Chris Squire, um dos mais influentes baixistas do Rock Progressivo, morre aos 67 anos

39310_200515_1706_g No dia 28 de Junho de 2015, o Rock mundial perdeu um de seus maiores expoentes. Faleceu aos 67 anos de idade Christopher “Chris” Russell Edward Squire, o fundador de uma das maiores bandas do Rock Progressivo desde sua era dourada até os dias de hoje, o YES.

Diagnosticado em Maio de 2015 com leucemia eritróide aguda, uma rara variação da séria doença, Squire anunciou que estaria se afastando da banda para iniciar seu tratamento, sendo substituído na turnê Norte-americana “YES/TOTO”, que terá início em 07 de Agosto de 2015, pelo companheiro Billy Sherwood, que fora membro do Yes de 1997 a 2000, e seu parceiro no “Conspiracy”.

O YES fez o seguinte anúncio oficial sobre o falecimento: “It’s with the heaviest of hearts and unbearable sadness that we must inform you of the passing of our dear friend and Yes co-founder, Chris Squire. Chris peacefully passed away last night in Phoenix Arizona, in the arms of his loving wife Scotty. For the entirety of Yes’ existence, Chris was the band’s linchpin and, in so many ways, the glue that held it together over all these years. Because of his phenomenal bass-playing prowess, Chris influenced countless bassists around the world, including many of today’s well-known artists. Chris was also a fantastic songwriter, having written and co-written much of Yes’ most endearing music, as well as his solo album, Fish Out of Water. Outside of Yes, Chris was a loving husband to Scotty and father to Carmen, Chandrika, Camille, Cameron, and Xilan. With his gentle, easy-going nature, Chris was a great friend of many … including each of us. But he wasn’t merely our friend: he was also part of our family and we shall forever love and miss him.”

Chris Squire pode ser considerado um dos mais influentes baixistas de Rock de todos os tempos. Nos 21 álbuns gravados com o YES de 1969 a 2014, Squire sempre se destacou por seu timbre original e fraseados intrincados no baixo, assim como seus backing vocals perfeitos, como nas clássicas “Roundabout” do LP “Fragile” de 1971 e “Tempus Fugit” do LP “Drama”de 1980:

Aqui vemos Squire com o Yes em Montreux em 2003, tocando sua peça solo The Fish (Schindleria Praematurus)”, também do álbum “Fragile”:

Cabe a nós lamentar esta perda súbita e irreparável, sem deixarmos de celebrar a impecável obra perpetuada por este grande instrumentista e compositor. Mais um dos nossos grandes mestres nos deixa…

keep proggin’

Abilio Abreu



Categories: Off-topic / Misc, Yes

6 replies

  1. Realmente uma enorme perda para o mundo da música. Não conheço muito esta “vertente” do rock mais progressiva pelo lado de bandas como o Yes, mas é inegável o que Chris deixa de legado ao mundo das cordas mais grossas – inegável ao ponto do cara ser uma unanimidade em seu instrumento, algo raro e que destaca ainda mais a importância dele para o rock.

    Todas as homenagens são válidas e importantes, e como sempre digo, é muito importante que a gente aproveite nossos ídolos – tudo é gerenciável, menos isso…

    Abilio, muito obrigado por registrar este difícil post para você por aqui.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  2. É Abílio…

    complicado demais esse tempo que vivemos (os que tem entre 35 e 45 anos) assistindo seus ídolos completarem 70/80 anos se despedirem de seus súditos.

    A cada mês uma despedida. Bem, como bem lembrado por você temos a obra e também temos a nós mesmos.

    Que mais gênios surjam e que sejam eternos.

    Abraço,

    Daniel

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  3. Vão-se os gênios, ficam suas obras!

    Esse deixou, com sobras, muito de sua genialidade em suas obras..

    É difícil escrever alguma coisa por aqui, Chris foi único em seu instrumento, verdadeiro craque entre os maiores craques. Sua influência, então, talvez seja aquilo que venha a competir em grandiosidade com suas músicas.

    Endosso as palavras do Eduardo e concordo tristemente com a afirmativa do Daniel, ambas acima.

    E agradeço, Abílio, por ter nos segurado a barra de nos trazer essa homenagem pra lá de justa. Não vejo ninguém melhor pra fazer isso do que você.

    Muito obrigado .

    Alexandre

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  4. Mais um “daqueles”…
    Demorei para escrever aqui, as vezes é dificil se acostumar com essa idéia; é melhor ir pela recomendação do Ale aí em cima: fica uma magistral obra. Esse é um dos caras que ultrapassam o papel de músico em seu instrumento. Baixista é uma palavra muito simplória para descrever o comportamento de Chris. Mentor, compositor, lider, exímio instrumentisma, criador e executor de harmonias vocais, diretor musical do Yes, e falta treco aqui, hein…
    Como eu sou um mero aprendiz das 4 cordas (no meu caso atualmente 5) posso afirmar que Chris traz um estilo que não encontra outros similares (pelo menos não conheço) com seu eterno Rickenbacker. Só para ter uma idéia de quanto inusitado era seu estilo, enquanto a grande maioria dos baixistas – lá nos anos 60/70 procurava manter a base e os tons mais graves, Squire já permeava fortemente o campos dos tons mais agudos e timbres diferenciados, médios e agudos e não se preocupava em manter aquele gravão caracteristico de um instrumento de sustentação. Usava dois amplificadores, um para cada captação. No fim o que acontecia é que brilhavam as linhas do seu instrumento, que ultrapassava qualquer definição do papel do velho contrabaixo.
    Mais uma perda irreparável, fica a marca, a sua obra inquestionável, irrepreensível.

    Aqui em 3:57, em detalhe – Chris e seu baixo Rainney de 8 cordas…

    CHRIS (RIP)

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  5. Minute-men,

    Acompanhando os desdobramentos da morte do baixista e único membro do Yes que participou de todas as formações, tocando em todos os shows que a banda fez em suas dezenas de anos, me deparei com a notícia de que o desejo final de Chris era que o Yes durasse para sempre, ou seja, nem mesmo a morte de todos os membros originais acabará com a banda, que sempre com substitutos de qualidade para continuar com a banda por todo o resto da humanidade na face da Terrra.

    Assim sendo, como já mencionado acima sem grandes detalhes, no leito de morte Squire convocou seu parceiro multi-instrumentista Billy Sherwood, com o qual gravou o CD “Conspiracy”, para substituí-lo na tour já agendada YES/TOTO, pois não queria que sua doença (e/ou morte) não prejudicasse nenhuma das bandas com um eventual cancelamento da tour. Essa história é contada na íntegra no seguinte link: http://articles.philly.com/2015-08-06/entertainment/65247891_1_great-new-album-billy-sherwood-alan-parsons

    E em 07 de Agosto de 2015 aconteceu o primeiro show da tour, e o relato do que rolou lá me deixou bastante emocionado: o show iniciou-se apenas com uma luz branca iluminando o famoso Rickenbacker branco de Squire no local do palco aonde ele sempre ocupou, com o playback da maravilhosa composição do baixista, a faixa do LP “Tormato”: “Ownward”, e imagens do mestre passando nos telões.(http://ultimateclassicrock.com/yes-chris-squire-concert/).

    keep YES alive & kickin’

    Abilio Abreu

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