendida por Coverdale, não somente musical, mas também visual. Assim, se ” livrar ” dos antigos guitarristas para conquistar o mercado americano era uma exigência. Ele trocou os overdrives leves de Marsden, Galley e Moody ( e deste se livrou do indefectível slide tão competente) pelos sons gordos , modernamente distorcidos primeiramente de Sykes e depois de Vandemberg. Ambos guitarristas com influência de blues, mas voltados ao som ” platinado ” da época . A coisa embola de vez quando ele resolve deixar Vandemberg na geladeira por exigência de Vai ( essa história de tendinite pra mim não cola ) e gravar o álbum Slip of the Tongue com este que era o guitarrista da moda na época. O álbum funcionou comercialmente, quase tanto quanto seu antecessor . Agora, são dois Whitesnakes ? Pra mim sim , inquestionavelmente. Os dois acabaram por se fundir na atual fase , que traz muito blues , menos exageros nos cabelos, afinal , os anos 80 já se foram, mas um som igualmente gordo e acelerado nas guitarras competentes de Doug Aldrich. Pra mim, é um meio termo entre a primeira fase e a segunda . Ah, o Retless Heart ? Era pra ser um álbum solo, sem dúvida. Mas difícil é a gravadora deixar, certo ? Ele ainda conseguiu no Into the Light, que aliás, é excelente, talvez o melhor álbum de Coverdale, na fase pós -platinada..

    Bem, o Sabbath, por justiça , deveria não se chamar Sabbath depois que saiu o Ozzy. È chocante , mas é verdade. E pra mim, a banda com Dio ( que poderia chamar-se de qualquer coisa – Black Rainbow , Over the Sabbath, sei lá ..) é um espetáculo, mas já há a marca Ronnie desde o primeiro e maravilhoso Heaven and Hell. Considerando isso, a química entre os riffs de Iommi, as composições de Butler e o vocal imcomparável do baixinho de grande voz, não deixa pedra sob pedra, mas já ali a banda já deveria ser outra. Considerando que Butler estava presente até a saída de Dio, é até justificável manter o nome , Mas é outro aproach, sem dúvida alguma. Quando entra GIllan, a salada aumenta ainda mais, e não vai para de aumentar até os dias atuais, quando Ozzy voltou a fazer do Sabbath o Sabbath. Pois o Sabbath é a junção de Bulter, Iommi e Ozzy. As demais formações não tem todos os elementos que fizeram o original o clássico Sabbath, Quem faz menos diferença é justamente Bill Ward. Ali, sim, caso fosse Ward a sair ao invés de Ozzy, o nome teria muito mais sentido em ser mantido. Mas a gravadora precisa de grana, aliás Iommi também e o nome Sabbath tem muito peso para ser deixado de lado. Por isso esteve ao lado de Iommi quase o tempo todo, mesmo quando o excelente projeto solo de 87 ao lado de Hughes queria ter do guitarrista apenas seu nome. Lembrando aqui que o assunto é subjetivo, e que evidentemente o que eu trago aqui é a minha opinião, pra mim o Sabbath como Sabbath deveria ter parado por essência quando Ozzy saiu da banda. DIga -se de passagem, no entanto, considero a banda com DIo o momento mais sublime que a marca Sabbath viveu . Fazendo sentido ou não..

    Sobre o Guns, vou de encontro ao Daniel. O Guns pra mim é Guns com o Slash, independente da qualidade fabulosa de Bumblefoot. Acho , no entanto que a banda já havia mudado , e perdido uma pouco de sua aspereza , do Apettite para os Use your Ilusions.. Mas ainda assim, tudo ali é GUns purinho. Em relação ao Chinese Democracy, vai aqui um comentário que pode surpreender : Pra mim é um disco-solo de Axl, e bastante distante do hard rock básico, trazendo muitos elementos pops e até eletrônicos. Mas, sem qualquer pretensão de comparação com o verdadeiro Guns, o disco é bom. Aliás, muito bom..

    Saudações

    Alexandre

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    • Esss assunto dá muito “pano pra manga”. Quanto ao whitesnake, me considero grande fã da primeira fase, com Moody, Marsden e etc., mais próximo do blues rock e até algumas pitadas de soul (escute agora mesmo Trouble do disco homônimo, que considero uma música soberba e que possui alguns toques de groove com diria Glenn Hughes). Senti muito a mudança a partir do Slide It In e principalmente o Serpens Album. Mudança drástica e para pior. Querem ver a pior situação: quando tu dizes para um “leigo” que gosta de Whitesnake e a figura diz: “ahh, esta é aquela banda de “is this love?” bahhh que deprê, heheheh, logo a pior música disparado do Whitesnake… Mas voltando ao tema, a banda mudou radicalmente, mas por uma “evolução” proposital por parte de seu líder. A grande verdade é que o Whitesnake é a banda do Coverdale, mais que todas outras bandas discutidas até aqui são de qualquer outro músico. E então, o Whitesnake do Serpens Album e Slip Of TheTongue ainda é o Whitesnake? Certamente não mais o Whitesnake do seu início, mas poderíamos sonegar a uma banda uma tentativa de evolução, ou mudança?
      No caso do Sabbath, é mais complicada a coisa aí. A voz do Ozzy é tão marcante que a mudança do vocalista faz muita diferença. Ainda assim sou daqueles que pensa que o DNA do Sabbath está nos riffs do Iommi. Puxa, cada questão difícil…
      De qualquer modo, ao menos nesses dois casos, não creio ter sido a questão comercial que ditou a manutenção das “marcas”, mas talvez eu seja um ingênuo!

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      • Schmitt, vamos lá :

        – Trouble : Fantástica, excelente canção . Por um tempo havia renegado esta música na versão do ao vivo de 1980 . Aos poucos , ela foi me conquistando e passei a achá-la uma das melhores desta fase clássica do WS.
        – Fase platinada do WS : Pra mim, não é evolução , é mudança . Pra você, pelo jeito, seria uma involução. Eu acho que é outra banda, mas tinha de manter o nome , já reconhecido pelo menos na Europa. Como Coverdale lidaria com isso, se tivesse a idéia de mudar de nome ? A gente sabe que carreira-solo não tem o mesmo peso do nome conhecido da banda. Se foi idéia dele ou da gravadora, eu não sei, mas arrisco: Acho que dos dois .
        -Black Sabbath : Todos que costumam ler meus comentários aqui sabem o quanto eu gosto bem mais da fase DIO na banda. Mas acho que Ozzy faz parte da característica que fez a banda ser reconhecida, assim, não credito apenas a Iommi o DNA da banda. Tem de haver o “sequelado” também. Agora, eu prefiro o Black Rainbow, ou o Heaven Sabbath. Aquela é a fase da banda, diversa da inicial, que eu venero.
        E botando mais pimenta na discussão : O que vocês acham do Tecnical Ecstasy e do Never Say Die. A banda é a mesma , a original, mas e o som ? Vale entender como Sabbath ?
        – Por fim : Is this love não é a pior música do WS. Aí você pegou pesado….

        Alexandre

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        • Pessoalmente gosto de todas as fases do Whitesnake, independentemente da sonoridade e visual adotados. Sem distinção passam pelo meu aparelho tanto NorthWinds (que tem uma das capas mais bonitas que já vi) quanto Restless Hearth. Acho a versão de Here I Go Again do disco de 1987 fabulosa, o solo de Adrian Vandenberg e’ lindo demais!!! Na minha opinião, muito mais bonito que o original.
          Quanto ao Deep Purple, penso que esse seja um grupo que mesmo após diversas mudanças e trocas de integrantes chamados “lideres”, continuou sem que houvesse uma figura única principal. Talvez essa seja a grande particularidade da banda em relação às outras citadas. Mas só para polemizar um pouco mais o brilhante texto do Remote, no ultimo podcast que participei acabei cometendo uma injustiça, quando falei sobre o Slaves & Masters, afinal quando o assunto foram musicas fracas do Purple, eu acabei citando o referido disco. Bem, algum tempo depois este assunto me “martelava” a cabeça, alguma coisa estava errada… resolvi ouvir novamente o Slaves & Masters e mudei de opinião. Para mim, esse foi ultimo bom trabalho do Deep Purple, talvez apenas Purpendicular possa estar no mesmo nível! E’ logico que esses dois discos estão há anos luz de distancia de um Perfect Strangers por exemplo, mas volto a afirmar que ele e’ muito melhor que Bananas e afins… Com o tempo aprendi e aceitei que um trabalho mesmo sendo acessível e comercial também pode ser agradável de ouvir e de ótima qualidade! Como exemplo posso citar o próprio Whitesnake, os disco do Rainbow fase Joe Lynn Turner, etc. O Abominog do Uriah Heep e’ sem sombra de duvida o disco mais apelativo da carreira da banda e mesmo assim quase sempre que penso em ouvir alguma coisa do grupo acabo pegando este CD ou o Raging Silent (outro bastante comercial!!!).

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          • J.P, excelente comentário!
            Sobra conhecimento aí, sem dúvida…

            Bem , em relação ao Whitesnake, eu também gosto de todas as fases, mas há pelo menos duas bandas ( considerando o tema do post).
            Em relação ao solo de Adrian em Here I go again, tecnicamente é sem dúvida muito superior ao ” mais lentinho” solo original. Mas pra mim, a música na versão original é imbatível e o solo mais tradicional encaixa melhor na proposta.
            Eu, no entanto, acho que Crying in the Rain ficou muito melhor na versão 87, com um solo estupendo de Sykes . Aí, vou pela ” fase 2″ da versão.
            Assim, como estamos vendo, não há certo ou errado, e os gostos pessoais são bem distintos.

            Em relação ao Deep Purple, eu aconselharia o último álbum, Now What !?, como um dos melhores trabalhos pós Blackmore. Concordo contigo acerca do Purplendicular .
            O Slave & Masters pode até trazer coisas legais, mas é a cara do Rainbow, não ? Pra mim, seria mais honesto ter o nome Rainbow na capa.

            Sobre o Uriah Heep, bem , também está claro que a banda tentou um caminho mais rentável e longe das características iniciais da banda. Complicado é colocar uma capa pra lá de assustadora e trazer um som pra lá de comercial. Pra mim, típico caso de capa não combinando em nada com o material gravado…

            Alexandre

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    • Eu fecho com o Ale 100%. O mais difícil admitir é o Black Rainbow, mas ė verdade, essa banda com Dio/Iommi que eu gosto mais do que o Sabbath original (e verdadeiro) podemos consagrar como Heaven and Hell mesmo e ponto. A pulga é sò lembrar que as versões do sabbath com Dio tambem são sensacionais e só couberam alinhadas por que a banda manteve o nome lá em1979.
      O Whitesnake tem as tais várias fases e o Guns também precisa do Slash.
      Agora vou pensar no que diz o JP, o xará Eduardo e mais os excelentes exemplos controversos do Abílio.

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  5. Fantástico Remote!!!! Este e’ um tema bastante pertinente e que volta e meia me faz pensar no assunto. Tentei coloca-lo em algum dos podcast que participei, mas por algum motivo acabei não comentando sobre o assunto.
    Bem, penso que como sempre você soube apresentar muito bem o tópico e principalmente expor para a discussão de todos. Mas particularmente acredito que a questão acima me faz pensar de outra forma, e meu questionamento e’ o seguinte: ate que ponto uma banda tem direito de usar o nome que a consagrou?
    Ate que ponto o Queen pode ser chamado de Queen sem F. Mercury, um Genesis sem Peter Gabriel ou Phil Collins, mas com Ray Wilson nos vocais teria o direito de estampar o nome na capa de “Calling all Stations”. E principalmente (no meu caso) será que um Thin Lizzy sem Phil Lynott poderia ter gravado “One Night Only”, mesmo que em suas fileiras estivessem músicos do porte de John Sykes, Tommy Aldridge, Marco Mendoza, Scott Gorhan e Darren Wharton?
    Acho que existem casos e casos… mas na maioria das vezes as “peças” mais importantes da banda são insubstituíveis, ai sim o grupo passa a ser um pseudo “grupo cover” , como exemplo podemos citar o Motorhead, podemos imaginar a banda com o Eddie “Fast” Clarke, ou o Brian Robertson, ou o Phil Campbell nas guitarras, mas o grupo não existe sem o velho Lemmy. O Whitesnake pode ter a formação que tiver, optar por fazer o tipo de som que achar melhor, mas sem o Coverdale e’ impossível, mesmo sendo 20% do que ele já foi. Saxon sem o Biff Byford, Uriah Heep sem Mick Box, Gamma Ray sem o Kai Hansen, o Riot sem Mark Reale e tantos outros.
    Por outro lado não podemos ser tão intransigentes a ponto de dizer que uma banda que perca seu “protagonista” deveria por fim as suas atividades ou trocar de nome. Imaginemos por um instante se o AC/DC resolvesse parar após a morte de Bon Scott, então seriamos privados de um dos maiores clássicos de rock de todos os tempos: BACK IN BLACK. E se o Savatage houvesse acabado com a morte do Criss Oliva e sem o seu vocalista original Jon Oliva? Jamais ouviríamos o fantástico Handful of Rain, com Alex Skolnick assumindo as guitarras.
    Como disse no inicio, acho que esse tema tem muito ainda a ser discutido, principalmente se citarmos Deep Purple, Black Sabbath, Rainbow, etc, que são bandas polemicas quando o assunto e’ formação. Particularmente acho que essas mudanças de formação imprimem um bônus a mais na carreira desses grupos.
    Por falar em polemica e voltando ao inicio do texto, ouvindo neste momento o citado CD do Thin Lizzy… “As favas” com as regras… Com ou sem Lynott esse e’ um “PUT*” disco!!! E isso e’ o que importa!!!! E por favar em Queen, me desculpe Eduardo “the boss”, mas prefiro muito mais o Queen com o Paul Rodgers!

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    • Bom , com o JP o nível vai para a extratosfera.. Um comentário genial e as pulgas ficam cada vez maiores…
      Primeiro aquela pergunta:
      ” … até que ponto uma banda tem direito de usar o nome que a consagrou?…”

      Acredio que o post está bem alinhado com a questão, e aí às vezes é quase uma vergonha o tal arremedo de banda ficar usando o nome, quando já é tão diferente do que era.
      Mas aí….
      Pensando no Pantera, que estou longe de ser um expert, mas o estio glam do início – e o que se tornou – mudando o estilo por completo – até com a mesma banda… Cartas para a redação aqui!

      Acho que cada caso é um caso e não existe fórmula e também é um assunto que a subjetividade se impõe a tal ponto de existirem pessoas que consideram que os verdadeiros AC/DC e Iron eram os primeiros ou aqueles que lançaram os primeiros albuns – com o ACDC até a entrada de Brian e o Iron até a de Bruce – conheço realmente pessoa(s) que não aceita(m) a entrada do Bruce!!!
      O Thin Lizzy ainda não bateu – e o outro dia vi este One night only e fiquei com vontade de apreciar melhor – acho que so ouvi umas duas vezes – preciso ouvir mais.
      Por fim o Queen, e então não é a toa que a foto esta na chamda do Post. Achei muito honesto a banda criar o Grupo Queen e Paul Rodgers. Fica claro que a banda original ficou intacta e que o projeto é diferente, mas trazendo elementos da original. Mas o que falar do John Deacon que resolveu não participar? Ficou uma manchinha…
      O projeto é excelente, mas sobre prefirir o Queen com o Paul Rodgers ao original, diria:
      ” Cuidado….”
      ” I´m afraid”….
      e ” Vamos blindar os clássicos “…
      Abraços
      Remote

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      • Bem, pra mim uma coisa é certa. Tanto as duas fases do Ac/dc, quanto as do Iron tem mais relação com a banda do que a primeira fase do Pantera com o que se seguiu.

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        • Muito bem colocado Alexandre, acho que o som que caracterizou o Pantera não foi os dos primeiros discos, mas sim do Cowboys from hell pra frente, tanto e’ que após o Vulgar display of power o grupo passou a repetir demais a formula, oque acabou desgastando a banda.
          Por falar em AC/DC, acabei de me lembrar de outro grupo e consequentemente nos mostra outro ângulo e forma de pensar sobre o assunto. O suíço Krokus, que seguia um estilo bastante parecido ao AC/DC e Saxon, pelo menos ate o álbum Headhunter de 83, porem após o próximo disco intitulado The Blitz, mudou consideravelmente seu estilo, parecendo ate outro grupo. Ai esta o outro lado da moeda, afinal de contas o AC/DC mudou seu protagonista e continuou fiel ao estilo, enquanto o Krokus manteve seus dois principais membros (o vocalista Marc Storace e o guitarrista Fernando Von Arb) e modificou assombrosamente seu som! Ai vem à questão, qual banda seria mais fiel as suas origens, o AC/DC ou o Krokus?

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          • Foi a tal tentativa de conquista de mercado americano, que deu uma sacudida em quase todas as bandas da época, descaracterizando boa parte delas. Acho que aí vem a explicação para o que aconteceu ao Krokus.

            Se eu tiver de optar entre o exemplo Krokus e o Ac/Dc com 2 formações , mantendo o estilo, não há dúvidas que a banda australiana mantém-se fiel ao padrão original.

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  6. Galera eu nem sei por onde vou daqui por diante. Sao tantos exemplos, o Sabbath no Never Say Die ou o Queen com Paul Rogers e o Whitesnake clássico que hoje e a minha fase predileta. Com o JP, o Eduardo e o Ale a coisa ta me confundindo cada vez mais. Nao ė por menos que o nivel do MHM é o diferencial. Eu vou ter que pensar muito sobre o assunto. Volto aqui depois de refletir bem.

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    • Remote e demais Minute-men,

      Este post está dando muito “alimento para o pensamento” realmente…

      Ainda tendo que revisar tudo que foi magistralmente colocado acima pelos nossos pensadores de plantão, trago mais um “twist” no assunto, trazendo algumas bandas que não são de Heavy Metal:

      1) The Police: ao contrário do que propõe o post, o The Police produziu tanto material excelente e fez tanto sucesso em tão pouco tempo (5 discos em 6 anos), que o Sting acabou sendo confundido com a própria banda… Porém, pelo que lembro de entrevistas da época após a dissolução da banda, não foram as brigas constantes entre Sting e Copeland que marcaram o fim da banda, mas sim a vontade de Sting de “re-evoluir” musicalmente, voltando à suas raízes jazzísticas. E Sting declarou algo muito interessante: O The Police apenas atingiria a mesma faixa etária de ouvintes, enquanto que a intenção dele era “envelhecer” com seu público. Ou seja, o som pop juvenil da banda foi por ele deixado de lado para algo mais complexo e consistente, o que realmente se solidificou nos magníficos “The Dream of the Blue Turtles”, “Nothing Like the Sun” e no ao vivo “Bring on the Night”. Assim sendo, ao contrário de tentar explorar uma marca campeã, Sting partiu para a carreira solo com tudo, e levou seu público, já mais maduro (e talvez mais amplo), junto.

      2) Marillion: É inegável a fineza artística da fase 1 do Marillion, com o vocalista Fish, que além de grande poeta/letrista, é uma figura sem comparação em termos de presença de palco, com suas maquiagens e teatralismos pitorescos. Mas a coisa desandou durante/após o quarto LP “Clutching at Straws”, e seu envolvimento com álcool e drogas o fez se distanciar da mentalidade vigente na banda como um todo. Após sua saída, Fish seguiu uma carreira solo irregular, culminando na perda de voz devido a um câncer de garganta (em decorrencia dos abusos citados acima provavelmente), acabou retomando um bom rumo com o lançamento de seu último cd em 2013 “A Feast of Consequences”. Do outro lado, a banda (que já havia sofrido a mudança de baterista entre o primeiro e segundo LPs, atingindo seu line-up definitivo em termos de instrumentistas), engajou Steve Hogart, que além de exímio vocalista, é multi-instrumentista e também um bom letrista (não cabe nem compará-lo a Fish, que para mim é talvez o maior letrista de todos os tempos do Prog – disputando no fio de cabelo com Neil Peart). A banda adentra os anos 90 com esta nova e definitiva formação, popeando um pouco até para manter as tendências gerais da época, mas após perder a gravadora e começar a produzir seus álbuns com a ajuda financeira dos fãs, se estabelece como o mairo nome do Prog da atualidade, lançando álbuns conceituais e refinando-se musicalmente a cada lançamento. E o que o Marillion tem feito no seus “Weekends” dos últimos anos é algo realmente impressionante…

      3) Led Zeppelin: No more Bonham, No more Led… Não foi a coisa mais digna a ser feita por parte dos 3 restantes?

      Bem, concluindo, notamos que o assunto é uma teia gigantesca, e como diria Rolf, “aonde isso vai parar?”

      keep discussin’

      Abilio Abreu

      Liked by 1 person

      • O MHM é legal pacas, pois os tais trackbacks nos trazem aqui – e faltou comentar o que o Abilio havia dito magistralmente. O Exemplo a ser seguido – Led Zep – era tão mais fácil… Sai um, c´est fini o bagulho…
        Quanto ao Marillion – acho que assim como VH, duas fases bem distintas e gosto um pouco das duas, mas acho que o Fish traz uma caracteristica tão forte para a banda, que acabo acho mais Marillion a fase 1, sera? Aqui ta dificil…
        E o police – bom não há outro police – isso já é vantagem e o Sting levou o publico do The Police, mas não levou o som…
        Que post viagem que eu havia inventado aqui, hein….

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        • Concordo – os trackbacks são realmente algo que precisam sempre ser olhados quando estamos dentro de um post. Com o passar do tempo, os posts vão ganhando, indiretamente, “novos capítulos” relacionados aos temas, alguns mais próximos, outros nem tanto, mas sem dúvidas complementares.

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

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  1. Cobertura Minuto HM – Guns N’ Roses em SP – Not In This Lifetime – parte 1 – Minuto HM

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