Desvendando “To Tame a Land”

Além dos já citados temas militares, o Iron Maiden nos brindou ao longo de sua carreira com diversas músicas baseadas em obras literárias dos mais diversos gêneros, tais como “Murders In The Rue Morgue”, baseado no texto homônimo de Edgard Alan Poe, e “Sign Of The Cross”, inspirada pelo romance “Em Nome da Rosa”, de Umberto Eco – apenas para citar dois exemplos menos óbvios (certamente teremos muitos outros nos comentários).

To Tame a Land”, música composta por Steve Harris que encerra o quarto álbum da Donzela, é mais um destes exemplos. A canção foi inspirada pela obra “Dune”, de Frank Herbert, que seria adaptada ao cinema um ano depois do lançamento de “Piece of Mind”. Com direção de David Lynch, o longa-metragem que contava com trilha sonora de Toto e prometia efeitos especiais revolucionários gerava grande expectativa, mesmo meses antes de sua chegada às telas.

capas

Capas de algumas das muitas edições do livro de Frank Herbert, além do pôster do filme de 1984.

A faixa originalmente teria o mesmo título do best-seller de ficção científica publicado em 1965, mas não obteve os direitos necessários para tanto. A lenda diz que, quando solicitada sua permissão para a utilização do nome, Frank teria respondido que “não gostava de bandas de rock, em particular bandas de rock pesado como o Iron Maiden”, e que a melodia em si não representava o universo que ele criara. Entretanto, as subsidiárias da EMI na Itália e em Portugal adiantaram-se na produção dos álbuns, erroneamente atribuindo o título “Dune” para a faixa de encerramento nas capas e adesivos do vinil (os encartes indicavam o nome correto, “To Tame a Land”), algo que seria corrigido apenas na prensagem seguinte. Relativamente fácil de encontrar atualmente no eBay, esta “edição limitada” com o título “Dune” era, até o início dos anos 1990, um dos misprints mais cobiçados por colecionadores, ao lado da lendária contracapa azul do álbum “Somewhere in Time”.

piece

Esta versão pode ser confirmada (de forma bastante eloquente e educada) pelo próprio Bruce Dickinson, em seu discurso introdutório da música neste show no Canadá, em 1983:

A história gira em torno da extração e comércio de uma droga chamada melange (ou simplesmente ‘spice’), substância que aumenta a vitalidade e expande os sentidos de seu usuário, chegando a conceder habilidades de percepção extra-sensorial dependendo da dosagem. Sua utilização permite que os Navegadores enxerguem os caminhos entre o espaço-tempo, dando-lhes a habilidade de atravessar grandes distâncias instantaneamente (a chamada “capacidade de dobra”, no melhor estilo Jornada nas Estrelas). Quem domina o spice, portanto, controla a capacidade de viagem interestelar – além de todo poder e status conferidos a quem possui tão valiosa substância.

O spice existe em apenas um planeta chamado Arrakis, também conhecido como Duna, por seus vastos (e mortais) desertos. O livro mostra como duas famílias (Casa Atreides, do planeta Caladan, e Casa Harkonnen, do planeta Giedi Prime) batalham politicamente junto ao Império pelo direito de explorar Duna comercialmente, enfrentando seus perigos naturais para extrair e transportar o melange. O Imperador, por sua vez, vê a Casa Atreides como uma ameaça ao seu poder e alia-se à Casa Harkonnen para destruí-los.

Discordando do que disse Frank Herbert, a introdução de “To Tame a Land” poderia muito bem substituir a trilha original de Toto no filme de 1984. É possível mentalizar o ambiente, as dunas e o deserto apenas ouvindo a guitarra e o baixo, acompanhados do soprar do vento ao fundo, representando muito bem o clima descrito no texto do autor. Um arranjo com muitas similaridades poderia ser ouvido mais de uma década depois, não por acaso, em “The Nomad”, do álbum “Brave New World”.

Após a introdução relativamente calma, acordes pesados juntam-se a uma linha de baixo constante (e muito presente) apresentando o clima de tensão escolhido pela banda para descrever a trama. Quando entram as letras a melodia muda levemente – trecho este de que me lembrei imediatamente ao ouvir “Dance of Death”, do álbum homônimo, vinte anos depois (OK, confesso que aqui é necessário um tanto a mais de spice para que a mente seja expandida a ponto de fazer esta associação).

Toda a primeira parte da letra, acompanhada dos riffs pesados e constantes, ambientam a descrição do mundo de Arrakis e do sistema ao seu redor – descrição já não-cronológica, e que faz ainda menos sentido àqueles sem conhecimento prévio do livro ou do filme, apresentando sem cerimônia termos desconhecidos do público geral, como veremos:

He is the king of all the land
In the Kingdom of the sands
Of a time tomorrow

He rules the sandworms and the Fremen
In a land amongst the stars
Of an age tomorrow

O Reino das Areias, naturalmente, é referência ao planeta Arrakis, conforme descrição anterior. “Ele” é Paul Atreides, personagem principal da história, filho do Duque Leto Atreides e herdeiro direto do trono de Caladan, uma das Casas que pleiteia junto ao Império o direito de explorar o spice. Paul foi treinado durante toda sua vida nas artes de combate, estratégia e costumes locais, além de aprender sobre as artes Bene Gesserit (a seguir) com sua mãe, Jéssica.

Os habitantes originais do planeta Duna não são humanos, mas sim vermes gigantes, de centenas de metros de comprimento e milhares de anos de idade. Tais vermes, ainda em sua forma de larva, originaram todo o spice existente no planeta. São atraídos por vibrações, por isso agem como guardiões naturais do spice, atacando veículos de mineração e extração, tornando a atividade extremamente perigosa.

Os Fremen são uma pequena civilização humana que atualmente habita Duna, e desenvolveu ao longo dos anos técnicas de sobrevivência em ambiente tão inóspito. Entre outras habilidades, eles desenvolveram técnicas de ‘cavalgar’ os vermes gigantes do planeta, atividade que serve como ritual de passagem em sua cultura. Paul Atreides passou por este ritual antes de se tornar o líder dos Fremen e comandar a retomada de Arrakis.

He is destined to be a King
He rules over everything
On the land called planet Dune

Body water is your life
And without it you would die
On the desert the planet Dune

Without a stillsuit you would fry
On the sands so hot and dry
In a world called Arrakis

A vida no deserto só poderia ser sustentada por mais que algumas horas com o uso de um “traje distilador”. Este traje de várias camadas filtra os fluidos corporais, impedindo a perda de líquidos e permitindo a reabsorção. Foi inventado pelos Fremen, que consumiam a “água do corpo” de seus colegas caídos de forma ritual. Diversas outras versões surgiram entre as diferentes civilizações, embora nenhuma tenha atingido a eficiência do traje original.

It is a land that’s rich in spice
The sand riders and the “mice”
That they call the “Muad’Dib”

Sand riders” é a denominação dada àqueles com a habilidade de montar e ‘cavalgar’ os vermes gigantes. Muad’Dib é o nome dado a uma outra espécie nativa, similar a um rato, que consegue também sobreviver em deserto aberto. Para os Fremen, a figura que surge em uma das luas no planeta é parecida à silhueta desta criatura, e ele considerado símbolo de resistência. Ao juntar-se aos Fremen, Paul Atreides utilizou Muad’Dib como nome nativo, passando a ser conhecido desta forma.

He is the Kwizatz Haderach
He is born of Caladan
And will take the Gom Jabbar

He has the power to foresee
Or to look into the past
He is the ruler of the stars

Bene Gesserit é uma sociedade formada por mulheres, cujo objetivo é guiar a humanidade por um caminho de iluminação e estabilidade. Possuem diversos poderes extra-sensoriais adquiridos através de um ritual que também envolve o spice, que lhes garante o poder da memória genética – o conhecimento das lembranças de todos os seus antepassados, desde os primórdios da humanidade. Por centenas de gerações as mulheres desta sociedade aprimoraram seus genes, com o plano de gerar o chamado Kwizatz Haderach, um membro masculino desta sociedade que pudesse ver o passado através da memória genética, mas também enxergar o futuro através de seus sentidos aprimorados pelo spice. Este é Paul Atreides, nascido no planeta Caladan.

Gom Jabbar é uma pequena agulha envenenada que pode ser presa à ponta de um dedo, tornando-se uma arma que pode ser facilmente escondida. Paul teve seus instintos testados pela Madre Superiora das Bene Gesserit enquanto esta pressionava o Gom Jabbar contra seu pescoço, e seria morto por ela caso falhasse.

Com todo o ambiente descrito nas primeiras estrofes, a música é quebrada e passa para seu segundo momento, em que o baixo de Steve Harris toma a frente e as letras falam sobre a profecia:

The time will come for him
To lay claim his crown
And then the foe yes
They’ll be cut down
You’ll see he’ll be the
Best that there’s been
Messiah supreme
True leader of men

Após ser traído pelo Império e ter seu pai capturado e morto pelos Harkonnen, Paul e sua mãe Jéssica refugiam-se no deserto profundo, passando a viver com os Fremen. Com o tempo ambos aprendem os costumes e habilidades dos Fremen, enquanto passam os ensinamentos das Bene Gesserit para a tribo. Jéssica, grávida, torna-se Madre Superiora ao realizar o ritual da Água da Vida. Ao nascer, Alia, irmã de Paul, cresce e se desenvolve rapidamente, demonstrando poderes e habilidades nunca vistos em uma criança.

Paul decide também beber da Água da Vida, ritual ao qual homem algum jamais sobrevivera. Ao sobreviver, ele comprova que é mesmo o Kwizatz Haderach: adquire a memória genética e expande seus sentidos, tornando-se alvo de adoração religiosa por parte dos Fremen, que sempre acreditaram na vinda de um Messias que acabaria com todo o sofrimento.

And when the time
For judgement’s at hand
Don’t fret he’s strong
And he’ll make a stand
Against evil and fire
That spreads through the land
He has the power
To make it all end

Paul passa a sabotar a extração do spice, causando prejuízos aos Harkonnen e ao Império, obrigando-os a unir suas forças máximas para atacar a tribo e recuperar o controle de Duna.

Uma nova ponte repete as notas da introdução, em maior velocidade e acompanhada dos demais instrumentos, abrindo caminho para os solos de Dave Murray (4:58) e em seguida de Adrian Smith (5:19).

Após os solos, riffs rápidos e cadenciados representam a batalha pelo controle de Arrakis, entre os Fremen liderados por Paul Atreides e os exércitos da Casa Harkonnen, estes aliados aos Sardaukar (soldados do Império). Camuflado sob uma tempestade de areia, Paul “Muad’Dib” e os Fremen atacam a capital e destroem os exércitos inimigos. Alia, que havia sido sequestrada, assassina o Barão Harkonnen com o Gom Jabbar, e Paul confronta o Imperador, que deixa o trono.

Os riffs desaceleram aos poucos, retornando à calma linha de guitarra da introdução, novamente com o barulho dos ventos sobre as dunas ao fundo. Paul assume o posto de Imperador, com pleno poder sobre Arrakis e a extração do spice, alterando para sempre os rumos da exploração espacial e estabelecendo a paz entre as Casas e os Fremen.



Categories: Curiosidades, Iron Maiden, Letras, Músicas

8 replies

  1. Ao contrário de posts anteriores, em que a ideia era conciliar a música à história por trás das letras, tive um motivo pessoal para desvendar “To Tame a Land”. Após a primeira vez em que ouvi a música, sem acompanhar as letras e sem qualquer conhecimento prévio sobre o livro, fiquei extremamente frustrado por não entender do que se tratava a letra. Era impossível “tirar de ouvido” os termos criados pelo autor, e levaria anos até que eu conseguisse por as mãos num encarte (ou mesmo ter acesso à internet).

    Mesmo tendo as letras em mãos, posteriormente, foi apenas em meados dos anos 2000 que descobri a relação com o livro., e pensei: “essa música precisa vir com manual de instruções”. Hoje, com Wikipedia e fóruns, todo o ‘plot’ do livro pode facilmente ser encontrado, mas ainda assim achei que era material interessante o bastante para fazer parte do nosso Minuto HM.

    Muito depois finalmente tive a oportunidade de ler o livro, além de ver o filme de 1984 e a minissérie de 2000 – só não tive paciência para os spinoffs. Recomendo o filme de 1984, que tem também a participação de Sir Patrick “Picard Xavier” Stewart. Uma curiosidade: ao final ‘oficial’ do filme CHOVE em Duna, algo que destruiria toda o spice do universo uma vez que ele só pode ser gerado em um ambiente totalmente seco. Há muita discussão a respeito nos fóruns por aí…

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  2. Excelente post.
    Como a agente aprende.
    Espero que os especialistas em Iron entrem aqui também
    Caio, muito obrigado

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  3. “To Tame a Land” é uma das minhas muitas músicas preferidas da Donzela, simplesmente maravilhosa!
    Mas ressalto que esta é a música de encerramento do álbum Piece of Mind (1983), o quarto do Iron Maiden. Segundo disco com Bruce Dickinson nos vocais (o primeiro foi o The Number of the Beast, o mais famoso da banda) e o primeiro com Nicko McBrain nas baquetas, substituindo Clive Burr (RIP), formando assim com Steve Harris, Adrian Smith e Dave Murray, além do próprio Dickinson, uma das melhores formações do heavy metal.

    Destaque também para a soberba arte gráfica de Derek Riggs, que mostra o mascote Eddie lobotomizado num manicômio, e a produção impecável do competente Martin Birch. Aliás, todo o disco Piece of Mind é tão fod* que com ele eu consigo irritar os vizinhos insuportáveis que curtem Safadão, Anitta, Justin Bieber, Marília Mendonça e outras “podreiras” musicais do nosso tempo. Piece of Mind foi feito numa época em que estas “podreiras” ainda não existiam na música. Bons tempos aqueles… agora temos que aturar isso… uma lástima!!!
    Uma curiosidade é que até minha mãe, que é evangélica e que não curte muito a Donzela de Ferro, ama ouvir o Piece of Mind!

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  4. Caio, estou verdadeiramente estupefato com mais uma texto genial seu brindado a este espaço. Não sei nem o que fazer aqui… além de tudo, sua redação fácil, atenciosa aos detalhes (resumindo, impecável) me fez ficar triste quando o post chegou ao fim… não há mais conflitos para serem contados? Não há um segundo livro / filme? Hehehehe…

    Brincadeiras à parte, a questão do nome, o vinis prensados com o nome que seria o primeiro desejo de Steve (não poderia ser de mais ninguém essa genialidade toda nessa fase da banda), um pouco (bem pouco) dessa história tão bem “desvendada” já era de meu conhecimento, mas agora de vez a cabeça abriu. E estamos falando do Piece Of Mind, meu álbum favorito da banda (do Remote também) em disputa ferrenha com seu sucessor, então é ainda mais prazeroso ver como nada no Iron Maiden existe por “existir”.

    A música em termos de interpretação e qualidade final deve ser classificada como algo genial de Steve e banda. Está tudo certo ali – até o vento, que neste caso é mais que justificável, hehehe. To Tame A Land é a faixa que fecha um disco tão forte, tão perfeito, que muitos podem nem chegar nela – e não sabem o que estão perdendo. A música compete com extrema facilidade com outras músicas mais conhecidas do disco, e tem um sonoridade única no disco – sem contar todo o clima gerado, que agora lendo seu texto, tenho que concordar que representa bem o proposto, para desgraça de Frank Herbert. Mas o Bruce disse como a banda ficou após a negativa, e isso não poderia ter uma postura mais rock and roll que o que ele disse na (rápida) versão da oportunidade em Montreal. Bruce, aliás, é outro destaque óbvio na interpretação e, claro, com uma voz poderosa que o mundo começava a ver mais de perto depois da sua entrada na banda apenas um ano antes…

    O post e seu comentário pessoal ainda trazem mais informações e dicas. A curiosidade em ver o filme agora aumentou – aliás, preciso fazer uma lista de filmes “Iron Maiden”…

    As inspirações literárias da banda, especialmente até o final da década de 1980, é algo que não canso de valorizar e reconhecer como fundamental para moldar o que o Iron Maiden se tornaria. Aí, lhe pergunto, humildemente e sedento por uma resposta positiva: o Kelsei está fazendo a discografia da banda, mas podemos ter aqui mais da série “Desvendando” para o restante do álbum? Sun And Steel e Still Life apresentam inspirações também literárias, bom, o álbum inteiro tem inspirações em filmes, mitologia, literatura… é o Piece Of Mind, oras bolas!

    Novamente sedento, deixo mais um merecido parabéns – e obrigado pela aula.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  5. Bem, eu preciso dividir esse comentário em três :
    1)Ao contrário das que é a maioria dos apreciadores, eu achei o filme muito ruim. Os ” efeitos especiais” parecem de um filme Z , um trash-movie feito de forma independente. E, pra deixar claro, eu vi o filme ainda na época dos videocassetes, a expectativa em relação aos tais efeitos especiais fora da curva eram bem menos acuradas. É o pior de um filme que não me agradou em nada, em verdade. Mas deixo em aberto a possibilidade de mais uma avaliação, tanto anos depois.
    2) Quando comentamos sobre a história, o livro e principalmente a música, a coisa dá uma guinada de 180 graus. Agora sim estamos falando de obras-primas, e a música foi dispensada pelo autor por puro preconceito. Eu a considero a melhor música do álbum, de uma harmonia ousada e com um trabalho instrumental que dentro do álbum em pouquíssimas faixas tem rival. O vocal é impressionante, mas aí acho que é uma constante do álbum, e aqui não é diferente.
    3) Que maravilha essa aula do Caio. Dissecou a faixa como sempre, mas com sempre é impressionante.
    Muito obrigado por mais uma aula grátis!

    Alexandre

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  6. Conheci esse post sem ter olhado o Minuto HM. “Ei, olha lá no blog que tem um post especial do To Tame a Land” … na hora pensei, putz, esse post deve ter sido direcionado pra mim, que no último podcast coloquei a música entre as 10 menos estrondosamente fantásticas …

    Nunca tinha ido atrás da história de Dune – confesso que os termos do romance são bem complexos para uma primeira leitura: muitos nomes não comuns embaralham rapidamente a cabeça. Acho que a letra foi um dos fatores pelos quais To Tame a Land nunca me atraiu … esse negócio de “Kwizatz Haderach” e “Gom Jabbar” não me desce … Outro ponto é o riff da levada da música – é sim ousado pro Maiden como o B-Side pontuou – mas eu nunca achei ele de “pegada”.

    Ah sim … o post .. rs … muito bem escrito! Aprendi tudo sobre Dune e me fez abrir a cabeça para alguns aspectos da canção. Nem sabia que tinha filme…

    Caio, você deveria cair de cabeça nesse seu “desvendando” … e eu sugeriria inclusive extrapolar para as obras solos do Bruce – Chemical Wedding tem material de sobra para muito aprendizado de história e mitologia, não antes de um “Desvendando Rime of the Ancient Mariner”!!!! 🙂

    Tive meu primeiro contato com o blog, inclusive, com “Desvendando ‘Empire of the Clouds'”. Suas análises são muito boas e precisas! Parabéns!

    Like

    • Apenas para reforçar que um post “Desvendando Rime Of The Ancient Mariner”, ainda que um tema mais conhecido dos fãs, seria um diferencial na ótica / capacidade de análise do Caio, que escreve de uma maneira que faz a gente ficar até mais perto da tela lendo.

      Eu mais que apoio!!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      Like

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  1. Iron Maiden – Discografia Comentada Episódio 05: 1983 – Piece of Mind – Minuto HM

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