Cobertura Minuto HM – Paul McCartney em Brasília – parte 3 – resenha

Ingresso_PaulMcCartney_Brasília2014

Após a incrível experiência que foi assistir à passagem de chor… som de Macca, onde em termos práticos se tem é um show praticamente particular / exclusivo, era a hora de se posicionar para o segundo e maior round deste dia tão especial para Brasília, que receberia, então, o mais importante show de sua recente vida.

A chuva era um fator que incomodava demais os 83 presentes, bem como o staff de Macca e todos os que estavam ali como parte da organização. Atrapalhava ao ponto de ser difícil até ouvir as dicas de como funcionaria o “mini estouro de boiada” que aconteceria ao final do Hot Sound.

Funciona assim: os portões do estádio não são abertos até internamente todos que estava na passagem de som tenham a oportunidade de se posicionarem nos lugares desejados da pista VIP (Prime). Mas até para isso, a organização tem que cuidar para não acontecer o tal “estouro” de forma inadequada e alguém se machuque, por exemplo, escorregando e caindo. É o que se espera de um ingresso diferenciado e mais caro mesmo, ainda que tire um pouco do estilo “rock and roll” de se fazer as coisas.

O experiente de Hot Sounds, Charles, com sua esposa, me deram o toque para já nos direcionarmos a uma das laterais. Fomos uns dos primeiros a sair em uma fila indiana rumo à grade, ainda que eu naquele momento tivesse dúvidas se iria querer ficar (leia-se aguentar) uma grade após tantos anos “aposentado” da vida de aperto, ausência de líquidos, banheiro, etc. Decidi que era um momento especial e que os acompanharia. A tal fila indiana se transformava em um pequena corrida (bem mais maneirada que a tradicional corrida que existe em shows de metal, claro, mas ainda uma corrida) até os lugares centrais da grade. Nós conseguimos nos posicionar um pouco mais à esquerda, direita da visão dos músicos, mas é possível afirmar que praticamente centralizados.

Quando todos se posicionaram, a organização passa um rádio confirmando o “sucesso da operação” e os portões são abertos. Não há tempo de nada, de ir ao banheiro ou qualquer outra coisa. Mas o público é extremamente diferente do que o público de um show de metal no sentido de “aperto”: ficamos relativamente tranquilos por ali, salvo o normal de uma ou outra pessoa tentar se posicionar também na grade, mas nada que, convenhamos, não fosse mais que gerenciável. Um apertinho ali e aqui e fomos ficando bem centralizados na grade. A chuva? Presente, castigando.

O estádio foi enchendo e entre um ou outro passando mal pelo calor do local (que, afirmo, estava tranquilo quando penso em um show mais “pesado”), uma molecada inexperiente, sem comer, sendo tirada, tudo correu bem até percebermos que o show atrasaria, e bastante. O show de Macca é antecedido por um DJ que fica tocando músicas remixadas, especialmente dos Beatles, por cerca de 20 a 30 minutos com mais 30 minutos (praticamente exatos) de vídeos nos telões com fotos históricas do Fab Four e um playback também com músicas remixadas. O show atrasou um pouco mais de 1 hora; notou-se que foi muito pela chuva – mas rendeu inclusive pequenas vaias dos 46.000 presentes que lotaram o novíssimo e bonito Mané Garrincha.

Já fiz outras coberturas dos 4 anos anteriores de Macca no Brasil, e desta vez, tentarei trazer alguns detalhes talvez não música a música das 39 executadas, mas um pouco mais do maravilhoso clima que é assistir ao Sir e seu mais que funcional “script emocional” de frente ao maior músico vivo do mundo.

Eu tenho sempre esse “barato”, e costumo discutir isso com frequência sempre que estou com o Rolf, de curtir pensar que aquele músico, aquela banda, está no palco quando estou presente em um show, “logo ali”. Desta vez, mesmo pensando que estaria mais “anestesiado” depois da emoção enorme do Hot Sound, não pude me conter ao ver a famosa entrada de Macca no palco ali, realmente a coisa de 4, 5 metros de mim. A visão era excepcional, o público não incomodava na grade quase nunca e eu estava ali, curtindo um palco baixo que facilitava a visão até para notar a água que batia em seu terno vermelho (apelidado “carinhosamente” por alguns presentes de “roupa da Dilma”) quando da entrada que o consagrou: sem música, para ouvir os ensandecidos gritos dos presentes. Foi algo que justificou imediatamente os inve$timento$ e o esforço que foi esperar horas na chuva em pé na grade. É realmente ímpar em termos emocionais parar para pensar na importância disso tudo.

Eu estava com um mochila protegendo um pouco uma máquina Canon que tenho há alguns anos e que, apesar de hoje já estar até ultrapassada, ainda dá bons frutos para ocasiões como esta. Fiquei na dúvida: deixo-a protegida da chuva para que não corresse riscos de estragar ou a usava a qualquer preço para registrar o momento? Creio que a generosa galeria de fotos ao final do post responde pela opção que tive (além de ajudar a contar o show também), com arrependimento zero da decisão e extrema felicidade pelos resultados. E a câmera sobreviveu, para minha alegria, para uma próxima!

A primeira dúvida do show seria ouvir Eight Days A Week ou Magical Mystery Tour como abertura. Como no Hot Sound a banda tocou a segunda, minha aposta foi por ela. Acertei. Foi interessante notar que naquele momento eu teria a honra de literalmente ouvir os dedos de Macca passando pelo Höfner mais famoso da história da música, entre outros instrumentos. Deu para ver Paul e banda muito animados, ainda que a chuva incomodasse, e uma voz consistente de Paul. Notei também que o especialmente o telão do palco trazia imagens que caracterizavam um show 3D, que era exatamente o caso e me surpreendi com ninguém percebendo isso. Pudera: eu mesmo só olhei o tour book depois, que trazia um óculos 3D para o show… mas talvez tenha faltado aí um pouco de divulgação do recurso (ainda que a chuva fosse estragar os óculos de papel, sendo necessários óculos de plásticos, como os de cinema).

Esta perna da tour Out There aproveita para trazer, entre os mais que esperados petardos da longa carreira do Sir nos Beatles e pós, músicas de seu novo trabalho, New, mas sem comprometer o espaço dos clássicos e uma ou outra música menos conhecida do grande público, mas que presenteia os fãs mais hard.

O script esperado de Paul para conversar com o público em Português estava ali, com seus “boa noite, brasilienses”, “isso aqui está bombando”, “essa noite eu vou tentar falar um pouco de Português, mas meu inglês é bem maior (sic)”. Tudo dentro do script, mas que encanta mesmo aos que já esperam pela repetição das brincadeiras e emociona muito aos que o assistem pela primeira vez.

Enquanto ouvia Save Us pela primeira vez ao vivo, confesso que me preparava para tentar ver “direto” pela primeira vez All My Loving – deixando claro: sem chorar. Nunca consegui e voltei a falhar, assim como falharia nos 2 shows de São Paulo que viriam na semana. Realmente é surreal ouvir All My Loving, me traz uma alegria e sensação incontrolável, sem qualquer gerência. Muitos aproveitavam para tentar dançar um pouco ao som que embalou os anos 60, ainda que a grande maioria dos presentes, inclusive este que vos escreve, mal era um “projeto de vida” durante a beatlemania.

Um dupla dos Wings viria na sequência, me surpreendendo com os poucos ao meu lado cantando Listen To What The Man Said, o que mostra que o público está mudando mesmo: os mais jovens estão cada vez em maioria nos shows de Macca, e claro que aí falta a bagagem necessária para saberem algo de Wings que não Band On The Run. A sequência com Let Me Roll It faria minha voz ficar por ali mesmo, logo notei que passei do ponto cantando-a. Paul então traria o instrumento original de 1967 ao palco, anunciando-o assim como de costume, para Paperback Writer. A voz de Paul era um destaque da noite mesmo, mas os backing vocals mais que competentes dos músicos que estão com ele há tanto tempo (mais que ele ficou com John, George e Ringo nos Beatles) são outro destaque que permeiam toda a apresentação. Soma-se a isso a competência nos teclados de Paul “Wix” Wickens, companheiro mais antigo de Paul desde 1989, e a simpatia com competência de Abe Laboriel Jr., que já possui em seu curriculum de trabalho, além de do próprio Paul, nomes como Les Paul, B.B. King, Eric Clapton, Steve Vai, Duran Duran, Sting, Ringo Starr…

My Valentine viria com dedicatória a Nancy, sua atual esposa. A música, para mim, continua não funcionando ao vivo como as outras, e é o que posso dizer de “ponto mais fraco”, se tiver que eleger um. É bonita, tem os telões com Natalie Portman e Johnny Depp (eu sou o único que não gosta de Johnny Depp, né?), mas é uma música de estúdio. E, na boa, sorte de Linda que tem Maybe I’m Amazed dedicada à ela, uma questão mais que justa. Sorry, Nancy…

A partir deste ponto, eu posso dizer que a fórmula “alegria-choro” é aplicada com uma precisão quase cirúrgica no set. Eu cheguei a esta conclusão em 2010 mesmo, quando percebia que o set era “costurado” para alternar entre músicas alegres, divertidas, com as que trazem toda aquela carga emocional, seja pela melodia, letra, importância, dedicatória, não importa – faz o machão chorar.

Então começaria ali, com mais uma dos Wings, “1985”, com Paul dedicando-a aos fãs dos Wings (e cada vez menos gente entendendo isso e não retribuindo com o sinal da banda), passando pelo choro de The Long And Winding Road, executada de forma primorosa. A belíssima Maybe I’m Amazed, que exige muito da voz de Paul – entregue nesta noite com mínimas falhas esperadas pelo grau de dificuldade, e a dupla dos Beatles I’ve Just Seen A Face e We Can Work It Out, ambas nem sempre executadas historicamente e que são genuinamente músicas que ajudam a entender o que são os Beatles. Aproveitei o momento que a chuva tinha parado um pouco para filmar a música do Help!

Another Day e And I Love Her fizeram todos dançarem e cantarem, e o terreno para Blackbird e Here Today estava bem macio e preparado, com Paul se dirigindo à frente do palco, com aquela plataforma que o deixaria elevado, lugar que inversamente proporcional à sua humildade, ele merece estar. Com o restante da banda fora do palco, e mesmo meio em prantos com a esperada dupla, consegui filmar a música que Paul aproveita usar como principal homenagem à outra metade dos Beatles, John, companheiro que fez com que eles atingem o status de principal dupla na maior banda da história da música. Here Today é hoje uma música muito mais conhecida do que era ali em 2010 / 2011 e se transformou em um dos picos do show. A plataforma também é muito bonita, por trazer um telão de alta resolução 3D nele também, algo que tentei registrar também no vídeo.

Choradeira colocada mais ainda em dia, Paul aproveita o momento propício para apresentar mais duas do novo trabalho, a homônima e Queenie Eye. Essa segunda, confesso, não me agrada muito no estúdio, mas ganhou muito ao vivo e foi uma boa surpresa para mim, que não tinha olhado o setlist dos shows anteriores e não sabia que ela era parte da parte móvel do setlist.

Lady Madonna pela segunda vez no dia, mais uma vez homenageando “ladies” mais que importantes e famosas, e a divertida All Together Now, com Paul dedicando a música em Português para a “molecada”, antecederam uma mais lado B dos Beatles, com Paul apresentado o álbum que ela está presente, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band: Lovely Rita. E dá-lhe choro… vale a pena:

A quarta e última música do novo álbum viria, Everybody Out There, que é outra que ganha muito mais ao vivo que do que é no estúdio, pela letra ser propício e Paul ter nitidamente montado-a para usá-la em shows. Paul então traria outro Alexandre b-side, Being For The Benefit Of Mr. Kite!, do mesmo álbum de 1967 do outro lado B mais acima. Claro que essas músicas não são, na verdade, desconhecidas dos beatlemaníacos – na verdade, longe disso. Mas a nova galera presente nos shows mal sabia o que está acontecendo. É triste, mas ao mesmo tempo ajudou a ouvi-la sem muitos gritos histéricos. É a música que traduz o psicodelismo dos Beatles e no show isso fica claro com os diversos laser com lentas animações dando todo o clima. Grande momento aos fãs de músicas do estilo também. Deixo 2 vídeos: um de mais perto e outro que mostra esta questão visual do show.

Após o psicodelismo, mais um momento para quebrar as pernas de qualquer um, com Something e a homenagem ao homem que escreveu a lindíssima composição, George Harrison. Paul sabe usar o grande momento abrindo a música com um ukelele e deixando a banda entrar na segunda parte da faixa, no solo, e aí não fica um beatlemaníano sem se emocionar. É outro pico dentro de um show que praticamente só tem hits. As lágrimas são interrompidas por Ob-La-Di, Ob-La-da, que faz todos se divertirem e pularem. Incrível como essa música traduz que o é alegria, mesmo sem ela na prática não dizer absolutamente nada. É muita droga para criar uma letra daquela, convenhamos.

Hora do clássico dos clássicos dos Wings, Band On The Run, com direito ao esperado duplo chute de esquerda de Macca no ar. O destaque fica para as maravilhosas linhas de baixo, que estavam bem claras da privilegiada posição que eu estava.

Além da relação “alegria-choro” que continuaria, Paul então descarregaria de vez mais clássicos absolutos do Fab Four para a parte final do show, com a única e última exceção dos Wings, Live And Let Die. Viria então Back In The U.S.S.R., o que podemos definir como “sonzeira total”, Let It Be, com Paul em seu Yamaha fazendo todos chorarem e transformando o estádio um um verdadeiro show visual com isqueiros flashes de celulares ligados, até a chegada da música tema de um filme do 007.

Quem lê os posts que faço desde 2010 por aqui, sabe que eu procuro dentro do possível sempre filmar esta música. Estava chovendo bastante no momento, mas eu, literalmente “fazendo casinha” para o celular, registrei mais um Live And Let Die, desta vez de cara para as explosões e efeitos, sem conseguir nem filmar os fogos de artifício que se iniciam no palco e terminam em “foguetes” nos céus, por eu estar “embaixo” do palco. Vale aqui registrar ainda que a organização do Paul, momentos antes de começar a música e as explosões, avisa aos seguranças contratados que ficam de costas para o palco para colocarem os dedos nos ouvidos, para não se assustarem. Foi curioso notar este cuidado que eles têm, mas a mensagem não foi clara e a grande maioria dos seguranças tomaram um enorme susto com as fortíssimas explosões que acontecem na música – sim, tanto na primeira quanto na segunda rodada de explosões, eles se assustaram – um deles praticamente “caiu” na primeira explosão, arrancando umas risadas de algumas pessoas que viram. Vale notar o cenário também, que confirmava que o efeito 3D também era outro detalhe menor, mas interessante do show. Aqui então o clássico vídeo:

Para fechar a primeira parte do show, novamente, Hey Jude, com direito a novas plaquinhas acompanhando o “na na na” da música. Lembro de 1993, como sempre – a emoção é enorme. Outro momento ímpar, especialmente para aqueles que nunca viram Paul ao vivo, e mais uma vez Paul comanda o show separando o público entre “homeinsss”, “muiéreixxx” e “todoxxx xuntoxx”.

O primeiro encore traria novamente a banda ao palco com as esperadas bandeiras, a do Reino Unido com Wix e Paul com a nossa (além dos outros músicos se divertindo com pequenas bandeirinhas brasileiras), e a esperada e excelente Day Tripper com seu riff poderoso e marcante, seguida da “música do telhado” Get Back, com direito ao costumeiro “do you wanna Get Back?” de Paul e, para mim, uma surpresa mais que agradável, com I Saw Her Standing There. Senhoras e senhores, pela primeira vez e finalmente eu vi a música que é simplesmente “a faixa 1 do disco 1”. A viagem a 1963, ao início de tudo desta que foi o lado B do primeiro single da banda, I Want To Hold Your Hand. Eu descobriria que meu estoque de lágrimas é grande e, para mim, a música, Paul e o Höfner ficarão marcados em minha mente para sempre – é “rock and roll colhido no pé”.

Paul e banda deixariam o palco pela segunda vez para Paul retornar pela última vez (da noite!!!) com o violão para Yesterday. A banda voltaria então para aquela que é a mais metal da noite, um dos embriões do estilo, Helter Skelter que, confesso, estava em dúvidas se faria parte do set – e ainda bem que fez. Apesar do show estar no final, a voz de Paul na noite foi ótima, ele soube dosar bem na enorme dificuldade que a faixa apresenta à ele, especialmente por estar no final.

Para fechar mais uma noite mágica – porque o que Paul faz ali é isso, transforma um show em mágica – o final do álbum Abbey Road, que é o “final dos finais” que qualquer beatlemaníaco espera. A coisa funciona tão bem que também é o momento que todos os músicos possuem espaço de destaque para o público, com Abe se destacando naturalmente pelas brincadeiras e marcantes batidas de batera das faixas, mas também que Paul sai do piano e assume a guitarra pela última vez (de novo, da noite!!!!), se reveza em pequenos solos com os outros músicos da parte de cordas e termina com a mensagem que “in the end… the love you take… is equal to the love…. you make” e a tradicional chuva de papel molhados picados. É, de longe, a coisa mais linda que existe para se fechar um show, dando a mensagem que os Beatles, liderados por John e Paul, sempre pregaram e que sempre será válida na vida de qualquer ser humano.

Paul McCartney Setlist Estádio Mané Garrincha, Brasília, Brazil 2014, Out There! Tour

Galeria de Fotos:

Obrigado, Paul. Mesmo você terminando o show dizendo “até a próxima”, acho que qualquer um já estaria mesmo pensando isso, de qualquer forma… assim, fechadíssimo: até 2015!

[ ] ‘ s,

Eduardo.



Categories: Artistas, Cada show é um show..., Covers / Tributos, Curiosidades, Instrumentos, Músicas, Resenhas, Setlists, The Beatles

6 replies

  1. Eduardo, show é pouco, a cobertura é tão show quanto o show em si, e olha que isso definitivamente não é pouco. Usando das suas palavras, eu aqui só aprendo.
    O bônus desta vez está na repletíssima sessão de fotos, que bom que a câmera resistiu , pronta para as próximas jornadas.
    E o que se vê no carrossel, em especial, ” desfolhando” as fotos em sequência é um atestado da competência deste grande músico: lá vem ele de Hofner (e terninho Dilma) , la vai pra les Paul psicodélica, pula pro violão de 12 , passa pro piano, vai pro violão de seis cordas, volta pro baixo, vai para a guitarra, retorna para os violões, passeia no órgão igualmente psicodélico, fica neste interminável e impressionante vai e vem de instrumentos sempre com a mesma desenvoltura, e ainda ataca no Ukelele ( o detalhe é o microfonezinho na altura do mini instrumento para a captação do som).
    Algo lindo de ver e certamente mais ainda de ouvir!
    Por fim, os merecidos elogios à banda, talvez a mais espetacular que o acompanhou solo.
    Excelente esta terceira parte, parabéns pela qualidade disso tudo aí ( pleonasmo total isso, mas …)

    Alexandre

    Ah….valeu a brincadeira Bside…Eu gosto mesmo do Mr Kite.

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    • B-Side, ver você dizendo que aqui só aprende é um elogio absurdo, mas ao mesmo tempo, mega exagerado… só posso agradecer…

      Sensacional sua descrição com a parte instrumental, que é outro destaque do multi-instrumentista que é o Sir. E ele ainda toca bateria, não podemos esquecer, ainda que ao vivo não assuma as baquetas. Realmente muito legal sua observação quanto ao Ukelele, eu jamais perceberia, coisa de quem é músico, mesmo…

      Ah… Mr. Kite, eu sempre lembro de você e claro que não me surpreendo com você dizendo que gosta. Vai ser b-side assim lá em… Liverpool!

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  2. Eis o porquê de eu não ter pego o pacote Hot Sound… eu sabia que logo depois teria uma cobertura fantástica aqui e conseguiria ter uma grande experiência só com o review, fotos e vídeos, rs. Parabéns, Eduardo. E que momento incrível…. até 2015, Sir.

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    • Caio, fico honrado e feliz com seu comentário, de quem entende muito. Olha, se eu puder te dar uma dica sobre o lance do Hot Sound, é que é caro, sim, mas é aquela coisa que quando se presencia, se paga com sobras.

      Um momento incrível, um dia com 4 horas de Paul no palco, despejando literalmente os clássicos que são parte da história da música. As fotos neste post são realmente o diferencial, creio eu, e mais ainda foi para mim ter tido a oportunidade de tirar fotos de tão perto – estava tão fácil e tão garantido que eu mal olhava para a máquina, apenas tirava e conferia a qualidade rapidamente.

      O vídeo de Live And Let Die é outra coisa que ficou sensacional de perto, esse eu apenas filmei sem mirar, mas a experiência de ver aquilo de tão perto foi inesquecível.

      [ ] ‘ s,

      Eduardo.

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  3. Todos sabem que destoo da maioria dos minuteiros, não sendo um grande fã dos Beatles. Sou mais um “Rolling Stones kind of guy”, fazer o quê…
    Isso não quer dizer que não admire o quarteto de Liverpool e considero o show que assisti de Macca em Florianópolis um dos ápices de minha carreira de comparecedor de shows. Lamento, no entanto, informar aos amigos que não verti qualquer lágrima no concerto em questão. Vai duma questão pessoal mesmo, de não ser inclinado a emotividades mais aparentes.
    Sei também que nosso presidente e meu xará, Eduardo, tem uma ligação toda emocional com a banda inglesa, isto é óbvio para quem o conhece. Algo minimamente semelhante acontece comigo no que diz respeito ao Iron Maiden. Foi a banda que primeiro conheci e que me abriu um mundo todo de música pesada e desconectada do “mainstream”. Talvez seja esta ligação especial que tenha feito com que eu não percebesse os problemas de qualidade do som do show do Iron Maiden, no último Rock in Rio, tão comentada por várias pessoas, inclusive aqui do MHM. Eu que me pretendo tão observador em show, tão inclinado a tentar captar todas as informações disponíveis nos espetáculos sonoros, não ter percebido isso. Cheguei a pensar que a posição na plateia em que eu me encontrava teria sido privilegiada para a qualidade do som, mas é provável que não seja isto, e sim que, pela emoção do momento, não tenha percebido tão claro problema.
    Talvez seja fenômeno parecido que tenha feito com que o Eduardo tenha mencionado nesta publicação que a voz de Paul MacCartney estava em “muito bom estado”. Olha, não quero criar polêmica, mas estamos aqui para dar opiniões (não é?!?!) e para mim o ponto fraco dos shows dele certamente é sua voz. A banda é ótima, o set list impecável, e Paul, como instrumentista e “entretainer” é um primor. Mas sua voz deixou a muito de ser da qualidade dos tempos “Beatlelianos”. É compreensível. Fazem anos que ele entrou na faixa dos “sexogenários” e considerado isto sua voz pode ser avaliada como bastante boa. Mas aí, penso que o correto seria fazer uma análise condicional, relativa: “para a sua idade a voz de Paul está muito bem”, “na sua condição a voz está boa” ou coisa que o valha.
    E então, estou sendo “cri-cri” (existe esta gíria no centro do país) demais ou é por aí mesmo?

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  4. Sensacional infográfico da “Out There!” Tour… vale a pena ver ampliado o que Macca ainda representa quando está em tour…

    [ ] ‘ s,

    Eduardo.

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