Cobertura Minuto HM – Uriah Heep em SP (Virada Cultural 2014) – resenha

Em um passado não tão distante, na década de 70, na Inglaterra, existiam os chamados “Big Four”. Eu não estou falando dos The Beatles, mas sim daquelas que foram consideradas um dia as 4 maiores bandas de heavy metal inglesas dos anos 70: Led Zeppelin, Black Sabbath, Judas Priest e Uriah Heep. Claro que isso foi algo arbitrário. Todos aqui poderiam elencar ainda, sem pestanejar o Whitesnake e o Deep Purple e outras bandas “setentonas” que estariam no mesmo páreo, mas isso foi algo que algum veículo de comunicação arbitrou como as “4 grandes”.

O objetivo de começar o post assim foi isso puramente demonstrar o respeito e o reconhecimento por essa banda e fazermos  uma menção mais do que honrosa ao Uriah Heep que tocou na Virada Cultural 2014 deste último dia 17/maio e começa sua turnê pelo Brasil. O Uriah Heep é Mick Box (guitarras e vocais), Phil Lanzon (teclado e vocais), Bernie Shaw (vocalista), Russell Gilbrook (bateria e vocais) e Dave Rimmer (baixo e vocais).

A banda se apresentou no palco São João. A passagem de som demorou um pouco além do necessário e o show previsto para as 23h00 começou às 23h20 com uma qualidade boa de sonorização.

UriahHeep_ViradaCultura2014

Além do palco, o público poderia assistir ao show em um grande telão colocado na distância de um quarteirão do palco, onde imagem e som estavam excelentes. O público compareceu e prestigiou a banda. Eu não me lembro de ver tanta camisa do Black Sabbath e do Rainbow em plateia junta. Quem estava presente, além de comparecer, curtiu bastante o show, aplaudindo e dando, sempre, aquela calorosa recepção para as bandas. Acho que de todas as músicas executadas, eu diria que Gypsy foi a que teve a resposta mais calorosa de todos

Sobre o evento: a Virada Cultural da cidade de São Paulo é uma manifestação social muito positiva na minha opinião. Infelizmente o que ganha cartaz na mídia são as ocorrências policiais com a violência. Acho que só quem vai lá ver aquilo de perto é que consegue opinar sobre o que se passa lá. Obter os números da polícia e divulgar não traduz o que é a Virada Cultural. São milhares de pessoas de todas as tribos. Eu me senti muito seguro em mais de 90% do tempo em que fiquei lá. Haviam muitos postos policiais e da Guarda Municipal espalhados por todas as partes. Desde o metrô até o meu retorno, eu vi muita autoridade organizando, orientando, atuando e se esforçando pra fazer o evento ser bem sucedido.

Eu participei pela terceira vez, indo e fazendo questão de ver outros palcos com outras propostas musicais. De fato existem momentos de medo ao andar pelas por algumas ruas repletas de todo o tipo de gente, mas eu vejo muito mais gente com postura positiva do que aquelas que, em um julgamento meu, poderiam gerar ou ser um potencial problema. Eu recomendo a todos que um dia experimentem ir a esse evento ao menos uma vez na vida. Ainda diria que se você é paulistano, você tem a obrigado de ir! É parte de viver em uma cidade onde as pessoas sabem lidar com a vida caótica de uma das maiores e mais diversificadas cidades do mundo. Eu recomendo.

Grande abraço a todos.

Rolf.

Contribuiu: Eduardo.



Categories: Cada show é um show..., Curiosidades, Resenhas, Setlists, Uriah Heep

11 replies

  1. Rolf, é muito legal que você, não exatamente um paulistano, pense sempre em comparecer a eventos claramente pensados na cultura do público da capital de São Paulo. Ter o Uriah Heep como uma das atrações é algo muito louvável.
    Quanto ao set, eu não sou sequer um conhecedor médio da banda, mas vi clássicos da fase áurea da banda, como July Morning e Look at yourself, ambas presentes no álbum ao vivo mais respeitado da banda, Uriah heep live , de 1973.
    E do álbum Demons and Wizards, talvez a faixa mais clássica, Easy Livin’ , que de forma esperada , fechou a noite. Segue abaixo um vídeo disponibilizado da versão da virada cultural, encontrada no youtube.

    Alexandre

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  2. B-side, impressionante o conhecimento de vocês. Seja qual for o nome ou a banda, vocês sempre estão acima da média sobre conhecer do riscado.
    sem querer chover no molhado, o meu objetivo aqui era exatamente dentro do contexto que você comentou: mencionar o fenômeno da Virada Cultural. eu ja assisti Living Colour, Suicidal Tendecies, Iron Buttefly e muita banda nacional legal como Titãs, Gueto e Carro-bomba nesse evento. Tudo dentro dessa vibe ai que você viu: a galera sempre em clima de festa e de boa convivência. Sem falar na inclusão de pessoas a ter acesso a eventos de todos os tipos: cinema, teatro, música, exposições, performances. Basta escolher e ir.

    O palco rock and roll fica em destaque na virada cultural. Os organizadores entendem que a cidade possui uma forte cena rock and roll. Quando eu estava chegando no palco São João, eu conversei com algumas pessoas que entendiam muito de rock and roll e heavy metal e me espantei com a quantidade de gente que estava lá só pra ver o Uriah Heep. Pessoas que estavam em êxtase porque essa banda iria se apresentar lá. Imagina isso! só em São Paulo.

    Sobre a virada em si, é claro que eu passei alguns apertos. todos os anos eu passo. Dessa vez, eu virei uma esquina lá e trombei com uns 50 caras de uma torcida organizada de um grande time de São Paulo. É lógico que eles não estavam lá pra festejar. Eu tive que tomar uma decisão rápida e passei de forma apavorada pelos caras que não cismaram comigo mas vai saber!.

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    • Rolf, eu não sou nem de perto um conhecedor razoável do Uriah. O pouco que eu conheço é pertinente ao álbum ” Abominog”, cuja capa é inversamente proporcional ao que sugere ser o material gravado, além de não ter tanta representatividade em relação aos standards da banda, e os dois álbuns que citei acima.

      O Demons and Wizards foi alvo de ” dever de casa ” do blog e o Live de 1973 eu acabei pesquisando por conta e risco na mesma ocasião.

      Como você vê, conheço pouco da banda , mas que bom que esse pouco serviu para agregar algum conhecimento por aqui.

      Alexandre

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  3. Neste ano eu não fui, e pelo que vi pela internet, perdi uma apresentação muito boa de uma banda clássica. Gostei muito pelo seu post ser positivo, sobre a Virada Cultural, já que a mídia só promove os pontos negativos. Em todo ajuntamento de pessoas, independente do motivo, sempre há algum tipo de conflito, e assaltos são rotina na maior cidade do país, e tenho certeza que se enumerarmos os percalços e dividirmos pelo público total, vai ficar na mesma média do dia a dia. Eu já presenciei assaltos, mas em geral sempre me senti segura nos eventos da Virada Cultural, e só teve um ano que tive algum problema com dois homens abusados, mas que acabaram sendo expulsos da onde eu estava. No mais só alegria e curtição.

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  4. Ah, rebloguei seu post. Espero que não se importe.

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  5. Eu, morador de Porto Alegre, sempre senti inveja dos paulistanos e de sua virada cultural. Seria ótimo ter este tipo de evento por aqui, se bem que não sei se a capital gaúcha comportaria um evento desta magnitude.
    Sobre Uriah Heep, me considero um razoável conhecedor da banda na época que considero a áurea da banda, entre 1970 e 1973. São 6 álbuns de estúdio e 1 ao vivo. Todos sensacionais. Considero David Byron, top 5 entre os vocalistas da época. Uma época com Gillan, Plant e etc no auge.
    Ontem, fui ao show deles aqui em Porto Alegre (um monstro sagrado a menos para assistir ao vivo – inacreditável!) e gostei bastante do show. Principalmente da performance do baterista Russel Gilbrook, na banda desde 2007 e do vocalista Bernie Shaw (há mais de 27 anos na banda). Mick Box, único na banda desde 1969, teve uma boa apresentação. Mas os seus 66 anos já começam afetar a sua mobilidade.
    O set list deu preferências aos clássicos (coisa que eu nunca discordo num caso de 1ª apresentação da banda em uma cidade) mas as músicas novas são bastante boas também.
    Detalhe: todos demonstravam real alegria de estar tocando para o público gaúcho, o que sempre valorizo.
    Em resumo, valeu, e muito, a pena.

    Além dos clássicos do Hard Rock, listados em qualquer site, deixo como dica a música “Come Away Melinda” do disco de estreia da banda. Diferente e muito interessante.

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  6. Rolf, apesar de ter ajudado na confecção do post, não estava presente no show (aliás, nunca fui ao evento) e preciso registrar um comentário aqui.

    Você sempre defendeu a Virada Cultural e esse é o recado mais importante aqui. As notícias são sempre notícias – não vende falar que algo foi “legal”, “bom”, o que vende é falar de arrastões, brigas, o que seja de ruim – e eu, nascido onde nasci nesta cidade, tendo frequentado diversos eventos na cidade de todos os tipos de tamanho e gente e ainda com minha quase total rejeição aos portais de notícia atuais que só “querem” audiência, fico feliz em ver algo assim por aqui.

    Como você sabe, estava viajando no dia da banda, e teria sido muito legal ter curtido DE GRAÇA o show deles. O post traz um pouco desse clima e o B-Side e meu xará Eduardo trouxeram um “caldo” sobre o banda. Excelente.

    Minha ÚNICA “reclamação” com você (não podia faltar uma bronca, certo?) é você filmar com o celular “em pé”… É DEITA ESSE CELULAR, FILHO… 🙂

    Muito obrigado pelo post, mais que justo.

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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  7. Fotos do show extra da banda em São Paulo, realizado no dia 27/maio/2014: http://wikimetal.uol.com.br/site/uriah-heep-em-sao-paulo/

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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