Cobertura Minuto HM – Peter Frampton em NY – parte 1

O Minuto HM tem a honra, um verdadeiro privilégio, em voltar a fazer uma cobertura internacional e, desta vez, muito especial: Peter Frampton Raw: An Acoustic Tour, com show em um teatro que tem menos fama mas conta com sua história especialmente na ilha, St. George Theatre, localizado em Staten Island, New York City, United States of America!

E igualmente privilegiado é o assento que este que vos escreve estará – talvez a única vantagem que se tem ao ver um show sozinho em termos de disponibilidade, pois demorei a comprar ingresso para este show – cliquem na imagem e notem, dando o zoom, a primeira fileira com a “marquinha” do assento selecionado:

Estando localizado em Manhattan, o caminho neste perfeito dia de domingo se deu usando a lendária – e gratuita – The Staten Island Ferry, que continua transportando cerca de 22 milhões de pessoas anualmente, saindo do terminal localizado ao lado do famoso Battery Park em direção ao terminal St. George. Muito usada no dia-a-dia para quem precisa trabalhar no “melê” da cidade, também é mais do que usada pelos turistas, especialmente por aqueles que estão controlando de perto o orçamento e/ou tem pouco tempo para ver a principal atração do caminho – o mais famoso presente da França aos Estados Unidos: a Estátua da Liberdade, além da Governors Island e a própria famosa e formidável vista do “skyline” da “lower Manhattan”.

Acabei pegando um metrô errado – acho eu que eu não fui o único, pois uma boa galera também desceu depois de ver que estava no meio do Brooklyn ao invés da estação do Ferry e todos começaram a perguntar ou acionar os mapas. O retorno foi lento, já que o metrô em certos trechos mais afastados é em um ritmo desacelerado aos domingos. Mas cheguei tranquilo.


Embarcado, o passeio recheado de latinos é legal e vale a pena. Dizem que esse “borough” de NY é caído, meio deprê até. Do que eu vi, pelo menos nesta parte da ilha que até deveria ser meio que o principal, é caído mesmo, ainda mais pensando em Manhattan. E também não é aquela coisa legal das residências do Brooklyn. Mas é calmo e senti a mesma segurança do borough mais famoso. Ou seja, vale pelo passeio de orçamento controlado mesmo para ver a estátua. Ao vir, o ideal pelo menos é passar no “Staten Island September 11 Memorial” daqui, que além da homenagem, proporciona lindas fotos da parte baixa de Manhattan também. Acabei andando mais é vendo outras coisas, mas nada a destacar. 

Já o teatro está localizado apenas a duas quadras do terminal. Aberto em 1929 com um design barroco espanhol / italiano, lustres gigantes e todos os “adornos” que são tipicamente europeus, o teatro foi idealizado com o objetivo de conseguir “competir” com as famosas casas de teatro em Manhattan. Na sua história, o local foi vendido algumas vezes e seus donos iam variando seu uso, com filmes, night club, pista de patinação… o local meio que teve de tudo. E, como curiosidade adicional: no filme School of Rock, de 2003, a famosa cena final (“Battle of the Bands”) foi filmada no local, em um período que o teatro estava fechado ao público, sendo que foi novamente reaberto ao público apenas em 2004, após ser totalmente restaurado. Ainda sobre o filme, já que entrei no assunto, há também outra cena feita em Staten Island, no bar / karaoke onde Jack Black toma uma cerveja com a diretora da escola e onde ele bota um som e ela finalmente se abre. Trata-se do Cargo Cafe, que infelizmente já fechou.

Atualmente, só abre quando há realmente algum evento, então é mais uma oportunidade de poder conferir o local. Desde sua última reabertura, o local já recebeu nomes como Huey Lewis and the News, Yes, Kansas, Ringo Starr, Blue Öyster Cult, The Beach Boys, The B-52s, Cindy Lauper, Art Garfunkel, Riot, Alice Cooper, entre muitos outros.

A fachada atual do local está em reforma. Cheguei ao local 1h20 antes do horário do show e parece um local abandonado, hehehe. Há até como estacionar na mesma rua do show sem problemas. Aqui uma foto dos possíveis ônibus de logística do show de hoje, estacionados logo após o teatro.


A revista foi engraçada. O segurança pediu pra eu abrir a mochila que estou e jogar minha garrafa d’água fora. Feito tudo, ele viu umas bolachas (biscoitos aos críticos) e disse que também não era permitido. Ao dizer que eu não os consumiria, ele disse: “that’s ok, save them for after the show”. Educação gera educação. Falando em educação, reparem no avião também na entrada do teatro sobre uso do celular e fotografias…

Do lado de dentro, o teatro é bem mais bonito do que qualquer descrição. Há barzinhos vendendo, como se diz no popular, “uns gorós de qualidade, mano”. A coisa é alto padrão mesmo. Banheiros limpíssimos, merchan pagável para os padrões americanos, guest book devidamente assinado.


O pessoal vai chegando – corro o risco de ser o mais “jovem” da noite, pelo que vejo. Ninguém chega MUITO antes – todos chegam faltando poucos minutos – afinal, não há problema. Sentar nesta primeira fileira rendeu até um “what a spot, sir” da simpática funcionária do teatro. E realmente, estou literalmente a 2 metros do chão do palco. Na minha frente, apenas o “pit” rebaixado da orquestra com algumas poucas cadeiras hoje de prováveis VIPs.

Na PA, mais qualidade. Beatles, Lennon e outros clássicos das décadas de 1960 a 1980 – ou seja, o que normalmente interessa, mesmo.

Agora é esperar por Frampton e a expectativa que os clássicos não sejam economizados.


[ ] ‘ s,

Eduardo.

 



Categories: Agenda do Patrãozinho, Artistas, Cada show é um show..., Curiosidades

7 replies

  1. Uma pena o Peter Frampton ter saído de cena após o estrondoso sucesso do inicio da sua carreira
    Mande mais, presidente

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  2. “Viajar a trabalho” para o Eduardo tem um conceito beeem melhor que o meu rsrs

    Espero que você ouça por mim o cover the “While my guitar gently weeps” que o Frampton fez … é simplesmente incrível.

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    • Fala, Kelsei. Há de se aproveitar tendo disponibilidade e di$ponibilidade. E ainda tinham 2 shows sold out do Bon Jovi no MSG – pior que fiquei em um hotel ridiculamente ao lado do MSG – então ficou para a próxima. Acabei vendo um (bom) jogo da NBA com vitória do Knicks contra os 76ers na mais famosa arena do mundo.

      Sobre a música citada, essa específica acabou não rolando, mas ele falou muito da amizade dele com George e Ringo, especialmente, além de uma ou outro história com Paul. E teve cover de Beatles no show, mas deixemos para a tal da resenha que, um dia, há de vir…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  3. Peter Frampton, foi uma das grandes influencias que tive, quase uma porta de entrada para o rock and roll. Meus primeiros discos de vinil antes do Kiss, Iron, etc foram desse cara. Então é muito prazeiroso quando vejo um post desses. Alguns se lembram das propagandas de cigarro Hollywood, acredito por volta de 1981/82. Foi nessa que embarquei e pedi de presente de aniversário de 9 anos um disco do Peter Frampton, logicamente “Breaking all the Rulles”. Muito tempo depois vim a saber (pelo Flavio) da tragédia na carreira, manager, etc. O cara só se f…deu!!! Mas felizmente conseguir dar a volta por cima.
    Então ver que está tocando em um lugar tão especial é acalentador.
    Obrigado por mais uma pérola Eduardo!!!
    Long Live Peter!!!

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    • Excelente comentário, Claudio. Lembro de um chat seu aqui no #MHMBanging sobre escrever de Peter Frampton por aqui no blog – seria sensacional e um justo reconhecimento.

      O show foi muito legal, é mais uma das já inúmeras dívidas minhas por aqui… consegui filmar uma música, já que só se podia fazer isso nas 3 primeiras músicas do show (vídeo e foto), algo que foi extremamente monitorado tanto pelos funcionários do teatro quanto pela atração da noite (diria que até principalmente por ele).

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  4. Excelente, Eduardo, mas precisamos saber mais dos detalhes do show, já a sua vista foi privilegiada. Imagino o que é ter um Peter Frampton praticamente cara a cara.
    Traga a segunda parte , o quanto antes. A primeira é sensacional !

    Alexandre

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