Comemoração do aniversário de 40 anos do MetallicA

Sim, eu também acho que “foi ontem” que fiz os 4 posts que marcaram os 30 anos do MetallicA. Os aniversários da banda são próximos aos meus e, aqui refletindo, eu mal tinha 30 ainda… e agora também já não tenho mais como pensar nos meus 40 logo mais…

O post de hoje – justo hoje, aniversário do Lars – 58 anos (parabéns, Lars – vai um kit branco da Tama de presente para você?) – é fundamentalmente com o objetivo de registrar essa grande marca da banda que, controvérsias mil à parte, continua enchendo estádios em qualquer cidade que tocam e sendo facilmente os headlines do heavy metal mais desejados com o Iron Maiden.

Seguidos da organização de eventos filantrópicos da sua instituição “All Within My Hands” (nota 10 para ela… a instituição, é claro) entre 16 e 19 de dezembro deste ano com o apoio da gigante Salesforce, com diversas atividades culturais espalhadas pela “Fog City”, já como parte do “San Francisco 40th Anniversary (Weekend Takeover)”, o MetallicA preparou duas noites de shows com setlists especiais para o “M40”, “The MetallicA Takeover” ou “Forty Years of MetallicA”, nos últimos dias 17 e 19.

A banda escolheu retornar ao Chase Center, que também abrigou o S&M² e, em parceria com a Amazon Music, transmitiu os eventos mesmo para os não-assinantes do serviço de streaming (quer ver de novo? Então assine e o dos EUA – disponível no The Coda Collection/Prime Video Channel), pois aqui no Brasil, é “not found” para você). Durante o final de semana, a banda também reforçou dentro da parceria com a Amazon a disponibilidade do “Cunning Stunts” e do “Orgullo, Pasión, y Gloria: Tres Noches en la Ciudad de México”, que particularmente são materiais de tão fácil acesso que só dá para pensar realmente na propaganda da parceria (afinal, são os materiais da banda lá disponíveis)… e, em paralelo, a banda continua seu caminho de capitalizar-se após outro ano de pouquíssimos shows e eventos incentivando a assinatura do “The MetallicA Vinyl Club“, lançando o “MasterClass – Teaching Being a Band” e vendendo shows por streaming da longa tour do Black Album por “módicos 5.98 doletas” (boa sorte ao pensar na conversão atual).

Mas vamos ao que interessa: as duas noites que mais uma vez reuniram os fãs da banda, especialmente dos fãs-clubes espalhados pelo mundo. Vamos ao repertório da primeira noite, aqui.

Um set que passou por todos os álbuns da banda – inclusive pelo Garage, Inc. e o primeiro dos S&M com No Leaf Clover – e contou com o clássico cover de Breadfan. Desta maneira, este foi o primeiro show da história da banda a passar por todos os 10 álbuns de estúdio e os 2 que acabo de citar e que também são considerados “discografia-base” da banda. E as músicas estão em ordem cronológica ASCENDENTE. Muito legal isso.

Deste show, só consegui uma “janela” em casa até Orion. Ver Trapped Under Ice é sempre um prazer, e já se iam quase 10 anos da música não figurar em um set. Outro destaque para os fãs mais hardcores foi a inclusão de Fixxxer no set pela primeira vez também – uma daquelas que muitos consideram uma boa pedida no controverso Reload. A performance da banda foi a esperada: energética. Hetfield e Kirk bem – Het com boa voz e seu peso na mão direita de dar gosto, Rob, que toca muito (mas talvez continue não sendo a cara da banda) com destaque absoluto para sua performance ótima em Orion na sempre necessária homenagem a Cliff e Lars fazendo uso de seu bumbo duplo com mais frequência de quando não gravado oficialmente, mas com os temas de sempre dos últimos (muitos) anos – problemas com o tempo das músicas em alguns momentos, deixando-as também mais simplificadas “pobres” e em uma crítica mais comum minha até mesmo descaracterizadas no que tange a andamentos e viradas – ainda assim, enfim, é o Lars e é o dono do brinquedo.

Realmente um setlist especial – surreal imaginar que músicas como Master of Puppets, Enter Sandman ou For Whom The Bell Tools, apenas para ficar nestas, poderiam ficar de fora de um setlist do MetallicA, não importando a ocasião. O show ainda contou com Spit Out The Bone fechando um set pela primeira vez e há informação de um “false start” em Frantic, mas não pude ver ainda como foi isso…

Já a segunda noite, com menos músicas surpreendentes, trouxe ainda assim para a história este setlist.

Novamente um set interessante, com alguns clássicos voltando como Master of Puppets e Enter Sandman, mas ainda sem For Whom The Bells Tools, o que é realmente surpreendente ao se tratar de uma celebração de mais uma década. Uma abertura com Hardwire, “a primeira do último”, e Seek & Destroy, a “última do primeiro”, se é que me explico. Novamente, um set com músicas de todos os álbuns de estúdio “tradicionais”, e com a inclusão de músicas como I Disappear e Bleeding Me e o cover de Am I Evil? que não aparecia há poucos mais de 10 anos. E a ordem? Também cronológica, mas DESCENDENTE. De novo – muito legal tal sutileza.

Assim, outro bom set, mas com muito mais medalhões, especialmente na metade final a partir de The Unforgiven.

Ao MetallicA, meus parabéns por continuarem na ativa – como disse, 40 anos com a relevância que a banda mantém há mais de 30 é para poucos, muito poucos. E o meu até logo – tomara que os shows adiados realmente aconteçam em 2022!

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Eduardo.



Categorias:Artistas, Cada show é um show..., Curiosidades, Músicas, MetallicA, Resenhas, Setlists, Uncategorized

18 respostas

  1. Para quem for assinante da Amazon e tiver o Prime, ambos shows estão disponíveis por mais 5h20 aproximadamente, inclusive no Brasil. Depois disso, somente no outro serviço mencionado (Coda Collection).

    Vou aproveitar para dar uma passada…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  2. Olha aí… gostei do que ouvi em The Shortest Straw… depois da tensão clara do início da música, onde todos rodeiam Lars e claramente ficam aliviados que deu certo, Lars até que usou mais os bumbos duplos do que eu imaginava, ainda que não tão fidedigno ao álbum de estúdio ou como a música era tocada ao vivo antes. Mas uma ótima surpresa…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  3. O “false start” de Frantic está esclarecido. O erro foi dele, claro. Preciso falar de quem? :-).

    Hetfield saiu por cima, como sempre, comentando com a plateia que não o saudaram com “hey” o suficiente.

    Pelo menos é tudo ao vivo :-)…

    Mas o mais legal foi que Kirk introduziu dois mini-solos na música!!! Salvou a lavoura!!! Que gesto lindo!!! Hahahaha… ajudou e muito a música, incrível…

    O final também foi alterado, e para melhor, aos meus ouvidos. Quem diria – boa!

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  4. O tempo que a banda investe ao final dos shows para agradecer, jogar copos de palhetas, fazer o “hey”, discursos e brincar com todos deve sempre ser muito elogiado.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  5. Entrando na segunda noite:

    Bom, não manjo bem do St. Anger como outros álbuns, por motivos óbvios, mas Kirk parece ter metido um solo em Dirty Window também – a banda faz a “cama” e ele veio com um micro solo.

    Ou estou desatualizado, ou isso veio a salvar mesmo um pouco a situação…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  6. Boa versão de I Disappear, com a discrição do Rob pertinho do Lars para garantir a intro e a ponte adequada para a música seguir :-). Só o Lars meteu um andamento de segurança na caixa que vamos dar uma força… mas ok, feliz aniversário e obrigado pelo bumbo duplo nela, ainda que tenha terminado um pouquinho antes do ideal…

    Me lembro do lançamento do filme, da ida ao cinema e do desespero de não ter ouvido a música durante o filme, e ter tocado só no final dos créditos… a idade vai chegando mesmo…

    No final da música, os 4 falam em vídeo de muitos dos covers e das histórias por trás. Sensacional momento. Até mesmo covers que ainda não saíram – como Diary of a Madman (com Rob falando, credenciando ainda mais)… quem sabe um dia está não sai el estúdio ou em um show pelo menos??

    Faltou falar de So What?, será que Het não quer FALAR… dela? 🙂

    A banda toca então Am I Evil?, sempre uma excelente pedida. Lars conta estranho a entrada, mas deu tudo certo.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  7. Lars em Fuel usou o bumbo duplo. Kudos, Lars. Continue assim, meu amigo…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  8. Na ótima versão de Bleeding Me da noite, James agradece o público e comenta que a música foi “terapêutica”…. “egoisticamente terapêutica a ele”.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  9. O final de The Unforgiven traz um Rob a la Remote falando com um Lars a la Rolf para fecharem bem… 🙂

    “Please forgive yourselves”, diz um paizão Hetfield que tanto já passou por poucas e boas…

    Na sequência, mais um vídeo mostrando a banda nos esportes americanos, algo bem presente, especialmente nas duas últimas décadas.

    Aí vem Harvest e a entrada e pontes do Lars são de doer na alma da estátua…

    Em Fade to Black, novo momento do Hetfield querendo espalhar um pouco de ajuda dado que ele por tantas vezes já precisou: “essa música é para vocês, que sofrem por dentro, mas tem medo de dizer… não estão sozinhos, não tenham medo de dizer a alguém – não estão sozinhos”.

    A ironia é a música continuar naquela (maravilhosa) fossa só da letra, hahaha :-). Mas a mensagem é das mais bonitas e corretas!

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  10. Realmente uma noite especial – em Whiplash, a banda tocou o começo como no álbum (ou seja, com o terceiro verso). Quanto tempo fazia que isso não acontecia? Chuto metade do aniversário!

    Ao final, Hetfield diz: “é bom tocar as coisas velhas, mas meu corpo não faz mais o que fazia antes… mas tudo bem, fazemos nosso melhor”. Hehehehe.

    Hetfield então agradece a equipe e, claro, a banda. Abraço coletivo. “Cadê minha carteira?”, solta ele.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  11. S&D fecha a noite, Flying V nas mãos dos guitarristas, Rob girando o baixo, a banda ama vocês, aquela coisa toda. Mais tempo investido da banda com os fãs, que pedem “one more song”. Lars novamente com a toalhinha preta como último e único a “limpar” o microfone antes de falar, hahahaha. Sai, COVID…

    Outra grande noite.

    Quero deixar aqui meu elogio ao Lars. Vacilos aqui e acolá, erros, música parando, etc, mas como disse, é o dono do brinquedo, da bola. Usou mais bumbo duplo que em 20 anos, provavelmente. Boa.

    Parabéns, MetallicA. Segura aí, que ainda quero levar meus filhos para vê-los… dá tempo??? Tem que dar…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  12. Em se tratando de Metallica so vc e o Batera pra contribuir com essas análises sem igual!

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  13. Eu preciso ter um tempo para ouvir e ler ao mesmo tempo os sempre precisos comentários do Eduardo por aqui.
    Independe disso, é muito bom ver o MetallicA trazendo esses projetos. Ninguém pode questionar essa criatividade de buscar novos conceitos em fazer essas datas especiais. Pra mim, coisa do Lars. E o seu maior ponto positivo. Ainda que tenha os já citados problemas na condução da bateria, o cara é o motor propulsor da banda, de onde devem sair todas as idéias. Sempre foi assim, aliás. Deve continuar sendo. O que me lembra uma falta que um certo Sr Portnoy faz em uma certa banda, as melhores idéias, o direcionamento sempre vinham dele.
    Eu volto para ouvir um pouco mais dessas datas .
    A resenha é um show, falta avançar na ….( quem adivinha???)

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