[Exclusivo] Cobertura Minuto HM – Première da autobiografia “What Does This Button Do?”: “A Conversation with Bruce Dickinson”, Londres, Inglaterra – parte 3 (final) – resenha

Fala, galera!

Fechando esta cobertura exclusiva e mais que especial para o blog, trago um pouco de como foi a première do lançamento da autobiografia do Bruce, com o próprio fazendo a keynote no palco do Troxy, em Londres. Confira neste link mais sobre o livro e neste aqui o clima pré-keynote, com fotos e um vídeo.

Com exatos 12 minutos de atraso, um sorridente Bruce Dickinson entra no palco em clima de “cozinha americana”: no palco, uma cadeira alta e uma mesa com petiscos, água e Troopers, além de uma cópia do livro e um controle remoto para troca dos slides da apresentação. Não vi mais nada ali.

A primeira coisa que Bruce comenta para arrancar risadas especialmente dos “locais” foi que ele não sabia da existência do Troxy.”Que lugar é esse?”. Depois disse que o “adorou”. E na sequência, também arrancando mais risadas, Ele disse que “no espírito do nome do livro, vamos ver o que este botão faz” (apertando o controle remoto). Como no primeiro “clique” não aconteceu nada, as risadas continuaram.

Entra uma primeira foto com 15 anos ao lado do tio John. Diz que ele, Bruce, não era “rock star material”.

Antes de falar rapidamente de seus tempos no Samson, Bruce então mostra uma carta punitiva que recebeu em sua infância por “comportamento inadequado”: ele urinou na comida de um cara.

Bruce então conta um pouco de suas história no Samson, ainda que não existam novidades aos fãs. Ele meio que faz uma ponte explicando que há fotos e histórias no livro sobre sua fase pré-Iron Maiden, mostrando rapidamente fotos da época, inclusive uma onde ele aparece com “animal que não sei qual é” (um ganso “falso”), de bigode, com Clive Burr (Bruce no Samson e Clive no Maiden). Ao lado, uma foto (ele com uma blusa vermelha) na qual ele explica que são suas iniciativas em imitar Ian Gillan em termos de linguagem corporal também. Ele não fala, mas a foto em questão é no extinto Marquee, região do Soho londrino.

Dickinson então pega o livro e diz que 50% dele foi escrito em um pub. O publisher disse pra ele parar de escrever porque parece que existe um “right size”, e que suas (outras) histórias poderiam ficar para depois. A edição dada aos presentes é limitada e está autografada. Vem uma foto então já mais famosa em sua entrada na banda, também presente no livro:

Bruce então começa a ler diretamente do livro a história onde ele virou piloto de B747 e da visita no lugar onde o R101 foi construído – daí deve ter vindo a inspiração da música, imagino. Contou também a história de como surgiu o Ed Force One, como foi transformado, como da ideia original de usar para uma tour acabou virando três tours dado o sucesso do conceito.

Bruce continuou lendo o livro, falando de como surgiu a ideia do Bruce Air, muitas histórias do B747, dos pilotos, de toda a contingência que existe quando a banda está em tour em termos de pilotos e tripulações. Bruce então conta um pouco de seu voo ao Afeganistão ao qual ele trouxe de volta “troops” de seus compatriotas, arrancando mais efusivos aplausos da plateia. Neste momento, percebo que a keynote não seguirá qualquer sequência lógica cronológica, fato que se confirmou ao longo do “papo”.

Bruce comentou que Rod Smallwood está presente também, apesar de ninguém o ter visto por lá.

Na sequência, vem a história que depois do primeiro voo para Mumbai (nota Eduardo: do show que gerou a abertura da tour e do Flight 666), o piloto que ia para Perth passou mal com a comida indiana, e que Bruce estava no cockpit.

A leitura de Bruce é totalmente interpretativa, tentando levar o público para as histórias. Ele grita, faz piadas, mostra aquele lado teatral que sabemos. Ainda bem, pois senão teria sido bastante maçante o evento.

Então ele comenta sobre jet lag da tour (nota por Eduardo: a “Somewhere Back In Time“), que afetou principalmente ao Adrian. A ideia de quando ele montou as datas e locais de viagens tendo o fuso como centro era sempre acordar às 9h00 da manhã no local que estavam.

Depois diz que o Ed Force One deve ter sido o avião mais fotografado em 2008, já se preparando também para 2009 (nota por Eduardo: ainda da época da tour SBiT, e realmente, o avião foi uma grande atração e nós os vimos também na época).

O segundo tema foi o filme Chemical Wedding. Ele então conta uma história de uma foto de uma atriz que não estava no filme para fotografar como teaser do filme que era para chamar a atenção pois ela tinha “peitos grande”, e que “é isso que vende”, segundo o responsável pela divulgação do filme. Bruce então comenta que foi dali sairam também os vídeos de Abduction e Tyranny of Souls. Então ele diz que suas únicas palavras no filme são “he’s dead”.

Ainda sobre o filme Chemical Wedding, Diz que como não foram convidados ao Festival de Cannes, “vamos voar com nosso avião do Iron Maiden, encher de jornalistas e fingir que fomos convidados”. Fizeram isso – e deu certo.

Outra história, desta vez na África, Bruce conta que isolaram o avião porque o Eddie da calda assustou os locais e que ele (Eddie) “poderia ser contagioso”.

 

Bruce então mostra algumas fotos que também estão no livro, como as acima, e começa a abordar suas “roupas horríveis”. No livro, há legendas simples das fotos, mas nada relevante, na verdade. Uma delas ele explica melhor – na foto que está mais à direita da montagem com quatro fotos abaixo, ele diz que ninguém nunca reparou na sigla “MJ”, de Michael Jackson, nos tênis (“como um metalhead pode ser um ‘MJ’ no tênis e ninguém perceber?”):

Bruce então diz que há um tempo ideal para fazer palestras e as pessoas não perderem o foco. São já 45 minutos e ele anuncia um intervalo de 15 minutos.

O intervalo que seria de 15 minutos dura, na verdade, 29 minutos. Ele volta para esta segunda parte pedindo desculpas pela demora. E ele aproveita para voltar comentando e bebendo, sem qualquer compromisso com nada. Então é iniciada a parte de perguntas e respostas. Para tal, junto com o livro, foi entregue um papel para que cada participante pudesse, teoricamente, fazer sua pergunta. Claro que ele não leria todas, mas também foi anunciado que alguém passaria para recolher e centralizar as perguntas. Fiquei sentado o tempo todo e além de não passarem onde estava, não vi ninguém entregando os tais papéis de perguntas. Enfim… fiquei ali constrangido com o papel em mãos. Uma pena.

Não vi ninguém nem fotografando a keynote, mas também não vi ou ouvi nenhum aviso de proibição. Assim, segue um trechinho rápida da keynote:

Vamos agora a algumas das perguntas e respostas:

A primeira pergunta: como manter a voz boa tantos anos?

Resposta: se cuidando, tendo coragem em cancelar compromissos para não prejudicar para sempre a voz.

Segunda pergunta – seriado Paradise Club – vai voltar o personagem?

Resposta: How old are you?

Quando você vai abrir um pub Iron Maiden? (Com direito a aplausos dos presentes).

Resposta: Good ideia.

[Nota por Eduardo: há outras opções, por enquanto: aqui e aqui].

Qual foi a coisa mais estúpida que a banda já discutiu?

Resposta: uma delas está registrada – Mission from ‘Arry.

Qual banda você pagaria para ver hoje ou passado?

Resposta: Led Zeppelin, Purple, Jethro Tull no passado.

Is this it? Ou vai ter mais coisas da sua carreira solo e Maiden?

Resposta: yes and yes.

(Bruce então começa a comentar algumas coisas sem qualquer ordem e, como curiosidade, traz que  Coming Home foi inspirada voando a noite pelo Egito. Noite e luz. Deve ser o que os astronautas veem em maior escala. E o que o Nile realmente é aquele “verde enorme”).

O Iron Maiden tocaria no Royal Albert Hall?

Resposta: eu adoraria fazer “Empire of The Clouds” lá (levantando o público com muitos aplausos).

Any regrets? Faria algo diferente?

Resposta: diz que se arrepende de não entendido como Roy Z era bom produtor mas que mesmo assim não refaria nada da época do Balls to Picasso. Comentou ainda que, diferente do que muita gente acha, ele não tinha planos depois que saiu do Maiden.

Momento piada: Pergunta do “Eddie” – Achou que não estaria aqui? Tem um monte de lugar aqui.

Você teve um vocal coach?O que você ensinou ao Steve para cantar?

Nunca. Mas leu livros e pegou dicas. Não comentou nada de Steve cantando, mas respirou e deu uma risadinha rápida, fazendo o público rir.

Nota por Eduardo: Bruce levantou a voz uma hora para brincar em uma parte da resposta e a voz deu uma falhada feia.

Por que não tem tatoos ou tem escondidas?

Resposta: não tenho mesmo, tem história no livro sobre. Tem história de amigos dos anos 1960 que ele via fazer e tinha medo de se arrepender depois.

Já gritou Scream for Me e errou a cidade?

Resposta: Sim. Ele tenta disfarçar depois que erra tentando palavras com mesmo som.

Nota por Eduardo: bom, realmente ele já errou e em uma dessas vezes eu estava – ele disse “Scream For Me Sonisphere” em pleno “Download Festival” em Paris, França.

Qual o avião mais interessante que você pilotou?

Resposta: no Canadá – Lancaster – só tem dois no mundo, da WW2. Gostaria de voar um Spitfire ainda.

Design de Eddie favorito?

Resposta: da época egípcia – Powerslave.

Sua doença o motivou a fazer a biografia?

Resposta: deu uma motivação para terminar. Quando se recuperou, e ia sair para tour, ele achou que ali seria um um bom end point para o livro. Quando ele entrou no avião, ele brincou com um botão, o que ele fazia, e aí veio a ideia do título do livro.

Bruce complementou a resposta sobre o livro. Disse que cada caderno tinha 200 páginas para ele escrever. Se ele queria fazer correções, era só por do lado. Disse ainda que não tinha cópia do que escrevia, era cópia única e ele andava com isso para todos os lados, para desespero do seu staff que estava cuidando da logística da publicação. Depois ele comentou que quem ia passar a limpo sua letra era da Índia, e ele ficou confuso com isso, pois não sabia se daria certo. Obviamente, não deu e foram muitos os problemas com as expressões. Mas aí finalmente chegou a Mary, do Iron Maiden office, que poderia ler a letra do Bruce para quem profissionalmente digitaria o livro.

Dickinson diz que o livro também está saindo em formato de áudio (audiobook). E que o áudio tem 666 minutes long. Segundo ele, não foi planejado e que esse número continua o perseguindo…

Por fim, uma mulher pediu para ele gritar para ela…

E ele gritou… deu aquele tradicional grito estilo Aces High e saiu do palco tão rápido quanto a decolagem do Ed Force One. O local esvaziou em questão de 5 minutos…

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Artistas, Curiosidades, Iron Maiden, Resenhas

7 replies

  1. Muito legal Eduardo! Me senti como se estivesse junto com você. Uma oportunidade dessas não aparece todo dia. O evento pareceu bem organizado e como você comentou não ficou chato.
    O Bruce demonstra ser um cara simpático.
    Parabéns por ter participado do evento e mais uma vez agradeço por compartilhar conosco com tantos detalhes.
    Valeu!

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  2. Ainda lendo
    Fantástico isso aqui
    Fantástico meu amigo. Que honra vc poder nos compartilhar isso aqui

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  3. Engraçado o público londrino e só um Brazuca no meio. O Bruce vai embora e o lugar esvazia em 5 minutos… se fosse no Brazil ia ter uma fila de brasileiros em frente do palco do hotel pelas próximas 2 horas gritando pelo nome do Bruce (os demais estariam se deslocando para seguir a vã que o trouxe ao local).

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  4. Muito legal todo o relato, alguns trechos em particular, como a ironia com a voz de Harris.
    Gostei dele ter citado Empire of the Clouds. Penso e torço para que essa música um dia seja tocada, pela banda ou por ele, imagino em um evento especial.
    Complicado foi a sua pergunta ter ficada ” no ar ” . Ainda mais a sua, uma sumidade em Iron Maiden. Nisso nem eu esperava, mas a organização pecou.
    Eduardo, parabéns por tudo , você merece. E fica a pergunta . Como anda a leitura do livro ?

    Alexandre

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  5. Trechos da entrevista da PBS com Bruce (Charlie Rose) envolvendo o lançamento do livro e algumas coisas da vida de Bruce, incluindo o retorno para o Iron Maiden e esportes… além da “polêmica” do título na Alemanha por “diferenças culturais”:

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

  6. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    Like

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