Kiss discografia 33a parte – Álbum: Kiss Symphony Alive IV

Neste post a aventura sinfônica do Kiss, com mais trocas na formação e uma turnê em conjunto com um outro dinossauro do rock.

ÁLBUM: KISS SYMPHONY: ALIVE IV

  • Paul Stanley, Gene Simmons, Tommy Thayer, Peter Criss
  • Lançamento: 22/07/03
  • Produtor: Mark Opitz
  • O Álbum atingiu #18 nas paradas

O projeto sinfônico do Kiss recebeu o status de quarto ao vivo oficial da banda.

Faixas:

Disco 1

Act One Act Two
1. Deuce – 4:14 7. Beth – 3:40
2. Strutter – 3:22 8. Forever – 3:50
3. Let Me Go Rock & Roll – 6:09 9. Goin Blind  – 3:38
4. Lick It Up – 5:12 10. Sure Know Something – 4:20
5. Calling Dr. Love  – 3:30 11. Shandi – 3:38
6. Psycho Circus – 5:13

Disco 2

Act Three
1. Detroit Rock City – 4:50 6. Love Gun – 4:26
2. King Of The Night Time World – 3:30 7. Black Diamond – 7:11
3. Do You Love Me – 4:09 8. Great Expectations  – 4:20
4. Shout It Out Loud – 4:10 9. I Was Made For Loving You – 5:00
5. God Of Thunder – 4:27 10. Rock And Roll All Nite – 7:21

A banda e seu maestro "vestido" à carater

Voltando um pouco no tempo, em 2001, havia um projeto para lançamento de um novo álbum ao vivo, gravado na virada do milênio, num show em Vancouver, que se chamaria ALIVE IV, mas, devido problemas contratuais ou o desapontamento da própria banda com o resultado, o disco acabou sendo engavetado.  Ainda em 2001 a versão de “Rock And Roll All Nite” (deste projeto) apareceria apenas no BOX SET (vide post anterior) e o álbum parecia definitivamente descartado. Em 2002, o projeto original de lançamento do novo disco ao vivo se transformaria em mais audacioso projeto: Em 20/10/2002 o KISS anuncia que estaria se unindo com a Orquestra Sinfônica de Melbourne para um único show na Austrália, em fevereiro de 2003, que geraria o novo álbum e DVD do espetáculo.  O projeto original de ALIVE IV acabou por ser lançado posteriormente em 21/11/2006, apenas numa edição quádrupla no Box Set Kiss Alive! 1975-2000 que traria o concerto do milênio juntamente com os três primeiros Alives da banda.  Neste Box, os dois primeiros álbuns ao vivo se dispõem no formato de cd simples, diferentemente da edição dupla dos remasters de julho de 1997. E há a inclusão de Rock and Roll All Nite versão para rádio ao final do Alive II. O álbum Alive III está disposto conforme lançado internacionalmente, tendo a música Take it Off, que não estava presente no lançamento Americano original. O álbum Alive! The Millennium Concert traz a seguinte lista de músicas: Psycho Circus, Shout It Out Loud, Deuce, Heaven’s On Fire, Into The Void, Firehouse, Do You Love Me?, Let Me Go Rock’n Roll, I Love It Loud, Lick It Up, 100.000 Years, Love Gun, Black Diamond, Beth e Rock And Roll All Nite. Ele foi basicamente gravado utilizando as versões ao vivo do show de Vancouver, mas também há músicas de outros shows entre 1997 e 1999.

O show sinfônico trouxe a pirotecnia característica da banda.

O show sinfônico trouxe a piroctenia característica da banda.

O projeto sinfônico com uma banda de rock não era um fato inédito, desde a utilização por parte dos Beatles em seus álbuns da década de 60, tendo sido anteriormente explorado por outras bandas do gênero, de forma pioneira com o Deep Purple no seu álbum de 1969:”Concerto for Group and Orchestra”, e décadas mais tarde com o Metallica com o álbum S & M com a San Francisco Symphony Orchestra, sob a direção de Michael Kamen em 1999 e o Scorpions com o álbum Moment of Glory em 2000, com a Berlin Philharmonic Orchestra. Para anunciar o show, Gene e Paul vão para a Austrália, juntamente com Peter Criss, que decidiu voltar à banda para este evento. Havia um problema maior: convencer Ace Frehley a também voltar para o projeto.  Neste momento Tommy Thayer, que já havia substituído Ace em poucas aparições públicas da banda em 2002, torna-se uma alternativa para uma possível recusa de Ace. Cabe ressaltar aqui que Tommy que sempre foi fã de Ace, já havia trabalhado com o próprio Space Man no seu retorno à banda, ajudando-o a lembrar licks e solos das músicas do grupo.

Durante a conferência de imprensa para anunciar o show, quatorze integrantes da Orquestra Sinfónica de Melbourne, pintados em maquiagem completa do KISS, tocam versões sinfônicas de “I Was Made For Lovin ‘You” e “Rock And Roll All Nite”. Os detalhes do formato do show começam a tomar forma, como um concerto em três partes. Na primeira parte um show apenas da banda, então a seguir um segmento acústico, tocando algumas músicas com o grupo acompanhado de um quarteto ou quinteto da orquestra. Depois disso, um pequena pausa para organização do maior momento do show, com a banda e orquestra completa.

Outra prova de que a banda estaria longe de se aposentar apareceria em 5/12/2002, quando há o anúncio de uma série de concertos no Japão, na sequência da visita à Austrália. Inicialmente, seriam três shows, mas logo a seguir seria feito a adição de uma data extra, devido à grande procura. Finalmente num programa de rádio “Merry KISSmas” (Eddie Trunk), em 21/12/2002 há a confirmação de que Tommy Thayer estaria tocando no lugar de Ace nos shows agendados e que as roupas da turnê de Kiss Alive! seriam usadas para o evento.

A banda chega à Austrália em 20 de fevereiro, e logo começa o processo de promoção e ensaios com o Maestro David Campbell e a Melbourne Symphony Orchestra para o evento.  Em 25 de fevereiro, como parte da promoção, a banda aparece no programa australiano Rove Live dando entrevistas sobre o concerto e a seguir tocando uma versão acústica de “Sure Know Something” acompanhada por nove músicos da sessão de cordas da Melbourne Symphony Orchestra.  Na entrevista Paul Stanley anuncia grande parte do repertório em seus três atos a se realizar três dias depois.

O coral infantil na maior surpresa do projeto.

Em 28 de fevereiro, para trinta e cinco mil pessoas no Telstra Dome de Melbourne – Austrália o show prometido se realiza com o seguinte set-list:  Primeiro Ato: Somente a banda participa com “Deuce”, “Strutter”, “Let Me Go, Rock ‘N Roll”, “Lick It Up”, “Calling Dr. Love “e” Psycho Circus “. Segundo Ato: Após um curto intervalo a banda volta ao palco com a chamada Ensemble MSO (Melbourne Symphonny Orchestra), uma versão de doze músicos da orquestra, para um desempenho acústico que incluiu: “Beth”, “Forever”, “Goin ‘Blind”, “Sure Know Something”, e a sempre obrigatória nos shows da Austrália “Shandi”.  Terceiro Ato: Ao som da música de George Harrison, “Here Comes The Sun”, há a montagem do palco com os sessenta membros da MSO.  No show seriam tocadas “Detroit Rock City”, “King Of The Night Time World”, “Do You Love Me?”, “Shout It Out Loud”, “God Of Thunder” “Love Gun”, “Black Diamond”, “Great Expectations” (Com participação do Coral de Crianças Australianas), “I Was Made For Lovin ‘You”, e a sempre obrigatória “Rock And Roll All Nite”.  No programa Rove Live, Gene Simmons havia anunciado que o show estaria sendo transmitido a todo o mundo no formato Pay-Per-View, o que acabou sendo oferecido apenas para Austrália, em versão final editada. O PPV foi transmitido em 17 de maio.

No mesmo mês, o KISS finalmente faz o que muitos fãs há muito tempo queriam, e que finalmente foi possível com o fim do relacionamento com a gravadora Universal Music Group: formar a sua própria gravadora. Segundo o empresário Doc McGhee, depois de ter muitos problemas com grandes gravadoras, a banda resolveu procurar uma gravadora independente e com isso melhor atingir seu público.  A banda acerta com a Sanctuary Records e forma a Kiss Records anunciando o seu primeiro lançamento: Kiss Symphony: Alive IV para 22 de julho. Lançado na data prevista o álbum segundo o SoundScan atingiu até fevereiro de 2007 cerca de cento e setenta mil cópias vendidas.  Pela primeira vez em sete anos, um álbum KISS seria lançado em vinil com o num conjunto triplo LP, limitado a 10.000 cópias. A banda também lançaria um CD duplo padrão e um formato especial em digi-pack que incluía um poster e seria limitado a cinqüenta mil cópias. Com o lançamento do CD de Kiss Symphony: Alive IV, os fãs tiveram a primeira chance real para comparar o Kiss em um álbum ao vivo com o seu material de fonte original (do Pay Per View da Austrália). E há diferenças: na maior parte apenas em pequenas edições: Algumas correções nas músicas como num grito de Gene no início da parte instrumental de “Deuce”, no final de “Love Gun” onde Tommy arrebenta uma corda da guitarra e principalmente nos intervalos entre as canções onde houve vários cortes nas apresentações das músicas, em particular entre Forever e Goin Blind, devido ao pedido da platéia para a execução de “The Oath” (Music from The Elder).  O álbum atinge o décimo oitavo lugar nas Paradas Billboard nos Estados Unidos.

O CD com um maestro maquiado - Beethoven?

Após o show na Austrália, o KISS se dirige para o Japão para quatro shows esgotados em Tóquio e Yokohama de 11 a 15/03/2003. Estes shows marcariam a estréia oficial de Tommy com o formato normal da banda. No primeiro show o set list seria Deuce / Strutter / Let Me Go, Rock ‘N Roll / Shout It Out Loud / Firehouse / Lick It Up / King Of The Night Time World / Calling Dr. Love / Psycho Circus / Goin’ Blind/ Do You Love Me? / Cold Gin / Beth / God of Thunder / I Was Made For Lovin You / Love Gun / Black Diamond (com “Angie” dos Rolling Stones tocada na introdução) / Detroit Rock City / Rock And Roll All Nite.

Ao fim da turnê japonesa a banda estaria de volta aos Estados Unidos para tocar em mais dois locais: em 16/03/2003 no Palms Casino Resort para duas mil pessoas e em 17/05/2003 no Rose Bowl Stadium para cinquenta mil pessoas. No restante do ano a banda, confirmando os boatos que pairavam desde o início de 2003, faria uma turnê em conjunto com o grupo Aerosmith. Tendo tocados juntos apenas uma vez antes, em 1974, desta vez a turnê se estenderia em duas partes sendo a primeira de 02/08 a 25/10/2003 e a segunda de 06/11 a 20/12/2003. Nesta turnê a banda introduz o pacote chamado “the Platinum tickets”, pela bagatela de mil dólares. Por tal valor, o fã teria direito a um ingresso nas cinco primeiras fileiras e um encontro com direito a fotos com a banda depois do show.  No meio da turnê há o lançamento do DVD KISS Symphony Alive IV, que atinge Platinum RIAA Certification. O DVD resgata muito dos cortes realizados na edição do CD e contém como bônus o programa Rove Live, com a performance acústica de Sure Know Something. Na continuação da turnê com o Aerosmith, destacam-se os shows na Cidade de Oklahoma, Oklahoma e em Houston, Texas onde Joe Perry (Aerosmith) toca Strutter com o Kiss e em 07/09 em Detroit onde Ted Nugent apareceu também como convidado especial.  Os shows trariam como set list básico do Kiss “Detroit Rock City” “Deuce” , “Shout It Out Loud” “Do You Love Me?”, “Let Me Go, Rock ‘n’ Roll”, “Firehouse”, “I Love It Loud”, “I Want You”, “God of Thunder”, “100,000 Years”, “Black Diamond”, “Beth”, “Love Gun”,”Rock and Roll All Nite” e eventuais inclusões de “Strutter,” “Hotter than Hell”, “King of the Night Time World” e “Lick it Up.  A turnê rendeu mais de sessenta e quatro milhões de dólares, a sétima maior arrecadação entre turnês daquele ano.

No DVD duplo o concerto completo e vários extras.

No DVD o concerto nos seus três atos e vários extras.

No início de 2004, Gene Simmons gravaria o seu segundo álbum solo, intitulado ASSHOLE pela recém associada gravadora Sanctuary Records. O álbum seria lançado em 8/06/2004, mas antes o Kiss novamente sairia em turnê, com mais uma mudança em sua formação.  Abordaremos esta e outras histórias no próximo post, semana que vem!

N.R: Sobre o álbum Alive! The Millennium Concert, que traz o show da virada do milênio, temos como principal destaque a inclusão da versão ao vivo de Do You Love Me? que apenas havia aparecido em oficialmente em registro ao vivo na versão acústica do álbum MTV UNPLUGGED KISS e já deveria ter sido incluída desde o segundo ao vivo da banda ALIVE II.  Podemos considerar boas inclusões as versões de Psycho Circus e Into The Void, que anteriormente em versões ao vivo, somente constaram do álbum bonus de PSYCHO CIRCUS.  Também no repertório, os singles mais conhecidos da fase sem a formação original, I Love It Loud, Lick it Up e Heaven’s on Fire, mas as versões são praticamente idênticas às conhecidas anteriormente no formato ao vivo.  No mais não há grandes novidades, e talvez por isso seja fácil entender o motivo da banda ter engavetado o álbum como projeto original do seu Alive IV.

O projeto original Alive IV, que virou The Millenium Concert na edição Box Set Kiss Alive! 1975-2000

Finalmente com o lançamento do seu quarto álbum ao vivo com o Cd KISS SYMPHONY: ALIVE IV e o fim do ano de 2003 a banda completaria mais de cinco anos sem lançamento de um disco inédito.  Novamente este projeto soa mais como uma forma de arrecadação das tais verdinhas, do que propriamente uma grande aventura musical.  Contudo, não podemos considerar o álbum como algo descartável ou dispensável como as inúmeras outras coletâneas lançadas na época.  A primeira parte do CD não traz nada de novo, com músicas consagradas em novas versões ao vivo.  No segundo ato, com um formato mais intimista (mesmo em frente a trinta e cinco mil pessoas) e acompanhamento da forma reduzida da MSO, temos boas versões de Shandi e Beth, que finalmente é tocada ao vivo sem acompanhamento playback e ganha em qualidade.  Forever parece ter sido incluída para corrigir o erro da sua não inclusão no álbum MTV UNPLUGGED KISS, mas não acrescenta muito em relação a impecável versão de estúdio e perde sobretudo pela performance contida do baterista Peter Criss, além de ter sido executada um tom abaixo da gravação original. As outras duas músicas também não acrescentam muito às versões do álbum acústico da MTV, mas assim como aquelas, novamente são boas versões. Para o ato três, novamente verificamos a inclusão de muitas músicas de DESTROYER, apenas duas músicas deste álbum não participam do projeto.  Em verdade este fato pode ser justificado pelos arranjos da produção mais refinada do álbum (vide nosso quinto post DESTROYER) que já trazia elementos orquestrais nas versões originais das faixas. Além disso, como visto anteriormente em nossa discografia, DESTROYER contém uma seleção de músicas que resistiram ao teste do tempo e que se encaixam perfeitamente a este projeto.  Os arranjos da orquestra completa no ato principal buscaram um conceito “bombástico”, e passam longe de ser meros coadjuvantes da banda. Desta forma, consideramos que algumas músicas ficaram boas, outras nem tanto. Em relação a I Was Made For Loving You e God Of Thunder há uma divergência entre nossas avaliações. Para Alexandre B-Side as duas são pontos positivos do show, onde ele ressalta os arranjos criados para I Was Made For Loving You, em que a orquestra soube preencher os espaços originalmente usados por teclados e criar um bom “casamento” com a banda e também o arranjo soturno que levou God of Thunder a ter ainda mais a característica buscada pelo produtor Bob Ezrin na versão original.  Para mim, God Of Thunder tem andamento demasiadamente lento e I Was Made For Loving You tem um arranjo equivocado, modificando em muito a versão original.  Concordamos em haver pelo menos um outro ponto negativo, o choque entre as guitarras e os instrumentos sinfônicos em Rock And Roll All Nite, descaracterizando o arranjo mais simples da clássica versão original.  Mas talvez o grande destaque positivo do projeto seja a versão de Great Expectations, que nunca havia sido tocada ao vivo e funciona perfeitamente com os arranjos orquestrais (muito similares aos originais do álbum) e o coral infantil.

Como o show foi lançado em DVD, devemos recomendar aos leitores que se tiverem que escolher um dos formatos para compra, que escolham este, apesar da edição do show ser um pouco frenética, tal a rapidez que as câmeras são trocadas. Além de mais completo, o show ganha enormemente com o seu aspecto visual, principalmente pela inusitada formação mascarada dos membros da orquestra e seu maestro.  Um show do Kiss sempre teve como ponto forte este aspecto, e a produção do DVD novamente não decepciona trazendo o espetáculo pirotécnico em destaque, além de um interessante documentário com a pré-produção do show e ensaios. Algumas músicas, como pelo menos Great Expectations e Shout it Out Loud, certamente tiveram mais de uma execução, já que é possível notar Gene Simmons utilizar dois baixos diferentes durante suas exibições. Nos extras a participação da banda numa entrevista prévia ao show, num programa televisivo australiano.  Na semana que vem estaremos abordando a jornada da banda até seu próximo álbum inédito, até lá!

Flávio Remote e Alexandre Bside.



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30 replies

  1. Remote e BSide, outro excelente post!

    Sobre o Alive IV, nossas opiniões são bem semelhantes!
    Acho aqui a melhor versão de “Beth”. Mais uma boa de “Goin’ Blind”, assim como “Shandi” e “Sure Know Something”. Agora, realmente, “Forever” ficou péssima. Não tinha pensando nisso que vcs falaram, mas, até pelos arranjos da canção, com certeza ela teria uma melhor qualidade se tivesse entrado no MTV Unplugged do que aqui neste sinfônico…
    Não gostei da versão de “Psycho Circus” também, assim como achei fraca a de “Strutter” (uma das minhas músicas favoritas da banda).
    No mais, gostei de “Detroit Rock City”, “Black Diamond” também ficou legal e apesar de concordar com a “mistura mal feita” de “Rock and Roll All Nite” aquela parte no meio onde a galera canta creio que faça valer a pena esta versão (mas não chega a ser “indispensável”). Também gostei de “I Was Made For Loving You”, tirando um pouco de sua batida “disco”. O grande destaque, com certeza, vai para “Great Expectations” mesmo, ficou demais! As demais, creio que tenha ficado interessantes, mas nada de sensacional ou que deva muito às versões originais.

    Uma pergunta: na turnê KISS/Aerosmith, quem abria pra quem? Ou havia um revezamento? Fiquei sabendo (por boatos, não sei se procede) que o Kiss detonava o Aero nos shows… Kiss ao vivo deve ser demais…

    Abraços.

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    • Caro Marco

      Obrigado novamente pelos elogios. Na turnê do Kiss/Aerosmith – O Kiss abria e o Aerosmith fechava o show. Acho que apesar de dinossauras irmãs calcadas na mesmo segmento de rock (hard rock) , há uma maior diferença na questão visual entre as bandas, onde o Kiss sempre investiu muito fortemente, talvez mais do que qualquer outra banda. O Kiss ao vivo sempre é um grande espetaculo, ainda mais nesta fase mascarada, com todos os apetrechos (sangue, guitarra pegando fogo, etc….).
      No mais, em termos musicais de performances ao vivo (embora eu não tenha visto ainda um show na integra do Aerosmith para avaliar melhor), imagino que as bandas são igualmente boas. Em 2003 a banda contava com um clone do Ace e com Peter (que ja vinha apresentando performances mais contidas, há muito tempo) – não é minha fase predileta. No proximo post veremos uma nova mudança na formação e em consequência deu mais corpo e versatilidade à banda.
      Sobre os boatos ou não de que o Kiss detonava o Aero, talvez tenham mais fundamentos na questão visual acima, será?
      Abraços
      Flavio

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      • Na boa, todos aqui sabem que gosto tanto do Kiss quanto do Aerosmith, mas pra mim, o Kiss não deveria ter se sujeitado a ser “apenas” a banda de abertura nestes shows! Tá certo que o Aerosmith é mais velho (1 ano apenas), e também não vou entrar no mérito da questão do número de álbuns vendidos de cada um (embora tenha visto que são parecidos também), mas deveria haver no mínimo um revezamento entre elas! Afinal são duas mega-bandas! Procurei e descobri que quem sugeriu a turnê foi o pessoal do Kiss, já até imagino o pensamento da dupla Gene/Paul: “Vamos fazer uma turnê conjunta com o Aerosmith, o que gerará um belo apelo comercial, que gerará estádios lotados, que gerará mais grana pra nossas contas bancárias…”. “Ah, vamos ser os primeiros a se apresentar?? Mas vai entrar a grana? Não tem problema…”.

        Imagino que um show do Aerosmith deva ser até meio monótono depois de uma apresentação do Kiss… até pelos estilos musicais…

        Abraços.

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        • Marco, ótima análise, concordo plenamente.

          Pude ver o último show do Aerosmith do Morumbi em 2008 (abertura do Guns, digo, Velvet Revolver) e vi “apenas” dois shows do Kiss (1999 e 2009) e posso garantir que, apesar do Aerosmith ter me agradado demais ao vivo (mais do que esperava, visto que meu propósito do dia era ver o Slash mesmo na abertura), destaque para o Tyler (que cantou DEMAIS na noite, com ótima performance também na questão de liderar a banda e público), na questão de animação e arsenal de luzes, explosões e efeitos, não dá nem para comparar o Aero com Kiss…

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

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          • Exatamente, Eduardo!
            A energia do Kiss é fora do comum! Voltando ao exemplo de “Lick It Up”, não há como negar que, instrumentalmente falando, ela é simplista demais, principalmente, o baixo e a bateria… mas é uma p*** música, ouvi-lá no último volume dentro do carro numa rodovia faz vc perder pontos na carteira de habilitação…. rsrsrs…
            Não há quem fique indiferente quando a ouve, num show deve ser demais… isso só pra citar um exemplo.

            Abraços.

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            • Marco, exato… eu, particularmente, gosto da Lick It Up, mas é inegável a simplicidade da música em termos instrumentais… é exatamente o que você disse sobre “fãs mais antigos” e “fãs novos”… eu conheci essa música via Alive III e a acho extremamente “encaixada” no setlist e exatamente onde ela está…

              As garotas deliram com esta música, o que deixa o show do Kiss mais, digamos, rock and roll !!!

              [ ] ‘ s,

              Eduardo.

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              • Pois é, nem me fale. “Lict It Up” = vontade de manter o carro em alta velocidade = garotas curtindo = diversão! Já vivenciei isso, exatamente assim… (época da faculdade…. rsrs…) e são essas coisas que a música (em geral) nos proporciona, boas recordações!

                E eu sempre digo que muitas das maiores canções são simples (isso não quer dizer que eu não goste de uma “mais elaborada” também!), enfim, cada música marca cada um de maneira singular!

                Abraços.

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  2. Ah… esqueci de comentar: e depois eles reclamam por não figurarem no “Rock and Roll Hall of Fame” (e até acho que reclamam com razão, pq tem cada banda que está lá que dá até vergonha do nome “Hall da Fama do ROCK”). Mas eles mesmos deveriam se valorizar mais ás vezes, e não pensar só no dinheiro! O Iron Maiden abriu pro Kiss no começo da carreira (e ouvi até que o Black Sabbath também, mas dessa eu duvidei, afinal o Sabbath já tinha “fama” quando o Kiss começou), bem, voltando ao Iron, pergunta pro Harris se ele topa abrir um show pra qualquer banda atualmente (ou pro Metallica)? Duvido…

    E não acho que o show do Kiss seja mais “animado” por causa dos efeitos visuais apenas, são as músicas mesmo. As do Aero (inclusive os clássicos) são mais paradas.
    Olhem o exemplo: ontem mesmo, sai de carro à noite e botei em sequência “Strutter”, “Love Gun” e “Lick It Up” no último volume, o quê que é aquilo? Até que não conhecia a banda se deixava levar pelo som… isso só pra citar um exemplo. É claro que o Aerosmith também tem músicas “alto astral”, mas sei lá, eu acho que depois de um show do Kiss o cara deve pular tanto que ele só vai querer saber de ir embora no final…

    Abraços.

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    • Marco,

      Sobre o Kiss ser mais animado que o Aero, aí não sei, pois tenho conhecer melhor o Aerosmith para atestar. Realmente na turne de 2003 estão os classicos da banda e concordo que o cara devia pular em grande parte do show.
      Sobre abrir para o Kiss, tem um monte de bandas consagradas que já fizeram turnês com o Kiss, abrindo para o show, no início de suas carreiras – Iron (1980) e Bon Jovi (85 ou 86) são exemplos.
      Sobre o Sabbath, eu atesto pessoalmente que a banda abriu para o Kiss em 1994, com a formação Iommi, Butler, Ward, Tony Martin no festival de rock Monsters em SP. O Kiss fechou a noite.
      Abraços

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    • Maiden abrindo para o MetallicA, ou vice-versa?

      A máxima “nunca diga nunca” não é válida aqui. Isso realmente não vai acontecer. Se fosse acontecer, poderia acontecer em alguma data do festival Sonisphere 2010, por exemplo, onde os 2 serão headliners em dias / cidades diferentes. E headliners para Heaven And Hell (Black Sabbath) e outras grandes bandas, como Megadeth e Motörhead.

      E sim, o Kiss possui músicas que levantam o astral, letras que fazem a gente até mesmo rir … e o Aerosmith é mais “parado”, não em um sentido negativo, mas é realmente outro estilo.

      Um revezamento talvez fosse a melhor opção mesmo, mas talvez o interesse do Kiss não fosse esse mesmo, na época. Hoje, não vejo o Kiss também deixando outra banda ser headliner em uma mesma noite…

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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    • Eles não estarem no RnR HoF é realmente algo inexplicável do ponto de vista do propósito da premiação existir… é vergonhoso…

      E sim, haja “lixos” tocando naquilo ao lando de alguns gigantes verdadeiramente merecedores do prêmio.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  3. Olha Marco concordo com você que deveria ter havido um revezamento das bandas que são muito próximas em termos de tempo de estrada. Dei uma olhada nas vendas das duas, e não sou expert em Aerosmith, mas percebi que o Aerosmith vendeu mais, e mais principalmente depois no retorno da banda, isto é nos anos 80/90. Isto indica que a popularidade da banda no ano do show devia estar melhor que o Kiss. Talvez este tenha sido o fato para tal justificativa. Aí cabe uma pesquisa mais detalhada…
    Abraços

    Flávio

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  4. Remote,
    Creio que a diferença nas vendas das duas bandas seja pequena a favor do Aerosmith (tipo 120 contra 100 milhões, ou 100 contra 85, mais ou menos, né?), não lembro ao certo. Mas isso a nível mundial, não? Pois nos EUA acho que o Kiss ganha, afinal o Gene sempre vem com aquela ladainha de que ninguém tem mais discos de ouro nos EUA do que o Kiss, não é? Pois bem, esta turnê foi só nos EUA, correto? (Talvez Canadá??). Então, essa história de vendas… sei lá, não justifica.

    Até entenderia o Aerosmith ser headliner, se fosse num festival, como citado pelo Eduardo. Até pq, em algumas ocasiões, poderia acontecer deles “caírem” na mesma noite (já que sempre tem a “Noite do Metal”, “Noite do Hard”… e por aí vai…) creio que nestas ocasiões se justifique o headliner ser a banda que esteja em “melhor momento” (e talvez se justificaria pq, em 2003, as duas bandas estavam lançando apenas coletâneas; de inéditas o último do Kiss havia sido o “Psycho” que atingiu “apenas” disco de ouro (como foi fácil achar essa informação, valeu Remote e Bside) em 1998, já o Aero tinha lançado em 2001 o mediano Just Push Play que atingiu Platina (pra mim o “Psycho” é bem melhor)). Mas, em se tratando de turnê, com vários shows, nada justifica o Kiss ser SEMPRE o primeiro a se apresentar…

    Abraços.

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  5. Marco e Eduardo,

    Primeiro:
    Estarmos discutindo o que gostamos mais, e graças ao MHM, é show.

    Sobre a diferença de 15 a 20 milhôes , eu acho que vale uma pesquisa. Eu e B-side devemos publicar algo das vendas do Kiss no último post da discografia, que deveria ser daqui a 15 dias, mas pode sofrer adiamento e depois explicamos porquê.
    Dei uma olhada no RIAA e vi que o Aero ganha e estava em melhor fase de vendagem tb. Não sei se isso justificou quem era Headliner, mas pode ser…
    O Eduardo falou em luzes, explosões , efeitos – daí o lance visual que havia exposto.
    Agora Marco, vai aqui talvez um momento de decepção. Já ouvi Lick it up umas 50000000000000000000000000000000 vezes e já há tempos prefiro qualquer outra música do álbum. Acho duca… a sensação do ultimo volume no carro que vc teve ao ouvir a musica, embora os pontos na carteira não sejam bem vindos.
    Pegar o album Lick it up e ouvir no maximo volume continua sendo duca.. tem musicas muito fod.. – para mim e já se fazem 17 anos desde o lançamento. Mas a música Lick it up já não me empolga como em 1983…
    Abraços ao nosso MHM e a todos nós

    Flavio Remote

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    • É ótimo mesmo podermos discutir sobre estes temas que tanto gostamos! Viva o MHM!

      Eu já sabia que “Lick It Up” não era bem vista aqui no MHM, Remote… hehehe…

      Concordo quanto à qualidade do álbum homônimo, muito bom! Citei ela por ser praticamente o único hit do disco e um clássico presente em praticamente todos os setlists da banda, por isso que eu acho que eles não mudam tanto as músicas nos shows: vc a dispensaria sem remorso, eu adoraria ouvi-lá num show. É a diferença entre fãs novos e antigos…

      E gosto pessoal é um problema mesmo, sem querer adiantar as coisas mas já adiantando, cito o exemplo de “All For The Glory” do Sonic Boom. Eu adoro essa música, acho demais (e ótima pra ouvir no carro também, dá vontade de ultrapassar todo mundo, só não gosto da parte da multa… hehehehe…).
      Pois bem, já vi por aí gente falando que esta seria um dos “pontos fracos” do disco, contrariando totalmente a minha opinião… e existem inúmeros outros exemplos como este. É difícil agradar a todos!

      Ps:A gente poderia criar uma lista das músicas que fazem vc pisar no acelerador sem querer… hahahaha… a minha primeira colocada acho que seria “Whola Lotta Rosie” do AC/DC e mais uma penca de músicas do Iron… rsrs…

      Abraços.

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      • Marco,
        Sobre a Lick it up, acho que poucos pensam como eu, aliás o meu irmão também acha ela a pior do álbum. Mas no MHM acho que a maioria gosta bem da música. Acho que o Eduardo deve adorar!
        Sobre as musicas para destruir o carro, são muitas … Eu lembro de ouvir The Glass Prison (Dream Theater) e me empolgar bem no volante. Tem várias, teria que pensar mais para elaborar. Hoje em dia, como sou casado e com o passar do tempo, tendo a me conter mais e deixar o acelerador talvez para uma pista de Kart.
        Ah e sobre All For The Glory – na proxima semana conversamos sobre este assunto, hehehehehehe….
        Abraços
        Flavio

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        • Realmente, eu gosto da música… como disse antes, talvez pelo estilo espiritual da música… fazendo uma analogia, qual a “qualidade instrumental” das músicas da primeira fase dos Beatles? Acredito que vocês entendam o que quero dizer: as músicas / letras são tão simples que, em uma análise fria, chegam a ser realmente coisa de criança… mas e aí? No final do dia, ela te traz um ótimo estado de espírito e felicidade… coisas que só a música pode fazer por você…

          [ ] ‘ s,

          Eduardo.

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      • Marco, esse lance de ouvir sons no carro é realmente algo que pensamos sempre, pelo menos sei que meus amigos paulistanos o fazem “on a daily basis”. Sim, há certas músicas que é melhor não ouvir no carro ou o velocímetro e conta-giros começam a deitar para a direita mesmo… hahahaha…

        E adorei sua ideia de fazer um post sobre isso. E as músicas poderiam ser adicionadas via comentários dos post! Eu tenho várias, se começar a falar aqui, não paro mais… hehehehe…

        Quer cuidar deste post inicial?

        [ ] ‘ s,

        Eduardo.

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  6. Otimo post como sempre, sobre o Simphony , só lamento o Ace não ter participado ,seria a despedida perfeita pra ele, comemorando os 30 anos de banda com um grande show como esse. o Tommy sempre será pra mim um ‘cover’ , um clone mesmo, apesar de respeitar ele, e ter gostado muito do novo cd, mas nunca curti mesmo o lance dele e o Singer maquiados, mas isso e outra história, sobre o álbum, posso dizer que curti muito , mas realmente ‘Sure Know Something’ , ‘Goin Blind’ perde em qualidade em relação ao Unplugged, ‘Shandi’ ficou ótima e sempre vai ser uma das minhas favoritas (apesar de pop).
    ‘Beth’ foi o ponto alto do show, grande , e aquele final apoteótico é de arrepiar.

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    • Obrigado pelos elogios e sua participação novamente, Bill. Sobre o Ace, acho que de todos foi sempre o mais rock and roll, e por exemplo nunca gostou da produção de Bob Ezrin, que era mais chegado num lance mais elaborado com instrumentos até de orquestra (Beth , a produção do Destroyer e o The Elder comprovam).
      Acho que ele não se empolgou com o projeto e já tinha saído da banda dai não voltou.
      Sobre o Tommy, acho que poderia ter mais personalidade e não imitar tanto o Ace – os outros guitarristas do Kiss sempre tiveram suas próprias caras.
      Já o Singer ou qualquer outro usando personagens originais, sem serem os criadoreas das mesmas, eu e Ale já postamos que sempre fomos contra. Mas sobre a qualidade do Eric Singer e sua contribuição na banda, consideramos inquestionável.
      E o que achou de Great Expectations, não foi algo interessante neste projeto?

      Abraços
      Flavio

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  7. Eduardo,

    Sobre o post referente “Músicas para “fincar” o pé no Acelerador”, podemos fazer sim. Quando eu tiver um tempinho (o que está difícil!!), posto a minha lista e o pessoal vai adicionando nos coments, como vc falou…

    Ou se alguém quiser já fazer a sua lista e colocar aqui, não sei…

    Vcs que mandam, afinal acabei de chegar por aqui… rsrs…

    Beleza, chefe?

    Abraços.

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  8. Eduardo, Marco, Bill :

    Mal tive tempo de aparecer por aqui, mas aproveito novamente para agradecer os posts acima antes de tudo e a idéia de lançar um post sobre músicas que motivam a pisar no acelerador é algo interessante, quem se habilita? citaria quatro agora, sem pestanejar : Aces high ( Iron Maiden), Highway Star (Deep Purple), The Glass Prison ( Dream Theater) e ,é claro, Detroit Rock City ( KISS).
    Voltando a falar do sinfônico, a minha expectativa era de algo mais ousado, e eles perderam uma excelente oportunidade de tocar algo do The Elder, sem dúvida. O álbum é recheado de orquestração, cairia como uma luva neste projeto. Imaginem a execução de 60 músicos de uma orquestra para Fanfare ( como um opening act , por que não) e também de The Oath, ao menos.
    Ainda assim, algumas versões das músicas que acabaram no projeto me agradaram, outras nem tanto, e sem dúvida o ponto alto acabou sendo pela Great Expectations mesmo.
    Bom , a sequência agora aponta para o Sonic Boom, que já está ” quentinho, pronto para sair do forno” .

    Alexandre Bside

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    • Bside,

      Concordo, o “The Elder” cairia como uma luva neste trabalho. Fico imaginando “Only You” ou “Under The Rose” neste sinfônico, podendo ainda ser usado mais vezes o coral com crianças, creio que ficaria excelente!

      Abraços.

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  9. Ah sem dúvidas que Great Expectations foi uma grande versão, de arrepiar mesmo, também acho que seria ótimo ter alguma coisa do The Elder, mas aí teria um problema : Peter Criss! The Oath por exemplo tem uma bateria bem trabalhada e não acho que o Peter daria conta do recado, mesmo em Forever que é uma balada ele já não teve um desempenho a altura da versão original, imagina em The Oath?

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  10. È verdade, Bill, the Oath não dá pro Peter.. Quem sabe uma mais calma, como Just a boy ? Seria ótimo!!

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