Cobertura Minuto HM – Rock in Rio 2017 – Aerosmith e Def Leppard – parte 2: a logística impecável (!)

Fala, galera,

o bom desse blog é a imparcialidade – e a justiça. Fazemos posts sobre como são nossas experiências em shows e eventos e não nos cansamos de indicar o que encontramos, seja ruim, seja bom. E este post é para, acima de tudo, tirar o chapéu ao Rock in Rio nesta noite de show do Def Leppard e Aerosmith – pelo menos em nossa experiência. Aliás, pessoalmente, o título poderia ser algo como “o dia em que falei bem de um serviço neste país”…

Ficamos bastante incomodados (não vou dizer que não de maneira inesperada) que provavelmente mais uma vez passaríamos pelos velhos problemas de logística apontados. Era hora de ir e nos preparamos para o “pior”. Mas aí, “quebramos” a cara. Que bom falar isso.

Com a partida do ônibus “Primeira Classe” marcada para as 16h00 no ponto Santos Dummont, saímos do hotel que estamos, relativamente perto, meio em cima da hora. Chegamos efetivamente as 16h00. Não foi difícil encontrar o ponto da saída do ônibus, ainda que pudesse estar melhor sinalizado e informado inclusive no papel do cartão do transporte exatamente o ponto de saída, que mudou dos anos anteriores. Ao chegarmos, não encontramos fila e vimos um organizado sistema por RFID para validação da viagem.
Entramos no ônibus das 16h00 sem problemas, sem sustos, e com alguns minutos de atraso, o ônibus saiu após encher, com ar condicionado funcionando, limpeza adequada, tudo ok.
Sem imprevistos de trânsito, chegamos ao novo local da Cidade do Rock em cerca de 1h20. As informações passadas antes e na chegada foram rápidas e precisas. O novo local, no Parque Olímpico, mostrou suas qualidades logo de cara, com o estacionamento do Primeira Classe sendo bem organizado, bem identificado. Ao entrarmos pela entrada exclusiva deste meio de transporte, tivemos mais a agradável surpresa da excelente organização, revista e ausência de fila. Primeiro mundo. Sem contar o visual do lugar, tipicamente com os “desenhos” da espetacular geografia da cidade.
Ao entrarmos e vermos a nova Rock Street / Rock District, veio já uma certeza: o novo espaço, mais largo, já mostrava que a circulação seria MUITO melhor. Soma-se a isso a decisão de encolher o festival, acertada, para 75.000 pessoas (antes, 80.000 no lugar menor). Há agora uma “calçada da fama” com nomes inclusive não relacionados ao festival, o que mostra um respeito enorme. Notei mais opções de restaurantes de comidas e bebidas fora do caminho de circulação, além de um número muito bom de vendedores circulando. Não usei o RFID da fitinha do ingresso, então nisso não posso falar. Mas com dinheiro e cartão, tudo foi fantástico. Assim, o resultado foi o esperado: organização faz a coisa fluir. Apenas para registro, entende-se a inflação dos preços, ainda que eu considere que houve um “exagero do exagero”, mas, novamente, é assim e sabemos.
No horário que chegamos, um susto: uma quantidade IMENSA de pernilongos praticamente nos levantaram para nos levar ao Palco Sunset, onde veríamos o Alice Cooper antes de uma volta geral pelo festival. Era o horário deles. Faltou um repelente. Mas, depois do horário deles, a coisa melhorou (“resolveu”). Mas a dica é válida ainda para os dias finais do festival e para edições futuras caso sejam no mesmo lugar (assim espero).
Os banheiros, que já eram um ponto forte da edição anterior, também continuaram sendo bons nesta. Posso apenas falar pelo masculino, que sempre que necessário, estava limpo também.
As lojas, ainda que caras, apresentaram nesta edição uma gama ainda mais completa de produtos com a marca do festival, produtos este de muito bom gosto, além de alguma coisa de bandas, como do Alice Cooper e Def Leppard. Não vi nada do Aerosmith, infelizmente.
Não posso avaliar as atrações como tirolesa e roda-gigante, mas passando perto da roda-gigante, pelo menos em uma rápida olhada não identifiquei onde seria a entrada de quem é do RiR Clube. Fica este ponto ainda para melhora futura.
Passeamos também pelas áreas “alternativas” do festival, como a parte dos Games, que também mostrava ótimas sinais de organização. O festival mostrou nesta edição seu DNA de ter tudo que for de item para diversão, bem ao estilo americano de se fazer entretenimento. Os shows, que são os os pratos principais, acabam até dando espaço para os aperitivos, sobremesas etc.
Os shows, em termos de estrutura de palco, foram muito bons. Achei o som do Def Leppard melhor que do Aerosmith, como parece ser algo frequente com o headliner do festival. Mas não que o som do Aerosmith tivesse ruim – nada como o Iron Maiden, aquela vergonha que fizeram com o som da banda.
Para terminar o ponto logístico, vamos para o mais crítico de tudo: a volta! Ao final do show do Aerosmith e ao som da música tema do festival e da linda e tradicional queima de fogos, fomos para o mesmo portão da entrada. Nos perdemos na saída, indo no sentido de quem iria usar transporte “comum”. Ali tinha muita gente no fluxo. Quando achamos o fluxo para o Primeira Classe, veio o auge da surpresa: NADA de empurrões, filas, confusões. Saíamos rapidamente, não pegamos qualquer fila, entramos direto no ônibus que, logo após encher em coisa de 2 minutos, saiu também rapidamente. Em tempo recorde, em torno das 4h00 da manhã chegamos ao aeroporto novamente. Vi que algumas pessoas ainda estavam dormindo, dei um grito para acordá-las. Não deu muito certo. Ao avisar o motorista das pessoas ainda dormindo, veio a decepção com a resposta: “devia ter passado na Rocinha para elas ouvirem os tiros”. Infelizmente, é apenas o reflexo do estado largado do Rio de Janeiro.
Afirmo com relativa tranquilidade que foi não apenas meu melhor dia em TODAS as edições do RiR que participei desde 2001 em termos de logística, como também que identifiquei muitas melhoras em pontos que tanto sofremos no passado. Mais que isso: nem no Download 2016 tive tamanha boa experiência em termos logísticos. E olhe que lá foi nota, sei lá, 9,5, 9,8, pois lá dentro, vi filas no RFID (que usei) que foram ridículas enquanto não sabia que não precisava usar a pulseirinha para comprar coisas. Nesta quinta, eu dou 10,00. E olhe, parte 2, que eu não alivio e não dou nota 10,0 para quase nada.
Espero sinceramente que o B-Side tenha experiência similar na noite do Bon Jovi desta sexta-feira e que no sábado a galera também tenha essa experiência. Pagamos caro, MUITO CARO, então isso é o esperado.
Parabéns Medina e todos que organizaram a quinta-feira. Que o serviço seja mantido. Todos saem ganhando.

[ ] ‘ s,

Eduardo.


Categories: Aerosmith, Alice Cooper, Cada show é um show..., Curiosidades, Def Leppard, Off-topic / Misc, Resenhas, Scorpions

4 replies

  1. Bem, ao que parece os problemas logísticos ficaram na primeira semana, mas posso chutar que esse dia deve ter sido favorecido pelo fato de ter menos público ( teoricamente) do que os do primeiro fim de semana, para questões como circulação ou uso dos banheiros. Do onibus primeira classe eu vou comentar no outro post, o que tratou do problema da saída do evento.

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  2. Fiquei feliz em ter lido isso
    Organização é tudo

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