Tentando escrever sobre importância ou influência de Eddie Van Halen

Eddie Van Halen e Jimmy Hendrix

Eddie Van Halen e Jimmy Hendrix

Srs e Sras,

Recentemente me deparei com duas listas de maiores guitarristas de rock de todos os tempos e vi que Eddie Van Halen participa das duas, sendo que em uma delas é o primeiro colocado e em outra o oitavo. Nada mais justo do que a participação do guitarrista nas duas listas, porém me veio uma pergunta que não saia da cabeça: teriam os eleitores entendimento sobre a importância ou influência do guitarrista tanto como primeiro ou oitavo colocado? Seria tarefa fácil explicar ou mostrar claramente pelo menos alguns dos recursos que montam o estilo de tocar de Eddie Van Halen? Resolvi tentar, ou pelo menos começar a tentar…

Quando comecei a ouvir rock, mais apropriadamente Heavy Metal, nos meados de 1983, com a vinda do Kiss no Brasil, eu não sabia absolutamente nada de música, dos instrumentos, dos tons, das técnicas de cada um deles, eu não distinguia a diferença de um amplificador “dum” 3 em 1 (Rádio, Toca Discos, Tape Deck) de um amplificador de um contrabaixo, eu não sabia quantas cordas tinha um contrabaixo, e assim por diante… não vivíamos à época da informação, muito pelo contrário, no Brasil vivíamos à época da “desinformação”.

Tempos vão passando e o tal rock n’ roll me capturara, com o Kiss e as minhas fitas K-7, talvez já tenha dito aqui que passei um ano e meio basicamente ouvindo Kiss e já havia presenciado em Alive II um tal solo de guitarra – Ace Frehley era um gênio, e não havia nada melhor do que aquele solo em Shock Me (Alive II). Continuava não tendo a mínima idéia do que era feito num solo de guitarra.

Vem o Rock in Rio (1985) e o meu gosto “Kiss” se expande para outros grupos de rock, participantes ou não do festival. E acredito que é por aí que começo a ouvir falar num tal Eddie Van Halen. Ele já me aparece com “o melhor guitarrista” de rock, destronando Ace Frehley e os outros que conhecia. O que havia de diferente ali?

Para quem não conhecia nada de instrumentos, especialmente de guitarras, ouvir Runnin’ With The Devil e Eruption, do recém comprado Van Halen I, indicado pelas revistas especializadas, era uma experiência interessante: um milhão de notas tocadas num frenesi absoluto, devia ser algo diferente ali, mesmo… e era.
Não havia nada de errado com Ace Frehley ou Jimmy Page, mas havia algo diferente… havia algo inspirado neles…

De algum tempo pra cá, e obviamente hoje, entendi melhor o que havia, mas são 30 anos depois e já vivemos à época da informação, não entender a importância ou influência de Eddie Van Halen na música, no rock, pop é um absurdo tão grande, quanto não saber quantas cordas tem um contrabaixo.

Não estarei procurando os inventores das técnicas tão consagradas em vários estilos e instrumentos de cordas de hoje em dia, violões, guitarras e baixos, pois aí cairemos na tal armadilha, afinal o cara não inventou nada, sim ou não? Mostrarei que Van Halen pode ou não pode ter inventado algo, mas definitivamente soube utilizar os recursos e consagrar um mix de artifícios e técnicas criando Músicas (com M maiúsculo) que foram expandidas, sendo adoradas e utilizadas com muita força até hoje e com certeza continuarão por muito tempo. E afinal, todos os outros guitarristas criadores geniais predecessores fizeram o mesmo: ouviam seus velhos ídolos, aprendiam a técnica que existia e elevavam para um outro nível. Saindo do campo subjetivo, vamos aos fatos, que não admitem contestação.

O uso da guitarra por Eddie Van Halen se constitui de vários e distintos componentes, sendo que a grande maioria era pouco explorada na época de seu surgimento para o rock, algo entre 1977, 1978… sua técnica utiliza os recursos comumente chamados (vou usar os termos em inglês, deve haver tradução para todos) two-handed tapping, natural e artificial harmonics, vibrato, e tremolo picking, volume swells, combinados com sua sensibilidade rítmica e melódica.

Aliado a tudo isso, EVH (vou começar a usar a sigla) teve a sorte de ter aliados na sua procura de recursos que criassem uma guitarra mais apropriada para o som que desejava. Desta forma, além de pessoalmente desmontar sua guitarra em 78/79 e montar uma tal Frankenstrat (uma fender, com apenas um captador gibson da ponte e alavanca Floyd Rose), ele foi ajudado pelas fábricas de captadores, pontes, braços, guitarras, que claramente visualizaram a sua genialidade e apostaram no garoto, em especial o engenheiro e músico Floyd D. Rose que em conjunto com VH aperfeiçou a ponte Floyd Rose, com sistema de trava da cordas.

Bom, isso aí em cima é facilmente encontrado na internet, mas andei procurando um texto que mostrasse tudo de forma clara e fui incapaz. Então resolvi fazer um vídeo mostrando pelo menos algumas diferenças principais entre os sistemas de trêmolo.

A alavanca de trêmolo em ponte tradicional permitia a mudança do tom das cordas pelo movimento de aumentar ou reduzir a tensão das cordas (entre a ponte e tarrachas), porém ao tocar fortemente as cordas ou mesmo ao repetir este movimento com grande intensidade, poderia levar a perda de afinação da guitarra. Também a “excursão” da ponte tradicional era inferior ao da Floyd Rose (ponte flutuante), que permitia maiores mudanças de tom.

Seguem abaixo as técnicas exaustivamente exploradas por EVH, que levaram a uma modificação (revolução) da utilização da guitarra, sendo incorporadas por vários outros guitarristas nos anos seguintes. A combinação e evolução de todas estas técnicas constitui base fundamental para grande parte dos estilos da guitarra elétrica atual.

1) Tapping

Particularmente nesta técnica há a clara referência de utilização por outros artistas antes de EVH, porém ele deu nova dimensão ao uso, sendo incorporado definitivamente como técnica fundamental como grande uso da guitarra elétrica.

EVH tocou a música Spanish Fly com violão no segundo disco (Van Halen 2). Aqui Paul Gilbert presta uma “homenagem”:

2) Tapping Harmonics – Artificial Harmonics, Touch Harmonics

O uso de harmônicos, combinados com o sistema de trêmolo, foi incorporado em definitivo com EVH.

EVH em 1979, com a ponte Floyd Rose e tappings (inclusive harmonics tappings):

3) Volume Swells

Esta técnica inicialmente utilizada por guitarristas, principalmente de rock progressivo, como Steve Hackett (Genesis), Steve Howe (Yes) e Alex Lifeson (Rush) com utilização de pedal de volume, foi modificada para uso por EVH com uso do próprio botão de volume da guitarra e também pedal de eco, como mostrado na musica Catedral, como referência ao som de órgão numa catedral:

4) Sistema TransTrem – Guitarra Steinberg

Van Halen no uso do sistema TransTrem na guitarra Steinberg. O uso do sistema permite a mudança de tons durante a música o que é percebido em Summer Nights e Me Wise Magic, entre outras.

5) EVH também tem suas criações registradas em patente:

a) Suporte para posicionar a guitarra com sua face para cima (como utilizar um piano)

b) Inventor ao mecanismo D-tuner, que permite a 6a corda (mais grossa), normalmente afinada em Mi (E), rapidamente ir para a afinação D (Ré) e vice-versa

Cabe aqui registrar que seu estilo influenciou toda uma geração de guitarristas a partir do início dos anos 80, notadamente no segmento de Heavy Metal, Hard Rock e Trash Metal. Porém sua criação foi utilizada também em outros segmentos, inclusive POP, BRrock, MPB. Ficaria muito fácil registrar os guitarristas de Heavy, Hard e Thrash, por isso mostrarei exemplos abaixo em outros estilos.

Existem outros recursos e invencionices que não consegui mostrar por aqui e a colocação na lista dos melhores e maiores fica também para vocês decidirem, deixo aberto aos comentários….

Por fim, outro dia li algo aqui e destaco um trecho do texto sobre o disco Van Halen 1 e seu impacto até hoje:

(…) “The first 20 seconds are nearly perfect: a surge like a spaceship landing, then a slow pulsing bass, a high-hat count-off, a mysterious flash, then a thick killer blues riff into David Lee Roth’s Paul Stanley-style wail. At 1:58 comes one of the most explosive 10-second solos you’ll ever hear, like a fuse lit at a fireworks factory. Awesome. But, still, it’s possible to get through “Runnin’ With the Devil” without realizing that the earth was shaking.

Then comes “Eruption”, launching with a frantic drum fill, Jimmy Page-style blues breakdown with fat, distorted guitar and whammy bend. Then something mind-blowing happens at :31. What the hell is THAT? Is that a guitar? How did it make that sound? And then at :58 there’s a lightning fast arpeggiated chord — classical sounding — that could practically raise Hendrix from the dead. It’s the Eddie Van Halen tapping technique in all its glory, introducing, at that very moment, a musician who would change the whole dialogue about the electric guitar” (…)

Agradecimentos ao B-Side (Revisão do Conteúdo) e Eduardo (Revisão Técnica)



Categories: Artistas, Covers / Tributos, Curiosidades, Entrevistas, Extreme, Instrumentos, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Músicas, Pesquisas, Resenhas, Rush, Van Halen, Yes

30 replies

  1. Remote,

    Num post fundamental para o MHM, você conseguiu sintetizar de forma compreensível o arsenal de técnicas de Eddie, e sua importância para todos os guitarristas que se formaram depois dele, independente do estilo, sendo uma influência essencial e indispensável a qualquer um que toque guitarra hoje em dia.

    Já pensei muito no assunto, e com o passar dos anos fui compreendendo que Eddie nada mais é que um bluesman ensandecido do futuro (ou de outro mundo, ou ambos), pois modernizou/fez um ultra-upgrade em técnicas já usadas por guitarristas como Hendrix, Clapton, Gilmour, Beck, Hackett, Howe, com uma pegada incrível, transformando simples three-chord blues em algo inusitado e muitas vezes inacreditável. E é inegável que os maiores nomes do rock de hoje (tecnicamente falando), como Satriani, Vai, Petrucci, Gilbert, se formaram sobre a base sólida fundada por EVH, assim como todo e qualquer que toque metal/pop/blues/fusion/etc.

    Sei que EVH sempre foi simplesmente obcecado pela guitarra, pois de acordo com relatos de seus amigos e familiares, tocava o tempo todo, sendo na maior parte do tempo, com a guitarra desligada, compondo seus riffs incríveis, aprimorando sua técnica e encontrando formas novas de interpretar seus fraseados escatológicos. Assim Eddie desenvolveu seu estilo, aonde a malandragem se sobrepõe a qualquer fixação no estudo cego da música e da guitarra.

    Cabe mencionar que suas guitarras sempre foram chamadas de “amantes” por sua esposa, que teve que durante anos dividir o escasso tempo livre de Eddie com elas.

    Também percebo que Eddie é um guitarrista que nada depende de efeitos/truques de equipamento, apesar dele ter elaborado timbres incríveis usando de forma completamente coerente e cabível efeitos como o delay, chorus e flanger. Sua característica principal é tocar com uma parede de amplificadores (Marshalls na fase 1 com Dave Lee Roth, Peaveys 5150 na era Hagar, e seus modernos EVH), usando primordialmente a distorção das próprias válvulas e caixas, com volume ensurdecedor, fazendo todos aqueles sons sensacionais com tamanha destreza. Quem toca sabe que é muito difícil controlar esse sistema “pegando fogo” com a limpeza técnica que Eddie executa com maestria.

    Tive a felicidade de assistir ao Van Halen em New York no Madison Square Garden no memorável dia 22 de Maio 1998, na fase do VH III com Gary Cherone. Fui ao show bem apreensivo, pois não sabia o que esperar em termos de setlist, e também por conhecer muito pouco do disco que deu origem a turnê. Para minha feliz surpresa, vejam que setlist recheado de Bsides e clássicos da era dourada da banda:

    Unchained
    Without You
    One I Want
    Mean Street
    When it`s Love
    Fire in the Hole
    Why Can’t this be Love
    Romeo Delight
    Drum Solo
    Dance the Night Away/Feel Your Love Tonight
    Human Beings
    Somebody Get me a Doctor
    Year to the Day/Guitar Solo
    Right Now
    Ain’t Talkin’ ’bout Love
    Panama
    Jump
    I’m the One

    Mas o que eu ia comentar na verdade, é que senti uma das maiores emoções da minha vida quando, no início do show, o PA emudeceu, se apagaram as luzes e entrou o som da guitarra com aquele característico flanger no riff inicial de “Unchained”, é realmente inesquecível, dava pra ouvir o som da palheta batendo nas cordas, do dedo na corda de aço por sobre a madeira do braço da guitarra, e aquela energia contagiante gerada na galera… Long live EVH, Master of Masters!

    keep halen’

    Abilio Abreu

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    • Eu só queria registrar um elogio a este comentário que é um post dentro do maravilhoso post do Remote. O Abilio conseguiu ser técnico passando longe de ser chato, o que é algo muito difícil de se conseguir. Sem contar as frases que já podemos considerar agora lendárias aqui no blog, especialmente as duas abaixo:

      – “bluesman ensandecido do futuro (ou de outro mundo, ou ambos)”;
      – “compondo seus riffs incríveis, aprimorando sua técnica e encontrando formas novas de interpretar seus fraseados escatológicos. Assim Eddie desenvolveu seu estilo, aonde a malandragem se sobrepõe a qualquer fixação no estudo cego da música e da guitarra.”.

      Aqui um dos shows de 1998, Abilio, provavelmente não o que você esteve, mas para deixar a lembrança falar um pouco mais alto de novo:

      Aqui só tem gênio: EVH, Remote, Abilio…

      [ ] ‘s,

      Eduardo.

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  2. Abilio, como é bom vermos isso por aqui. Comentário soberbo, com propriedade, com embasamento, é por isso que tenho orgulho de participar deste blog.
    Aliás o que é isso aqui: “Assim Eddie desenvolveu seu estilo, aonde a malandragem se sobrepõe a qualquer fixação no estudo cego da música e da guitarra.”…
    E a emoção sua ao ouvir o literalmente das mãos do gênio, antológico. Precisamos conversar mais deste show – mais um papo para o Podcast?
    Abraços
    Keep Replying…

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  3. Bem, eu sou meio suspeito para escrever, mas o post realmente ficou excelente, e eu, como leitor privilegiado, tive acesso a uma boa parte deste conteúdo antes de sua publicação, mas um dos grandes baratos aqui é ver o aproach de um baixista de ofício falando de um guitarrista.
    Eu uma vez me atrevi pr aqui a escrever algumas palavras sobre alguns bateristas, mas nada se compara ao lido aqui. E mais um detalhe, como fui chamado a avaliar, até o fiz, mas nada ou quase nada do que está aqui tem minha chancela. É a palavra de um baixista, o que é muito bom, não tem tanta babação…. Então a grande sacada acima, além de um texto delicioso de se ler, é que temos os fatos . E contra fatos….
    Agora vindo pro lado da babação, eu tenho vários aspectos para abordar , espero não esquecer nenhum;
    -Sobre Eddie na lista de guitarristas, algo que dificilmente eu poderia escapar : Não seria ele o primeiro, mas jamais seria o oitavo também. Eu não me atrevo a fazer uma lista de guitarristas, isso é dificil demais. Mas fica claro que Eddie em importância só perde para Hendrix. Eu gosto muito mais de VH, mas Hendrix eletrificou a guitarra , foi a primeira revolução. Eddie fez a segunda, daí sua importância como segundo colocado em uma hipotética relação que eu não me atrevo a seguir deste ponto em diante.
    -Eu babo mesmo quando vejo situações como estes incríveis vídeos de 79 e esses harmonics tappings ( na parte do meio de Dance the Night Away, pra exemplificar melhor). Isso, como o Abílio bem colocou, em 1979, é coisa de um bluesman ensandecido deste e de outro mundo ( The Best of Both Worlds, desculpe o trocadilho). Ninguém fazia isso naquela época. Daí eu lembro de ter ouvido a Eruption pela primeira vez, antes dela só Jump, que já era algo de estarrecer. E o que vem agora na cabeça é o que veio naquela época em que ouvi e tão bem colocado no fim do texto:
    What the hell is THAT?…vou acrescer necessários pontos finais de exclamação e interrogação: What the hell is THAT??!?!?!?!?!?!?!!!!!!???!!!
    -E pensando naquele momento de ter ouvido a Eruption, eu preciso destacar mais um fato aqui: Independentes das inovações técnicas que acompanharam e sem dúvida ajudaram o holandês a fazer o que fazia, neste primeiro álbum não havia ainda as Floyd-Roses, os Lock-nuts, nem o D-Tuner, muito menos o Trans-Trem. O que havia eram as mãos deste bluesman ensandecido. Capaz, muito bem colocado novamente pelo Abílio, de tranformar um blues de três acordes como Ice Cream Man naquilo tudo que se ouve neste Van Halen I.
    -As patentes: Não vai se arrepender que clicar nos interessantes links que mostram as patentes de Eddie. Mais uma mostra de sua mente genial. A questão do D-Tuner era do meu conhecimento, aliás é largamente utilizada pelo chamado Eddie Van Halen das 4 cordas: Billy Sheeham. Eu não tinha idéia desta outra doideira que vira a guitarra para a posição de um teclado. É coisa de quem acorda e dorme pensando em guitarra, não há dúvidas.
    -E voltando ao primeiro álbum, seria Eddie o precursor das tais Superstrats ? Afinal , seria ele o primeiro a usar os captadores duplos nas Stratocasters ? Fiz uma pequena pesquisa, e Michael Hampton, que tocava na banda funk Parliament-Funkadelic usa três captadores duplos em sua Strato em 76. Nada contra o músico de George Clinton,um bom músico, sem dúvida, mas não há como comparar…
    -Enfim, o comentário já está longuíssima-metragem, e eu evidente ainda vou esquecer de alguma coisa que passou pela minha cabeça, mas me sinto agraciado em ver como este texto prova e ajuda todos os apreciadores da boa música de forma ipsi-litteris a fundamentar o conceito que Eddie pode até não ter sido Pelé para alguns , mas menos que Garrincha não foi.
    -Por fim: Vejo Paul Gilbert, concordo novamente com Abílio ( acerca dos indefectíveis superheroes mais recentes do instrumento), e não dá para não dizer que Spanish Fly é linda e genial.
    E era ainda mais genial em 79….

    Alexandre

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  4. É…

    me sinto muito incapaz de comentar ou acrescentar sobre o post, por pura incompetência sobre o assunto.

    Se posso dizer alguma coisa é que acho que EVH é o único cara que gravou uma faixa onde ele faz o solo de guitarra e teclado (de curiosidade), a saber, Jump.

    De resto, muito, muito, muito bom.

    Daniel

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  5. Minuteiros,

    Cabe lembrar que este excelente post foi lançado exatamente no dia do 60º aniversário do mestre EVH, nascido em 26 de Janeiro de 1955. Duvido que ele tenha recebido um presente mais legal que esse…

    Foi de propósito Remote, ou apenas mais uma das coincidências tão usuais no MHM?

    keep livin’

    Abilio Abreu

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  6. Foi uma coincidência, inclusive eu ia publicar no domingo, mas acabei por finaliza-lo ontem.
    Feliz coincidência. Ótima lembrança, Abilio.

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  7. Pleonasmo incomoda, mas alguns incomodam mais que outros. Abaixo está assinalado um que pode incomodar mais que o normal:

    ( ) Subir para cima
    ( ) Descer para baixo
    ( x ) Eddie Van Halen, um guitarrista lendário

    Versátil, rápido, preciso, inventivo, criativo, criador de riffs, solista, talentoso, sensibilidade altíssima, influente, genial, completo… apenas alguns adjetivos… faltou um: característico! Dá para saber quando Eddie Van Halen está tocando. Pode parecer simples, mas isso é difícil, ainda mais com qualidade.

    Cara, um ser humano que tem em seu portfólio “Eruption” deveria automaticamente já deixar os outros em seus devidos lugares. Não há como repetir algo como aquilo. EVH é um “mecânico”, entende exatamente como funciona seu instrumento e praticou cegamente por isso até ser o que é.

    Os links do texto com as patentes são as cerejas de um bolo que é pleonasmo… além das duas citadas, há outra, claro, de menor importância menor, mas há, para as guitarras EVH Wolfgang: http://www.google.com/patents/USD388117.

    Rankings à parte, afinal, vem o lado pessoal / tendencioso, é inegável que EVH está entre os primeiros. Quem não acha, tem que conhecer… e que conhece e continua não achando, talvez tenha que… sei lá, talvez não haja jeito de salvar mais.

    Só me resta elogiar à máxima potência disponível este post magistral e os comentários que seguiram, que são coisas que só neste espaço podemos ter a honra de ver desta forma. E esperar que um dia a Discografia Van Halen seja retomada por aqui, pois faz uma falta imensa…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  8. Quero aqui fazer coro a merecida veneração feita neste post e comentários ao tremendo guitarrista, músico e engenheiro de instrumentos que é EVH.
    Confesso que não conseguia compreender boa parte dos efeitos inventados/desenvolvidos por EVH e assim, gostei muito dos vídeos explicativos.
    Os comentários, são sensacionais. Vejo que um músico de qualidade como muitos dos comentaristas aqui, devem admirar mais ainda EVH pela sua inventividade técnica exponencial.
    Como o Eduardo falou, não dá pra negar a identidade marcante que EVH tem como guitarrista. Numa eventual lista que eu fizesse ele é top5 certo.
    O post e seus comentários serve, mais uma vez, como uma aula e tanto de música. E de graça!!!!
    Mas só pra não concordar com tudo (espírito de porco detected) vou discordar, não do post do remote, mas da citação transcrita por ele. Nesta citação é insensado o solo de 10 segundos de EVH na primeira faixa do disco de estreia do Van Halen, Running With The Devil . Pois bem, escutando o “vídeo” ilustrativo percebo uma bela “ponte” (não sei se é o termo correto) de guitarra, mas certamente não me parece ser um SOLO de guitarra, e certamente não me parece tão explosivo assim. Sei lá, me pareceu um pouco exagerado. Já “Eruption” sim. Todos os elogios são merecidos. É off the charts mesmo, deste ou de outro mundo…

    Por fim, podemos concordar, não é presidente, que o prenome do músico deve ter tido um papel importante, afinal é um prenome de respeito! 😉

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  9. Texto consistente e embasado em fatos.
    Parabéns pelo post.

    Like

  10. Werlen, que bom ter você por aqui, e a honra da sua concordância sobre o post. Obrigado pelo comentário – apareça sempre
    Abraços
    Flavio

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  11. Valem a pena:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  12. Dica espetacular do Remote durante a semana – Eddie Van Halen Smithsonian Talk 2-12-2015:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

    • Muito interessante a reportagem!
      Há vários pontos como a relação de Eddie com substâncias abusivas durante sua vida, como isso funcionava com suas composições, grande maioria delas feitas na tour, e também sua relação com seus companheiros atuais e Mike Anthony, pra quem sobra mais.
      Um ponto crítico também é quando Eddie fica um pouco reticente acerca de novo material, quando pensa que 3/4 da banda gosta de rock e o outro “diamante da coleção” gosta de dance music.
      Excelente a dica, Eduardo!

      Alexandre

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