Cobertura Minuto HM – Judas Priest e Saxon em Newark, NJ (EUA) – parte 2 – resenha

Fala, galera!

Primeiramente, o (infelizmente) tradicional pedido de desculpas pela demora em postar aqui esta segunda e última parte de uma excelente noite de heavy metal nos EUA. O tempo, ahhh, o maldito tempo…

“Segundamente”, e com a devida licença do tema “música”, pela data de 01/maio/2018, tenhamos todos Ayrton Senna da Silva em nossos pensamentos. Já se vão 24 anos sem o maior e melhor de todos, e de todos os tempos.

Então vamos lá: Prudential Center, Newark, NJ, Estados Unidos da América. Depois de um dia sensacional em Manhattan (as usual) e com direito até à visita na Pop-Up Store do Judas, era finalmente hora de ver, pela primeira vez, o Saxon, e ter o prazer de ver o Judas e sua “formação remendada” em ação. Mas falemos disso já, já.

A noite, entretanto, começou pontualmente com o Black Star Riders, que tocou 8 músicas, sendo uma delas um extremamente competente cover de Jailbreak, do Thin Lizzy, que todo fã da banda entende dada que a banda é uma “encarnação” do que era o Thin Lizzy.

Um show bastante competente, mesclando sons dos 3 álbuns da banda, com o vocalista de voz potente sempre saudando o público e especialmente entendendo seu lugar em uma noite que abriria para 2 nomes de tanta tradição do heavy metal. O público, que pouco a pouco preenchia as cadeiras da arena, retribuiu com muito apoio e interação. Destaques para os guitarristas, excelentes. O som da casa também deve ser destacado: estava ALTO e muito bem equalizado, prometendo muito.

O show passou rápido, e isso em banda de abertura é sempre um bom sinal. É uma banda a se conhecer mais do meu lado – e se alguém já tiver alguma dica, sou todo ouvidos.

Galeria de fotos e setlist:

Mal se deu a saída da primeira banda da noite e tudo começou a se ajeitar para o Saxon. Ao fundo, já se via uma parte do palco do Judas antes da tela do Thunderbolt e a bateria com bumbo duplo ganharem destaque.
O Saxon, infelizmente, não tinha tempo para seu show completo e, tirando o playback de abertura, executou somente 11 músicas, sendo 4 delas do novo álbum que nomeia a tour. Aliás, o Thunderbolt contou com Andy Sneap na produção do álbum. Andy, que hoje preenche a vaga de Glenn Tipton na banda headliner da noite, tem em seu CV muitos outros nomes de peso do metal como Megadeth, Accept, Exodus, Testament, Opeth, Blaze Bayley, Arch Enemy, Kreator, entre outros. Ou seja, não poderia ser mais “fácil” entender o link entre Saxon e Judas, e para Andy, o grande momento de sua vida profissional assumindo uma posição no Judas.
Voltando ao show, deu para notar que o Saxon queria aproveitar cada segundo no palco e, em noite inspirada, trouxe o som nitidamente anos 1980 de volta, para a alegria minha e dos presentes, fãs desta década de ouro do heavy metal. O Saxon é um dos exemplos mais clássicos de como se fazia metal naquela fase e, ao vivo, é exatamente isso que temos. Muita energia no palco, há de se ressaltar!
Peter “Biff” Byford continua merecendo ser destacado. Mostrou além de presença de palco que sua voz continua muito boa. O entrosamento da banda é total e isso se refletia na execução das músicas que, aliadas à qualidade do som da casa, entregou uma grande noite de metal. O bumbo duplo presente foi usado por Nigel em praticamente todas as músicas, para alegria deste que vos escreve e é fã da prática.
Abaixo o vídeo de Motorcycle Man, única representante do álbum Wheels Of Steel, onde dá para entender muito do que tento passar em palavras do privilegiado local que eu estava na casa. Vejam que versão excelente brindada aos americanos e este brasileiro aqui:
A banda seguiu intercalando seu set com músicas do novo álbum entre os clássicos dela, trazendo um pequeno trecho de Sons Of Odin em They Played Rock and Roll. O final do show se aproximava e os clássicos absolutos era aguardados, sendo Crusader também capturado:
Outros 3 clássicos ainda viriam – Princess of the Night, Denim and Leather e Heavy Metal Thunder – para fecharem um rápido mas preciso set, terminando um show de uma banda que merecia melhor destaque no mundo do metal e um show com gosto de “quero MUITO mais”.
Galeria de fotos e setlist:

Ahhh, o Judas Priest. A “aula de metal”. A banda que achei que não veria mais. Nunca é demais ver Halford e quem ainda bravamente resiste levando este nome tão fundamental do heavy metal. Ouvi bastante que “a banda deveria acabar”, “isso aí não é Judas”, “viraram um cover deles mesmo”. São opiniões válidas e corretas. Logicamente, a banda, especialmente agora sem seus guitarristas, perde sua identidade, não há como negar.

Mas fazendo o contra-ponto, temos o lançamento do Fiwepower. E que disco. Há a questão se Glenn tocou ou não no álbum, dada sua condição de saúde. Isso ainda não é claro o suficiente, mesmo o discurso oficial seja que sim, ele tocou. E, se não tocou, o contra-ponto fica ainda mais forte, já que as críticas tanto dos “especializados” quanto de nós tocam na mesma tecla dos melhores adjetivos de classificação do álbum.

Ao vivo, obviamente se perde muito do “visual clássico” da banda, dos momentos emblemáticos que os guitarristas ficavam lado a lado, dobravam suas guitarras, e que identificam o heavy metal e o Judas. Mas, sincera e honestamente, Halford, que de bobo não tem nada, tem ao seu lado no momento 2 guitarristas que, apesar de não serem e nunca terem como recriar aquilo que os originais fizeram, de maneira alguma decepcionam em nenhum aspecto técnico, sendo o resultado, em minha opinião, tão bom quanto ao vivo.

Há ainda de se destacar outro fator importante para o “ao vivo”: quem viu os últimos shows do Judas ainda com Glenn, notou que infelizmente a banda estava “lenta” – músicas como “Metal Gods” estavam quase “parando”. Não se sabia, até então, a razão principal para tal. Dava para “desconfiar” das guitarras, porque Travis, em momentos como a abertura de Painkiller (bom, ela inteira), sempre deixou bem claro que ali não era o gargalo. O vocal poderia ser outra interrogação, e sim, é óbvio que hoje em dia contribui um pouco, mas ladies and gents, Halford está muito, muito bem. Então, com o triste anúncio da luta de Glenn contra o maldito Parkinson, ficou mais fácil concluir onde estava a “dificuldade” e que com outro guitarrista, o som da banda voltasse estar “normalizado”. E foi o que este show mostrou.

Feita esta importante abertura, já que a banda realmente está descaracterizada, fico mais tranquilo em escrever que, após ver a banda ao vivo e com a alegria que se deu ao final, eu não tenho dúvidas que quero que o Judas continue, pelo tempo que puderem.

E tão logo o show do Saxon acabou, a movimentação foi intensa no palco. Um gigantesco banner foi içado e todos tentavam se concentrar em uma grande leitura que ele proporcionava. Como não um pouco transparente, ao fundo dava para ver os trabalhos de palco continuando, como por exemplo a bateria de Scott ficando em nível elevado.

As 21h10, War Pigs, do Sabbath, soava dando o sinal que o show começaria, emendado este playback com outro trecho de Guardians, nova faixa da banda. Com Halford como sempre o último a entrar, o Judas em sua formação atual com Scott Travis, Richie Faulkner (ex guitarrista da banda da Lauren Harris, filha do chefe Steve Harris e substituto do original e agora “aposentado” (história ainda a ser esclarecida direito) K.K. Downing), Andy Sneap no lugar de Glenn Tipton, Ian Hill no baixo e Halford na linha de frente abria o show com a primeira das 19 músicas tocadas na noite, a ótima homônima do novo álbum, Firepower.

Já ali, nos primeiros momentos no palco, já deu para confirmar que a banda voltaria a tocar em uma velocidade “normal”, digamos assim. Firepower é uma música desafiante, rápida, com muito bumbo duplo, guitarras dobradas, ou seja, tudo que o Deus Metal nos pode dar de bom e do melhor. E ali já dava para ver a ótima noite que viria pela frente.

A dupla de guitarras, claro, era o que mais gerava dúvida de como “funcionaria”. E funcionou muito bem. Andy, claro, fazendo a base e claramente se posicionando como alguém que entra em uma estrutura monstruosa. Respeitosamente e também detentor de um estilo não espalhafatoso, claramente não chamava para ele a atenção, papel que Faulkner claramente assumia a cada solo. No geral, boa química e muita competência de ambos lados. A banda está forte, pelo menos no quesito ao vivo.

Após Running Wild, um trio matador com Grinder, Sinner e The Ripper, com o Metal God soltando pouco a pouco uma sua voz, especialmente nos refrões e executando com competência os trechos mais altos das músicos.

Nesta tour, o palco do Judas está um dos melhores que já vi da banda, se realmente não for o melhor. Além do materiais gráficos palco serem excelentes e em altíssima resolução, os telões igualmente trazem vídeos, animações, interações e as capas dos álbuns em qualidade excepcional. Para mim, ainda mais com bandas como o Judas, entendo que apesar de isso não ser prioridade, ajuda a guiar o fã pela discografia da banda e por músicas emblemáticas, como The Ripper.

Lightning Strike, outra sonzeira do disco novo, veio na sequência e não faria nada mal em permanecer nos sets futuros da banda.

Com diversas trocas de jaquetas, Halford foi “esquentando” e tendo a dizer que mais para o meio do show, com músicas onde ele precisa ir variando seu vocal entre tons mais baixos e altos, ele mostra que ainda está em forma.

O set continua e logo a dispensável Turbo Lover chega, talvez para mim a única música que poderia dar lugar a TANTAS outras. Mas, assim como tantas outras músicas de outras bandas que questionamos, é inegável que Turbo Lover é cantada a plenos pulmões pela galera. Eu, apesar de não achar a música ruim de maneira “isolada”, a trocaria por umas outras 50 da discografia do Judas e que em um set matador como este, faz mais sentido. Mas, convenhamos, isso é só um mero desejo meu e é óbvio que ter um momento como este no show é válido ao grande público.

O Judas então traz então seu único cover famoso da noite com The Green Manalishi (With the Two Prong Crown), do Fleetwood Mac. Vale ressaltar que a banda não havia tocado esta faixa na tour até então, e mais: não a tocava desde 2012. Um bom retorno, sem dúvidas, com Angel, assim, ficando de fora.

O show vai passando da metade e mais clássicos são esperados, é claro. Entre outras, a banda chega a You’ve Got Another Thing Coming e Hell Bent For Leather, e o celular é trocado do modo “foto” para “vídeo”:

Não faltou o grande e mais que clássico momento de Halford entrando com a moto no palco. Após um ou outro incidente, é muito bom ver que ele não abandonou a ideia e que continua com o “ritual”. Neste momento, e cantando sentado na moto, deu para ver que a voz começa a dar uma certa “afinada”, perder um pouco da potência, mas nada que desabone o Metal God:

O apagar das luzes indica o playback com The Hellion e Electric Eye, pessoalmente um dos melhores momentos para mim, já que a abertura do Screaming For Vengeance é, de novo para mim, uma das melhores aberturas de álbuns de metal. Eu simplesmente acho indispensável de qualquer set da banda e me considero um cara privilegiado de poder ter visto e cantado no meu limite Electric Eye. Espero, sinceramente, que não pela última vez.

A banda se retira rapidamente do palco e Travis assume um microfone, fala dos shows anteriores, blá-blá-blá melhor, pior, vocês podem fazer melhor, aquele negócio todo, e pergunta o que nós queríamos ouvir. Era a deixa para fechar a primeira parte do set e trazer o Judas à década de 1990, com Halford tendo, em minha opinião, o único momento do show que mostra sua “luta” para ainda cantar algo. Trata-se, é claro, de “Painkilla”:

A banda então se despede rapidamente e volta para o esperado encore. Eram esperada pelo menos mais 3 músicas, e imagino que qualquer fã do Judas saiba quais seriam estas. O que não era tão previsto por nenhum dos presentes, eu incluído, era a alegria de ver Glenn Tipton subindo ao palco. E que alegria.

Pela primeira vez desde o anúncio da doença e que não faria mais shows (completos) com a banda, ele entrou sem anúncio, sem nada, se posicionou ao lado de sempre do palco e para os que estavam mais perto do palco como eu, foi fácil ver. O público só reagiu mais forte quando se tocou e, claro, quando começaram a comentar. Quem estava sentado, se levantou. Quem estava de pé, subiu nas cadeiras (meu caso). Sinais de reverência começaram a serem feitos. Ninguém prestava mais atenção em nada.

Eis que começa Metal Gods, bem lentinha, confirmando de vez o que era “minha teoria”. Novamente de maneira bastante respeitosa e rápida, Andy vai para o outro lado do palco, para trás de Faulkner, e ali permanece. Faulkner e Glenn vão ao centro do palco com Halford para o famoso início da música com eles balançando o corpo. Um grande momento, ali já valia tudo.

Ian e Halford são os que mais interagem com Glenn, com Halford, o tempo todo, olhando, como se fosse mesmo algo a ser admirado, apontado para o amigo de décadas, abraçando-o, ficando perto dele. Nota-se claramente o triste estado que Glenn está fisicamente. O vídeo abaixo vai mostrar melhor do que posso falar em palavras. Halford está ventindo sua jaqueta de “Heavy Metal”, os telões mostram a emblemática capa do excelente British Steel, mas nada parece ter mais importância do que ver Tipton no palco. Halford marcha no final da música, Ian e Faulkner balançam o corpo, e Glenn faz o que consegue, nitidamente tentando também. Um momento que emocionou os presentes, que o aplaudiram efusivamente. A partir dali, o show não era mais do Judas, e sim de Glenn Tipton.

A banda então trouxe suas rendições de Breaking The Law e fechou com Living After Midnight, ambas com Glenn no palco e com Andy, há de se destacar, respeitosamente no fundo do palco. As músicas, como esperado, também ficaram mais lentas, mas Glenn, mesmo assim, procurou interagir com o público que o idolatrava mais que nunca, chegando a subir na parte mais alta do palco, o que é ótimo, pois mostra que ainda possui uma ótima coordenação motora (andando, tocando, subindo e descendo um degrau). Por mais que soe algo como consolo, quem conhece esta doença, sabe de como isso é importante de ser atingido. Ele também fazia sinais positivos ao público enquanto jogava algumas palhetas.

E com a euforia do público, logo vi que os americanos também não seriam tão disciplinados e vi que começaram a sair de seus lugares e tomarem os corredores e tentarem ir para frente. Quando percebi o movimento, fui conferir as duas últimas faixas também mais de perto ainda, conseguindo um lugar na grade, em frente ao Glenn, portanto, para mim foi ainda mais especial este final. Essas fotos mais de perto podem ser percebidas na galeria de fotos que está abaixo.

Com tal final emblemático, há de se destacar, entretanto, duas coisas tristes: a primeira, claro, é a condição de saúde de Glenn que, claramente, o impossibilita REALMENTE de prosseguir com a banda. Nesta doença, não há esperança, pelo menos ao meu ver.

A segunda coisa, algo pontual, foi que, ao final do show, enquanto a banda se preparava para o bow, Glenn estava totalmente perdido no palco, como uma criança, sem saber o que fazer. Ele simplesmente foi saindo do palco, quando todos gritaram no palco para ele voltar. Foi constrangedor, triste. Foi como se ele tivesse “se desligado” do que estava acontecendo. Não foi uma brincadeira ou algo do tipo. Halford foi buscá-lo e ele “voltou” à realidade. Digo isso, triste, pois também pode ser um primeiro sinal de demência, muito comum no Parkinson – e digo isso por conhecimento de causa, infelizmente.

Uma grande noite, uma noite mágica, eu diria, histórica, e fico feliz de ter presenciado isso e poder registrar aqui no blog, dada a importância que tudo isso representa ao heavy metal. Ao show do playback de We Are The Champions, saí emocionado do Prudential Center para uma fria noite ao caminho do trem de volta à Manhattan.

Long Live Judas Priest, Long Live Glenn Tipton. E tomara que a última mensagem que apareceu nos telões, “The Priest Will Be Back”, realmente continue sendo uma verdade pelo maior tempo possível. Pelo menos para mim, ainda há muito que eles podem fazer pelo metal e que o metal pode fazer por eles…

O vídeo abaixo, que seja eterno enquanto dure, tem o show completo:

Galeria de fotos e setlist:

E, antes de terminar: aqui o próprio Glenn falando da emoção de ter participado de seu “primeiro show” após o anúncio da doença e saída da banda.

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5 respostas

  1. Excelente post Eduardo!!! Obrigado por nos trazer tantas impressões de uma da mais amadas bandas de Heavy Metal e de quebra o Saxon que também tem seu lugar de honra no hall do Heavy Metal!
    Deu para sentir que o Judas ainda tem muita lenha para queimar mesmo com as baixas sofridas, numa época que banda após banda vem parando e anunciando o fim. O Firepower realmente é um ótimo album e essa tour promete ser emblemática.
    Valeu!

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  2. Isso aqui é uma aula de como se faz um review. Impressionante a riqueza de detalhes e o observar sempre muito atento e minucioso de quem conhece a causa. As impressões do Presidente nos fazer “entrar” no show. E que dupla, o Saxon, com um show que apesar de curto, trouxe várias canções que eu gostaria de realmente estar presente para assistir, como Dallas 1 PM, Princess Of The Night, Heavy Metal Thunder, são realmente hinos da fase oitentista da banda. Já o Judas, há que se ressaltar a persistência da banda depois de tantos anos, e depois da ausência do primeiro guitarrista clássico, agora o percalço mais do que traumatizante do segundo, o gênio Tipton, o que é uma lástima absoluta. Mas que continuem, levando o HM para seu lugar de direito. Muito importantes as constatações soberbamente transcritas nesta ótima resenha, com destaque também absoluto para os registros fotográficos e videográficos, também fantásticos.
    Nesse show gostaria de presenciar as performances de Saints in Hell, Running Wild, além de uma das minhas prediletas (também) oitentistas: Some Heads Are Gonna Roll.
    Espetacular Post!
    Abraços
    Remote

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  3. Sou obrigado a concordar com o comentário do Flávio. Aliás, de obrigação isso não tem nada. A cobertura é espetacular, já na sacada de usar a ” fonte” do novo álbum do Judas na resenha e em especial pelas fotos e vídeos, nos colocaram no show mesmo. Impressionante a quantidade e qualidade de fotos , não vejo nada sequer perto por ai na internet.

    Mas vamos ao conteúdo, que também é fora da curva. A abertura, que bom, agradou, é uma banda que já tinha ouvido falar, o Black Star Riders. Mas não conheço nada e fica a dica da sua avaliação.

    Vamos ao Saxon, e o repertório trouxe o que eu imaginaria ser o mais lógico trazer do novo álbum. As escolhas são cirúrgicas, desde a música que presta homenagem ao Lemmy à grandiloquente Nosferatu ( que eu particularmente nem curto tanto, mas entendo a escolha). A faixa título também seria carta certa, e a última escolha é na minha opinião a melhor musica do álbum , The Secret of Flight. O resto do curto repertório é clássico atrás de clássico onde justamente as que mais prefiro estão aí em cima nos vídeos. Vou dar uma de chato em dizer que o solo de Crusader ficou ruim na versão de Newark. No meu entendimento ,Paul Quinn deu umas ” na trave ” durante o solo, que é lindo e pra mim o melhor que a banda já gravou. Aliás, a música também. Aliás, o disco também.
    Achei, como no novo disco, que Biff já apresenta algumas dificuldades em especial nos agudos , parece que a voz está perdendo um pouco da potência, o que é muito natural. Thunderboltz, a faixa, já mostra isso em estúdio. Ainda assim, o cara está bem , como poucos da sua idade e tem uma voz marcante, inimitável.

    Vamos ao Judas, e de cara, já abri um sorriso com a Running Wild. O disco novo é forte, e eu sei que eles tem clássicos à balde, mas eu botava mais uma ou duas músicas dele no repertório, pelo menos. Spectre é uma faixa excelente, poderia estar no set. Falando em set, que espetáculo! Ir a um show da banda é garantia de que o ingresso será inteiramente recompensado. Ao contrário da sua opinião, curto Turbo Lover, assim como Out in the Cold, do mesmo álbum. Assim, qualquer uma dessas no show é bem vinda pra mim, ainda que o álbum em si ( Turbo) não me agrade. Mas concordo que tem várias canções que ficaram de fora e aqui poderiam estar no lugar da citada faixa título. Faltou A Touch of Evil, faltou Beyond the Realms of Death, entre outras tantas.
    Halford está bem, pelo menos no que eu vi nos vídeos. Sei que é o inicio da tour, mas a voz dele sempre foi desafiadora e é muito bom ouví-lo tão bem.
    Em relação a Tipton, fico na torcida por sua saúde, sempre. O cara é pra mim ” o cara ” da banda, imagino como foi dificil tomar a decisão de não tocar, e que beleza foi vê-lo junto aos demais que fosse nas três faixas finais.
    Mas fica aqui a minha outra reclamação: A banda sempre foi conhecida pelo duelo entre guitarristas e acertou em cheio com Faulkner. A despeito da postura discreta e respeitosa do novo guitarrista, acho que a banda deveria continuar dividindo os solos ( mesmo com a categoria inegável de Richard) e escolher outro músico para substituir o insubstituível Glenn. Não faz sentido ter quase um guitarrista base na banda, há zilhões de grandes músicos para aqui preencher a dificil lacuna.

    Por fim, meus merecidos parabéns pela cobertura , Eduardo !
    Nota 11 numa escala até 10!

    Alexandre

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  4. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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