Apresentando a banda Ghost B.C. – a novidade do Rock in Rio 2013

Que o Ghost B.C. é uma das bandas recentes mais celebradas do heavy metal mundial, já não é novidade para ninguém. E agora que ela teve sua presença, surpreendentemente, confirmada no Rock In Rio 2013, na mesma noite que o Metallica, Alice In Chains e Sepultura, o interesse e curiosidade por parte de nós, brasileiros, só tende a aumentar.

Para os que ainda não estão por dentro do que se trata, o Ghost B.C. é uma banda sueca formada em 2008 e isso é tudo o que se sabe a respeito dos seus integrantes que atendem por “Nameless Ghoul” e o vocalista Papa Emeritus, embora existam suspeitas sobre suas verdadeiras identidades. Suas apresentações são cercadas de mistério e teatralidade, com todos os Ghouls encapuzados e o Papa sempre com sua impecável vestimenta similar à utilizada pela santidade máxima da Igreja Católica.

Ghost_01

Ainda que a temática das suas letras seja o Satanismo, o som não tem nada a ver com o das bandas de black metal as quais conhecemos. É uma mistura de um rock psicodélico dos anos 70 com influências de Mercyful Fate, riffs simples porém marcantes e refrões totalmente grudentos.

Seu primeiro disco, “Opus Eponymous”, de 2010, é daqueles rápidos e eficientes (somente 35 minutinhos hm) que você consegue ouvir de uma tacada só e já sair cantarolando suas melodias. O álbum é tão redondinho que é até difícil escolher um destaque, mas “Ritual”, “Stand By Him” e “Satan Prayer” são ótimas para se familiarizar com o som do grupo.

De cara, com seu som simples e divertido, conquistaram diversos fãs no cenário metálico, inclusive grandes nomes como James Hetfield – fazendo com que a banda conseguisse uma vaguinha no festival organizado pelo Metallica este ano, o Orion Music + More – e Phil Anselmo, que se apresentou no SWU em 2011 com o Down vestido com uma camisa da banda.

Ghost_02

Ghost_03

A banda também é conhecida pelos seus covers de bandas inusitadas como Beatles com “Here Comes The Sun”, presente na edição japonesa do disco de estreia e, recentemente, tem apresentado ao vivo “I’m A Marionette” dos também suecos do Abba.

Este ano assinaram um contrato de, segundo boatos, 750 mil dólares com o selo Seven Four Entertainment, do ex-executivo da Warner Bros Tom Whalley em parceria com a Universal para o seu novo disco, “Infestissumam”, a ser lançado em 2013. Este álbum contará  com a produção de Nick Raskulinecz que também produz o novo do Alice in Chains, outro bastante aguardado para o próximo ano.

Segue o tracklist de “Infestissumam”:

01. Infestissumam

02. Per Aspera Ad Inferi

03. Secular Haze

04. Jigolo Har Megiddo

05. Ghuleh / Zombie Queen

06. Year Zero

07. Idolatrine

08. Body And Blood

09. Depth Of Satans Eyes

10. Monstrance Clock

O single deste novo trabalho, “Secular Haze”, já está disponível de forma gratuita no site da banda e segue o mesmo estilo das composições de “Opus Eponymous”, com destaque para o divertido teclado, criando um clima de circo dos horrores.

O motivo da grande popularidade alcançada é até difícil explicar. O seu som não é nada que já não tenhamos ouvido por aí e também já estamos mais do que acostumados com bandas de metal brincando com a temática de rituais satânicos, diabos e demônios. Talvez o segredo esteja por trás do mistério e bom humor que envolve a identidade dos seus integrantes e apresentações ao-vivo aliados a suas músicas bem estruturadas e de fácil assimilação.

Com o inesperado anúncio no lineup do Rock In Rio 2013, mostrando como Roberto Medina na sua parceria com Eike Batista estão bem sintonizados com o que o público brasileiro quer assistir, sejam bandas clásssicas ou novas, será bem interessante acompanhar como a mídia brasileira cobrirá a passagem da banda por aqui, se com preconceito ou então entrando na brincadeira criada pelo Ghost B.C.. Mas o certo é que podemos esperar um grande show e um grande festival.

Abraços,

Su

Colaborou: Eduardo.

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~ by Suellen Carvalho on Tuesday, December 18th, 2012.

21 Responses to “Apresentando a banda Ghost B.C. – a novidade do Rock in Rio 2013”

  1. [...] Ghost [...]

  2. Conheci a banda faz um ou dois meses e gostei bastante… Me lembra um pouco de Blue Oyster Cult, so que com mais peso.

  3. Esse “mistério” todo da identidade dos membros da banda sem dúvida a faz ganhar em atenção, o que é uma ótima estratégia inclusive, pois o ser humano é naturalmente curioso… claro que não é só isso que conta, mas isso influencia.

    Guardadas TODAS as proporções do mundo e falando apenas deste ponto, isso faz a gente voltar aos anos 70 e lembrar do Kiss, não?

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

    • Concordo com você e acho que a graça está em manter o mistério mesmo. Por mais que já existam suspeitas de Papa Emeritus ser Tobia Forge e os Nameless Ghouls serem integrantes de diversas bandas de metal europeu, acho que ninguém está mesmo muito interessado em desvendar a identidade dos caras.

      Sobre o Kiss, li numa entrevista recente com um dos Ghouls onde eles assumem que tem muita inspiração sim, falando em relação as máscaras, maquiagens e o espetáculo, do Kiss e Alice Cooper. Bem observado :) .

  4. A atração promete , só pela questão visual, já chamar a atenção a aqueles que não terão conhecimento dos mesmos até o Rock in Rio. Certamente pode trazer polêmica, em especial pela vestimenta digamos “episcopal” que o vocalista coloca em suas apresentações .
    Algo parecido com o que aconteceu com os desavisados que acompanharam o Slipknot ano passado. Acho que talvez a idéia de incluí-los no cast tenha alguma relação com a questão visual que tanto chamou a atenção da platéia e público que assitiu o Rock in Rio em 2011. Talvez não seja possível trazer novamente o Slipknot e assim a ideia de trazer o Ghost é muito natural e coerente.
    O som, que na verdade é o que nos interessa mais, assim eu entendo,não tem nada a ver com o Slipknot, o que pra mim é ótimo. Apesar de reconhecer que a banda mascarada ano passado fez um bom show no Rock in Rio, não aprecio o estilo do Slipknot que pra mim passou meio batido, ainda mais que esperava ansiosamente pelo Metallica .
    Minha opinião pelo Ghost vai ter de esperar um pouco mais, pois tenho muita dificuldade em entender uma banda ” de cara “, mesmo sendo um som mais tranquilo de apreciar e um álbum que se ouve facilmente, pela questão da curta duração.
    Eu voltarei com algum comentário por aqui , assim que tiver uma opinião mais amadurecida sobre a banda. Mas já considero uma boa escolha para o Rock in Rio.

    Alexandre Bside

    • Bside, bem lembrada a sua associação com o Slipknot. Certamente Medina estava a procura de uma banda que causasse o mesmo impacto visual que o Slipknot causou ano passado, embora o som feito pelas duas bandas sejam totalmente diferentes. Mas mais legal do que o aspecto visual é perceber que a produção do RiR está ligada tambem em arriscar de trazer bandas novas pois até o momento, exceto o Avenged Sevenfold, somente medalhões haviam sido anunciados.

      Este Rock In Rio, diferente de qualquer outro que eu tenha ido, será daqueles em que eu terei interesse em acompanhar todas as bandas do palco principal, em que a atração principal nem será a mais aguardada por mim, falando no dia do Metallica, rs

      Sobre o som do Ghost, eu diria para você não criar muita expectativa, pois como falei no texto, o som não é nada novo e revolucionário que já não tenhamos ouvido por aí. É só mais uma banda divertida, com um som desprentensioso e fácil de ouvir, mas nada que mudará a história do metal.

      Abraços,

      Su

  5. Dave Ghrol tá em todas. É Andreas Kisser gringo:

    • Verdade, o Dave Ghrol realmente está em todas… hehehehe…

      Será que ele sabe a identidade deles?

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

      • Saiu enfim o cover com a participação de Dave Ghrol:

        E aqui a versão original do Abba que eu na verdade não conhecia e achei tão sombria quanto a do Ghost.

        • Interessante o cover, a original eu já conhecia (e continuo particularmente preferindo). Seria legal se o DG cantasse algo, mas acho que ele só deve mesmo tocar bateria…

          A banda Ghost vai ganhando um bom espaço e cada mais está interagindo com outros grandes nomes, vamos acompanhando os próximos passos dos ainda “sem identidade” músicos.

          Boa contribuição, Su.

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

  6. Bem… vejamos se eles terão a msm presença de palco que a banda slipknot teve. eu particulamente curti o som dos caras

    • Igor, primeiramente, seja bem-vindo ao Minuto HM. Valeu pelo comentário.

      Creio que a proposta de som e palco das bandas são bem distintas, ainda que ambas sejam relativamente “novas” em comparação com os nomes oitentistas de atrações do metal já confirmados – MetallicA e Iron Maiden.

      Creio que será interessante ver a banda ao-vivo. Vamos aguardar.

      Continue participando.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

  7. O Ghost, que agora atende pelo nome Ghost B.C. devido a questões legais, lançou seu novo vídeo para a música Secular Haze.

    O clipe é bem simples com a banda tocando em um cenário que parece um daqueles programas de TV dos anos 70:

    Porem mais legal que o vídeo oficial é este outro que achei no You Tube da banda tocando ao vivo em uma premiação de uma rádio sueca. Para mim, saiu melhor que o vídeo oficial.

    Abraços,

    Su

    • Realmente o segundo vídeo mostra algo mais interessante de ser visto em termos de cenário e a banda ao-vivo, o que é legal. O primeiro eu gostei pelo apelo old school, mas o som ainda não me agrada do ponto de vista de gosto mesmo – um pouco cansativo, enjoativo, uma coisa séria que quer ser uma piada – ou vice-versa… não sei ainda definir, talvez eu ainda precise ouvir mais. Mas, de bom humor, vale e há sim qualidade.

      A banda usará “Ghost B.C.” apenas nos EUA – coisa de americano e seus eternos processos…

      Excelentes vídeos / contribuição, Su.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

  8. [ ] ‘ s,

    Eduardo.

  9. Oi, ótimo post!

    Eu sinceramente não gosto do Ghost, acho o som muito estranho. Em certos momentos acho que é o Restart falando “Satan, Lucifer” em vez de “Amor, Solidão”. É um certo exagero meu, óbvio rs.

    Pelo andamento da música deles, mais arrastado e para um festival para quase 100 mil pessoas, acho não vai ser muito bom. Tomara que eu esteja enganado.

    Quando lançaram o álbum eu escutei e não gostei. Depois da confirmação no RiR, comecei a ouvir de novo para ver se descia, mas nem assim foi…

    Quando confirmaram o Ghost tive quase a certeza que quem montou o line-up do dia foi o Medina ao lado do Hetfield. Só banda amiga no dia!

    Abraços!

  10. O Ghost, mais uma vez mostrando que sabe muito bem usar a internet e o marketing a seu favor, aproveitou todo o burburinho criado pelo conclave para eleição do novo papa, para lançar a candidatura do seu Papa Emeritus II para novo Sumo Pontífice da Igreja Católica.

    Pra participar da brincadeira basta clicar na cédula que está no link http://www.papaemeritus.com e de quebra é liberada a música “Year Zero”, do próximo disco da banda, para apreciação.

    Eu gostei bastante desta, talvez um pouco mais do que Secular Haze. Tem um coro bem legal e um clima mais parecido com as músicas do primeiro disco.

    • A banda de fato está se beneficiando direta e indiretamente com a questão do novo Papa (o de “verdade”), pois imagino que até mesmo em buscas pelo Google, as vezes um usuário acaba sendo direcionado para uma matéria da banda, hehehe.

      Quanto à música, também achei melhor que a anterior, ainda que o som da banda não seja exatamente da minha predileção. De qualquer forma, a música tem muita qualidade, o coro realmente é o destaque, é redondinha (talvez apenas como desabono uma bateria não muito inspirada, repetitiva). Mas ela passa rapidinho, o que é um bom sinal.

      Tenho curiosidade de ver a banda ao-vivo. Não sei mesmo se o RiR será o melhor lugar (já falamos disso, faria mais sentido vê-los em um lugar menor e fechado), mas daqui 6 meses poderemos falar melhor disso…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

  11. [...] por falar em ver, que tal dar uma olhada no novo single do Ghost B.C. (que na verdade é a banda Ghost mas que por motivos judiciais teve que alterar o nome) “Year Zero”, que fará parte do [...]

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