Cobertura Minuto HM – Rock in Rio 2017 – primeiros dias: os velhos e inaceitáveis problemas básicos de logística e filas

E o (Rock in) Rio continua lindo… mas continua “pisando na bola”…

Às vésperas de um novo encontro de boa parte dessa “ galera” que habita o blog do Minuto HM, infelizmente, o objetivo deste post é alertar e novamente constatar que alguns dos problemas do Rock in Rio, já em sua quarta edição seguida neste formato mais plural, continuam a acontecer, especialmente no tocante ao desconforto de filas que são formadas sem sentido algum.

O problema tem um diagnóstico relativamente simples, mas de pouca ou nenhuma ação inicial da organização do evento e demais responsáveis. Há muito fluxo para entrada ou saída em determinado horário (situação já prevista) e nada de relevante é feito quando o problema acontece para evitar o empurra-empurra, demora excessiva, problemas de segurança, como furtos a celulares e carteiras e o que talvez seja pior, que uma catástrofe aconteça, face à sensação de que em algum momento aquele tumulto formado pode se transformar em um estopim que geraria pisoteamentos e riscos à integridade física dos frequentadores.

Tal fato já ocorreu em edições anteriores, seja na entrada com poucos profissionais para revista ou, o que talvez seja pior, na saída, pois há um “ gargalo” que limita a saída a um espaço incompatível com o fluxo formado.

Esse ano, no primeiro fim de semana, foi isso o que aconteceu, problemas na saída, tanto para quem deseja utilizar os transportes padrões indicados pela própria organização (BRT e Metrô), quanto para quem utiliza o intitulado  ônibus “Primeira Classe”. Nos links de meios de comunicação bastante conhecidos (Veja Rio e Estadão), há mais detalhes da saída desastrosa para utilização dos meios mais comuns de transporte.

Foto da Veja Rio

Foto da Veja Rio

Longe de querer ser elitista, tive o testemunho de que o serviço de “Primeira Classe” novamente (diga-se de passagem) também apresentou o mesmo problema. Filas enormes para acesso a poucas catracas eletrônicas, onde o acesso às diversas linhas de ônibus disponíveis se dá. No sábado passado, dois conhecidos meus tiveram o dissabor de se verem encurralados em uma fila que gerou além do desconforto, uma enorme sensação de insegurança, visto ao perigo eminente do qual qualquer tumulto pode acabar por causar.

A repercussão em imprensa, no entanto, é quase nenhuma. Fora os links acima expostos, nada consegui verificar, e o que se percebe é que os “módicos” R$ 100,00 (CEM REAIS!) que são gastos para ter um mínimo de conforto se tornaram, no caso descrito e acontecido no sábado passado, pura estratégia de marketing e propaganda enganosa. Aliás, fato que se repetiu em relação à edição de 2015.

Por fim, gostaria imensamente de estar aqui para traçar linhas sobre o festival, ainda que não fosse o momento, em vista de que as atrações de preferência dos habitantes deste blog ainda não se apresentaram.

Resta torcer para que quando lá estivermos estes problemas velhos relatados sejam minimizados ou solucionados. A organização orienta as pessoas a saírem antes do final do último show ou aguardar algum tempo (que não deve ser pequeno, cabe ressaltar), para evitar um problema que se pronunciava.

Foi-se o tempo que o festival comportava 250, 350 mil pessoas – essa lotação se reduziu em bem mais da metade, hoje em dia. Ao se propor parcerias com o serviço público para um evento deste porte, bem como trocar o local do evento, reduzir sua capacidade, etc, nada disso é treinado? Pois, ao que parece ao se ler os meios de comunicação do festival, é tudo muito “colorido”, “perfeito” (sem contar a irritante informalidade da comunicação, parece que somos todos acéfalos e sem qualquer senso minimamente crítico), tudo muito “uhul”, “que roupinha você vai? / qual seu (arghhh) look”, “isso aqui é Rock in Rio” (mostrando a roda gigante como se fosse mostrar uma pilha em uma padaria) e pouca qualidade de infra básica por um preço que, hoje em dia, não é mais competitivo.

E, aqui para nós, Sr. Medina, não dava pra pensar e efetivamente se basear em tantos e tantos exemplos do exterior – inclusive das edições do festival que levam o mesmo nome em outras grandes cidades do mundo? Ou as dezenas de anos à frente de um dos maiores festivais de música do mundo não foram suficientes?

Saudações,

Alexandre B-side

Com revisão e pitacos de Eduardo.



Categories: Agenda do Patrãozinho, Cada show é um show..., Off-topic / Misc, Tá de Sacanagem!

6 replies

  1. Vamos ver se alguém se manifesta oficialmente… e que seja sem “resposta genérica” ou mera “transferência de responsabilidade”…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  2. B Side seu skill de escrever textos esta excelente. Muito bom.
    Os mesmos e velhos problemas de sempre

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    • Rolf, obrigado pelas palavras. Na verdade, é uma lástima ter de escrever ( mais uma vez) sobre problemas de logística, que envolvem um desconforto inversamente proporcional aos preços cada vez mais exorbitantes. A equação parece ser :
      Custo alto para consumidor=serviços porcamente apresentados pelos prestadores.

      Eu gostaria de falar sobre alguns dos shows, das expectativas daqueles que ainda virão, mas todo o ano é isso de novo.

      Muito desrespeito com o consumidor, que , ao que parece, já se acostumou em boa parte e já acha que é normal isso.

      Eu não consigo, acho revoltante

      Um abraço, amiigo, você vai fazer falta esse ano por lá

      Alexandre

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  3. Para fazer uma espécie de atualização do conteúdo do post acima, gostaria de informar que os problemas de saída via ônibus Primeira Classe foram contornados no segundo fim de semana, pelo menos na sexta e sábado. Estive no Rock in Rio nesses dias e a instalação de muitas catracas na saída do evento resolveu de forma simples o problema. O que é estranho é que isso aconteceu em 2015 nos primeiros dias exatamente do mesmo jeito e exatamente do mesmo jeito foi solucionado. Fica a pergunta, precisava ter se repetido?
    Não posso precisar a questão que envolveu o uso do transporte público, gostaria de ter algum comentário aqui que mostrasse o que aconteceu.

    Saudações,

    Alexandre

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